sexta-feira, 17 de abril de 2015

Perfuração do túnel da TransOceânica inicia em maio

17/04/2015 - O Fluminense

Pedro Conforte 

Prefeito Rodrigo Neves anunciou escavação da ligação Charitas-Cafubá durante posse do ex-reitor da UFF, Roberto Salles, como secretário de Governo

Tomou posse ontem o novo secretário de Governo de Niterói, o professor e ex-reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF) Roberto de Souza Salles. Durante a cerimônia que aconteceu no Solar do Jambeiro, no Ingá, ele afirmou que pretende se reunir nos próximos dias com José Henrique Paim, diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para captar recursos para reforma do Cinema Icaraí. O prefeito Rodrigo Neves também aproveitou o momento para anunciar que a perfuração do túnel da TransOceânica começa no próximo mês.

Todas as autoridades presentes foram unânimes em dizer que a presença do professor no alto escalão do poder municipal, estreita ainda mais a relação entre a universidade e a prefeitura. "Tenho esperança e convicção que ele [Roberto Salles] vai nos ajudar nesta aproximação junto à UFF. Estamos conversando, mas a tarefa é árdua. Roberto veio para colocar este diálogo no caminho certo", afirmou o vice-prefeito Axel Grael.

O prefeito lembrou que Roberto Salles é mais um gestor em sua equipe, já que o professor não é filado a partido político.

"Trouxe pessoas que não tem ligações com política, como o próprio Axel, que mesmo sendo filado ao PV, nunca concorreu a nada. A sua [Roberto Salles] experiência bem sucedida à frente da UFF vai agregar muito. Temos o sonho de transformar Niterói na melhor cidade para se viver", declarou o Rodrigo Neves, que agradeceu o trabalho feito pelo ex-secretário Rivo Gianini.

Rodrigo destacou ainda sobre obras futuras. "Em maio começamos a perfurar o túnel da TransOceânica. Além disso, temos o objetivo de em 2016 ter universalizado o tratamento de esgoto em Niterói". 

O mais novo secretário falou que se considera mais uma gota no oceano que é a equipe da Prefeitura e que pretende somar no desenvolvimento da cidade e do bem-estar da população.

"Em um primeiro momento fiquei surpreso com o convite para ser secretário, mas depois percebi que posso oferecer muito para a população de Niterói. Irei dialogar com todas as universidades, tanto públicas quanto privadas, já que boa parte da população da cidade é de alunos. Niterói tem talento para ser uma cidade da educação", afirmou o professor Roberto Salles.

Ele pontuou ainda que entre os seus primeiros passos está organizar uma reunião entre a UFF, a prefeitura e o BNDES, para a reforma do Cinema Icaraí, previsto para se tornar um centro cultural, mas que está sem previsão de voltar às atividades. Segundo Roberto, o diretor Paim se comprometeu em apoiar esta articulação. Além disso, ele irá percorrer todas as instituições de ensino superior para ver quais são suas situações.

Estiveram presentes também o deputado estadual Waldeck Carneiro (PT), o atual reitor da UFF, Sidney Mello, o reitor da Unilasalle, Jaderlino Menegat, o diretor do BDNES Jorge Henrique Paim, além de vereadores, secretários e representantes de instituições de ensino.

Mudanças também da Secretaria de Meio Ambiente e na Câmara

O prefeito Rodrigo Neves também apresentou ontem o novo secretário municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Tiago Loback. Ele substitui Daniel Marques, que reassumiu seu cargo de vereador. Loback será empossado hoje.

O prefeito comentou a substituição e destacou que a área ambiental tem sido uma das prioridades da gestão.

"Durante esses dois anos, Tiago foi subsecretário do Meio Ambiente e junto com o agora vereador, Daniel Marques, fez um belíssimo trabalho que mudou completamente a agenda ambiental de Niterói. Eu acredito que o Tiago vai consolidar aquilo que o Daniel plantou e avançando ainda mais com a agenda ambiental", disse.

Tiago é advogado e trabalhou dois anos na Corregedoria Tributária de Controle Externo do Estado. Há dois anos, ele recebeu o convite de Daniel Marques para compor a equipe da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

"Eu quero agradecer primeiramente à confiança do prefeito Rodrigo Neves, o apoio do vice-prefeito e do Partido Verde. Vou dar continuidade aos projetos que a secretaria tem encaminhado, fortalecer o governo com trabalho e com toda minha experiência de gestão pública", afirmou Tiago.

Câmara – O vereador Daniel Marques (PV) retornou à Câmara ontem para cumprir seu mandato. Com a chegada de Daniel, o suplente Jayme Suzuki (PSC) deixou a Casa.

