domingo, 22 de abril de 2018

Niterói


Resumo Histórico

Em 1864, início do serviço de diligências em Niterói.

No dia 30 de maio de 1926, em Niterói, é inaugurada uma linha de auto-omnibus  entre a Praça Martin Affonso e o  Canto do Rio, por iniciativa dos senhores Montenegro & Reis. 

No dia 30 de setembro de 1930, a Companhia Cantareira e Viação Fluminense, inaugura o serviço de auto-omnibus especial, entre a Ponte Central das Barcas e a nova estação da Leopoldina Railway do aterro de São Lourenço, em correspondência com os trens para Rio Bonito e Nova Friburgo. A tarifa era de 200 réis. 

No dia 25 de março de 1938, a empresa Rápido Fluminense, inaugura a linha Niterói-Rio Bonito, via São Gonçalo e Itaboraí.

O município de Niterói, segundo a Sinopse Estatística do Estado do Rio de Janeiro 1939/1940, contava com 5 linhas de ônibus municipais e 3 intermunicipais, transportando em 1938, com frota de 64 ônibus, cerca de 7 milhões de passageiros.

No dia 4 de fevereiro de 1939, a empresa Viação Icarahy  inaugura a  linha Niterói – Nova Friburgo.

Em 1956, é fundada a SERVE – Serviços de Viação de Niterói e São Gonçalo, assumindo as linhas de bonde da Companhia Cantareira Fluminense. Em janeiro de 1970 a Serve contava com 6 linhas de ônibus a diesel em operação: Viradouro, São Francisco, Avenida Sete, Circular, Cubango, Santa Rosa, e Ilha da Conceição.

Em dezembro de 1959,  após a inauguração do novo trecho da Rodovia Rio – Teresópolis, a Viação Teresópolis inaugura a linha Niterói – Teresópolis, com duas saídas diárias por sentido e tempo de viagem de uma hora e meia.

No dia 2 de agosto de 1960, a Viação 1001 substitui a Viação São José na operação da linha Niterói – Cachoeiras de Macacu. 



Em março de 1962, a empresa Auto Viação Fluminense Ltda, que atendia o bairro do Fonseca, inaugura a operação de 6 novos ônibus.

No dia 20 de junho de 1962, a SERVE recebe 16 novos ônibus com chassi Mercedes Benz e carroceria Grassi, com capacidade para 33 passageiros sentados e 30 em pé, para serem colocados em tráfego nas cidades de Niterói e São Gonçalo. Em junho a empresa contava com 29 trólebus em operação.

No dia 22 de junho de 1963, a SERVE recebe 20 novos ônibus modelos Mercedes Benz com chassi Vieira. No dia primeiro de agosto a empresa inaugura a linha Ponta da Areia – Icaraí.  No dia 24 de junho  é restabelecida a operação da Linha de Santa Rosa, com 4 trólebus e nova rede aérea. Até então a linha era operada por ônibus diesel. 

Em setembro de 1963, o SERVE coloca em operação os últimos dos 20 novos ônibus fabricados pela Carroceria Vieira Comércio e Indústrias S.A. No mesmo mês, com a presença da esposa do Governador Badger da Silveira,  é inaugurada a linha Ilha da Conceição – Canto do Rio, com frota inicial de 3 ônibus, com o seguinte itinerário: Ilha da Conceição, Mercado, Barão do Amazonas, Barcas, Icaraí, Canto do Rio, e vice-versa.


Empresas e Linhas de Ônibus em 1963


Última Hora


Em outubro de 1964, é concluída a obra de construção  do terminal de ônibus das linhas da Zona Norte, na Avenida Visconde do Rio Branco. 

Em setembro de 1968, a Auto Viação ABC recebe 20 novos ônibus monoblocos para operação na linha Niterói – Alcântara, que até então transportava cerca de 30 mil passageiros/dia.

Em 1968 a Viação 1001 que então operava, em sua maior parte,  linhas urbanas em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí desde 1948, é comprada pela empresa Auto Ônibus São José, de São Gonçalo, que trabalhava exclusivamente com linhas intermunicipais. A empresa além de incorporar as linhas da 1001 absorveu-lhe também o nome. Em 1983, no entanto a nova 1001 vendeu os ônibus urbanos passando a operar somente com linhas intermunicipais como a antiga Auto Ônibus São José. Em agosto de 1990, no Governo Moreira Franco,  a empresa foi requisitada pela CTC para operar em pool, com a própria CTC, a linha 996 (Charitas-Gávea), voltando então a operar linhas urbanas. No dia 29 de janeiro de 1991, quando foi divulgado o resultado da licitação para operação de novas linhas urbanas, a 1001 ganha as linhas 998 (Charitas-Aeroporto Internacional)  e duas linhas especiais, com ônibus com ar-condicionado e poltronas reclináveis, nas ligações Charitas-Gávea e Charitas-Aeroporto Internacional.

