segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Teste mostra que conforto é a maior vantagem do BRT no percurso entre Alvorada e Central do Brasil

No entanto, tempo de percurso é parecido com desolacamento em ônibus comum e conexões com trem e metrô

POR ADALBERTO NETO / FÁBIO TEIXEIRA / IGOR MELLO / LUCAS ALTINO / MARCO MOREIRA / MARCO STAMM

21/08/2014 - O Globo

Passageiros esperam para embarcar no Terminal Alvorada, no fim de tarde. Espera pode demorar 15 minutos - Felipe Hanower / Agência O Globo

RIO — Quem mora na Barra nunca sabe ao certo quanto tempo levará para chegar a qualquer outro ponto da cidade. De dois anos para cá, o bairro se encheu de canteiros de obras, o que piorou ainda mais o trânsito, mas, em compensação, a região ganhou dois BRTs: o Transoeste e o Transcarioca. A prefeitura alardeia que, pelo menos na Zona Oeste, os veículos articulados reduziram, e muito, o tempo de viagem de milhares de trabalhadores, especialmente na hora do rush, quando, pelo fato de trafegarem em faixas exclusivas, têm vantagem sobre os demais. Mas e fora dos horários de pico, o BRT já está valendo a pena para o morador da Barra?

Para saber a resposta, O GLOBO-Barra fez um teste. Qual seria a forma mais rápida de se chegar ao Centro da cidade utilizando-se transporte público? Repórteres e fotógrafos percorreram o trajeto Terminal Alvorada-Central de três diferentes maneiras: usando ônibus comum; combinando BRT e metrô; e optando por BRT e trem. Três equipes fizeram o caminho de ida, no dia 5 de agosto, pela manhã; e três, o de volta, no dia 12, à tarde. Ao longo do caminho, ouviram usuários.

LEIA: Repórteres narram suas experiências no teste

O resultado surpreendeu especialistas e revelou gargalos desconhecidos das empresas que administram o transporte coletivo na cidade. No final, a conclusão foi que, fora do rush, o BRT é apenas mais uma opção de transporte público — o que, por si só, é bom. A diferença de tempo entre os percursos foi pequena: variou entre três e 21 minutos. Já a diferença financeira é maior: o trajeto no ônibus comum custa R$ 3, enquanto na composição trem e BRT paga-se até R$ 6,20. Mas o conforto, notaram as equipes, é o trunfo do corredor expresso.

No primeiro teste, três repórteres saíram do Terminal Alvorada às 10h25m. Um pegou ônibus da linha 315, que vai pela Linha Amarela. Os outros dois usaram o BRT Transcarioca: um saltou em Vicente de Carvalho, para pegar o metrô; e o outro seguiu até Madureira, para pegar o trem. O primeiro a chegar à Central foi o que pegou trem, levando 1h30m para completar o trajeto. Três minutos depois, chegou o repórter que combinou BRT e metrô. O último, que foi de ônibus, levou 1h51m. O papel de vilão do trajeto, neste caso, ficou a cargo das obras que fecharam a Avenida Rodrigues Alves, próximo à Rodoviária Novo Rio: foram 38 minutos para vencer apenas 2km.


Na volta, cronometrada a partir das 16h16m, foi a vez de o BRT se mostrar mais lento. O primeiro repórter a saltar no Alvorada havia embarcado no 315 e demorou 1h32m para completar o trajeto. Poderia ter gastado nove minutos a menos se tivesse saltado no ponto anterior, também próximo ao Alvorada. Os outros dois repórteres chegaram praticamente ao mesmo tempo, levando no trajeto 1h34m (trem) e 1h36m (metrô). Os vencedores, neste caso, foram os motoristas do jornal, que em cerca de uma hora de carro chegaram ao Alvorada, indo pelo Alto da Boa Vista ou pela Linha Amarela.

Professor de Engenharia Urbana e Ambiental da PUC-Rio e morador da Barra, Fernando MacDowell se impressionou ao saber que o ônibus 315 venceu o BRT na volta para casa:

— Se a pessoa tem opção de outros tipos de transporte, dificilmente usará o BRT.

