sábado, 27 de outubro de 2012

Governo do Rio inaugura linha do BRT Transoeste até dezembro

24/10/2012 - Portal 2014

Novo itinerário vai ligar a Barra da Tijuca a Campo Grande, na zona oeste da capital fluminense

Em funcionamento desde junho deste ano, o BRT (Bus Rapid Transit) Transoeste liga a Barra da Tijuca ao bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, por meio de 40 km de corredores exclusivos. Mas até o final do ano, a prefeitura do Rio pretende entregar a linha que vai conectar a Barra a Campo Grande, também na zona oeste.

Ao todo, então, serão 56 km de via expressa ligando Barra da Tijuca a Santa Cruz e Campo Grande. Atualmente, o serviço beneficia cerca de 120 mil passageiros, que tiveram seu tempo de viagem diminuído em aproximadamente uma hora. A Transoeste, de uma forma geral, está orçada em R$ 900 milhões, toda ela paga com recursos da Prefeitura do Rio.

Sistema de corredores de ônibus
Além desta linha, a única que está parcialmente concluída, o governo aposta em outros corredores de BRT programados para os megaeventos na capital fluminense (Copa e Olimpíada), ainda em construção ou em fase de projeto.

Com uma faixa segregada de 39 km de extensão, a Transcarioca será o primeiro corredor de alta capacidade entre a Barra da Tijuca e o Aeroporto Internacional, na Ilha do Governador.

As obras, que não apresentaram evolução em relação ao último mês, têm investimento total de R$ 1,5 bilhão, compartilhado entre governo federal e município, com prazo de conclusão para dezembro de 2013.

O mesmo acontece com a Transolímpica, cujas obras também não apresentaram novidades desde o último levantamento. Com 23 km de extensão, o corredor unirá os bairros do Recreio dos Bandeirantes e Deodoro.

Cerca de 400 mil pessoas serão beneficiadas e o tempo de percurso será diminuído em mais de uma hora. A Transolímpica custará R$ 1,55 bilhão e o seu financiamento virá em parceria com a iniciativa privada através de concessão, com previsão de término para fim de 2015.


Estação do BRT Transoeste, que agora ganha novo itinerário (crédito: Prefeitura do Rio/Divulgação)
Ainda em fase de captação e sem previsão de início das obras, a Transbrasil será o corredor expresso da avenida Brasil, desde Deodoro até o aeroporto Santos Dumont, passando também pelas avenidas Presidente Vargas e Francisco Bicalho. Assim que forem iniciadas, as obras deverão durar 36 meses.

Com 32 km de extensão, esta linha exclusiva de ônibus provavelmente terá a maior demanda entre todos os BRTs já projetados e implantados no mundo, de acordo com a prefeitura do Rio, pois irá conectar o sistema a corredores de elevadíssima demanda, como as rodovias federais BR-116 (Rio-São Paulo) e BR-040 (Rio-Juiz de Fora). Além disso, terá conexões com a Transcarioca e a Transolímpica. O usuário também poderá efetuar integração com o metrô e o trem.

Fazem parte do projeto, ainda, a construção de pontes e viadutos, o alargamento das pistas laterais da av. Brasil entre Irajá e Guadalupe e a construção de um mergulhão de acesso ao aeroporto Santos Dumont, preservando o patrimônio paisagístico do Aterro do Flamengo.

Estas obras estão orçadas em R$ 1,3 bilhão. O governo federal deve financiar R$ 1,129 bilhão e a prefeitura entrará com R$ 171 milhões de contrapartida. A licitação está prevista para 2013.

VLT adia edital de licitação para novembro
A mobilidade no Rio não avança apenas sobre pneus. Sobre trilhos, uma das principais novidades na malha de transporte da cidade é o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da zona portuária, parte integrante do projeto de revitalização daquela área, o Porto Maravilha.

As obras para receber o VLT já estão em curso, com algumas ruas da região sendo reformadas e preparadas para a implantação do novo sistema. E o túnel ferroviário localizado sob o Morro da Providência, de 314 metros, por onde passará os trens, foi todo reformado e ampliado.

A obra para a implantação do VLT só começará após o contrato de licitação para a escolha da concessionária responsável também pela operação do serviço. Devido à necessidade de uma adequação, o edital sairá apenas em novembro e não mais em outubro. Após avaliar as propostas das empresas interessadas, o resultado da concorrência deve sair em 45 dias, até o meio de dezembro.

O projeto do VLT prevê a construção de duas linhas até 2014, beneficiando a cidade já para a Copa de 2014, e outras quatro para 2016. O custo é de R$ 1,1 bilhão, sendo que R$ 582 milhões virão do governo federal, via PAC da Mobilidade.



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Governo do Rio inaugura linha do BRT Transoeste até dezembro

24/10/2012 - Portal 2014

Novo itinerário vai ligar a Barra da Tijuca a Campo Grande, na zona oeste da capital fluminense

Em funcionamento desde junho deste ano, o BRT (Bus Rapid Transit) Transoeste liga a Barra da Tijuca ao bairro de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, por meio de 40 km de corredores exclusivos. Mas até o final do ano, a prefeitura do Rio pretende entregar a linha que vai conectar a Barra a Campo Grande, também na zona oeste.