Antes da sessão, com a presença da secretária-executiva da Prefeitura, Maria Célia Vasconcellos, o vereador recebeu amigos, familiares, colegas vereadores e correligionários do PV e da Secretaria de Meio Ambiente no Gabinete da Presidência da Câmara. Na avaliação do presidente Paulo Bagueira (SDD) a passagem pelo Executivo foi positiva ao jovem vereador.

"O Daniel vem para o Legislativo agora trazendo o olhar de Executivo, a função se inverte. É a mesma experiência vivida pelo vereador Bira Marques, isso faz com que o vereador tenha outra visão do que é gestão pública", disse Bagueira.

Daniel Marques destacou a experiência de sentar "do outro lado do balcão". "Cumprimos nosso objetivo dentro do possível. Tiramos a Secretaria do ostracismo, fomentamos o debate e a reflexão", contou Marques.


O Fluminense

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Nova Iguaçu: após licitação de ônibus, Via Light ganhará BRT

16/04/2015 - Extra - RJ

As empresas vencedoras da licitação do transporte coletivo em Nova Iguaçu terão que pagar R$ 242 milhões para explorar o serviço por 25 anos. Ontem, a prefeitura divulgou a nova padronização dos ônibus, com as cores correspondentes aos terminais a que pertencem. Serão, ao todo, cinco terminais, a serem construídos pelas empresas vencedoras da licitação. Além disso, cada um contará com um símbolo.

— É importante os terminais serem padronizados, com símbolos e cores, já que existem passageiros que não sabem ler ou são daltônicos — explica o secretário municipal de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana, Rubens Borborema.

A licitação dividirá Nova Iguaçu em dois lotes: Norte (1), no valor de R$ 133,6 milhões, e Sul (2), no valor de R$ 108,437milhões.

— O lote 1 terá 41 linhas. Já no lote 2 serão 42 linhas. Ainda não posso afirmar quantas linhas serão extintas e quantas serão criadas, mas isso acontecerá — destaca Borborema.

Além de melhorar o transporte, a licitação tem como objetivo ajudar a implementar os sistemas de BRS e BRT. Os envelopes com as propostas serão abertos no dia 18 de maio:

— A Via Light vai receber um corredor expresso, um BRT. Outros locais como Avenida Marechal Floriano e a Rua Dom Walmor também, mas isso vai ser discutido com as empresas.







Superlotação no BRT Transoeste é causada pela falta de ônibus, afirma secretário

15/04/2015 - Extra - RJ

Leia: Em apenas três anos, BRT Transoeste já está saturado - Extra - RJ


A Secretaria municipal de Transportes (SMTR) admitiu, nesta terça-feira, que o BRT Transoeste opera com menos veículos do que o necessário para dar conta da demanda. Seriam necessários, hoje, segundo o secretário de Transportes Rafael Picciani (PMDB), mais 41 ônibus articulados e 15 não-articulados — somados aos 316 coletivos que existem nos dois corredores. O subsecretário Alexandre Sansão admite que o sistema está "no limite" e responsabiliza o consórcio BRT, que manteria 10% da frota — e não os 5% previstos em contrato — em manutenção.

— A gente já está no limite da capacidade operacional, que pode ser aumentada assim que esses novos ônibus entrarem em operação. Isso vai permitir que sejam reduzidos os intervalos — afirma Sansão.

O consórcio, por outro lado, alega que o número de veículos quebrados é de 11% e se deve à má qualidade do asfalto. Em nota, o BRT diz que "não consegue colocar 100% dessa frota em circulação em função dos problemas de conservação no pavimento asfáltico". Picciani admite problemas na conservação do asfalto.

Sansão reconhece que o BRT não respeita os intervalos definidos. A prefeitura determina que, no horário de pico, não pode passar de 5 minutos. O BRT trabalha com 6, mas chega a 18 em algumas linhas.

O consórcio e a secretaria não entraram num consenso em relação ao número de passageiros do sistema. Segundo Sansão, 11 mil pessoas usam o Transoeste no horário de pico por hora num mesmo sentido. O BRT informou que são 14 mil. Já a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos recebeu do consórcio o número de 17 mil — como o EXTRA publicou nesta terça.

Frota já deveria estar maior

Dezoito dos 41 ônibus articulados, que possibilitariam a redução dos intervalos e, segundo a SMTR, acabariam com a superlotação no BRT Transoeste, deveriam estar em circulação desde 6 de março — quatro meses após a determinação da prefeitura para a compra. Mas o prazo foi ampliado pelo secretário Rafael Picciani, que deu mais quatro meses para as empresas.

