sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cidade do Rio ganhará mais seis BRS ainda em 2013

31/05/2013 - O Globo

Os corredores preferenciais para ônibus começaram a fazer parte do cenário da cidade há pouco mais de dois anos

 Na Rio Branco, houve problemas no 1º dia do BRS Márcia Foletto/29-12-2011 / O Globo

RIO — O Rio ganhará até o fim do ano mais seis BRS, os corredores preferenciais para ônibus que começaram a fazer parte do cenário da cidade há pouco mais de dois anos. A Secretaria municipal de Transportes planejou a expansão do sistema até 2016, e ainda este ano criará três eixos: no Centro e nas zonas Sul e Norte. O primeiro será o BRS Carioca-Saens Peña, passando pelo Estácio e integrado ao metrô. O passo seguinte será a implantação do trecho Maracanã-Méier, que no futuro será interligado ao BRS da Presidente Vargas. Por último, o BRS Humaitá-Praia de Botafogo, que promete ordenar o tumultuado trânsito nas ruas Voluntários da Pátria e São Clemente. Ainda estão nos planos da secretaria desafios como a implantação do sistema na Rua Jardim Botânico, fechando o eixo na Zona Sul, e em estreitas ruas de bairros da Zona Oeste, onde o BRT (corredores exclusivos para ônibus articulados) não chega. A criação dos novos BRS será publicada segunda-feira no Diário Oficial.

Com 7 quilômetros de extensão, o BRS Carioca-Saens Peña começa a ser implantado já no mês que vem, com as obras de acerto de calçadas e implantação da fiscalização eletrônica, além do recapeamento, em parceria com a Secretaria municipal de Conservação e Serviços. O corredor deve ficar pronto em agosto, criando um eixo de ligação entre a Grande Tijuca e o Centro. O segundo corredor a ser implantado, com 7,5 quilômetros de extensão, ligará o Maracanã ao Méier, pela Rua Vinte Quatro de Maio e pela Avenida Marechal Rondon. Mas, segundo o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, a ligação com o corredor da Presidente Vargas só será feita em 2014:

— Não vamos implantar agora porque precisamos aguardar o fim das obras no entorno do Maracanã e na Praça da Bandeira, mas estará implantado no primeiro trimestre do ano que vem, antes da Copa.

Já o corredor Humaitá-Praia de Botafogo, com 4,2 quilômetros de extensão, será implantado nos meses de novembro e dezembro. Os corredores nas ruas Voluntários da Pátria e na São Clemente poderão, segundo o secretário, reduzir significativamente o tempo de deslocamento entre os bairros vizinhos. Além disso, explicou Osório, não há dificuldades técnicas para a implantação das faixas exclusivas, porque nas vias já há baias nos pontos de ônibus. O grande desafio, de acordo com o secretário, será a Rua Jardim Botânico:

— Ainda temos muitos estudos a fazer. O desejo é implantar, mas é desafiador porque a Jardim Botânico tem quatro pistas, duas em cada sentido, e a alternativa seria manter a reversível o dia inteiro. Ficariam três faixas no sentido Gávea e uma no sentido Botafogo. É a única maneira. Já fizemos várias contagens, e faremos muitas outras, mas o fluxo em direção a Gávea é muito maior, em todos os horários. É bastante ousado, por isso estamos analisando com cuidado, estudando vias que possam absorver esse contrafluxo. Sendo viável, o corredor seria criado até o ano que vem.

Também estão previstos novos corredores no Leblon e em Copacabana, além da chegada do BRT Transbrasil à Zona Sul, por meio de um BRS no Aterro do Flamengo. O corredor expresso para ônibus articulados ao longo da Avenida Brasil, desde Deodoro, irá até a Avenida Presidente Vargas, passando pela Francisco Bicalho. O plano, incluído pela prefeitura no pacote de investimentos para os Jogos Olímpicos de 2016, entrará em operação até 2015.

— Estamos estudando oportunidades no Leblon, na Bartolomeu Mitre, e em Copacabana, na Siqueira Campos e na Figueiredo de Magalhães, para completar os eixos na Zona Sul. No Aterro, o BRS será implantado quando o BRT estiver indo até o Santos Dumont. Será a alimentação do aeroporto com a Zona Sul, encaixando na Nossa Senhora de Copacabana e na Barata Ribeiro — informou Osório.


Em Copacabana, teste com monitor de horário

A secretaria estuda, ainda, a possibilidade de implantar corredores na Zona Oeste, em vias de Bangu, Realengo, Campo Grande e Santa Cruz. Osório observou, no entanto, que o problema na região são as ruas estreitas, e o BRS requer vias com, no mínimo, três faixas de circulação.

Além disso, a secretaria vai testar, a partir de outubro, nas estações do BRS da Nossa Senhora de Copacabana, monitores que informarão o tempo previsto para a chegada do próximo ônibus, nos moldes do BRT. Os dados serão fornecidos pelo GPS dos coletivos. Os técnicos da secretaria também estão desenvolvendo um aplicativo para celular informando os horários. Osório ressaltou que os corredores já implantados reduziram, em média, em 25% o tempo de viagem, segundo medições feitas pela CET-Rio em abril.

— Atingimos a nossa meta. Copacabana, por exemplo, teve uma mudança muito grande de ordenamento e funcionamento do trânsito. Melhorou para o transporte público, mas também para quem usa o automóvel. A grande diferença do BRS foi o ordenamento dos ônibus.

Número de multas vem recuando

Segundo Osório, os novos corredores só entrarão em operação após a instalação dos equipamentos de fiscalização eletrônica e os ajustes nos sinais, além de uma ampla divulgação, a passageiros e motoristas de ônibus, sobre os pontos. O objetivo é evitar problemas como o ocorrido no primeiro dia do BRS na Avenida Rio Branco, em dezembro de 2011, marcado por uma fila de ônibus no corredor: os motoristas achavam que poderiam parar em todos os pontos. No ano passado, também houve problemas no BRS da Presidente Vargas. Implantado nas pistas centrais, o corredor enfrentou os gargalos das agulhas, o que teve reflexos até em Niterói.

Criados para dar maior fluidez ao trânsito, os sete BRS já implantados no Rio registraram, em abril deste ano, 5.597 multas a motoristas que invadiram o corredor — uma média de 190 por dia. Mas o volume de infrações vem caindo. No BRS da Nossa Senhora de Copacabana, a média diária de multas por invasão passou de 180 na época da implantação para 38 atualmente. Já as multas por evasão — quando o motorista do ônibus trafega fora do corredor exclusivo — somaram 3.125 em abril, uma média de 110 por dia. No mesmo mês de 2012, a média diária era de 250 multas.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Passagens de ônibus do Rio terão aumento a partir de sábado

29/05/2013 - O Globo Online

RIO - A tarifa única dos ônibus municipais do Rio vai passar de R$ 2,75 para R$ 2,95 a partir do primeiro minuto de sábado, dia 1º de junho. O decreto, assinado pelo prefeito Eduardo Paes, foi publicado no Diário Oficial desta quarta-feira. A Secretaria municipal de Transportes ainda vai divulgar a tabela dos preços de passagens nos ônibus de ar condicionado e de outros serviços. O decreto também institui tarifa única no sistema.

Os ônibus urbanos com ar-condicionado passarão a adotar a tarifa modal básica praticada pelos ônibus urbanos sem ar-condicionado. Com isso, a cidade terá apenas uma tarifa para todos os ônibus urbanos, em vez das seis tarifas distintas em vigor. A medida, que passa a valer também a partir de meia-noite do próximo sábado, beneficiará cerca de cinco milhões de passageiros por mês que viajam em ônibus urbanos com ar-condicionado, segundo a Secretaria municipal de Transportes. Os ônibus rodoviários com ar-condicionado (frescões) terão tarifa diferenciada.

Hoje, enquanto a tarifa básica é de R$ 2,75, as tarifas de ônibus urbanos com ar-condicionado variam de R$ 2,85 a R$ 5,40 de acordo com a linha. Com a instituição da tarifa única, os passageiros poderão fazer qualquer integração ônibus/ônibus através do Bilhete Único Carioca, pagando apenas a tarifa modal básica.

Passagens de ônibus sobem para R$ 2,95 no Rio a partir de sábado

29/05/2013 - Jornal do Brasil

A Prefeitura do Rio publicou nesta quarta-feira o decreto que reajusta a tarifa básica dos ônibus  urbanos para o valor de R$ 2,95. O aumento entrará em vigor à 0h do sábado, dia 1º de junho. 

NO mesmo decreto, é instituida a tarifa única no sistema público de passageiros por ônibus, integrada ao Bilhete Único Carioca (BUC). Os ônibus urbanos com ar-condicionado terão de adotar a tarifa básica praticada pelos ônibus urbanos sem ar condicionado. 

Com isso, a cidade terá apenas uma tarifa para todos os ônibus urbanos, em vez das seis tarifas distintas que vigoravam anteriormente. A medida beneficiará cerca de cinco milhões de passageiros por mês, que poderão economizar até R$ 3 por viagem.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Avaliação técnica: Crea aponta falhas no BRT

09/01/2013 - O Globo

Engenheiro vê problemas na elaboração ou na execução do projeto, além de negligência na fiscalização

Defeitos no BRT. O engenheiro Antônio Eulálio mostra uma manilha num trecho em Guaratiba: segundo ele, há problemas no sistema de drenagem da via Gabriel de Paiva / O Globo

RIO — Os problemas do BRT Transoeste, que vão desde buracos no asfalto à falta de um sistema de drenagem, são consequência de falhas na elaboração ou na execução do projeto, somadas à negligência do poder público, segundo o engenheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) Antônio Eulálio Pedrosa Araújo, especialista em pontes e grandes estruturas. A pedido do GLOBO, ele percorreu na quarta-feira a via para fazer uma avaliação técnica da obra. O engenheiro afirmou que o terreno é ruim, mas garantiu que, se a obra tivesse sido feita corretamente, os buracos não teriam aparecido pouco mais de seis meses após a inauguração.