Ao todo, então, serão 56 km de via expressa ligando Barra da Tijuca a Santa Cruz e Campo Grande. Atualmente, o serviço beneficia cerca de 120 mil passageiros, que tiveram seu tempo de viagem diminuído em aproximadamente uma hora. A Transoeste, de uma forma geral, está orçada em R$ 900 milhões, toda ela paga com recursos da Prefeitura do Rio.

Sistema de corredores de ônibus
Além desta linha, a única que está parcialmente concluída, o governo aposta em outros corredores de BRT programados para os megaeventos na capital fluminense (Copa e Olimpíada), ainda em construção ou em fase de projeto.

Com uma faixa segregada de 39 km de extensão, a Transcarioca será o primeiro corredor de alta capacidade entre a Barra da Tijuca e o Aeroporto Internacional, na Ilha do Governador.

As obras, que não apresentaram evolução em relação ao último mês, têm investimento total de R$ 1,5 bilhão, compartilhado entre governo federal e município, com prazo de conclusão para dezembro de 2013.

O mesmo acontece com a Transolímpica, cujas obras também não apresentaram novidades desde o último levantamento. Com 23 km de extensão, o corredor unirá os bairros do Recreio dos Bandeirantes e Deodoro.

Cerca de 400 mil pessoas serão beneficiadas e o tempo de percurso será diminuído em mais de uma hora. A Transolímpica custará R$ 1,55 bilhão e o seu financiamento virá em parceria com a iniciativa privada através de concessão, com previsão de término para fim de 2015.


Estação do BRT Transoeste, que agora ganha novo itinerário (crédito: Prefeitura do Rio/Divulgação)
Ainda em fase de captação e sem previsão de início das obras, a Transbrasil será o corredor expresso da avenida Brasil, desde Deodoro até o aeroporto Santos Dumont, passando também pelas avenidas Presidente Vargas e Francisco Bicalho. Assim que forem iniciadas, as obras deverão durar 36 meses.

Com 32 km de extensão, esta linha exclusiva de ônibus provavelmente terá a maior demanda entre todos os BRTs já projetados e implantados no mundo, de acordo com a prefeitura do Rio, pois irá conectar o sistema a corredores de elevadíssima demanda, como as rodovias federais BR-116 (Rio-São Paulo) e BR-040 (Rio-Juiz de Fora). Além disso, terá conexões com a Transcarioca e a Transolímpica. O usuário também poderá efetuar integração com o metrô e o trem.

Fazem parte do projeto, ainda, a construção de pontes e viadutos, o alargamento das pistas laterais da av. Brasil entre Irajá e Guadalupe e a construção de um mergulhão de acesso ao aeroporto Santos Dumont, preservando o patrimônio paisagístico do Aterro do Flamengo.

Estas obras estão orçadas em R$ 1,3 bilhão. O governo federal deve financiar R$ 1,129 bilhão e a prefeitura entrará com R$ 171 milhões de contrapartida. A licitação está prevista para 2013.

VLT adia edital de licitação para novembro
A mobilidade no Rio não avança apenas sobre pneus. Sobre trilhos, uma das principais novidades na malha de transporte da cidade é o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da zona portuária, parte integrante do projeto de revitalização daquela área, o Porto Maravilha.

As obras para receber o VLT já estão em curso, com algumas ruas da região sendo reformadas e preparadas para a implantação do novo sistema. E o túnel ferroviário localizado sob o Morro da Providência, de 314 metros, por onde passará os trens, foi todo reformado e ampliado.

A obra para a implantação do VLT só começará após o contrato de licitação para a escolha da concessionária responsável também pela operação do serviço. Devido à necessidade de uma adequação, o edital sairá apenas em novembro e não mais em outubro. Após avaliar as propostas das empresas interessadas, o resultado da concorrência deve sair em 45 dias, até o meio de dezembro.

O projeto do VLT prevê a construção de duas linhas até 2014, beneficiando a cidade já para a Copa de 2014, e outras quatro para 2016. O custo é de R$ 1,1 bilhão, sendo que R$ 582 milhões virão do governo federal, via PAC da Mobilidade.



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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cidade Maravilhosa se rende ao ônibus expresso

14/10/2012 - Gazeta do Povo

Palco da final da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, o Rio de Janeiro passa por uma revolução tardia no seu sistema de transporte público. A capital fluminense está implantando o BRT (sigla para Bus Rapid Transit ou Ônibus de Trânsito Rápido), que se caracteriza pela utilização de vias exclusivas para ônibus e estações de pré-embarque, como em Curitiba.

Em operação há dois meses, o TransOeste corta a Barra da Tijuca em uma extensão de 40 quilômetros – a previsão é de 56 km até o fim do ano. Há faixas de ultrapassagem nos corredores, as estações são todas climatizadas e há dois tipos de linha operando: as expressas, que seguem sem parar em vários pontos, e as chamadas "paradoras", que pegam passageiros em todos os terminais – o que permite, na primeira opção, que as viagens entre dois pontos extremos sejam mais rápidas. A aceitação dos passageiros, por enquanto, é boa: 70 mil pessoas utilizam o TransOeste diariamente e 90% delas afirmam estar satisfeitas com o serviço.

A previsão da Secretaria Municipal de Transportes é ampliar o BRT em mais três eixos até 2016, num total de 150 quilômetros de vias exclusivas – em Curitiba são 81 quilômetros. Só a TransBrasil, eixo de 31 quilômetros que ligará o bairro Deodoro ao Aeroporto Santos Du mont, passando pela Avenida Brasil, terá capacidade de transportar 900 mil pessoas por dia.

