segunda-feira, 30 de junho de 2014

Jacarepaguá tem outras opções de ônibus que levam ao Transcarioca

30/06/2014 - Extra - RJ

O corredor expresso BRT Transcarioca, que liga a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha, ganha, nesta segunda-feira, mais quatro linhas de ônibus que funcionarão como alimentadoras do sistema durante 24 horas. Outras duas linhas antigas têm seu itinerário reduzido. As seis ficam na região de Jacarepaguá.

Os passageiros ainda terão tempo até se acostumarem. A Secretaria municipal de Transportes garante que parte da frota das linhas antigas ainda vai circular de acordo com os itinerários antigos. A adaptação será gradual.

O processo de redução do número de linhas de ônibus da região foi iniciado em meados de junho, com a retirada das linhas 831 e 897A. Houve, também, a implantação das primeiras linhas alimentadoras: a 865A (Pau da Fome-Taquara, via Estrada Caldas), com integração ao Transcarioca na estação Taquara; e a 889A (Sulacap-Taquara), com integração ao BRT na estação Merck. As linhas 803 e 691 também tiveram modificações.

O sistema, que entrou em operação no dia 1º de junho, já transporta 23 mil passageiros por dia.

Mudanças

BoiÚNA-Taquara

Começa a operação da linha 806A (Boiúna-Taquara), em substituição à linha 806 (Boiúna-Barra da Tijuca), com integração ao BRT no Terminal Taquara-Bandeira Brasil.

CURICICA-Recreio

Passa a operar a linha circular 959A (Curicica-Recreio), em substituição à linha 758 (Cascadura-Recreio), com integração nas estações BRT Salvador Allende (Transoeste) e Praça do Bandolim (Transcarioca).

Barra da Tijuca

A Linha 332 (Taquara- Castelo, via Avenida Sernambetiba) passará a ser 332 (Alvorada-Castelo). A linha 832 (Colônia-Joatinga) será transformada na 832A (Colônia-Hospital Sarah Kubitschek), com integração na estação BRT Hospital Sarah (Transcarioca). A 808 (Colônia-Joatinga, via Barra Sul) será transformada na 808A (Colônia-Recreio, via Curicica), com integração nas estações do BRT Salvador Allende (Transoeste) e Taquara (Transcarioca).

A linha 888 (Sulacap-Barra da Tijuca) será transformada na 888A (Alvorada-Joatinga, via Avenida das Américas), com integração na estação do BRT Santa Efigênia (Transcarioca).

Novos abrigos de ônibus de Niterói são reprovados por moradores

Mobiliário urbano será completamente instalado em cinco anos e empresa vai explorar publicidade

POR MÁRCIO MENASCE

30/06/2014 - O Globo

 O novo pontos da orla de Icaraí, ainda sem bancos Foto: Bia Guedes / Agência O Globo
O novo pontos da orla de Icaraí, ainda sem bancos
Foto: Bia Guedes / Agência O Globo

O novo pontos da orla de Icaraí, ainda sem bancos - Bia Guedes / Agência O Globo
NITERÓI - Mal começaram a ser instalados, os novos abrigos de ônibus, parte do projeto de troca do mobiliário urbano, estão dando o que falar. Entre os moradores, há quem já esteja com saudade dos antigos. A principal queixa é que os equipamentos não protegem contra a chuva.

— A cobertura não é adequada, quando chove, quem está embaixo fica tão molhado quando quem está de fora — lamenta Denise Lima, moradora de Icaraí.

Outro detalhe que chamou a atenção da população é que as placas de publicidade agora ficam separadas dos abrigos, ocupando mais espaço na calçada.

— Os painéis com anúncios de seus patrocinadores ocupam espaços desnecessários e prejudicam o direito de ir e vir dos transeuntes — afirma Antônio Marques, que também vive em Icaraí.

Moradores reclamam ainda da maneira como os pontos de ônibus foram instalados. Em diversos deles, ao longo da orla de Icaraí e São Francisco, as pedras portuguesas das calçadas foram retiradas não repostas. O calçamento foi remendado com cimento. A instalação das placas de publicidade foi feita da mesma maneira. Nestas, também é possível observar os conduítes usados para adaptar a fiação elétrica expostos sobre o equipamento. Em vários deles, a peça publicitária se desprendeu e ficou embolada atrás do vidro.

Prefeitura diz que abrigos são próprios para clima quente da cidade

Para a prefeitura, diferentemente da opinião de moradores, os equipamentos visam à proteção da população. Segundo o município, os novos modelos têm teto, bancos e parte traseira e, considerando-se o clima predominantemente quente da cidade, ele é aberto em sua lateral, permitindo a circulação do ar.

Já os totens publicitários, de acordo com o município, foram estrategicamente posicionados para proteger a população do vento e liberar a circulação no entorno dos abrigos, ao contrário do que acontecia antigamente, quando eram posicionados junto ao ponto.

Sobre as reclamações quanto aos remendos no calçamento para instalação dos pontos de ônibus, a prefeitura afirma que o mobiliário urbano ainda está em fase de instalação e, portanto, o acabamento com cimento é provisório, tendo em vista que ainda será necessário trabalhar na fiação da iluminação pública. Assim que a instalação for concluída, as pedras portuguesas serão repostas.

O novo equipamento é parte do mobiliário urbano que será instalado na cidade no prazo de cinco anos. O contrato com o consórcio Kallas prevê, entre outros itens contratados, 300 abrigos de ônibus, 80 relógios eletrônicos, 500 placas de rua, 26 bicicletários com dez suportes cada, 1.500 direcionadores de pedestre, três painéis eletrônicos, 90 totens de informação institucional, 30 aspersores e 140 totens publicitários.

Investimento de R$ 36 milhões

O modelo do negócio seguiu o exemplo da cidade de São Paulo. O contrato, em Niterói, prevê um investimento mínimo de R$ 36 milhões. Em contrapartida, a Kallas poderá explorar por 25 anos a publicidade nesses equipamentos.

Read more: http://oglobo.globo.com/rio/bairros/novos-abrigos-de-onibus-de-niteroi-sao-reprovados-por-moradores-13054988#ixzz368sIsddk

domingo, 29 de junho de 2014

A história da empresa Transportes Amigos Unidos

Michel Silva, 06/04/2014

No final de 2013, reproduzimos uma reportagem do jornalista Sérgio Fleury sobre as lotações apelidadas de amarelinhos pelos cariocas. A matéria foi publicada originalmente no Jornal do Brasil, dia 27/05/1977.

Nesta reportagem, o intuito é resgatar a memória da empresa Transportes Amigos Unidos (TAU) que serviu durante décadas a população do Rio de Janeiro, principalmente aos moradores da Rocinha.

Em 1957, o transporte por ônibus era realizado pelos antigas e famosas "lotações", 16 sócios se reuniram para criar a Empresa de Lotação Bons Amigos. O nome foi baseado em uma fábrica de carrocerias que existia na época. No ano seguinte, a empresa passou a se chamar Transportes Amigos Unidos. Na época de sua fundação, a Amigos Unidos possuía 26 ônibus e cerca de 60 funcionários. Ficava sediada na Rua Adalberto Ferreira, no bairro do Leblon e operava a linha Gávea – Leme, que fazia dois itinerários circulares – um por Botafogo e outro por Copacabana. Nos anos 50 e início dos anos 60, a empresa tornava-se conhecida entre os usuários mais pela linha do que pelo nome. Ou seja, a Amigos Unidos era a Gávea – Leme. Os sócios, por sua vez, eram chamados de agregados. Em 1963, o então governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, decretou fim das lotações, dando início ao transporte por ônibus convencionais, os chamados agregados passaram a ser acionistas da empresa.

Em 1964 possuía aprox. 40 carros com as linhas 591 e 592, mas logo depois, a Viação Taquara (49000) repassou as linhas 545 e 555 para a TAU. Em 1967/68, a empresa possuía 58 carros, explorando as linhas 545 – 555 – 591 – 592 foi quando a empresa acabou arrematando os 40 carros da Viação Taquara com as linhas 583 e 584.

Em 1969, a empresa possuía uma frota grande para época (100 carros), com as seguintes linhas: 545 – Hotel Leblon x Rocinha; 555 – Hotel Leblon x Barra; 583 – Cosme Velho x Leblon (via Jóquei); 584 – Cosme Velho x Leblon (via Copacabana); 591 – Gávea x Leme (via Copacabana); e 592 – Gávea x Leme (via Jóquei).

Sua expansão continua nos anos 70, quando absorve parte da Transportes Acre Ltda – (16500), assumindo assim, linhas como exemplo: (Ex. 521/558). A Transportes São Silvestre (37500) assumiu a outra parte (Ex. 511). Desde então, a Amigos Unidos foi crescendo em linhas e frota.


Extinta garagem da TAU na Rocinha. Atualmente funciona um hospital público no local. (Foto: Renan Vieira)
A empresa transferiu sua sede do Leblon para a garagem do Jardim Botânico, possuindo outra garagem na Rocinha. Após protestos de vizinhos pela sua localização e com a falência da coligada Transportes Mosa, vendeu sua garagem em 2002 e transferiu sua sede administrativa para a antiga garagem da Mosa em Ramos. Após a transferência da sede para Ramos, foi construído um novo prédio para a administração na garagem da Rocinha. Com a inauguração das novas instalações na Rocinha, parte da equipe administrativa foi transferida para este local. Desde então, a empresa passou a funcionar em Ramos e na Rocinha. Cada garagem possui autonomia e administrações próprias, funcionando a garagem de Ramos como matriz e a da Rocinha como filial.
Em 1987, com a falência da Auto Viação Colúmbia, absorveu um lote de linhas ligando o Centro da cidade aos bairros de São Conrado e Barra da Tijuca. Três anos depois, com a crise da CTC-RJ em 1990, passou a operar um lote de linhas nos Centro da cidade e no bairro de Santa Teresa em pool com a Viação Verdun. Em 2004 a empresa saiu do pool.

Devido à obras do Governo Federal, a garagem da Rocinha foi trocada em permuta com o governo do estado do Rio de Janeiro pela antiga garagem de Triagem da CTC-RJ, empresa estatal em processo de liquidação.