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— A engenharia resolveria — disse o especialista.
Asfalto está afundando

Ele apontou o trecho a partir da Grota Funda, em direção a Santa Cruz, como o pior. Mas basta um olhar atento para perceber que, mesmo no melhor trecho do BRT, entre a Barra e o Recreio, o asfalto já começa a afundar em alguns pontos.
Na avaliação do especialista, somente uma auditoria independente poderia dizer quem tem razão nesse jogo de empurra entre a prefeitura e a Sanerio, responsável por parte da obra, onde surgiram buracos. Ele disse que houve negligência na fiscalização por parte do município e também da empresa, que alega ter sido obrigada a acelerar o serviço, mas não registrou oficialmente os riscos de se fazer esse trabalho às pressas.
— É uma questão de responsabilidade técnica. Um registro em livro dos riscos que isso acarretaria resolveria a polêmica — disse o engenheiro.
Ele afirmou que três estudos são fundamentais, o ponto de partida de qualquer obra do tipo: topográfico (levantamento do comportamento do solo), hidrológico (dados pluviométricos da região) e geológicos (plano de sondagem para avaliar a permeabilidade do solo, entre outros itens). Segundo Antônio Eulálio, "a água é a maior inimiga da engenharia".
— Não fiscalizei a obra e não tenho como dizer se fizeram esses projetos, mas são estudos essenciais, que demoram em média três meses. Muitas vezes, na pressa, deixam de ser feitos. Uma coisa é certa: se tivessem feito tudo corretamente, os buracos não estariam surgindo. Esta é uma área de muita chuva.
Ele também apontou possíveis problemas de drenagem.
— O asfalto não pode ser colocado diretamente no solo. Na minha opinião, houve falha na drenagem, e falta a camada de resistência, que distribui melhor a carga. Percebe-se que os buracos estão abrindo justamente onde passam os pneus dos ônibus — observou o especialista, mostrando o problema em vários trechos.
Na altura da estação Pingo D'Água (Guaratiba), a água é escoada para uma manilha que fica do outro lado da pista do BRT, junto ao meio-fio:
— Aqui, neste ponto, não há drenagem superficial, e não noto drenagem profunda. Mas é preciso ter os dois sistemas. Apenas essa manilha não dá vazão. A água terá que se infiltrar, e isso prejudica o pavimento, enfraquece a resistência do leito e do subleito da estrada. Por isso, a roda do ônibus vai afundando o piso.
Sugestões serão seguidas
Para Antônio Eulálio, o serviço tapa-buraco da prefeitura tem prazo de validade:
— Isso não vai resolver. Quando chover, os buracos vão reabrir. É jogar dinheiro fora. O certo seria tirar tudo e refazer o trecho, compactando a camada.
A Secretaria municipal de Obras informou que vai adotar as recomendações feitas pelo engenheiro do Crea. O órgão esclareceu que elaborou um relatório técnico indicando vícios construtivos nas obras de implantação do corredor Transoeste. O documento foi encaminhado, em setembro passado, às construtoras responsáveis pelos lotes 1, 2 (Odebrecht) e 3 (Sanerio), apontando as imperfeições que deviam ser corrigidas dentro da garantia de obra, conforme previsto em contrato firmado entre as empresas e o município, com base na Lei das Licitações. O trâmite é essencial para que as construtoras recebam o documento de aceitação provisória da obra, atestando que ela foi entregue de acordo com os requisitos da fiscalização da prefeitura.
A Odebrecht, acrescentou a secretaria, executou os reparos no prazo fixado e recebeu a aceitação provisória da prefeitura em 19 de dezembro. Já a Sanerio não fez as intervenções. Anteontem, a Secretaria de Obras publicou um memorando de advertência à empresa, com o prazo de 48 horas para que os reparos sejam iniciados. Segundo nota do órgão, uma vistoria indicou a necessidade "de correções em sarjetas, na pavimentação e na faixa segregada para o BRT ao longo de todo o terceiro lote. Especificamente na estação Pingo D'Água, a fiscalização (...) exige que a empresa execute novamente o serviço de drenagem, para solucionar o ponto de alagamento constatado". Por causa do problema, acrescentou a secretaria, "o pagamento dos 10% da retenção contratual (cerca de R$ 10 milhões) não foi efetuado à empreiteira, que tem 30 dias para executar todos os ajustes, dentro da garantia de obra, sem ônus adicionais para os cofres municipais".

Transoeste já está de novo cheio de buracos

21/01/2013 - O Globo

Nem mesmo trecho que foi recapeado pela prefeitura no início do mês, na altura da estação Mato Alto, resistiu
Bolsão d´água tomou conta de pistas de veículos de passeio em Guaratiba
Empresa diz que está cumprindo cronograma da prefeitura

RUBEN BERTA

Próximo da estação Pingo D´Água, um dos buracos na pista do BRT: motoristas são obrigados a reduzir velocidade O Globo / Rafael Moraes

RIO — Cenas de crateras explícitas, proibidas para bicicletas, ônibus e carros voltaram a ser exibidas no corredor Transoeste nesta segunda-feira. Além da reprise de um buraco mostrado pelo GLOBO no dia 6 de janeiro, na altura da estação Mato Alto do BRT, e recapeado pela prefeitura em seguida, há pelo menos outros dois, que surgiram próximos da estação Pingo D´Água, no sentido Santa Cruz, e já obrigam os motoristas dos ônibus articulados a reduzir a velocidade no trecho.

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Os problemas também continuam ao longo da ciclovia, em Guaratiba. Próximo da estação Magarça, nesta segunda-feira, havia um trecho completamente destruído, onde mal era possível ver o pavimento. Na pista do BRT, no sentido Santa Cruz, também há um buraco na mesma altura. A chuva que cai desde a manhã na Zona Oeste ainda criou um grande bolsão d´água nas pistas dos veículos de passeio, entre as estações Magarça e Pingo D´Água, próximo à Rua dos Construtores.
O trecho próximo à estação Mato Alto já havia sido interditado no início do mês por causa de buracos. Os ônibus articulados foram desviados para uma das pistas dos veículos de passeio por pelo menos três dias. A prefeitura recapeou a via, mas nesta segunda-feira uma cratera voltou a aparecer no mesmo local.
O curioso é que, em declaração publicada no GLOBO em 8 de janeiro, o presidente da Sanerio, empresa responsável por esse trecho da Transoeste, Luis Carlos Matos, já havia feito a previsão: "Essa obra (uma via que teria sido construída pela prefeitura ao lado do corredor) está causando infiltração e os remendos feitos são apenas um tapa-buraco. Na primeira chuva que cair, tudo vai sair e vai esburacar de novo". Nesta segunda-feira, após ser informada sobre o novo buraco no Mato Alto, a Sanerio se limitou a informar que está cumprindo um cronograma de obras estabelecido com o município para reparos.
Sobre os buracos na pista do BRT na altura da estação Pingo D´Água e o bolsão d´água, a Sanerio informou, na semana passada, que realizou todas as obras de drenagem necessárias durante a construção do trecho do Transoeste pelo qual foi responsável, mas destacou que, após a conclusão dos trabalhos, houve ligações de água e esgoto clandestinas, realizadas por moradores, que estão prejudicando o escoamento na região.
Procurada pelo GLOBO, a Secretaria municipal de Obras ainda não se manifestou sobre os novos problemas. Este mês, além do surgimento de buracos, houve problemas também no Túnel da Grota Funda, que chegou a ficar interditado por três dias no sentido Guaratiba por causa de uma fissura na abóboda da galeria.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Proibição de vans em mais seis bairros do Rio começa neste sábado

24/05/2013 - G1 RJ

A partir deste sábado (25) as vans estarão proibidas de circular em outros seis bairros da Zona Sul do Rio: Laranjeiras, Cosme Velho, Glória, Catete, Flamengo e Largo do Machado, como informou o Bom Dia Rio.

Segundo o secretário Municipal de Transportes Carlos Roberto Osório, a proibição também vai valer para a Linha Amarela, para a Estrada Grajaú-Jacarepaguá, Alto da Boa Vista, Estrada das Furnas, Serra da Grota Funda, Túnel da Grota Funda e Túnel da Covanca.

Durante a entrevista, Carlos Roberto Osório informou que a Prefeitura tem uma Coordenadoria de Transporte Complementar, comandada pelo delegado Cláudio Ferraz, que tem a responsabilidade de fiscalizar o sistema de vans na cidade.  "É feito um planejamento, avaliando os impactos e compete a Secretaria Municipal de Transportes definir e planejar as alternativas para que os passageiros possam continuar sendo atendidos nos deslocamentos”, explico.

Segundo ele, o prefeito Eduardo Paes determinou que a Secretaria de Transportes faça um grande planejamento para dar alternativas para os passageiros sempre que haja a proibição das vans. "O planejamento foi feito, no caso da Zona Sul nós já temos uma situação estabilizada, mas vamos fazer um reforço principalmente nas linhas que circulam no entorno Largo do Machado, que é um local que ainda é atendida pelo serviço de vans. A proibição de circulação de vans que aconteceu há cerca de um mês na Zona Sul já foi absorvida pelo sistema de ônibus, a população está bem atendida e com impacto muito positivo no trânsito”, contou Osório.

O secretário disse que não espera grandes impactos no avanço da proibição para os outros seis bairros da Zona Sul. ”A definição de iniciar o processo no fim de semana ajuda, sábado e domingo será um período para adaptação, e segunda-feira a estrutura vai estar calibrada”. Segundo ele, os corredores maiores requerem mais atenção da Prefeitura, principalmente na ligação Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Recreio com o Centro da cidade.