O secretário de Transportes do Rio, Alexandre Sansão, falou ontem à Gazeta do Povo durante a 15.ª Etransport, congresso que discute os rumos e tendências do transporte público no país e no mundo. Para Sansão, uma das tendências apontadas no evento este ano, não por acaso, é justamente a consolidação do BRT como um meio de transporte de massa, capaz de fazer frente, inclusive, à demanda atendida hoje em muitas cidades pelo metrô.

Curitiba, que foi sinônimo de inovação ao implantar o BRT na década de 70, agora aposta as suas fichas no metrô, opção que ainda está longe de ser unanimidade. Há um embate hoje, no país, entre esses dois modais?

Não vejo a coisa dessa forma, de optar por um ou outro. Aqui, no Rio, desenhamos nossa rede de BRT para ser integrada à rede metroviária que já existia e que está em expansão [as linhas 1 e 2 do metrô carioca tem 36,2 quilômetros e atendem cerca de 700 mil passageiros/ dia. A previsão é ampliar essa capacidade para 1,2 milhão de passageiros/dia no próximo ano, com a aquisição de 19 novos trens]. Depende muito do que você quer para a cidade, da região que você está implantando o modal, da característica da sua demanda. Não sei se é essa a discussão em Curitiba, mas onde já existe o BRT, eu esperaria mais para tomar a decisão de mudar de modal. Investiria na modernização do sistema, com pistas de ultrapassagem, por exemplo, e linhas expressas que ultrapassem as paradoras [linhas que param em todos os pontos]. Assim, você multiplica sua capacidade e o sistema tem uma vida útil maior. Já estamos fazendo o BRT no Rio com essas condições.

A implantação do BRT no Rio e em outras cidades, como Belo Horizonte, pode mudar essa concepção ainda vigente de que o metrô é a única opção de transporte de massa?

Nos anos 1970 e até nos anos 1980, ninguém falava em um outro meio de transporte urbano que não fosse metrô. Quando o sistema nos anos 80 ganhou inovações técnicas que permitiram que ele passasse a ser um sistema de alta capacidade em outras cidades, como o Transmilênio em Bogotá, se quebrou um paradigma.

Um dos eixos do BRT carioca, o Transbrasil, tem uma demanda estimada de 900 mil passageiros por dia – número até maior do que a demanda do metrô do Rio. Haverá de fato capacidade e estrutura para chegar a esse número?

É possível sim porque na Avenida Brasil não há cruzamentos, o BRT terá duas faixas, uma em cada sentido, e linhas expressas diretas ou paradoras. Combinando tudo isso, se consegue atingir essa capacidade. O Transmilênio, na Colômbia, já está atendendo um número próximo a isso.

Mesmo com a modernização do transporte público, hoje é muito difícil o motorista deixar o carro em casa e partir para o ônibus. Como cativar esse público?

Entre os usuários de carro, há dois tipos. O cativo, que não abre mão da individualidade e do conforto, mesmo se você colocar um helicóptero expresso, e há aquele que pode mudar de pensamento, tendo uma boa opção à mão. Com um modal público expresso de alta capacidade, os condutores vão poder escolher. No Rio, se 20% dos usuários de carros partirem para o transporte coletivo, o trânsito vai melhorar muito. O que já vale a pena.


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domingo, 7 de outubro de 2012

Ônibus anfíbio para turistas faz viagem de teste no Rio

07/10/2012 - O Globo

Primeiras voltas são só por terra pela cidade, para singrar no Atlântico — ou melhor, na Baía de Guanabara — ainda faltam algumas autorizações da Marinha

RIO - Aula de biologia: anfíbios são animais marcados por dois ciclos de vida, um na água e outro em terra. Na Segunda Guerra Mundial, os americanos usaram esse conceito para criar os DUKW, caminhões da GMC adaptados para transportar tropas na terra ou no mar. A batalha acabou e os anfíbios mudaram de função e de nome (viraram Duck, pato em inglês). Hoje, são vistos levando turistas em grandes cidades do mundo.
Agora, essa onda chega ao país, no projeto Duck Tour Brasil. Os empresários Marcelo Almeida, Lucas Toledo e Paulo Vasconcellos criaram esquetes, fizeram uma miniatura e botaram na água. O modelo funcionou — com uma carga equivalente a dez vezes seu peso— e a ideia recebeu sinal verde de um engenheiro naval.
Depois de dois anos e meio de trabalho em uma fábrica em São Paulo, o Duck Copacabana desembarcará neste sábado no Rio para dar suas primeiras voltas (só por terra) pela cidade. Para singrar no Atlântico — ou melhor, na Baía de Guanabara — ainda faltam algumas autorizações da Marinha.
Montado sobre um chassi de ônibus Mercedes ano 1972, o Copacabana tem tração 6x6 e motor seis cilindros de 180cv para superar terra e mar. Um sistema de leme eletro-hidráulico foi criado para o projeto. O acionamento é feito por meio de um joystick, como de videogame, no lado direito do painel.
— O leme não é fixo como os dos Ducks estrangeiros. Assim, conseguimos praticamente girar em torno do próprio eixo — diz Paulo.
Outro desafio foi respeitar não uma, mas duas legislações diferentes (e exigentes). É que o anfíbio precisa de autorização do Contran para andar em terra, e da Capitania dos Portos para entrar na água. Por esse motivo, o ônibus-barco tem desde tacógrafo até rádios comunicadores e coletes salva-vidas, equipamentos obrigatórios para cada situação.
O roteiro do passeio ainda está em aberto. A ideia é que o Duck pegue os 28 passageiros na Praia Vermelha, perto da estação do bondinho. De lá, o anfíbio seguirá por terra para o Clube Guanabara, onde entrará na baía.
Na terra, o Duck é dirigido por um motorista com carteira D. Ao entrar na água, quem assume o comando é um marinheiro categoria "auxiliar de convés", como manda a lei.
A ideia é fazer um trajeto marítimo curto, nas águas abrigadas da Baía de Guanabara: saída pela enseada de Botafogo, ida até o início do Aterro do Flamengo e, depois, o retorno margeando a mureta da Urca.
De volta ao clube, o veículo seguirá por terra para Copacabana. Do Posto 6, o Duck voltará ao ponto de partida. Nos domingos e feriados, quando a Avenida Atlântica tem um pista fechada, o percurso será mais curto.
O passeio completo, de uma hora e meia, custará R$ 98. Já o trajeto de domingo, de uma hora, sairá por R$ 78. Crianças e idosos pagarão meia entrada.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Mudanças em traçados de BRTs reduzem número de desapropriações

