quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Após renúncia de Eliomar, Reimont diz que não ficará com vaga na CPI

29/08/2013 - O Globo

Investigação dos ônibus deve ficar integralmente a cargo de vereadores que não assinaram requerimento para criação da comissão

RUBEN BERTA

RIO — A renúncia de Eliomar Coelho (PSOL) à sua vaga na CPI dos Ônibus da Câmara do Rio, anunciada na manhã de quinta-feira, deve fazer com que, a partir da semana que vem, a comissão seja completamente formada por vereadores que não assinaram o requerimento para a sua criação. O sucessor natural seria o primeiro suplente, Reimont, líder do PT, que já adiantou que não participará como membro titular. Com isso, são duas as opções: Reimont indicar outro integrante do PT — tudo aponta para Elton Babu — ou o partido abrir mão da vaga. No último caso, assume Marcelo Queiroz (PP), segundo suplente. Tanto Babu quanto Queiroz não estiveram na lista dos que oficializaram o apoio para a instauração da CPI.

A decisão de Eliomar foi tomada um dia depois de a Justiça considerar válidos os argumentos, enviados pela presidência da Câmara, para a composição da comissão com quatro membros do governo e apenas um da oposição.

A bancada do PSOL divulgou um documento afirmando que qualquer vereador do partido só participará da CPI se houver alguma revisão de decisão em relação à proporcionalidade. A saída de Eliomar Coelho, idealizador da comissão, repercutiu nas redes sociais, inclusive com pedidos para a extinção dos trabalhos, já que agora só haverá membros da base do governo.

Na quinta-feira, o vereador do PSOL Renato Cinco apresentou um pedido de nova CPI, dessa vez para apurar uso de verbas da educação. Foram conseguidas dez de 17 assinaturas necessárias.

Toda a polêmica em torno da CPI respingou na bancada do PT, partido que pertence à base do governo e tem o vice-prefeito Adilson Pires em seus quadros. A posição de Reimont, aliando-se aos vereadores da oposição para mudar a composição dos membros, gerou insatisfação entre seus três colegas de sigla na Casa. Chegou a ser cogitada a destituição de Reimont como líder, mas a ideia foi abortada.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

E a Monalisa?

27/05/2013 - O Globo, Ancelmo Gois

Chama a atenção a nova cobertura do Terminal Alvorada, na Barra, veja só. Esta semana começaram a ser instalados os vidros sobre a estrutura de metal que vai interligar a Cidade das Artes, o novo estacionamento do terminal e as plataformas de ônibus. ThiagoMohamed, subprefeito da região, está chamando o lugar de "Louvre da Barra". Há controvérsias.

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Reforma, solenidade e lançamento de livro fazem parte das comemorações.

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Foto: Tadeu Miranda
Nesta segunda-feira (13), o Porto de Salvador comemora 100 anos de fundação. Localizado na Baía de Todos os Santos, ele era conhecido como "Porto do Brasil" durante o período colonial. Dessa forma, percebe-se o seu significado histórico e econômico na vida nacional durante a "Era Mercantilista".

Mesmo com a transferência da capital da Colônia para o Rio de Janeiro, em 1763, motivada, sobretudo, pela crescente exploração de ouro em Minas Gerais, a importância do Porto de Salvador não diminuiu.

E, para comemorar os 100 anos do Porto, foi marcada, nesta segunda, uma sessão solene na Associação Comercial. Na solenidade será lançado o livro Tesouros do Comércio – História e Arquitetura da Zona Portuária de Salvador, do fotógrafo Sérgio Pedreira e do escritor e jornalista Jolivaldo Freitas, editado pela Companhia de Docas da Bahia (Codeba) e que documenta o patrimônio histórico, arquitetônico e sacro do bairro do Comércio, onde se encontra o Porto.

Além disso, a nova esplanada do bairro do Comércio, com a qual a Avenida França vai ganhar vista aberta para a Baía de Todos os Santos, será entregue também nesta segunda. A obra integra o projeto de requalificação da zona portuária da capital, que será concluída em agosto com a inauguração do novo terminal marítimo de passageiros.

As obras de requalificação do Porto integram os projetos turísticos para a Copa do Mundo e são consideradas estratégicas para a retomada de outro projeto urbanístico importante para a capital baiana: a revitalização do bairro do Comércio. A zona portuária de Salvador reúne um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos e monumentos históricos da Bahia.

O novo terminal de passageiros vai atender ao processo de expansão do fluxo turístico marítimo para receber com maior conforto os visitantes de Salvador, além de servir também aos soteropolitanos em atividades culturais e de entretenimento.

Juntos, terminal de passageiros e a esplanada representam um investimento de R$ 30 milhões, liberados pelo governo federal. As obras estão sendo executadas sob a responsabilidade da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), com o apoio da Prefeitura de Salvador, que elaborou o projeto básico e o governo do estado, responsável pelo projeto executivo de engenharia.

Com informações da Codeba

Agência CNT de Notícias

Linhas de ônibus que só existem no papel fazem falta aos cariocas

17/04/2013 - O Globo

Com saída de vans da Zona Sul, coletivos da 505, uma das linhas fantasmas, reaparecem nas ruas

RAFAEL GALDO

Ônibus da linha 505, que só existia no papel Alexandre Cassiano / Agência O Globo

RIO - Quando o estudante Felipe Ferreira viu, esta semana, um ônibus da linha 505 (Recreio-Gávea) perto de casa, ficou surpreso e correu para a internet para saber que itinerário fazia. Além de cruzar a Avenida Glaucio Gil, no Recreio, onde ele mora, Felipe descobriu que o coletivo passava próximo à sua faculdade, na Barra, e seguia até a Gávea, onde tinha uma prova na quarta-feira.

- Gostei dessa linha nova - disse o estudante.

No ponto final do 505, na Praça Nossa Senhora Auxiliadora, na Gávea, motoristas, cobradores e despachantes também informavam que a linha começou a operar segunda-feira passada, coincidindo com a proibição da circulação de vans em 11 bairros da Zona Sul. Mas a 505 constava no guia do Rio Ônibus (sindicato que reúne as empresas de transporte do município) desde o início da implantação do BRS (Bus Rapid System), em fevereiro de 2011, quando foram criadas linhas auxiliares por toda a cidade.

Demoramos a encontrar esse ponto final, porque nem conhecíamos o lugar. Começamos aqui esta semana confirmou na quarta-feira um cobrador da 505.

Ou seja, até a semana passada, ela era uma linha fantasma, que só constava nas listas do Rio Ônibus. Realidade que mudou para os passageiros da 505, mas que continua a atormentar usuários de outras linhas. O itinerário delas aparece no guia do Rio Ônibus e também no site da Fretarnspor (www.vadeonibus.com.br). Porém, não são opção para os passageiros.

É o caso da 504 (Piabas-Gávea, via Avenida Benvindo de Novaes), que, pelo Vá de Ônibus, deveria fazer ponto final também na Nossa Senhora Auxiliadora. Lá, no entanto, passageiros e rodoviários garantem que a linha não circula mais. Já até funcionou, mas desapareceu.

Em mais um indício de que os ônibus da 505 não costumavam circular pela Zona Sul e pela Barra é que, ao menos na quarta-feira, a maioria tinha um detalhe vermelho na pintura, cor dos coletivos que rodam em Santa Cruz e Campo Grande.

Na explicação do Rio Ônibus, a 504 e a 505 são desmembramentos de outras linhas principais, que permanecem operando. Segundo o sindicato, elas foram desativadas, ao ser constatado que as linhas originais atendiam à demanda.

Já no Bairro de Fátima, no Centro, a informação de que a linha 011 (Fátima-Rodoviária) constava na lista do Rio Ônibus causou estranheza à jornalista Maria Helena Santos de Oliveira, moradora da região há quatro anos, que nunca viu um ônibus da 011 por ali. Uma linha, aliás, que faz falta:

Quando preciso ir para a rodoviária, só tenho o táxi como opção.

Bilhete único: postos em favelas

Já a Transurb alega que não a opera a 011 por conta de uma disputa judicial: uma outra empresa estaria reivindicando o trajeto, que teria sido dela no passado.

Pelo menos mais duas linhas desapareceram sorrateiramente: a 501 (Barra-Gávea, via Avenida das Américas) e a 502 (Recreio-Gávea, via Américas), ambas da Translitorânea. Na Gávea, nenhum passageiro ou rodoviário sabia delas. O Rio Ônibus afirmou que essas linhas também são auxiliares de outras que suprem a demanda. Porém, além de constar dos guias de linhas da internet, até pelo telefone 0800-886-1000, para informações a usuários da Fetranspor, uma atendente confirmou que a 501 continuava circulando.

Apesar disso, linhas desaparecidas como 501, 502 e 504 constavam nos panfletos do Rio Ônibus e da prefeitura que estavam sendo entregues esta semana na Rocinha, para orientar os passageiros sobre que ônibus usar após a proibição das vans.

O secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osorio, confirma a versão do Rio Ônibus de que linhas criadas após o BRS, como a 505 e a 504, não tinham passageiros e pararam de trafegar. A 505 foi a única que ele determinou que retomasse a circulação, com dez ônibus, após a proibição de vans na Zona Sul.

A falha que vejo é que linhas que não operam constem de folhetos e de sites do Rio Ônibus e da Fetranspor. Vou pedir para tirar diz ele.

Sobre a 011, especificamente, Osorio afirma que ela deveria estar trafegando, embora com intervalos longos.

Não vejo nada que impeça essa linha de rodar. Se não estiver circulando, vou multar o consórcio Intersul e a empresa.

Desde segunda-feira, as vans estão vetadas nos bairros de Botafogo, Humaitá, Urca, Leme, Copacabana, Ipanema, Leblon, Lagoa, Jardim Botânico, Gávea e São Conrado. A exceção são as que interligam a Rocinha e o Jardim de Alah, passando pelo Vidigal.

Entre os usuários, uma das maiores queixas é de ter que pegar duas conduções, em vez de uma van direta. Com os bloqueios criados, vans procedentes de Jacarepaguá e Recreio, por exemplo, só podem ir até a Barra. As que saem da Zona Norte chegam até o Flamengo. Como as vans ainda estão fora do bilhete único, quem precisa usá-las para percorrer parte do trajeto tem de pagar duas passagens.

Osorio determinou ao Rio Ônibus que, na próxima quarta-feira, crie postos na Rocinha e no Vidigal para a compra do bilhete único, por enquanto válido só nos ônibus. As vans dessas favelas também serão as primeiras a receberem validadores do bilhete. De acordo o secretário, em maio será concluído todo o processo de licitação de vans. A partir daí, validadores serão instalados gradativamente nos veículos, começando, em maio, por Vidigal e Rocinha.

Justiça revoga a liminar que suspendeu CPI dos Ônibus

Justiça revoga a liminar que suspendeu CPI dos Ônibus

28/08/2013 - O Globo

Sessão da CPI da quinta-feira foi adiada Manifestantes continuam ocupando escadarias da Casa

Protesto dentro da Câmara dos Vereadores. Manifestantes exigem renúncia de Chiquinho Brazão da presidência da CPI dos Ônibus Hudson Pontes / Agência O Globo/Arquivo
RIO - A juíza da 5ª Vara de Fazenda Pública, Roseli Nalin, revogou nesta quarta-feira a liminar que impedia a continuidade da CPI dos Ônibus pela Câmara dos Vereadores do Rio. A juíza acolheu os argumentos do presidente da Câmara, Jorge Felippe (PMDB) que, em recurso ao judíciário, alegou não ter havido ilegalidade na escolha de uma maioria governista para comandar os trabalhos. A ação é movida por seis vereadores da oposição que reivindicavam o direito a uma segunda vaga na CPI.

A proporcionalidade aplicada no âmbito eleitoral e parlamentar tem critério próprio e diferenciado. Se a sua aplicação em algumas situações não enseja em resultado satisfatório, isto se deve pela composição da Casa e não poderá ser revista pelo Judiciário, escreveu a juíza em sua decisão .

O despacho da juíza foi lido pelo presidente da CPI, Chiquinho Brazão, no plenário.Mais cedo, a Câmara dos Vereadores confirmou que a audiência marcada para esta quinta-feira não será realizada apesar da decisão judicial. De acordo com a assessoria da Casa, Chiquinho alegou que não haveria tempo hábil para a organização dos trabalhos.

A magistrada havia determinado, através de liminar concedida no último dia 22, a suspensão de novas sessões. A liminar foi concedida com base em ação impetrada pela vereadora Teresa Bergher (PSDB) e outros cinco integrantes da oposição na Câmara. Eles alegam que o fato de a CPI ser composta por quatro membros da base do governo e apenas um da oposição (Eliomar Coelho (PSOL), que propôs a CPI) fere a regra de proporcionalidade na Casa. Jorge Felippe, por sua vez, alegou o contrário e diz que a proporção de vereadores está sendo respeitada.

As escadarias da Câmara continuam ocupadas, mas as sessões estão sendo realizadas normalmente no plenário. Manifestantes montaram barracas na calçada e até cercaram as duas laterais das escadarias para montar uma espécie de cozinha, encarregada de fornecer a alimentação para quem está acampado.

Prefeitura do Rio licita BRT Transbrasil

13/05/2013 - Agência Rio

A Prefeitura do Rio realiza nesta segunda-feira (13) a licitação do BRT Transbrasil, que vai ligar as zonas Oeste, Norte e o Centro da cidade. A licitação será dividida em dois lotes: o primeiro entre o aeroporto Santos Dumont e a ligação do BRT Transcarioca na Ilha do Governador e o segundo a partir deste ponto até Deodoro.

A estimativa de preço é de R$ 785,5 milhões e R$ 685,6 milhões, respectivamente. O corredor expresso de ônibus articulados ao longo da Avenida Brasil vai de Deodoro até o Aeroporto Santos Dumont, passando também pelas avenidas Presidente Vargas e Francisco Bicalho.

A implantação do sistema será iniciada neste ano e será concluída em 30 meses. O corredor terá 32 quilômetros, com quatro terminais, 28 estações e 16 passarelas. A expectativa é de que sejam atendidos 900 mil passageiros por dia, sendo o BRT que provavelmente terá maior demanda entre todos já projetados e implantados no mundo. Orçado em R$ 1,5 bilhão, o projeto terá R$ 1,097 bilhão financiado pelo Governo Federal, por meio do PAC da Mobilidade Urbana.

A Transbrasil será atendida por dois terminais intermediários (Margaridas e Missões), conectando o sistema a corredores de elevadíssima demanda, como as rodovias federais BR-116 (Rio - São Paulo) e BR-040 (Rio - Juiz de Fora). O sistema terá conexões com a Transcarioca (Barra da Tijuca/ Aeroporto Internacional) e Transolímpica (Barra/ Deodoro), corredores expressos em fase de execução. O usuário também poderá fazer integração com o metrô e o trem.

O acesso às estações em grande parte do corredor será por meio de passarelas. Entre o Terminal Margaridas e Candelária, o trecho de maior demanda de passageiros, o corredor será operado em duas faixas por sentido por uma frota de 881 veículos, entre ônibus articulados e biarticulados. Em seu traçado estão previstas obras de melhorias na pavimentação e na urbanização das vias; alargamento de um trecho da Av. Brasil e ordenamento viário no entorno (tráfego geral). A Secretaria Municipal de Obras também vai providenciar a reestruturação da rede de drenagem ao longo da via, com a implantação de nove projetos para correção de pontos de alagamento.

Fazem parte do projeto mais de 30 mil metros quadrados de pontes e viadutos, o alargamento das pistas laterais da Av. Brasil entre de Irajá e Guadalupe e a construção de um mergulhão de acesso ao Aeroporto Santos Dumont, preservando o patrimônio paisagístico do Aterro do Flamengo.

Com a Transcarioca, Transoeste e Transolímpica, a Transbrasil vem fechar o anel viário de 155 quilômetros de alta performance na cidade, que ficará totalmente interligada. O sistema proporciona uma mobilidade mais inteligente e sustentável para a população carioca. Os projetos são fundamentais na preparação da cidade para a Copa de 2014 e para as Olimpíadas de 2016 e um importante legado para o Rio.

MS

Empresa de ônibus opera 18 linhas na Zona Norte sem ter participado de licitação

28/08/2013 - O Globo

Top Rio, que não participou do processo licitatório, herdou linhas da City Rio Empresas são controladas pelo mesmo empresário.

Um ônibus da linha 261, da Top Rio, é rebocado durante uma blitz da Secretaria municipal de Transportes - Márcia Foletto/26-08-2013

RIO - Mesmo sem ter participado da licitação da prefeitura que, em 2010, reorganizou o sistema de ônibus da cidade, a empresa Top Rio assumiu a operação de 18 linhas que circulam pela Zona Norte. Boa parte delas foi herdada da empresa City Rio Rotas, que permanece no sistema com outras 15 linhas na mesma região. O episódio é mais um exemplo do emaranhado de negócios que emerge da caixa-preta do setor. Mudar de nome não implica melhorias no serviço. Na última segunda-feira, a Secretaria municipal de Transportes tirou de circulação 16 ônibus da linha 261 (Marechal Hermes-Castelo), da Top Rio, que foram flagrados em mau estado de conservação.

A City Rio e a Top Rio são controladas pelo mesmo empresário: Álvaro Rodrigues Lopes. A ligação entre as duas companhias foi demonstrada até mesmo na própria blitz da prefeitura. Apesar de o site do Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio (Rio Ônibus) apontar a 261 como uma linha da Top Rio, os veículos apreendidos eram identificados como sendo da City Rio.