No dia 25 de março de 1972, o SERVE, contava com 32 ônibus em tráfego, 20 para serem enviados para o concerto, sem contar outros 11 em péssimo estado de conservação, totalizando frota de 83 ônibus. No mês de março, a SERVE cria a linha Circular Centro com o seguinte itinerário: Visconde de Rio Branco, Hernani Melo, Visconde Moraes, Tiradentes, Professor Lara Vilella, José Bonifácio, Praça São Domingos, Passos da Pátria, Presidente Damasceno, Paulo Alves, Praia das Flechas, Miguel de Frias, Marquês de Paraná, Jansen de Mello, Feliciano Sodré, Barão do Amazonas, São Diogo, Coronel Miranda, Visconde de Rio Branco, Feliciano Sodré, Barão do Amazonas, Conceição, Travessa Alberto Vítor, Aurelino Leal, Almirante Tefé, 15 de Novembro, Visconde de Rio Branco, com outra linhas em sentido contrário com itinerário similar.

Em maio de 1972, em Niterói, a Serve recebe 8 novos ônibus, de uma encomenda de 20, do modelo Mercedes Benz carroceria Metropolitana, com capacidade para 33 passageiros sentados e 37 em pé. Os oito carros foram distribuídos nas linhas “7 de Setembro”, “Santa Rosa”, e “Saco de São Francisco”. Os novos ônibus contavam com bancos anatômicos de fibra.  Em abril, a SERVE contava com frota de 60 carros, sendo apenas 35 em tráfego, operando 10 linhas. A última compra de novos ônibus foi realizada em 1967.

Em junho, a Serve – Empresa Estadual de Viação, em Niterói, inicia  a operação de 30 novos ônibus. Acervo 

No dia 3 de janeiro de 1974, o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) abre licitação, com concessão a título precário,  para as primeiras 12 linhas de ônibus urbanas da Ponte Rio-Niterói:

São Cristóvão Fonseca
Madureira  Fonseca
São Cristóvão Barreto
São Cristóvão         São Francisco
Villa Isabel Santa Rosa
Meyer Santa Rosa
São Cristóvão Alcântara
Villa Isabel Neves 
Madureira Neves 
Bangu Venda da Cruz
Meyer Venda da Cruz 
Penha Alcântara

Em julho, O DNER outorgou, a título precário, a operação das primeiras 12 linhas de ônibus na Ponte Rio-Niterói: Madureira-Fonseca, Neves-Vila Isabel, e Bangu-Venda da Cruz, pela empresa Companhia Encontro S.A, São Cristóvão-Barreto e Vila Isabel-Santa Rosa, pela empresa Auto Viação Leblon, São Cristóvão-Alcântara e Penha-Alcântara, com a Auto Viação 1001 S.A., Meyer-Venda da Cruz pela Expresso Alcântara Ltda., e São Cristóvão-Fonseca, pela  Auto Viação Fluminense Ltda. A licitação realizada em maio foi considerada nula, por que as empresas que se apresentaram não preencheram os requisitos exigidos pelo Edital. Em fevereiro as empresas Coesa e Autoviação Leblon receberam os primeiros ônibus monobloco Mercedes Benz para operação na Ponte Rio-Niterói. A Autoviação Leblon, que já operava as linhas 119 e 154  no Rio de Janeiro, contava com 28 ônibus monobloco Mercedes Benz desde fevereiro na sua garagem. Cada ônibus custava 210 mil cruzeiros.  Somente as empresas Coesa e Leblon contavam com ônibus para operação imediata das linhas. Não haviam ônibus disponíveis para venda.  No dia primeiro de agosto, finalmente, é inaugurada a operação das primeiras 3 linhas: Meyer-Venda da Cruz, São Cristóvão Barreto e Vila Isabel- Santa Rosa, operadas pelas empresas Alcântara e Autoviação Leblon.

No dia 15 de agosto de 1974, a Auto Viação 1001 inaugura as linhas urbanas Alcântara – São Cristóvão e Alcântara – Penha, via Ponte Rio-Niterói.

