segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Tempo de deslocamento pode cair 50%

30/09/2013 - Valor Econômico

Uma revolução nos transportes poderá ocorrer até os Jogos Olímpicos, em 2016, no Rio de Janeiro. Hoje 20% das viagens diárias na cidade são feitas por sistemas de alta capacidade de transporte de passageiros, como trens, metrô ou barcas. Em três anos, esse percentual deverá pular para 63%. Na região central, o cenário visto hoje, em que três quartos das pessoas se movimentam por carros ou ônibus, também deve se inverter: 70% dos deslocamentos deverão ser feitos por metrô, barcas e pelos corredores expressos de ônibus. A alimentação desse amplo sistema dentro do centro será feita pelo projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que entra em circulação pelo Rio de Janeiro até 2016 e ligará os bairros da região portuária ao centro financeiro e ao Aeroporto Santos Dumont. O leque de opções deverá valorizar a região central carioca, atraindo moradores e empresas, que hoje têm buscado novos locais para se instalar.

"A realização dos eventos esportivos impulsionou uma série de projetos que irão mudar a cara da mobilidade urbana no Rio. O carioca terá uma série de opções à sua volta, sendo que estamos investindo nos sistemas de alta capacidade e no VLT, que irá distribuir os passageiros pelo centro e outras regiões. Todos os sistemas estarão conectados, o que poderá fazer com que em alguns casos o tempo de deslocamento caia em 50%", diz o secretário de Transportes da cidade, Carlos Osório. "Para vencermos o desafio da mobilidade precisaremos obrigatoriamente oferecer ao carioca transporte público de massa."

No momento, está em licitação a primeira etapa de obras para a construção do corredor expresso de ônibus TransBrasil, que servirá à região portuária. "Esse sistema fará a ligação da avenida Brasil com o centro do Rio", explica o secretário. A segunda etapa deverá ser realizada até o início do próximo ano. O investimento no corredor deverá chegar a R$ 1,5 bilhão. Ele deverá beneficiar pouco mais de 800 mil passageiros por dia, reduzir em 40% o tempo gasto dos usuários e operar até 2016.

A grande aposta do Rio como alternativa de transporte de alta capacidade são os BRT (Bus Rapid Transit), corredores expressos e segmentados de ônibus, que, atualmente, já transportam mais de 120 mil pessoas diariamente na cidade. "Além do TransBrasil, vamos implantar, até 2016, outros três BRTs, atendendo a todas as regiões da cidade e interligando este novo sistema com a rede de metrô e trem. A prefeitura está investindo R$ 7 bilhões em um sistema de mobilidade urbana racional, integrado e diferenciado."

Além do corredor TransBrasil, que circulará na região do Porto Maravilha, a prefeitura trabalha na construção de três outros BRTs. Um deles é o TransCarioca que fará a ligação entre a zona oeste e o aeroporto do Galeão e deverá entrar em operação no próximo ano, antes da Copa. Outro é o TransOlímpica, que interligará em 25 quilômetros de vias a Barra com Deodoro, beneficiando 70 mil passageiros por dia. "Por fim, haverá ainda o TransOeste, que já teve parte de um trecho entregue. Esses quatro sistemas de BRTs estarão interligados e permitirão uma revolução na mobilidade urbana da cidade, sendo que o transporte passará a ser indutor do desenvolvimento local", ressalta Osório.

O consórcio BRT, formado por empresas privadas, irá operar a concessão dos corredores por 20 anos. Com a implantação de todo o sistema, em 2016, a prefeitura poderá reduzir em cerca de um terço a frota de ônibus da cidade, tirando das ruas aproximadamente dois mil coletivos das vias.

Além da reordenação das linhas de ônibus em corredores expressos, outra aposta do sistema de transporte público de alta capacidade é o VLT, que contará com 28 quilômetros e promete ampliar a oferta de transporte público na região do Porto Maravilha. O projeto terá suas obras divididas em duas etapas. A primeira será a implantação do trecho Vila de Mídia - Santo Cristo - Praça Mauá - Cinelândia, com prazo para ser concluído em 2015. Já a segunda etapa contempla os trechos Central - Barcas, Santo Cristo - América - Central - Candelária, América - Vila de Mídia e Barcas - Santos Dumont, a serem implantados até 2016.

Primeiro do gênero no Brasil, ele também será um dos primeiros do mundo projetados sem catenárias (cabos para captar energia em fios suspensos). O abastecimento será feito por um sistema de alimentação pelo solo, uma espécie de terceiro trilho já implantado com sucesso em diversas cidades europeias. "Inicialmente serão construídas cinco unidades na Espanha pela Alstom, visando atender ao prazo de início da operação. Os outros 27 trens serão construídos no Brasil a partir de transferência de tecnologia. As primeiras unidades serão iguais às que estão em atividade hoje em Bordeaux, na França", destaca o presidente do VLT Carioca, Claudio Andrade.

sábado, 28 de setembro de 2013

BRTs ficam lotados no rush e vazios nos outros horários

28/09/2013 - O Globo

RIO - Estação do BRT Mato Alto, em Guaratiba, 5h da manhã de ontem. Centenas de passageiros se aglomeram para embarcar nos veículos articulados do corredor expresso Transoeste, que liga o Terminal Alvorada (Barra da Tijuca) a Santa Cruz. As pessoas reclamam da superlotação que, no entanto, só ocorre nos horários do rush. Fora do horário de pico (das 10h às 16h), sobram ônibus, a ponto da 40% da frota permanecerem estacionados no Terminal Alvorada. Em meio a tudo isso, outra contradição: apesar da ociosidade dos veículos, na maior parte do dia, o BRT Transoeste já registrou dias de pico com até 130 mil usuários — 30% a mais do que movimento previsto inicialmente, entre 95 mil e 100 mil usuários por dia.

Demanda será reavaliada

Mesmo a média em dias normais está acima do previsto: 116 mil. Desse total, 86,3 mil viagens (74,3%) são feitas, das 5h às 10h e das 16h às 20h.

— A impressão é que, a cada dia, tem mais gente nas estações. Com isso, preciso acordar cada vez mais cedo. Muitos ônibus já saem de Santa Cruz lotados e nem param no Mato Alto. A prefeitura deveria colocar mais veículos — reclama o agente da Comlurb, Josué Assis de Castro, de 49 anos, que trabalha no Leblon.

O pico de 130 mil usuários só era esperado quando todas as 15 estações que farão a ligação do corredor até Campo Grande ficassem prontas, o que deve ocorrer apenas dezembro. Mas, mesmo incompleto, o BRT passou a ser procurado por moradores de Campo Grande, Bangu e outros bairros vizinhos que chegam aos terminais por outras linhas de ônibus já que o Túnel da Grota Funda tornou a viagem mais rápida pela região do que fazer o trajeto pela Avenida Brasil. A Secretaria municipal de Transportes decidiu reavaliar as demandas não só do Transoeste — que até 2016 ainda inaugurará uma expansão até o Jardim Oceânico, onde se conectará com o metrô —, mas também dos corredores de BRTs em obras, Transcarioca e Transolímpico), ou em projeto, Transbrasil.

—Talvez tenhamos subestimado a demanda. E isso levará a ajustes em estudos — disse o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osorio.