A prefeitura determinou que os operadores do sistema de ônibus começassem a informar os passageiros a partir desta sexta-feira (24) sobre as mudanças. "Essa primeira semana é de adaptação e na primeira semana você precisa fazer ajustes. O sistema de vans na cidade trabalha muito na informalidade, os dados de operação do sistema são estimados e por isso pode ser que sejam necessárias adaptações. A nossa orientação e a do prefeito é de esforço total das empresas e frota adequada ao tipo de passageiro”, informou Osório

O aumento do número de ônibus nas ruas não vai causar impacto no trânsito, comentou Carlos Osório. Segundo ele, um ônibus transporta o que três ou quatro vans transportam e o sistema de coletivos funciona de maneira mais ordenada, com paradas nos pontos, corredores BRS e uma sistemática de itinerário mais planejado. ”A redução no trânsito será entre 10% e 15% em todos os corredores”.

O secretário ressaltou ainda que as vans continuarão no Rio e que elas têm um papel importante de ligação complementar. "A prefeitura está realizando uma licitação para que a gente possa organizar este tipo de transporte. Cada um vai cumprir o seu papel; em longas distâncias, transporte de alta capacidade, como o BRT, o trem e o metrô, a média distância, o sistema de ônibus, e o transporte local pela van, garantindo o conforto e a segurança”.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Restrições à circulação de vans serão ampliadas

20/05/2013 - O Globo

Uma das novas vans autorizadas a circular pela cidade: itinerário fixo, logotipo da prefeitura e obrigatoriedade de aceitar o Bilhete Único Rafael Moraes / O Globo

RIO — Em uma nova etapa de controle do transporte alternativo, a partir do próximo sábado deixarão de circular vans nos bairros de Laranjeiras, Cosme Velho, Flamengo, Catete e Glória, que haviam ficado fora do decreto de abril que restringiu a circulação desse tipo de veículo em 11 bairros. Com isso, toda a Zona Sul estará proibida a vans, a exceção de duas linhas. O delegado Cláudio Ferraz, que coordena a área de transporte complementar do Rio, anunciará nesta segunda-feira oficialmente as novas zonas de bloqueio, conforme antecipou o colunista do GLOBO Ancelmo Gois. Além desses bairros da Zona Sul, as vans deixarão de circular na Estrada Grajaú-Jacarepaguá, na Estrada de Furnas (Alto da Boa Vista), e nos túneis da Covanca, na Linha Amarela, e da Grota Funda, na Zona Oeste.

Novas vans já circulam

Ferraz explicou que as novas restrições fazem parte de um pacote de ações para ordenar esse tipo de transporte enquanto o processo de licitação do Sistema de Transporte Público Local (STPL) não é concluído. A prefeitura anunciou que pretende reduzir a atual frota de 6 mil para 3.502 vans. O delegado, porém, não tem uma estimativa de quantas vans e kombis serão afetadas pelas novas medidas.

— Quando esse processo for concluído, possivelmente no fim de junho, as vans só poderão circular nos itinerários previstos na licitação. Enquanto isso, estamos nos antecipando e realizando esses bloqueios — explicou Ferraz, acrescentando que o objetivo é garantir que as vans funcionem efetivamente como um apoio a outros modais. — O transporte tem de ser complementar.

No último sábado, começou a implantação do STPL pelas duas linhas autorizadas a circular na Zona Sul: as que ligam Rocinha e Vidigal ao Jardim de Alah, no Leblon, de onde não podem passar. As vans padronizadas já estão circulando. Pelo processo de licitação, serão 66 vans (contra cerca de 300 anteriormente) com itinerários fixos, controlados por GPS. Além disso, os veículos estão obrigados a aceitar o Bilhete Único e operar com motoristas uniformizados. Na primeira etapa de restrição, 500 vans deixaram de circular na Zona Sul.

O delegado informou que a partir do próximo sábado haverá bloqueios e ações de fiscalização, com apoio de Detro, Polícia Militar, Detran e Guarda Municipal, para evitar a passagem de vans. Ferraz disse ainda que o novo sistema visa a evitar a concorrência entre os transportes.

— As vans se posicionam no mercado como se fossem táxis, que saem a hora que querem e para onde querem. Mas concorrem com os ônibus, causando desarmonia no trânsito. Agora existe um sistema, e eles não podem fazer o que quiserem — garantiu o delegado.

Em abril, a prefeitura havia proibido a circulação de vans na Área de Planejamento 2.1, que compreende os bairros de Botafogo, Humaitá, Urca, Leme, Copacabana, Ipanema, Leblon, Lagoa, Jardim Botânico, Gávea e São Conrado.

Detro não pode fiscalizar transporte alternativo

O Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) está impedido de fiscalizar vans no Estado do Rio desde 1º de maio, quando o convênio que o órgão mantinha com o Detran não foi renovado. Era esse convênio, antigo, que permitia aos agentes do Detro fiscalizarem a documentação e as condições de segurança dos veículos. Agora, com a parceria entre os órgãos interrompida, se os fiscais constatarem que o motorista de uma van, municipal ou intermunicipal, está, por exemplo, sem carteira de habilitação, são obrigados a liberá-lo mesmo assim.

Além de os agentes não estarem mais autorizados a fazer apreensões ou aplicar multas, eles não têm acesso ao banco de dados do Detran. Logo, acabam liberando carros particulares que, eventualmente, podem ser roubados ou furtados.

O Detran informou, por meio de nota, que está elaborando os termos de um novo convênio com o Detro, que incluirá o uso de ferramentas de tecnologia da informação pelos fiscais. O órgão não especificou, no entanto, quando o novo convênio será firmado. "Quanto às operações de fiscalização do Detro, os agentes do Detran estão e estarão permanentemente à disposição do órgão, quando solicitados para dar suporte a estas mesmas operações, podendo isso ocorrer independentemente da formalização de convênio", diz a nota.

Mesmo antes da interrupção do convênio, a situação já era grave em São Gonçalo, onde muitas vans rodavam com uma liminar que livrava os veículos da fiscalização. As liminares foram emitidas pelo juiz André Luiz Nicolitt, titular da Segunda Vara Cível de São Gonçalo. Das seis varas do município, esta é a única a conceder esse tipo de liminar.

G1 - RJ

Prefeitura amplia área de proibição para vans no Rio

A Prefeitura do Rio vai ampliar as áreas de bloqueios de vans na cidade a partir do próximo sábado (25). Além dos 11 bairros da Zona Sul onde a circulação está proibida desde o dia 15 de abril, a Coordenadoria Especial de Transporte Complementar passa a impedir o acesso nas outras áreas da região: Largo do Machado, Catete, Glória, Laranjeiras, Flamengo e Cosme Velho.

Além da Zona Sul, a partir do dia 25 também passa a haver pontos de bloqueio em outras áreas da cidade, como o Alto da Boa Vista, a autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, o Túnel da Covanca (na Linha Amarela) e o Túnel da Grota Funda (na Avenida das Américas). Nesses locais, os motoristas serão orientados a retornar e cumprir um trajeto que será determinado pelos agentes da prefeitura.

Um esquema semelhante ao que foi realizado na primeira proibição na Zona Sul será feito com o auxílio da Guarda Municipal, Detro, Cet-Rio, policias Civil e Militar e Detran. Para atender a demanda dos usuários, a Secretaria Municipal de Transportes prometeu ampliar a frota de ônibus que circulam nessas regiões.

Novas vans já circulam

No sábado (18), os novos veículos autorizados pela Prefeitura do Rio começaram a circular na Zona Sul. As vans que fazem o trajeto São Conrado-Jardim de Alah, pelas comunidades da Rocinha e Vidigal, ganharam uma faixa amarela na lateral e os 66 permissionários passaram a usar uniformes.

Os novos veículos têm ainda integração com o Bilhete Único e o RioCard e a tarifa é a mesma dos ônibus: R$ 2,75. O município promete também uma fiscalização mais rigorosa. As vans terão que pegar e deixar passageiros apenas nos pontos e viajar em pé está proibido. Além disso, o cobrador também tem que ir sentado e não pode gritar o itinerário da van.

A prefeitura informou que a licitação de mais linhas em outras áreas da cidade deve terminar ainda no primeiro semestre deste ano.

Entenda as mudanças

A Prefeitura do Rio assinou, na manhã de sexta-feira (17), os contratos do primeiro lote licitado no Sistema de Transporte Público Local (STPL) que vai atender os bairros da Rocinha e Vidigal, ambos localizados na Zona Sul da cidade. As vans vão circular no período de 24 horas, em dois turnos, das 2h às 14h e das 14h às 2h, e todos os dias da semana.

Os veículos serão padronizados e integrados ao Bilhete Único e contarão ainda com GPS, o que vai proporcionar uma rede integrada aos outros meios de transporte, como os ônibus, BRTs, trens e metrô.

Enquanto as da Rocinha e Vidigal têm uma faixa amarela, na Zona Oeste, a cor será vermelha, na Zona Norte verde e o azul será usado na região da Barra da Tijuca e Jacarepaguá.

O Rio cresceu sem planejamento, diz presidente da Fetranspor

21/05/2013 - Fetranspor

Lélis Marcos Teixeira diz que, durante anos, poder público não investiu na racionalização dos serviços prestados pelos ônibus

LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

RIO O presidente da Federação das Empresas de Transporte do Estado (Fetranspor), Lélis Marcos Teixeira, argumenta que os problemas nos ônibus do Rio decorrem principalmente da falta de planejamento urbano. Para ele, haverá melhorias com a implantação dos BRTs e da ampliação dos sistemas de BRS na cidade.

O senhor concorda que o serviço prestado pelas empresas é ruim?