No dia 6 de setembro de 1974, entram em operação a nona e última linha de ônibus urbana autorizadas pelo DNER a circularem na  Ponte Rio Niterói,. A empresa Auto Viação Fluminense, na ligação Campo de São Cristóvão – Fonseca, inicia a operação com 10 novos ônibus em intervalos de 20 minutos. O ponto final no Fonseca era no Largo do Moura. A tarifa era de 5 cruzeiros. Até então já estavam em tráfego as seguintes linhas: Madureira – Fonseca, São Cristóvão – Barreto, Vila Isabel – Santa Rosa, São Cristóvão – Alcântara, Vila Isabel – Neves, Bangu – Venda da Cruz, Meyer – Venda da Cruz e Penha – Alcântara, operadas pelas empresas Fluminense, 1001, Coesa, Leblon, e Alcântara. 

Em março de 1975, fim do Estado da Guanabara. Ao ser criada a CTC-RJ, segundo relatório da Secretaria de Transportes, a companhia contava com frota de 547 ônibus em estado precário, dos quais mais de 100 se encontravam parados por falta de motores e outros  componentes mecânicos. A empresa contava com 422 ônibus no Rio de Janeiro, 47 em Niterói e 19 em Campos dos Goytacazes.

No dia 24 de março de 1975, em função da fusão do antigo Estado da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro,  entra em vigor o Decreto Lei n° 41, que dispõe sobre a reorganização social da CTC-GB , autorizando a absorção da SERVE - Empresa Estadual de Viação, dando outras providências. A Serve contava com 47 ônibus em Niterói e 20 em Campos. Em Niterói, com a denominação de Viação Niterói e São Gonçalo, a empresa substituiu a antiga Companhia Cantareira e Viação Fluminense  Em 1946 passou a ser administrada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, sendo definitivamente encampada em 1951. Em fevereiro de 1972 recebe a denominação Empresa Estadual de Viação, conservando porém a sigla anterior SERVE. A CTC-GB passa a ser denominada CTC-RJ.

Em setembro de 1975, a Viação Cabussu Ltda. inaugura a operação de novos ônibus, modelo Veneza Marcopolo,  nas linhas Fazenda dos Mineiros – Niterói, Mutuapira – Niterói, e Mutuá – Niterói. Os ônibus da linha Mutuá – Niterói contavam com música ambiente e rádio FM. As demais linhas não contavam com música ambiente em função de circularem em estradas de chão batido.

Em 1976, a CTC  com frota média de 55 carros em operação, transporta 18,7 milhões de passageiros, com as  seguintes linhas:

1 Viradouro
3 Fátima
5 São Francisco
7 Avenida 7
8 Circular
9 Circular
10 Cubango
11 Santa Rosa
15 Ilha da Conceição

No dia 21 de maio de 1976, a FAOL, inaugura a operação de dois novos ônibus tipo “frescão” na linha Niterói – Santa Maria Madalena. 

No dia 11 de agosto de 1976, é inaugurada a linha Niterói – Maricá de ônibus especial, “frescão”, pela empresa Nossa Senhora do Amparo.


Em agosto de 1976, a Coderte passa a operar o Terminal Rodoviário Roberto Silveira.

No dia 8 de outubro de 1976,  a empresa Galo Branco inaugura sua primeira linha de ônibus especial com ar-condicionado (“frescão”), na ligação Galo Branco, em São Gonçalo, ao  Centro de Niterói, via rua Dr.March. A frota era composta por ônibus com carroceria Marcopolo III e chassi Cummins, com capacidade para 45 passageiros sentados. A linha, com tarifa de 4 cruzeiros, operava com intervalos de 30 minutos.

No dia 3 de dezembro de 1976, início da construção do Túnel Raul Veiga, em Niterói, entre os bairros de Icaraí e São Francisco, com 613 metros de extensão e 12 m de largura. O túnel só foi inaugurado em fevereiro de 1980, junto com as obras de urbanização das praias de São Francisco e Charitas, que ganharam novas pistas de rolamento, ajardinamento, calçadões, e duas marinas, uma em cada extremidade.

No dia 28 de janeiro de 1977, a CTC inaugura a linha 998 Canto do Rio (Niterói)  – Aeroporto Internacional, via Cidade Universitária. A linha 999 (Lapa-São Francisco) uma das mais carregadas da empresa, com 19 carros transportava cerca de 35 mil passageiros por dia. 