Os BRTs são uma das principais apostas do município para reverter um cenário identificado pelo novo Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU). Conforme O GLOBO revelou ontem, o estudo, ainda em fase de elaboração pelo governo estadual, identificou um crescimento de usuários do transporte individual (táxis, carros particulares e motocicletas) e uma redução dos que optam pelo transporte coletivo, na última década, o que vai na contramão da tendência mundial. Em dez anos (2002-2012), o percentual de deslocamento individual subiu de 25,8% para 28,5% enquanto o transporte de massa caiu de 74,2% para 71,5%.

Apesar dos problemas, Osório diz já ter elementos para demonstrar que a adoção dos BRTs foi uma decisão acertada. Segundo ele, um estudo de 2012, feito pelo Institute for Transportation & Development Policy (ITDP), com sede nos EUA, constatou que 4% das viagens (5.200, nos dias de pico) do BRT Transoeste são feitas por pessoas que antes usavam carros.

RJ terá de licitar linhas de ônibus intermunicipais dentro de um ano

26/09/2013 - G1

Decisão unânime do STJ foi divulgada nesta quinta, atendendo a um pedido do MP estadual.

Ônibus intermunicipal em Niterói Hudson Pontes / Agência O Globo (3/04/2012)

BRASÍLIA — O governo do Estado do Rio de Janeiro terá de fazer licitação para conceder permissões de operação das empresas de transporte público coletivo intermunicipal, conforme decisão unânime da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), divulgada nesta quinta-feira. De acordo com a decisão, em pedido feito pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a licitação deve ocorrer no prazo máximo de um ano, quando as permissões serão consideradas revogadas.
VEJA TAMBÉM
Na Zona Oeste, ônibus escolar é mantido ao custo de R$ 66 milhões por ano
Câmara dos Vereadores vai recorrer da suspensão da CPI dos Ônibus
Justiça suspende novamente trabalhos da CPI dos Ônibus
Caixa-preta dos ônibus: anúncios que são um segredo
CPI identifica problemas em 22 terminais rodoviários da prefeitura
Osorio: prefeitura usou estudo de empresas como referencial para definir o valor da tarifa de ônibus
Empresários do setor de ônibus do Rio estendem seus negócios para Portugal
Filho de Jacob Barata é sócio de empresa que monitora ônibus que circulam pelo Rio
Na última sessão de julgamento no STJ, foram examinados três recursos pedindo que fossem validadas as permissões das empresas que estão vigentes, e definir indenizações no caso de rompimento dos contratos. Mas os ministros da Segunda Turma não concederam os pedidos de recursos do Departamento de Transporte Rodoviário fluminense e outros dois das empresas Viação Paraíso Ltda. e Viação Santa Luzia Ltda.. Para negar os pedidos de recursos, a decisão justifica que toda permissão tem caráter temporário e que os empresários sabem disso quando assumem o serviço.
A concessão de permissões sem licitação no estado perdura há mais de 70 anos, segundo expôs o Ministério Público. "O caso começou nos anos 40, com as primeiras outorgas de permissão para o serviço feitas sem prévia licitação, visto que não havia essa exigência na legislação da época", afirmou o STJ, com base na denúncia. Ao longo desse tempo, diversas ações foram interpostas para regularizar as concessões.
Em 1995, a Lei 8.987 regulamentou o artigo 175 da Constituição Federal, determinando que os instrumentos de outorga de serviço público que até então vigorassem fossem substituídos com licitação. Mas uma lei estadual, de 1997, permitiu a manutenção da situação das permissionárias de serviço público de transporte intermunicipal, estendendo o prazo por mais 15 anos.
Em nota, a Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro esclarece que a decisão é favorável ao estado, já que foi motivada por uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que previa o pagamento de indenização às empresas que terão linhas canceladas. A PGE lembra que entrou com um recurso especial junto ao STJ contra o pagamento de indenização antes da realização de licitação.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Uso do carro aumenta e o de transportes coletivos cai no Rio

27/09/2013 - O Globo

Em dez anos, percentual de deslocamento individual motorizado no estado subiu de 25,8% para 28,5%. Enquanto isso, uso de transporte de massa caiu de 74,2% para 71,5%
 

Autor: Gustavo Goulart e Luiz Ernesto Magalhães  |  Postado em: 27 de setembro de 2013  |  Fonte: O Globo
Linha Vermelha engarrafada
Linha Vermelha engarrafada
créditos: Agência O Globo
 
A sensação de estar numa lata de sardinhas, toda vez que embarcava no ônibus em São Cristóvão para ir ao trabalho, no Centro do Rio, fez com que o garçom Márcio Duarte decidisse, há quatro anos, comprar uma moto para driblar o trânsito cada vez pior da cidade.
 
Além da superlotação, o aumento no tempo de deslocamento também pesou muito. Ele calcula que, em uma década, a curta distância entre um bairro e outro, que são quase vizinhos, foi estendida em pelo menos 20 minutos.
 
A mudança na rotina de Márcio é consequência dos problemas enfrentados diariamente por milhares de moradores do Rio, agora traduzidos em números no diagnóstico feito pelo Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU).
 
Entre outras coisas, o documento revela que, em dez anos, a população do estado segue na direção contrária da tendência mundial, que é a de apostar no transporte coletivo: entre 2002 e 2012, a proporção de usuários a optarem pelo deslocamento individual motorizado (táxis, motocicletas e carros particulares) aumentou de 25,8% para 28,5%, e a dos que usam o coletivo caiu de 74,2% para 71,5%.
 
— Comprei a moto devido ao trânsito e ao desconforto dos ônibus lotados. Durante um período de seis a sete anos, o trânsito ficou mais complicado para mim, muito em razão de obras. Antigamente, levava uns 15 minutos de viagem de ônibus até o trabalho. Hoje, levaria de 40 a 45 minutos, ou até mais, dependendo do que aconteça. Um acidente pode parar a cidade. De moto, levo dez minutos até chegar ao meu trabalho. Não vou mais em pé no ônibus — diz Márcio.
 
O sufoco de usuários dos serviços de transporte coletivo foi discutido, na quarta-feira, na primeira reunião do Conselho Municipal de Transporte, recém-criado pela prefeitura para buscar melhorias para a mobilidade urbana, após a onda de protestos iniciada em junho.
 
Os dados preliminares foram apresentados por técnicos do estado com base em dados de 19 cidades da Região Metropolitana (capital, Niterói e Baixada). O relatório final do PDTU só deve estar pronto em novembro.
 
O conselho tem 24 integrantes — metade são representantes do governo, e os demais, da sociedade civil. Mas, em suas cadeiras, não há sequer um representante de concessionárias responsáveis por serviços, como metrô e trens, exceto do Rio Ônibus.
 
A curva crescente de uso do transporte individual está enchendo as ruas de carros: em dez anos, são mais 660 mil viagens diárias em transporte individual. Destas, são 550 mil de carro e 110 mil em motocicletas — que parecem ter se consagrado como alternativa dos usuários para escapar dos engarrafamentos. No mesmo período, a população cresceu 9,3%.
 
Nem mesmo o acesso ao metrô, sempre considerado uma das melhores opções de transporte, tem sido capaz de garantir uma rotina menos desgastante. Com o passar dos anos e a falta de investimento em outros modais que complementassem o metrô, a qualidade do serviço também se deteriorou.
 
