sábado, 29 de maio de 2010

Coppe lança Ônibus a Hidrogênio com tecnologia nacional

26/05/2010 - Coppe

Pesquisadores da Coppe apresentam ônibus que não polui o ambiente e com tecnologia 100% brasileira


Ao centro, a secretária de Estado do Ambiente, Marilene Ramos, representando o governador Sérgio Cabral



O primeiro ônibus a hidrogênio do Brasil com tecnologia 100% nacional foi lançado, nesta quarta-feira, dia 26 de maio, em evento realizado no Rio de Janeiro. O veículo, desenvolvido pela Coppe, em parceria com a Fetranspor e com as secretarias municipal e estadual de transportes, circulará nas ruas do Rio a partir do segundo semestre de 2010.

O lançamento reuniu dirigentes de empresas privadas e estatais, representantes de governo e de instituições financeiras, entre outros agentes necessários para que o projeto seja viabilizado, modernizando o transporte da cidade e tornando o meio ambiente mais limpo e sustentável.

Considerado a evolução do transporte urbano, o ônibus conta com financiamento da Finep, Petrobras, CNPq e Faperj. Segundo a secretária de Estado do Ambiente, Marilene Ramos, que representou o governador Sérgio Cabral na cerimônia, o ônibus “representa a possibilidade de fazer a reconciliação entre o transporte público e o meio ambiente, oferecendo à cidade coletivos menos poluentes e ruidosos”. Para o diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, o veículo atende perfeitamente à intenção da instituição de unir as questões energéticas com as mudanças climáticas.

O desafio inicial do ônibus será o Challenge Bibendum, rali promovido pela Michellin, entre os dias 30 de maio e 2 de junho, no Riocentro, no Rio de Janeiro. Em julho, o coletivo circulará na Cidade Universitária, transportando professores, alunos e funcionários e, no segundo semestre de 2010, será operado pela empresa Real em uma linha na Zona Sul, segundo revelou o diretor de Mobilidade da Fetranspor, Artur César Soares.


Coordenado pelo professor da Coppe, Paulo Emilio, o Ônibus a Hidrogênio tem autonomia para rodar até 300 km

“O hidrogênio desempenhará no século XXI o mesmo papel que o petróleo no século XX. Só que menos poluente e de mais fácil obtenção. É o futuro do transporte que estamos oferecendo à cidade. Já temos inclusive um planejamento para a industrialização deste ônibus”, frisou o professor da Coppe, Paulo Emílio de Miranda, coordenador do projeto, durante o evento.

O veículo, com tamanho e a aparência iguais de um ônibus urbano convencional (vista lateral de 12,5m), tem piso baixo, ar-condicionado, espaço para embarque de 

deficientes físicos e autonomia para rodar até 300 quilômetros. É movido a energia elétrica obtida de uma tomada ligada na rede e complementada com energia produzida a bordo, por uma pilha a combustível alimentada com hidrogênio. Isso significa um veículo silencioso, com eficiência energética muito maior que a dos ônibus convencionais a diesel e com emissão zero de poluentes. O que sai de seu cano de descarga é apenas vapor de água, tão limpo que, se condensado, resultaria em água para consumo.

Seu pioneirismo está no fato de terem sidos desenvolvidos no Brasil todos os equipamentos e subsistemas tecnológicos importantes para esta aplicação. O sistema de tração elétrica oferece partidas e deslocamentos suaves e permite otimizar o seu desempenho em função do ciclo de rodagem. Esse é o primeiro de uma série de três ônibus desenvolvidos pelo Laboratório de Hidrogênio da Coppe que fazem parte do mesmo programa da Secretaria de Estado de Transportes. O segundo ônibus será elétrico híbrido a álcool e o terceiro exclusivamente elétrico.



Os ônibus desenvolvidos na Coppe possuem o mesmo sistema de recuperação de energia cinética utilizado pelos carros de Fórmula 1. A diferença é que na Fórmula 1 esse sistema é voltado para ganho de velocidade e nos ônibus da Coppe para aumentar a eficiência energética e economizar combustível.



Entre 2010 e 2011, os três veículos rodarão na cidade do Rio de Janeiro, quando serão comparados aos ônibus convencionais. O objetivo é que os novos ônibus sejam uma opção de transporte sustentável para o Rio de Janeiro disponível para a Copa do

Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016. “A Prefeitura tem um papel essencial para a implementação deste projeto. Tenho certeza que os parceiros encontrarão a solução técnica para viabilizar a produção em larga escala, de forma que na Copa e nas Olimpíadas os ônibus já estejam circulando”, afirmou o vice-prefeito do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Muniz.