No dia 25 de março de 1977, início da operação dos novos azulões Nimbus da CTC na linha 998 (São Francisco - Aeroporto Internacional).

Em março de 1977, a Viação Cabussu, que operava linhas intermunicipais entre Niterói e São Gonçalo, já contava com  20 novos ônibus modelo Marcopolo Veneza II. Os primeiros carros  foram entregues em janeiro do mesmo ano.

No dia 26 de maio de 1977, após licitação, é inaugurada a linha intermunicipal Praça Mauá – Maricá, via ponte Rio-Niterói,  operada pela empresa Nossa Senhora do Carmo, com intervalos de uma hora. A empresa já mantinha uma linha convencional e outra de “frescão” entre Niterói e Maricá.

Em março de 1979, a empresa Expresso Alcântara, que operava a linha Niterói – Alcântara,  é incorporada à Viação Mauá. 

No dia 16 de agosto de 1980, no Centro de Niterói, com a presença do Ministro dos Transportes Mário Andreazza, é inaugurado o Terminal Norte (Agenor Feio), junto às Barcas, no Aterro da Praia Grande. O terminal abrigava 61 linhas.  Na época planejava-se a implantação de uma faixa exclusiva para ônibus entre o novo terminal e o início da Avenida do Contorno (BR-101), na Praça Renascença. 

No dia 4 de outubro de 1980, com a presença do Ministro dos Transportes Mario Andreazza, é inaugurado o Terminal Sul (Juscelino Kubitschek) do Centro de Niterói, junto às Barcas. O novo terminal passa a abrigar 21 linhas de ônibus da Zona Sul e Região Oceânica.

Em 1981, a CTC extingue a linha 10 (Cubango - Centro).

Em setembro de 1984, a  CTC reativa a Linha 997, ligando o Canto do Rio, em Niterói,  à Cidade Universitária, no Rio de Janeiro.

Em novembro de 1985, o Governo do Estado inicia os estudos de implantação de uma linha de ônibus da CTC, entre a Praça XV, no Rio de Janeiro, e a Praça Araribóia, em Niterói. Para ser operada com ônibus tipo Padron, no horário das 0:00h `as 5:00, substituindo o serviço de Barcas.

No dia 15 de dezembro de 1985, é inaugurada a linha intermunicipal Niterói – Ponta Negra, em Maricá, com frota de 20 ônibus da empresa Nossa Senhora do Amparo, ainda encampada pelo governo do Estado.

Entre a encampação em 10 de dezembro de 1985 e 21 de janeiro de 1986, o Governo do Estado cria as seguintes linhas:

Niterói Amendoeiras
Niterói Coelho
Niterói Inoã
Castelo Pendotiba (ar-condicionado)
Maricá Rio do Ouro (divisa Niterói)

Em janeiro de 1985, a empresa Miramar, ainda encampada pelo Governo do Estado, inaugura uma linha de jardineira em Niterói.

No dia 12 de julho de 1986, início da operação de ônibus Padron da CTC na travessia Rio-Niterói, após greve dos funcionários da Conerj.

No dia 13 de julho de 1986, as Barcas da linha Praça XV – Niterói deixam de circular de madrugada, sendo substituídas por 12 ônibus da CTC, inicialmente com modelo Padron Volvo, com tarifa de Cz$ 0,30, Cz$ 0,05 a menos que as Barcas. Em agosto a linha transportava uma média de 2.450 passageiros/dia, com saídas a cada 5 minutos.

No dia 19 de julho de 1986, a CTC coloca 8 novos ônibus nas linhas de Niterói, sendo 3 padron Volvo nas linhas 996 e 999, e 5 reencarroçados pela Santa Matilde nas 5 linhas municipais. Nesse mesmo mês a CTC inicia contato com a Prefeitura de Niterói para operação de jardineiras na linha 5 (Centro-São Francisco).

No dia 14 de junho de 1987, a CTC de Niterói operava precariamente, de sua frota de 125 ônibus, 84 estavam parados com defeito. A linha 11 (Centro-Santa Rosa), dos 10 ônibus da frota, apenas 5 circulavam gerando reclamações dos usuários. No entanto, a CTC era a única empresa que circulava 24 horas, com intervalos de meia hora durante a madrugada.

No dia 28 de janeiro de 1991, a empresa de Transportes Expresso Real Rio inaugura a linha Itaguaí – Niterói, de tarifa “A”, operada com ônibus rodoviários. A Expresso Real Rio, até então, operava duas linhas especiais, Tarifa “A”, Itaguaí – Castelo e Universidade Rural – Castelo.

