quarta-feira, 25 de abril de 2012

Licitação para as obras do BRT Transolímpica é concluída

20/04/2012 - Portal 2014

Consórcio formado pela CCR, Odebrecht e Invepar venceu o leilão com a oferta de R$ 57,97 milhões

Linha Transolímpica ligará ligará os bairros da Barra e Deodorod (crédito: Divulgação)

O processo de licitação para as obras do BRT Transolímpica chegou ao final nesta quinta-feira (19) depois de sete meses da publicação do edital. O consórcio formado pela CCR, Odebrecht e Invepar venceu o leilão com a oferta de R$ 57,97 milhões. A linha está orçada em R$ 1,6 bilhão.

A Transolímpica terá 23 km de extensão e ligará os bairros da Barra da Tijuca a Deodoro. A obra deve durar até 40 meses. Operada em parceria com a iniciativa privada, terá cobrança de pedágio no valor de R$ 4,30. O contrato tem duração de 35 anos e, durante esse período, a concessionária será responsável pela conservação, manutenção e operação do empreendimento.

No total, serão seis faixas de avenidas, três em cada sentido -- duas faixas serão usadas pelos BRTs.  Além dos 13 quilômetros de avenidas, o consórcio irá construir um túnel de 1,58 quilômetro de extensão e 28 pontes e viadutos.

As obras dos BRTs no Rio de Janeiro, que ainda incluem o Transcarioca, o Transoeste e o Transbrasil, fazem parte do projeto de mobilidade urbana da prefeitura para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.

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terça-feira, 24 de abril de 2012

CCR, Odebrecht e Invepar investirão R$ 1,6 bilhão na construção da Transolímpica no RJ

20/04/2012 - Transporta Brasil

Construtoras que formam o Consórcio Rio Olímpico realizarão as obras da via, que fará a ligação expressa entre os Centros Olímpicos da Barra da Tijuca e de Deodoro. Esta será a segunda via municipal pedagiada do Rio, com o valor da tarifa estimado em R$ 4,70

Silas Colombo

O consórcio Rio Olímpico, formado pelas construtoras Invepar, Odebrecht TransPort e CCR, venceu com uma oferta de R$ 57,97 milhões pela outorga a licitação realizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro para implantação e operação do Corredor Expresso Transolímpica. A via, que receberá investimento de cerca de R$ 1,6 Bilhões, terá 13 km de extensão, ligará as regiões da Avenida Brasil, em Magalhães Bastos, à Avenida Salvador Allende, em Jacarepaguá.


Dentro do programa de obras, que se iniciam em junho deste ano, estão previstas a construção de 13 km de pistas, com 3 faixas por sentido sendo duas para veículos e uma exclusiva para o BRT (Bus Rapid Transit),  a construção de um túnel de 1,53 km de extensão e 48 pontes e viadutos. A Transolímpica será a segunda via municipal pedagiada do Rio e o valor da tarifa será o mesmo da Linha Amarela R$ 4,70.

O Corredor Expresso fará a conexão direta entre os Centros Olímpicos da Barra da Tijuca e de Deodoro. A obra está prevista no Plano Olímpico da Rio 2016 e demonstra o importante impacto que sediar grandes eventos internacionais pode trazer para os investimentos de infraestrutura.

A Transolímpica será construída para garantir maior fluidez no trânsito, principalmente durante os eventos olímpicos, e também facilitar o transporte dos moradores do entorno, além de contribuir para desenvolver economicamente a região oeste da cidade.

O contrato tem duração de 35 anos e, durante esse período, o grupo vencedor será responsável pela conservação, manutenção e operação do Corredor Expresso Transolímpica.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Prefeitura do Rio inicia obra em viaduto ligado ao BRT Transcarioca

16/04/2012 - Portal 2014

Intervenção orçada em R$ 19,7 milhões deve durar dez meses e vai ajudar na implantação do modal


Viaduto em Madureira: ampliação também ocorrerá na Penha (crédito: Divulgação)

A prefeitura do Rio de Janeiro iniciou nesta terça-feira (17) a ampliação do viaduto João XXIII, que liga as avenidas Brás de Pina e Lobo Júnior, na Penha, na zona norte da capital fluminense.