O sistema é assim porque o Rio é uma megalópole que cresceu sem planejamento urbano. A cada bairro que surgia, as empresas expandiam linhas para garantir a mobilidade. Ter um serviço de qualidade não é difícil. O problema é que, durante anos, o poder público não investiu também na racionalização dos serviços. O que está acontecendo nos últimos anos. A implantação de mais três linhas de BRTs (Transoeste, Transcarioca e Transbrasil) e de 22 novos corredores de BRS nos próximos anos ajudará a reorganizar os serviços.

Mas as empresas também são responsáveis quando os passageiros são obrigados a viajar em ônibus lotados ou em mau estado de conservação, como na Zona Oeste.

A lotação adequada são seis pessoas por metro quadrado em qualquer lugar do mundo. Seja aqui, em Nova York ou Londres, o transporte público vai lotar na hora de pico. O problema, mais uma vez, foi a falta de planejamento: muitos ônibus ficam parados nos congestionamentos. Por causa disso, a cidade tem 9,8% a mais de coletivos do que deveria para atender à demanda.

Com a licitação não era de se esperar uma melhoria?

Mas o serviço está melhorando. Com a inauguração do BRT Transoeste em junho do ano passado, investimos em ônibus articulados com computador de bordo, ar-condicionado e outros serviços. Mas há empresas ainda em dificuldades porque enfrentam concorrência das vans que, na Zona Oeste, por exemplo, circulam protegidas por milícias. Investimos em câmeras, GPs e sistema de monitoramento. Nos próximos anos, o investimento das empresas na modernização das frotas chegará a R$ 1 bilhão para atender aos BRTs.

Há queixas em relação à preparação dos profissionais. Não há acidentes demais?

É preciso cautela e esperar pelas conclusões das investigações antes de tirar conclusões de quem foi o responsável pelos acidentes. Uma coisa que nunca vi publicado em lugar algum é que registramos 973.909.365 viagens pagas apenas em 2012. Sabe qual foi o percentual de reclamações? 0,00207%.

Muito se fala também da influência dos empresários de ônibus na Assembleia Legislativa (Alerj) e Câmara dos Vereadores. Qual é a sua análise?

Isso não existe. Há 12 anos, o setor transportava 119 milhões de passageiros por mês. A concorrência do transporte clandestino fez com que, há dois anos, caíssemos para cerca de 70 milhões ao mês. O setor enfrentou a desregulmentação, e quatro empresas faliram na Zona Oeste. Que poder é esse que faz o setor perder mercado?

Reportagens do GLOBO mostraram que as empresas têm contratado profissionais inexperientes. Isso não é um risco para os passageiros?

O treinamento de um novo profissional pode levar de três a seis meses. Nós temos também dois simuladores em que os profissionais são avaliados sobre como reagem. Claro que se o poder público propuser aperfeiçoamentos, nós vamos atender.

BRT Transoeste chegará ao Jardim Oceânico em 2 anos


21/05/2013 - O Globo

As obras do BRT Transoeste no trecho mais movimentado da Avenida das Américas (entre o BarraShopping e o Downtown) e na Avenida Armando Lombardi começam até o fim de setembro. Ontem, a prefeitura lançou o edital de licitação do chamado lote zero do Transoeste, que ligará o BRT com a futura Linha 4 do metrô, no Jardim Oceânico. Por dia, 136,5 mil veículos circulam na área.

O BRT Transoeste em ação na Barra da Tijuca Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo
A prefeitura admitiu que os transtornos ao tráfego serão inevitáveis, mas negociará com as empreiteiras a realização das obras por etapas para tentar minimizar problemas.

As obras, orçadas em R$ 94,9 milhões, deverão durar dois anos e fazem parte do pacote de intervenções para os Jogos Olímpicos de 2016. Os trabalhos começarão pelo trecho entre o Terminal Alvorada e o BarraShopping. No trecho entre o Downtown e o Jardim Oceânico, será construída nova ponte para a passagem dos ônibus articulados.

- A ampliação do Transoeste ajudará a desafogar um trecho já saturado da Avenida das Américas. Não haverá redução de faixas para os carros, porque os corredores exclusivos serão implantados com a redução do espaço entre os canteiros divisórios - explicou o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osorio.

Viagens mais rápidas

Segundo Osorio, o novo trecho deverá receber 140 mil usuários por dia. A partir do terminal Alvorada (atual fim de linha), serão implantadas mais sete estações. A integração do BRT com o metrô permitirá a redução de tempos de viagens com outras áreas do Rio. Um deslocamento entre o Alvorada e o Centro, que hoje pode levar até 95 minutos, por exemplo, poderá ser feito em apenas 55 minutos. Uma viagem entre Recreio e Copacabana terá o tempo reduzido de 80 minutos para 50 minutos com BRT e metrô.

Ontem, a prefeitura também confirmou que o terminal de BRT que atenderá às Olimpíadas ficará no cruzamento entre as avenidas Salvador Allende e Embaixador Abelardo Bueno. Hoje, na área, existe uma espécie de piscinão para captar água das chuvas. Ele será aterrado porque o projeto prevê também nova rede de drenagem para a área.

domingo, 19 de maio de 2013

Jacob Barata: 25 empresas, com 4,2 mil coletivos em quatro regiões do país


19/05/2013 - O Globo

Quase todas as empresas de ônibus que integram os consórcios atuais surgiram das lotações feitas por particulares pelos bairros da cidade do Rio de Janeiro na década de 50. Na época, os ônibus davam lugar aos bondes que, gradativamente, deixaram as ruas. Nesse contexto, a família Barata é considerada um dos exemplos de sucesso do setor. Jacob Barata, quando começou na antiga capital federal, trabalhava apenas com um ônibus de 12 lugares, que fazia a ligação Madureira-Irajá. Hoje, o patriarca do Grupo Guanabara tem participação em 25 empresas de transporte com 4,2 mil ônibus em quatro regiões do país, e mais de 20 mil funcionários. 

O império da família Barata se destaca por não se limitar a transportar passageiros. O grupo também é proprietário de um banco que tem entre suas atividades financiar empresas interessadas em comprar coletivos, além de duas das maiores concessionárias Mercedes-Benz no Rio e em Fortaleza, nas quais são vendidos ônibus e caminhões. Os negócios do grupo incluem ainda duas concessionárias de automóveis, um hotel e uma construtora. A família também já teve participação numa companhia aérea. 

Jacob Barata é um líder no setor, mas não pelo percentual de participação nos consórcios. Mas por ser considerado um empresário competente e ético, que até ajudou financeiramente outros empresários em dificuldades, descreveu o presidente da Federação de Empresas de Transporte do Rio, Lélis Marcos Teixeira.

sábado, 18 de maio de 2013

Ônibus do BRT têm botão de ataque contra assaltantes

18/05/2013 - O Dia

Sistema permite ainda que condutores troquem mensagens com centro de controle. Três assaltantes já foram presos com a utilização da nova tecnologia

FRANCISCO EDSON ALVES

A Fetranspor está investindo em tecnologia para dar mais segurança às cerca de cem mil pessoas que utilizam diariamente o BRT.
Além das duas câmeras internas e uma externa acopladas em cada um dos 91 veículos articulados que compõem a frota, e outras dezenas instaladas nas 44 estações, botões de pânico foram instaladas nos painéis dos motoristas, que passaram a trocar mensagens codificadas com o Centro de Controle Operacional (CCO) do BRT.
Além disso, 60 PMs foram contratados através do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) e agentes de inteligência circulam à paisana nos veículos.
Através de sistemas instalados no painel, motorista pode alertar centro de controle sobre risco de assaltos

Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia

"Graças ao novo planejamento de segurança, recentemente três assaltantes foram presos", ressaltou o coordenador de segurança do BRT, Júlio César Silva.
Segundo ele, o monitoramento por câmeras e a ação do policiais, que contam ainda com apoio de 160 vigias privados, já ajudaram a inibir diversos tipos de delitos e a apreender drogas e armas brancas, como facas.
Monitorado e preso
No dia 14 de março, por exemplo, um suspeito de assalto foi preso depois de assaltar passageira em um dos ônibus e ser monitorado pelas câmeras pelo CCO, através de 24 painéis de 45 polegadas cada um.
Denúncias de clientes, que haviam sido assaltados por ele dias antes e descreveram sua fisionomia, possibilitaram a identificação do bandido.
"Ao detectar a presença de Flávio (que estava em liberdade condicional, após cumprir 11 anos de prisão por assalto a mão armada), depois de seu embarque na estação Magarça, a equipe do CCO acompanhou seus passos em tempo real. O motorista foi orientado pelo painel a reduzir a velocidade para que desse tempo de uma equipe do Proeis se deslocar até a próxima parada, onde o criminoso foi preso, armado com faca", detalhou Júlio César. Com Flávio foram encontrados pertences da vítima.
Passageiros aprovaram os últimos investimentos em segurança. Em pesquisa de opinião apresentada quinta-feira, esse quesito ficou em segundo lugar em relação aos pontos positivos do BRT, com 30%, só perdendo para o item conforto (com 31%).

Fonte: O Dia/RJ

Só moradores do Rio e Curitiba têm ônibus “top de linha"

18/05/2013 - Exame Abril

Mas apenas aqueles que usam as linhas BRT (Bus Rapid Transit) dessas cidades, cujos sistemas estão entre os melhores do mundo, segundo instituto internacional
Passageiros embarcam em ônibus articulado BRT de Curitiba: Linha Verde foi considerada umas das melhores do mundo
Os moradores de Curitiba e Rio de Janeiro talvez não saibam, mas têm o privilégio de usar um dos melhores sistemas de ônibus rápido do mundo, segundo o Instituto de Políticas de Transportes e Desenvolvimento, sediado em Nova York e com representação no país. As linhas BRT (Bus Rapid Transit) da TransOeste, na capital carioca, e Linha Verde, na cidade paranaense, foram considerados da categoria "ouro" em estudo que pontua mundialmente os melhores BRTs, um sistema de ônibus que pretende ser sobre superfície o que o metrô é abaixo dela.