No dia 14 de setembro de 1991, a CTC, desativada desde o dia 18 de fevereiro de 1991,   é finalmente reativada com 82 ônibus “doados” por empesas particulares em 7 linhas no Rio de Janeiro e em Niterói.

Linhas Reativadas em Niterói

15 Centro – Ilha da Conceição
996 Charitas – Gávea        05/10/1991
999 Charitas – Castelo via Icaraí 14/09/1991
999 Charitas – Castelo via Fonseca 14/09/1991


Em setembro de 1994, inauguração do Terminal Rodoviário João Goulart, em Niterói, junto às Barcas.

No dia 16 de setembro de 1995, em Niterói, a Viação Santo Antônio passa a operar 4 linhas de ônibus da Região Oceânica: 36 (Sapê – Centro), 39 (Piratininga – Centro), 44 (Ititioca – Centro), e 54 (Largo da Batalha – Piratininga). Até então a região era explorada exclusivamente pela Viação Pendotiba, que continuou a operação das linhas 35, 37, 38, 40 40A, 46, 46A, 52 e Itaipu – Praça XV, com frota de 91 carros. A mudança foi possível pois a Viação Pendotiba tinha adquirido o controle acionário da Viação Santo Antônio.

Em 2005,  Clear Channell instala seus primeiros abrigos de ônibus na cidade de Niterói.

No dia primeiro de novembro de 2005, cerca de 85% da frota dos ônibus dos municípios de Niterói, São Gonçalo, e Maricá, já operavam com sistema de bilhetagem eletrônica.

No dia 19 de novembro de 2005,  início da operação de linha de microônibus para turistas, com guia bilingue, com saídas a cada hora da estação das Barcas , com tarifa de 10 reais. A linha cobria o percurso até a Fortaleza de Santa Cruz, passando pela estação da Cantareira de São Domingos, Museu de Arte Contemporânea, praias de Icaraí e Charitas.

No dia primeiro de fevereiro de 2006,  início da integração tarifária entre as barcas da linha Rio – Niterói e a linha 42 (Centro – Barreto), em Niterói.  No dia 20 de fevereiro é iniciada a integração com as linhas 53 e 57 da Viação Fortaleza. A tarifa de integração custava 3 reais.


No dia 20 de março de 2010, com a presença do governador de Estado, inauguração do Corredor  da Alameda São Boa Ventura, em Niterói. O Corredor foi planejado em 1994,  no Plano Integrado de Trânsito e Transportes do Município de Niterói.

Em 2011, a Viação 1001 inaugura a operação de 5  novos ônibus de piso baixo, modelo Caio Mondengo L/ Mercedes – Benz O-500U, na linha 740D.

No dia 15 de dezembro de 2011, início da operação do Bilhete Único no município de Niterói, com tarifa de R$ 2,50, com direito a um transbordo no período de uma hora.

Em 2012, início da operação, em caráter definitivo, dos primeiros ônibus de piso baixo na frota municipal, com 10 carros modelo Caio Millenium BRT/ Mercedes Benz. Em 2010 a Viação Pendotiba  havia testado um carro de modelo Caio Millenniun II/ Mercedes – Benz O-500U, na linha 770D.

Modelos de Ônibus de Piso-baixo em operação em Niterói em novembro de 2013:

Svelto PB MBB O-500 U
Svelto PB Volvo B7R
Caio Millennium BRT VW 17.280 OT
Marcopolo Viale BRS MBB O-500 U
Marcopolo Viale MBB O-500 U

Em julho de 2014, a Prefeitura de Niterói, instala novos abrigos de passageiros nas paradas do corredor da Alameda São Boa Ventura.

No dia 2 de março de 2015, em Niterói, inauguração das linhas 38B (Itaipu-Charitas) e 39B (Piratininga-Charitas), fazendo a ligação direta com os catamarãs seletivos do Terminal Hidroviário de Charitas. 

No dia 4 de março de 2015, inicio das obras do corredor de BRT TransOceânica.

No dia 10 de setembro de 2015, o Secretário de Transportes do Estado, Carlos Eduardo Osório, apresenta ao Prefeito de Niterói o projeto básico,  de implantação do BRT Niterói – Itaboraí, via Alameda São Boa Ventura e Rodovia RJ-104.

