domingo, 30 de setembro de 2012

Niterói entra na disputa pelo PAC da Mobilidade

19/07/2012 - O Fluminense, Aline Balbino

Prefeitura apresentará o Projeto Lerner para disputar R$ 7 bi que o Governo Federal destinará a 75 cidades brasileiras com grande índice habitacional. Resultados saem no fim deste ano

Niterói é um dos seis municípios fluminenses habilitados a serem contemplados com parte dos R$ 7 bilhões que o Governo Federal destinará a programas de mobilidade urbana. No total, 75 municípios com população entre 250 mil e 700 mil habitantes poderão disputar as verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Médias Cidades, lançado na quinta-feira em Brasília. Para isso, terão de apresentar projetos a partir do próximo dia 23 até 31 de agosto.

Niterói já definiu que apresentará o Projeto Lerner, que prevê melhorias no sistema de trânsito e transporte público na cidade.

O Ministério das Cidades esclareceu que não há como definir quanto caberá a cada município, já que a divisão dos recursos dependerá do tipo de projeto apresentado e que passará por análise entre 3 de setembro a 1º de outubro.

A divulgação dos resultados está programada para 14 de dezembro. Antes, haverá reuniões presenciais entre 8 de outubro e 30 de novembro, quando cada município defenderá a sua proposta.

O Projeto Lerner foi elaborado pela equipe do escritório do arquiteto Jaime Lerner e na época do lançamento, em 2009, foi orçado em R$ 205 milhões. Ele é constituído pelos corredores de transporte para ônibus no sistema tronco alimentado. A proposta prevê cinco terminais situados em diferentes pontos do município, construção do mergulhão, a ligação entre o Centro e o Largo da Batalha e a construção do terminal multimodal, segundo a NitTrans. Algumas obras, como a do mergulhão, já estão sendo feitas com verbas da Prefeitura.

Novos terminais para reforçar projeto- Segundo a NitTrans, em outras etapas definidas pelo Plano de Transporte de Niterói, serão construídos os terminais de integração de Piratininga e Charitas. Outro terminal de integração está previsto na área da Saibreira, no Caramujo, para operar na ligação com o Centro, através do Corredor Viário da Alameda São Boaventura.

Planos – O projeto consiste na ligação de nove quilômetros entre o Centro e o Largo da Batalha, que já está sendo feito. No local está sendo preparado o terreno para construção de um dos terminais previstos. A construção do mergulhão na Avenida Marquês de Paraná também já está em fase final. A obra tem o objetivo de desafogar o trânsito naquela área.


Marcelo Almirante
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Com sinalização inteligente, ‘ligeirões’ do BRT param em 7 de 58 sinais

28/09/2012 - O Globo

Um teste realizado pelo GLOBO mostrou que usar o corredor é mais vantajoso, mesmo com paradas em dez estações

DIEGO BARRETO
COLABORAÇÃO DE GUILHERME VOICHT
COLABORAÇÃO DE LUÍS LOMBA

Paradinha. O "ligeirão" para num sinal vermelho da Av. das Américas, na altura da Estação Guinard. Do Terminal Alvorada até Santa Cruz, foram sete paradas como esta
FABIO ROSSI / FÁBIO ROSSI

RIO - Mesmo equipado com um moderno sistema de sensores, os ônibus "ligeirões" do BRT Transoeste ainda param em alguns sinais vermelhos. Poucos, é verdade, mas param. Um teste realizado pelo GLOBO constatou que, dos 58 semáforos ao longo do trajeto Barra da Tijuca-Santa Cruz, o ônibus articulado parou em sete deles (12%). O mesmo percurso foi feito depois de carro, no mesmo horário, e mostrou que usar o BRT é mais vantajoso, mesmo com paradas em dez estações. De carro, foram 12 sinais vermelhos (20% do total). No cômputo final, o "ligeirão", inaugurado em junho, conseguiu ser tão rápido quanto o carro, completando a viagem em cerca de 50 minutos, mesmo com o embarque e desembarque de passageiros.