02/10/2012 - O Globo

Uso de áreas públicas pelos corredores expressos também diminui remoções.

O BRT Transoeste que deverá ter um total de 35 desapropriações formais Domingos Peixoto / O Globo

RIO - A implantação de corredores de BRT já custou à prefeitura quase R$ 109 milhões em dois anos somente com desapropriações de imóveis nas zonas Norte e Oeste da cidade. Nos últimos dois anos, foram concluídos 992 processos de desapropriação, de um total que pode chegar a 2.735 imóveis formais nos BRTs Transolímpico, Transoeste e Transcarioca. Os números não incluem as remoções em comunidades irregulares, que já somam 758 imóveis. Para diminuir o ritmo das desapropriações e remoções, a prefeitura tem revisto os traçados dos corredores Transolímpico e Transcarioca, em implantação, fazendo modificações pontuais e negociando com órgãos públicos o uso de áreas governamentais, em vez de terrenos privados.

O projeto com maior número de desapropriações até agora é o Transcarioca, com 887 casos já liquidados, somando R$ 111,8 milhões, segundo dados do Rio Transparente, portal de prestação de contas das despesas do município. O projeto previa, inicialmente, um total de 3.600 desapropriações, mas modificações de traçado reduziram esse número à metade, podendo diminuir ainda mais, de acordo com a Secretaria municipal de Obras. A mais expressiva mudança ocorreu em Olaria, onde o corredor passaria pela Estrada Engenho da Pedra e agora atravessará parte da Rua Uranos, por exigência do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Por conta disso, o trecho 2 do corredor (entre a Penha e o Aeroporto Internacional Tom Jobim) teve o número de desapropriações reduzido de 750 para 500 casos.

Do total de desapropriações já pagas do Transcarioca, pouco mais da metade R$ 59,7 milhões foi usada no pagamento de 463 desapropriações amigáveis. Outros R$ 52,1 milhões foram depositados no Fundo Especial do Tribunal de Justiça, para pagamento de 424 processos em que proprietários questionam os valores das indenizações fixados pelo município. Para a implantação do corredor, foram removidas ainda 132 casas no Largo do Campinho; na comunidade Guaxima, em Madureira; e na Penha Circular. A Secretaria municipal de Habitação não divulga os valores gastos com as remoções, informando apenas que as famílias foram reassentadas através da aquisição assistida de imóveis ou do projeto Minha Casa, Minha Vida. Houve casos ainda de inclusão no aluguel social. Previstas para ficarem prontas em dezembro do ano que vem, as obras atravessam algumas das principais vias das zonas Norte e Oeste, como a Rua Cândido Benício, que corta os bairros da Taquara e Campinho, e a Avenida Ministro Edgard Romero, em Madureira. Nessas vias, o ritmo das demolições para o Transcarioca é acelerado, com dezenas de imóveis postos abaixo.

No corredor Transolímpico, que ligará os bairros de Deodoro e Barra da Tijuca, as obras atravessarão duas instalações militares na Zona Norte. O projeto executivo está sendo detalhado pela Secretaria de Obras e prevê o uso de parte dos terrenos da Escola de Cavalaria do Exército, na Vila Militar, e do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap) da Polícia Militar, em Sulacap, onde deverá ser demolido um estande de tiro. A cessão desses terrenos está sendo negociada para diminuir o número de desapropriações no trecho de Magalhães Bastos e Sulacap do corredor. Também nesse espírito, outros trechos estão sendo revisados pela prefeitura. A meta é ficar abaixo das 1.188 desapropriações previstas num estudo preliminar dos 23 quilômetros de traçado, feito em 2011. O Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) da obra previam um número ainda maior de remoções, que poderiam chegar a 2.009 imóveis residenciais e 163 comerciais.

Iniciadas em julho, as obras do Transolímpico deverão ficar prontas até dezembro de 2015. O número certo de remoções só deverá ser conhecido em dezembro, quando o projeto executivo ficar pronto.