A intervenção, orçada em R$ 19,7 milhões, faz parte do processo de implantação do BRT Transcarioca e deve durar dez meses.

Segundo a Secretaria Municipal de Obras (SMO), ocorrerá uma duplicação no local, com o objetivo de melhorar o tráfego para a incorporação do modal. O início dos trabalhos vão começar pela avenida Brás de Pina, onde serão colocadas estacas raiz, na fase de fundação.

"O viaduto da Penha vai ganhar uma estrutura vizinha, de igual porte", disse Alexandre Pinto, secretário municipal de Obras. Hoje, a ponte de 440 metros de extensão tem apenas uma faixa para descer e outra para subir, com oito metros de largura no total. Após a obra, cada lado da pista terá mais uma faixa.  

A conclusão total da linha Transcarioca, que ligará a Barra da Tijuca ao aeroporto do Galeão, ocorrerá em dezembro de 2013. No final de maio, a prefeitura vai entregar duas intervenções que fazem parte da primeira etapa da obra: o mergulhão do Campinho e o viaduto Negrão de Lima, em Madureira.

No momento, na avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca,  mais dois mergulhões, uma ponte estaiada e um terminal de ônibus também estão em construção.

O BRT Transcarioca terá 39 quilômetros e atravessará 12 bairros (Curicica, Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Penha, Ramos e Olaria). Com custo total de R$ 1,5 bilhão, a linha terá 45 estações e três terminais, com capacidade para transportar até 400 mil passageiros por dia.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Corredor expresso da mudança

08/04/2012 - O Globo, Isabela Bastos

Com 37km, Transbrasil terá mergulhão no Aterro e estação em cima do Canal do Mangue

Uma obra bilionária, com 29 estações, quatro terminais rodoviários, oito novos viadutos e ampliações em 11 pontes. O BRT Transbrasil - corredor expresso de ônibus entre Deodoro e o Aeroporto Santos Dumont - terá ainda um mergulhão no Aterro do Flamengo e uma estação cobrindo um trecho do Canal do Mangue. Cortando as principais avenidas de acesso ao Centro, o corredor, que a prefeitura espera colocar em operação até dezembro de 2015, terá 37km. A um custo de R$ 1,3 bilhão, provocará pelo caminho mudanças significativas na rotina de passageiros e motoristas, reordenando e extinguindo linhas de ônibus, incentivando a baldeação e mudando até o lado pelo qual os cariocas embarcam nos coletivos: será pelo esquerdo, em vez do direito.
O trajeto definitivo, ao qual O GLOBO teve acesso, foi escolhido em março. Incluído no pacote de investimentos das Olimpíadas de 2016, o corredor partirá de Deodoro e passará pelas pistas centrais das avenidas Brasil, Francisco Bicalho e Presidente Vargas. Já no Centro, o trajeto seguirá pela Rua Primeiro de Março e pela Avenida Presidente Antônio Carlos, chegando ao Santos Dumont.
Pelo menos três grandes intervenções na paisagem são esperadas com o Transbrasil. Segundo o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, na Avenida Francisco Bicalho dois trechos do Canal do Mangue serão cobertos por lajes de concreto. A maior delas, de 550 metros de extensão, será usada na implantação da estação Gasômetro e de faixas do BRT. O canal também será tampado nas imediações do Viaduto dos Marinheiros e da sede da prefeitura, onde serão implantadas mais pistas. No fim da Antônio Carlos, será construído um mergulhão de 400 metros de extensão, passando debaixo das pistas das avenidas Beira-Mar e General Justo, para alcançar o aeroporto. Cheia de prédios históricos, a Primeiro de Março será transformada em via de mão dupla. Das três faixas atuais, duas serão destinadas ao BRT.
BRT: 900 mil pessoas por dia

Com o objetivo de reorganizar a chegada dos ônibus ao Centro, o Transbrasil terá quatro terminais. Três deles formarão um cinturão na Avenida Brasil, onde passageiros oriundos de linhas municipais da Zona Oeste e intermunicipais das baixadas Fluminense e Litorânea (que inclui cidades como Maricá, Rio Bonito e Araruama) farão baldeação para o BRT. A previsão é que o corredor transporte cerca de 900 mil pessoas por dia, em ônibus articulados. A meta é diminuir a quantidade de ônibus comuns em circulação. Um estudo encomendado pela prefeitura apontou que, nesse eixo, rodam 2.042 ônibus por hora. Os passageiros poderão usar o bilhete único nas baldeações.