São Paulo conseguiu prata, com o Expresso Tiradentes.
O problema, claro, é que esses ônibus especiais estão longe de ser regra no transporte público dessas cidades. No Rio, mais três linhas deverão ser inauguradas até as Olimpíadas, mas hoje só existe a TransOeste, que liga os bairros da Barra da Tijuca, Santa Cruz e Campo Grande desde meados de 2012.
Já na pioneira Curitiba, onde o sistema é largamente adotado, o selo de "ouro" foi dado apenas a uma linha específica, a Verde. As demais ficaram com prata.
Criação brasileira, o primeiro BRT foi inaugurado nos anos 70 na capital paranaense, imaginado pelo prefeito e arquiteto Jaime Lerner. Depois, ganhou o mundo.
Hoje, são mais de 130 cidades com algum nível de corredores rápidos nos quatro cantos do globo, segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

O mínimo para que um sistema seja considerado BRT, segundo o instituto, é que haja cobrança da passagem fora do ônibus, faixa segregada com prioridade, embarque do passageiro no mesmo nível do piso do coletivo e alinhamento das vias, isto é, estar no canteiro central para não sofrer interferência dos demais veículos em curvas.
O reconhecimento das linhas BRT nacionais mostra que, apesar do pioneirismo, o Brasil ficou comendo poeira. Bogotá, na Colômbia - uma das cinco cidades de outros países que também ficaram com o selo máximo - soube aproveitar melhor a criação tupiniquim: cravou seis linhas do famoso TransMilenio na categoria. Medellin também está na lista. Veja a tabela completa do selo ouro:
Cidade e país Linha
Rio de Janeiro, Brasil TransOeste
Curitiba, Brasil Linha Verde
Guangzhou, China Avenida Zhongshan, GBRT
Bogotá, Colombia Americas, TransMilenio
Calle 80, TransMilenio
NQS (Norte-Quito-Sur), TransMilenio
SUBA, TransMilenio
Calle 26, TransMilenio
El Dorado, TransMilenio
Lima, Peru Metropolitano
Guadalajara, Mexico Macrobús
Medellin, Colombia Metroplús
"Esses sistemas (ouro) alcançam o mais alto nível de desempenho e eficiência operacional, ao mesmo tempo em que oferecem um serviço de alta qualidade", segundo o relatório (completo ao final da matéria).
Qualidade
Além dos critérios mínimos, a avaliação incluiu também a frequência dos ônibus (que devem ser constantes, similar ao metrô), existência de serviços expressos, número de linhas, integração com outros meios de transporte, qualidade das estações, entre outros.
O BRT é visto hoje como uma forma mais barata e rápida de implantar sistemas de transporte coletivo de massa, mas com capacidade inferior a do metrô. Seu uso vem sendo adotado de acordo com a pressa dos governantes, já que o transporte subterrâneo pode levar anos até ficar pronto e é até dez vezes mais caro.
Segundo a NTU, 9 das 12 cidades-sede da Copa estão implantando o sistema.
Veja abaixo os critérios do estudo "Padrão de Qualidade de BRT 2013".
BRT Standard 2013, em português
Fonte: Exame Abril

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Transbrasil será o maior BRT do mundo em capacidade


16/05/2013 - Rádio CBN

Nesta segunda-feira, dia 13 de maio de 2013, a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou a licitação para a construção do BRT Transbrasil.

Com 32 quilômetros de extensão, o Transbrasil será o maior BRT do mundo em relação à capacidade de transporte. Quando estiver inteiramente pronto, vai atender diariamente a 900 mil passageiros. Capacidade semelhante à de linha de metrô, mas com custo bem menor: R$ 1,5 bilhão. Deste total, R$ 1,097 bilhão terá como fonte de recursos o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – Mobilidade Urbana, do Governo Federal. O restante virá de recursos da Prefeitura do Rio de Janeiro.

A obra será dividida em duas etapas: Do Aeroporto Santos Dumont até a Ligação com o TransOeste (Galeão – Barra da Tijuca). O custo deste trecho será de R$ 785,5 milhões. A outra etapa vai ser da Ligação com o TransOeste até Marechal Deodoro.

O trajeto completo vai atender vias e conexões com alto fluxo de pessoas. O ponto de partida será na estação de trem Deodoro de onde vai percorrer pela a Avenida Brasil.

No centro da cidade, vai seguir pela Avenida Francisco Bicalho e Avenida Presidente Vargas, chegando ao Terminal da Candelária. Depois ele vai seguir para o Aeroporto Santos Dumont, passando por um túnel que começa na Avenida Presidente Antônio Carlos e segue sob o aterro do Flamengo.

Para a implantação do BRT, serão feitos 30 mil metros quadrados de pontes, túneis e viadutos e haverá o alargamento das pistas laterais da Avenida Brasil entre Irajá e Guadalupe, zona Norte da cidade.

O BRT Transbrasil terá 16 passarelas, 28 estações e quatro terminais que serão: Terminal Deodoro, Terminal Trevo das Margaridas, Terminal Trevo das Missões, Terminal Candelária. As estações serão do mesmo padrão do BRT TransOeste: climatizadas, com as plataformas na mesma altura do assoalho do ônibus, painéis com informações sobre horários e linhas, e com o sistema de pré-embarque, que é o pagamento da passagem antes da entrada no ônibus, o que diminui o tempo de parada nas estações.

As obras começam em setembro deste ano e devem ficar prontas em 30 meses. Apenas um trecho estará em serviço para a Copa do Mundo de 2014. Para as Olimpíadas de 2016, todo o sistema deverá estar em operação.

Serão 881 veículos para atender a todo o sistema, a maior parte formada por ônibus articulados e ônibus biarticulados.

A Avenida Brasil é a principal ligação de regiões da zona Oeste e Norte com o centro do Rio, dá acesso a Linha Amarela, Linha Amarela, ponte Rio-Niterói, rodovia Washington Luiz (BR 040), rodovia Presidente Dutra (BR 116), e Rodovia Rio-Santos (BR 101).

O sistema BRT TRansBrasil vai se interligar com outros corredores de ônibus que compõe os planos de mobilidade urbana do Rio de Janeiro: Transolímpica, em Deodoro, e Transcarioca,na Ilha do Governador. Esses dois sistemas serão conectados ao BRT TransOeste, que já está em operação.

Ao todo, serão 155 quilômetros de BRT no Rio de Janeiro.

Por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Código disciplinar para vans entra em vigor hoje no Rio


17/05/2013 -O Globo

RIO — Começa a valer na madrugada desta sexta-feira o decreto municipal que cria um código disciplinar específico para o Serviço de Transporte Público Local (STPL). Trata-se da regulamentação dos direitos e deveres a serem cumpridos pelos condutores e trocadores de transportes complementares legalizados pela prefeitura. Entre as prioridades do decreto nº 37154 está garantir transporte seguro para a população do município, preservando "a saúde dos passageiros e a defesa do meio ambiente”.

— Esse sistema específico pelo qual o STPL vai se reger passará a vigorar primeiro na Zona Sul. Depois ampliaremos para todo o município. Qualquer outra modalidade que circule na região será considerada irregular — explica o delegado Cláudio Ferraz, coordenador especial de Transporte Complementar do município.

As disposições e sanções administrativas se aplicam a todos os permissionários e concessionários do serviço de transporte. Os veículos deverão passar por vistorias anuais, a cargo da Secretaria municipal de Transportes, mediante agendamento. Entre as infrações que podem ser penalizadas com multa estão cobrar valor superior ou inferior ao preço da passagem, atrasar a viagem para pegar mais passageiros e suspender, por uma hora ou mais, a operação do sistema de GPS que passa a controlar os veículos.

Antes do código disciplinar específico para o STPL, as vans regulamentadas no ano passado na Zona Oeste eram regidas pelo Código Disciplinar dos ônibus.

— Na época, entendemos que fazia sentido aplicar o mesmo código para os dois tipos de transporte. Mas agora criamos regulamento específico para essa categoria — completa Ferraz.

Vans ficam em Santa Teresa

Na quinta-feira, o prefeito Eduardo Paes também baixou decreto estendendo por mais tempo o contrato que regulamenta a circulação de micro-ônibus no bairro de Santa Teresa. Nos próximos 18 meses, este continuará sendo o único meio de transporte oferecido aos moradores do bairro, que perderam os bondes em 2011, depois que um dos veículos saiu dos trilhos e causou a morte de cinco pessoas e ferimentos em mais de cinquenta. Os bondes são de competência do Estado.

Em nota, a Secretaria de Estado da Casa Civil, que prevê custo estimado de R$ 110 milhões para a renovação dos bondes, disse que entregará à população, no primeiro semestre de 2014, 14 novos veículos. A promessa é de que trilhos e a rede elétrica também sejam renovados. A respeito da demora em retomar o serviço, a secretaria alegou que não houve adiamento ou atraso no cronograma original.

Apenas quatro empresários concentram um terço do transporte rodoviário no Rio


17/05/2013 - O Globo

Há quase três anos, cidade teve licitação para concessão de linhas de ônibus, mas a promessa de um sistema renovado não aconteceu
Alvo de análises do TCM e de investigação do MP estadual ainda em andamento, por suspeita de formação de cartel, setor ainda se concentra em poucas mãos

LUIZ ERNESTO MAGALHÃES 

RUBEN BERTA


Um ônibus da Viação Tijuca chega à garagem da Rua Leopoldo, no Andaraí: transportadora é uma das nove pertencentes ao grupo do empresário Jacob Barata Márcio Alves / O Globo

RIO — A perspectiva parecia boa: há quase três anos, pela primeira vez, a cidade do Rio de Janeiro teve uma licitação para concessão de suas linhas de ônibus. A promessa era de um sistema renovado, mas, na prática, isso não aconteceu. Alvo de análises do Tribunal de Contas do Município (TCM) e de investigação do Ministério Público estadual ainda em andamento, por suspeita de formação de cartel, o transporte rodoviário do Rio ainda se concentra em poucas mãos, como mostra a sexta e última reportagem da série “Máquinas mortíferas”. Um levantamento feito pelo GLOBO, com base no contrato firmado em 2010, revela que, apesar de o sistema estar dividido entre 41 empresas, apenas quatro donos concentram cerca de um terço de todas as participações nos quatro consórcios vencedores.