— O consórcio pleiteou, e prorroguei por mais quatro meses o prazo de entrega, porque consideramos que esse período de dezembro e janeiro é uma época de complexidade para se cumprir prazos. As próprias montadoras têm férias coletivas, não estão trabalhando. Além disso, no início do ano, as empresas têm uma série de custos obrigatórios. E estamos num período de crise econômica, onde o acesso ao crédito se tornou mais complexo — justificou Picciani.

Já os 23 veículos que devem ser comprados para serem utilizados na Transcarioca foram pedidos pela prefeitura no último dia 8 e têm data de entrega prevista até 8 de agosto, caso não haja prorrogação.

Apesar de descumprir reiteradamente os intervalos entre as viagens estipulados pela prefeitura, desde 2012, o Consórcio BRT recebeu apenas 458 multas da Secretaria de Transportes.

Ampliação

Sansão afirmou que a capacidade do sistema pode aumentar "adquirindo mais articulados, reduzindo os intervalos e melhorando a manutenção". Hoje, segundo ele, o BRT tem capacidade física — relacionada à dimensão dos terminais, tamanho das estações e outros aspectos — para até 30 mil pessoas por hora no mesmo sentido nos momentos de pico. Atualmente, falta capacidade operacional.

Obras

A SMTR afirmou ontem que os terminais Mato Alto, Magarça e Guaratiba serão reformados. Um terminal será construído para substituir a estação de Santa Cruz.

Problema antigo

A superlotação do Transoeste é uma reclamação antiga. Em março de 2013, nove meses após a inauguração, o EXTRA publicou a primeira reportagem sobre o assunto.

Subestimado

O prefeito Eduardo Paes admitiu, em março deste ano, que a demanda do BRT foi subestimada.

Sufoco começa antes de embarcar

Se as viagens de BRT se tornaram mais rápidas do que em ônibus convencionais, como era prometido, a longa espera nas estações se tornou uma das principais reclamações. Nesta terça, na de Santa Cruz, funcionários liberaram a roleta, por volta das 6h30m, para quem tinha pressa. É que o sistema estava lento, e o carregamento do cartão demorava até cinco minutos.

— Cheguei às 6h, mas para conseguir um lugar sentada esperei 50 minutos na fila, do lado de fora. Ainda assim porque decidi trocar o expresso pelo parador — contou a doméstica Lúcia Aparecida da Silva, de 48 anos, que gasta praticamente o mesmo tempo no percurso até a estação Salvador Allende, na Barra, onde troca de condução para ir ao trabalho, no Novo Leblon.

Ela só conseguiu embarcar por volta das 7h.

— Para voltar é pior — contou.

A cuidadora de idosos Arlene Silva Felix, de 40 anos, mora em Santa Cruz, trabalha no Recreio e pena diariamente no Transoeste:

— É sempre esse empurra-empurra. Deveriam colocar mais ônibus, com saídas a cada cinco minutos. Eles demoram muito e deixam a estação lotados. Cheguei aqui (na estação de Santa Cruz) às 6h e só consegui pegar o ônibus quase uma hora depois, para viajar em pé. É um drama diário.

O EXTRA percorreu, também nesta terça, no horário do pico matinal, das 5h30m às 7h30m, três das quatro estações de maior movimento do Transoeste — Santa Cruz, Mato Alto e Magarça — e observou o aperto dos passageiros: plataformas e ônibus lotados, portas com defeito e dificuldade para carregar os cartões de passagens.

Com uma perna engessada e apoiada em muletas, a fisioterapeuta Leila Maria de Souza, de 50 anos, passou sufoco para, em meio a uma multidão, entrar no ônibus, na estação Mato Alto, por volta das 7h30m, vindo de Santa Cruz, superlotado:

— É complicado viajar no BRT na hora do rush, principalmente para quem tem dificuldade de locomoção.

Usuários reclamam de falta de ônibus para Jacarepaguá

16/04/2015 - O Globo

No colégio, os alunos aprendem que a demanda influencia na quantidade de oferta. Mas esse modelo, aparentemente, não é regra para as frotas de ônibus que saem do shopping Nova América, uma opção estratégica para moradores de Jacarepaguá e da Barra que voltam para casa do Centro da cidade. Usuários afirmam que, enquanto há diversos veículos em direção à Barra, as opções são escassas para Jacarepaguá, o destino mais procurado.

Marcelo Alves, que costuma pegar um metrô do Centro até Del Castilho e depois a linha 611 até sua casa, na Freguesia, é um dos que reclamam.