O teste foi feito na última terça-feira, no BRT, e na quinta-feira, de carro, no percurso de cerca de 40 quilômetros entre os terminais Alvorada e Santa Cruz. Os repórteres fizeram as viagens em horários e velocidade média semelhantes. Num teste anterior, feito logo após a inauguração do corredor expresso, o BRT saiu na frente, mas, na ocasião, o trecho do terminal Magarça a Santa Cruz não estava finalizado e a viagem de carro não pôde ser feita pelo Túnel da Grota Funda, que ainda não estava pronto.
Mesmo parando em alguns sinais, o sistema inteligente do BRT mostrou-se eficiente na maioria deles. Ele funciona assim: quando o ônibus está a cem metros do semáforo, um sensor emite um aviso e o sinal, se estiver verde, ganha mais 15% de tempo livre para o ônibus passar. Se estiver vermelho, reduz em 15% o tempo da parada.
A viagem no Transoeste teve início às 15h35m, e o primeiro sinal vermelho surgiu 8km depois, no número 13.822 da Avenida das Américas. Foram 34 segundos para ficar verde. Cinco minutos depois, nova parada, no sinal da Estação Gláucio Gil: 21 segundos. O terceiro sinal vermelho do trajeto, em frente à concessionária Recreio da Avenida das Américas, levou 13 segundos para abrir. Depois do túnel, mais um sinal vermelho na Estação Mato Alto, onde o "ligeirão" permaneceu por 30 segundos.
Os últimos três sinais vermelhos foram nas estações Gastão Rangel e General Olímpio, com 36 e 10 segundos respectivamente, e no cruzamento da Rua Felipe Cardoso com a Avenida Isabel, em Santa Cruz. O último semáforo foi o que consumiu mais tempo: 52 segundos. A chegada ao Terminal Santa Cruz foi às 16h25m.
De carro, a viagem começou às 15h25m, na velocidade máxima permitida para o BRT: 70km/h. Foram quatro sinais vermelhos no trecho Barra-Recreio, nos cruzamentos das estações Bosque da Barra (14 segundos), Américas Park (47 segundos), Salvador Allende (33 segundos) e Dom Bosco (24 segundos). Do Túnel da Grota Funda até Santa Cruz, mais oito sinais fechados: um próximo ao CTex (7 segundos); no cruzamento antes da Estação Mato Alto (32 segundos); e em outro cruzamento na altura do número 39.100 da Av. das Américas (8 segundos). As últimas cinco paradas foram nas estações Magarça (8 segundos), Vendas de Varanda (28 segundos), Santa Veridiana (12 segundos), Gastão Rangel (25 segundos) e no encontro das ruas Felipe Cardoso com General Olímpio (33 segundos).
Segundo a CET-Rio, o mecanismo trabalha em conjunto com o sistema adaptativo dos sinais, que permite alterações no tempo de verde e vermelho em função do fluxo de trânsito. E reduz em 14% o tempo gasto no percurso.
— São dois sistemas complexos. No primeiro mês de operação do BRT, fizemos a calibragem dos dois que, juntos, otimizam o tempo de viagem não só do BRT, mas também da Avenida das Américas e de outras vias — explica Ricardo Lemos, diretor de planejamento da CET-Rio.
A engenheira de transportes Eva Vider, professora da Escola Politécnica da UFRJ, avalia que o sistema é o mais adequado na operação de corredores expressos como o Transoeste.
— Não é possível acabar com os cruzamentos da Avenida das Américas e eliminar completamente os semáforos. Por isso, esse sistema de priorização dos ônibus do BRT é adequado e otimiza bastante o tempo.
Segundo o engenheiro de transportes Fernando Mac Dowell, as paradas teriam sido totalmente eliminadas com mergulhões e viadutos.
— A Avenida das Américas é uma rodovia. O sistema de sinalização melhora, mas não resolve a questão das paradas em cruzamentos.
Em Curitiba, prioridade; em São Paulo, sem paradinhas
O Rio não é a única cidade a contar com BRTs com sistemas de sinalização inteligentes. Pioneira na implantação de corredores expressos para ônibus, Curitiba, no Paraná, conta com um mecanismo de prioridade para ônibus desde a década de 80. É semelhante ao do Rio e ainda garante um tempo maior para os ônibus de duas linhas seletivas, criadas há dois anos, que também são chamados de "ligeirões". Uma das linhas expressas faz o trajeto Boqueirão-Centro, num trecho de 9 quilômetros e leva 23 minutos de um terminal ao outro.
A capital paranaense inaugurou seu primeiro BRT em 1974. Atualmente possui 81 quilômetros de corredores expressos onde circula uma frota de 1.920 ônibus. Por dia, 2,3 milhões de passageiros são atendidos.
Outra capital que conta com BRT é São Paulo. Inaugurado em 2007, o Expresso Tiradentes liga os bairros de Sacomã, na Zona Sul, e Vila Prudente, na Zona Leste, ao Parque D.Pedro II, no Centro da capital paulista. No corredor de 9,7 quilômetros, circulam 50 ônibus, sendo quatro híbridos, 36 articulados e 10 biarticulados. Não existem semáforos no percurso e a velocidade média dos ônibus é de 40Km/h, mais que o dobro da atingida nas vias comuns (18Km/h).
Em 2010, 21,9 milhões de passageiros foram transportados pelo sistema paulista. Em média, 74 mil usuários por dia. No ano passado, esse número cresceu com a inauguração da estação Sacomã e a interligação com o sistema de metrô. Foram 22,3 milhões de passageiros, com média diária de 84 mil.
O coordenador da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) no Rio, William de Aquino, explica que os sistemas de semáforos inteligentes no Rio e em Curitiba seguem o mesmo conceito do modal ferroviário, que prioriza sempre o trem em detrimento do carro porque ele transporta mais pessoas.
— O BRT leva mais pessoas por isso tem a prioridade. O tempo que um automóvel perde quando o sistema amplia o tempo do sinal é algo em torno de cinco segundos. Recuperável facilmente com a potência e o peso do veículo. No caso do ônibus, mais pesado e com potência diferente, levaria muito mais tempo para frear, parar, dar partida e acelerar novamente. Os sistemas utilizados no Rio e Curitiba são os mais avançados, comparáveis aos de outras grandes metrópoles do mundo.