O advogado Victor Moura, de 44 anos, também comprou uma moto para ir de casa, na Tijuca, para o trabalho, no Centro, depois de anos usando o metrô. Agora que se mudou para a Barra é que não pensa mesmo em voltar a usar o transporte público. Quando chove ou precisa fazer compras, ele vai de carro.
 
— Antes eu usava o metrô, mas ele passou a ficar absurdamente lotado. Os furtos se tornaram frequentes. E a coisa só a piorou com a junção da Linha 2 — afirma o advogado.
 
Mais pobres perdem mais tempo no trânsito
A perda de tempo no trânsito é ainda maior entre os que têm menor poder aquisitivo. A população que ganha até dois salários mínimos reúne o maior percentual dos que perdem duas horas ou mais cada vez que saem de casa para ir ao trabalho, por exemplo.
 
Para os conselheiros, o crescimento maior do transporte individual foi favorecido pelo aumento do poder aquisitivo da população, aliado a políticas públicas, como a concessão de incentivos fiscais para montadoras de automóveis e o preço defasado da gasolina.
 
Em números absolutos, houve um aumento no total de passageiros que usa transportes coletivos. Os deslocamentos diários aumentaram de 9,3 milhões para 11 milhões. Juntos, metrô e trem representaram 87% desse aumento. A participação das vans caiu.
 
Os trabalhos do PDTU ainda não entraram na fase de propostas de indicadores a serem alcançados de metas de qualidade — consideradas fundamentais para mudar o quadro atual — e de iniciativas que estimulem o uso do transporte de massa:
 
— Medir a qualidade seria fundamental. O estudo não pode se limitar a dados matemáticos — disse o vice-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Pedro da Luz Moreira, que participou da reunião do conselho como representante da entidade.
 
Para a diretora do movimento Rio Como Vamos (RCV), Thereza Lobo, que também é conselheira, o estudo deveria propor parâmetros para melhorar a acessibilidade das estações de metrô e trens, levando em conta o fato de que a população está envelhecendo:
 
— O conjunto de informações é enorme. E exigirá reflexões sobre a melhoria do padrão de qualidade do transporte de massa.
 
Conselheiro, o engenheiro Fernando Mac Dowell observa que o conselho deve estar atento às diferenças na demanda pelos serviços:
 
— Outro grande problema é que o aumento da procura se dá de forma proporcional. No ramal de trens de Deodoro, houve um crescimento de 94% em detrimento das demais linhas.
 
Os técnicos do estado não quiseram comentar os dados do PDTU. O secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osorio, disse que a prefeitura já está investindo para estimular o uso do transporte público, com o BRT e o BRS, que, em 2016, passarão a responder por metade das quatro milhões de viagens diárias de ônibus na cidade do Rio.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Construção de túnel do BRT Transolímpica é iniciada no Rio

25/09/2013 - Portal 2014

Primeira etapa está ligada as obras de emboque; escavações começam em seguida


Linha terá 23 quilômetros e ligará instalações dos Jogos 2016 (crédito: Divulgação)
 
Iniciada em julho de 2012, as obras do BRT Transolímpica entraram numa importante fase nesta semana após o início da construção de um túnel no Maciço da Pedra Branca. 

De acordo com a prefeitura do Rio, a primeira etapa está ligada as obras de emboque, que é a parte principal de um túnel. Os trabalhos de contenção se concentram na entrada do maciço. Posteriormente, serão feitas as primeiras escavações --semelhante ao túnel da Grota Funda, que faz parte do corredor Transoeste.

O túnel do Maciço da Pedra Branca terá duas galerias centrais, além de um pedágio pouco antes de sua entrada. 

A Transolímpica vai fazer a ligação das principais instalações que receberão os Jogos Olímpicos de 2016, como a Vila dos Atletas e o Parque Olímpico. A via terá 23 quilômetros de extensão.

As obras estão oçadas em R$ 1,55 bilhão.O financiamento, por sua vez, será feito por meio de uma parceria com a iniciativa privada, que terá direito de exploração do corredor por 35 anos com a cobrança de pedágio, que será o mesmo cobrado na Linha Amarela. O término das obras está previsto para 2015.

As obras dos BRTs no Rio de Janeiro, que ainda incluem o Transcarioca, o Transoeste e o TranBrasil, fazem parte do projeto de mobilidade urbana da prefeitura para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

COMUNICADO

24/09/2013 - Agência Rio

Prefeitura inaugura corredor BRS Estácio – Tijuca nesta terça-feira
A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes
(SMTR) e da CET-Rio, inaugura, nesta terça-feira (24/9), o BRS Estácio -
Tijuca, na Zona Norte da cidade. O objetivo do corredor expresso é aumentar
o conforto e eficiência do sistema, além de reduzir o tempo de viagem
dos usuários. Durante a semana de testes operacionais, ajustes técnicos
como o tempo dos sinais foram realizados. O novo BRS Estácio - Tijuca
tem 3,5 quilômetros de extensão, começa na Rua João Paulo I, segue pela
Rua Doutor Satamini, Avenida Heitor Beltrão e pela Rua Conde de Bonfim
até Rua General Roca (Praça Saens Peña). Com a implantação do
corredor, a SMTR espera que haja redução de 20% no tempo de viagem
de ônibus.

A SMTR informa que, nesta primeira semana de implantação, serão feitos
trabalhos de orientação aos usuários e motoristas e a fiscalização
eletrônica começa a operar a partir do dia 1° de outubro. Em agosto, foi
inaugurado o trecho Largo da Carioca ao Estácio do BRS, com extensão
de três quilômetros, e, como resultado, o tempo de viagem por ônibus foi
reduzido em 23,1%, superando a meta inicial da prefeitura. Com o novo
BRS Estácio - Tijuca, a cidade do Rio possui 26,7 quilômetros de faixas
preferenciais de ônibus em funcionamento, que reorganizam o trânsito e
o transporte público. O trabalho é realizado em parceira com a Secretaria
de Conservação e Serviços Públicos, que realiza a sinalização horizontal,
correção e nivelamento de calçadas e meio-fio e recapeamento das vias
que não receberam o programa Asfalto Liso.

Mais informações:
Próximos BRS que serão implantados:
Corredor BRS 24 de Maio (Maracanã – Méier)
Rua 24 de Maio
Previsão de inauguração: 1ª semana de outubro
Extensão: 2,3km

Corredor BRS Marechal Rondon (Méier – Maracanã)
Rua Hermengarda
Avenida Marechal Rondon
Previsão de inauguração: última semana de outubro
Extensão: 3,9km

Corredor BRS Humaitá – Botafogo
Rua Humaitá (só com sinalização dos pontos, não tem corredor exclusivo)
Voluntários da Pátria
Praia de Botafogo
Previsão de inauguração: última semana de novembro
Extensão: 3,8km

Corredor BRS Botafogo – Humaitá
Praia de Botafogo
São Clemente
Rua Humaitá
Previsão de inauguração: fim de dezembro
Extensão: 3,8km

Implantado corredor BRS Estácio-Tijuca

24/09/2013 - O Globo

RIO - O secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osorio, fez uma avaliação positiva do comportamento dos motoristas nesta terça-feira, primeiro dia de implantação do BRS Estácio-Tijuca, na Zona Norte. Segundo o secretário, com a implantação do novo corredor, a expectativa é que haja uma redução de 20% no tempo de viagem dos ônibus e que haja pequena melhoria na viagem de carro.