No dia 6 de maio de 2017, é aberto ao tráfego o túnel Charitas – Cafubá, em Niterói, inicialmente com 3 linhas de ônibus municipais. 

Em maio de 2017, sem autorização da Prefeitura de Niterói,  a Viação 1001 transfere o ponto final das linhas intermunicipais 750D (Charitas-Gávea), 760D (Charitas-Galeão) e 775D (Charitas-Gávea, via Lapa) para o bairro do Cafubá.


Marcelo Almirante
Página lançada em 22 de abril de 2018



















sábado, 21 de abril de 2018

Grajaú

Viação Grajaú S.A.
1962 - 1964

Resumo Histórico

Empresa formada em 1962, atendendo às determinações do Governo do Estado da Guanabara, que obrigava os proprietários de lotações individuais a se organizarem em empresas.

A sociedade foi fundada através de Assembleia Geral Constituinte realizada no dia 29  de março de 1962, com frota inicial de 14 lotações. 

O capital social da empresa, de 14 milhões de cruzeiros, correspondia ao valor da frota de 14 lotações usados, cada um avaliado em 1 milhão de cruzeiros, dos seguintes proprietários individuais: 

José da Silva Cunha, brasileiro, 
Número de Ordem 144

Antônio Ribeiro Albernaz, brasileiro
Número de Ordem 182

Arthur dos Santos Camillo, brasileiro
Número de Ordem 197

Antonio Carrasqueira, português
Número de Ordem 244

José Lauro Godoy, brasileiro
Número de Ordem 404

Juliriano Augusto de Torres Braga, brasileiro
Número de Ordem 568

Alcebíades José Barbosa, brasileiro
Número de Ordem 589

Aldyr Fernandes dos Santos, brasileiro
Número de Ordem 596

José Augusto Velho, brasileiro
Número de Ordem 544

Miguel Tavares de Mello, brasileiro
Número de Ordem 1190

Luiz Gonçalves de Lima, brasileiro
Número de Ordem 1213

Miguel Pereira, português
Número de Ordem 1842

Elcio Barbino de Oliveira, brasileiro
Número de Ordem 1852

Antonio Rodrigues Gonçalves, brasileiro
Número de Ordem 1956

Luta Democrática, 10/11/1962


Sede da Empresa: Rua José Vicente, 93, Grajaú.


REFERÊNCIAS:

"Viação Grajaú S.A. Ata da Assembleia Geral de Constituição realizada no dia 29 de março de 1962". Diário Oficial do Estado da Guanabara. 1962, julho, 24. Parte I, página 16929.


Marcelo Almirante
Página lançada em 21 de abril de 2018

















Empresas criadas na década de 2010


Expresso Recreio
Normandy
Nossa Senhora das Graças (ex Saens Peña)
Padre Miguel
Palmares
Rio Rotas
Translitorânea
VG
Via Rio






Recreio

Expresso Recreio
Desde 2014

Resumo Histórico

No dia primeiro de junho de 2014, início das atividades da Expresso Recreio, com duas linhas executivas adquiridas da Expresso Pégaso: 2329 e 2333.

A empresa iniciou suas operações ainda com os antigos carros da Expresso Pégaso. Visando substituir a frota, ainda em 2014, a Expresso Recreio adquire 24 novos ônibus.

Em 2015, a empresa ao receber mais 15 novos ônibus rodoviários,  passa a contar com frota 39 carros.


Linhas da Expresso Recreio em abril de 2018:


Municipais

2012 - Gávea - Galeão 
2017 - Rodoviária Novo Rio - Leblon
2018 - Galeão - Alvorada, via Copacabana
2145 - Galeão - Santos Dumont
2303 - Largo da Carioca - Cesarão
2308 - Largo da Carioca - Cosmos
2329 - Castelo - Recreio, via Lúcio Costa
2333 - Castelo - Recreio, via Américas
2335 - Castelo - Santa Cruz
2337 - Castelo - Santa Cruz, via Sepetiba
2333SV - Piabas - Castelo
2382 - Castelo - Barra de Guaratiba / Marambaia
2383 - Largo da Carioca - Sepetiba
2802 - São Fernando - Barra da Tijuca
2918 - Jardim Oceânico - Galeão, via Linha Amarela

LECD7 - Largo da Carioca - Recreio, via Linha Amarela


Intermunicipais

116T 
122T 
454U 
455U 
457U 
458S 
459S 
460S 
590I 
1902S
1903S 


Prefixo da Frota: 12 000

Garagem da Empresa: Estrada Roberto Burle Marx, na Barra de Guaratiba, inaugurada em 2015.