— O tempo de espera nunca é inferior a 20 minutos. A impressão que tenho é que, para cada ônibus que sai rumo a Curicica, saem três para o Terminal Alvorada. No fim de semana, meu filho já chegou a esperar 50 minutos. Um absurdo; normalmente fico mais tempo na fila do ônibus que no vagão do metrô — lamenta.

No ponto do Nova América, há três linhas que vão para Jacarepaguá e duas para a Barra. Mas os passageiros dizem ter a impressão de que as linhas para Jacarepaguá contam com menos veículos. Questionada, a Secretaria municipal de Transportes afirma que vai fazer um novo estudo de demanda da linha 611 (Del Castilho-Curicica), a mais procurada, para avaliar se há necessidade de aumento da frota. Em 2015, até agora, a linha teve quatro reclamações sobre qualidade do serviço.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Em apenas três anos, BRT Transoeste já está saturado

14/04/2015 -  Extra - RJ

Aquilo que já era sentido, na prática, por dezenas de milhares de cariocas que se acotovelam diariamente no BRT agora foi comprovado na teoria: nos horários de pico, os ônibus circulam com mais passageiros do que o sistema suporta. Segundo o engenheiro Eduardo Ratton, doutor em Planejamento de Transportes e professor da Universidade Federal do Paraná — estado que foi pioneiro na implantação de corredores BRT no Brasil — o sistema foi projetado para levar, no máximo, 15 mil pessoas por hora, num mesmo sentido. Porém, o Transoeste registra uma média de 17 mil passageiros por hora/sentido no rush. Inaugurado há exatos três anos, a um custo de mais de R$ 900 milhões, o BRT Transoeste já está esgotado.

— Levando em conta o conforto dos passageiros e o tempo de viagem, entre outros fatores, os sistemas de transporte são projetados para uma determinada quantidade de passageiros. O BRT suporta até 15 mil passageiros por hora/sentido. Acima disso, recomenda-se o VLT, que comporta até 35 mil. A partir daí, é metrô — diz Ratton.

Ratton revelou ontem, em entrevista ao "CBN Rio", da Rádio CBN, que o modelo de Curitiba, que serviu de inspiração ao BRT do Rio, será substituído gradativamente pelo metrô. No Paraná, a saturação do sistema só começou a acontecer agora, quase 30 anos após sua implantação.

No mês passado, o prefeito Eduardo Paes reconheceu falhas no Transoeste. "Houve um subdimensionamento da população que iria utilizar o BRT", afirmou na ocasião.

A superlotação é rotina para o vigilante Jorge Lázaro, de 41 anos, que usa o BRT todo dia entre Guaratiba e o Recreio:

— A gente leva uns tapas e empurrões até conseguir embarcar. Quem não consegue entrar se arrisca: fica no parapeito, do lado de fora da estação esperando o próximo.

A Secretaria municipal de Transportes reconhece que "existem problemas, sim, que estão sendo identificados" e promete resolver as questões com obras de infraestrutura ou ajustes determinados pela prefeitura. O órgão ressalta que já solicitou o aumento da frota ao consórcio e desenvolveu um pacote de melhorias que será encaminhado à Secretaria municipal de Obras.

O consórcio BRT reconhece as falhas, mas afirma que a frota cresceu 20% desde 2012. O BRT ressalta que uma parcela dos passageiros do Transoeste migrará para a Transolímpica a partir de 2016. O consórcio não informou a média de passageiros por hora/sentido na Transcarioca.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Falta de ônibus na Zona Oeste afeta 80 mil passageiros

10/04/2015 - O Dia - RJ

Rio - A baixa capacidade operacional do BRT Transoeste diante da alta demanda nos horários de pico, como O DIA mostrou nesta quinta-feira, não é o único transtorno enfrentado por usuários da Zona Oeste. Dez linhas de ônibus que atendiam à região estão fora de circulação há mais de um mês. Segundo o Sindicato de Motoristas e Cobradores (Sintraturb-Rio), desde que as viações Andorinha e Rio Rotas fecharam as portas, no dia 3 de março, devido a acúmulos de dívidas, cerca de 80 mil passageiros continuam prejudicados.

A Secretaria Municipal de Transportes informou que implementa um plano de contingência para atender a população desde a paralisação das linhas 358, 684, 689, 730, 738, 746, 798, 820, 926 e 937. Além disso, garantiu que, gradativamente, a operação vem sendo retomada por ônibus de outras 17 linhas do consórcio Santa Cruz, o mesmo do qual as duas empresas faziam parte. Porém, como as linhas destinadas para suprir os serviços seguem rotas diferentes e precisam transportar mais pessoas, os passageiros reclamam do tempo de espera em longas filas. Outros problemas são uma maior quantidade de baldeações, gastos extras e ônibus mais cheios.