Osorio informou que a exemplo dos outros BRS, nesta semana, serão feitos trabalhos de orientação aos usuários, e que a multa só começará a ser aplicada a partir o dia 1º de outubro.

Esse novo BRS com 3,5 quilômetros de extensão começa na Rua João Primeiro segue pela Doutor Satamini, Avenida Heitor Beltrão e pela Conde de Bonfim até a Sans Peña,
— Esse novo BRS é a continuação do trecho Carioca-Estácio, inaugurado em agosto. Com a implementação dos dois trechos serão 6,5 quilômetros. Em outubro, começaremos a implantação do BRS Estácio-Carioca, que seguirá peça Rua Frei Caneca, Túnel Martin Sá, Praça da Cruz Vermelha, Rua Henrique Valadares até a Avenida Chile.

Ainda em outubro, os próximo BRS implantados na cidade serão o Corredor BRS 24 de Maio (Maracanã-Méier) e o BRS Marechal Rondon (Méier-Maracanã), em Novembro


Osorio diz que motoristas estão respeitando o primeiro dia de implantação do BRS Estácio-Tijuca

24/09/2013 - O Globo

Novo corredor pretende reduzir tempo de viagem em 20%

SIMONE CANDIDA

Aviso indica o primeiro dia do funionamento do BRS Estácio-Tijuca Foto: Márcia Foletto / O   Globo
Aviso indica o primeiro dia do funionamento do BRS Estácio-Tijuca Foto: Márcia Foletto / O Globo

RIO - O secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osorio, fez uma avaliação positiva do comportamento dos motoristas nesta terça-feira, primeiro dia de implantação do BRS Estácio-Tijuca, na Zona Norte. Segundo o secretário, com a implantação do novo corredor, a expectativa é que haja uma redução de 20% no tempo de viagem dos ônibus e que haja pequena melhoria na viagem de carro.
Osorio informou que a exemplo dos outros BRS, nesta semana, serão feitos trabalhos de orientação aos usuários, e que a multa só começará a ser aplicada a partir o dia 1º de outubro.

Esse novo BRS com 3,5 quilômetros de extensão começa na Rua João Primeiro segue pela Doutor Satamini, Avenida Heitor Beltrão e passa pela Conde de Bonfim até a Sans Peña,
— Esse novo BRS é a continuação do trecho Carioca-Estácio, inaugurado em agosto. Com a implementação dos dois trechos serão 6,5 quilômetros. Em outubro, começaremos a implantação do BRS Estácio-Carioca, que seguirá peça Rua Frei Caneca, Túnel Martin Sá, Praça da Cruz Vermelha, Rua Henrique Valadares até a Avenida Chile.

Ainda em outubro, os próximo BRS implantados na cidade serão o Corredor BRS 24 de Maio (Maracanã-Méier) e o BRS Marechal Rondon (Méier-Maracanã), em Novembro.

Novo BRS que liga Estácio a Tijuca começa a funcionar nesta terça no Rio

24/09/2013 - G1 RJ

Mais um corredor expresso para os ônibus do Rio começa a funcionar nesta terça-feira (24): o BRS Estácio-Tijuca. Com 3,5 quilômetros de extensão, o novo BRS começa na Rua João Paulo I, seguindo pela Rua Doutor Satamini, Avenida Heitor Beltrão e pela Rua Conde de Bonfim até Rua General Roca (Praça Saens Peña). O novo BRS funcionará das 6h às 21h.

Nesta primeira semana, os motoristas não serão multados. As multas começam a ser aplicadas a partir de 1º de outubro, segundo a prefeitura.

A Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) espera que com a implementação do  BRS Estácio-Tijuca haja redução de 20% no tempo de viagem de ônibus na região.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Pico

20/09/2013 - O Globo

As obras do Transcarioca atingiram o pico de mão de obra. Estão com sete mil trabalhadores em 30 frentes de serviços, diz a Secretaria de Obras. O BRT, de R$ 1,6 bi, vai da Barra ao Galeão.

Casas no subúrbio

21/09/2013 - O Dia, Informe do Dia

A Prefeitura decidiu estimular a construção de residências no entorno de ferrovias e de novas vias expressas como a Transcarioca. As propostas que serão enviadas pela Secretaria de Urbanismo à Câmara Municipal querem facilitar, entre outros pontos, a criação de novas vilas de casas no subúrbio. Não haverá mudanças no gabarito dos prédios.

Os técnicos ressaltam que bairros e regiões como Madureira, Grande Irajá e Grande Méier contam com boa infraestrutura urbana (redes de água, luz e esgoto), o que facilita sua ocupação.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Justiça suspende novamente trabalhos da CPI dos Ônibus

16/09/2013 - O Globo

Desembargador diz que ainda há dúvida sobre a validade da composição da comissão

Vereador Eliomar Coelho, que renunciou, diz que pode voltar se membros mudarem e tudo começar do zero

RUBEN BERTA

 Polêmica. Manifestantes protestam em frente à Câmara contra a composição da CPI dos Ônibus Foto: O Globo / Marcelo Carnaval - 12/09/2013
Polêmica. Manifestantes protestam em frente à Câmara contra a composição da CPI dos Ônibus
Foto: O Globo / Marcelo Carnaval - 12/09/2013

RIO - Com duas sessões de audiências já realizadas, a CPI dos Ônibus da Câmara do Rio está novamente suspensa. A 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (segunda instância) aceitou nesta segunda-feira um recurso de um grupo de vereadores de oposição para interromper os trabalhos da comissão até que haja o efetivo julgamento de um agravo de instrumento ajuizado no caso. Em sua decisão, o relator, desembargador Agostinho Vieira, argumentou que é preciso esclarecer se a composição dos membros — havia apenas um da oposição, Eliomar Coelho (PSOL), que já se retirou — obedece a proporcionalidade da Casa.

"Penso que existe fundada dúvida sobre a validade da composição da CPI. Por isso, a continuidade de seus trabalhos pode ensejar a prática contraproducente de atos inúteis e fomentar o descrédito popular em relação ao parlamento. Pelo raciocínio adotado para a composição atual, se o requerimento fosse de iniciativa de representante da maioria, não haveria qualquer integrante da minoria. Obviamente, foge à razoabilidade que esse posicionamento prevaleça", disse o desembargador em sua decisão.

No dia 22 de agosto, a juíza da 5ª Vara de Fazenda Pública Roseli Nalin já havia suspendido pela primeira vez a CPI. A intenção foi interromper os trabalhos até que a presidência da Casa explicasse os critérios adotados na composição dos cinco membros. No dia 28, porém, após receber os argumentos, ela liberou a sequência das sessões: "A proporcionalidade aplicada no âmbito eleitoral e parlamentar tem critério próprio e diferenciado. Se a sua aplicação em algumas situações não enseja em resultado satisfatório, isto se deve pela composição da Casa e não poderá ser revista pelo Judiciário".