REFERÊNCIAS:

"A Empresa". Expresso Recreio, página oficial. 2018, abril, 21. Disponível em <http://www.expressorecreio.com.br/empresa/>


Marcelo Almirante
Página lançada em 21 de abril de 2018





quinta-feira, 19 de abril de 2018

Forte de Copacabana

Auto Viação Forte de Copacabana S.A.
1962 – 1964

Resumo Histórico

Empresa formada em 1962, atendendo às determinações do Governo do Estado da Guanabara, que obrigava os proprietários de lotações individuais a se organizarem em empresas.

A sociedade foi fundada através de Assembleia Geral Constituinte realizada no dia 22  de março de 1962, com frota inicial de 20 lotações, registrados na Linha Castelo - Forte de Copacabana.

O capital social da empresa, de 20 milhões de cruzeiros, correspondia ao valor da frota de 20 lotações usados, cada um avaliado em 1 milhão de cruzeiros, dos seguintes proprietários individuais: 

Zelis Fernandes Fortes, brasileiro
Mario Carnevale, italiano
José Mario de Carvalho, brasileiro
José Maria de Jesus, português
Armando Fernandes do Paço, português
Ceferino Videira Martinez, espanhol
José da Silva Bonfim, brasileiro
Luiz Ferreira, português
Ormy Ferreira Teixeira, brasileiro
Benito Matias Alvarez, espanhol
Antonio Pereira, português
Braz Afonso, português
Joaquim Lino Pereira Gomes, português
Paulo José Berrondo, brasileiro
Armando Ferreira, brasileiro
José Fernandes de Vasconcelos, português
Euclides Lyrio Trindade, brasileiro
Manuel Rodrigues Pessoa, português
Raimundo Fernandes da Costa, brasileiro
José Pereira da Silva, português

Proprietários dos lotações, com os seguintes números de ordem: 74, 1024, 1030, 1047, 1137, 1159, 1179, 1381. 1399, 1416, 1648, 1650, 1793, 1795, 1813, 1822, 1826, 1970, 1990 e 2134.

Inicia suas operações explorando a linha de lotações Castelo - Forte de Copacabana, em "pool" com a Viação Forte. Em 1963 a linha era explorada  com  38 lotações, sendo 18 da Viação Forte e 20  da Viação Forte de Copacabana.

Em 1964, a linha de lotações Castelo - Forte de Copacabana recebe a numeração 119. Por determinação do Governo do Estado, que baniu todas as linhas de lotações da Zona Sul, tornou-se também obrigatória a substituição de sua frota por ônibus.

A Viação Forte de Copacabana, que não substituiu sua frota de 21 lotações por ônibus, é então transferida para a Zona Norte, passando a operar, a partir do dia primeiro de março de 1964, a linha de lotações 242 (Praça XV - Largo do Anil), via Estrada Grajaú Jacarepaguá.

Após período de experiência, a linha foi considerada anti-econômica, sendo logo extinta.


REFERÊNCIAS:

"Auto Viação Forte de Copacabana S.A. Ata da Assembleia Geral de Constituição, realizada no dia 22 de março de 1962.". Diário Oficial do Estado da Guanabara. 1962, abril, 27. Parte I, página 10611.

“Mandim Declara que plano de transporte da Zona Sul se estenderá por 60 dias”. Jornal do Brasil. 1964, março, 1. Primeiro Caderno, página 10.


Marcelo Almirante

Página lançada em 19 de abril de 2018











Rialta

Viação Rialta S.A.
1962 – 1968

Resumo Histórico

Empresa formada em 1962, atendendo às determinações do Governo do Estado da Guanabara, que obrigava os proprietários de lotações individuais a se organizarem em empresas.

A sociedade foi fundada através de Assembleia Geral Constituinte realizada no dia 15  de março de 1962, com frota inicial de 20 lotações, todos com lotação para 20 passageiros.

