quarta-feira, 26 de maio de 2010

Prefeito em exercício assiste à apresentação do primeiro ônibus híbrido brasileiro


TRANSPORTE


Veículo preenche os padrões tecnológicos e sustentáveis que a Prefeitura deseja implantar na frota municipal

26/05/2010 - Agencia Rio

Ascom Secretaria Municipal de TransportesO prefeito em exercício e secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, participou nesta quarta-feira da apresentação do primeiro ônibus híbrido movido a hidrogênio produzido totalmente no Brasil., pela Coppe/UFRJ. Com piso baixo, ar condicionado e autonomia para rodar até 300 km, o veículo preenche os padrões tecnológicos e sustentáveis que a Prefeitura deseja implantar na frota municipal de ônibus, já tendo em vista a Copa do Mundo de 2104, a Rio +20 e os Jogos Olímpicos de 2016.

“Além de atender a todas as exigências ambientais, de segurança, acessibilidade, conforto e eficiência, esse ônibus é feito com tecnologia brasileira produzida em nossa cidade. Este tipo de veículo não poluente é o novo modelo de transporte público que o Rio de Janeiro quer. Será um grande salto de qualidade na vida dos cariocas”, afirmou o prefeito em exercício, Carlos Alberto Muniz.

Silencioso, confortável e com eficiência energética superior a dos ônibus convencionais a diesel, o ônibus híbrido não emite poluentes: o resíduo que sai de seu cano de descarga é apenas vapor d'água que, se condensado, serviria até para o consumo humano, garantem os pesquisadores do Laboratório de Hidrogênio, da Coppe. Perfeito para trafegar em grandes metrópoles, onde os engarrafamentos comprometem a qualidade do ar e promovem desperdício energético, o ônibus híbrido vai circular em caráter experimental, ainda este ano, em uma linha de ônibus a ser definida pela Secretaria Municipal de Transportes.

O ônibus híbrido a hidrogênio mostrou-se mais eficiente do que os similares produzidos em outros países, graças ao tipo de pilha a combustível e aos dispositivos para armazenamento e gerenciamento de energia. Um conjunto de baterias localizado no teto do veículo e carregado em tomada elétrica garante um terço da autonomia de 300 km. O restante vem da energia produzida a bordo pela pilha combustível alimentada a hidrogênio e pela regeneração da energia cinética adquirida a partir da movimentação do ônibus. A disposição dos equipamentos a bordo permitiu uma redução do peso do veículo, garantindo mais espaço para os passageiros, além da acessibilidade a portadores de necessidades especiais.

O projeto, contam seus idealizadores, incorporou contribuições da indústria nacional, o que acelerou a elaboração do protótipo. Com essa iniciativa, o Brasil passa a integrar o seleto grupo de países que se prepara para ingressar na nascente economia do hidrogênio, a fonte energética limpa que poderá desempenhar no século 21 o mesmo papel exercido pelo petróleo no século passado.

"A Prefeitura é parceira deste projeto que qualifica o transporte de passageiros na cidade sob uma ótica de conforto, eficiência, acessibilidade e sustentabilidade. Este padrão é o que perseguimos para o futuro da cidade", observa Rômulo Orrico, subsecretário municipal de Transportes. "A Secretaria de Transportes vai acompanhar o desenvolvimento desta e de outras tecnologias não poluentes e contribuir para que ela esteja disponível à população o mais breve possível", acrescenta.

Além do prefeito em exercício e do subsecretário municipal de Transportes, o evento contou com a participação da secretária estadual de Meio Ambiente, Marilene Ramos; do diretor da Agência Metropolitana de Transportes Urbanos, Waldir Peres; do presidente da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa; e de representantes das empresas parceiras do projeto.

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