O projeto tem entre seus parceiros técnicos as empresas Weg, Rotarex, Busscar, Guardian, EnergiaH, Energysat, Electrocell, Controllato, Manvel e Hubz. Também conta com o apoio da Usiminas e da Eletrobrás. Também estiveram presentes ao evento o superintendente da SMTU, Waldir Perez; e o diretor de Pesquisa e Energia do Cenpes/ Petrobras, Paulo Roberto Barreiro Neves.



A nova economia do hidrogênio

Em 1874, no livro A ilha misteriosa, o escritor francês Júlio Verne profetizou que o hidrogênio seria o combustível do futuro. Naquela época, os cientistas já reconheciam a possibilidade de aplicação do hidrogênio para mover máquinas e haviam descrito os princípios de funcionamento de um conversor eletroquímico, que mais tarde viria a ser a primeira pilha a combustível.



Mas entre 1860 e 1890 foi desenvolvido o motor a combustão interna. A descoberta de crescentes reservas de petróleo fez o resto. Exceto por aplicações em naves, o mundo esqueceu a via eletroquímica, representada pelo hidrogênio e a pilha a combustível, e optou pela via térmica, representada pelos combustíveis fósseis e o motor a combustão interna, que são menos eficientes energeticamente, porém mais baratos e mais simples. Foi assim que o século 20 se tornou a era do petróleo.

Só agora, com a crise ambiental causada pela concentração na atmosfera do carbono proveniente da queima dos combustíveis fósseis, a velha profecia de Júlio Verne volta à tona.

Confira no link abaixo a matéria veiculada sobre o Ônibus a Hidrogênio da Coppe no Jornal Nacional, no dia 25 de março:

Pesquisadores da Coppe apresentam ônibus que não polui o ambiente e com tecnologia 100% brasileira











 



 





 

















quinta-feira, 27 de maio de 2010

1º ônibus a hidrogênio do BR é lançado



Coppe/UFRJ vai desenvolver mais dois modelos
Veículo circulará nas ruas do Rio a partir do segundo semestre deste ano
Nesta quarta-feira, 26, o País deu mais um importante passo na criação de tecnologias sustentáveis. Em evento realizado no Rio de Janeiro, foi apresentado ao mercado brasileiro o primeiro ônibus a hidrogênio com tecnologia 100% nacional.
Considerado uma evolução do transporte urbano, o ônibus - desenvolvido pela Coppe/UFRJ, em parceria com a Fetranspor e com as secretarias municipal e estadual de transportes - circulará nas ruas do Rio a partir do segundo semestre deste ano. O projeto, conforme anunciado, contou com financiamento da Finep, Petrobras, CNPq e Faperj.
Para Marilene Ramos, secretária de Estado do Ambiente, o veículo “representa a possibilidade de fazer a reconciliação entre o transporte público e o meio ambiente, oferecendo à cidade coletivos menos poluentes e ruidosos”.
Segundo o diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, o ônibus atende perfeitamente à intenção da instituição de unir as questões energéticas com as mudanças climáticas. De acordo com Artur César Soares, diretor de Mobilidade da Fetranspor, em julho, o coletivo circulará na Cidade Universitária, transportando professores, alunos e funcionários e, no segundo semestre de 2010, será operado pela empresa Real em uma linha na Zona Sul.
“O hidrogênio desempenhará no século XXI o mesmo papel que o petróleo no século XX. Só que menos poluente e de mais fácil obtenção. É o futuro do transporte que estamos oferecendo à cidade. Já temos inclusive um planejamento para a industrialização deste ônibus”, destacou o professor da Coppe, Paulo Emílio de Miranda, coordenador do projeto.
O veículo, com tamanho e a aparência iguais de um ônibus urbano convencional tem autonomia para rodar até 300 quilômetros. É movido a energia elétrica obtida de uma tomada ligada na rede e complementada com energia produzida a bordo, por uma pilha a combustível alimentada com hidrogênio.
Os pesquisadores destacam que o pioneirismo deste projeto está no fato de todos os os equipamentos e subsistemas tecnológicos importantes para esta aplicação terem sidos desenvolvidos no Brasil.
Além disso, esse é o primeiro de uma série de três ônibus desenvolvidos pelo Laboratório de Hidrogênio da Coppe que fazem parte do mesmo programa da Secretaria de Estado de Transportes. O segundo ônibus será elétrico híbrido a álcool e o terceiro exclusivamente elétrico.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Coppe lança ônibus elétrico com apoio da Secretaria Estadual de Transportes