O ação na Justiça foi impetrada pela bancada do PSOL e pelos vereadores Teresa Bergher (PSDB) e Reimont (PT). Depois da decisão da juíza Roseli Nalin, Eliomar Coelho, vereador que propôs a criação da CPI, decidiu se retirar da comissão, cuja presidência vem sendo exercida por Chiquinho Brazão (PMDB). O mesmo aconteceu na sequência com Reimont, que naturalmente assumiria por ser o primeiro suplente. Com isso, a vaga ficou com o segundo suplente, Marcelo Queiroz. A composição atual, que tem ainda o relator Prof. Uóston (PMDB), Jorginho da SOS (PMDB) e Renato Moura (PTC) não possui nenhum membro que assinou o requerimento para a criação da CPI.

O vereador Eliomar Coelho disse que, se a composição for revista, os trabalhos começarão do zero e ele voltará a participar da comissão:

— O correto seria apenas dois membros do bloco do governo. E esperamos que essa composição se concretize. Essa CPI, do jeito que está, não fez nada até agora. O que ocorreu foi uma oportunidade de o Executivo fazer propaganda. Até agora, não sabemos pontos fundamentais como o fluxo financeiro, a cartelização.

As audiências na Câmara têm sido marcadas por polêmica. Na primeira, houve agressões e até um sapato foi arremessado das galerias na direção de Brazão.


 

Fonseca se renova a cada dia

15/08/2013 - O Fluminense, Lislane Rottas

Antigas e novas construções dividem espaço com diferentes tipos de serviços. Valorização do bairro, em dois anos, é de 20%. Um dos motivos pela popularização é a mobilidade.

Dividindo espaço com antigas e novas construções, o bairro do Fonseca, na Zona Norte de Niterói, conquista os moradores pela facilidade de locomoção e diversas opções de serviços. Segundo Thiago Athayde, gerente da Living Construtora, do grupo RJZ Cyrela, os imóveis tiveram um valorização de 20% em apenas dois anos.

Para Athayde, o mercado imobiliário da Zona Norte se torna um grande atrativo por conta da mobilidade.

"Acredito que o Corredor Metropolitano da Alameda São Boaventura - que foi construído em 2010 - foi um fator decisivo para a valorização dos imóveis. Isso é um  diferencial muito relevante na hora da compra de um imóvel", afirma.

Com o valor do metro quadrado variando entre R$ 3 mil e R$ 3,5 mil, um apartamento de dois quartos e com vaga na garagem pode custar em torno de R$ 200 mil. No entanto, quem não pretende comprar um imóvel pode optar pelo aluguel. 

"A locação também é bastante procurada por conta dos preços atraentes que o cliente encontra no bairro. Os imóveis que alugamos com muita frequência são os apartamentos que possuem dois quartos e vagas na garagem. Para esse número de cômodos, a locação pode custar entre R$ 900 a R$ 1,2 mil por mês", detalha Fábio Donizeti, gerente de locação do Grupo Imóveis.

Como uma grande oferta de imóveis residenciais instalados em condomínios, Thiago Athayde diz que o Fonseca está acompanhando o desenvolvimento do mercado. 

"A empresa resolveu investir no Nova Alameda para atender a demanda crescente por empreendimentos que ofereça uma infraestrutura completa. Decidimos apostar em um residencial que, além de boa localização, terá área de lazer com piscina, churrasqueira, playground, repouso/SPA, sauna, fitness e salão de festas", explica.

Ele informou, ainda, que existem unidades disponíveis a partir de R$ 213 mil.

"Nas opções de dois quartos oferecemos várias possibilidades de plantas e todas elas com varandas. O cliente pode optar pelo imóvel com terraço descoberto, escritório ou as duas opções juntas", observa.

Atrativos - Outro grande atrativo é o Horto Botânico do Fonseca, que além de servir para a prática de esportes, também pode ser uma opção de lazer. A universitária Andrea Santos de 32 anos, mora há 16 no bairro e diz que recomendaria o Fonseca para qualquer pessoa morar.

"Aqui tenho acesso fácil tanto para outras regiões de Niterói quanto para o Rio de Janeiro e São Gonçalo. Sem contar na variedade de bancos e supermercados que o bairro tem. Isso é muito bom, não pretendo me mudar daqui nunca", ressalta.

A universitária destaca que o bairro precisa de algumas melhorias que são essenciais para manter a tranquilidade do local

"Acho importante aumentar a iluminação pública, especialmente nas ruas secundárias", sugere.

A professora Glaucia Castro Oliveira conta que mudou há pouco mais de três meses para o Fonseca e já está apaixonada pelo local.

"Vim morar aqui porque recebi uma casa de herança. A princípio estava meio receosa porque estava muito acostumada a morar no Rio de Janeiro. Agora já me adaptei e não querer sair daqui", conta a professora. 

Novos negócios - Bruno Serpa Pinto, diretor-superintendente da Brasil Brokers em Niterói, conta que Fonseca vai ganhar o primeiro empreendimento comercial, o Opportune Office com estrutura para todo o tipo de negócios.

"Vamos ter salas a partir de 20 metros quadrados  com vaga de garagem e lojas de 31 a 76 metros quadrados, todas de frente para a rua. A maioria das 296 unidades disponíveis para  venda já foram compradas. No entanto, ainda temos salas a partir de R$ 150 mil. O local, que já segue valorizado, vai ficar ainda mais por conta desse empreendimento. Não só por estar localizado em uma região privilegiada e também por gerar novas oportunidades de negócios no setor empresarial", afirma. 

domingo, 15 de setembro de 2013

Novos modelos de ônibus já entraram em circulação no município de Niterói

12/11/2013 - O Fluminense

Ciro Cavalcante

Modelos são rebaixados e nas cores verde e vermelha. Foto: Júlio Silva
Dez novos modelos contam com piso semi-baixo, ar-condicionado e equipamento de GPS. Cinquenta novos veículos deverão entrar em circulação no município a cada doze meses

Desde que entrou em vigor a nova concessão para operação do sistema de transporte público na cidade, em agosto deste ano, 10 novos veículos já entraram em circulação, conforme informações divulgadas pela Prefeitura de Niterói. O consórcio, que reúne as empresas TransNit e TransOceânico, tem como prazo estabelecido para colocar em circulação pelas ruas do município o quantitativo de 50 novos ônibus a cada doze meses, a partir do contrato firmado. 

Os novos modelos possuem piso semibaixo e ar-condicionado e o mesmo padrão externo de cores. Segundo a resolução, a entrada de passageiros será pela porta dianteira e saída pelas demais. Além disso, haverá mais investimento em segurança com a adoção de equipamentos de GPS, que será monitorado pelo Centro de Controle Operacional (CCO), e de câmeras de vídeo no interior e na parte frontal do veículo.

A partir deste contrato, a atuação dos consórcios será por área de operação e não mais por linhas, e assim as áreas da cidade não atendidas poderão ser beneficiadas com novos itinerários.

Para organizar, o consórcio também estabeleceu critérios para padrões de layout externo dos veículos, que já começaram a circular no município. Os ônibus da antiga frota que serão mantidos em circulação estão sendo repintados gradativamente com as novas cores, vermelho ou verde, conforme as áreas operadas pelos respectivos consórcios.

Área-  Os ônibus de cor vermelha, do TransNit, abrangem as áreas da Ilha da Conceição, Barreto, Ponta D'Areia, Engenhoca, Santana, São Lourenço, Tenente Jardim, Fonseca, Fátima, Caramujo, Baldeador, Santa Bárbara e Pé Pequeno.