José Eugênio Leal, engenheiro de transportes do Centro Técnico Científico da PUC-Rio, avaliou que o BRT não é tão vantajoso fora do rush:

— Seguramente o horário do teste influenciou. Quando todas as estações do Transcarioca estiverem operando, pode haver interferência na via exclusiva (em relação à velocidade de tráfego), mas ela deverá ser menor que nas vias comuns.

Para o especialista, é difícil dizer se o BRT será capaz de manter o conforto apontado pelas equipes quando todas as estações estiverem operando. Leal critica também o projeto de algumas estações:

— Quem vier do Galeão e quiser pegar o metrô em Vicente de Carvalho, por exemplo, terá que andar um bocado e subir escadas com as malas.

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O Consórcio BRT informa que o Transcarioca movimenta cerca de 70 mil pessoas por dia e, diferentemente do Transoeste, tem fluxo constante, sem horário de pico. Com demanda, há partidas a cada dois minutos. A Secretaria municipal de Transportes não respondeu às perguntas do GLOBO-Barra até o fechamento desta edição.

CALOR É O MAIOR VILÃO SOBRE TRILHOS

O principal problema enfrentado pelos usuários dos transportes públicos sobre trilhos pode se resumir a uma palavra: calor. Tanto no trem como no metrô, os repórteres encararam um pouco de verão em pleno inverno. No BRT, o frio ainda impera.

— Aqui o ar-condicionado é forte. Dá até para botar um casaco — elogia o recepcionista Fagner da Costa.

Ele critica, porém, o fato de o BRT semidireto, que faz o trajeto Alvorada-Galeão, não parar na estação da Praça Seca, onde mora. Ele sai do trabalho, no aeroporto, vai de BRT até a Barra e de lá pega um ônibus para a Praça Seca. Resumo: 1h20m no BRT e mais 40 minutos no ônibus, sem contar o tempo de baldeação.

O vigia Vanderson Itamar elogia o serviço do BRT, que aliviou sua jornada. Ela se inicia em Nilópolis, na Baixada Fluminense, e termina no condomínio Nova Barra, no Recreio. A viagem, que atualmente leva três horas, era feita em quatro.

— Agora, eu saio de casa uma hora mais tarde. Tenho mais tempo para ficar com meu filho e construir minha casa — conta.

O Metrô Rio informa que não teve queixas a respeito da temperatura nos trens nos dias dos testes. E a Super Via reconhece que, dependendo do número de passageiros, os vagões ficam mais quentes.

ÔNIBUS MAIS LENTO DEVIDO A OBRAS

Para as equipes que fizeram o trajeto Terminal Alvorada-Central do Brasil na linha 315, os problemas, nos dois sentidos, surgiram quando o ônibus precisou pegar vias alternativas, devido ao fechamento da Avenida Rodrigues Alves nas proximidades da Rodoviária Novo Rio. Na ida, um trecho de dois quilômetros foi percorrido em 38 minutos; na volta, em 21. Os repórteres, porém, podem se considerar sortudos.

— O fechamento da Rodrigues Alves piorou muito o trânsito aqui, neste acesso à Francisco Bicalho. Na hora do rush, não dá para andar. A viagem atrasa muito mais neste trecho — conta o motorista José Natuba, há um ano e oito meses fazendo o trajeto. — A viagem até a Central, partindo do Recreio entre 7h e 9h, pode durar até três horas e meia.

Em outro veículo, a cobradora Maria da Conceição, há 18 anos na profissão, confirma a estimativa do colega:

— Trânsito hoje é imprevisível, não dá para apontar um horário do rush. A viagem dura em média duas horas, às vezes três. Depende do tipo de ônibus, se é automático ou não, e do congestionamento.

Para a Rio Ônibus, porém, o fechamento da Rodrigues Alves não afeta o 315. "Em relação às mudanças viárias que a cidade vem enfrentando, a linha 315 ainda não sofreu, até agora, maiores impactos no seu tempo de viagem." A empresa diz que o trajeto do 315 é realizado em 1h15m ou 1h20m, nos horários de maior movimento: "Fora destes intervalos, a viagem pode ser feita em pouco mais de uma hora, 1h05m".