26/05/2010 - 17h12 - Secretaria de Estado de Transportes

Na manhã desta quarta-feira (26/05) a Coppe/UFRJ apresentou, no Aterro do Flamengo, o ônibus do futuro. Não poluente, silencioso e confortável, o veículo é movido à energia elétrica obtida de uma tomada ligada na rede e complementada com energia elétrica produzida a bordo, por uma pilha a combustível alimentada com hidrogênio. O projeto contou com o apoio do Governo do Estado, através da Secretaria de Transportes.O projeto inclui inovações tecnológicas que o colocam à frente dos demais veículos a hidrogênio que vem sendo testados nos países desenvolvidos. Ele é mais eficiente energeticamente, graças ao tipo de pilha a combustível e aos dispositivos para armazenamento e gerenciamento de energia. Outra característica importante é o fato do novo veículo está no fato de não ser poluente. Ao contrário dos veículos convencionais, a emissão de poluentes é zero. De acordo com a Coppe, o que sai de seu cano de descarga é apenas vapor d’água, tão limpa que, se condensada, pode ser bebida normalmente.
O superintendente da Agência Metropolitana de Transportes, Waldir Peres, representou o secretário estadual de Transportes, Sebastião Rodrigues, no evento.
- A Secretaria de Transportes está muito satisfeita com o lançamento deste projeto. Acreditamos que esta é uma conquista importante e um marco para os investimentos em novas pesquisas sobre combustíveis limpos. Além disso, este projeto vai ao encontro dos nossos esforços para 2016, de termos uma Olimpíada verde, com transportes não-poluentes atendendo boa parte da Região Metropolitana do Rio – ressalta Peres.
O novo ônibus começará a transportar, em junho, alunos e professores na Cidade Universitária e poderá rodar nas ruas do Rio de Janeiro durante a realização da Copa do Mundo de 2014. Com espaço para transportar 29 passageiros sentados e 40 em pé, o ônibus híbrido tem autonomia para rodar até 300 quilômetros, ideal para trafegar nas grandes metrópoles, onde os engarrafamentos aumentam a poluição do ar.

Prefeito em exercício assiste à apresentação do primeiro ônibus híbrido brasileiro


TRANSPORTE


Veículo preenche os padrões tecnológicos e sustentáveis que a Prefeitura deseja implantar na frota municipal

26/05/2010 - Agencia Rio

Ascom Secretaria Municipal de TransportesO prefeito em exercício e secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, participou nesta quarta-feira da apresentação do primeiro ônibus híbrido movido a hidrogênio produzido totalmente no Brasil., pela Coppe/UFRJ. Com piso baixo, ar condicionado e autonomia para rodar até 300 km, o veículo preenche os padrões tecnológicos e sustentáveis que a Prefeitura deseja implantar na frota municipal de ônibus, já tendo em vista a Copa do Mundo de 2104, a Rio +20 e os Jogos Olímpicos de 2016.

“Além de atender a todas as exigências ambientais, de segurança, acessibilidade, conforto e eficiência, esse ônibus é feito com tecnologia brasileira produzida em nossa cidade. Este tipo de veículo não poluente é o novo modelo de transporte público que o Rio de Janeiro quer. Será um grande salto de qualidade na vida dos cariocas”, afirmou o prefeito em exercício, Carlos Alberto Muniz.

Silencioso, confortável e com eficiência energética superior a dos ônibus convencionais a diesel, o ônibus híbrido não emite poluentes: o resíduo que sai de seu cano de descarga é apenas vapor d'água que, se condensado, serviria até para o consumo humano, garantem os pesquisadores do Laboratório de Hidrogênio, da Coppe. Perfeito para trafegar em grandes metrópoles, onde os engarrafamentos comprometem a qualidade do ar e promovem desperdício energético, o ônibus híbrido vai circular em caráter experimental, ainda este ano, em uma linha de ônibus a ser definida pela Secretaria Municipal de Transportes.

O ônibus híbrido a hidrogênio mostrou-se mais eficiente do que os similares produzidos em outros países, graças ao tipo de pilha a combustível e aos dispositivos para armazenamento e gerenciamento de energia. Um conjunto de baterias localizado no teto do veículo e carregado em tomada elétrica garante um terço da autonomia de 300 km. O restante vem da energia produzida a bordo pela pilha combustível alimentada a hidrogênio e pela regeneração da energia cinética adquirida a partir da movimentação do ônibus. A disposição dos equipamentos a bordo permitiu uma redução do peso do veículo, garantindo mais espaço para os passageiros, além da acessibilidade a portadores de necessidades especiais.

O projeto, contam seus idealizadores, incorporou contribuições da indústria nacional, o que acelerou a elaboração do protótipo. Com essa iniciativa, o Brasil passa a integrar o seleto grupo de países que se prepara para ingressar na nascente economia do hidrogênio, a fonte energética limpa que poderá desempenhar no século 21 o mesmo papel exercido pelo petróleo no século passado.