Marcelo Almirante
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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Paes terá reunião com Crea para avaliar BRT

15/09/2012 - O Globo

Entidade apresentará relatório sobre os acidentes no corredor expresso Transoeste

RIO - O prefeito Eduardo Paes afirmou na sexta-feira que terá um encontro com técnicos do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ) a fim de avaliar os estudos feitos pela entidade sobre os acidentes ocorridos no BRT Transoeste. Cinco pessoas, uma delas na quinta-feira, já morreram no corredor expresso.

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— Qualquer medida para aumentar a segurança é sempre bem-vinda — disse Paes, ressaltando que a CET-Rio já estuda tomar medidas como instalar sinalização para pedestres e motoristas.

De acordo com o presidente do Crea-RJ, Agostinho Guerreiro, a entidade está preparando um relatório:

— Ainda não há data marcada, mas vamos nos encontrar com o prefeito. Há medidas urgentes a serem tomadas, como a melhora da sinalização.
Segundo ele, é preciso mudar a sinalização para evitar, entre outras coisas, que pedestres atravessem em lugares proibidos e que motoristas façam retornos irregulares:
— Faremos um estudo aprofundado para ver, por exemplo, se em alguns pontos a construção de uma passarela pode ser a solução. No Aterro do Flamengo, a eficácia das passarelas está amplamente comprovada. No caso do BRT, pode ser uma alternativa.


Marcelo Almirante
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Após acidentes, Crea atenta para problemas no BRT Transoeste

20/09/2012 - O Globo

Ocorrências seriam causadas por erros cometidos por pedestres que atravessam fora da faixa e por carros que avançam o sinal ou utilizam retornos irregulares

RIO - Pelo terceiro dia consecutivo, um ônibus articulado do BRT Transoeste se envolveu num acidente, informou o Corpo de Bombeiros. Segundo Agostinho Guerreiro, presidente do Crea-RJ, as ocorrências vêm sendo causadas por erros cometidos por pedestres que atravessam fora da faixa e por carros que avançam o sinal ou utilizam retornos irregulares. Ainda assim, ele afirma que o operador do sistema do BRT deve tomar medidas para evitar que isso ocorra.

Diante da cultura brasileira, marcada por muitos desrespeitos a regras, um projeto desta grandiosidade precisa prever esses problemas e tomar uma série de medidas. Vamos recomendar, por exemplo, a instalação de barreiras fixas em certos pontos, para inibir a travessia de pedestres e direcioná-los às faixas.

Segundo Guerreiro, o Crea-Rj irá apontar ainda alguns pontos de ônibus convencionais que poderiam ser trocados de lugar, a melhoria na sinalização vertical e horizontal e uma campanha de conscientização com a participação de pessoas para sensibilizar os usuários.

José Romildo do Nascimento, de 26 anos, foi atropelado na quarta-feira quando atravessava a Avenida das Américas na altura do Bosque da Barra. A vítima foi levada para o Hospital Miguel Couto. Até a noite de quarta-feira, não havia informações sobre o seu estado de saúde. A Secretaria municipal de Transportes e a Rio Ônibus, no entanto, negaram que o atropelamento tenha sido cometido por um ônibus do BRT.

Na noite de terça-feira, uma moto e um carro colidiram num ônibus num cruzamento na altura do supermercado Zona Sul, no Recreio, no sentido Grota Funda. Já na segunda-feira, dois ônibus do BRT se envolveram em acidentes. Um deles se chocou contra uma moto, na altura da Estação Barra Sul, no sentido Santa Cruz. Outro colidiu num caminhão no Mato Alto, em Guaratiba. Segundo a Secretaria de Transportes, o caminhão teria avançado o sinal vermelho. Bombeiros do quartel de Guaratiba confirmaram que um passageiro ficou levemente ferido, com luxações num dos braços. A vítima, cuja identidade não foi divulgada, foi levada para o Hospital Rocha Faria. O motociclista Sebastião da Silva Paiva, de 40 anos, também se feriu e foi levado para o Hospital Lourenço Jorge.

Desde a inauguração do BRT, em 6 de junho, cinco pessoas morreram em acidentes no corredor expresso. Diante do número elevado de vítimas, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (Crea-RJ) começou a realizar uma vistoria em todo o trajeto percorrido pelos ônibus articulados. Na próxima semana, a entidade vai entregar um relatório ao prefeito Eduardo Paes com recomendações.