Já os de cor verde, do Consórcio Transoceânica, são responsáveis pelo transporte em São Francisco, Cachoeira, Viradouro, Ititioca, Largo da Batalha, Sapê, Badu, Matapaca, Maria Paula, Vila Progresso, Cantagalo, Maceió, Muriqui, Cafubá, Charitas, Jurujuba, Jardim Imbuí, Piratininga, Jacaré, Rio do Ouro, Serra Grande, Santo Antônio, Camboinhas, Maravista, Itaipu, Itacoatiara, Engenho do Mato, Várzea das Moças e Viçoso Jardim. Os ônibus terão interligação em Icaraí.

Ônibus a hidrogênio pode ser alternativa para reduzir poluição

14/09/2013 - O Globo

Modelo da Coppe substitui veículo tradicional, mas não será usado na Copa

EMANUEL ALENCAR

 Paulo Emilio de Miranda da Coppe com o ônibus a hidrogênio Foto: Ana Branco / Agência O Globo
Paulo Emilio de Miranda da Coppe com o ônibus a hidrogênio
Foto: Ana Branco / Agência O Globo

RIO - Diariamente, 17 mil ônibus circulam pela Região Metropolitana do Rio. No fim deste ano, esses barulhentos veículos terão emitido nada menos do que 1,7 milhão de toneladas de carbono na atmosfera. O que significa mais poluição e mais gastos em saúde. Embora já exista tecnologia alternativa, as discussões sobre a necessidade de "limpar" a matriz energética do transporte no Rio não avançam. Apresentado há um ano na Rio+20, o ônibus movido a hidrogênio e energia elétrica do Laboratório de Hidrogênio da Coppe/UFRJ continua na garagem da Ilha do Fundão. Não dá mais tempo de os cariocas pegarem carona na nova tecnologia para a Copa, conforme chegou a ser anunciado pela Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio (Fetranspor-RJ).

Para o coordenador do Laboratório de Hidrogênio da Coppe, Paulo Emílio de Miranda, há sim a possibilidade de o Rio substituir a frota movida a diesel por tecnologia 100% nacional. Mas ele observa que há ainda muita resistência dos empresários, que se assustam com alto custo inicial do novo modelo. Há ainda outras barreiras, como o desenvolvimento de estações de abastecimento de hidrogênio e a qualificação de mão de obra.

Especialistas defendem energia limpa, mas divergem sobre modelos

O protótipo da Coppe/UFRJ roda com hidrogênio, energia elétrica e com um processo que transforma a energia cinética — a do movimento — em elétrica. Silencioso, o ônibus tem 90% de eficiência energética. Isso significa que quase toda a energia fornecida é aproveitada. Nos veículos movidos a diesel, a eficiência cai para 20%, segundo a Coppe.

— É plenamente possível a gente avançar para a era do hidrogênio. Isso é inclusive inexorável. Ao longo dos séculos, da queima da madeira ao uso do gás natural, temos visto uma redução significativa de dióxido de carbono e um avanço do teor de hidrogênio das fontes de energia. Se o Rio trocasse toda a sua frota de ônibus, haveria uma economia de R$ 600 milhões por ano em saúde pública — afirma Miranda.

Para o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osorio, apenas uma articulação nacional será capaz de limpar a matriz energética do setor. De acordo com o secretário, o maior desafio é a viabilidade econômica dos novos modelos movidos a energia limpa.

— Sem escala de produção, não será viável. É necessário que os grandes fabricantes tenham incentivos. A aversão a custos e a letargia são naturais dos operadores dos sistemas. Em todo o mundo, os processos de mudanças de paradigmas são liderados pelo poder público com pressão da sociedade — diz Osorio.

Perguntado se a prefeitura não teria desperdiçado uma chance de avançar em sustentabilidade ao adotar velhos ônibus a diesel nos corredores expressos, Osorio disse que o governo estuda importar veículos híbridos (eletricidade e biodiesel) da Suécia e Alemanha. Destacou que os quatro BRTs que estarão em funcionamento, nos próximos três anos, vão significar a retirada de 2.500 veículos de uma frota de 9 mil ônibus da capital:

— O sistema BRT, por si só, vai nos ajudar nas metas de redução de emissão de gases.
O descompasso entre o avanço da tecnologia e a aplicação dela no Brasil também incomoda Suzana Kahn, subsecretária de Economia Verde da Secretaria estadual do Ambiente:

— No Brasil, não temos tradição de pegar a pesquisa e torná-la comercial. A logística do hidrogênio é cara, mesmo na Europa. Mas há alternativas, como o uso da biomassa da energia elétrica. O governo investe na pesquisa científica, mas na hora de desenvolver patentes não avança.

A deputada estadual Aspásia Camargo (PV-RJ) lembra que o desenvolvimento de uma economia do hidrogênio abre espaço para avanços inimagináveis:

— A Alemanha instituiu um circuito de ônibus a hidrogênio. É tecnologia de ponta


sábado, 14 de setembro de 2013

São Gonçalo prepara sua nova matriz de transportes

13/09/2013 - O Fluminense

Paula Valviesse 

Projeto de Mobilidade Urbana do Executivo, contempla o corredor exclusivo de ônibus de alta capacidade e a construção de uma ciclovia e de uma faixa seletiva

O prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim, esteve nesta sexta-feira na Rua Jayme Figueiredo, um dos locais por onde irá passar o BRT (Bus Rapid Transit) para apresentar o Projeto de Mobilidade Urbana do Executivo, que contempla o corredor exclusivo de ônibus de alta capacidade e a construção de uma ciclovia e de uma faixa seletiva. Com o anúncio da liberação de recursos feito pela presidente Dilma Rousseff na cerimônia de apresentação da Linha 3 do Metrô, realizada na última quarta-feira, o Executivo agora aguarda a liberação da verba para dar seguimento à licitação do projeto que, segundo o prefeito, deve sair dentro de 60 dias.

O BRT interligará os Bairros do Gradim até Santa Izabel, passando por Vila Lage. Já a ciclovia e a faixa seletiva correrá paralela ao percurso da Linha 3 do Metrô, sendo implantadas de Neves até a divisa com Itaboraí, pelo domínio da antiga linha férrea. 

Orçado em R$ 310 milhões, sendo R$ 210 milhões para a implantação do BRT e R$ 95 milhões para a ciclovia e a faixa seletiva, e com trajeto previsto de 20,715 quilômetros, com onze estações de embarque e desembarque, o projeto tem como fonte de recurso a União. Segundo Neilton Mulim, foi feita a solicitação de que fossem destinados para o município cerca de R$ 9 milhões do Orçamento Geral da União (OGU).

Foto Júlio Silva
Prefeito fala sobre as obras da Linha 3 do Metrô.   Foto: Júlio Silva
"Nós vamos usar algo em torno de R$ 9 milhões do OGU, o que foi pleiteado junto ao ministro das Cidades, Aguinaldo Velloso Borges Ribeiro, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior", explica o prefeito.

Segundo Neilton, o projeto de mobilidade Urbana foi apresentado a cerca de um mês, em uma visita a Brasília, sendo uma obra complementar a da Linha 3, já que irá integrar a rede de transporte coletivo e o próprio metrô. Com a presença dos secretários de Planejamento e Projetos Especiais, Arthur  Belmont, de Infraestrutura, Antonio José Sobrinho e de Transportes, Daelson Viana, o projeto foi explanado ontem durante uma coletiva, destacando que não há contrapartida da prefeitura e que a execução dessas obras marcam um novo momento para o município.