"A Prefeitura é parceira deste projeto que qualifica o transporte de passageiros na cidade sob uma ótica de conforto, eficiência, acessibilidade e sustentabilidade. Este padrão é o que perseguimos para o futuro da cidade", observa Rômulo Orrico, subsecretário municipal de Transportes. "A Secretaria de Transportes vai acompanhar o desenvolvimento desta e de outras tecnologias não poluentes e contribuir para que ela esteja disponível à população o mais breve possível", acrescenta.

Além do prefeito em exercício e do subsecretário municipal de Transportes, o evento contou com a participação da secretária estadual de Meio Ambiente, Marilene Ramos; do diretor da Agência Metropolitana de Transportes Urbanos, Waldir Peres; do presidente da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa; e de representantes das empresas parceiras do projeto.

O ônibus do futuro


26/5/2010
O Globo

Assim funciona o ônibus a hidrogênio, que será apresentado hoje pela Coppe/UFRJ no Aterro do Flamengo - o primeiro a rodar no país. O invento ganha as ruas no próximo semestre. E, embora tenha custo maior do que os tradicionais veículos a diesel, espera-se que sua presença cresça exponencialmente até a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas, dois anos depois.
   
O preço do ônibus a hidrogênio é cinco vezes maior do que o dos movidos a diesel, mas o investimento na nova frota prova-se mais barato em cerca de três anos, segundo seus idealizadores. Ao contrário do transporte já disponível, o novo modelo, com tecnologia 100% nacional, tem aparato mecânico menor e custo irrisório de abastecimento.
   
O veículo, que não emite poluentes - um ganho e tanto em tempos de aquecimento global e necessidade de redução de emissões de gases-estufa - também gera uma economia significativa para o sistema de saúde pública. Se toda a frota paulistana fosse substituída por ônibus a hidrogênio, a cidade deixaria de desembolsar R$ 600 milhões com o tratamento de doenças respiratórias.
   

Três fontes de energia disponíveis
   
O veículo, que tem autonomia para percorrer 300 quilômetros, usa três fontes de eletricidade: conexão prévia à rede (feita por baterias carregadas na tomada), pilha a combustível (alimentada com hidrogênio) e energia produzida a bordo.
   
- Um ônibus a diesel desperdiça energia cinética produzida quando o motorista freia ou não pisa no acelerador.
   
No veículo a hidrogênio, ela transformase em energia elétrica, armazenada em ultracapacitores - explica Paulo Emílio de Miranda, coordenador do Laboratório de Hidrogênio da Coppe.
   
Um condutor reúne essas fontes aos diferentes equipamentos do veículo - ar condicionado, sistema de tração, acionamento de portas. A divisão do espaço interno foi idealizada para que houvesse o menor gastode energia possível. Ainda assim, foi possível dar ao ônibus um aspecto semelhante ao de seus antepassados a diesel. Dentro dele cabem 68 pessoas, sendo 27 sentadas.
   
Há, também, rampa e uma área reservada para deficientes físicos.
   
O ônibus começará, no mês que vem, a transportar alunos e professores pela Cidade Universitária, onde foi construído.
   
A Petrobras vai instalar um posto de abastecimento na região, com cilindros que armazenem hidrogênio gasoso.
   
Até o fim do ano, o veículo será incorporado à frota de uma empresa de ônibus comercial, provavelmente cumprindo o trajeto entre os aeroportos do Galeão e Santos Dumont.
   
Antes de produzir veículos semelhantes, a Coppe vai se dedicar à fabricação de outros dois protótipos: um ônibus elétrico híbrido a álcool e outro exclusivamente elétrico. Segundo Miranda, cada modelo tem as suas vantagens.
   
- O veículo 100% elétrico não produz resíduo algum. Sequer tem cano de descarga. Mas sua autonomia é a menor entre os três, e, por isso, ele é apropriado para trajetos mais curtos - compara. - O híbrido a álcool conta com uma infraestrutura instalada, que são os atuais postos de abastecimento.
Mas o ônibus de hidrogênio, que inauguramos agora, me parece o mais sustentável, o que vai perdurar.
   
O projeto da Coppe junta-se a um seleto grupo, composto por cerca de dez iniciativas no mundo (a maioria ainda em fase de protótipos), visando ao desenvolvimento de ônibus movidos a hidrogênio.
   
Estima-se que tenham sido produzidos cerca de 50 veículos semelhantes ao que será usado no Rio.
   
O ônibus contou com financiamento de empresas privadas, Petrobras e Finep. Agora, a Coppe negocia investimentos para a construção de pequenas frotas com a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros (Fetranspor), a prefeitura e o governo estadual.
   