O passageiro Elivelton Oliveira, porém, afirma o mesmo que Natuba e Maria da Conceição: o trajeto leva, pelo menos, duas horas.

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domingo, 31 de agosto de 2014

Passageiro do Transcarioca pode ter BRS para linhas alimentadoras

30/08/2014 - O Dia - RJ

Rio - Passageiros do Transcarioca podem ganhar aliados para reduzir ainda mais o tempo de viagem. A ideia é implementar faixas exclusivas de ônibus (BRS) em algumas ruas por onde passam linhas de ônibus alimentadores do BRT, em bairros como Madureira.

O presidente da Fetranspor (Federação das Empresas de ônibus do Rio), Lélis Teixeira, contou que a instituição propôs à prefeitura estudar a medida. "Queremos potencializar o uso do Transcarioca, porém, precisamos, além de verificar a viabilidade do projeto, aguardar a implantação total das linhas alimentadoras", explicou Lélis, durante o Seminário da Associação Nacional das Empresas de Transportes (NTU), realizado em Brasília.

Para a diretora do ITDP (sigla em inglês para Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento) Clarisse Linke, que também esteve no evento, a integração do BRS ao sistema BRT trará benefícios à população. "Se os alimentadores tiverem pistas segregadas do automóvel particular proporcionará mais rapidez nas viagens. As operações seguem uma lógica. Afinal, quem usa BRT quer reduzir o tempo de viagem e não perder parte dele ao utilizar o sistema alimentador", destacou.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, a implantação do sistema alimentador do Transcarioca está sendo realizada, gradativamente, para que o usuário se adapte. Até o momento, o processo está na segunda fase, em que parte da frota de ônibus convencional da região do entorno do corredor BRT já foi substituída. 

Mobilidade na Região Metropolitana do Rio: Câmara quer BRT ou trem sobre a Ponte

31/08/2014 -  O Dia - RJ

Rio - A recém-criada Câmara Metropolitana de Integração Governamental vai tentar convencer o governo federal a incluir na licitação da nova concessão da Ponte Rio-Niterói a instalação um espaço exclusivo para o transporte público, que pode ser um corredor BRT ou até mesmo trilhos. A informação foi dada pelo coordenador da Câmara e subsecretário estadual de Urbanismo, Vicente Loureiro, durante debate realizado pelo Observatório da Mobilidade, do DIA, sobre soluções para a mobilidade da Região Metropolitana do Rio.

 "Estamos conversando com o governo federal, que detém a concessão da Ponte, para convencê-lo de que isso seja exigido do novo concessionário. Esta é uma das primeiras missões da Câmara (Metropolitana de Integração Governamental do Rio de Janeiro)", afirmou Loureiro. "A hora de se tentar garantir o espaço para o transporte público na Ponte é agora", ressaltou Rômulo Orrico, do Programa de Engenharia de Transportes da Coppe-UFRJ, que defende a instalação de trilhos na via para que a chamada Linha 3 do metrô, que vai ligar Niterói a São Gonçalo, se conecte à rede metroviária carioca.

Loureiro concorda que essa conexão seria importante, mas não sabe se seria viável pelos altos custos do projeto. Uma opção mais em conta seria um corredor exclusivo de ônibus, como um BRT. "O importante é garantir um espaço na nova concessão da Ponte para o transporte público. O tipo de transporte que será vai depender de estudos e dos projetos a serem apresentados", afirmou Loureiro.

Riley Rodrigues, especialista em competitividade industrial da Firjan, ressaltou, no entanto, que a única obra já anunciada a ser incluída no edital é a construção de um acesso direto da Ponte à Linha Vermelha. "É uma obra importante, que tira de 30% a 40% dos veículos que atualmente usam a Avenida Brasil.

Entretanto, deveríamos usar a mesma estrutura a ser feita para se construir um acesso exclusivo ao Porto, desafogando o tráfego de caminhões do ponto mais congestionado da Brasil, que é a chegada à Zona Portuária", afirmou Riley, que coordenou estudo mostrando que o estado perdeu R$ 29 bilhões com os 130 quilômetros de engarrafamentos diários, só no ano passado.