"A gente minimiza dessa maneira o problema da mobilidade urbana, humaniza o sistema e dá mais velocidade e, sobretudo, a gente aquece a economia da região. A Linha 3, o BRT e a ciclovia resolvem em 80% a questão da mobilidade urbana em São Gonçalo".

De acordo com a capacidade de transporte do BRT de 270 pessoas por veículo, a prefeitura divulgou que o corredor exclusivo irá atender uma demanda de 12 mil passageiros por hora/sentido, totalizando cerca de 200 mil pessoas por dia. Sendo calculado ainda uma diminuição em uma hora no tempo do percurso, que antes era de 1h40min. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Prefeitura cria nova linha de ônibus que liga a Tijuca à Barra pelo Alto da Vista

12/09/2013 - Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes, implanta nesta quinta-feira, 12/09, a linha experimental (LECD 6 - Praça Afonso Pena x Barra da Tijuca) que vai atender os usuários na ligação entre a Tijuca, na Zona Norte, e Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade.


A linha experimental, integrante do consórcio Transcarioca, vai partir da Rua Afonso Pena (Praça Castilho França), próximo à Estação do Metrô Afonso Pena e percorrerá o seguinte itinerário: Rua Doutor Satamini – Avenida Heitor Beltrão – Praça Saens Pena – Rua Conde de Bonfim – Avenida Edson Passos – Estrada das Furnas – Estrada da Barra da Tijuca – Ponte Nova - Ponte Velha – Estrada da Barra da Tijuca – Praça Desembargador Araújo Jorge – Rua Einstein – Avenida Vitor Konder – Estrada da Barra da Tijuca – Estrada das Furnas – Praça Afonso Viseu – Avenida Edson Passos – Rua Conde de Bonfim – Praça Saens Pena – Rua Conde de Bonfim – Largo da Segunda-Feira – Rua Haddock Lobo – Rua Professor Gabizo – Rua Silva Ramos – Rua Gonçalves Crespo – Rua Afonso Pena (Praça Castilhos França).

Os passageiros poderão fazer a integração com o Bilhete Único Carioca (BUC) e a nova linha será analisada e monitorada pela SMTR por 60 dias, prorrogáveis por mais 60 dias. Após avaliação dos técnicos da secretaria será decidido se a linha passará a ser regular ou não.



http://www.rio.rj.gov.br/web/guest/e...udo?id=4369434


Este trajeto é exatamente o feito pelas vans que param na passarela da Barra.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Dilma anuncia liberação de verba para projeto da Linha 3 do metrô

11/09/2013 - O Globo

Custo total é de R$ 2,5 bilhões, sendo 41% provenientes da União
Linha terá 22 km de extensão e vai ligar Niterói a São Gonçalo

LUIZ ERNESTO MAGALHÃES 

 Pezão, Dilma e Cabral no anúncio de liberação da verba para a Linha 3 do metrô Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Pezão, Dilma e Cabral no anúncio de liberação da verba para a Linha 3 do metrô Gabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO — A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira a liberação de recursos para a implantação da Linha 3 do metrô, que vai ligar Niterói a São Gonçalo, na Região Metropolitana no Rio. O custo total estimado do projeto é de R$ 2,5 bilhões, dos quais 41% vêm do orçamento geral da União. Os outros 59% serão proveninentes de financiamento captados do governo do estado. O projeto prevê a implantação de um sistema de monotrilhos com 22 quilômetros de extensão e 14 estações, entre a Praça Arariboia, em Niterói, e Guaxindiba, em São Gonçalo.

A previsão é de que a obra tenha duas etapas. Apesar da espera de mais de uma década pelo metrô, a primeira fase, ligando o Barreto a Alcântara, só deve entrar em operação em junho de 2015. O trecho completo, no entanto, está previso para março de 2016.

Antes de discursar, Dilma parabenizou São Gonçalo, que completa 123 anos, e mandou beijos e corações para a plateia. Do lado de fora, dezenas de pessoas fizeram uma manifestação cobrando investimentos em saúde e assistência social.

— Essa obra vai melhorar a qualidade de vida de 1,8 milhão de pessoas — ressaltou Dilma.
A operação da linha 3 ficará com a iniciativa privada. A licitação das obras e da concessão está prevista para ocorrer no último bimestre deste ano. O valor estimado da tarifa ainda está sendo definido, pois depende da conclusão do estudo de modelagem do projeto, que fica pronto no dia 15 de outubro.

No discurso, Dilma disse ainda que o governo federal vai financiar um sistema viário e uma ciclovia paralelos ao monotrilho, além de financiar 20 quilômetros de corredores de ônibus:

— E não vai ser só em São Gonçalo. Em Duque de Caxias, nós vamos financiar um BRT, Gramacho-Imbariê, e um VLT. Em Nova Iguaçu, nós vamos financiar dois corredores de ônibus, entre eles, a continuidade da via Light. E também na capital, vamos colocar recursos para dois BRTs — afirmou Dilma.

O evento ocorreu no Clube Esportivo Mauá, em São Gonçalo. Do lado de fora, um grupo de dez manifestantes reclamava da probibição do uso de máscaras em atos públicos, aprovada pela Assembleia Legislativa do estado do Rio (Alerj) na terça-feira. Os ativistas defendiam ainda o fim do voto secreto no Congresso.

Na cerimônia, o governador Sérgio Cabral foi vaiado por servidores públicos de São Gonçalo e de municípios vizinhos. O mais vaiado, porém, foi o ex-secretário de Obras de São Gonçalo e atual deputado estadual, Márcio Panisset (PDT-RJ). Irritado com as vaias, Cabral reclamou ao prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim (PR-RJ), e pediu mais educação.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

MP vai investigar desapropriações desnecessárias por BRT no Rio

10/09/2013 - Terra

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPE-RJ) irá investigar denúncia de que áreas desapropriadas pela prefeitura no Recreio dos Bandeirantes para a construção do corredor do Bus Rapid Transit, o transporte rápido por ônibus, BRT Transoeste, ficaram ociosas depois das obras. De acordo com a assessoria do órgão, o caso será distribuído para uma das oito promotorias de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania e terá um promotor designado para atuar no caso nos próximos dias.

Na semana passada, o Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas levou entidades de defesa dos direitos humanos para uma visita ao local, na zona oeste. A assessora de Direitos Humanos da Anistia Internacional no Brasil, Renata Neder, que acompanhou a visita, lembra que a instituição monitora o caso desde que abriu o escritório no país, no fim do ano passado. Para ela, a forma como ocorreram as remoções na Vila Recreio 2, Vila Harmonia e Restinga incorreram em várias violações.

'Primeiro a falta de notificação e a falta de acesso à informação. Depois, a falta de alternativas adequadas oferecidas para essas famílias, o reassentamento proposto foi em áreas muito distantes, o valor da indenização muito baixo, moradores relatam R$ 5 mil, R$ 8 mil, com isso você não consegue nem ir para outra comunidade na região. E dois anos depois, quando você revisita essas áreas, a gente encontra uma coisa muito grave, que é o fato de que a área da Vila Harmonia e da Vila Recreio 2 não foram usadas pela Transoeste'.