- Não teremos mais linhas diretas dos bairros para o Centro pela Avenida Brasil. Elas serão encurtadas e servirão para levar os passageiros aos pontos nas pistas laterais da avenida, de onde as pessoas poderão chegar às estações do BRT por passarelas. O embarque nos ônibus articulados do corredor será feito pelo lado esquerdo dos veículos - explica o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão.

O maior dos terminais, em Deodoro, será usado ainda na integração do Transbrasil com o corredor Transolímpico (Barra- Deodoro) e com a estação da SuperVia no bairro. Outros dois terminais serão construídos nos trevos das Margaridas e das Missões, respectivamente nos entroncamentos da Avenida Brasil com as rodovias Presidente Dutra e Washington Luís. O último terminal ficará num terreno ao lado do Santos Dumont.
Implantados há poucos meses, o último deles em março, os corredores Bus Rapid Service (BRS) da Presidente Vargas, Primeiro de Março e Presidente Antônio Carlos serão substituídos pelo BRT. Segundo o secretário de Transportes, o BRS é uma solução provisória, que prepara o terreno para a implantação do corredor exclusivo, condicionando os motoristas à nova rotina. Mas, diferentemente dos tachões e faixas que delimitam hoje o espaço dos ônibus no BRS, o BRT terá muretas isolando o corredor.

- No BRT circularão apenas os ônibus articulados. É esperada uma queda grande na quantidade de coletivos no Centro. Os ônibus remanescentes usarão as pistas laterais - diz Sansão.
O Transbrasil vai modificar ainda a divisão de pistas da Avenida Brasil. Entre Deodoro e Coelho Neto, as pistas centrais diminuirão de largura. Hoje com quatro faixas de rolamento (sendo uma seletiva para ônibus), as pistas centrais passarão a ter três faixas por sentido (com a seletiva reservada ao BRT). Já as pistas laterais passarão de duas para três faixas por sentido. Esse trecho concentrará ainda a ampliação de pontes, viadutos e pistas.
- Entre Coelho Neto e Barros Filho, a Brasil não tem pistas laterais. Elas terão que ser construídas - diz Alexandre Pinto.

Já no trecho da avenida entre Coelho Neto e Caju, o BRT terá duas pistas por sentido, para garantir a fluidez do corredor de ônibus. O secretário de Transportes justifica a diminuição do espaço para carros dizendo que ela será compensada pela redução drástica na quantidade de ônibus. O Transbrasil fará ainda a integração com o Transcarioca (Barra-Galeão), por meio de viadutos e alças de acesso na altura da Ilha do Governador. Segundo Sansão, essa integração permitirá a criação de novas linhas de coletivos entre os bairros:
- Poderemos ter, por exemplo, linhas novas ligando os aeroportos Internacional e Santos Dumont, ou ainda bairros como Madureira e o Centro via BRT.
Construção deve começar até dezembro

A intenção da prefeitura é começar a construir o Transbrasil até dezembro. A licitação deverá ser lançada no segundo semestre, depois que município e União firmarem contrato de financiamento do BRT. A previsão de custos é de R$ 1,3 bilhão. Desse total, R$ 1,129 bilhão serão financiados pelo governo federal, sendo R$ 332 milhões do Tesouro Nacional e R$ 797 milhões incluídos no PAC da Mobilidade Urbana. A contrapartida da prefeitura do Rio será de R$ 171 milhões.

O custo final ainda pode mudar. Isso porque a prefeitura ainda detalha o projeto. A obra será dividida em trechos, a exemplo do que acontece no Transoeste e no Transcarioca.
A implantação do corredor exigirá desapropriações em Deodoro, para a implantação de um dos terminais, e na Zona Portuária, onde terrenos e áreas de galpões abandonados serão usados na abertura de novas pistas. A obra promete ainda dar uma solução a pontos críticos de alagamentos na Avenida Brasil. Estão previstos serviços de drenagem no Caju, em Manguinhos, Bonsucesso, Ramos, Penha, Parada de Lucas, Vista Alegre e no Trevo das Margaridas.

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