A expectativa é de que o governo federal licite a Ponte ainda neste ano, já que a atual concessão termina em maio do ano que vem. As empresas interessadas têm até sexta para entregar projetos que poderão ser incluídos no edital de licitação.

Concentração dos empregos prejudica a mobilidade

A solução para a mobilidade não pode estar desvinculada do planejamento urbano. A opinião é unânime entre os especialistas do debate, que apontaram a necessidade de distribuir os pólos geradores de empregos e serviços na Região Metropolitana. "Mais de 70% dos empregos metropolitanos estão na cidade do Rio. Sem reverter essa lógica, fica muito pesado para qualquer sistema de transporte dar conta do desafio de transportar essa gente toda", afirmou Vicente Loureiro, explicando que é preciso desenvolver outras "centralidades" (pólos com empregos e serviços) em municípios da Baixada e da Grande Niterói.

O economista e urbanista da UFRJ, Mauro Osório, destacou ainda a disparidade dentro da capital, como a área da Barra e Recreio (AP-5), com 27% da população e 7,9% dos postos de trabalho, e o Centro (AP-1), com 37% do emprego e 4,7% dos habitantes. Ele defende políticas para o adensamento de moradias no Centro e incentivo à criação de trabalho na AP-5. "Tem de trazer mais moradia para a AP-1 do que estão fazendo na reforma da Zona Portuária. Na Baixada, acho que o que deve se levar é emprego e serviços e não mais população", avaliou.

Outras fontes para financiar o transporte

Para o engenheiro Rômulo Orrico, da Coppe-UFRJ, um dos desafios para melhorar a mobilidade urbana na Região Metropolitana é diversificar a fonte de investimentos. "É um ponto chave saber como partilhar os investimentos em transporte público. Quem se beneficia desses investimentos deve pagar", afirmou.

Para ele, os recursos para a ampliação da rede de transportes pode sair, em parte, do aumento dos impostos sobre quem tem carro, do setor imobiliário, que se valoriza com a infraestrutura, ou até da indústria.

Outro desafio lembrado por ele é a melhoria da gestão e planejamento de transportes na Região Metropolitana do Rio. "Quando uma enorme quantidade de ônibus entra totalmente vazia no Centro, vemos que existe uma lógica torta no planejamento dessa metrópole."

PROJETOS

Trens e BRTs na Baixada

Entre os projetos mais urgentes para a mobilidade urbana da Região Metropolitana, os especialistas apontaram mais investimentos nos trens e a construção de corredores BRT na Baixada. "O trem precisa virar metrô na superfície. Não é só trens com ar-condicionado. Tem de ser linha segregada, estações novas. Estimamos que precisam mais R$ 800 milhões de investimentos", afirmou Vicente Loureiro, ressaltando a importância da construção do BRT da Baixada, pela Via Light até a interligação com o Transbrasil, além de corredor exclusivo de ônibus na BR-040 e na Via Dutra, concessões federais. Ele ressalta ainda a ligação Estácio-Praça 15 do metrô.

Riley Rodrigues, da Firjan, lembrou ainda da importância da ligação tranversal na Baixada, chamada de Transbaixada, com corredor BRT ligando a BR-040 à Dutra. Ele se mostrou, no entanto, contrário ao BRT Transbrasil, que ligará Deodoro ao Centro. "Acho que nesse trecho da Avenida Brasil deveria ter um metrô, suspenso ou por túnel, que teria uma capacidade muito maior do que o BRT. Não se pode tirar uma faixa ali", reclamou Riley. Mauro Osório, da UFRJ, também concorda com Riley sobre este projeto.

Rômulo Orrico, da Coppe da UFRJ, sustentou a defesa da implementação de um arco ferroviário, ligando a linha de Guapimirim até Itaboraí, onde está sendo instalado o Comperj. "Com isso, fecharia um arco em toda a Região Metropolitana com a Linha 3 do metrô."

domingo, 17 de agosto de 2014

Novas linhas de ônibus se ligarão ao Transcarioca

17/08/2014 - O Globo

RIO - A partir da próxima segunda-feira, quem utiliza os serviços do BRT Transcarioca poderá contar com quatro novas linhas alimentadoras nas regiões de Jacarepaguá e Madureira. De acordo com o consórcio BRT, a medida faz parte de mais uma etapa do processo de racionalização das linhas de ônibus. A medida cumpre o planejamento definido pela Secretaria Municipal de Transportes. Veja o esquema abaixo:

Início da operação da linha alimentadora 815A (Boiúna - Taquara), em substituição a 761 (Boiúna - Madureira), com integração ao BRT no Terminal Taquara - Bandeira Brasil, junto à estação Taquara.