De acordo com ela, a prefeitura diz, desde 2009, que 19 mil famílias foram removidas. Para a assessora, se houve violações na construção da Transoeste, os demais casos de remoções na cidade também precisam ser investigados. 'A gente vê como muito positiva essa manifestação de que o Ministério Público vai investigar essas remoções. Agora, considerando a quantidade de remoções que estão acontecendo na cidade, é muito importante que todas elas sejam monitoradas'.

Entre as grandes obras de mobilidade urbana previstas na cidade estão os corredores de BRT Transcarioca, com 39 quilômetros, que vai ligar a Barra da Tijuca, na zona oeste, à Ilha do Governador, na zona norte, onde fica o Aeroporto Internacional do Galeão/Antonio Carlos Jobim; a Transolímpica, com 23 quilômetros da Barra da Tijuca a Deodoro, na zona oeste, os dois principais locais de competição das Olimpíadas 2016; e a Transbrasil, com 32 quilômetros, que vai de Deodoro ao Aeroporto Santos Dumont, no centro, pela Avenida Brasil.

A Anistia Internacional está concluindo um relatório sobre as remoções no Rio de Janeiro, com foco nos casos da Transoeste, da Providência e da Vila Autódromo e recomendações para a prefeitura, que deve ser apresentado no fim do mês. 'Ao olhar para o caso da Transoeste, que mude o procedimento pelo qual a prefeitura vem implementando obras e vem deslocando famílias em toda a cidade', diz Renata.

O vereador Renato Cinco (PSOL), membro da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Municipal do Rio, informa que foi marcada para o dia 27 deste mês uma audiência pública para discutir a questão. 'Nós vamos convocar o secretário municipal de Obras e o secretário municipal de Assistência Social para discutir com a prefeitura nessa audiência. Essa situação demostra que a Copa do Mundo e as Olimpíadas estão sendo usadas de pretexto. Ficou claro que o objetivo dessa remoção não era a construção da Transoeste. Me parece que elas só fazem sentido se daqui a pouco subirem empreendimentos imobiliários na área'.

No último dia 5, a Secretaria Municipal de Obras informou que apenas executou a obra do BRT Transoeste, não sendo responsável pelo projeto, remoções ou terrenos. A Secretaria Municipal de Habitação enviou nota, na semana passada, em que diz conduzir os processos de reassentamento de forma democrática e com respeito aos direitos de cada família.

'O próprio decreto municipal que trata dos reassentamentos estabelece todos os procedimentos obrigatórios para reassentar uma família. Isso implica avisá-las com antecedência, esclarecer sobre a natureza e a importância do reassentamento, sempre motivado por interesse público mais amplo. Além de receber as informações, as famílias são recebidas individualmente na própria Secretaria Municipal de Habitação e informadas sobre o valor de suas benfeitorias e as alternativas para reassentamento', diz a nota.

De acordo com a Secretaria de Habitação, 20 famílias da Vila Recreio 2 foram reassentadas, 67 da Vila Harmonia e 69 da Restinga, 'que optaram entre um imóvel do Programa Minha Casa, Minha Vida ou indenização'. O órgão também informou que não é responsável pelo projeto do BRT ou pelos terrenos que ficaram vazios.

A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos informa, na quinta-feira passada (5), que os terrenos que ficaram vazios foram 'de grande importância para a implantação do corredor expresso' da Transoeste. Em nota, a secretaria diz que parte do terreno da Vila Harmonia 'foi cedido para a implantação da sede da 18ª Gerência de Conservação. No local, funciona a sede administrativa, com vestiários para os funcionários, almoxarifado e refeitório'. Porém, a secretaria destaca que 'não faz uso de demais áreas dos outros terrenos'.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Conselho Municipal de Transportes faz primeira reunião no Rio para discutir mobilidade urbana

05/09/2013 - Agência Brasil

Rio de Janeiro - O prefeito Eduardo Paes se reuniu ontem com representantes do poder público e da sociedade civil no Palácio da Cidade para a primeira reunião do Conselho Municipal de Transportes. Foram apresentados aos conselheiros o panorama da situação dos transportes públicos na cidade, além de definir o cronograma de trabalho. O objetivo é implementar um projeto de planejamento e de mobilidade urbana no município do Rio.

Na reunião, foi discutida o transporte público e melhorar a implantação de projetos como BRTs (bus rapid transit), o sistema de ônibus rápido que liga a Barra da Tijuca à Santa Cruz, na zona oeste da cidade; BRS (bus rapid system), sistema de ônibus rápido que liga o Largo da Carioca ao Estácio; e o VLT (sistema de veículo leve sobre trilhos).

De acordo com Paes, estão sendo feitas ações para melhorar o sistema de ônibus da cidade. "Isso faz parte de um pacote que nós anunciamos há dois meses quando houve as manifestações por mais mobilidade. O processo é um espaço de discussão com diversos autores da sociedade civil e é um espaço de esclarecimento e transparência para colher sugestões. Hoje apresentamos o nosso plano de mobilidade e são 150 quilômetros de BRT, os BRS que nós estamos fazendo, os VLT do centro, mostrando um pouco dos investimentos em mobilidade. Também estamos abrindo um pouco a questão das concessões, de como elas funcionam, como são definidos os preços e esclarecendo e estabelecendo as regras de como vamos trabalhar", explicou.

Segundo o prefeito, é fundamental ter todos os sistemas de transporte funcionando bem e o BRT terá uma frota maior para melhorar o acesso da população da zona oeste da cidade ao transporte público. "Sem dúvida é fundamental ter o sistema de trens e metrô funcionando bem, até porque os BRTs estão buscando cobrir as áreas onde tem menor atendimento de trens e metrô. Nós vamos ampliar e determinar que os consórcios que operam o BRT coloquem imediatamente mais ônibus. A estação do Magarça, em Campo Grande, é o nosso maior problema, pois de lá saem menos linhas, mas já foram feitos ajustes hoje e nós vamos buscar cada vez mais melhorar o sistema", diz Paes.

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio (Crea-RJ), Agostinho Guerreiro, destacou o papel da entidade na questão da mobilidade urbana. "Nós temos ao longo dos últimos anos levantado essa questão da mobilidade urbana como um dos problemas graves da cidade do Rio de Janeiro e temos procurado, por meio de estudos e documentos entregues diretamente ao prefeito, dar sugestões para melhorar", disse Agostinho.

O secretário municipal de Transporte, Carlos Roberto Osório, disse que ficou definido que a prioridade a ser tratada pelo conselho é o transporte público do Rio de Janeiro com três vetores: integração física entre os modais, integração tarifária e avaliação da qualidade do serviço. Ele diz que a participação da sociedade civil enriquece o conselho, pois aponta os problemas e ajuda a encaminhar soluções.

"A mobilidade urbana é o grande desafio das cidades no século 21. Ela está diretamente ligada à qualidade de vida, a competitividade das cidades. Para o Rio de Janeiro solucionar o desafio da mobilidade urbana, é vital para que nós sigamos com força no crescimento da cidade. Hoje nós apresentamos como está o sistema de transporte da cidade neste momento e também fazer um histórico dos últimos 60, 70 anos de desenvolvimento do transporte. A partir de agora, com a participação dos conselheiros, nós teremos a oportunidade de avaliar a situação, definir metas e principalmente buscar soluções", explicou Osório.