- É uma grande demonstração de capacidade tecnológica e preocupação ambiental do país - elogia Miranda.
   
- A mudança da frota de ônibus começará timidamente, mas, na Copa do Mundo, podemos ter um transporte limpo, ao menos em alguns corredores urbanos.

Primeiro ônibus movido a hidrogênio deverá ser apresentado nesta quarta-feira no Rio



26/05/2010 - Transporte Idéia
O Rio de Janeiro deverá ganhar, nesta quarta-feira, o primeiro ônibus movido a hidrogênio com tecnologia 100% nacional. O veículo, que poderá circular a partir do segundo semestre deste ano, foi construído sob uma parceria entre a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), as secretarias municipal e estadual de Transportes e o Coppe/UFRJ. As informações são da “Agência Rio”.
A solenidade de apresentação será às 10h, no Porção Rio’s, no Aterro do Flamengo, zona sul da cidade. Na ocasião, também será lançado o Programa Rio Transporte Sustentável, da secretaria estadual de Transportes.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Prefeitura do Rio deve ter que pagar para licitar ônibus



24/05/2010 - Transporte Idéia
Após decisão da 2ª Câmara Cível, a prefeitura do Rio de Janeiro só vai poder licitar as linhas de ônibus que circulam pela cidade depois que indenizar os empresários que exploram o serviço. Segundo a Justiça, na época da concessão dos contratos a licitação não era exigida, como publicou o jornal “O Dia” na última quinta-feira.
Segundo o presidente da Rio Ônibus, Lélis Teixeira, os desembargadores, que tomaram a decisão por três votos a zero, não aceitaram a renovação automática das permissões, que foi reivindicada pelas empresas. Ele disse ainda que precisam conhecer mais detalhes da sentença, que ainda não foi publicada.
O Ministério Público, autor da ação que solicitava a licitação, já avisou que vai recorrer da sentença. A 4ª Vara da Fazenda Pública determinara que a administração municipal promovesse concorrência pública para as linhas, em 2007. Esta decisão é que foi modificada pela 12ª Câmara Cível.
O prefeito Eduardo Paes chegou a anunciar que iria licitar todas as linhas de ônibus que circulam na capital, no mês passado. Na ocasião, ele disse ainda que não iria aceitar pagar indenização para as empresas.

domingo, 23 de maio de 2010

Eduardo Paes lança Transolímpica e promete inaguração em 2015


Enviado por Marcelo Dias - 
17.5.2010
 
| 22h02m
BRT


Encontro da Avenida das Américas com Salvador Allende, de onde partirá a Transolímpica.

O prefeito Eduardo Paes anunciou ontem o projeto para construção da Transolímpica, a via expressa para ônibus articulados e automóveis que ligará o Recreio dos Bandeirantes a Deodoro. Antes chamada de Linha Azul e Ligação C, a estrada terá 26 quilômetros e se integrará à Transoeste (Santa Cruz-Barra da Tijuca), à Transcarioca (Barra-Penha), à Avenida Brasil e à rede ferroviária, na estação de Deodoro. 

A Transolímpica terá um corredor central segregado para coletivos, com 18 estações e dois terminais, e três faixas em cada pista para carros de passeio  — que passarão por uma praça de pedágio próximo à Avenida Marechal Fontenelle, em Magalhães Bastos. O valor da passagem dos ônibus será o do bilhete único. O projeto é inspirado nos corredores de ônibus expressos (BRTs) de Curitiba.

A viagem completa de ônibus será feita em 40 minutos nos paradores e de 25 minutos nos expressos. Os coletivos irã até a estação de trem e os carros seguirão mais além, até a Avenida Brasil. O trajeto sairá do Recreio e passará por Camorim, Jacarepaguá, Curicica, Taquara, Magalhães Bastos, Sulacap e Deodoro. Os editais de licitação para construção e operação devem ser lançados em setembro, com o início da obra marcado para o primeiro semestre de 2011, com inaguração quatro anos depois e concessão por 35 anos.

Túnel contra desapropriações

O projeto prevê a construção de 30 quilômetros de ciclovia e bicicletários nos pontos de ônibus. Estima-se que a via atenda a 100 mil usuários e a 50 mil veículos por dia. A obra é considerada a maior da cidade nos últimos 30 anos. O preço do pedágio a ser cobrado ainda não foi definido. Para efeito de comparação, a tarifas na Linha Amarela custa R$ 4, em cada sentido.

Para reduzir os gastos e os transtornos com desapropriações, a prefeitura optou por construir quatro quilômetros de túneis, encarecendo mais o projeto. A prefeitura também negociará com o governo estadual a cessão de parte do terreno do Centro de Formação de Praças da PM, em Sulacap. O trajeto também cortará mais duas favelas. 