Início da operação da linha alimentadora 831A (Taquara - Colônia), em substituição a 762 (Madureira- Colônia), com integração ao BRT no Terminal Taquara - Bandeira Brasil, junto à estação Taquara.

Início da operação da linha alimentadora 963A (Santa Maria - Taquara), em substituição a 763 (Santa Maria - Madureira), com integração ao BRT no Terminal Taquara - Bandeira Brasil, junto à estação Taquara.

Início da operação da linha alimentadora 964A (Pau da Fome - Taquara via Meringuava), em substituição a 764 (Pau da Fome - Madureira), com integração ao BRT no Terminal Taquara - Bandeira Brasil, junto à estação Taquara.

O consórcio BRT informou que promotores estarão nas estações e nos principais pontos das linhas acima divulgando todas as mudanças para a população, com distribuição de folhetos explicativos.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

BRT deve chegar ao Jardim Oceânico no ano que vem, prevê Rio Ônibus

14/08/2014 - Agência Brasil

O presidente do Sindicato das Empresas  de Ônibus do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) e da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Rio de Janeiro (Fetranspor), Lélis Teixeira, informou hoje (14) que o corredor expresso de ônibus articulados Bus Rapid Transit (BRT) Transoeste deve ser estendido ao Jardim Oceânico no ano que vem. Com a conclusão da obra, os passageiros poderão descer diretamente na estação de metrô, que está atualmente em construção na Barra da Tijuca e é prevista para 2016, antes dos Jogos Olímpicos.

"Quando você passa ali, já vê que está em obras. Quando o metrô ficar pronto, o BRT já vai estar pronto, e, independentemente disso, vai ser importante porque toda a região mais comercial da Barra está naquele trecho. Ali, já vai ser um ganho enorme e tirar no mínimo 50 ônibus quando colocar o BRT. Vai beneficiar as pessoas porque elas vão poder passar direto pelo Terminal Alvorada e até ir para a zona sul, quando o metrô estiver pronto", disse Teixeira, que apresentou um balanço do BRT no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ).

Ao mostrar o traçado do corredor expresso, o representante das empresas de ônibus apontou também um trecho do BRT Transoeste que vai ligar Campo Grande à Avenida das Américas e à Barra da Tijuca sem passar por Santa Cruz, via Estrada do Monteiro e Mato Alto. Essa parte do corredor, porém, é uma ideia que ainda não tem data para sair do papel e deve ficar para governos futuros: "Eu acredito que não vai ser feito neste governo porque ele já definiu as prioridades, que são o Transolímpico (Recreio-Deodoro), que está sendo feito, e o Transbrasil (Centro-Deodoro), que está em processo de licitação."

Sobre os próximos passos do BRT, Lélis Teixeira disse que 100% das estações do Transcarioca (Barra da Tijuca-Aeroporto Internacional Tom Jobim) devem estar funcionando até setembro, e que, já neste mês, chegam ônibus biarticulados que terão capacidade para transportar 280 passageiros. "Já estamos sabendo pelas pesquisas que têm estações que vão integrar com o trem e que têm uma grande demanda. Eles vão ser provavelmente para Madureira."

Segundo a assessoria de imprensa do Consórcio BRT, os veículos biarticulados foram fabricados em Caxias do Sul e já estão na estrada, a caminho do Rio. Quando chegarem à cidade, precisam ser licenciados pela Secretaria Municipal de Transportes e pelo Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ), antes de passarem por um período curto de testes.Nesta semana, o trecho Barra da Tijuca-Madureira começou a operar 24 horas por dia, e a expectativa é que, no mês que vem, todos os ônibus e estações dos BRTs Transoeste e Transcarioca tenham internet sem fio.