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BRS aumenta número de usuários de ônibus

22/09/2012 - O Globo

Sistema de seletivas atraiu 6 mil novos passageiros em 7 meses, mas cidade ganhou 48 mil automóveis

Engarrafamento na Lagoa: a redução do uso de carro ainda depende da melhoria do transporte público Leo Martins / O Globo

RIO - No Dia Mundial Sem Carro, comemorado neste sábado, uma boa notícia para a cidade: segundo o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, os BRSs (faixas preferenciais para coletivos) aumentaram em 5% o número de passageiros de ônibus na Zona Sul. Ainda de acordo com ele, são 6 mil usuários ou 12 mil embarques (viagens de ida e volta) a mais por dia nos BRSs de Copacabana, Ipanema e Leblon.

Boa parte é de pessoas que deixaram o carro para usar o ônibus. Hoje, são feitas cerca de 262 mil viagens diariamente nesses corredores. O atrativo tem sido a redução do tempo de viagem afirma Sansão.

O tempo de percurso no BRS da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, que completou um ano em fevereiro, caiu pela metade: de 23m10s, em média, nos horários de rush, para 11m35s. No corredor Ataulfo de Paiva/Visconde de Pirajá (Leblon/Ipanema), a diminuição foi menor: de 10%.

Funcionária do posto do Detran de Copacabana, Amanda Perez viu consolidar, com o BRS, a decisão já adotada anteriormente de usar o ônibus no trajeto entre sua casa, no Catete, e o trabalho:

Só pego meu carro nos fins de semana.

O BRS da Avenida Rio Branco, no Centro, também encurtou a viagem em quase 50%: de 11m20s para 5m40s. No corredor Presidente Antônio Carlos/Primeiro de Março e na Avenida Presidente Vargas, também no Centro, a queda foi de 34% e 22%, respectivamente. O impacto no número de usuários nesses BRSs, mais recentes, ainda não foi contabilizado.

Para especialistas, as medidas adotadas e anunciadas não são suficientes para desestimular o uso do carro, reduzir os engarrafamentos e melhorar as condições ambientais. Ainda mais levando-se em conta o crescimento da frota de carros. A capital ganhou 48.258 novos automóveis, de janeiro a agosto deste ano, o equivalente a mais de 6 mil por mês. Mais do que os 42.864 no mesmo período do ano passado.

O sistema de transporte não é atraente o suficiente para as pessoas deixarem de usar o carro opina Paulo Cesar Ribeiro, professor de engenharia de transportes da Coppe/UFRJ.

A chamada taxa de motorização (habitantes divididos por carros) também foi na contramão do transporte público. No município, passou de 3,94 para 3,2 passageiros por carro, comparando-se agosto de 2002 com agosto de 2012.

José de Oliveira Guerra, do Departamento de Transportes da Uerj, defende a ampliação dos BRSs, lembrando que, quando o ônibus sai do corredor, passa a trafegar na mesma velocidade dos demais veículos:

É preciso ainda doutrinar os passageiros a mudar de meio de transporte, quando necessário. O que importa é o tempo total da viagem.

Paulo Cesar Ribeiro acrescenta:

Para haver ganhos ainda maiores nos BRSs, as linhas têm de ser reorganizadas, acabando-se com superposições.

Linha 4 tem de ser ampliada, diz professor

O professor da Coppe defende ainda a ampliação do metrô, a integração das barcas com o restante do sistema de transportes, a melhoria dos trens da SuperVia e a expansão do metrô. Não basta, diz ele, construir a Linha 4 do metrô, entre a Barra e a Praça General Osório (Ipanema):

É importante ligar a Linha 4 pelo outro lado (Jardim Botânico-Botafogo) e concluir a Linha 2, construindo o trecho entre as estações Estácio e Carioca. A linha 3 será feita entre São Gonçalo e Niterói. E o trecho entre Niterói para o Rio? Falta o túnel. A Ponte Rio-Niterói está saturada.

Pelo primeiro BRT (corredor segregado para ônibus articulados), o Transoeste que está operando entre o Terminal Alvorada, na Barra, e Santa Cruz viajam entre 62 mil e 66 mil passageiros por dia. Segundo Alexandre Castro, gerente do Transoeste pelo Rio Ônibus, o trecho inaugurado retirou passageiros de vans e frescões:

Percebemos ainda que algumas pessoas que circulavam de carro já começam a usar o parador entre Barra e Recreio.

Paulo Cesar Ribeiro, porém, insiste num reestudo dos BRTs, por causa dos acidentes em série:

Deveriam ser implantadas mais travessias de pedestres com sinais, sincronizadas de modo que os ônibus não parem.

Coordenador regional da Associação Nacional de Transporte Público, William Aquino sai em defesa dos corredores de ônibus:

Os congestionamento só não aumentaram mais por causa dos BRS e do BRT Transoeste diz ele, destacando que o aumento de renda da população, o vale-transporte e os bilhetes únicos intermunicipal e municipal têm contribuído para as pessoas viajarem mais de carro ou de transporte público.

Para José Eugenio Leal, professor da PUC, o fundamental é mudar a estratégia do governo, que incentiva o carro ao reduzir impostos (IPI e IPVA) de veículos novos e que usam gás natural.

Para se priorizar o transporte público, nossa economia não poderia continuar se baseando tanto no carro e no petróleo adverte Leal.