Com base nos representantes das empresas que constam do próprio contrato e em atas de assembleias divulgadas em edições do Diário Oficial em 2011 e 2012, é possível chegar àquele que, não à toa, um dia foi apelidado de “Rei do Ônibus”: o empresário paraense Jacob Barata, de 81 anos. Ao todo, ele e seu grupo, que inclui o sucessor, Jacob Barata Filho, estão presentes em pelo menos nove empresas espalhadas por três consórcios, que operam nas regiões de Jacarepaguá e Barra, Zona Sul e Zona Norte. É na Zona Sul, com quatro empresas (Tijuca, Alpha, Transurb e Saens Pena), a maior participação: 32,2%. Na Zona Norte, com outras quatro (Ideal, Estrela, Verdun e Vila Real), Barata ficou com 21,7%. De quebra, ainda está na Normandy, com uma pequena participação, de 0,38%, no consórcio Transcarioca (Barra e Jacarepaguá).

Com 41% do Transcarioca, está Avelino Antunes, descendente de portugueses que começou como mecânico e motorista, e tornou-se o nome forte do grupo Redentor. Além da própria Redentor, compôs a sua participação no consórcio com as empresas Transportes Futuro e Barra.

Estrangeiros desistiram de concessão

O consórcio Santa Cruz, da Zona Oeste, tem como representante mais forte Álvaro Rodrigues Lopes, considerado um empresário mais novo no setor: três empresas (Rio Rotas, Algarve e Andorinha) concentram 35,5% do transporte nessa região. Ele ainda está presente em outras duas companhias na Zona Sul e na Zona Norte: Translitorânea e City Rio. Outro nome forte na Zona Sul é o de Cassiano Antônio Pereira, com 13,2% de participação divididos em três empresas (Rubanil, Transportes América e Viação Madureira Candelária).

A concessão das linhas de ônibus do Rio atraiu empresas até da Argentina e da França. Quatro grupos chegaram a entrar com recursos pedindo que o edital fosse anulado. Um dos motivos era que os vencedores teriam que implantar o Bilhete Único Carioca (BUC) ainda em 2010. Na avaliação dos concorrentes, o prazo curto favorecia as empresas locais. A RATP Development, que transporta 10 milhões de pessoas por dia em ônibus e trens na França, formalizou a desistência por carta, afirmando que os prazos não permitiam elaborar uma oferta séria. Na apresentação das propostas, apenas grupos paulistas entraram na disputa para enfrentar as empresas já estabelecidas na cidade.

Ao longo de sua trajetória, as empresas de ônibus sempre contaram com a simpatia do poder público e de políticos. O coronel Paulo Afonso Cunha, ex-secretário municipal de Trânsito na década de 90, conta que afastou dois altos funcionários da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) devido à suspeita de que recebiam dinheiro de empresas de ônibus. Segundo ele, um dos casos foi comprovado, e o servidor teria sido demitido. Alegando tratar-se de informação sigilosa, a prefeitura não confirmou se os funcionários em questão foram investigados.

Antes de 2010, duas tentativas de licitar as linhas de ônibus do Rio foram barradas na Câmara dos Vereadores. Por iniciativa do governo do estado e da prefeitura, foram aprovadas leis que cobram ICMS e ISS simbólicos das empresas de ônibus.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/apenas-quatro-empresarios-concentram-um-terco-do-transporte-rodoviario-no-rio-8417193#ixzz2TY6NqptX 
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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Novos Ônibus da empresa São Silvestre

Carro novo recém chegado na garagem da empresa São Silvestre no bairro da Saúde, no início de maio de 2013.

Fotos exclusiva do Blog "Ônibus Expresso"
http://onibusexpresso.fotopages.com/cgi-bin/view_about.pl?user=153574


Obras para o quarto BRT do Rio vão custar R$ 1,5 bilhão

13/05/2013 - Agência Brasil

Construção da linha Transbrasil, com 28 estações, terá início neste ano e deve durar 30 meses

O quarto sistema de ônibus articulados (BRT) do Rio começa a ser construído ainda este ano na principal avenida da cidade, a Avenida Brasil, e vai custar R$ 1,5 bilhão, sendo R$ 1,097 bilhão do governo federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana, e o restante da prefeitura.

A Transbrasil terá 28 estações, quatro terminais e 16 passarelas e deve transportar 900 mil pessoas por dia. A extensão do BRT será de 32 quilômetros, começando na estação de trem Deodoro e seguindo pela Avenida Brasil até o centro da cidade, onde percorrerá as avenidas Francisco Bicalho e Presidente Vargas, até o Terminal da Candelária. Do último terminal, ele parte para o Aeroporto Santos Dumont por um mergulhão que começa na Avenida Presidente Antonio Carlos e passa sob o Aterro do Flamengo.

Os quatro terminais serão Deodoro, Trevo das Margaridas, Trevo das Missões e Candelária. Na parte de maior movimentação, entre o Trevo das Margaridas e a Candelária, o BRT vai ocupar duas faixas das avenidas por onde passará.

Para atender a demanda, o trecho será percorrido por 881 ônibus articulados (com duas partes) e biarticulados (com três partes). Ao todo, segundo a prefeitura, 30 mil metros quadrados de viadutos e pontes precisarão ser construídos, incluindo o alargamento das pistas laterais da Avenida Brasil, entre Irajá e Guadalupe, na zona norte.

A licitação será dividida em dois trechos. O primeiro vai do Aeroporto Santos Dumont à ligação com o BRT Transcarioca (Galeão-Barra da Tijuca) e vai custar R$ 785,5 milhões. O segundo trecho está orçado em R$ 685,6 milhões e vai completar o percurso até Deodoro.

A prefeitura estima que o BRT Transbrasil será o maior serviço de ônibus articulado do mundo em número de passageiros e classifica o projeto como fundamental para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. O prazo de 30 meses, no entanto, estende a obra até depois da primeira competição.

A Avenida Brasil é a principal ligação entre partes das zonas oeste e norte com o centro da cidade e possui conexões com as rodovias Rio-Santos (BR-101), Washington Luiz (BR-040) e Presidente Dutra (BR-116), além da Ponte Rio-Niterói e das linhas Amarela e Vermelha. A Transbrasil será ligada à Transolímpica, em Deodoro, e à Transcarioca, na altura da Ilha do Governador – ambas conectadas à Transoeste, a única que já se está em operação entre os bairros de Santa Cruz e da Barra da Tijuca. Quando prontos, os BRTs vão percorrer um total de 155 quilômetros de extensão.


Quarta linha de BRT terá 32 quilômetros e cortará a avenida Brasil (crédito: Divulgação/Cidade Olímpica)

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Rio realiza licitação do BRT Transbrasil

13/05/2013 - Correio do Brasil - RJ

A Prefeitura do Rio realiza a licitação do BRT Transbrasil, que vai ligar as zonas Oeste, Norte e o Centro da cidade. A licitação será dividida em dois lotes: o primeiro entre o aeroporto Santos Dumont e a ligação do BRT Transcarioca na Ilha do Governador e o segundo a partir deste ponto até Deodoro.


A estimativa de preço é de R$ 785,5 milhões e R$ 685,6 milhões, respectivamente. O corredor expresso de ônibus articulados ao longo da Avenida Brasil vai de Deodoro até o Aeroporto Santos Dumont, passando também pelas avenidas Presidente Vargas e Francisco Bicalho.

A implantação do sistema será iniciada neste ano e será concluída em 30 meses. O corredor terá 32 quilômetros, com quatro terminais, 28 estações e 16 passarelas. A expectativa é de que sejam atendidos 900 mil passageiros por dia, sendo o BRT que provavelmente terá maior demanda entre todos já projetados e implantados no mundo. Orçado em R$ 1,5 bilhão, o projeto terá R$ 1,097 bilhão financiado pelo Governo Federal, por meio do PAC da Mobilidade Urbana.

A Transbrasil será atendida por dois terminais intermediários (Margaridas e Missões), conectando o sistema a corredores de elevadíssima demanda, como as rodovias federais BR-116 (Rio – São Paulo) e BR-040 (Rio – Juiz de Fora). O sistema terá conexões com a Transcarioca (Barra da Tijuca/ Aeroporto Internacional) e Transolímpica (Barra/ Deodoro), corredores expressos em fase de execução. O usuário também poderá fazer integração com o metrô e o trem.

O acesso às estações em grande parte do corredor será por meio de passarelas. Entre o Terminal Margaridas e Candelária, o trecho de maior demanda de passageiros, o corredor será operado em duas faixas por sentido por uma frota de 881 veículos, entre ônibus articulados e biarticulados. Em seu traçado estão previstas obras de melhorias na pavimentação e na urbanização das vias; alargamento de um trecho da Av. Brasil e ordenamento viário no entorno (tráfego geral). A Secretaria Municipal de Obras também vai providenciar a reestruturação da rede de drenagem ao longo da via, com a implantação de nove projetos para correção de pontos de alagamento.

Fazem parte do projeto mais de 30 mil metros quadrados de pontes e viadutos, o alargamento das pistas laterais da Av. Brasil entre de Irajá e Guadalupe e a construção de um mergulhão de acesso ao Aeroporto Santos Dumont, preservando o patrimônio paisagístico do Aterro do Flamengo.