Numa história que se repete, a City Rio participou da licitação da prefeitura em 2010 assumindo linhas de outras empresas que deixaram de operar e muitas vezes oferecendo serviços que, na época, já eram considerados precários. Passados três anos, a City Rio aparece em quatro ações propostas pelas promotorias de Defesa do Consumidor do Ministério Público. Todas reivindicam a melhoria dos serviços.

Das cinco linhas citadas nesses processos, quatro foram transferidas para a Top Rio: 384 (Pavuna-Passeio), 385 (Village Pavuna-Passeio), 386 (Anchieta-Passeio) e a própria 261.

A iniciativa de propor a volta da Top Rio ao mercado partiu do Consórcio Internorte, que representa as 22 empresas que operam na Zona Norte. A inclusão foi autorizada pela Secretaria municipal de Transportes em setembro do ano passado, mas só foi concluída este mês. A decisão foi fundamentada na lei federal 8.987/95, que regulamenta as concessões. A lei autoriza mudanças de controle societário, desde que o novo operador atenda às exigências de capacidade técnica, idoneidade financeira e regularidade jurídica e fiscal.

Para o vereador Jefferson Moura (PSOL), a prefeitura falhou ao permitir a entrada da Top Rio no sistema. Ele lembrou que Álvaro Rodrigues Lopes tem participação em outras empresas da cidade, cuja qualidade dos serviços vem sendo questionada pela própria prefeitura. Em julho, a Secretaria de Transportes cassou seis linhas da Translitorânea que ligavam Rocinha e Vidigal à Zona Sul, redistribuindo o serviço para outras empresas que operam na área. Na semana passada, funcionários da mesma Translitorânea cruzaram os braços, alegando que os salários estavam atrasados. Na Zona Oeste, a Viação Andorinhas, outra empresa do grupo, é citada em cinco ações também de iniciativa do MP:

A legislação é clara: é preciso ter competência técnica disse Jefferson.

Em 2009, o próprio Álvaro havia assinado um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o Ministério Público para melhorar a qualidade dos serviços das empresas que operavam antes da City Rio. O acordo previa uma multa diária de R$ 1.500 (valores da época) caso as transportadoras não apresentassem suas frotas em condições de circular. No entendimento do promotor Júlio Machado, da Defesa do Consumidor do MP, o TAC ainda está em vigor:

Como o TAC não foi cumprido, entramos na Justiça para aplicar a punição, já que as empresas mudaram, mas o sócio e as linhas são os mesmos.

Desde 2007, o MP já instaurou 179 inquéritos e entrou com 87 ações civis públicas contra empresas devido à qualidade dos serviços. A maioria dos processos se refere a transportadoras da capital. Na mais recente decisão, a 8ª Vara Cível de Niterói condenou a Viação Nossa Senhora do Amparo a melhorar a manutenção dos ônibus de duas linhas. A coordenadora das promotorias de Defesa do Consumidor do Ministério Público, Christiane Freire, sugere que a população colabore, encaminhando denúncias pelo site http://consumidorvencedor.mp.rj.gov.br/.

O Rio Ônibus alegou que caberia ao empresário Álvaro Lopes se manifestar sobre as mudanças. O empresário não atendeu as ligações do GLOBO. O Consórcio Internorte também não se pronunciou. Já a prefeitura ressaltou que as alterações eram permitidas no contrato de concessão. A Top Rio não foi a primeira empresa a aderir aos consórcios após a licitação. Em 2012, a Premium (do mesmo grupo que controla a Real) foi autorizada a participar do sistema. As transportadoras Nossa Senhora das Graças e Útil, que também não participaram da concorrência, estão em processo de substituição das empresas Saens Peña e Normandy em linhas municipais.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Quantidade de ônibus em São Conrado incomoda

27/08/2013 - O Globo

Moradores também reclamam da quantidade de pontos finais no bairro

Aumento de frota. Pontos finais lotados em São Conrado e ônibus estacionados em cima de calçadas Felipe Hanower/ Agência O Globo
RIO - Em São Conrado, os moradores se queixam de que, após o decreto que proíbe a circulação de vans, houve um aumento do número de coletivos no bairro. Com isso, os terminais próximos ao Hotel Nacional estão sempre cheios. Não entendo por que é aqui o ponto final dos ônibus que atendem o Vidigal. São Conrado virou uma grande rodoviária! Não há estrutura, os motoristas e apontadores fazem xixi no meio da rua, é uma bagunça. Além de tudo, os veículos são estacionados em cima das calçadas. Há um espaço em frente ao Centro de Cidadania Rinaldo Delamare. Por que não aproveitá-lo? indaga José Britz, presidente da Associação de Moradores de São Conrado.

A Secretaria municipal de Transportes informa que, após reuniões com moradores de diferentes comunidades da Zona Sul, autorizou, no início do mês, a circulação de cinco novas linhas de ônibus para atender à demanda de Rocinha, Vidigal e bairros adjacentes. Elas substituem as da empresa Translitorânea, que teve cassado o direito de operação por trabalhar com uma frota menor que a determinada. Mesmo assim, a partir das reclamações dos moradores de São Conrado, serão avaliadas alternativas para uma possível realocação dos pontos finais. O órgão também afirmou que realiza ações de fiscalização para garantir o melhor ordenamento das linhas e terminais.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

timo BRS do Rio, da Carioca ao Estácio, entra em operação

26/08/2013 - Agência Rio

Da Redação

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Começou a funcionar nesta segunda-feira (26) o primeiro trecho do BRS (Bus Rapid Service) Carioca-Saens Peña. Nesta etapa, o sétimo corredor exclusivo para ônibus do Rio vai ligar a Rua da Carioca, no Centro, ao Largo do Estácio.

Segundo a prefeitura, o novo sistema vai  aumentat o conforto e eficiência do sistema, além de reduzir o tempo de viagem dos usuários. Com extensão de três quilômetros, o novo BRS - o sétimo da cidade - começa na Rua da Carioca, seguindo pela Rua Visconde de Rio Branco, Rua Frei Caneca, Avenida Salvador de Sá, Rua Estácio de Sá e Largo do Estácio.

Na última quarta-feira (21/08), foram iniciados os testes operacionais do corredor para verificação do sistema e a realização de ajustes, com todas as linhas agrupadas em pontos específicos com numeração de BRS 1 até BRS 5, além do BRS Intermunicipal.

Em razão da entrada em operação do novo BRS, algumas vias do Centro mudam de direção, com alterações nas seguintes ruas:


I – Rua Irineu Marinho, entre a Rua Marquês de Pombal e a Rua de
Santana, que passará a funcionar no sentido da segunda para a primeira via;


II – Rua Aníbal Benévolo, entre a Rua São Martinho e a Av. Salvador de Sá, que passará a funcionar no sentido da segunda para a primeira via;


III – Rua São Martinho, no trecho compreendido entre a Rua Carmo Neto e Rua Aníbal Benévolo, que passará a funcionar no sentido da segunda para a primeira via.

MS

Começa a funcionar o BRS que liga a Rua Carioca, no Centro, ao Estácio

26/08/2013 - O Globo

Ônibus circula pelo novo trecho de BRS que liga a Rua da Carioca, no Centro, ao Largo do Estácio Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Ônibus circula pelo novo trecho de BRS que liga a Rua da Carioca, no Centro, ao Largo do Estácio Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

LUDMILLA DE LIMA

Segundo secretário de Transportes, a implantação do sistema já melhorou o trânsito na região
Setenta linhas de ônibus circulam pelo trecho, de três quilômetros

RIO - Começou a funcionar nesta segunda-feira o primeiro trecho do BRS (Bus Rapid Service) Carioca-Saens Peña. Nesta etapa, o sétimo corredor exclusivo para ônibus do Rio vai ligar a Rua da Carioca, no Centro, ao Largo do Estácio, num percurso de três quilômetros que passa ainda pelas ruas Visconde do Rio Branco, Frei Caneca e Estácio de Sá, além da Avenida Salvador de Sá. De acordo com o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osorio, a implantação do sistema já melhorou o trânsito na região. Segundo Osorio, foram desfeitos dois gargalos que atrapalhavam o tráfego e o corredor: um na Praça da República, em frente ao Quartel do Corpo de Bombeiros; e o outro na área do Hospital da Polícia Militar, no Estácio. Nesses dois locais não é mais permitido estacionar:

— Havia um gargalo nesses dois pontos por causa de estacionamento e por causa do embarque e desembarque, que agora organizaremos para facilitar o trânsito.

De acordo com o secretário, apenas a partir da semana que vem começarão a ser aplicadas as multas aos motoristas de ônibus que desrespeitarem o BRS. Os ônibus foram reagrupados em cinco grupos, e os pontos, segundo Osorio, não possuem uma distância maior que 400 metros de um ao outro. A meta é reduzir em 20% o tempo de viagem. Pelo menos, na Praça Tiradentes, por volta das 10h desta segunda-feira o tráfego seguia sem problemas.