Já o economista e ecologista Sergio Besserman chama a atenção para problemas causados pelos carros: a poluição do ar; o aquecimento global, quando utilizam gasolina e diesel, produtores de gases do efeito estufa; e a disputa pelo espaço público, uma vez que quase sempre são usados por uma única pessoa.

O futuro é o da mobilidade inteligente. Precisamos de transporte público eficiente e de usar mais a informática para reduzir a mobilidade burra. O carro continuará a ser uma disponibilidade individual, mas de uso inteligente.

Calor e falta de limpeza ainda são motivo de queixas nos coletivos

O economista Eduardo Sette Camara, de 28 anos, deixa o carro em casa. Ou melhor, na casa dos pais, em Copacabana, porque não tem garagem onde mora. Ele só usa o automóvel nos fins de semana. O deslocamento entre a sua casa, no Leme, o apartamento dos pais, em Copacabana, e o trabalho, no Flamengo, é feito de ônibus, grande parte pelos corredores preferenciais (BRSs) da Avenida Nossa Senhora de Copacabana e da Barata Ribeiro.

Não tenho onde estacionar justifica o economista.

Eduardo diz que o BRS reduziu o tempo de viagem, mas são necessários ajustes:

A organização precisa melhorar. Os motoristas, talvez porque sejam mal treinados, param longe, em fila dupla, passam direto nos pontos. Além disso, os ônibus não têm ar-condicionado, são sujos e malcuidados. Também agruparam os ônibus de forma que não atendem os usuários.

O secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, lembra que 20% dos ônibus têm de ser trocados anualmente e que toda a frota estará renovada até 2016. Quanto ao ar-condicionado...

Estamos estudando essa questão com cuidado, por causa do impacto na tarifa.

Em relação ao metrô, a promessa do estado é que 19 novos trens estejam funcionando em março de 2013. O secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, garante ainda que, também no ano que vem, será inaugurada a estação Uruguai, na Tijuca.

Na SuperVia, dos 160 trens em operação, 68 são novos ou reformados e têm ar-condicionado. Segundo Lopes, esse número subirá para 84 até o fim do ano:

Em 2014, todos os 191 trens terão ar-condicionado. Em 2016, serão 231 composições com ar.

Quanto às barcas, o TCE autorizou licitação para a compra de nove embarcações, que devem estar operando em dois anos. O aluguel de duas barcas, de 600 e mil lugares, deve acontecer até dezembro.



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Desembarque expresso

25/09/2012 - O Globo, Isabela Bastos

Aeroporto Internacional terá duas estações de BRT, beneficiando Barra e Zona Norte