O EIA-Rima usa uma metodologia de cálculo de impacto de uma obra, por isso prevê uma faixa de uso maior, no caso de cem metros de largura, para o corredor. Calcula-se o número de possíveis remoções com base nisso. Mas não quer dizer que vão ocorrer. O detalhamento da obra já definiu que a faixa territorial da obra será de 30 metros de largura. O estudo feito em 2010 já apontava menos desapropriações. Mas esse número será ainda menor. No exercício diário de detalhamento do projeto executivo, a preocupação é evitar ao máximo as desapropriações explica o secretário municipal de Obras Alexandre Pinto.

Somente em Magalhães Bastos e Sulacap, o estudo feito há dois anos previa a desapropriação de 143 imóveis no primeiro bairro e 114 no segundo. De acordo com o secretário de Obras, em Magalhães Bastos, a negociação com o Exército amenizará o impacto da obra na Rua Salustiano Silva o projeto original previa desapropriações ao longo de quase toda a via. Com o corredor passando dentro da área militar, não haverá mais remoções no local.

Em Sulacap, na Avenida Marechal Fontinelli, onde a prefeitura já iniciou a construção de um viaduto do Transolímpico, modificações do traçado diminuíram de 30 para dois o número de imóveis desapropriados, livrando da remoção uma vila de casas. A prefeitura publicou, em setembro, um decreto desapropriando o Motel Caravellas e o terreno de uma construtora, que fica ao lado. Os dois imóveis ficam em frente ao Cfap da PM, por onde o corredor vai passar. O Comando Militar do Leste informou ao GLOBO que só deverá se manifestar em uma semana. Já a PM confirmou as negociações.

Perto dali, na Estrada do Catonho, outros dois imóveis foram desapropriados pelo mesmo decreto: o Posto de Gasolina Leroiz e uma casa de família. Os dois terrenos ficam ao lado de uma área rural que já havia sido desapropriada em julho para as obras do Transolímpico. Ali, nas imediações do Cemitério Jardim da Saudade, deverá ser construída a praça do pedágio do corredor e o emboque do túnel do Engenho Velho, um dos dois que serão perfurados para a via expressa.

Outro trecho do Transolímpico que sofreu modificações foi em Jacarepaguá. O traçado deverá passar numa área da Colônia Juliano Moreira. Com isso, diz o secretário, o número de desapropriações nas estradas do Guerenguê e do Outeiro Santo diminuirá. Somente no Outeiro Santo, o estudo de 2011 previa 402 desapropriações. O levantamento previa ainda outras 152 na Taquara, 24 no Condomínio Bosque do Paradiso e 353 em Curicica.

Na Estrada do Outeiro Santo, devemos praticamente zerar o número de desapropriações. No Guerenguê, ainda teremos algumas. Teremos o número certo quando o projeto executivo ficar pronto explica Alexandre Pinto, ressaltando que as desapropriações deverão ganhar ritmo no ano que vem. A maior parte das desapropriações deverá acontecer no segundo semestre de 2013. A estratégia é atacar primeiro as frente de obras maiores, com pontes e viadutos. Depois, faremos a terraplenagem.

No Transoeste, já foram gastos R$ 7,5 milhões em desapropriações nos últimos dois anos. Segundo o Rio Transparente, em 2012 foi pago um total de R$ 1,3 milhão em dez desapropriações amigáveis e outros 12 processos que correm no Tribunal de Justiça. Em 2011, foram gastos R$ 6,2 milhões em outros dez processos que acabaram em discussão judicial. O total de desapropriações formais do Transoeste deverá chegar a 35, de acordo com a Secretaria de Obras. O corredor, contudo, é responsável pelo maior número de remoções até agora, com 626 famílias reassentadas. Elas viviam em comunidades às margens sobretudo da Avenida das Américas.


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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Inauguração da Transoeste marca uma nova fase no transporte carioca

02/06/2012 - Cidade Olímpica

Primeira fase do corredor expresso para BRTs terá 40km de extensão e 35 terminais de parada para ônibus articulado, o Ligeirão

O Rio está prestes a viver uma nova fase no transporte de massa com a inauguração da Transoeste. A primeira fase do corredor expresso para BRTs (Bus Rapid Transit) que vai ligar Santa Cruz ao Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, terá 40km de extensão e 35 estações de parada para o Ligeirão, o ônibus articulado do BRT.

- Nesta primeira fase, 31km do corredor expresso serão de faixa segregada, somente para os ônibus articulados. Nela, o BRT terá duas pistas exclusivas, sendo uma de ida e outra de volta. Os outros 9km serão de faixa compartilhada com outros veículos, porém com estações, onde os ônibus vão parar separados – explicou Eduardo Fagundes, engenheiro da Secretaria Municipal de Obras.

Uma das grandes estrelas da primeira fase da Transoeste, o túnel da Grota Funda, que possui 1100 metros de extensão, vai mudar a rotina de quem precisa atravessar a Serra da Grota Funda para ir e voltar do trabalho. Graças a ele, o tempo de travessia, que antes era de meia hora, passará a ser de dois ou três minutos, sendo proibido o tráfego de caminhões, que continuarão a utilizar a Serra para se deslocar.

- Por ser o primeiro túnel que liga toda a Zona Oeste, estamos apostando muito no crescimento de lugares como Pedra de Guaratiba, Ilha de Guaratiba e Sepetiba, que agora estarão ainda mais próximos ao Recreio e à Barra da Tijuca – afirmou Fagundes.