Em julho de 2009, a empresa formou um pool com a coligada Viação Oeste Ocidental – que enfrenta grave crise financeira – na linha 397 (Largo da Carioca – Campo Grande via Bangu), em função das constantes reclamações sobre a operação da linha. Inicialmente cedendo veículos, que aos poucos foram transferidos e repintados para a Ocidental, passou a dividir o pool com as empresas Auto Viação Bangu e Transportes Campo Grande após acidente com mortes envolvendo com veículo da Ocidental na linha 397 em setembro de 2009.

A frota da empresa, de 250 ônibus distribuídos em Ramos (147 veículos) e Triagem (103 veículos), é composta principalmente por veículos adquiridos usados de outras empresas e transferidos da coligada Oeste Ocidental. Como conseqüência, apresentava uma das maiores idades médias dentre as empresas cariocas, encontrando-se em mau estado de conservação ou inoperante devido à crise financeira que se abate sobre a empresa.


Ônibus da linha 593. (Foto: Autor desconhecido)
Em março de 2009 a empresa repassou os Comil Svelto que faziam a linha Metrô Siqueira Campos x Barra da Tijuca (Expresso Barra) para Viação Oeste Ocidental, que numa tentativa de se recuperar os colocou na linha 397 Expresso (Tiradentes x Campo Grande). Em Setembro de 2009 a Viação Oeste Ocidental teve sua garagem lacrada, sendo impedida de circular por 6 dias. Quando liberada, esses mesmos carros voltaram a Amigos Unidos, sendo pintado novamente com a identidade visual da empresa e colocados em circulação com o ar condicionado desligados incialmente na linha 175 (Central x Barra da Tijuca), sendo depois transferidos de volta para a linha 397, mas ostentando identidade visual da Amigos Unidos.
De acordo com ranking elaborado pela Secretaria Municipal de Transportes, divulgado em 10 de março de 20101 , a Amigos Unidos foi considerada a quarta pior empresa de ônibus do município, com 19,93 pontos, acima do ponto de corte de 13,69

Com a licitação dos ônibus na cidade do Rio de Janeiro em 2010 a empresa foi extinta e suas linhas transferidas para os consórcios de Empresas (Internorte, Intersul, Transcarioca e Santa Cruz).

Curiosidades sobre a empresa

Durante décadas a empresa TAU criou e extinguiu linhas de ônibus. Selecionamos algumas dessas linhas.

541 e 542 eram Rocinha – Mourisco. Extintas em 1965.
545 – Rocinha x Gávea criada em 1965 e extinta em 1989.
547 – Barra da Tijuca – Hotel Leblon extinta em 1965 e recriada em 1983 com o trajeto Rocinha – Botafogo. Extinta novamente em 1992.
548 – Rocinha – Leme criada em 1984 extinta em 1987.
553 – São Conrado – Leme via Niemeyer criada em 1974 e extinta em 1987.
554 – Barra da Tijuca – Gávea criada em 1973 extinta em 1988.
555 – Cidade de Deus x Gávea (espelho da 750 e atual 550). Criada em 1965 e extinta em 1989.
556 – São Conrado x Novo Leblon (Joá, Barrinha, Ponte Velha, Av. das Américas). Criada em 1980 e extinta em 1988.

Em janeiro de 1970, circulavam apenas duas linhas de ônibus na Avenida Niemeyer: 545 (Rocinha-Hotel Leblon) e 555 (Barra da Tijuca-Hotel Leblon).

Em agosto de 1973 as seguintes linhas circulavam pela avenida Niemeyer: 521 (Vidigal-Mourisco), 522 (Vidigal-Mourisco), 545 (Rocinha-Marquês de São Vicente), 553 (Leme-São Conrado), 554 (Gávea-Barra da Tijuca), 555 (Gávea-Cidade de Deus), e 750 (Gávea-Cidade de Deus), além das linhas especiais Campo Grande, Base Aérea de Santa Cruz, e Restinga de Marambaia, ambas com ponto final no Aeroporto Santos Dumont.

via Viva Rocinha com informações do Wikipédia e historiadores.

VIAÇÃO MAUÁ LTDA

Extraído do site Avellar Bus em 20/06/2014 - http://avellarbus.fotopages.com/

FUNDADA EM 1946 COM O NOME DE RENASCENÇA, O SR JAIR DA SILVA PESSOA, MAIS CONHECIDO COMO SEU SANTINHO, PASSOU A TRANSPORTAR FUNCIONÁRIOS DA FÁBRICA DE CIMENTO MAUÁ, DANDO INÍCIO AS SUAS ATIVIDADES QUE MAIS TARDE SE TORNARIA O NOME DA EMPRESA VIAÇÃO MAUÁ, QUE INAUGUROU A LINHA ( SÃO GONÇALO X NITERÓI ). A MAUÁ TAMBÉM OPERAVA EM LINHAS URBANAS EM NITERÓI, MAIS TARDE AINDA NOS ANOS 60 PASSOU AS LINHAS NITEROIENSE PARA OS FILHOS JALES DA SILVA PESSOA E JOÃO DA SILVA PESSOA ( VIAÇÃO ARAÇATUBA E EXPRESSO MIRAMAR ), FICANDO SOMENTE COM A LINHA DE SÃO GONÇALO X NITERÓI QUE COLOCARIA À VENDA.
EM MEADOS DOS ANOS 60 OS IRMÃOS ANTÔNIO LORUSSO E DOMÊNICO LORUSSO ADQUIRIU A VIAÇÃO MAUÁ COM UMA ÚNICA LINHA, E UMA FROTA DE 40 ÔNIBUS, IMENSA DE VOLVO DE DIVERSAS CARROCERIAS QUE FORAM TROCADAS POR DIVERSOS NICOLA ENTRE OS ANOS DE 1966 ATÉ 1969. TAMBÉM FORAM ADQUIRIDOS NO ANO DE 1968 CARROS NA VERSÃO LP-321 DENTRE ELES NICOLA E CIRB.
EM 1970 FORAM ADQUIRIDOS OS STRIULI MODELO GRAN LUCE LPO-1113. NO ANO DE 1971 APARECERAM ALGUNS CARROS DO MODELO MARCOPOLO BERTIOGA, PODE SE DIZER QUE ESSE MODELO ERA O NICOLA COM NOVA MÁSCARA FRONTAL.
NO FINAL DE 1972 E INÍCIO DE 1973 APARECEM OS PRIMEIROS MODELOS DO MARCOPOLO VENEZA AINDA COM A PINTURA AZULÃO. NESTE ANO DE 1973 ESTAVAM SENDO DESATIVADOS TODOS OS MODELOS LP-321.
NO ANO DE 1975 ACONTECERIA A MAIOR RENOVAÇÃO DA EMPRESA, TODA A FROTA DE 51 CARROS AZULÃO FOI ENCOSTADA.
NO DIA 01/06/1975, OS JORNAIS ANUNCIAVAM "OPERÁRIOS E EXECUTIVOS VÃO VIAJAR NOS ÔNIBUS DE LUXO DA VIAÇÃO MAUÁ", APELIDADOS PELA EMPRESA DE PELICANO.
ERAM MARCOPOLO VENEZA LPO-1113 FABRICADOS EM 1975 COM PINTURA NOVA, NUMERADOS DE 3152 ATÉ 3195.
- FORAM REFORMADOS VÁRIOS VENEZA FABRICADOS ENTRE 1972 E 1974, COM A TROCA DA DIANTEIRA, PINTURA E BANCOS PERSONALIZADOS NA COR VERDE.
- A MAIORIA DOS NICOLA E STRIULI LPO FORAM VENDIDOS, E OUTROS CORTADOS, PORÉM ALGUNS FORAM REENCARROÇADOS EM VENEZA.
EM MARÇO DE 1977 A VIAÇÃO MAUÁ ADQUIRIU OS 04 PRIMEIROS MARCOPOLO VENEZA II LPO-1113 APELIDADOS PELA EMPRESA DE "CONDOR".
NO DIA 09/10/1978 A VIAÇÃO MAUÁ ADQUIRIU A EXPRESSO ALCANTARA QUE OPERAVA AS LINHAS ( ALCANTARA X NITERÓI E ALCANTARA X MÉIER ). A INCORPORAÇÃO DA EXPRESSO ALCANTARA À VIAÇÃO MAUÁ REPRESENTA MELHOR ATENDIMENTO AOS USUÁRIOS. NA ÉPOCA A EXPRESSO ALCANTARA SE SITUAVA NA RUA DOMÍCIO DA GAMA, 141 JARDIM CATARINA - SÃO GONÇALO.
EM 1980 A MAUÁ ADQUIRIU A VIAÇÃO FLORESTA COM UMA FROTA DE 27 ÔNIBUS E 03 LINHAS, SENDO DUAS MUNICIPAIS E UMA INTERMUNICIPAL, A AMENDOEIRA X NITERÓI.
NO ANO DE 1983 FOI INCORPORADA Á FROTA DA MAUÁ A COLETIVOS PROGRESSO BOASSÚ COM A TRADICIONAL LINHA ( PORTÃO DO ROSA X NITERÓI ), E ALGUMAS MUNICIPAIS DE SÃO GONÇALO. LOGO DEPOIS ADQUIRIU A VIAÇÃO LAGOINHA QUE OPERAVA EM 03 LINHAS MUNICIPAIS DE SÃO GONÇALO. NA DÉCADA DE 90 ASSUMIU OS 60% QUE LHE FALTAVAM DA A.O. ALCANTARA E EM 2005 INCORPOROU A A.V.ABC E ICARAÍ.

TEXTO: RAFAEL FERNANDES DE AVELLAR

BRT Trancarioca reduz tempo gasto no trânsito nas zonas Norte e Oeste

29/06/2014 - Extra - RJ

Antes, a estudante Adriana Sampaio, de 19 anos, corria contra o tempo. Agora ela continua correndo, mas é para se manter em forma. Livre dos engarrafamentos desde que passou a utilizar o BRT Transcarioca, em parte de seu trajeto, a jovem garante que tem mais tempo para os estudos, a família e até mesmo para voltar aos exercícios físicos. Inaugurado no começo do mês, com a promessa de reduzir em até 60% o tempo de viagem entre a Barra da Tijuca e o Galeão, o corredor expresso já traz o benefício para os usuários, mesmo ainda não estando com todas as estações abertas e passando por ajustes operacionais.