Com a Transcarioca, Transoeste e Transolímpica, a Transbrasil vem fechar o anel viário de 155 quilômetros de alta performance na cidade, que ficará totalmente interligada. O sistema proporciona uma mobilidade mais inteligente e sustentável para a população carioca. Os projetos são fundamentais na preparação da cidade para a Copa de 2014 e para as Olimpíadas de 2016 e um importante legado para o Rio.

A Prefeitura do Rio realiza nesta segunda-feira a licitação do BRT Transbrasil, que vai ligar as zonas Oeste, Norte e o Centro da cidade. A licitação será dividida em dois lotes: o primeiro entre o aeroporto Santos Dumont e a ligação do BRT Transcarioca na Ilha do Governador e o segundo a partir deste ponto até Deodoro.

A estimativa de preço é de R$ 785,5 milhões e R$ 685,6 milhões, respectivamente. O corredor expresso de ônibus articulados ao longo da Avenida Brasil vai de Deodoro até o Aeroporto Santos Dumont, passando também pelas avenidas Presidente Vargas e Francisco Bicalho.

A implantação do sistema será iniciada neste ano e será concluída em 30 meses. O corredor terá 32 quilômetros, com quatro terminais, 28 estações e 16 passarelas. A expectativa é de que sejam atendidos 900 mil passageiros por dia, sendo o BRT que provavelmente terá maior demanda entre todos já projetados e implantados no mundo. Orçado em R$ 1,5 bilhão, o projeto terá R$ 1,097 bilhão financiado pelo Governo Federal, por meio do PAC da Mobilidade Urbana.

A Transbrasil será atendida por dois terminais intermediários (Margaridas e Missões), conectando o sistema a corredores de elevadíssima demanda, como as rodovias federais BR-116 (Rio – São Paulo) e BR-040 (Rio – Juiz de Fora). O sistema terá conexões com a Transcarioca (Barra da Tijuca/ Aeroporto Internacional) e Transolímpica (Barra/ Deodoro), corredores expressos em fase de execução. O usuário também poderá fazer integração com o metrô e o trem.

O acesso às estações em grande parte do corredor será por meio de passarelas. Entre o Terminal Margaridas e Candelária, o trecho de maior demanda de passageiros, o corredor será operado em duas faixas por sentido por uma frota de 881 veículos, entre ônibus articulados e biarticulados. Em seu traçado estão previstas obras de melhorias na pavimentação e na urbanização das vias; alargamento de um trecho da Av. Brasil e ordenamento viário no entorno (tráfego geral). A Secretaria Municipal de Obras também vai providenciar a reestruturação da rede de drenagem ao longo da via, com a implantação de nove projetos para correção de pontos de alagamento.

Fazem parte do projeto mais de 30 mil metros quadrados de pontes e viadutos, o alargamento das pistas laterais da Av. Brasil entre de Irajá e Guadalupe e a construção de um mergulhão de acesso ao Aeroporto Santos Dumont, preservando o patrimônio paisagístico do Aterro do Flamengo.

Com a Transcarioca, Transoeste e Transolímpica, a Transbrasil vem fechar o anel viário de 155 quilômetros de alta performance na cidade, que ficará totalmente interligada. O sistema proporciona uma mobilidade mais inteligente e sustentável para a população carioca. Os projetos são fundamentais na preparação da cidade para a Copa de 2014 e para as Olimpíadas de 2016 e um importante legado para o Rio.

Contrato de empresas de ônibus do Rio é obra de ficção


16/05/2013 - O Globo














Sem banheiro, funcionários de uma empresa de ônibus trabalham na Central do Brasil: prefeitura diz que há estabelecimentos conveniados Domingos Peixoto / O Globo

RIO — Era uma vez um contrato de concessão do serviço de transporte rodoviário na cidade do Rio de Janeiro. Reproduzido em 2010 para quatro consórcios de empresas de ônibus, que ganharam o direito de operar as linhas da capital por pelo menos 20 anos, o texto bem que poderia se enquadrar numa obra de ficção. Um dos capítulos — ou cláusula, como é chamado — afirma categoricamente: a concessionária terá que garantir aos usuários "regularidade, continuidade, eficiência, segurança, conforto e cortesia”, entre outras obrigações. Aqueles que não cumprissem com as regras estariam sujeitos a punições. Brandas, como uma advertência. Ou severas, como uma declaração de inidoneidade. A Secretaria municipal de Transportes informou que aplicou até hoje 11 multas contratuais, já transitadas e julgadas na prefeitura, que somam cerca de R$ 1 milhão. Outras cinco estão em fase de recurso, no valor de R$ 251 mil.

Relatórios resumidos

A quinta reportagem da série "Máquinas mortíferas” mostra que, ao menos no papel, o sistema de ônibus no Rio deveria funcionar. A lista de regras que as empresas precisariam cumprir é cheia de itens genéricos, que beiram a perfeição. Em outra cláusula do contrato — conseguido através de requerimento de informação do vereador Cesar Maia (DEM) —, está previsto que a empresa deve "garantir a segurança do transporte, bem como a integridade física e o conforto dos usuários”. Um dos artigos diz que ela deve "tratar o público com urbanidade e educação”.

Além dos trechos genéricos, há outros pontos específicos que poderiam ser bastante úteis, mas, na prática, parecem longe do ideal. O contrato determina, por exemplo, que os consórcios deveriam relatar mensalmente à prefeitura não só as reclamações que recebem de passageiros, como todas as providências tomadas em relação às queixas. Embora a Federação das Empresas de Transportes (Fetranspor) tenha informações detalhadas, a Secretaria municipal de Transportes só recebe um relatório resumido, que não indica as medidas tomadas em relação às denúncias. Em fevereiro e março deste ano, por exemplo, usuários relataram até nove agressões físicas. A secretaria alegou que dispõe ainda de central própria e do serviço 1746 para auxiliar nos seus trabalhos de fiscalização.

Um exemplo de informação que ficou pelo caminho pode ser visto no relatório da Fetranspor de abril. Ali, é possível perceber que 295 reclamações estavam sem resposta desde janeiro. Do total, 75% referem-se a apenas duas empresas: Redentor (53%) e Futuro (22%). Segundo a entidade, o problema foi provocado pela substituição do funcionário responsável por atender às queixas. O novo responsável pelo setor passou por reciclagem e ontem já não haveria reclamações em aberto.

Sem banheiros

Outro ponto curioso do contrato é o que previa que, em um ano, todos os pontos finais de ônibus teriam que ter instalações sanitárias para o uso de funcionários. Em locais de muita movimentação, como a Central do Brasil, porém, não se avistam banheiros. Ontem à tarde, um funcionário inclusive urinava encostado num coletivo. Tanto a Fetranspor quanto a Secretaria de Transportes alegam que, quando não há sanitários instalados nos pontos ou terminais, os funcionários vão a estabelecimentos comerciais conveniados.

Apesar de toda a polêmica recente em torno da identificação de motoristas infratores, o contrato original já previa que o consórcio deveria "permitir livre acesso de fiscalização”. A Secretaria de Transportes informou que não há registro de caso de acesso negado. Mesmo assim, publicou resolução no mês passado "para obrigar que todos os reais infratores sejam identificados, determinando que a não informação passa a ser falta contratual”.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Secretaria de Obras do Rio inaugura ouvidoria da Transcarioca em Ramos


15/05/2013 - Agência Rio

A Secretaria Municipal de Obras do Rio informou que inaugura, nesta quarta-feira (15), mais um polo de atendimento presencial da Transcarioca & Você. Depois do Fundão e de Madureira, o bairro de Ramos ganha um posto para esclarecimento de dúvidas da população sobre o corredor expresso.

A central fica na Rua Uranos, no início do binário sentido Penha. Na próxima semana, será instalado o ponto de atendimento da Praça Seca, em frente ao Country Clube. Outros seis polos serão instalados na Avenida Brasil, Largo da Penha, Largo da Taquara, Largo do Tanque, Curicica e Vicente de Carvalho.

Os postos contam com sistema de registro e armazenamento de dados, gerando banco que poderá ser utilizado futuramente pela prefeitura. A população também tem acesso às informações do projeto por meio de vídeo institucional, folhetos e mapas da obra.

Eventualmente, poderão ser promovidas palestras e oficinas específicas, de acordo com as demandas da população. A Transcarioca vai ligar a Barra ao Aeroporto Internacional e significa um grande avanço em termos de transporte público.

MS

terça-feira, 14 de maio de 2013

Regras para vans que circulam na Zona Sul entram em vigor sábado


Número de veículos, que atendem Rocinha e Vidigal, cairá para 66

14/05/2013 - TAIS MENDES

Vans circulam na orla da Zona Sul Foto: Marcos Tristão / Agência O Globo / Arquivo: 11/04/2013
Vans circulam na orla da Zona Sul Marcos Tristão / Agência O Globo / Arquivo: 11/04/2013

RIO — Agora é para valer: a partir de sábado, dia 18, começa a ser implantado o Sistema de Transporte Público Local (STPL) na Zona Sul, começando pelas duas únicas linhas de transporte complementar permitidas na região, que atendem aos moradores da Rocinha e do Vidigal. As cerca de 300 vans que fazem as linhas Parque da Cidade-Gávea e Parque da Cidade-Fashion Mall serão reduzidas para 66, que foram as vencedoras do processo de licitação. O transporte deverá obedecer a itinerários fixos, que serão vigiados por GPS; aceitar o Bilhete Único e se adequar a outras exigências estabelecidas pela licitação, como o uso de uniformes para motoristas e um layout diferente para os carros, de acordo com a região onde circulam. A novidade foi publicada ontem no Diário Oficial do municípi


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/regras-para-vans-que-circulam-na-zona-sul-entram-em-vigor-sabado-8380811#ixzz2TH9c8FpR 
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BRT do Rio: Obras para o sistema de ônibus vão custar R$ 1,5 bilhão e durar 30 meses


14/05/2013 -Agência Brasil / DCI

Leia: Rio realiza licitação do BRT Transbrasil

O quarto sistema de ônibus articulados (BRT) do Rio começa a ser construído ainda este ano na principal avenida da cidade, a Avenida Brasil, e vai custar R$ 1,5 bilhão, sendo R$ 1,097 bilhão do governo federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana, e o restante da prefeitura.