A prefeitura e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) chegaram a um acordo e, em vez de uma, como chegou a ser projetado, o Aeroporto Internacional Tom Jobim terá duas estações do BRT Transcarioca. Uma para cada terminal de passageiros. As estações serão instaladas nas pistas de acesso às áreas de desembarque do aeroporto (no primeiro andar), que serão compartilhadas por veículos articulados (que trafegam no corredor expresso), ônibus comuns, táxis e carros de passeio. A pista em frente ao Terminal 2 não precisará de ampliação para receber o corredor, mas a vizinha ao Terminal 1 terá de ser alargada, ganhando uma ou duas faixas adicionais, no trecho onde ficará a estação. Considerado fundamental no plano de transportes da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, o Transcarioca - que terá duas pontes estaiadas, na Barra e na Ilha do Governador - deverá ficar pronto em dezembro de 2013.
As obras de revitalização do aeroporto propriamente ditas, que engatinhavam desde 2008, também ganharam fôlego. O superintendente regional da Infraero em exercício, Ailton Silva, garante que as intervenções, que somam R$ 813 milhões, estarão prontas em dezembro de 2013. Até essa data, Silva espera ainda que o edifício-garagem do Terminal 2, atualmente com três andares, tenha oito pavimentos, ampliando as suas vagas de 1.476 para 3.546 veículos. Um novo edifício-garagem, com 3.571 vagas, será construído no lugar do atual, no estacionamento do Terminal 1, onde hoje podem estacionar 1.266 veículos. O custo da complementação e da construção dos dois prédios, estimado em R$ R$ 195 milhões, será do concessionário, que poderá explorar o estacionamento por 20 anos.
- Vamos lançar a licitação no início de 2013, e começaremos construindo os cinco andares do edifício-garagem do Terminal 2, sem a necessidade de interditar o estacionamento atualmente em uso. Quando esse prédio estiver pronto, iniciaremos as obras do edifício-garagem no Terminal 1, que terá o estacionamento fechado. Até a conclusão do novo prédio, os usuários do Terminal 1 deverão parar no Terminal 2 ou nos estacionamentos 4 e 5 (mais afastados) - explica Silva.
A Secretaria municipal de Transportes informa que as intervenções no BRT na área do aeroporto deverão começar em novembro, pela implantação das vias exclusivas do BRT junto ao canteiro central da Avenida Vinte de Janeiro. Essa via será alargada nas laterais, para manter duas faixas de rolamento em cada sentido. Em frente aos dois terminais será construída ainda uma variante, com duas faixas de rolamento, para veículos comuns acessarem o estacionamento 5 e o Terminal 1, já que na pistas existentes serão implantados os corredores do BRT.
- Originalmente, a chegada do Transcarioca ao Tom Jobim seria por uma estação. A secretaria negociou as alterações com a Infraero. Foi uma negociação de cerca de três meses. As mudanças já estão pacificadas com o órgão - diz Alexandre Pinto, secretário municipal de Obras.
De acordo com o gerente de obras viárias da Secretaria municipal de Obras, Eduardo Fagundes, a mudança para duas estações tem como objetivo dar mais conforto aos passageiros, que não precisarão caminhar grandes distâncias.
- A estação única ficaria numa área mais próxima ao Terminal 2. Os passageiros a caminho do Terminal 1 teriam que andar bastante ou usar a esteira rolante. Com duas estações, os passageiros já descem direto no terminal que vão usar - afirma Fagundes.
Ainda de acordo com ele, as negociações com a Infraero visaram a aparar as arestas do projeto do BRT, por conta da intenção da administradora do aeroporto de construir o edifício-garagem no Terminal 1:
- A preocupação era que a estação poderia interferir no projeto do edifício-garagem. Nós compatibilizamos o projeto.
O superintendente em exercício da Infraero, no entanto, nega que seja essa a preocupação do órgão. Segundo ele, a Infraero não concordou com a ideia inicial de implantar o BRT no Terminal 1, sem alargar a pista:
- Ficaria apenas uma faixa para os demais veículos quando a outra estivesse sendo usada pelos ônibus. A circulação ficaria prejudicada.
Viagem ficará até 60% mais rápida
O Transcarioca será o primeiro corredor de alta capacidade no sentido transversal da cidade, ligando a Barra ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, numa faixa segregada de 39 quilômetros de extensão. Orçadas em R$ 1,5 bilhão, as obras estão sendo financiadas pelos governos federal e municipal. O sistema deverá reduzir em 60% o tempo gasto no trajeto. Ao longo do traçado estão previstas 45 estações, três terminais, três mergulhões, dez viadutos (incluindo as duplicações), nove pontes (duas estaiadas), e a duplicação de pistas e urbanização das áreas no entorno do BRT.
A implantação do BRT está em andamento nos dois lotes: da Barra à Penha (etapa 1) e da Penha ao Galeão (etapa 2). A segunda etapa segue com a construção de uma ponte estaiada sobre a Baía de Guanabara (ligando a Ilha do Fundão à Ilha do Governador), que será exclusiva para o BRT e paralela à ponte de acesso à Ilha do Governador.


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domingo, 16 de setembro de 2012

Novos Ônibus

Início da operação em Setembro de 2012

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Novos ônibus começam a circular na 2ª em Niterói

06/09/2012 - O São Gonçalo

A Prefeitura de Niterói apresentou, ontem, o novo modelo de ônibus das linhas de transporte público coletivo que começará a circular na cidade na próxima segunda-feira. Os novos coletivos (nas cores vermelho ou verde) contam com entrada e saída de passageiros em piso baixo, apropriado ao usuário de cadeira de rodas, e dispositivos sonoros para melhor orientação dos deficientes visuais. Toda a frota também terá ar-condicionado e televisão com programação da TV aberta para os usuários.

Os três primeiros veículos vão operar na linha 61 (Venda da Cruz-Icaraí) pelo Consórcio TransNit. Cerca de 50 coletivos serão substituídos por ano e serão duas áreas de atuação – Consórcio TransNit com a Área Operacional 1 e o Consórcio Transoceânico com a Área Operacional 2.

Meu Transporte em Niterói

Os ônibus de cor vermelha são das linhas da Área 1, que circularão pela Ilha da Conceição, Barreto, Ponta D’Areia, Engenhoca, Santana, São Lourenço, Tenente Jardim, Fonseca, Fátima, Caramujo, Baldeador, Santa Bárbara e Pé Pequeno. A Área II (verde) fará São Francisco, Cachoeira, Viradouro, Ititioca, Largo da Batalha, Sapê, Badu, Matapaca, Maria Paula, Vila Progresso, Cantagalo, Maceió, Muriqui, Cafubá, Charitas, Jurujuba, Jardim Imbuí, Piratininga, Jacaré, Rio do Ouro, Serra Grande, Santa Antônio, Camboinhas, Maravista, Itaipu, Itacoatiara, Engenho do Mato, Várzea das Moças e Viçoso Jardim. 

Gratuidade – Os passageiros com direito à gratuidade – idosos, estudantes de escolas públicas e portadores de necessidades especiais – também poderão utilizar os novos ônibus.

Informações: O São Gonçalo 

Cidade de Niterói terá ônibus com designer inovador

05/09/2012 - Meu Transporte

Chegou em Niterói nessa última semana, o primeiro veículo de piso-baixo da cidade. No novo sistema de transportes da cidade, foi prometida a substituição da frota por veículos de piso-baixo. Então nessa emana chegou para atuar pelo Consórcio TransNit. Trata-se da Auto Ônibus Brasília que adquiriu um Caio, Millenium BRT, Mercedes Benz O-500U; no novo padrão de pintura da cidade.