Por esse itinerário, circulam 70 linhas municipais e intermunicipais, que tiveram a localização de seus pontos de parada reconfigurada. Já no fim de setembro, afirma Osorio, será inaugurada a segunda parte do BRS, até a Praça Saens Peña, na Tijuca.

Com o novo corredor, também há inversões de mão em três ruas do Centro: Irineu Marinho, Aníbal Benévolo e São Martinho. Antes, já tinham sido instalados corredores BRS em Copacabana, Ipanema/Leblon, avenidas Presidente Antonio Carlos/Primeiro de Março, Avenida Rio Branco e dois na Presidente Vargas. Até o fim do ano, estão previstos mais quatro corredores no Rio.
Teste de fogo no Porto

Já na Zona Portuária, esta segunda-feira é o primeiro dia útil de mais uma mudança no tráfego por causa das obras do Porto Maravilha. Desde domingo, está fechado ao trânsito o trecho da Avenida Pedro II entre a Avenida Francisco Bicalho e a Rua Melo e Souza, no sentido São Cristóvão. O local será usado para a montagem de um guindaste que fará o içamento das vigas de uma alça do Viaduto do Gasômetro que ligará o elevado à Via Binário.

Neste domingo, a sinalização reforçada e a presença de agentes de trânsito não evitaram confusões. De acordo com Osorio, as alternativas de entrada em São Cristóvão são as ruas Santos Lima e Francisco Eugênio. Enquanto isso, próximo à Praça Mauá, a Rua Sousa e Silva, entre as avenidas Venezuela e Rodrigues Alves, está liberada desde sábado. Com isso, ônibus já não precisam fazer o retorno na Praça Mauá para pegar a Rodrigues Alves, reduzindo o percurso em 1,8 quilômetro.

Já na Avenida Brasil, a partir das 22h desta segunda-feira, uma área de 200 metros em cada sentido da via, na altura de Realengo, receberá um canteiro de obras, onde serão instalados os pilares de um viaduto do corredor Transolímpico. A interdição, segundo a Secretaria municipal de Transporte, deve durar cerca de seis meses


domingo, 25 de agosto de 2013

Rio de Janeiro adquire ônibus Mondego da Caio Induscar

25/08/2013 - Caio


A cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro, está renovando sua frota de ônibus para melhorar ainda mais o transporte público da cidade e satisfazer os passageiros. Para isso, empresas cariocas escolheram a fabricante de ônibus Caio Induscar para realizar a renovação dos veículos. Entre sua gama de produtos, está o Mondego L, que substituirá os ônibus anteriores, e é conhecido por sua qualidade e resistência.

No total, serão entregues 41 unidades para empresas da cidade. Esses veículos irão percorrer a zona sul do Rio. Possuem piso baixo, facilitando a locomoção de todos, ar condicionado e poltronas injetadas totalmente estofadas, proporcionando conforto aos passageiros; itinerário eletrônico, facilitando a visualização da linha; iluminação em Led, deixando o salão mais claro. 

As carrocerias têm chassis Mercedes-Benz, comprimento de 12.30 mm, largura de 2.500 mm e capacidade para transportar 36 passageiros sentados, 43 em pé e uma pessoa com necessidades especiais. Para a Caio Induscar, é uma honra fazer parte do transporte público do Rio de Janeiro.

Fonte: Caio Induscar

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Testes para novo BRS já começaram, mas motoristas ainda estão confusos

23/08/2013 - O Globo

Primeiro trecho do BRS Carioca-Saens Peña será inaugurado na segunda-feira

RIO - Os testes para o início do funcionamento do primeiro trecho do BRS Carioca-Saens Peña, que entra em funcionamento na segunda-feira, começaram na quinta-feira, mas os motoristas ainda estão confusos. A prefeitura já isolou por cones o corredor de ônibus, mas só passará a multar motoristas na segunda semana de operação. Mas muitos ainda estão confusos com as mudanças:

- As mudanças na altura da Frei Caneca com a Mem de Sá estão travando os trânsito no Centro. Eu levei 25 minutos para fazer um trajeto que normalmente eu levaria dois minutos - reclamou o motoristas Fernando Figueiredo.

Na Rua Irineu Marinho, que teve a mão invertida, muitos carros que chegam pela Marquês de Pombal continuam entrando no rua, o que está confundindo os pedestres.

- Não vai demorar para acontecer um acidente aqui. Os carros continuam fazendo o trajeto normal, e não tem nenhum agente da CET-Rio para fazer a orientação. Os carros também continuam estacionados nos dois lados da rua, que é estreita, mas já tem ônibus entrando aqui. Por pouco um deles não bateu num carro estacionado - comentou o assistente administrativo Felipe Soares.

A mudança do ponto da Rua Frei Caneca, na altura da Rua de Santana, aliás, vem causando discórdia. Ali, agora só podem parar ônibus intermunicipais — a maioria vem de São Gonçalo. Outra preocupação é a distância em relação às unidades do Instituto Nacional do Câncer (Inca) da Marquês de Pombal e da Praça da Cruz Vermelha. Quem precisa chegar ao Inca também terá de percorrer uma distância maior. A secretaria, no entanto, informa que há um ponto distante cerca de cem metros que atende as linhas municipais.

O secretário municipal de Transportes, Carlos Osório, não descarta mudar os pontos de lugar, mas acredita que as distâncias estão corretas. O BRS Carioca- Saens Peña será concluído até o fim de setembro. Terá 3,5 quilômetros de extensão e passará pelas ruas João Paulo I e Doutor Satamini, Avenida Heitor Beltrão e Rua Conde Bonfim.

Este será o sétimo BRS em funcionamento da cidade. Segundo a prefeitura, até o fim do ano outros cinco serão inaugurados. Em setembro será inaugurada a continuação do BRS do Largo da Carioca ao Estácio, que vai fazer a conexão do Estácio à Praça Saens Peña, na Tijuca. Também com três quilômetros de extensão, o BRS vai começar na Rua João Paulo I e seguir pela Rua Doutor Satamini, Avenida Heitor Beltrão e pela Rua Conde de Bonfim até Rua General Roca (Praça Saens Peña). Também estão previstas as inagurações dos BRS que vão ligar o Méier ao Maracanã, na Zona Norte, e também os corredores que ligarão Botafogo ao Humaitá, na Zona Sul.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Rio suspende aumento das tarifas de ônibus, trem, metrô e barcas

19/06/2013 - G1

Passagem de ônibus volta a custar R$ 2,75, mas prefeitura paga diferença.

Demais transportes terão valor antigo a partir da próxima sexta-feira (21).
Do G1 Rio

O aumento da tarifa de ônibus na capital do Rio de Janeiro, bem como o das tarifas de trem, metrô e barcas do estado, foi suspenso, conforme anunciou o prefeito Eduardo Paes em entrevista coletiva nesta quarta (19).

O passageiro de ônibus no Rio de Janeiro não pagará mais a tarifa de R$ 2,95, que ficou R$ 0,20 mais cara desde o último dia 1º. O valor antigo de R$ 2,75 volta a valer já na quinta (20), até mesmo para os veículos com ar condicionado. No entanto, a própria prefeitura vai pagar a diferença e, segundo informações oficiais, o impacto nos cofres públicos será de R$ 200 milhões por ano.

A Prefeitura vai arcar com os 20 centavos da passagem, que serão pagos com dinheiro público, e Paes convocou a população para ajudar a dividir o prejuízo. "Ainda vamos estudar como isso vai ser feito. Vamos ter que pressionar o Congresso para que medidas sejam tomadas e os custos sejam repartidos".

Redução nos preços da passagem de trem, metrô e barcas

A anulação do aumento das tarifas de metrô, trem e barcas será publicado, segundo o Governo do Estado, no Diário Oficial na quinta-feira (20), mas só passará a valer na sexta (21). A tarifa do metrô cai de R$ 3,50 para R$ 3,20. A de trens, de R$ 3,10 para R$ 2,90. A de barcas, com bilhete único, de R$ 3,30 para R$ 3,10. Sem bilhete único, de R$ 4,80 para R$ 4,50.

A decisão, segundo Paes, foi tomada em conjunto com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. De acordo com o prefeito do Rio, a conversa entre os dois já vinha acontecendo há algum tempo. "A redução é uma forma de mostrar respeito às pessoas que foram às ruas para protestar. É um direito da população se manifestar e mostrar seus pontos", disse o prefeito carioca.