A economia diária de tempo não se restringe somente ao túnel da Grota Funda. Segundo Fagundes, os testes que já vêm sendo feitos com os ônibus do Ligeirão mostraram que, da estação do Magarça, em Guaratiba, até o terminal Alvorada, na Barra, foram gastos apenas 30 minutos, no ônibus expresso. Por esses testes, calcula-se que o passageiro que vier do Terminal de Santa Cruz em um ônibus expresso, parando em apenas quatro estações, vai levar cerca de 40 minutos para chegar ao Terminal Alvorada. Para otimizar esse tempo, os passageiros poderão escolher entre dois tipos de viagem: em ônibus expressos ou paradores. O primeiro vai parar apenas em quatro estações, no trecho entre Santa Cruz-Terminal Alvorada: Estrada da Matriz/Mato Alto, Glaucio Gil, Salvador Allende e Recreio Shopping, além do Terminal Alvorada e Terminal Santa Cruz.

O outro modelo é o parador, que como o próprio nome já diz, fará paradas em todas as estações ao longo dos quase 40km da Transoeste. Para facilitar o acesso às estações, os passageiros contarão com as chamadas linhas alimentadoras, que servirão para levar os passageiros que moram em locais distantes aos terminais do BRT.

Para que o sistema possa fluir com rapidez, várias obras foram feitas ao longo do percurso Barra-Santa Cruz, como uma ponte sobre o Rio Piraquê, em Guaratiba, que aumentou o número de pistas de duas para seis, incluindo as duas do BRT. Entre Guaratiba e Santa Cruz foi construída uma faixa de ciclovia, que correrá paralela ao corredor do BRT, facilitando a vida dos moradores da região que utilizam a bicicleta como meio de transporte, para ir e voltar das estações, que serão equipadas com bicicletário.

Para facilitar a travessia, todas as estações do BRT Transoeste contarão com travessias semaforizadas. De acordo com Fagundes, o sinal vai ter um controlador e o ônibus, um sistema adaptativo que vai dar prioridade a ele. Para realizar este controle, a Transoeste terá um Centro de Controle Operacional exclusivo, que vai monitorar, 24 horas por dia, tudo o que acontece no corredor exclusivo. Assim, se um ônibus enguiçar, por exemplo, os controladores saberão e, imediatamente, acionarão o sistema de reboque, com motocicletas que farão a sinalização da via e um reboque responsável pela retirada do ônibus enguiçado.

- Os primeiros 30km de faixa segregada possuem 55 aberturas, chamadas de by pass. Se o ônibus pifar, a partir das câmeras instaladas ao longo do sistema, funcionários chegarão em um tempo estabelecido de seis minutos, sinalizarão e os ônibus que vêm logo atrás deixarão o corredor expresso no último by pass antes do acidente, trafegando pela pista de rolamento até que se consiga retirar o ônibus no próximo by pass. Essa operação deve durar entre 15 e 20 minutos, de acordo com testes realizados – disse Fagundes.

O corredor expresso BRT significará uma mudança de paradigma no sistema de transporte público de massa, como afirma Eduardo Fagundes. E a Transoeste é apenas o primeiro passo. No futuro, quem precisar se deslocar pelo Rio de Janeiro poderá contar com um sistema que vai aliar velocidade e segurança, "formando uma rede de transporte que vai mudar a vida das pessoas que precisam pegar ônibus".

- No futuro vamos interligar a Barra à Linha 4 do Metrô, para que o passageiro possa chegar ao Centro. Depois vamos ligar a Transoeste à Transcarioca, chegando ao Galeão; o passageiro também vai poder pegar a Transbrasil e chegar ao Centro, onde ele terá acesso a metrô e trem. Ou seja, essa nova rede vai deixar não só o transporte muito mais ágil e seguro, mas também vai fazer com que as pessoas ganhem tempo e, com isso, qualidade de vida – finalizou o engenheiro

Fonte: Cidadeolimpica.com

Transoeste vai mudar 26 linhas

02/06/2012

BRT irá desativar cinco linhas de ônibus e reduzir percurso de outras 21. Sistema será implementado em quatro fases. Ônibus terão 140 lugares

Com o novo corredor expresso de ônibus BRT Transoeste, 26 linhas municipais sofrerão alterações.

Cinco deixarão de existir e 21 terão seus circuitos reduzidos. O objetivo é formar percursos que liguem diferentes trajetos às novas estações do sistema.

O BRT, que vai ligar a Barra da Tijuca a Santa Cruz e Campo Grande, começará a funcionar de forma gradua.Para que a população possa se acostumar com as
mudanças, estão sendo distribuídos folhetos com as novas regras e linhas. Além disso, antigos itinerários podem continuar operando por algumas semanas
após o início do sistema.

A primeira linha que deixará de circular logo na primeira fase será a 882 (Santa Cruz-Barra). Já a atual 460S, que hoje sai de Itaguaí e vai até a Barra, terá seu itinerário reduzido,parando em Curral Falso,em Santa Cruz.

Ao todo, serão quatro fases até o sistema chegar a Campo Grande.O BRT contará com um ônibus próprio com capacidade para 140 passageiros, quatro portas do lado esquerdo e sem roleta.Os motoristas terão microfones para comunicação a um centro de controle, em caso de emergência, e uma tela com a imagem de uma
câmera na traseira para auxiliar a dar ré.