Informações: Ônibus em Foco

sábado, 1 de setembro de 2012

Acidentes no BRT: especialistas culpam sinalização precária

01/09/2012 - O Globi

CET-Rio diz que maioria das colisões, no entanto, são provocadas por imprudência

A sexta-feira teve mais um acidente: um carro bateu num ônibus articulado ao tentar fazer uma conversão proibida à esquerda, cortando a pista expressa Marcelo Piu / O Globo
RIO - A sinalização precária, aliada à imprudência de motoristas, motociclistas e pedestres, está por trás dos constantes acidentes no BRT Transoeste, que liga a Barra a Santa Cruz. A pedido do GLOBO, o engenheiro civil Antônio Eulálio Pedrosa, consultor do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ) que já participou de projetos de vias expressas como a Linha Amarela, percorreu na quinta-feira o corredor expresso, inaugurado em 6 de junho. E constatou problemas na sinalização horizontal (chão) e vertical (placas). Pelo menos quatro atropelamentos com morte e cinco colisões foram registrados em quase três meses de operação. Na manhã de sexta-feira, um casal ficou ferido ao bater com o carro num ônibus do BRT, próximo à Estação Barra Sul, no sentido Grota Funda.

De acordo com operadores de tráfego do BRT Transoeste, a maioria das colisões ocorre quando motoristas fazem bandalhas, cruzando perigosamente a faixa exclusiva do Ligeirão, em vez de pegarem o retorno correto. Segundo a CET-Rio, a colisão de ontem aconteceu porque o motorista fez um retorno proibido. Mas, para Antônio Pedrosa, a sinalização não ajuda.

Ao longo do trajeto do BRT, há trechos onde não existe sinalização no chão avisando ao motorista que a pista é exclusiva para os ônibus articulados e que virar à esquerda é proibido. Pelo percurso passam muitos motoristas de outros estados, estrangeiros e até moradores da cidade que ainda não estão familiarizados com o corredor expresso. A culpa, porém, não é apenas da sinalização insuficiente. Falta educação aos motoristas, que insistem em fazer as bandalhas avaliou Pedrosa.

De acordo com o especialista, as placas que indicam a localização dos retornos também são insuficientes. Para Pedrosa, elas deveriam informar sobre o desvio 200 metros antes do cruzamento. Um outro problema apontado pelo engenheiro é o tamanho da letra das placas, que não está compatível com a velocidade dos carros (80km/h nas faixas centrais). As placas colocadas nos sinais de trânsito com a indicação de que é proibido dobrar à esquerda também não são fácies de serem visualizadas. Exemplo de improvisação é a faixa pendurada próximo à Estação Magarça, em Guaratiba, alertando que é proibido virar à esquerda. Além de estar dobrada, inviabilizando a leitura, ela está instalada paralelamente à via.

As placas dos retornos foram colocadas muito em cima da passagem dos veículos. Nesse caso, há risco de acidentes comentou o especialista do Crea.

O engenheiro Paulo Araújo, que trabalhou no Departamento de Estradas de Rodagem (DER), diz que o reforço na sinalização e campanhas educativas poderiam reduzir os acidentes:

Pelo menos três vezes na semana, passo pelo percurso do corredor expresso. Já presenciei acidentes. Os motoristas avançam o sinal e não se importam com o BRT. Mas, além da falta de educação das pessoas, a prefeitura poderia investir pesado na sinalização, que deveria ser mais agressiva. Uma solução imediata seria a instalação de câmeras nos retornos, multando os motoristas que fizerem bandalha.

Confusão na pista compartilhada

Ainda de acordo com Paulo Araújo, ao longo da Avenida Felipe Cardoso e da Estrada da Pedra, nas proximidades de Guaratiba e Santa Cruz, a pista do BRT é compartilhada com os carros. No trecho, não há pintura para diferenciar as faixas, além de a sinalização ser insuficiente:

Essa pista compartilhada é um erro grosseiro. Caso permaneça dessa maneira, dezenas de acidentes ainda vão ocorrer nesse trecho.

Também na avaliação do engenheiro Fernando Mac Dowell, a deficiência na sinalização é um empecilho ao usuário. Para ele, há falhas no sistema operacional do BRT.

A pintura da pista é parecida com a da ciclovia, o que facilita confusões. Nos cruzamentos, o gelo baiano também foi mal colocado. O correto seria que tivesse mais espaço para os carros passarem.