Histórico do aumento

A tarifa dos ônibus aumentou no dia 1º de junho de R$ 2,75 para R$ 2,95. Após o reajuste, os cariocas realizaram cinco manifestações repudiando o reajuste na cidade. O primeiro protesto levou aproximadamente 2 mil pessoas ao Centro do Rio, no dia 6. Nesta segunda (17), 100 mil pessoas foram ao Centro para se manifestar. A caminhada foi pacífica em grande parte do tempo. No entanto, um grupo de 300 pessoas mais radicais iniciou um confronto com a Polícia Militar e ateou fogo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Pelo menos 29 pessoas ficaram feridas.

Inicialmente, o grupo repudiava apenas o aumento da passagem. Em seguida, as manifestações começaram questionar os gastos excessivos com a Copa do Mundo e a falta de investimento em saúde e educação. Outras diversas cidades do Brasil também aderiram o protesto.  Além do Rio, milhares de pessoas foram às ruas em capitais como Belo Horizonte, Brasília, São Paulo e Porto Alegre.

Aberto ao diálogo

Na terça-feira (18), o prefeito Eduardo Paes afirmou que estava aberto a receber os manifestantes do Rio para negociar o valor da passagem de ônibus. Em entrevista ao RJTV, Paes não descartou diminuir o preço da tarifa e admitiu que a qualidade do transporte público na cidade é ruim. "Toda vez que a gente abre o diálogo, a gente tem que estar aberto a todas as possibilidades. Mas isso tem um custo. Se a gente for projetar pro ano é algo em torno de R$ 400 a R$ 500 milhões.", disse o prefeito.

Além do reajuste no valor da passagem de ônibus, os manifestantes querem investimentos na melhoria do transporte do Rio. Paes admitiu que a qualidade do serviço é ruim, mas disse que a prefeitura está investindo no setor. "É um transporte hoje, e eu admito isso, de muito pouca qualidade. São muitos anos sem investimento no Rio de Janeiro. Nós temos o bilhete único de R$2,95 que serve para duas viagens. A prefeitura do Rio já inaugurou um BRT e vai inaugurar mais três nos próximos três anos e está investindo", disse Paes.

O prefeito classificou as manifestação no Rio como legítimas e falou sobre as críticas ao seu mandato. "(As manifestações) começam com a questão da tarifa de ônibus, mas tratam de outros temas que claramente incomodam a população. Na função que eu estou, e que ocupo há quatro anos e meio, eu aprendi que as críticas são fundamentais para a gente se aprimorar e a gente têm que ouvir", explicou Paes.

Ônibus tipo frescão serão padronizados pela Prefeitura do Rio

21/08/2013 - O Dia

Cor predominante passa a ser o azul, com pintura de faixa colorida e indicação alfanumérica para diferenciar consórcios

Rio - Os ônibus tipo frescão que circulam na cidade do Rio passarão a ser padronizados a partir do mês de setembro, conforme resolução divulgada no Diário Oficial do Município desta quarta-feira. A medida busca uniformizar o visual da frota e facilitar a identificação dos coletivos.

De acordo com a Secretaria de Transportes, a cor predominante dos frescões passa a ser o azul, com a pintura da faixa colorida e indicação alfanumérica para diferenciar os consórcios. O Consórcio Intersul (Zona Sul) terá faixa amarela, o Internorte (Zona Norte) faixa verde, o Transcarioca (Barra, Jacarepaguá e Recreio) faixa azul e o consórcio Santa Cruz (Zona Oeste) vermelha.

 
Ônibus tipo frescão serão padronizados a partir de setembro
Foto:  Divulgação

A mudança dá continuidade ao processo de padronização dos ônibus urbanos, que teve início em 2011. Além disso, a nova padronização terá identificações adesivadas do serviço executivo instaladas na traseira, frente, laterais e capota superior externa. Os ônibus rodoviários também terão equipamentos de acessibilidade. Em um ano, todos já deverão seguir o novo padrão. Atualmente, a frota de frescões do Rio conta com 700 veículos.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Novo corredor BRS será inaugurado na região central do Rio

21/08/2013 - O Globo

Esse será o sétimo em funcionamento no Rio, e vai ligar o Largo da Carioca ao Estácio
Outros cinco novos BRS estão previstos para serem implantados até o fim do ano

RIO - Na próxima segunda-feira a Prefeitura do Rio vai inaugurar o sétimo corredor BRS da cidade. O novo sistema vai ligar o Largo da Carioca ao Estácio, na região central do Rio. Com extensão de três quilômetros, o novo BRS começa na Rua da Carioca, seguindo pela Rua Visconde de Rio Branco, Rua Frei Caneca, Avenida Salvador de Sá, Rua Estácio de Sá e Largo do Estácio. Nesta quarta-feira foram iniciados os testes operacionais do corredor para a verificação do sistema e a realização de ajustes até a próxima segunda, quando o novo corredor de ônibus será oficialmente inaugurado.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/novo-corredor-brs-sera-inaugurado-na-regiao-central-do-rio-9642985#ixzz2cfo0moXx 
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Empresas de fretamento de ônibus lucram ao suprir demanda

19/08/13 - O Globo

Ao todo são oferecidos mais de dez mil assentos nos dias úteis em pelo menos 70 ônibus
Serviço é regular, mas muitas vezes é insatisfatório

Estima-se que fretamentos de ônibus custem a condomínios mais de R$ 2 milhões por mês

LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

RUBEN BERTA 

Moradores do Rio 2, na Barra, fazem fila para pegar os ônibus fretados pela administração do condomínio: prédios da região chegam a gastar R$ 2 milhões ao mês pelo serviço de aluguel de coletivos

 Moradores do Rio 2, na Barra, fazem fila para pegar os ônibus fretados pela administração do condomínio: prédios da região chegam a gastar R$ 2 milhões ao mês pelo serviço de aluguel de coletivos Foto: Márcia Foletto / Márcia Foletto/Agência O Globo
Foto: Márcia Foletto / Márcia Foletto/Agência O Globo

Moradores do Rio 2, na Barra, fazem fila para pegar os ônibus fretados pela administração do condomínio: prédios da região chegam a gastar R$ 2 milhões ao mês pelo serviço de aluguel de coletivos Márcia Foletto / Márcia Foletto/Agência O Globo
RIO - As filas que se formam durante a semana em frente aos grandes condomínios da Barra da Tijuca, do Recreio dos Bandeirantes e de bairros do entorno para o embarque dos moradores — em ônibus alugados pelos próprios condomínios — são testemunhas de um problema de mobilidade na região. A expansão da cidade para esses bairros não foi acompanhada pela ampliação da oferta de transporte coletivo de qualidade. A ironia é que em vários casos os serviços de fretamento, que custam aos condomínios mais de R$ 2 milhões ao mês, segundo levantamento de repórteres do GLOBO, são prestados por companhias dos mesmos grupos empresariais que exploram linhas convencionais que atendem à região.

As empresas Nossa Senhora das Graças e Útil, por exemplo, estão vinculadas à família de Jacob Barata, conhecido como o "Rei dos Ônibus". Já a Reitur pertence ao grupo Real, líder das empresas do consórcio Intersul, que explora, entre outras, linhas que ligam a Zona Sul à Barra e ao Centro. Há ainda companhias que se dedicam apenas ao serviço de fretamento, como a Vênus Turística. Esta, porém, era acionista até 2010 da empresa City Rio Rotas Turísticas, uma das concessionárias da cidade. Ao todo, são oferecidos mais de dez mil assentos nos dias úteis, em pelo menos 70 ônibus. Os números foram estimados com base em informações dos condomínios.

Na teoria, esses ônibus, mais sofisticados, prestam serviço diferenciado, contratados por particulares. Eles ficaram fora da licitação de 2010, alvo da CPI em andamento na Câmara do Vereadores. Na época da licitação, a prefeitura apenas colocou em concorrência as linhas de ônibus tradicionais comuns, com ar-condicionado e frescões. Mas, na prática, os coletivos de condomínios se transformaram numa espécie de serviço paralelo ao convencional: fazem itinerários e têm pontos de embarque e desembarque semelhantes aos serviços regulares.

Apenas uma das linhas dos prédios do Bosque Marapendi (Centro-Barra, via Copacabana) tem 46 pontos autorizados pela prefeitura. Nos dias úteis, os moradores podem embarcar na Barra, a partir das 5h40m até às 20h30m, e desembarcar em sete bairros da Zona Sul, antes do ponto final, no Centro. Somente nas avenidas Vieira Souto (Ipanema) e Atlântica (Copacabana), por exemplo, existem dez pontos (cinco em cada uma). Há linhas também para a Tijuca, e alguns condomínios oferecem serviços circulares com pontos próximos a shoppings e supermercados. O acesso aos ônibus especiais é feito mediante a apresentação de documento que identifica os usuários como moradores.