- O tempo que perdia no trânsito ganhei em qualidade de vida - aprova Adriana, que mora em Vista Alegre e faz curso técnico de Química, à tarde, na Barra, e à noite estuda Engenharia Química em Duque de Caxias.

Ela conta que perdia até três horas no trânsito da Barra até Caxias, no final da tarde. Hoje, vai do curso até Vicente de Carvalho de BRT e de lá completa a viagem num ônibus comum. O percurso total é feito em uma hora.

O metalúrgico André dos Santos, de 36 anos, morador na Pavuna, há uma semana faz a dobradinha metrô-BRT para ir e voltar do trabalho, na Barra. Com isso, diz que também economiza cerca de uma hora em cada percurso. O tempo que sobra, aproveita para adiantar a obra em casa, para onde se mudou há pouco mais de um mês.

- Antes eu ia de metrô até Del Castilho e lá pegava o 614 (Del Castilho-Alvorada). Na volta eram quase duas horas dentro do ônibus - conta. - Eu deixava o trabalho mais cedo às sextas e, mesmo assim, chegava em casa no horário de sempre, por conta dos engarrafamentos.

Moradora do Tanque, Marilene Ribeiro, de 37 anos, também mudou de hábitos. Antes, ela tinha de acordar cedo para estar no trabalho na Barra da Tijuca, às 8h.

- Agora consigo tomar o café da manhã com calma e ficar mais tempo com meus filhos - garante a assistente de legislação, que faz em cerca de meia hora o percurso antes era completado em uma hora e 40 minutos. - O trânsito em Jacarepaguá é muito intenso pela manhã e no final da tarde.

Serviço já atende 23 mil

Quando todas as 39 estações estiverem em operação, a previsão é de que o Transcarioca transporte 320 mil passageiros por dia. Hoje, segundo o Consórcio BRT, são já transportados em média, 23 mil passageiros nos dias úteis.

Atualmente estão em operação, no eixo troncal, os serviços Alvorada-Tanque (expresso e parador) e Alvorada-Galeão (semi-direto). O intervalo médios são de 6 e 30 minutos, respectivamente, segundo o consórcio.

O Alvorada-Tanque parador funciona 24 horas por dia, o Alvorada-Tanque expresso funciona das 5h às 23h, de segunda a sábado. O Alvorada-Galeão também funciona 24h por dia.

Ainda de acordo com o consórcio, o tempo médio de viagem no serviço Alvorada - Galeão é de 1h20min; no Alvorada-Tanque expresso é de 35min; e no Alvorada-Galeão parador é de 45min.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Arco muda a logística no RJ e atrai novos investimentos

27/06/2014 - Valor Econômico

Quando a presidente Dilma Rousseff e o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), inaugurarem, segunda-feira, o Arco Metropolitano do Rio de Janeiro, começa uma transformação na logística no Estado. O projeto, de mais de 40 anos e investimento de cerca de R$ 1,9 bilhão, exigiu mais de 3.000 desapropriações e esbarrou até com uma espécie de perereca (physalaemussoaresi) em extinção. Já nos dois primeiros anos de operação, porém, deve se pagar.

Os dados são otimistas em relação aos efeitos da nova via na economia do Estado. Estudo realizado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) estima incremento de R$ 1,8 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB). A entidade avalia que os reflexos positivos também devem ser sentidos em outros sete Estados, entre eles Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que sequer fazem fronteira com o Rio de Janeiro.

A expectativa é que o porto de Itaguaí - localizado em uma das pontas do Arco e que opera com capacidade ociosa - se beneficie diretamente da nova estrutura. No momento, 33 empresas estão se instalando em áreas atendidas pela obra, o que representa, segundo estimativa do governo fluminense, investimentos de cerca de R$ 3,4 bilhões.


"Esse cálculo de R$ 1,8 bilhão para o PIB do Rio considera apenas o ganho de produtividade no transporte, que pode ficar até 20% mais barato. O impacto com novos investimentos e geração de emprego é muito maior, porque o Arco passa por áreas favoráveis à implantação de novas indústrias", diz o especialista em competitividade industrial da Firjan, Riley Rodrigues. A entidade projeta incremento anual de R$ 14 milhões na arrecadação de ICMS com a movimentação de cargas do porto de Itaguai.

"Itaguaí tem potencial para ser um dos maiores portos do país. Não é apenas um terminal de minério para escoar a produção de Minas Gerais, como acontece atualmente", diz o consultor e economista da Universidade do Federal do Rio de Janeiro, Mauro Osório. Ele defende políticas que restrinjam o tráfego de veículos leves. "A ênfase deve ser na logística de carga, com poucos acessos para não desvirtuar o projeto."

A exemplo do Rodoanel de São Paulo, o Arco fluminense interliga os principais eixos rodoviários que convergem para a região metropolitana da capital, como as rodovias Presidente Dutra (BR 116), Rio-Santos (BR 101) e Rio-Belo Horizonte (BR 040).

A motivação inicial era tirar das vias da capital o fluxo de caminhões que trafegam pela avenida Brasil, ponte Rio-Niterói, e até pelo centro da cidade, para seguir do Sul para o Norte do país. Cerca de 30 mil veículos - 10 mil carretas e 22 mil veículos leves - devem circular pelo Arco por dia, mas a estimativa é chegar a 45 mil em 2030.

Osório aposta no crescimento do terminal de contêineres e na conquista de nova posição do porto de Itaguaí para a navegação de cabotagem na costa brasileira. A CSN, dona do Sepetiba Tecom , o terminal de contêineres de Itaguaí, tem usado o Arco Metropolitano para atrair novos negócios. Nos últimos dois anos, a empresa investiu R$ 200 milhões no terminal, sendo R$ 130 milhões apenas em um cais novo.

"Existe um interesse crescente da CSN no terminal, principalmente na parte de contêineres. Grande parte do que a CSN exporta hoje já segue por contêineres", conta Marcelo Procópio, diretor comercial do Sepetiba Tecom.

Antes de serem sentidos no trânsito da cidade, os efeitos da construção do Arco foram percebidos na agenda de investimentos. Levantamento da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (Codin) mapeou 33 projetos na área de influência da nova rodovia. A expectativa é de geração de 7.400 empregos. Só na área de logística são quase R$ 500 milhões em investimentos.

Entre os projetos está o terminal logístico ferroviário da MRS, em Queimados. Há, ainda, um novo centro de distribuição da Casas Bahia, em Seropédica. Outros R$ 340 milhões estão sendo em investimentos no setor de cosméticos. o maior deles, cerca de R$ 300 milhões refere-se à nova fábrica da P&G, em Seropédica. Para a empresa, a logística de exportação e escoamento da produção é fator decisivo.

"Queimados e Seropédica são os municípios que mais chamam atenção [devido à proximidade com a nova via].Tudo o que veio para a região tem relação com o Arco", diz o secretário de Desenvolvimento do Estado, Júlio Bueno.

O secretário colocou a equipe da Codin sobrevoando o entorno da rodovia para identificar novas áreas para aproveitamento industrial. A Codin está mapeando terrenos em Nova Iguaçu e Duque de Caxias, além de retomar áreas não utilizadas nos distritos industriais de Santa Cruz, Campo Grande e Bangu.

Um dos projetos que mais empolga o secretário é a possibilidade de se desenvolver um terminal de logística para a indústria do petróleo no porto de Itaguaí, conhecido no setor de óleo e gás como terminal de recebimento de equipamentos. Por sua vez, a Companhia Docas firmou um memorando de entendimentos com a Codin para a cessão de um terreno no porto. A OAS está entre as interessadas no projeto. "Estamos cumprindo todas as formalidades com a Antaq [Agência Nacional de Transportes Aquaviários]", afirma Bueno.

Sócio da empresa de logística Carvalhão, Silvio Cunha, diretor da Firjan em Duque de Caxias, também tem investimentos planejados em função do Arco. Ele acredita na diminuição de 30% no fluxo de veículos pesados no entorno na BR-040 e no término da via Dutra.

Com o Arco, a Carvalhão espera dobrar a produtividade, o que justifica a intenção de investir em um terminal no porto de Itaguaí, além do que já possui no porto do Rio. "Itaguaí foi planejado para ser um 'hub' [ponto de distribuição] de cargas no Brasil. Pode ser que com o Arco, isso se concretize", diz Cunha.

O empresário lembra, porém, que existem demandas das empresas da região que precisam ser avaliadas pelo governo do Estado. A principal delas é a ligação do Arco com o polo gás-químico de Caxias, maior exportador do Estado. "Deve ter sido um erro de projeto. Já existe um pleito para que o governo resolva essa situação."

A rodovia que liga os municípios de Itaguaí e Magé foi construída dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sob a coordenação do governo estadual. A parte do projeto que liga Magé a Itaboraí, que é da responsabilidade direta do governo federal, foi licitada no começo deste ano e a previsão é ficar pronta apenas em 2016. A rodovia já existe, mas precisa ser duplicada. "O trecho que falta não faz diferença agora, porque o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) ainda não está funcionando", diz Procópio, diretor do Sepetiba Tecom.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Silva Jardim implanta tarifa zero no transporte público do município

Prefeitura comprou dez ônibus, e oferece, desde fevereiro, oito linhas durante quase todo o dia

POR GABRIEL MENEZES

26/06/2014 - O Globo

Antes da tarifa zero, serviço custava R$ 1 e era terceirizado - Felipe Hanower / Agência O Globo
SILVA JARDIM - O transporte coletivo gratuito foi uma das principais pautas das manifestações que tomaram as ruas de todo o país em junho do ano passado. Na grande maioria das cidades, a reivindicação não foi atendida. Mas, em Silva Jardim, a população não precisa lutar por este benefício. Desde fevereiro, andar de ônibus por lá não custa um centavo além do que já é pago pelos moradores em impostos. A prefeitura adquiriu dez veículos novos, que circulam em oito linhas, todos os dias da semana. Dois ficam de reserva, para substituições em caso problemas mecânicos.

De acordo com o secretário municipal de Transportes, Fernando Alexandre Gimenes, a ideia surgiu no início do ano passado. Portanto, não teve nenhuma ligação com as manifestações.

— Antes, o transporte era terceirizado, e tínhamos muitos problemas. Além da péssima qualidade do serviço, que custava R$ 1 para o passageiro, as empresas estavam com várias pendências judiciais relacionadas a prestações de contas — explica.