Moradora do Bairro Maravilha, a aposentada Ângela Pereira, 64 anos, fazia só uma integração, em Campo Grande, para visitar o filho no Bairro de Fátima, no Centro. Agora, com problemas de coluna, precisa pegar três coletivos para chegar ao seu destino. "Às vezes, prefiro ir de trem até a Central e andar de lá até a casa dele do que perder tempo esperando ônibus cheios, de ponto em ponto", afirma a idosa.

Além de chegar atrasado às aulas na Faetec por causa da baldeação, o estudante Samuel Donato, 19, passou a ter uma despesa a mais. "Tenho que pegar o 786 até Marechal Hermes e, de lá, tomar outro. Como só tenho direito a uma passagem, agora gasto R$ 3,40 só para ir", protesta.

O comerciante Cláudio Santos Queiroz, 44, reclama do tempo de espera para conseguir uma condução. "Levo apenas 20 minutos para chegar em Realengo, mas quase uma hora esperando o ônibus na fila, pois agora apenas uma empresa opera o trajeto", diz.

Segundo a secretaria, o consórcio Santa Cruz foi autuado, através de notificações e multa contratual, quando os funcionários entraram em greve (por falta de pagamento de salários), o que levou à interdição da operação das empresas. De janeiro até ontem, o consórcio recebeu 634 multas, totalizando R$ 547,8 mil, informou o órgão.

Reforço contra a superlotação no BRT

A Secretaria de Transportes informou, após reportagem do sobre a superlotação no BRT Transoeste, que os 18 veículos articulados e os 15 não articulados (padrons) prometidos para o corredor deverão entrar em operação até julho. Já o prazo determinado ao Consórcio BRT para a entrada dos 23 articulados na Transcarioca vai até agosto. "Após as compras, o corredor Transoeste deverá ter 180 veículos articulados e 44 padrons, enquanto a Transcarioca terá 148 articulados", apontou a secretaria. O órgão explicou que ainda não é possível detalhar nem divulgar prazos dos projetos das reformas e construções de estaçõesdivulgados ontem.

Baldeação é a alternativa

A saída para os usuários da região é utilizar as linhas 391, 737, 738, 784, 790, 746, 786, 801, 803, 811, 812, 814, 819, 846, 847, 848, 926 e fazer integrações com outras quando necessário. O passageiro tem a opção de utilizar o Bilhete Único para não pagar uma nova passagem, no prazo de duas horas e meia.

Para o engenheiro de transportes Alexandre Rojas, a ideia do sistema integrado por baldeações "parece muito boa, mas apenas para o empresário, que otimiza seus custos". Já para população a situação não é tão confortável. "As pessoas ficaram alheias a todo processo decisório. Esse tipo de sistema funciona muito bem em outros países, onde o transporte é confortável e os horários funcionam. O que não é o caso do Rio. O BRT já está saturado com pouco tempo de uso", explica.

Segundo o Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio de Janeiro (Rio Ônibus), o plano de contingência para suprir as linhas extintas permanece em andamento, até a conclusão de um plano definitivo para a área.

Os 683 funcionários prejudicados de ambas as empresas aguardam acordo judicial para receber as verbas rescisórias, a regularização de todos os direitos trabalhistas e oportunidade em outros empresas da região por parte do consórcio.

Consórcio Transcarioca terá que assumir itinerários

11/04/2015 - O Globo

Leia: Falta de ônibus na Zona Oeste afeta 80 mil passageiros - O Dia - RJ

A Secretaria municipal de Transportes determinou ontem que o Consórcio Transcarioca inicie um plano de contingência para atender os passageiros das linhas 314 (Central- Barra), 315 ( Central- Recreio, via Linha Amarela), 501 (Barra-Gávea) e 502 (RecreioGávea). As quatro eram operadas pela empresa Translitorânea, que anunciou o encerramento de suas atividades.

O consórcio assume, então, a obrigação contratual de garantir o serviço, sem que haja prejuízo aos usuários. Um total de 29 ônibus passam a realizar os trajetos das quatro linhas, que transportam aproximadamente 41 mil passageiros por dia.

Os detalhes da implementação do plano de contingência foram apresentados ontem à tarde. E a operação, segundo a secretaria, deveria começar a partir do primeiro minuto de hoje.