Longa espera por melhorias

15/08/2014 - O Dia - RJ

Terminal que concentra linhas de ônibus para a Baixada Fluminense, o Américo Fontenelle, ao lado da Central do Brasil, deveria ser uma rodoviária climatizada, com painéis de LED para informar chegadas e partidas e ainda dispor de um shopping e estacionamento. As melhorias foram anunciadas quando a Companhia de Desenvolvimento Rodoviário e Terminais do Estado do Rio de Janeiro (Coderte) concedeu o terminal, por 25 anos, em licitação, para a Rio Terminais, em maio de 2012. Na época, a nova concessionária prometeu que iria demolir a estrutura antiga e construir novo prédio, uma obra que começaria "em breve" e duraria 24 meses.

Mais de dois anos depois, no entanto, a reforma nem começou. A concessionária alega que depende ainda de desapropriações de terrenos no entorno, que seriam de responsabilidade da Coderte, para construir o novo terminal, o centro comercial e o estacionamento.

Além disso, a Rio Terminais acrescenta que espera definições sobre futuras estações do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e do BRT Transbrasil para fazer a reforma do local. A prefeitura, no entanto, contesta a informação e ressalta que o traçado do VLT já está pronto e que o projeto do Transbrasil não interfere nas obras.

Os passageiros, que aguardam por ônibus em longas filas, em pé, dizem não ter visto melhorias no conforto desde a privatização. "Não há um lugar para sentarmos enquanto o ônibus não vem. Faz falta", diz a telefonista Ana Gracinda de Castro, de 50 anos, que aguarda o 196 C para Guapimirim.

A Rio Terminais afirma que o local já recebeu reforma das plataformas, nova pintura, cobertura ampliada e equipes de segurança e limpeza.

Entre as exigências da Coderte na concessão, sem prazo para implantação, estavam ainda bilheterias e banheiros, que nunca foram instaladas.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Cariocas se queixam da lotação nos ônibus do BRT Transoeste

14/08/2014 - G1 Rio

O BRT Transcarioca completou dois meses de funcionamento e a Transoeste transporta passageiros há mais dois anos. Os ônibus articulados que rodam em faixas exclusivas foram uma saída da Prefeitura do Rio para melhorar os congestionamentos na cidade, mas os passageiros reclamam da qualidade do serviço. Juntos, o sistema Transoeste e a Transcarioca têm 95 quilômetros. As informações são do Bom Dia Rio.

"Eu quero que eles botem mais ônibus, saindo um atrás do outro, porque a gente fica aqui em pé o tempo todo esperando um ônibus", disse uma passageira.

"O problema é esse ai, ne? A lotação, entendeu? Eu não tenho nem como me mexer", contou uma senhora.

"A gente vai igual uma lata de sardinha. Tem dia que se você tirar o pé , não coloca de novo", reclamou outra passageira, que se espremia no ônibus do BRT.

A Transoeste liga Campo Grande, Santa Cruz, na Zona Oeste, ao Terminal Alvorada e a Transcarioca segue e direção ao Aeroporto Tom Jobim, na Ilha do Governador - 213 ônibus do BRT circulam pela cidade diariamente.

Oito novos ônibus com capacidade para 200 passageiros entraram em circulação no início de agosto. Mas até o final do mês, dois veículos de 28 metros com capacidade para 270 pessoas entrarão em teste.

"Essa frota maior está vindo com carros maiores. Com isso nós conseguimos junto com a velocidade que o sistema já tem, ofertar mais lugares com carros de maior capacidade, dando ao passageiro mais conforto nos momentos de pico", afirmou o gerente do sistema BRT Alexandre Castro.

Os novos veículos vão circular nos dois corredores. Na Transoeste, em dois anos de operação, foram transportados mais de 60 milhões de passageiros. A Transcarioca ainda está em fase de implantação; em dois meses, quase 1,5 milhão de passageiros usaram o corredor expresso. Das 47 estações previstas, 19 ainda não funcionam.

Até 2016, com a inauguração da Transolímpica, serão três linhas e 620 viagens por dia. O edital para a construção da Transbrasil, que vai complementar o sistema, ainda não foi lançado.