Ele conta que chegaram a acontecer manifestações em Silva Jardim, em junho do ano passado, inclusive com o fechamento da BR-101. Mas a decisão já estava tomada.

— Como tudo o que acontece no setor público, foi preciso fazer um processo licitatório para a compra dos veículos. Este foi o motivo de a implantação (do novo sistema) ter demorado alguns meses — diz.

Com uma população de quase 22 mil habitantes e um território de cerca de 938 quilômetros quadrados, Silva Jardim é o quinto maior município do estado. Boa parte das suas vias são estradas vicinais, e alguns distritos ficam a mais de 40 quilômetros de distância do Centro.

— Antes, era muito complicado conseguir ir para o Centro e voltar. Os ônibus demoravam para passar e enguiçavam quase todos os dias. Hoje, a situação está muito melhor — diz o agricultor Carlos Noronha, morador da área rural

Read more: http://oglobo.globo.com/rio/bairros/silva-jardim-implanta-tarifa-zero-no-transporte-publico-do-municipio-13000360#ixzz35lZasGBT

terça-feira, 24 de junho de 2014

Infraero usará Caio Millennium Articulado Mercedes-Benz O 500 UDA de piso baixo.

11/06/2014 - http://carplace.virgula.uol.com.br/

O ônibus superarticulado Mercedes-Benz O 500 UDA de piso baixo, bem sucedido em sistemas de transporte coletivo urbano (BRT e corredores exclusivos) pela alta capacidade de transporte, será usado pela Infraero no Aeroporto Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, durante um mês, a partir de 12 de junho.


"O ônibus tem capacidade para até 170 pessoas, podendo transportar, de uma única vez, quase todos os passageiros de um Boeing 737-800, uma das aeronaves mais utilizadas no Brasil" afirma Curt Axthelm, gerente sênior de Marketing de Produto Ônibus da Mercedes brasileira. Com 23 metros de comprimento, o superarticulado é o maior ônibus a operar em aeroportos do país.
Com adesivos especiais alusivos à bandeira do Brasil – reforçada pela frase "Faça sua estrela brilhar, Brasil" – o superônibus em demonstração no Galeão assegura um padrão de conforto diferenciado aos usuários, devido, entre diversos itens, à suspensão totalmente pneumática e ao ar-condicionado.

Além disso, o 500 UDA proporciona melhor dirigibilidade ao motorista. Graças ao quarto eixo direcional, o veículo fica mais fácil de manobrar. Esta característica é essencial para operações em aeroportos, assegurando agilidade no traslado de passageiros entre o avião, na pista do aeroporto, e o terminal de desembarque.

Para aperfeiçoar a utilização do veículo, a equipe de motoristas da Infraero recebeu um treinamento especial de operação, que foi ministrado por um instrutor técnico da área de Demonstração do Produto – Ônibus da Mercedes. A Guanabara Diesel, concessionária da marca, dará toda a assistência necessária durante o período de demonstração


Projeto de extensão do BRT Transoeste até o Jardim Oceânico, na Barra, sofre alterações

Ônibus usarão faixa já existente para preservar canteiro central da Avenida das Américas

POR LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

23/06/2014 - O Globo

Ônibus do BRT Transoeste Foto: Rafael Andrade / O Globo
Ônibus do BRT Transoeste Foto: Rafael Andrade / O Globo

RIO - Uma obra que ganhará velocidade nos próximos meses, no Rio, é a expansão do BRT Transoeste até o Jardim Oceânico. O canteiro já foi instalado, mas o projeto para implantar sete estações a partir do Terminal Alvorada sofreu alterações de última hora, a pedido da Câmara Comunitária da Barra. O canteiro central da Avenida das Américas não será mais reduzido para a construção das pistas exclusivas. No acordo com a prefeitura, ficou acertado que uma das três faixas das pistas centrais já existentes em cada sentido será adaptada para receber os ônibus articulados do corredor expresso. A perda será compensada com a construção de novas faixas, eliminando-se parte dos canteiros laterais. O Transoeste liga hoje os bairros de Santa Cruz e Campo Grande ao Terminal Alvorada, na Barra.

— A mudança fará diferença para a população. Esses canteiros (centrais), além de serem uma referência à história do bairro, são largos e contam com um grande número de árvores, que será preservado — afirmou o presidente da Câmara Comunitária da Barra, Delair Dumbrosck.

NOVA LOCALIZAÇÃO PARA TERMINAL

O prefeito Eduardo Paes negocia com o governo do estado outra mudança no projeto, sugerida pelos moradores. O terminal do BRT no Jardim Oceânico, atualmente previsto nas imediações do shopping Città América, pode ser deslocado para um ponto em cima da estação do metrô local. Pelo plano original, os passageiros do BRT no Jardim Oceânico teriam que percorrer uma longa passagem subterrânea até chegar à estação. Com a mudança, o terminal ficaria a poucos metros da entrada do metrô.

O Consórcio Rio Barra, responsável pelas obras da Linha 4 do metrô, confirmou apenas que estuda a mudança.

Read more: http://oglobo.globo.com/rio/projeto-de-extensao-do-brt-transoeste-ate-jardim-oceanico-na-barra-sofre-alteracoes-12988006#ixzz35YWn4CaS

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Começam a circular as linhas alimentadoras do BRT Transcarioca

20/06/2014 - Brtrio.com

Foto da notícia
O Consórcio BRT inicia o processo de racionalização das linhas de ônibus da região de Jacarepaguá. A medida está relacionada à primeira fase de implantação do BRT Transcarioca e segue o cronograma definido pela Secretaria Municipal de Transportes.

As linhas 831 (Colônia x Joatinga - via Barrasul) e 897A (Alvorada x Ayrton Senna) foram extintas e terão suas demandas absorvidas pelos serviços Alvorada - Tanque (parador e expresso) do Transcarioca. Além disso, duas linhasalimentadoras do BRT Transcarioca foram criadas, a partir das linhas convencionais 865 (Pau da Fome x Taquara), que passará a circular identificada com o número 865A (Pau da Fome x Taquara via Rod. Caldas), com integração ao BRT Transcarioca na estação Taquara. Já a linha 889 (Sulacap x Alvorada - via Novo Leblon) passará a ser a 889A (Sulacap x Taquara), com integração ao BRT na estação Merck. 

A partir do próximo domingo, dia 22, duas linhas convencionais terão itinerários alterados: a linha 803 (Senador Camará Alvorada) passará a circular sob o mesmo número mas com o itinerário Senador Camará - Taquara  e com possibilidade de conexão ao BRT na estação Merck. Já a linha 691 (Méier x Alvorada - via Taquara / Linha Amarela) passa a circular com o mesmo número, mas com o itinerário Méier - Cidade de Deus, via Taquara / Linha Amarela. As linhas antigas vão circular em paralelo aos novos itinerários para que os passageiros se adaptem totalmente às mudanças.

BRT Transoeste também terá nova linha alimentadora

Além dessas mudanças, na próxima segunda-feira, dia 23, começa a circular mais uma linha alimentadora do BRT Transoeste. A 853 (Vila Kennedy x Barra da Tijuca) passará a circular como SV853A (Vila Kennedy x Mato Alto - via Posse), com integração ao BRT na estação Mato Alto. A linha antiga vai circular em paralelo ao novo itinerário para que os passageiros se adaptem totalmente às mudanças.

Promotores do Consórcio BRT estarão nas estações divulgando todas as mudanças para a população, com distribuição de folder explicativo

sábado, 21 de junho de 2014

Começam mudanças em linhas de ônibus de Jacarepaguá

Medida faz parte da primeira fase de implantação do BRT Transcarioca.

Segundo a prefeitura, promotores do Consórcio BRT estarão nas estações tirando dúvidas da população

19/06/2014 -O Globo


Começam mudanças em linhas de ônibus de Jacarepaguá - Guilherme Leporace / Agência O Globo

RIO - A Secretaria Municipal de Transportes e o Consórcio BRT inicia nesta quinta-feira o processo de racionalização das linhas de ônibus da região de Jacarepaguá. A medida faz parte da primeira fase de implantação do BRT Transcarioca.

As linhas 831 (Colônia x Joatinga - via Barrasul) e 897A (Alvorada x Ayrton Senna) foram extintas e terão suas demandas absorvidas pelos serviços Alvorada - Tanque (parador e expresso) do Transcarioca. Além disso, duas linhas alimentadoras do BRT Transcarioca foram criadas, a partir das linhas convencionais 865 (Pau da Fome x Taquara), que passará a circular identificada com o número 865A (Pau da Fome x Taquara via Rod. Caldas), com integração ao BRT Transcarioca na estação Taquara. Já a linha 889 (Sulacap x Alvorada - via Novo Leblon) passará a ser a 889A (Sulacap x Taquara), com integração ao BRT na estação Merck.

A partir do próximo domingo, dia 22, duas linhas convencionais terão itinerários alterados: a linha 803 (Senador Camará Alvorada) passará a circular sob o mesmo número mas com o itinerário Senador Camará - Taquara e com possibilidade de conexão ao BRT na estação Merck. Já a linha 691 (Méier x Alvorada - via Taquara / Linha Amarela) passa a circular com o mesmo número, mas com o itinerário Méier - Cidade de Deus, via Taquara / Linha Amarela. As linhas antigas vão circular em paralelo aos novos itinerários para que os passageiros possam adaptar-se às modificações.

Além dessas mudanças, na próxima segunda-feira, dia 23, começa a circular mais uma linha alimentadora do BRT Transoeste. A 853 (Vila Kennedy x Barra da Tijuca) passará a circular como SV853A (Vila Kennedy x Mato Alto - via Posse), com integração ao BRT na estação Mato Alto. A linha antiga vai circular em paralelo ao novo itinerário.

Segundo a prefeitura, promotores do Consórcio BRT estarão nas estações tirando dúvidas, distribuindo panfletos e informando as mudanças à população.

O Transcarioca, que liga a Barra da Tijuca à Ilha do Governador (Aeroporto do Galeão), é o primeiro corredor de alta capacidade no sentido transversal da cidade e reduzirá em 60% o tempo de viagem por ônibus no trecho. São 39 quilômetros de extensão, com 10 viadutos (sendo um estaiado), nove pontes (duas estaiadas), três mergulhões, 47 estações e cinco terminais, passando por 27 bairros como Curicica, Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Penha, Olaria e Ramos.