Nesta semana, fiscalização da prefeitura coibiu veículos pesados na pista central da avenida das Américas. A proibição valerá para o Túnel da Grota Funda.

Além da 882 (Santa CruzBarra), as linhas 876 (Vila Kennedy-Alvorada), 877 (Campo Grande-Alvorada),897 (Pingo D'Água-Alvorada) e SP870 (Praia do Cardo-Bangu) também serão extintas.

Já as linhas que terão seus percursos reduzidos são: 857, 858, SV858, 870,SV870, 871, 872, 873, 883,878, 891, 896, 387, 853,SV853, 854, SV854, 882,
460S, 855 e 879. Com o sistema de BRT Transoeste, pretende-se reduzir o tempo de deslocamento de 120min para 60min entre a Barra da Tijuca e Santa Cruz.

60 de tempo do deslocamento da Barra da Tijuca até Santa Cruz e Campo Grande, com a implantação do BRT.

Prefeitura do Rio dá início às obras da Transcarioca

17/07/2012 - Agência Rio

Corredor exclusivo para ônibus articulados ligará a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional, passando por Penha e Madureira e reduzindo em mais de 60% o tempo gasto no trajeto

A Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Obras, dará início nesta quinta-feira (17/03) às intervenções para a implantação do BRT (Bus Rapid Transit) Transcarioca. Trata-se do corredor exclusivo para ônibus articulados que vai ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim e terá 39 quilômetros de extensão. O pontapé inicial das obras será nas ruas Cândido Benício e Domingos Lopes, onde técnicos da SMO trabalham na construção do mergulhão do Campinho.

Outras frentes de trabalho também serão abertas nos próximos dias, como o viaduto de Madureira e o mergulhão da Avenida Ayrton Senna. Junto com a Transoeste (Jardim Oceânico/Santa Cruz/Campo Grande) – já em construção – e a Transolímpica (Recreio dos Bandeirantes/Deodoro), a Transcarioca faz parte do conjunto de obras viárias da Prefeitura para preparar a cidade para os Jogos Olímpicos de 2016, sendo um importante legado para todos os cariocas.
O corredor expresso conta com um investimento total de R$ 1,3 bilhão e a construção dos dois lotes será concluída em três anos. A Transcarioca será o primeiro corredor de transporte de alta capacidade no sentido transversal da cidade, reduzindo em mais de 60% o tempo gasto no trajeto entre a Barra da Tijuca e a Ilha do Governador, passando por importantes bairros da Zona Norte - como Madureira e Penha.

As intervenções incluem também uma faixa segregada ao BRT, que vai permitir a integração física e tarifária com os outros modais (trem, metrô e ciclovias) ao longo da via. Com isso, o uso da frota e o tempo das pessoas serão otimizados, trazendo maior economia, qualidade de vida e novas oportunidades para toda a região. Esse sistema integrado de transporte atenderá cerca de 400 mil passageiros por dia.
Ao todo serão 45 estações, três terminais para embarque e desembarque de passageiros, nove pontes, três mergulhões, dez viadutos, duplicação de pistas e projetos de urbanização das áreas adjacentes. Para executar a obra, a SMO dividiu a licitação em dois lotes.

PRIMEIRO LOTE - O primeiro lote da Transcarioca, com 28 quilômetros, terá a construção iniciada pelo mergulhão que será construído no Campinho. Neste lote, a via vai passar pelos bairros Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Curicica, Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Penha. Além da ampliação da via, a obra do Lote 1 inclui sete pontes, dois mergulhões na Barra (um na altura do 'Cebolão' da Avenida Ayrton Senna e outro na Avenida Via Parque), quatro viadutos, uma passagem inferior e a urbanização da área adjacente. O custo deste lote é de R$ 798,4 milhões.

SEGUNDO LOTE - O segundo lote contempla o traçado entre o bairro da Penha e o aeroporto. Estima-se que a construção desse traçado receba investimento de R$ 548,3 milhões. São 11 quilômetros de extensão, prevendo a construção de oito obras de arte (duas pontes e seis viadutos): viaduto sobre linha férrea em Olaria, viaduto em arco estaiado sobre Avenida Brasil, viaduto sobre a Avenida Brigadeiro Trompowski, ponte sobre o Canal do Cunha e Linha Vermelha, ponte estaiada sobre Baía de Guanabara (ligação Fundão/Ilha do Governador), viaduto sobre a ponte nova do Galeão, viaduto sobre Estrada do Galeão e viaduto sobre a Avenida 20 de Janeiro.

O trajeto se inicia no início do Largo da Penha, seguindo pela Rua Monsenhor Alves Rocha, Rua Ibiapina, Rua Uranos, Estrada Engenho da Pedra, Rua Ismael Rocha, Rua Sargento Peixoto, Avenida Brigadeiro Trompowski, um binário (na altura do Fundão) pelas avenidas Um e Vinte e Quatro, seguindo pela Avenida Vinte e Nove, Estrada do Galeão e Avenida 20 de Janeiro.

- Conheça os quatro trechos de obras do primeiro lote:

. O primeiro é constituído pelo Terminal Alvorada, Avenida Ayrton Senna e Avenida Embaixador Abelardo Bueno, em uma extensão aproximada de 5 km. Nesse trecho serão construídas duas passagens inferiores sob a Avenida das Américas (dois mergulhões) na Avenida Ayrton Senna e uma ponte sobre a Lagoa de Jacarepaguá. Neste trecho, além do Terminal Alvorada, haverá cinco estações (Lourenço Jorge, Via Parque, Pólo Cine Vídeo, Hospital Sarah, Autódromo).