A Transbrasil terá 28 estações, quatro terminais e 16 passarelas e deve transportar 900 mil pessoas por dia. A extensão do BRT será de 32 quilômetros, começando na estação de trem Deodoro e seguindo pela Avenida Brasil até o centro da cidade, onde percorrerá as avenidas Francisco Bicalho e Presidente Vargas, até o Terminal da Candelária. Do último terminal, ele parte para o Aeroporto Santos Dumont por um mergulhão que começa na Avenida Presidente Antonio Carlos e passa sob o Aterro do Flamengo.

Os quatro terminais serão Deodoro, Trevo das Margaridas, Trevo das Missões e Candelária. Na parte de maior movimentação, entre o Trevo das Margaridas e a Candelária, o BRT vai ocupar duas faixas das avenidas por onde passará.

Para atender a demanda, o trecho será percorrido por 881 ônibus articulados (com duas partes) e biarticulados (com três partes). Ao todo, segundo a prefeitura, 30 mil metros quadrados de viadutos e pontes precisarão ser construídos, incluindo o alargamento das pistas laterais da Avenida Brasil, entre Irajá e Guadalupe, na zona norte.

A licitação será dividida em dois trechos. O primeiro vai do Aeroporto Santos Dumont à ligação com o BRT Transcarioca (Galeão-Barra da Tijuca) e vai custar R$ 785,5 milhões. O segundo trecho está orçado em R$ 685,6 milhões e vai completar o percurso até Deodoro.

A prefeitura estima que o BRT Transbrasil será o maior serviço de ônibus articulado do mundo em número de passageiros e classifica o projeto como fundamental para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. O prazo de 30 meses, no entanto, estende a obra até depois da primeira competição.

A Avenida Brasil é a principal ligação entre partes das zonas oeste e norte com o centro da cidade e possui conexões com as rodovias Rio-Santos (BR-101), Washington Luiz (BR-040) e Presidente Dutra (BR-116), além da Ponte Rio-Niterói e das linhas Amarela e Vermelha. A Transbrasil será ligada à Transolímpica, em Deodoro, e à Transcarioca, na altura da Ilha do Governador – ambas conectadas à Transoeste, a única que já se está em operação entre os bairros de Santa Cruz e da Barra da Tijuca. Quando prontos, os BRTs vão percorrer um total de 155 quilômetros de extensão.

DCI

Ônibus articulados do Rio receberão R$ 1,5 bilhão

Para Ailton Brasiliense, da ANTP, para que projeto seja economicamente viável é muito importante que prefeitura opte por veículos de grande porte, já que a demanda será muito grande e uso de ônibus menores certamente trará prejuízos

O quarto sistema de ônibus articulados (BRT) do Rio de Janeiro (RJ) começa a ser construído ainda este ano, em uma das principais vias da cidade, a Avenida Brasil. O projeto é de grande porte e a previsão é que vá custar cerca de R$ 1,5 bilhão, dos quais R$ 1 bilhão custeados pelo governo federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana, e o restante pela prefeitura.

A Transbrasil terá 28 estações, quatro terminais e 16 passarelas e deve transportar 900 mil pessoas por dia. A extensão da linha será de 32 quilômetros, começando na estação de trem Deodoro e chegando ao Terminal da Candelária, de onde partirá para o Aeroporto Santos Dumont.

Para atender à demanda, o trecho será percorrido por 881 ônibus articulados e biarticulados. "Para que o projeto seja economicamente viável é muito importante que a prefeitura opte por veículos assim, de grande porte, já que a demanda será muito grande e o uso de ônibus menores certamente trará prejuízos", como disse ao DCI o presidente da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP), Ailton Brasiliense. A licitação será dividida em dois trechos.

O primeiro trecho vai do Aeroporto Santos Dumont à ligação com o BRT Transcarioca (Galeão-Barra da Tijuca) e vai custar R$ 785,5 milhões. O segundo trecho está orçado em R$ 685,6 milhões e vai completar o percurso até Deodoro.

sábado, 11 de maio de 2013

Prefeito inaugura Mergulhão da Transcarioca

11/05/2013 - O Globo

Obra, orçada em R$ 60 milhões, tem duas pistas, já abertas ao tráfego

 Prefeito inaugura mergulhão na Barra da Tijuca Foto: Divulgação
Prefeito inaugura mergulhão na Barra da Tijuca Divulgação

RIO - O prefeito Eduardo Paes inaugurou, na manhã deste sábado, mais um mergulhão na Barra da Tijuca, parte de um corredor expresso para ônibus, o BRT Transcarioca. A obra, orçada em R$ 60 milhões, tem 480 metros de comprimento e duas pistas, que foram abertas ao tráfego pouco antes das 11 h. O corredor, que foi planejado para percorrer 39 quilômetros, ligará a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador.
A construção fica na Avenida Ayrton Senna, na altura do Hospital Municipal Lourenço Jorge, onde, no futuro, haverá uma estação do BRT. O mergulhão tem como objetivo facilitar o acesso de quem vem da Linha Amarela no sentido Barra. Segundo o secretário de Obras, Alexandre Pinto, a próxima grande intervenção será a inauguração da ponte estaiada, também na Ayrton Senna, em dezembro deste ano.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prefeito-inaugura-mergulhao-da-transcarioca-8362706#ixzz2T0SvcTZE 

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terça-feira, 7 de maio de 2013

Consórcios cariocas saem na frente na licitação dos ônibus


24/08/2013 - O Globo

LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

RIO- Os quatro consórcios que representam 40 empresas de ônibus que já operam no Rio de Janeiro são os virtuais vencedores da licitação organizada pela prefeitura para a concessão do serviço por 20 anos. Na abertura dos envelopes com as propostas de preços das tarifas, todos os quatro grupos cariocas e dois paulistas indicaram o mesmo valor de tarifa (R$ 2,40) como era previsto no edital.
Como os consórcios do Rio já tinham recebido a melhor nota técnica, na semana passada, não houve alteração no quadro. A única hipótese de uma mudança de resultado seriam falhas na documentação de habilitação jurídica dos consórcios.
Se nenhum recurso for apresentado contestando as notas concedidas, a comissão de licitação da Secretaria municipal de Transportes fará a abertura dos envelopes com o resultado final nesta quarta-feira às 16h. Mas, por conta dos prazos legais, a comissão ainda não sabe quando será divulgado o resultado final. O mais provável é que o resultado oficial saia em setembro.
Ao contrário do que havia dito anteriormente, em junho, a prefeitura desistiu de transferir às empresas de ônibus a tarefa de apresentar projetos visando a racionalização das linhas, objeto de críticas quando foi anunciada a licitação do sistema . De acordo com o edital de concorrência, cabe à Secretaria municipal de Transportes formular o plano, que resultará na redução do número de ônibus nas regiões Sul e Norte, na Barra e em Jacarepaguá, bem como no aumento da frota na Zona Oeste.
De acordo com o edital, em 20 anos de concessão das linhas, as passagens pagas pelos usuários somarão R$ 15,9 bilhões. Nesse período, os concessionários deverão investir R$ 1,8 bilhão na melhoria do serviço. Entre as exigências está a instalação, em todos os veículos e em até 24 meses, de GPS e de equipamento para a localização dos ônibus, a cada minuto, interligados à Secretaria de Transportes. Também num prazo de dois anos todos os veículos terão, no mínimo, uma câmera de filmagem. Outra obrigação da concessionária será a de gravar e armazenar, por 72 horas, as imagens gravadas durante o trajeto dos ônibus. Os vencedores da concorrência terão ainda que assumir a manutenção dos terminais e implantar novos pontos de ônibus. Cidade dividida em regiões
O edital de licitação dividirá a cidade em cinco regiões. Para a região 1 (Centro e área portuária), considerada destino, não poderão ser apresentadas propostas. Os percursos dessa área entrarão no bloco da região 2 (Zona Sul, Tijuca e adjacências). Na região 3, estão incluídos 83 bairros da Zona Norte e na região 4, Barra, Jacarepaguá e adjacências. Para ônibus que integram regiões, prevalece aquela com maior número de embarques. As empresas poderão concorrer em duas ou mais regiões, mas só poderão assumir uma delas.
As melhores propostas para as quatro áreas serão escolhidas levando em conta critérios de melhor técnica (consórcio com mais condições de assumir as linhas e cumprir as metas) e maior oferta pela outorga da concessão. Não é fixado um valor mínimo para a contrapartida, a ser repassada à prefeitura em 36 parcelas mensais, a partir da assinatura do contrato.
A concessão pode ser renovada por mais 20 anos, também mediante outorga. O edital inclui os três corredores expressos (Bus Rapid Transit, ou BRTs): TransCarioca (ligando a Barra à Penha), TransOeste (entre Barra e Guaratiba) e TransOlímpica (entre Barra e Deodoro). Serão feitos acordos entre os vencedores para operar os BRTs que interligarão áreas distintas da licitação.
Com nove anexos, o edital apresenta cronogramas para todas as mudanças, fixando as metas anuais de renovação da frota, com a obrigação de chegar a 2016 com cem por cento dos veículos dentro do novo padrão. Até as Olimpíadas,toda a frota terá de ter direção hidráulica, suspensão a ar, escadas de acesso rebaixadase elevador para pessoas com deficiência, motor traseiro (para reduzir a poluição sonora dentro dos coletivos) e carroceria dupla articulada.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/transito/consorcios-cariocas-saem-na-frente-na-licitacao-dos-onibus-2961501#ixzz2SeQqT11z
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