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Começam obras de duplicação de duas avenidas da Zona Oeste do Rio

21/06/2014 - O Globo

RIO — A pouco mais de dois anos dos Jogos Olímpicos, duas avenidas que darão acesso às principais instalações esportivas e de hospedagem da Rio 2016 entraram enfim em obras: a prefeitura começou a duplicação dos oito quilômetros da Avenida Salvador Allende e do trecho da Avenida Abelardo Bueno em frente ao Parque Olímpico (antigo Autódromo Nelson Piquet). A obra começou pela rótula da Salvador Allende — ela vai abrigar um terminal de ônibus e três viadutos — e nos próximos dias se estenderá para o trecho da avenida em frente ao Riocentro, ao Parque dos Atletas e à futura Vila Olímpica. Segundo o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, a prefeitura quer adiantar ao máximo os trabalhos nessa região ainda este ano, para amenizar a sobrecarga no trânsito em 2015, quando as obras das instalações olímpicas entrarão num ritmo acelerado:

— Queremos evitar um bolo de intervenções na área em 2015. As construções da Vila e do Parque Olímpico vão movimentar muitos caminhões, e ainda teremos o Rock in Rio na área.

AVENIDAS NÃO TERÃO INTERDIÇÕES

O objetivo da duplicação da Salvador Allende é receber o BRT Transolímpico. A obra inclui um segundo terminal de passageiros no encontro dessa via com a Avenida das Américas, além de sete estações do BRT, que usará as faixas centrais da Salvador Allende em seu trajeto de chegada à Barra. O pacote prevê ainda a construção de 21 pontes no caminho. Estão previstas novas calçadas e ciclovia, além do plantio de 1.500 árvores e 133 mil metros quadrados de grama.

Na duplicação, serão implantadas pistas laterais nas duas avenidas, aumentando de duas para cinco as faixas de rolamento por sentido. Para isso, segundo a secretaria, serão aproveitadas áreas públicas às margens e os canteiros centrais das vias. Não estão previstas desapropriações.

Segundo a prefeitura, não haverá interdições nas avenidas. Ainda para amenizar o impacto, o consórcio responsável pelas obras, orçadas em R$ 514,3 milhões, recebeu a recomendação de dar prioridade à circulação noturna de caminhões. Mesmo assim, o secretário não descarta problemas.

— Grande parte do material pode chegar à noite, mas há insumos, como concreto, que têm que chegar de dia também. Não há como evitar.

Custeada pelo tesouro municipal, a ampliação das avenidas está prevista para ficar pronta em março de 2016, a tempo dos testes de operação e integração dos BRTs Transolímpico, Transcarioca e Transoeste antes dos Jogos.

Também este mês, a Secretaria de Obras começa a construir uma nova avenida dentro da Vila Militar, na Zona Oeste, para fazer a integração do corredor Transolímpico com a estação Deodoro da SuperVia. Com quatro quilômetros de extensão, ela vai margear o ramal de trem, passando por dentro de quartéis do Exército localizados na Avenida Duque de Caxias.

TERMINAL DE DEODORO SERÁ LICITADO

Orçada em R$ 105,6 milhões, a obra será financiada pelo BNDES e deverá durar 18 meses. Além da nova avenida, o pacote inclui a instalação de nove estações do corredor de ônibus, uma delas dentro da Vila Militar. Desse pacote, contudo, não faz parte a construção do terminal de passageiros que fará a integração com a estação de trem. Segundo a Secretaria de Obras, o projeto ainda está sendo detalhado e será alvo de uma licitação separada. A prefeitura não divulgou os custos do terminal.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Governo lança edital de BRT para Niterói

16/06/2014 - Agência Brasil
 
O governo lançou hoje (16) o edital do Bus Rapid Train (BRT) Transoceânica, primeiro corredor exclusivo de ônibus de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Financiado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),  o corredor terá 9,3 quilômetros de extensão, 15 estações e promete reduzir para 35 minutos uma viagem que hoje pode levar mais de duas horas, na hora do rush, segundo o prefeito Rodrigo Neves.

"A Transoceânica vai permitir que o morador do Engenho do Mato chegue em Charitas, em 15 ou 20 minutos, e dali possa acessar a estação hidroviária e chegar ao Rio em cerca de 20 minutos [de barca].  Ou seja, vamos reduzir para menos da metade o tempo de deslocamento", disse Neves.

Aproximadamente 146 mil usuários que usam ônibus todos os dias serão beneficiados com o empreendimento. O BRT Transoceânica vai passar por 11 bairros da região oceânica, a que mais cresce na cidade, de acordo com o prefeito.

Originalmente previsto para o fim de 2015, o empreendimento agora tem prazo de entrega para o segundo semestre de 2016. O trâmite do edital deve levar cerca de 60 dias e as obras devem começar no segundo semestre deste ano, segundo a prefeitura.

O ministro das Cidades, Gilberto Occhi, que participou do lançamento, disse que a obra custará cerca de R$ 307 milhões, sendo R$ 292,3 milhões de financiamento público com juros subsidiados por meio do PAC. O restante, R$ 15,3 milhões, ficará a cargo da prefeitura de Niterói.

"A demanda pela mobilidade urbana é imensa. O governo destinou R$ 140 bilhões apenas para as obras de mobilidade". O ministro voltou a criticar a falta de projetos qualificados, o que restringe a liberação de recursos. "Principalmente as do PAC, que são obras mais estruturantes. Por isso, o governo federal tem apoiado estados e municípios com recursos para a elaboração de projetos para que estes tenham acesso às linhas de crédito ou investimentos federais para a execução das obras".

Ao todo, o governo federal financiou 24 empreendimentos de mobilidade urbana em oito municípios do Rio, num total de R$ 20 bilhões. Segundo Occhi, serão construídos quase 400 quilômetros de vias, além de sistemas metroferroviários, sobre pneus e aquáticos no estado do Rio.

Governo do estado lança edital do BRT que vai ligar a Zona Sul e a Região Oceânica de Niterói

17/06/2014 - O Globo

RIO — Os niteroienses, que perdem até duas horas com o trânsito entre a Zona Sul de Niterói e a Região Oceânica, poderão levar apenas 35 minutos após o término da construção do BRT de Niterói, anunciado nesta segunda-feira por meio de um edital. De acordo com a Secretaria municipal de Urbanismo e Mobilidade da cidade, o primeiro investimento se dará com a construção da TransOceânica. O ministro das Cidades, Gilberto Occhi, que participou do lançamento, disse que a obra custará cerca de R$ 307 milhões, sendo R$ 292,3 milhões de financiamento público com juros subsidiados por meio do Programa de Aceleração e Crescimento (PAC). O restante sairá do caixa da prefeitura. O sistema irá permitir que os moradores de todos os bairros da Região Oceânica sejam beneficiados com a criação de 13 estações ao longo de 9,3 km de vias exclusivas para ônibus.

Os moradores de Piratininga, Camboinhas, Itaipu, Itacoatiara, Engenho do Mato e Várzea das Moças poderão circular em ônibus com ar-condicionado, que irão interligar seus bairros e a estação aquaviária de Charitas, por meio de um túnel de 1.350 metros. A previsão é de que o sistema transporte absorva cerca de 146 mil mil passageiros por dia a partir de 2016. Do ponto de vista da sustentabilidade ambiental, segundo a secretaria, somente com este projeto serão retirados mais de mil toneladas de carbono da atmosfera anualmente.

— A Transoceânica vai permitir que o morador do Engenho do Mato chegue em Charitas, em 15 ou 20 minutos, e dali possa acessar a estação hidroviária e chegar ao Rio em cerca de 20 minutos utilizando as barcas. Vamos reduzir para menos da metade o tempo de deslocamento — disse o prefeito da cidade, Rodrigo Neves.

Com o sistema em funcionamento, todos os moradores de toda a Região Oceânica poderão ir aos centros de Niterói e do Rio com apenas um transbordo, na estação Charitas. Os ônibus da TransOceânica terão piso baixo e porta dos dois lados. No trecho entre o Engenho do Mato e Charitas eles funcionarão com a porta pela esquerda parando nas estações, que terão bilhetagem. No restante da Região Oceânica, a porta pela direita permitirá que funcionem como ônibus comuns em faixas exclusivas ou compartilhadas. Além disso, segundo a prefeitura, o piso baixo permitirá criar estações mais integradas, sem o aspecto impactante das estações BRT.

O governo federal já financiou 24 empreendimentos de mobilidade urbana em oito municípios, como a Transcarioca, no Rio, que vai ligar a Barra da Tijuca ao aeroporto internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, e também a Transoeste, que liga a Barra da Tijuca a Santa Cruz. No total, já foram investidos R$ 20 bilhões.

sábado, 14 de junho de 2014

BRT Transcarioca vai operar 24 horas por dia no trecho Alvorada-Tanque

14/06/2014 - O Globo

RIO — A partir das 5h de segunda-feira, a linha do BRT Transcarioca Alvorada-Tanque — expresso e parador — passa a funcionar 24h por dia. Nessa nova fase, ainda não está prevista a redução do trajeto de linhas que fazem o mesmo percurso. Em duas semanas de operação, ainda em fase experimental, com apenas 22 das 47 estações abertas ao público, o Transcarioca já transporta cerca de nove mil pessoas por dia.

Segundo a Secretaria municipal de Transportes, o serviço semiexpresso Alvorada-Galeão permanece funcionando das 5h às 23h, parando em quatro estações: Alvorada, Vicente de Carvalho — onde há a integração com o metrô —, Tom Jobim 1 e Tom Jobim 2.