O capital social da empresa, de 20 milhões de cruzeiros, correspondia ao valor da frota de 20 lotações usados, cada um avaliado em 1 milhão de cruzeiros, dos seguintes proprietários individuais: 

Ramon Sobral
Placa 4-59-96, marca Ford 
Motor nº OM 312 990 MBB 6.502.061
Número de Ordem: 56

Edvaldo Philogonio Lins da Silva
Placa 5-89-21, marca Mercedes Benz
Motor nº OM 312 915 4509 290
Número de Ordem: 86

José Pereira de Macedo
Placa 4-55-90, marca Mercedes Benz
Motor nº OM 321 919 AO 504 912
Número de Ordem: 217

Renato Carolino da Silva
Placa 5-35-61, marca Magirus
Motor nº 1991 505 08
Número de Ordem: 225

Ercy Iglesias da Silva
Placa 5-71-68, marca Ford
Motor nº OM 312 915 0204 439
Número de Ordem: 400

Durval Motta
Placa 4-41-09, marca Mercedes Benz
Motor nº OM 321 919 A 050 0148
Número de Ordem: 482

Orlando Costa
Placa 4-80-27, marca Mercedes Benz
Motor nº OM 312 915 150 204 439
Número de Ordem: 606

Alvaro Vargas
Placa 5-32-41, marca Mercedes Benz
Motor nº OM 312 915 6341 52
Número de Ordem: 665

Carlos Mendes Coelho
Placa 5-76-77, marca Mercedes Benz
Motor nº OM 312 915 0985 652
Número de Ordem: 794

Fernando dos Santos Martins
Placa 4-47-66, marca Mercedes Benz
Motor nº OM 312 910 E 6650 227
Número de Ordem: 1108

Avelino Gonçalves Coimbra
Placa 4-28-50, marca Mercedes Benz
Motor nº OM 312 915 08374
Número de Ordem: 1127

Dorgival Sobral de Andrade
Placa 4-86-15, marca Mercedes Benz
Motor nº OM 312 915 MBB 6521 618
Número de Ordem: 1312

Sebastião Pires Cavalcanti
Placa 4-90-63, marca Magirus
Motor nº 1960 709 12
Número de Ordem: 1357

Victor de Oliveira Pinto
Placa 5-62-63, marca Mercedes Benz
Motor nº OM 312 915 0207 117
Número de Ordem: 1365

Antonio Joaquim dos Santos
Placa 4-41-33, marca Mercedes Benz
Motor nº OM 312 915 MBB 6509 374
Número de Ordem: 1534

Nilton Leite Cirilo
Placa 4-13-74, marca Mercedes Benz
Motor nº 312 910 862 51
Número de Ordem: 1603

Joaquim da Silva Nogueira
Placa 5-16-46, marca Mercedes Benz
Motor nº 312 915 3509 533
Número de Ordem: 1673

Hilton Mesquita
Placa 5-64-00, marca Mercedes Benz
Motor nº OM 312 915 0300 174
Número de Ordem: 2336

Francisco Caetano Barcelos
Placa 4-64-13, marca Mercedes Benz
Motor nº OM 312 915 0208 241
Número de Ordem: 2374


A empresas inicia suas operações explorando a linha de lotações Mauá - Meyer.

Em 1963, a linha de lotações Mauá-Meyer, via Grajaú, ganha a numeração 234. 

Em setembro de 1964 a Comissão Estadual de Contrôle dos Serviços Concedidos , ex departamento de Concessões, autoriza a Empresa a substituir seus lotações por ônibus.

Em 1965, a linha de ônibus 234 (Mauá- Meyer) é prolongada até a rua Adolfo Bergamini, no bairro do Engenho de Dentro.

Entre 1965 e o início de 1966, a linha 234 (Mauá - Adolfo Bergamini), via Grajaú, é prolongada até o bairro do Encantado.

A empresa é extinta em 1968, quando operava sua única linha, a 234 (Mauá - Encantado), logo assumida pela Matias.


Carro 7413 Metropolitana "Torpedo"  Mercedes Benz do Brasil  L-312 ano 1956. Foto Augusto Antonio Dos Santos/Ponto de Ônibus

Ônibus da Linha 234 (Mauá - Adolfo Bergamini). Pesquisa e Arte Final Eduardo Ferreira


Prefixos da Frota

Lotações (1962-1964): 74 00
Ônibus (1964-1968):  70 000


REFERÊNCIAS:

“Viação Rialta S.A. Ata da Assembleia Geral de Constituição Definitiva”. Diário Oficial do Estado da Guanabara. 1962, março, 29. Parte I, página 7324.

“Lotações”. Correio da Manhã. 1964, setembro, 23. Primeiro Caderno, página 8.

"Passagens de Ônibus aumentam amanhã". 1968m junho, 1. Correio da Manhã. Primeiro Caderno, página 3.


Marcelo Almirante
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