. O trecho 2 tem extensão de 7 km e começa na Estrada Coronel Pedro Correia, seguindo até o final da Estrada dos Bandeirantes. Nesse trecho serão construídas dez estações (Pedro Correia, Curicica, Praça do Bandolim, Arroio Pavuna, Schering, Comandante Guaranys, Gusmão Lobão, Merck, André Rocha e Largo da Taquara).

. No trecho 3, de 7,5 km, o trajeto passa pela Avenida Nelson Cardoso, Rua Cândido Benício, Rua Domingos Lopes, Rua Guaxima e Viaduto Negrão de Lima, que será duplicado. Haverá, ainda, um mergulhão, para ligação da Rua Cândido Benício à Rua Domingos Lopes e dez estações (Marechal Bevilaqua, Praça Araci Cabral, Largo do Tanque, Albano, Praça Seca, Capitão Menezes, Pinto Teles, Largo do Campinho, Madureira e Mercadão).

. O último trecho é formado pela Avenida Ministro Edgard Romero, Avenida Vicente de Carvalho e Avenida Brás de Pina. São 8,5 km até o Terminal da Penha, com onze estações (Otaviano, Vila Queiroz, Largo de Vaz Lobo, Marambaia, Vicente de Carvalho, Praça Aquidauana, Lafaiete, Pedro Taques, Praça do Carmo, Guaporé e Cajá). Será construído um viaduto sobre a Linha 2 do metrô, na altura de Vicente de Carvalho.



Marcelo Almirante
69 - 9985 7275

Rio recebe investimentos para corredor expresso de BRT da Avenida Brasil e VLT do Porto

Em visita à Transcarioca, ao lado do prefeito, presidenta Dilma faz anúncio das novas obras

22/03/2012 - Agência Rio

O prefeito Eduardo Paes e o governador Sérgio Cabral acompanharam a presidenta Dilma em visita ao Mergulhão do Campinho, uma das principais etapas das obras da Transcarioca, corredor expresso de ônibus articulado (BRT - Bus Rapid Transit) que ligará a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, passando por Penha e Madureira.

Para o prefeito, a obra representa uma transformação completa para a região:

- Essa obra da Transcarioca é a mais importante de todos os BRTs e vai transformar a realidade da cidade. Ela mexe com o trânsito e o transporte de várias regiões do Rio, sobretudo do subúrbio carioca que, nos últimos tempos, ficou muito abandonado e degradado. Agora, com essa obra, com o Bairro Maravilha, com o Parque Madureira e todas as intervenções que a prefeitura tem feito, o que teremos aqui é quase uma redenção.

Durante o evento, a presidenta Dilma anunciou a liberação de R$ 1,63 bilhão de recursos do PAC da Mobilidade Urbana para a construção do corredor expresso de BRT da Avenida Brasil, a Transbrasil, e do VLT (Veículo Leves sobre Trilhos) do Centro e da região do Porto. O Governo Federal será responsável por R$ 1,13 bilhão do total da Transbrasil (que é de R$ 1,3 bilhão) e por R$ 500 milhões do total do VLT do Porto (R$ 1,1 bilhão).

- Os BRTS vão mudar a vida das pessoas. Fazer uma Transolímpica, de Deodoro à Barra, uma Transoeste, da Barra até Santa Cruz e Campo Grande, uma Transcarioca e uma Transbrasil não é algo que se faça sem uma parceria. E essa parceria tem o esforço de cada uma das instâncias: aqui o prefeito é responsável por transformar em realidade, o governo federal e o governo do estado entram com apoio. No caso do governo federal, que tem mais recursos, é nossa obrigação investirmos nessas obras de transformação e infraestrutura urbana – explicou a presidenta Dilma.

O atual momento de parcerias entre os governos municipal, estadual e federal foi ressaltado pelo governador Sérgio Cabral.

- A parceria vem significando Transcarioca, Transbrasil, Transoeste, Transolímpica, VLT, além das linhas de trens da Supervia e do Metro renovados. A parceria significa também segurança pública, as Forças Armadas nos apoiando, pacificação das comunidades. Aliás, quero anunciar à comunidade de Madureira que nós vamos chegar aqui com as UPPs.

A Transbrasil vai ser implantada ao longo da Avenida Brasil, ligando Deodoro ao Aeroporto Santos Dumont e passando ainda pelas avenidas Francisco Bicalho e Presidente Vargas. Além da Transbrasil e da Transcarioca (que também conta com financiamento do PAC da Mobilidade Urbana dentro das obras viárias para a Copa de 2014), está em andamento na cidade do Rio a implantação de outros dois BRT´s: Transoeste (que vai ligar Barra a Santa Cruz e Campo Grande e entra em operação ainda neste semestre) e Transolímpica (que vai ligar Barra a Deodoro e está em licitação).

Com essa nova infraestrutura viária, o índice de cobertura de transporte de alta capacidade passa dos atuais 18% para 63% até 2016. Já o VLT do Centro, que faz parte do Projeto Porto Maravilha, ligará toda a região central da cidade através de seis linhas e 42 estações em 26 Km de vias, integrando a Rodoviária Novo Rio, o Aeroporto Santos Dumont e as estações de metrô, trens e barcas.