O Transcarioca, que liga a Barra da Tijuca à Ilha do Governador (Aeroporto do Galeão), é o primeiro corredor de alta capacidade no sentido transversal da cidade e reduzirá em 60% o tempo de viagem por ônibus no trecho. São 39 quilômetros de extensão, com 10 viadutos (sendo um estaiado), nove pontes (duas estaiadas), três mergulhões, 47 estações e cinco terminais, passando por 27 bairros como Curicica, Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Penha, Olaria e Ramos.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

BRT Transcarioca recebe nome de Juscelino Kubitschek

16/05/2014 - O Globo

O BRT Transcarioca - Corredor exclusivo para ônibus que ligará a Barra ao Aeroporto Internacional Tom Jobim - que será inaugurado no dia 1º de junho, foi batizado de Juscelino Kubitschek. O conjunto de 55 estações, terminais e viadutos também ganharam nomes, conforme publicação no Diário Oficial do município do Rio desta sexta-feira. As estação do aeroportos serão chamadas de Tom Jobim. O viaduto que liga a Estrada do Galeão à Avenida Vinte de Janeiro será Viaduto Vinícius de Moraes. A ponte estaiada na saída da Ilha do Governador será uma homenagem ao ex-prefeito Pereira Passos.

Em parte da Zona Norte, o samba é a referência. Uma das estações, por exemplo, foi batizada de Cacique de Ramos. Enquanto o terminal de Madureira, Paulo da Portela. A lista completa pode ser consultada na página da prefeitura: www.rio.rj.gov.br.

O BRT terá 39 quilômetros de corredores exclusivos de ônibus com 45 estações que vão se integrar a terminais Rodoviários, linhas de metrô e a trens ao longo das zonas Norte e Oeste. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), as obras custaram mais de R$ 1,9 bilhão (incluindo reajustes contratuais pela inflação). Mas para a Copa do Mundo, está confirmado, por enquanto, apenas o funcionamento de quatro estações (Terminais 1 e 2 do Aeroporto Tom Jobim, Vicente de Carvalho e Alvorada) porque a implantação de todo o sistema é considerado um serviço complexo. Assim como aconteceu quando o BRT TransOeste foi implantado há dois anos, o usuário terá que se acostumar a uma série de mudanças: os itinerários de dezenas de linhas tradicionais serão revistos ou eliminados. A expectativa é que todas as estações entrem gradualmente em operação até o fim do ano, transportando cerca de 320 mil pessoas por dia.

Fonte: O Globo On Line

quinta-feira, 5 de junho de 2014

BRT Transcarioca tem o segundo acidente após inauguração

Veículo articulado colidiu com carro de passeio na altura da Taquara

POR ELAINE NEVES

05/06/2014 - O Globo

RIO - Um ônibus articulado do BRT Transcarioca e um veículo de passeio se envolveram num acidente na Avenida Nelson Cardoso, na Taquara, na Zona Oeste. A colisão ocorreu 11h20m desta quinta-feira. De acordo com o consórcio, o carro invadiu a pista do BRT, na altura da estação Aracy Cabral, sentido Galeão. No trecho foi implantado um desvio operacional. O veículo articulado permanece no local.

Segundo os bombeiros de Jacarepaguá, Ronaldo G., de 60 anos, ficou ferido e foi atendido pelos militares, mas recusou ser levado ao hospital.

Este foi o segundo acidente registrado após a inauguração do corredor viário na segunda-feira. Nesta quarta-feira, um ciclista se chocou contra um ônibus do BRT Transcarioca, na estação Recanto das Palmeiras, na Estrada dos Bandeirantes, em Curicica. De acordo com o consórcio, o ônibus estava parado no local, quando, o ciclista provocou o acidente.

 
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BRT Transcarioca registra primeiro acidente

De acordo com consórcio, ciclista bateu em ônibus, na Zona Oeste

04/06/2014 - O Globo


Carroça entra na pista do BRT na altura da Rua Pedro Correia com Avenida Abelardo Bueno, em Jacarepaguá - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO — Um ciclista se chocou contra um ônibus do BRT Transcarioca, na noite desta quarta-feira, na estação Recanto das Palmeiras, localizada na Estrada dos Bandeirantes, em Curicica, Zona Oeste da cidade. De acordo com o consórcio que administra o sistema, o ônibus estava parado no local, quando, em uma manobra "infeliz", o cilcista provocou o acidente.

Ainda de acordo com o BRT, ninguém ficou ferido, e apenas o retrovisor do veículo foi danificado. Os intervalos do transporte não foram afetados.

O BRT Transcarioca, que faz a ligação semiexpressa Barra - Aeroporto Internacional Tom Jobim, teve sua viagem inaugural iniciada às 5h02m, no Terminal Alvorada, e durou 90 minutos, mais que os 70 minutos previstos pelo secretário municipal de TRansportes, Alexandre Sansão. No entanto, Sansão acredita que o tempo de viagem ainda pode diminuir porque o BRT circulou em baixa velocidade devido à grande quantidade de pessoas que invadiam a pista ou carros que bloqueavam o cruzamento. O secretário reconheceu que a operação do Transcarioca ainda terá que passar por alguns ajustes. Um deles será colocar um ônibus articulado para operar na estação de Vicente de Carvalho mais cedo, a partir desta quinta-feira. O objetivo é atender os funcionários que trabalham no Internacional e entram às 6h. Nesse caso, um veículo rodaria apenas no percurso Vicente de Carvalho-Galeão.

No primeiro dia de funcionamento da linha, motoristas do BRT Transcarioca ainda tiveram problemas com pedestres e veículos que usam a pista do corredor expresso, a despeito da sinalização e dos fiscais da prefeitura. Em uma das viagens do Galeão até a Barra da Tijuca, O GLOBO chegou a flagrar até uma charrete circulando na via exclusiva, na esquina da Avenida Embaixador Abelardo Bueno com a Rua Senador Pedro Correia, no sentido Taquara. Segundo relatos de funcionários do Consórcio Operacional BRT, já há problemas com o gradeamento da via. Na Maré, moradores romperam a cerca de proteção, e adolescentes usavam como pista de skate um pequeno viaduto de circulação do BRT. No fim da noite, um ciclista se chocou contra um ônibus em Curicica. De acordo com o consórcio, ninguém ficou ferido, e apenas o retrovisor do veículo foi danificado.

Com a invasão da pista, os ônibus circularam com velocidade menor, e as viagens duraram mais que os 70 minutos previstos pela prefeitura inicialmente. A presidente da CET-Rio, Cláudia Secin, reconheceu que existem trechos de operação ainda críticos, como o entorno do Mercadão de Madureira e a Avenida Brás de Pina. A prefeitura está fazendo um mapeamento e pode ampliar o número de pontos de fiscalização. Atualmente, existem cerca de 68 equipamentos de monitoramento de invasão de faixas e avanço de sinal.

— Nós temos 300 pontos de monitoramento com agentes de trânsito. São 200 da CET-Rio e cem da Guarda Municipal, que vamos manter 24h por dia durante todo o tempo de operação, porque essa é uma linha do BRT que passa por áreas da cidade bastante urbanizadas — disse ela.

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A famosa voz do aeroporto seduz agora também no Transcarioca

Locução de Iris Lettieri anuncia estações do BRT entre o Galeão e a Barra

POR RAFAEL GALDO

05/06/2014 - O Globo

 Íris Lettieri, a dona da voz:
Íris Lettieri, a dona da voz: "Recebo e-mails de vários países me elogiando"

Foto: Bia Guedes / Agência O Globo (24-11-2011)

RIO - A voz aveludada e sensual que, por 37 anos, orientou e cativou quem circulava pelos aeroportos do Rio é companheira de viagem agora de quem utiliza os ônibus do BRT Transcarioca. A famosa locução de Iris Lettieri — que também guia os passageiros no Transoeste — é que anuncia as paradas no novo corredor expresso. Quem se acostumou a ouvi-la informando os próximos voos e os portões de embarque do Tom Jobim e do Santos Dumont, pode escutá-la desde a última segunda-feira nos trajetos entre o Tanque e o Terminal Alvorada e, desde ontem, no serviço Barra-Galeão, avisando sobre a chegada a estações como Curicica e Vicente de Carvalho.

"Próxima parada, Estação Taquara. Estação de integração com as linhas alimentadoras. Next stop, Taquara station", anuncia Iris quando os ônibus se aproximam de uma das plataformas já abertas.

Nas primeiras viagens do Transcarioca, no entanto, para muitos a voz da locutora era novidade. Mas, de cara, quase todos a elogiavam, com adjetivos como "agradável" e "bonita". Houve também quem reconhecesse de imediato (ou depois de puxar um pouquinho na memória) a locução de Iris, cuja voz o prefeito Eduardo Paes sugeriu que fosse transformada num patrimônio imaterial da cidade pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade — que realiza estudos para viabilizar essa possibilidade.

— É a voz do Galeão, não é? Do aeroporto — afirmou o economista Bernardo Gonçalvez, de 23 anos, morador da Taquara, que aprovou a iniciativa de transformar a voz dela num patrimônio carioca. — Uma pessoa que nos ajuda tanto no dia a dia... É mais do que justo — continuou Bernardo.

Apesar de toda essa fama (internacional até!), em duas viagens do Transcarioca, de 24 passageiros indagados se reconheciam a voz, 20 disseram que não. Com paradas apenas no Alvorada, em Vicente Carvalho e nos dois terminais do Galeão, a voz de Iris passou quase imperceptível para os passageiros no primeiro dia de operação do Transcarioca até o Aeroporto Internacional. Ontem, na viagem inaugural Alvorada-Galeão, dos 14 passageiros que embarcaram em Vicente de Carvalho, apenas um acertou quem era a dona do vozeirão. E justamente um turista. Paraibano, de férias no Rio, na casa de um irmão em Vicente de Carvalho, o mecânico Roberto Carlos Alves madrugou para comprar sua passagem de volta a João Pessoa.

— Claro que sei de quem é. Já ouvi a voz dela no aeroporto. Isso é muito chique. Parece que embarquei num aero-ônibus — brincou Roberto Carlos.

Por ironia, 12 desses passageiros trabalhavam no Aeroporto Tom Jobim. A maioria alegou que depois de algum tempo simplesmente deixaram de prestar a atenção nas chamadas. Já o administrador André Geuducci, que mora na Ilha e trabalha em Jacarepaguá, ficou surpreso com a informação:

— Nem parece. No BRT a voz dela parece rejuvenescida.

Em outro ônibus, um parador entre o Tanque e a Alvorada ontem, a média de acerto foi melhor: de dez passageiros perguntados, três a reconheceram. No caso da aposentada Marina de Souza, de 62 anos, moradora de Jacarepaguá, sua memória foi ainda mais longe, até os tempos em que Iris trabalhava na TV.