Sobre a falta de sinalização horizontal, a CET-Rio informou que não há no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) qualquer tipo de marca viária (pintura do pavimento) que regulamente a proibição de conversão à esquerda: Essa regulamentação, ainda de acordo com o CTB, é expressa exclusivamente pela sinalização vertical, que está devidamente implantada ao longo do corredor Transoeste. Quanto ao tamanho das letras, a companhia diz que as placas de regulamentação da faixa exclusiva foram feitas de acordo com as normas. Em relação aos retornos, eles estariam sinalizados desde as agulhas de transposição da pista central para a lateral: Ainda que, por algum motivo, essa sinalização não tenha sido percebida, não há como aceitar que o motorista, estando na pista central e diante da placa de proibição de conversão à esquerda, insista na manobra irregular, diz a CET-Rio.

No entanto, muitas das placas que indicam o retorno proibido estão longe das vistas dos motoristas, já que elas ficam junto à faixa exclusiva dos ônibus articulados e não perto da pista dos carros e demais veículos.

A CET-Rio argumenta ainda que iniciou campanhas de esclarecimento antes da implantação do BRT. E que elas serão intensificadas com cartazes externos nos ônibus.

Quanto ao trecho em que a pista é compartilhada, a companhia alega que o volume de tráfego no local é da ordem de mil veículos/hora por sentido, não sendo empecilho ao BRT.

Ainda de acordo com a prefeitura, a ONG Embarq realizou um trabalho de auditoria de segurança antes da implantação do BRT e está fazendo uma outra análise com o sistema em operação. A prefeitura se comprometeu a acatar as recomendações dessa auditoria externa.

Em relação aos atropelamentos, a prefeitura argumenta que as vítimas estavam fora da faixa de pedestres, caminhavam sobre a divisória da pista ou pela faixa exclusiva do BRT.

Mas uma reportagem do GLOBO mostrou que pelo menos 4 estações do BRT Guinard, Gelson Fonseca, Pedra de Itaúna e Santa Mônica, todas no trecho entre a Barra e o Recreio distam até 120 metros das faixas de pedestres.

O engenheiro Antônio Eulálio acredita que a instalação de temporizadores digitais, que fazem contagem regressiva da mudança do sinal, ajudaria a evitar atropelamentos.

Rio libera mais mais uma alça do mergulhão na Barra da Tijuca

01/09/2012 - Agência Rio

A Secretaria Municipal de Obras libera ao tráfego neste domingo (2) mais uma alça do mergulhão Billy Blanco, na altura do Carrefour, na Barra. A nova “perna” do mergulhão vai receber o trânsito de quem vem da praia/Cidade das Artes. Já a alça inaugurada há dois meses é usada pelos motoristas que vêm das pistas lateral e central da Avenida das Américas. Ambos os acessos são sentido Recreio, praia ou retorno. O investimento total no projeto – obra viária no traçado da Transcarioca – é de R$ 80 milhões.

O trânsito estará liberado pela CET-Rio às 8h. Na ocasião, também será desfeito o desvio provisório na altura da Cidade das Artes e serão liberadas as duas faixas ao lado do Bosque da Barra, permitindo que a saída no mergulhão seja no meio da pista. Desta forma, o motorista terá a opção de retornar à esquerda ou seguir sentido Recreio.

O novo mergulhão da Transcarioca tem 670 metros de extensão e 8 metros de largura no entroncamento das duas alças até o final da estrutura. Na entrada, conta com as duas alças, com uma faixa em cada uma. Na saída, há uma pista com duas faixas. O mergulhão fica a 250 metros do Hospital Municipal Lourenço Jorge – onde futuramente haverá uma estação de BRT – e a 600 metros do Terminal Alvorada.

Cerca de 350 operários trabalharam na construção do mergulhão Billy Blanco, que contou com algumas peculiaridades. Em função do solo da região ser muito arenoso, depois de diversos estudos de engenharia, optou-se pela execução do mergulhão em paredes diafragma enrijecida.

Para construir a laje de fundo foi preciso utilizar a solução de engenharia chamada Jet Grouting, que consiste em injetar no subsolo, em alta pressão, uma mistura de cimento e água, que quando solidificada, funciona com um tampão. A técnica impede a entrada da água do subsolo e permite a escavação, assim como a execução da laje de piso do mergulhão.

Sobre a Transcarioca

A Transcarioca é o primeiro corredor de alta capacidade no sentido transversal da cidade, ligando a Barra ao Aeroporto Internacional, numa faixa segregada de 39 quilômetros de extensão. O sistema vai atender também os bairros de Curicica, Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Penha, Olaria e Ramos. Ao longo do traçado serão 45 estações, três terminais, três mergulhões, 10 viadutos (incluindo as duplicações) e nove pontes (sendo duas pontes estaiadas).

O sistema pretende reduzir em mais de 60% o tempo gasto no trajeto entre os dois bairros, permitindo também a integração aos outros modais (trem, metrô e ciclovias) ao longo da via. Junto com os corredores expressos Transoeste, Transolímpica e Transbrasil, a Transcarioca faz parte de um grande investimento da Prefeitura para melhorar a mobilidade urbana. Além de viabilizar a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas, os projetos deixarão um legado significativo para a cidade.  As obras da Transcarioca contam com recurso de R$ 1,5 bilhão, compartilhados entre Governo Federal e Prefeitura.

MS