Rio 2 é atendido por 33 ônibus

No condomínio Barra Bali, na divisa da Barra com o Recreio, o quadro de horários da empresa Útil mostra até a capacidade de adaptação. Na planilha, a empresa informa pontos alternativos para embarque no Centro, na hipótese de a Avenida Rio Branco ser interditada por manifestações. Já o Condomínio Rio 2, nas imediações do futuro Parque Olímpico, é atendido por 33 coletivos, que oferecem mais de cinco mil assentos diariamente em suas linhas.

— Num mundo ideal, os ônibus do transporte público deveriam oferecer a mesma qualidade dos ônibus dos condomínios. Mas não é isso que acontece. Me mudei para a Barra há 35 anos, quando os serviços de transporte regulares ainda eram mais deficientes. Os ônibus fretados eram o atrativo oferecido pelas imobiliárias — diz o síndico do condomínio Nova Ipanema, Ernesto Rodrigues.


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sábado, 17 de agosto de 2013

As novas linhas de ônibus da cidade devido ao BRS (Copacabana)

20/02/2011 - O Globo

Com a implementação do BRS (Bus Rapid Service - Sistema de Ônibus Rápido) na Avenida Copacabana, houve uma mudança em grande parte dos itinerários que circulavam pela Zona Sul. Veja abaixo a lista das novas linhas de ônibus que surgiram.

Linhas que circulam pelo BRS de Copacabana 

BRS1 
124 - Jardim Botânico (Horto) x Central (Via Copacabana) - antiga variação da 125
154 - Central x Ipanema (Via Túnel Santa Bárbara) - antiga variação da 154161 - Lapa x Leblon (Via Jóquei - circular) - antiga 571
162 - Lapa x Leblon (Via Copacabana - circular) - antiga 572

BRS2
441 - Caju x Lido (Via São Cristóvão - circular) - antiga variação da 473
590 - Copacabana x Leme (circular) - antiga variação da 591
445* - Morro do Alemão x Copacabana (Via Túnel Santa Bárbara) - antiga S04
442* - Maré x Copacabana (Via Praça Mauá - circular) - antiga S011
443* - Maré x Leblon (Via Central - circular) - antiga S012
444* - Maré x Copacabana (Via Túnel Santa Bárbara) - antiga S028
* Circulam apenas em horários especiais 

BRS3 
308 - Central x Barra da Tijuca - antiga 175
314 - Central x Recreio - antiga variação da 175
402 - Engenho da Rainha x Gávea - antiga linha 292, que não circulava na Zona Sul
SP455 - Engenho Novo x Copacabana (Via Aterro) - antiga variação da 455
SPA484 - Bonsucesso x Copacabana - antiga variação da 484
SPB484 - Parque Oswaldo Cruz x Copacabana - antiga variação da 484
403 - Copacabana x Bonsucesso - antiga variação da 484
483 - Penha x Copacabana - antiga variação da 484
404 - Cordovil x Leblon (Via Av. Brasil) - antiga variação da 485
486 - General Osório x Fundão (circular) - antiga variação da 485
354 - Cidade de Deus x Praça XV - antiga variação da 750
360 - Carioca x Recreio - antiga S020

A nova linha 411 (Usina x Prado Júnior) não circula pelo BRS de Copacabana.

Linhas que NÃO circulam pelo BRS de Copacabana

Retorno na Av. Prado Júnior, em Copacabana 
120 - Central x Prado Júnior 
122 - Central x Prado Júnior (Via Praça Tiradentes) 
411 - Usina x Prado Júnior - originária da linha 415
454 - Méier x Prado Júnior - originária da linha 455
475 - Méier x Prado Júnior - originária da linha 474
480 - Olaria x Prado Júnior - originária da linha 484

Retorno na Praia de Botafogo
129 - Rodoviária x Praia de Botafogo (Via Santa Bárbara) - originária da linha 127
412 - Usina x Praia de Botafogo (Via Santa Bárbara) - originária da linha 426
420 - Vila Isabel x Praia de Botafogo (Via Santa Bárbara) - originária da linha 432
421 - Vila Isabel x Praia de Botafogo - originária da linha 433
467 - Maracanã x Praia de Botafogo - originária da linha 464
458 - Méier x Praia de Botafogo - originária da linha 456
459 - Abolição x Praia de Botafogo - originária da linha 457
481 - Penha x Praia de Botafogo - originária da linha 481

Retorno no Cemitério São João Batista
423 - Grajaú x Real Grandeza - originária da linha 434
425 - Grajaú x Real Grandeza (via Túnel Santa Bárbara) - originária da linha 435

Retorno na Rua Juquiá, na Gávea
501 - Barra x Gávea

Retorno no CIEP da Gávea
502 - Gávea x Recreio (Via Américas)
504 - Gávea x Piabas (Via Benvindo de Moraes)
505 - Gávea x Recreio 

Retorno na Avenida Niemeyer
556 - Rio das Pedras x Leblon 

Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/info/brs-copacabana/
Postado por Pedro Paulo Bastos às 16:09 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Frota de ônibus do BRT Transoeste na Zona Oeste caiu

09/08/2013 - O Globo

Quando lançou o edital de licitação do transporte rodoviário no Rio, a prefeitura pretendia, entre outras coisas, aumentar em até 30% a oferta de veículos na Zona Oeste. Hoje, dois anos e nove meses depois, a frota que atende à região é ainda menor do que antes, fazendo passageiros como o pintor de paredes Carlos Alberto Vasconcelos, de 22 anos, gastar mais uma passagem para não ficar parado no ponto.


Morador de Duque de Caxias, ele precisa pegar o 388 (Tiradentes-Santa Cruz) para ir do trabalho, em Santa Cruz, para casa. Mas, como tem que esperar em média uma hora pelo ônibus direto, acaba pagando uma passagem a mais para fazer a baldeação:
- São poucos paradores. Sou obrigado a pegar o expresso e descer antes, em Realengo. Lá, pego outro ônibus até a Penha, onde pego mais um até Caxias. Além da demora, ainda gasto mais, já que o Bilhete Único só cobre duas viagens.

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Em novembro de 2010, quando fez a licitação, a prefeitura prometia uma estruturação das linhas, de forma a distribuir e racionalizar as frotas. Na ocasião houve a promessa de aumentar de 20% a 30% a frota na Zona Oeste com o corte de coletivos onde a demanda fosse menor.

Mas, segundo números da Secretaria de Transporte, houve redução no número de veículos que atendem a Zona Sul e a Grande Tijuca, mas, na área onde a carência é maior e que é servida pelo consórcio Santa Cruz, não houve aumento na quantidade de ônibus e, sim, uma ligeira redução em relação a 2010.

A falta de coletivos também dificulta a vida da promotora de vendas Carla da Silva, de 27 anos, moradora em Padre Miguel, que diz "praticamente morar dentro dos ônibus". Ela é obrigada a circular por diversos bairros, visitando clientes em até dez estabelecimentos comerciais por dia.
- Não percebi nenhuma redistribuição de ônibus. Pelo contrário. Já morei na Zona Sul e sei que lá é outra história - comparou, na última quinta-feira, quando já aguardava por meia hora o 870 (Bangu-Sepetiba).
A dona de casa Damiana Castro, de 65, reclamou da linha 839 (Santa Cruz-Campo Grande), que chegaria a demorar até uma hora:
- Tem mais de meia hora que estou aqui e nada.

Respostas
A Secretaria municipal de Transporte informou que a "Zona Oeste é a região que mais preocupa a prefeitura". Por isso, realiza fiscalização constantes para monitorar a frota e a frequência dos ônibus, de modo a atender a população com mais eficácia. Como exemplo de racionalização do sistema, aponta o BRT Transoeste, ligando a Barra da Tijuca a Santa Cruz e Paciência, transportando 120 mil pessoas por dia. A implantação do BRT teria "racionalizado o sistema na região da Zona Oeste".


O Rio Ônibus também citou o BRT como exemplo de racionalização das linhas na Zona Oeste.
Confira a resposta da Secretaria municipal de Transportes na íntegra:
"A Prefeitura do Rio definiu a Zona Oeste como uma das primeiras áreas a receber o sistema de racionalização do transporte público. Como exemplo de racionalização do sistema, foi implantado o primeiro BRT da cidade, a Transoeste, que liga a Barra da Tijuca a Santa Cruz e Paciência, e transporta, atualmente, cerca de 120 mil pessoas por dia.Totalmente segregado do tráfego geral, composto por linhas expressas e paradoras, o corredor já conta com 44 quilômetros de extensão até Paciência e 42 estações em funcionamento. O BRT Transoeste está atingindo um volume de viagens cerca de 20% superior ao inicialmente estimado.

A Zona Oeste é a região da cidade que mais preocupa a prefeitura. Por isso, a SMTR realiza fiscalização frequente para monitorar a frota e a frequência dos ônibus na região, de modo a atender a população com mais eficácia. Além disso, é realizada fiscalização eletrônica nos 8.800 ônibus da cidade, por meio de GPS instalado em todos os coletivos. Dos quatro consórcios, o Santa Cruz, que atua na região, é o que mais recebe multas da prefeitura: 978 (de janeiro a julho), das 2.362 multas aplicadas nos quatro consórcios no mesmo período. A prefeitura estará continuadamente trabalhando para melhorar o transporte público da Zona Oeste e vai adotar todas as medidas cabíveis para melhorar o sistema.