— Só não sei certo se é Isis ou Iris Lettieri. Lembro da voz dela do jornal, na televisão. É uma voz firme, conhecida — afirmava ela.

Isso porque, antes de ser reconhecida como a voz dos aeroportos, Iris fez sucesso no teleteatro, como atriz, em rádios e, na TV, tendo sido uma das primeiras apresentadoras de telejornal, em 1963, na TV Excelsior. Na telinha, passou por nove emissoras, como a TV Globo e a TV Tupi, onde recebeu o convite da Infraero (então Arsa) para ser a voz oficial do Aeroporto Internacional do Rio, em 1976.

Com os corredores expressos no Rio, Iris também se tornou a voz oficial dos BRTs da cidade. No TransOeste, a manicure Priscila de Almeida Simões, de 27 anos, moradora de Curicica, já se acostumou a ouvi-la. No Transcarioca, a escutou pela primeira vez ontem. Mas não sabia de quem era.

— É uma voz confortável, bonita... — afirmava ela.

Para ouvir essa voz tão enaltecida, no entanto, pelo menos até depois da Copa do Mundo, os aeroportos que a fizeram famosa não serão o lugar. Desde fevereiro não se pode escutá-la mais lá. Iris foi demitida, com a alegação da concessão do aeroporto à iniciativa privada. Em seguida, o prefeito Paes entrou em contato com o Consórcio Aeroportos do Futuro, liderado pela Odebrecht, para pedir a recontratação da locutora, proposta que foi aceita em seguida. Segundo a Infraero, porém, a volta dela não acontecerá antes de agosto, quando o consórcio que ficará a cargo de efetivar ou não o retorno.

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Obras de mobilidade urbana no Rio terão financiamento de R$ 2,7 bi do BNDES

03/06/2014 - Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou hoje (3) a aprovação de empréstimo no valor de R$ 2,7 bilhões para obras de melhoria na infraestrutura de mobilidade urbana do  município do Rio de Janeiro.

Os recursos representam 88% dos investimentos totais, de acordo com a assessoria de imprensa do banco. Os projetos englobam  parte do Bus Rapid Train (BRT) Transoeste, o corredor expresso Transolímpica, a ligação BRT Transolímpica-BRT Transbrasil e a duplicação do elevado das Bandeiras.

Também estão incluídas obras nos locais onde serão disputadas provas nas Olimpíadas de 2016, entre as quais o entorno do Parque Olímpico, a Ciclovia Niemeyer, a extensão da Via Expressa do Porto Maravilha e o entorno do estádio Engenhão.

Segundo o BNDES, a estimativa é que, com as obras, sejam criados cerca de 17 mil empregos diretos e indiretos.

Ônibus do Rio terão botão de pânico contra vândalos e bandidos

04/06/2014 - O Globo

RIO - O vice-presidente do RioÔnibus (sindicato das empresas de ônibus da capital), Otacílio Monteiro, revelou, nesta terça-feira, durante audiência da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que os cerca de 9 mil coletivos que circulam na cidade terão botões de pânico para que os motoristas alertem a polícia em casos de ataque de vândalos e criminosos. Segundo Monteiro, uma central que receberá imagens e o posicionamento dos veículos por GPS.

Segundo Otacílio, um sistema similar já é adotado na frota que circula pelos corredores expressos Transoeste e Transcarioca. Nos BRTs, as imagens do interior dos veículos serão enviadas em tempo real para o centro de operações construído no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, e, de lá, à Polícia Civil.

Ainda de acordo com o dirigente, só nos quatro dias de paralisação de rodoviários, em maio, 48 foram ônibus incendiados e 723 depredados, causando um prejuízo estimado R$ 2,16 milhões. Em nota, a Alerj informou que o presidente da comissão de transportes, deputado Marcelo Simão (PMDB), pretende discutir a questão com o Tribunal de Justiça e com o Ministério Público.

— Quem coloca fogo em ônibus com trabalhadores dentro está praticando uma tentativa de homicídio. Quem joga uma pedra no vidro de um ônibus corre o risco de praticar um crime de lesão corporal. Precisamos de punições mais rígidas para evitar esses casos — disse o parlamentar.

Também participaram da audiência os deputados Dionísio Lins (PP) e Átila Nunes (PSL), além de representantes do Sindicato dos Rodoviários.

BNDES aprova R$ 2,7 bilhões para projetos de mobilidade urbana no Rio de Janeiro

04/06/2014 - Portal Fator Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 2,7 bilhões ao município do Rio de Janeiro para melhorias na infraestrutura de mobilidade urbana. Os recursos representam 88% do total a ser investido nos projetos, que compreendem o lote zero do BRT Transoeste, a Via Expressa Transolímpica, a ligação BRT Transolímpica-BRT Transbrasil, entorno do Parque Olímpico, duplicação do Elevado das Bandeiras, Ciclovia Niemeyer, extensão da Via Expressa do Porto Maravilha e entorno do Engenhão.

O lote zero do BRT Transoeste prevê a implantação de um corredor exclusivo para ônibus articulados entre o Terminal Alvorada e o Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, com 6,4 km de extensão. Serão construídas sete estações (Barra Shopping, Città/Downtown, Parque das Rosas, Ricardo Marinho, Riviera, Freeway e Porto dos Cabritos), duas pontes sobre o Canal de Marapendi e um viaduto sobre a Rua Armando Lombardi.

O projeto, no qual serão investido aproximadamente R$ 95 milhões, permitirá a integração do BRT Transoeste, que hoje liga Santa Cruz e Campo Grande ao Terminal Alvorada, na Barra, com a estação de metrô da linha 4, que está sendo construída no Jardim Oceânico, possibilitando que a cidade tenha, pela primeira vez, um transporte de passageiros de massa ligando o Centro dos bairros da Barra e do Recreio.

Transolímpica – Com 13 km de extensão e um investimento de cerca de R$ 1,1 bilhão, a Via Expressa Transolímpica ligará a Avenida Brasil, no entroncamento com a Avenida da Equitação, no bairro de Magalhães Bastos, à Estrada dos Bandeirantes, no seu encontro com a Avenida Salvador Allende, no bairro de Curicica. Cruzando os bairros de Camorim, Curicica, Taquara, Jardim Sulacap, Magalhães Bastos e Vila Militar, a via será uma alternativa à Linha Amarela na ligação da Baixada Fluminense e regiões próximas à Avenida Brasil com a Barra.

Parte da via terá faixas exclusivas para ônibus do sistema BRT, com sete estações. O projeto inclui a construção de 26 viadutos e pontes, a maior delas com 220 metros de extensão, e dois túneis que somam 1,5 km, na Serra do Engenho Velho, que faz parte do maciço da Pedra Branca.

Já o projeto de ligação entre os BRTs Transolímpica e Transbrasil terá 3 km de extensão, em duas pistas de pavimento rígido, com duas estações. Estão previstas obras de drenagem, sinalização, iluminação, urbanização, paisagismo e um viaduto com 250 metros de extensão. Serão investidos R$ 100,5 milhões na obra.

No entorno do Parque Olímpico, a Avenida Salvador Allende e parte da Avenida Embaixador Abelardo Bueno, na Barra, serão duplicadas, permitindo a extensão do BRT Transolímpica até a Avenida das Américas e a adequação urbanística no entorno dos locais que serão utilizados durante as Olimpíadas e Paralimpíadas de 2016. As intervenções contemplam drenagem, pavimentação, iluminação, ciclovia e urbanização, além de obras-de-arte especiais (três viadutos e 21 pontes). Os investimentos previstos são de R$ 581 milhões.

Elevado das Bandeiras– O projeto de duplicação consiste na implantação de via paralela ao Elevado das Bandeiras e aos túneis de São Conrado e do Joá, além da construção, por todo o percurso, da Ciclovia Niemeyer, que fará a interligação entre as ciclovias já existentes dos bairros de São Conrado e da Barra.

A nova via, na qual serão investidos R$ 489 milhões, terá 4,46 km de extensão, enquanto a ciclovia, que será construída ao longo da via já existente, para ficar mais próxima ao mar, terá 3,1 km e receberá investimentos de R$ 35 milhões. Porto Maravilha – Com investimentos de R$ 592 milhões, as obras de prolongamento da Via Expressa do Porto abrangem a construção da extensão do túnel, o poço de serviço, a requalificação e ampliação do Mergulhão da Praça XV e a complementação da remoção do elevado da Perimetral.

Conforme previsto no novo traçado da Via Expressa, o túnel será estendido até encontrar o Mergulhão. O traçado volta à superfície aproveitando a rampa de subida do Mergulhão e segue no nível do mar até o encontro com o Aterro do Flamengo. Entorno do Engenhão – O projeto a ser financiado pelo BNDES prevê a revitalização de diversos logradouros no entorno do Estádio Olímpico João Havelange, no Engenho de Dentro, com obras de pavimentação e drenagem, reparos na rede de iluminação pública, execução e recuperação de calçadas e construção de rampas de acessibilidade. Está prevista a abertura de uma nova rua de acesso ao estádio para os veículos vindos da Linha Amarela.

Com investimento total de R$ 123 milhões, as intervenções compreendem ainda a restauração dos galpões da oficina de trens da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), para melhorar o acesso à Estação Engenho de Dentro da Supervia, e a construção de uma área adjacente ao estádio destinada ao estacionamento dos caminhões de geração de TV, com segurança reforçada e sistema independente de geração de energia.

Geração de empregos– Durante a execução das obras, estima-se que sejam criados cerca de 17 mil postos de trabalho diretos e indiretos, sendo 10 mil na Transolímpica, 2 mil no BRT Transoeste, 1.290 no entorno do Parque Olímpico, 1.200 na duplicação do Elevado das Bandeiras, 1 mil na ligação entre os BRTs Transolímpica e Transbrasil, 1 mil no entorno do Engenhão, 545 no prolongamento da Via Expressa do Porto e 100 na ciclovia.