— Teremos 3 mil desapropriações na Transcarioca. Para a Transolímpica, buscamos reduzir isso. A partir da Taquara, entre as estradas do Rio Grande e da Boiúna, faremos tudo por túnel, pelo Maciço da Pedra Branca, para evitar desapropriações em uma área urbana já estabilizada, o que também diminui o impacto ambiental — explicou Eduardo Paes.

Um BRT em Curitiba, com pistas segregadas para os ônibus, com os carros transitando em pistas externas.

Passagem paga nas estações 

Tal como nos BRTs de Curitiba, os passageiros pagarão a passagem em estações tubulares, e não nos ônibus, o que reduzirá o tempo de embarque e desembarque para algo entre 30 e 60 segundos. Segundo o prefeito, o valor da tarifa será o do bilhete único. O projeto não teve o custo revelado, mas é possível estimá-lo.
Pelo traçado antigo, apresentado ao Comitê Olímpico Internacional, a via seria menor, com 15 quilômetros, e custaria US$ 483 milhões. Como seguirá pela Avenida Salvador Allende, há a previsão de mais US$ 45 milhões para o alargamento das pistas. 

— O traçado original foi desenhado em 1995, 1996, passava pelo meio de Curicica e praticamente acabava com o bairro. O morador de lá tinha muito medo disso porque dividiria o bairro ao meio e geraria desapropriações —  disse Paes, acrescentando que buscará recursos federais para a empreitada, mas que preferiu tocar o projeto através de uma parceria com a iniciativa privada (PPP):

— Preferimos não esperar ou não contar com isso (com o dinheiro federal). Com a PPP, teremos recursos privados e públicos, garantindo a implantação da via.

BRT com pista dupla em Curitiba.

Atraso de um ano

Inicialmente, a frota será composta por 60 ônibus articulados, com capacidade mínima para 160 passageiros. Entretanto, pela proposta encaminhada ao COI, essa frota teria 130 veículos — mais do que o dobro. A via será vigiada por 55 câmeras de video, terá um centro de controle para detecção de acidentes e sistema de onda livre no pedágio. 

— Será uma via importante para os atletas nas Olimpíadas, que se deslocarão entre a vila olímpica e o complexo de esportes radicais em Deorodo — diz o subsecretário de Projetos Estratégicos, Luiz Fernando Barreto.
De acordo com o caderno de encargos apresentado ao COI, a Transolímpica sairá do papel com atraso de um ano. A meta era iniciar as obras agora, em 2010, concluindo-as em 2013. Pelo calendário prometido, a Transcarioca também está atrasada. A sua construção deveria ter começado no ano passado, com término em 2014.

As estações

A localização das 18 estações ainda não está definida. O terminal do Recreio será erguido em um terreno em frente ao shopping center Barra Word, na Avenida das Américas, no encontro com a Salvador Allende.
— Onde explodiu a bomba do bicheiro! — disparou Paes, respondendo aos jornalistas.
, que terá três paradas: uma próxima à futura sede da CBF, outra em frente à Vila Olímpica e outra no Rio Centro. 

Mais adiante, haverá outra parada em uma rua a ser construída, onde hoje está a Favela Asa Branca. Depois, segue para a Estrada do Urubu, que terá uma estação. Nesse ponto, a Transolímpica segue por trás dos laboratórios farmacêuticos até cruzar a Estrada dos Bandeirantes, em Curicica, onde haverá outra parada para integração com a Transcarioca. 

Entre Curicica e Taquara, haverá mais quatro estações. Uma delas será dentro do túnel sob o Maciço da Pedra Branca. Na Avenida Marechal Fontenelle, mais uma parada. Sulacap terá uma e Deodoro a última.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Sindicato dos Rodoviários do Rio faz greve nesta segunda-feira