Para reforçar a fiscalização, a SMTR deu início à contratação de sistema tecnológico para monitorar eletronicamente o serviço de ônibus da cidade. Com a nova plataforma será possível monitorar em tempo real, 24 horas, sete dias por semana, a frota, frequência, itinerário e velocidade média dos ônibus da cidade. No caso de descumprimento de qualquer normativa, multas serão expedidas automaticamente aos consórcios infratores. Com o novo sistema, que deverá entrar em operação no segundo semestre deste ano, a prefeitura terá melhor controle sobre a qualidade dos serviços de ônibus na cidade.

A implantação do BRT Transoeste racionalizou o sistema de ônibus na região da Zona Oeste. Nas áreas da Zona Oeste não contempladas com o BRT Transoeste, houve um aumento dos ônibus urbanos para atender a população."
Confira a resposta do Rio Ônibus na íntegra:
"Com o BRT Transoeste, quatro linhas que tinham sobreposição de itinerário com o corredor foram extintas e outras 12 tiveram seus itinerários seccionados para se tornarem linhas alimentadoras do BRT. Elas usam ônibus refrigerados com tarifa de R$ 2,75 e seus passageiros não precisam pagar novamente para ingressar corredor. Isso permite que o usuário ainda faça uma integração através do Bilhete Único Carioca ao sair do BRT na outra ponta. O BRT Transoeste transporta 120 mil passageiros/dia e alcançou 93% de aprovação em pesquisa realizada em abril.

Todos os corredores de BRT serão acompanhados da racionalização das linhas. E todos estarão conectados entre si e integrados aos demais modais. No próximo ano, deve entrar em operação o BRT Transcarioca, de 39 km com área de atuação percorrendo 14 bairros, ligando a Barra ao Aeroporto Internacional. Até 2016 será concluído o BRT Transolímpica, com 23 km, passando por nove bairros, ligando Barra e Jacarepaguá a Deodoro. A prefeitura está concluindo o projeto para a construção do BRT Transbrasil, com 32 km de Deodoro ao Centro do Rio. Todos estes BRTs priorizam a Zona Oeste, uma das regiões mais afetadas pelo transporte".

Informações: O Globo

domingo, 4 de agosto de 2013

Seis linhas de ônibus são cassadas na Zona Sul

05/07/2013 - O Globo

Foi a primeira vez que uma empresa foi puida desde a licitação de 2010 - Agência O Globo

RIO - A prefeitura puniu a empresa Translitorânea com a perda de seis linhas que explorava no consórcio Intersul, que opera os ônibus da Zona Sul do Rio. A medida, determinada por decreto publicado nesta sexta-feira pelo prefeito Eduardo Paes, entra em vigor para linhas que ligavam Rocinha e Vidigal ao resto da Zona Sul. A punição ocorreu porque, desde o dia 15 de abril, a empresa não conseguia cumprir com regularidade a exigência da Secretaria municipal de Transportes de operar com a frota máxima, para atender ao crescimento da demanda por transporte de massa, com a proibição das vans de circularem pela região. É primeira vez que uma empresa perde linhas desde a licitação do sistema, em 2010. O secretário Carlos Roberto Osorio não descarta outras punições por reclamações recebidas, principalmente na Zona Oeste.

Os roteiros operados pela Translitorânea serão assumidos por outras empresas do consórcio Intersul, mas serão alterados em até 30 dias. Os novos itinerários serão discutidos com moradores da Rocinha e Vidigal para racionalizar o serviço com a criação de novas linhas. Nesta quinta-feira, boa parte dos veículos das linhas 521 (São Conrado-Botafogo, via Copacabana) e 522 (São Conrado-Botafogo, via Jóquei) já eram operados pela Real e pela Viação Nossa Senhora das Graças (antiga Viação Saens Peña) porque o consórcio foi comunicado previamente da decisão para evitar a falta de ônibus. A medida atinge ainda as linhas 546 (Rocinha-Leblon), 591 (Leme- São Conrado, via Copacabana e Rocinha), 592 (São Conrado Leme-Rocinha) e 593 (Leme-São Conrado, via Rocinha).

O consórcio também foi punido por problemas operacionais com uma multa de R$ 447,8 mil, que ainda está em fase de recurso. A comprovação da irregularidade dos serviços foi verificada pelos técnicos da prefeitura pelo GPS instalado nos veículos, que indicava em tempo real a quantidade que estava em operação, por dia e hora, nos últimos meses. Apesar da punição, a Translitorânea continuará operando seis linhas do Intersul.

Mudam os nomes, não os donos

A concentração do sistema de ônibus em poucos grupos, que andam de mãos dadas, também faz com que seja difícil saber se haverá alguma mudança na prática. A Translitorânea, controlada pelo empresário Álvaro Rodrigues Lopes, possui 8,27% do consórcio Intersul, cuja fatia maior está com Jacob Barata, considerado o "Rei dos Ônibus" do Rio, com 41,9% divididos em cinco empresas. Jacob tem relação direta com Álvaro em pelo menos um outro consórcio, o Operacional BRT, criado recentemente sem licitação, responsável atualmente pelo Transoeste. Ele tem 25% de participação na empresa Jabour, que divide o controle do corredor expresso com a Pégaso. As duas empresas, por sua vez, contrataram a Algarve, de Álvaro, para fornecer parte da frota de ônibus articulados do sistema.

As relações entre os dois empresários não param por aí. A própria Algarve foi adquirida por Álvaro Lopes de Jacob em 2006. Apesar de estar perdendo força na Zona Sul, Álvaro é forte no consórcio Santa Cruz (possui 35,5% de participação), que na licitação de 2010 ficou com toda a Zona Oeste, com exceção das regiões da Barra e de Jacarepaguá.

Outra curiosidade nessa intricada relação empresarial é o perfil da própria Translitorânea. Antes da licitação, boa parte das linhas que perdeu agora na Zona Sul pertenciam à Viação Amigos Unidos S/A. Em situação fiscal irregular, a empresa, que também era alvo de reclamações dos usuários, não participou da concorrência. Às vésperas da licitação, Alexandre de Vasconcelos Pereira e Maria Manuela Vasconcelos Pereira, acionistas majoritários da Amigos Unidos, foram admitidos como sócios da Translitorânea, que promoveu um aumento do capital social. Alexandre e Maria passaram a deter 48% das ações, enquanto Álvaro Lopes permaneceu como majoritário.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Rio inaugura cinco novas linhas de ônibus na Rocinha e no Vidigal

02/08/2013 - Agência Rio

A Secretaria Municipal de Transportes do Rio informou nesta sexta-feira (2) que no próximo domingo (4) começam a operar as cinco novas linhas circulares que vão atender a Rocinha, Vidigal e bairros adjacentes, na Zona Sul do Rio.

São elas: 535 (Vidigal x Copacabana, via Avenida Niemeyer/ Ipanema); 536 (Vidigal x Botafogo, via Avenida Niemeyer/Jóquei); 537 (Rocinha x Leblon, via Estrada da Gávea); 538 (Rocinha x Botafogo, via Estrada da Gávea/Jóquei) e 539 (Rocinha x Leme, via Estrada da Gávea/ Copacabana).

Os novos itinerários foram traçados para melhor atender a população, mas, se necessário, ajustes ainda poderão ser feitos. As novas linhas serão operadas pelo consórcio Intersul.

Em 5 de julho, decreto do prefeito Eduardo Paes publicado no Diário Oficial cassou o direito da empresa Translitorânea, integrante do consórcio Intersul, de operar as linhas circulares 521 (São Conrado x Botafogo – via Copacabana), 522 (São Conrado x Botafogo – via Jóquei), 546 (São Conrado x Leblon – via Estrada da Gávea), 591 (São Conrado x Leme – via Copacabana), 592 (São Conrado x Leme – via Rocinha) e 593 (Leme x São Conrado – via Rocinha).

A decisão foi tomada após a empresa ser notificada, advertida e multada pela SMTR por operar de forma recorrente abaixo da frota determinada, prejudicando a qualidade dos serviços. Para o trabalho de fiscalização, as equipes da prefeitura realizaram monitoramento por meio dos equipamentos GPS instalados nos ônibus.