BRT Transcarioca começa a operar até o Galeão

Viagem inaugural saiu às 5h02m do Terminal Alvorada

POR LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

04/06/2014 - O Globo

Ônibus do BRT Transcarioca começa a circular até o Aeroporto Internacional Tom Jobim Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Ônibus do BRT Transcarioca começa a circular até o Aeroporto Internacional Tom Jobim Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo


RIO - Escoltado por três motociclistas da prefeitura, o primeiro ônibus do BRT Transcarioca, que faz a ligação semiexpressa Barra - Aeroporto Internacional Tom Jobim, saiu às 5h02m do Terminal Alvorada, com apenas um passageiro a bordo. O veículo conta também com dois policias militares e mais dez pessoas incluindo motorista, assessores do Rio Ônibus e jornalistas.

Um outro passageiro, que tinha sido o primeiro a embarcar, às 4h50m, acabou desistindo porque entrou no ônibus por engano. O operador de prensa Fernando Pimentel, de 48 anos, pretendia descer em Curicica, mas foi alertado pelos jornalistas de que o ônibus não iria parar nas estações intermediárias, somente em Vicente de Carvalho. Com isso, coube ao desempregado Antônio Jorge Hermínio Galo, de 24 anos, fazer a viagem inaugural. O rapaz parecia perdido no Terminal Alvorada. Antes de embarcar no ônibus, ele chegou a entrar no Centro de Operações do BRT para pedir informações.

— Estava em Botafogo tentando comprar ingresso na fila da Fifa e vim para cá. Vou para o aeroporto. Talvez viajar, não sei. Sou convidado do prefeito — disse.

A viagem inaugural foi feita pelo motorista Maurício Zanelato, de 46 anos, que trabalha há 14 anos na empresa Redentor, que está operando a linha. Ele contou que, nesta terça-feira pela manhã, fez o percurso para uma viagem teste por volta das 7h.

— Vou ter que dirigir com cuidado e em baixa velocidade. Na terça-feira, havia muita gente caminhando pela faixa em vários trechos como Penha, Vicente de Carvalho e no Tanque — disse o motorista, que atuou por três meses na Transoeste.

Segundo relatos de funcionários do Consórcio Operacional BRT, já há problemas com o gradeamento da via. Na Maré, moradores romperam a cerca de proteção e adolescentes faziam de um pequeno viaduto de circulação do BRT de uma pista de skate.

No caso do Aeroporto Internacional, onde outro ônibus partiu no sentido inverso também às 5h, o primeiro passageiro a embarcar foi o militar Jorge Damião, de 43 anos, que trabalha no cozinha do Centro de Tecnologia do Exército, em Guaratiba. O cabo, que é morador da Praia da Bandeira, no Cocotá, na Ilha do Governador, contou que sabia que o BRT começaria a operar nesta quarta e decidiu que vai usá-lo todos os dias para chegar ao trabalho por considerar um sistema mais confiável, já que não enfrentará engarrafamentos.

— Sempre saio para trabalhar a essa hora. Quando há congestionamento, perco até duas horas — contou o militar.

Jorge explicou que, antes do Transcarioca, pegava um ônibus convencional até a Fundação Oswaldo Cruz, onde fazia uma baldeação com outro veículo convencional até o Terminal Alvorada e lá pegava o BRT Transoeste. A partir de agora, ele vai pegar um ônibus até o aeroporto, seguir viagem pelo BRT Transcarioca, descer na Alvorada e pegar o Transoeste. Com isso, ele economiza na tarifa pelo Bilhete Único.

A viagem até Vicente de Carvalho durou 50 minutos. Na estação intermediária, embarcaram 14 passageiros, sendo que 11 trabalham no aeroporto internacional. O 13° era um morador curioso para conhecer o sistema e o 14°, um turista paraibano que estava indo comprar passagem no Galeão.

A maioria dos funcionários do aeroporto, por morarem na Zona Norte, disse que pretende usar o Transcarioca diariamente. Eles consideram uma maneira mais fácil de chegar ao Terminal, sem ficar preso no congestionamento.

O morador de Vicente Carvalho, Wallace Almeida Marinho, de 27 anos, disse que estava curioso.

— Não queria perder a novidade. Acordei cedo e vou pegar sempre — afirmou.

Já o bombeiro Maurício de Souza Oliveira, de 45 anos, que trabalha na pista do Galeão, disse que antes do BRT chegava a perder até duas horas de casa ao trabalho pegando dois ônibus. O primeiro até a Avenida Brasil e o segundo até o aeroporto. Com o BRT, ele vai passar a levar cerca de 70 minutos.

O BRT, porém, ainda terá de passar por ajustes, como admite o conscórcio operacional. Neste primeiro dia, os despachantes Alexandre dos Santos Ribeiro e Luíz Henrique Flávio entram às 6h no trabalho. Eles chegaram à estação de Vicente de Carvalho às 5h15m, acreditando que já haveria um ônibus disponível para o Galeão a essa hora. O primeiro veículo, porém, só passou às 5h40m e eles acabaram chegando atrasados ao trabalho.

INCIDENTES ATRAPALHAM PRIMEIRA VIAGEM ATÉ O GALEÃO

Na primeira viagem até o aeroporto, que durou 70 minutos, ocorreram pequenos incidentes. Em Madureira, um veículo particular foi visto na pista do BRT sentido Campinho. No mesmo trecho, na Avenida Edgard Romero, também houve problemas de fechamento de cruzamento, inclusive de ônibus, apesar da área estar sendo fiscalizada por agentes de trânsito da Guarda Municipal e da CET-Rio. O Rio Ônibus informou que o motorista com o coletivo que fechou o cruzamento será identificado e advertido.

A presidente da CET-Rio, Cláudia Secin, reconheceu que existem trechos de operação ainda críticos, como o entorno do Mercadão de Madureira e a Avenida Brás de Pina. A prefeitura está fazendo um mapeamento e pode ampliar o número de pontos de fiscalização. Atualmente, existem cerca de 68 equipamentos de monitoramento de evasão de faixas e de avanço de sinal.

— Nós temos 300 pontos de monitoramento com agents de trânsito. São 200 da CET-Rio e 100 da Guarda Municipal que vamos manter 24h durante todo o tempo de operação, porque essa é uma linha do BRT que passa por áreas da cidade bastante urbanizadas — declarou.

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terça-feira, 3 de junho de 2014

Curitiba deixou R$ 1 bilhão para trás em investimentos em mobilidade urbana

03/06/2014 - Gazeta do Povo

Curitiba e região metropolitana poderiam ter recebido neste ano quase R$ 1 bilhão em investimentos em mobilidade urbana. Esse é o valor atualizado de projetos que foram abandonados pelo caminho, adiados ou diminuídos para serem entregues a tempo do Mundial. Sem contar o metrô, que chegou a ser prometido como legado da Copa, mas que ficará pronto apenas em 2019. Entre as obras mantidas na Matriz de Responsabilidades da Copa e que devem ser inauguradas até o início do evento, o investimento foi de R$ 418,5 milhões.

O dossiê Copa do Mundo e Violações de Direitos Hu­­­manos em Curitiba, do Comitê Popular da Copa – órgão coordenado pelo Instituto Ambiens de Educação, Pes­­quisa e Planejamento –, já havia mostrado que as obras mantidas no planejamento da Copa estão em um corredor de interesse do evento, diferentemente daquelas do planejamento inicial que, segundo palavras do próprio documento, tinham "repercussão metropolitana".

Para Olga Lucia Firkowski, professora do departamento de Geografia da UFPR, houve uma inversão de prioridades. "As obras foram sendo retiradas do planejamento porque não ficariam prontas a tempo. Eram obras que davam sentido à mobilização de recursos, trariam ganhos para o conjunto da cidade", crítica a especialista, que cita o projeto do metrô como exemplo dessa mudança. "Se me dissessem 'a gente vai ter o metrô [com a Copa]'. Eu diria 'então está bom'. Mas a autorização para o lançamento do edital foi esses dias. Aquilo não era verdadeiro."

Uma das críticas do dossiê se refere à reforma da rodoviária, classificada como um "legado morto" em razão da localização do prédio no centro de Curitiba. "A Rodoviária realmente estava péssima, mas ela está numa área central. Está melhor hoje, mas a questão é: com que fôlego, por quanto tempo ela vai responder às demandas? Vivemos entre fazer remendos e pensar de forma mais arrojada no futuro".

A prefeitura diz que o projeto do metrô avançou nesses últimos cinco anos – período entre a promessa de que ele ficaria pronto para a Copa e o pontapé inicial do evento. Segundo a gestão Gustavo Fruet (PDT), a proposta inicial tinha custos subestimados e agora há recursos garantidos para que ela saia do papel, além de uma modelagem de licitação que garantirá o compromisso do consórcio executor com os prazos estabelecidos. Quando da candidatura de Curitiba como sede da Copa, o metrô foi estimado em pouco mais de R$ 2 bilhões. Agora, estima-se que o trecho de 17,6 Km da primeira fase custará R$ 4,5 bilhões.

Sobre a reforma da rodoviária, a prefeitura disse que o projeto foi herdado da gestão anterior, mas que era necessário pela idade do prédio, da década de 1970. Apesar disso, a prefeitura diz que há discussões internas sobre a construção de um terminal fora da região central.

RMC - Corredor Metropolitano responde por 70% do "legado perdido"

Levando em consideração apenas as obras incluídas na Matriz de Responsabilidades da Copa e que foram abandonadas ou não serão entregues a tempo, são R$ 748,2 milhões em valores atualizados. A maior parte desse montante se refere ao Corredor Metropolitano – os 79 quilômetros ligando Colombo, Pinhais, Piraquara, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande e Araucária e que desafogariam o trânsito de Curitiba.

De acordo com o governo estadual, a corredor não saiu do papel porque o governo federal não autorizou uma revisão no orçamento – que cresceu mais de cinco vezes. O custo inicial teria sido subestimado pelo projeto básico, mas o estado ainda buscará novos recursos dentro da próxima chamada para o PAC Mobilidade.

Orçada em R$ 6 milhões, a alça da Avenida Salgado Filho também foi abandonada para a Copa. Ela integrava o pacote Vias de Integração Metropolitanas, mas as negociações para desapropriações levaram mais tempo do que o previsto pelo governo e, agora, a obra deve começar três meses depois da partida final no Maracanã.

Há também obras municipais, como a requalificação da Cândido de Abreu, cujo custo do projeto básico foi subestimado e passou de R$ 250 mil para R$ 24 milhões, e do Terminal Santa Cândida, que está em obras e tem um novo prazo para ser terminado: dezembro de 2014.