PARALISAÇÃO


Publicada em 21/05/2010 às 20h41m
Marcelo Dias - Extra - 21/05/2010
    Greve de ônibus na Zona Oeste, em abril, afetou também passageiros na Zona Sul. Na foto, ponto lotado no Leblon / Foto de Gabriel de Paiva - O Globo
    RIO - O Sindicato dos Rodoviários entrará em greve a partir da 0h da próxima segunda-feira. A informação foi dada pelo blog Casos de Cidade. A paralisação, que poderá prejudicar 3,4 milhões de pessoas, acontece dois meses após o sindicato firmar um acordo coletivo, com aumento de 5% na capital e de 7% no Grande Rio.
    Em nota, o Rio Ônibus, que representa as empresas de viação, informou que solicitou o apoio da secretaria de segurança e que vai entrar na Justiça para que a greve seja decretada ilegal. A secretaria estadual de Transportes solicitou a todas as concessionárias de transporte para que reforcem a operação na segunda-feira. Trens, barcas e o metrô devem operar com capacidade total de transporte de passageiros.
    Entre as principais reivindicações dos rodoviários, estão reajuste salarial de 15% e o fim da dupla função para motoristas que fazem as vezes de trocador. A assembleia desta sexta foi provocada por opositores que tentam criar outro sindicato. O mesmo grupo paralisou 11 empresas no dia 12 de abril, num movimento considerado ilegal pela Justiça do Trabalho e que deixou 120 mil passageiros a pé.
    - Daquela vez, faltou muita gente à assembleia e começaram a parar empresa por empresa, através desse sindicato fajuto. Além disso, sempre ganhamos mais do que os colegas da Baixada e tem patrão que não paga hora extra e nem cumpre o acordo coletivo. A categoria se revoltou - diz o presidente do sindicato, Antônio Onil da Cunha, o Branco.
    Também em nota, o presidente Lélis Teixeira considerou injustificada e ilegal a greve. Ele argumenta que acordo coletivo entre os sindicatos patronal e dos trabalhadores acabou de ser assinado.
    No próximo dia 9, a prefeitura promete divulgar o edital de licitação das linhas de ônibus, mas o Tribunal de Justiça deve publicar na próxima segunda uma decisão da 12ª Câmara Cível condicionando-a à indenização das empresas que perderem suas permissões. A Procuradoria-Geral do Município só se pronunciará após ser notificada, mas o prefeito Eduardo Paes já disse ser contra.

    Licitação de linhas de ônibus pode emperrar

    SINAL AMARELO


    Publicada em 20/05/2010 às 23h14m
    O Globo - 20/05/2010
      RIO - A Justiça acolheu um pedido do Ministério Público estadual e determinou que seja feita a licitação das linhas de ônibus municipais. Porém, condicionou a deflagração do processo a um levantamento, a ser feito pela prefeitura, para apurar se as empresas que exploram o serviço têm direito a indenização. Se ficar comprovada a necessidade de ressarcimento, o município só poderá dar início à licitação após o pagamento da indenização. A Procuradoria Geral do Município informou que só vai se pronunciar sobre o caso após a publicação da decisão, que deverá acontecer na segunda-feira, quando está prevista também a divulgação do edital de licitação.
      A procuradora Patrícia Rosa disse que o MP, autor da ação, vai entrar com recurso, por considerar que o processo de licitação não pode estar vinculado ao fato de as empresas terem ou não direito à indenização.
      Nesta sexta-feira, o Sindicato dos Rodoviários do município do Rio realiza assembleia para decidir se a categoria, que reivindica 15% de aumento salarial,fará greve na próxima segunda-feira.
      Leia mais:
      Licitação de ônibus do Rio vai fixar intervalos de tempo e distâncias entre os pontos