ITINERÁRIO DAS LINHAS:

- 535 (Vidigal x Copacabana, via Avenida Niemeyer/Ipanema)
Itinerário: acesso da Avenida Niemeyer para Avenida Aquarela do Brasil (junto ao antigo Hotel Nacional, sob a marquise); Avenida Aquarela do Brasil; Avenida Prefeito Mendes de Morais; Avenida Niemeyer; Avenida Delfim Moreira; Avenida Vieira Souto; Avenida Henrique Dumont; Rua Visconde de Pirajá; Rua Gomes Carneiro; Rua Francisco Sá; Avenida Nossa Senhora de Copacabana; Rua Siqueira Campos; Avenida Atlântica; Rua Figueiredo de Magalhães; Rua Joseph Bloch; Rua Siqueira Campos; Rua Barata Ribeiro; Túnel Prefeiro Sá Freire Alvim; Rua Raúl Pompéia; Avenida Elizabeth da Bélgica; Rua Teresa Aragão; Praça General Osório; Rua Prudente de Morais; Avenida General San Martin; Avenida Bartolomeu Mitre; Avenida Rodrigo Otávio (pista esquerda); Avenida Visconde de Albuquerque; Praça Rubem Dário; Avenida Niemeyer; acesso da Avenida Niemeyer para Avenida Aquarela do Brasil (ponto terminal junto ao antigo hotel nacional, sob a marquise).

Itinerário especial (dias úteis, no horário da pista reversível na orla): acesso da Avenida Niemeyer para Avenida Aquarela do Brasil (junto ao antigo Hotel Nacional, sob a marquise); Avenida Aquarela do Brasil; Avenida Prefeito Mendes de Morais; Avenida Niemeyer; Avenida Delfim Moreira; Avenida Vieira Souto; Avenida Henrique Dumont; Rua Visconde Pirajá; Rua Gomes Carneiro; Rua Francisco Sá; Avenida Nossa Senhora de Copacabana; Rua Santa Clara; Avenida Atlântica; Rua Figueiredo de Magalhaes; Rua Joseph Bloch; Rua Siqueira Campos: Rua Barata Ribeiro; Túnel Prefeito Sá Freire Alvim; Rua Raúl Pompéia; Avenida Elizabeth da Bélgica; Rua Teresa Aragão; Rua Prudente de Morais; Avenida San Martin; Avenida Bartolomeu Mitre; Rua Marques de São Vicente; Rua Arthur Araripe; Avenida Padre Leonel Franca; Túnel Acústico Rafael Mascarenhas; Auto Estrada Lagoa Barra; Túnel Zuzu Angel; Avenida Niemeyer; Estrada da Gávea; retorno; Rua General Olímpio Mourão Filho; Acesso da Rua General Olímpio Mourão Filho para a Avenida Aquarela do Brasil (sob viaduto da Auto Estrada Lagoa Barra); Avenida Aquarela do Brasil; Avenida Prefeito Mendes de Morais; Avenida Niemeyer; Acesso da Avenida Niemeyer para Avenida Aquarela do Brasil (ponto terminal junto ao antigo Hotel Nacional, sob a marquise).

- 536 (Vidigal x Botafogo, via Avenida Niemeyer/Jóquei):
Itinerário: acesso da Avenida Niemeyer para Avenida Aquarela do Brasil (junto ao antigo Hotel Nacional, sob a marquise); Avenida Aquarela do Brasil; Avenida Prefeito Mendes de Morais; Avenida Niemeyer; Avenida Delfim Moreira; Rua Jardim Botânico; Rua Humaitá; Rua Voluntários da Pátria; Rua Nelson Mandela; Rua São Clemente; Largos dos Leões; Rua Humaitá; Rua Jardim Botânico; Praça Santos Dumont; Avenida Rodrigo Otávio (pista esquerda); Avenida Visconde de Albuquerque; Praça Rubem Dário; Avenida Niemeyer; acesso da Avenida Niemeyer para Avenida Aquarela do Brasil (ponto terminal junto ao antigo Hotel Nacional, sob a marquise).

Itinerário especial (dias úteis, no horário da pista reversível na orla): acesso da Avenida Niemeyer para Avenida Aquarela do Brasil (junto ao antigo Hotel Nacional, sob a marquise); Avenida Aquarela do Brasil; Avenida Prefeito Mendes de Morais; Avenida Niemeyer; Avenida Delfim Moreira; Avenida Bartolomeu Mitre; Rua Jardim Botânico; Rua Humaitá; Rua Voluntários da Pátria; Rua Nelson Mandela; Rua São Clemente; Largo dos Leões, Rua Humaitá; Rua Jardim Botânico; Praça Santos Dumont; Avenida Rodrigo Otávio (pista direita); Avenida Padre Leonel Franca; Túnel Acústico Rafael Mascarenhas; Auto Estrada Lagoa Barra; Túnel Zuzu Angel; Avenida Niemeyer; Estrada da Gávea; retorno; Rua General Olímpio Mourão Filho; acesso da Rua General Olímpio Mourão Filho para a Avenida Aquarela do Brasil (sob viaduto da Auto Estrada Lagoa Barra); Avenida Aquarela do Brasil; Avenida Prefeito Mendes de Morais; Avenida Niemeyer; acesso da Avenida Niemeyer para Avenida Aquarela do Brasil (ponto terminal junto ao antigo Hotel Nacional, sob a marquise).

- 537 (Rocinha x Leblon, via Estrada da Gávea):
Itinerário: Avenida Aquarela do Brasil; Avenida Almirante Alváro Alberto; Estrada da Gávea; Acesso da Estrada da Gávea para Avenida Niemeyer (sob viaduto da Auto Estrada Lagoa Barra); Avenida Niemeyer; Estrada da Gávea; Rua Cedro; Rua Mary Pessoa; Rua Marquês de São Vicente; Rua Arthur Araripe; Avenida Padre Leonel Franca; retorno (sob viaduto da Auto Estrada Lagoa Barra); Avenida Padre Leonel Franca; Rua Mario Ribeiro; Avenida Borges de Medeiros; Rua Gilberto Cardoso; Rua Ministro Raul Machado; Rua Mário Ribeiro; Avenida Bartolomeu Mitre; Rua Marques de Vicente; Estrada da Gávea; retorno; Rua General Olímpio Mourão Filho; Acesso da Rua General Olímpio Mourão Filho para a Avenida Aquarela do Brasil (sob viaduto da Auto Estrada Lagoa Barra); Avenida Aquarela do Brasil.

- 538 (Rocinha x Botafogo, via Estrada da Gávea/Jóquei):
Itinerário: Avenida Aquarela do Brasil; Avenida Niemeyer; Estrada da Gávea; Rua Cedro; Rua Mary Pessoa; Rua Marquês de São Vicente; Rua Artur Araripe; Avenida Visconde de Albuquerque; Avenida Bartolomeu Mitre; Rua Jardim Botânico; Rua Humaitá; Rua Voluntários da Pátria; Rua Nelson Mandela; Rua São Clemente; Largo dos Leões; Rua Humaitá; Rua Jardim Botânico; Praça Santos Dumont; Rua Marques de São Vicente; estrada da Gávea; retorno; Rua General Olímpio Mourão Filho; acesso da rua General Olímpio Mourão Filho para a Avenida Aquarela do Brasil; Avenida Aquarela do Brasil; retorno (rótula em frente à Avenida Almirante Álvaro Alberto); Avenida Aquarela do Brasil (ponto terminal na pista sentido Rocinha, em baia existente antes do prédio da Comlurb).

- 539 (Rocinha x Leme, via Estrada da Gávea/Copacabana):
Itinerário: Avenida Aquarela do Brasil; Avenida Niemeyer; Estrada da Gávea; Rua Cedro; Rua Mary Pessoa; Rua Marquês de São Vidente; Rua Artur Araripe; Avenida Rodrigo Otávio; Avenida Visconde de Albuquerque; Avenida Delfim Moreira; Avenida Vieira Souto; Avenida Henrique Dumont; Rua Visconde de Pirajá; Rua Gomes Carneiro; Rua Francisco
Sá; Avenida Nossa Senhora de Copacabana; Avenida Prado Júnior; Avenida Atlântica; Praça Almirante Júlio de Noronha; Avenida Atlântica; Avenida Princesa Isabel; Rua Ministro Viveiros de Castro; Rua Rodolfo Dantas; Rua Barata Ribeiro; Túnel Prefeito Sá Freire Alvim; Rua Raúl Pompéia; Avenida Rainha Elizabeth da Bélgica; Rua Teresa Aragão; Praça General Osório; Rua Prudente de Morais; Avenida General San Martin; Avenida Bartolomeu Mitre; Rua Marques de São Vicente; Estrada da Gávea; retorno; Rua General Olímpio Mourão Filho; acesso da Rua General Olímpio Mourão Filho para a Avenida Aquarela do Brasil (sob viaduto da Auto Estrada Lagoa Barra); Avenida Aquarela do Brasil; retorno (rótula em frente Avenida Almirante Álvaro Alberto); Avenida Aquarela do Brasil (ponto terminal na pista sentido Rocinha em frente ao prédio da Comlurb).

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