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      TRANSPORTES


      Publicada em 29/04/2010 às 23h09m
      Selma Schmidt - O Globo - 29/04/2010

        Engarrafamento de ônibus na Av. Nossa Senhora de Copacabana. Foto: Marco Antônio Teixeira
        RIO - O secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, explicou nesta quinta-feira, durante a apresentação do pacote de mudanças no sistema de transporte público da cidade, que os futuros ônibus terão de ter suspensão a ar, motor traseiro, câmbio automático, direção hidráulica e escadas rebaixadas. Também serão fixados patamares de ocupação máxima, de intervalos e de distâncias a serem percorridas até os pontos. Os ônibus que circularem em grandes vias troncais, como a Avenida Brasil, serão articulados e biarticulados, iguais aos de Curitiba, que têm capacidade para transportar até 220 passageiros. Os vencedores da licitação terão seis meses - a partir de outubro, ou seja, até abril de 2011 - para operar com a estrutura atual. Findo o prazo, deverão começar a apresentar, na prática, as propostas que apresentaram. A modernização de toda frota será gradual e deverá ser feita até 2016, preparando a cidade para as Olimpíadas.
        A tarifa básica nos ônibus da cidade será substituída pelo bilhete único, que deverá começar a ser implantado possivelmente em outubro. Os secretários Alexandre Sansão (Transportes) e Luiz Antônio Guaraná (Casa Civil) informaram que a passagem mais barata passará de R$ 2,35 para R$ 2,40, para o passageiro que usar um ou mais ônibus num determinado período de tempo. O bilhete único será implantado no fim do processo de licitação de todos os 836 trajetos. O edital será lançado em 24 de maio. A concessão será por 20 anos e caberá às empresas ou aos consórcios apresentar uma proposta técnica visando a reduzir a frota nas Zonas Sul e Norte e aumentar na Zona Oeste.
        - Na licitação, a proposta de racionalização apresentada pelos consórcios ou empresas terá peso semelhante ao da outorga a ser paga à prefeitura - disse Sansão.
        Empresários definirão itinerários e número de ônibus em cada linha
        A secretaria não apresentou um projeto de racionalização dos ônibus, tarefa que transferiu para os empresários. Caso considere necessário, porém, poderá, a qualquer momento, alterar itinerários e o número de ônibus de cada uma das linhas. Existem cerca de 8.500 ônibus no Rio. Segundo a Secretaria de Transportes, 2.500 passam pela Zona Sul, frota que pode ser reduzida à metade. O Rio-Ônibus, sindicato que representa os empresários do setor, não se pronunciou.
        O edital de licitação dividirá a cidade em cinco regiões. Para a região 1 (Centro e área portuária), considerada destino, não poderão ser apresentadas propostas. Os percursos dessa área entrarão no bloco da região 2 (Zona Sul, Tijuca e adjacências). Na região 3, estão incluídos 83 bairros da Zona Norte e na região 4, Barra, Jacarepaguá e adjacências. Para ônibus que integram regiões, prevalece aquela com maior número de embarques. As empresas poderão concorrer em duas ou mais regiões, mas só poderão assumir uma delas. Sansão não informou o valor da outorga mínima que deverá ser paga à prefeitura.
        O Diário Oficial publicou nesta quinta-feira justificativa do prefeito Eduardo Paes de lançamento do edital de licitação das linhas de ônibus da cidade e da implantação do bilhete único no município. "No Rio de Janeiro, o modelo vigente há décadas, de permissões para as empresas operarem linhas de ônibus, tem prejudicado a organização e a racionalização do sistema e estimulado a concorrência predatória entre os diversos modos de transporte que operam na cidade, em detrimento da integração." argumentou Paes.
        Bilhete único só poderá ser usado em ônibus sem ar-condicionado
        De acordo com o cronograma da Secretaria de Transportes, na segunda-feira será publicada a convocação de uma audiência pública para o dia 13 de maio. Depois da publicação do edital, em 24 de maio, a previsão é de concluir o processo licitatório entre 45 e 60 dias. Em vez de permissionários, os donos de ônibus passarão a ser concessionários e firmarão contrato com a prefeitura.
        - O sistema vai funcionar melhor - assegurou Sansão. - O modelo vigente faz com que o poder público tenha poucos instrumentos de regulação do sistema e, de fato, a frágil regulação prejudica a exigência por uma melhor qualidade do serviço. Este ambiente atual faz com que os recursos, que poderiam ser investidos em qualidade de serviço, sejam desperdiçados nos congestionamentos, provocados muitas vezes pelo excesso de ônibus, linhas superpostas e falta de corredores exclusivos.
        O número de viagens que o usuário poderá fazer com o bilhete único e tempo de duração do cartão ainda serão decididos. A garantia é que o passageiro poderá usar pelo menos dois ônibus durante duas horas. Guaraná alegou que mesmo aqueles que usarem um ônibus só, pagando uma tarifa maior do que a atual, terão vantagens:
        - O sistema vai funcionar melhor. Vão ganhar em tempo, conforto e otimização do serviço.
        Implantado sem subsídio, o bilhete único só poderá ser usado em ônibus sem ar-condicionado. Os reajustes, a partir da criação do bilhete, serão anuais. No futuro, as vans que estão sendo licitadas poderão se integrar ao sistema. A integração com o metrô, os trens da SuperVia e as barcas também ficará para uma próxima etapa.
        Com a entrada em vigor do bilhete único, a tarifa básica terá o segundo aumento do ano. O último reajuste na tarifa básica no Rio, de 6,13%, foi dado no início de fevereiro, quando passou de R$ 2,20 para R$ 2,35. Antes, o último aumento fora em dezembro de 2008, quando a passagem custava R$ 2,10.
        Em São Paulo, que virou referência para o bilhete único, o passageiro paga R$ 2,70 e, durante três horas, pode pegar até quatro conduções. Mas o benefício, criado em 2004, tem seu preço. O subsídio pago pela prefeitura aumentou 134% entre 2004 e 2008, chegando a R$ 636 milhões por ano, o equivalente a 5,5% do orçamento da prefeitura do Rio para 2009.
        No estado, o bilhete único entrou em vigor em fevereiro, integrando 20 mil ônibus da Região Metropolitana com barcas, trens, metrô e vans intermunicipais legalizadas. A principal vantagem do bilhete único intermunicipal foi baixar para R$ 4,40 o preço de todas as viagens que usem até dois tipos de transportes num intervalo de duas horas.
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