segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A história da empresa Transportes Amigos Unidos

06/04/2014 - Michel Silva

No final de 2013, reproduzimos uma reportagem do jornalista Sérgio Fleury sobre as lotações apelidadas de amarelinhos pelos cariocas. A matéria foi publicada originalmente no Jornal do Brasil, dia 27/05/1977. Nesta reportagem, o intuito é resgatar a memória da empresa Transportes Amigos Unidos (TAU) que serviu durante décadas a população do Rio de Janeiro, principalmente aos moradores da Rocinha.

Em 1957, o transporte por ônibus era realizado pelos antigas e famosas "lotações", 16 sócios se reuniram para criar a Empresa de Lotação Bons Amigos. O nome foi baseado em uma fábrica de carrocerias que existia na época. No ano seguinte, a empresa passou a se chamar Transportes Amigos Unidos. Na época de sua fundação, a Amigos Unidos possuía 26 ônibus e cerca de 60 funcionários. Ficava sediada na Rua Adalberto Ferreira, no bairro do Leblon e operava a linha Gávea – Leme, que fazia dois itinerários circulares – um por Botafogo e outro por Copacabana. Nos anos 50 e início dos anos 60, a empresa tornava-se conhecida entre os usuários mais pela linha do que pelo nome. Ou seja, a Amigos Unidos era a Gávea – Leme. Os sócios, por sua vez, eram chamados de agregados. Em 1963, o então governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, decretou fim das lotações, dando início ao transporte por ônibus convencionais, os chamados agregados passaram a ser acionistas da empresa.

Em 1964 possuía aprox. 40 carros com as linhas 591 e 592, mas logo depois, a Viação Taquara (49000) repassou as linhas 545 e 555 para a TAU. Em 1967/68, a empresa possuía 58 carros, explorando as linhas 545 – 555 – 591 – 592 foi quando a empresa acabou arrematando os 40 carros da Viação Taquara com as linhas 583 e 584.

Em 1969, a empresa possuía uma frota grande para época (100 carros), com as seguintes linhas: 545 – Hotel Leblon x Rocinha; 555 – Hotel Leblon x Barra; 583 – Cosme Velho x Leblon (via Jóquei); 584 – Cosme Velho x Leblon (via Copacabana); 591 – Gávea x Leme (via Copacabana); e 592 – Gávea x Leme (via Jóquei).

Sua expansão continua nos anos 70, quando absorve parte da Transportes Acre Ltda – (16500), assumindo assim, linhas como exemplo: (Ex. 521/558). A Transportes São Silvestre (37500) assumiu a outra parte (Ex. 511). Desde então, a Amigos Unidos foi crescendo em linhas e frota.

Extinta garagem da TAU na Rocinha. Atualmente funciona um hospital público no local. (Foto: Renan Vieira)
A empresa transferiu sua sede do Leblon para a garagem do Jardim Botânico, possuindo outra garagem na Rocinha. Após protestos de vizinhos pela sua localização e com a falência da coligada Transportes Mosa, vendeu sua garagem em 2002 e transferiu sua sede administrativa para a antiga garagem da Mosa em Ramos. Após a transferência da sede para Ramos, foi construído um novo prédio para a administração na garagem da Rocinha. Com a inauguração das novas instalações na Rocinha, parte da equipe administrativa foi transferida para este local. Desde então, a empresa passou a funcionar em Ramos e na Rocinha. Cada garagem possui autonomia e administrações próprias, funcionando a garagem de Ramos como matriz e a da Rocinha como filial.
Em 1987, com a falência da Auto Viação Colúmbia, absorveu um lote de linhas ligando o Centro da cidade aos bairros de São Conrado e Barra da Tijuca. Três anos depois, com a crise da CTC-RJ em 1990, passou a operar um lote de linhas nos Centro da cidade e no bairro de Santa Teresa em pool com a Viação Verdun. Em 2004 a empresa saiu do pool.

Devido à obras do Governo Federal, a garagem da Rocinha foi trocada em permuta com o governo do estado do Rio de Janeiro pela antiga garagem de Triagem da CTC-RJ, empresa estatal em processo de liquidação.

Em julho de 2009, a empresa formou um pool com a coligada Viação Oeste Ocidental – que enfrenta grave crise financeira – na linha 397 (Largo da Carioca – Campo Grande via Bangu), em função das constantes reclamações sobre a operação da linha. Inicialmente cedendo veículos, que aos poucos foram transferidos e repintados para a Ocidental, passou a dividir o pool com as empresas Auto Viação Bangu e Transportes Campo Grande após acidente com mortes envolvendo com veículo da Ocidental na linha 397 em setembro de 2009.

A frota da empresa, de 250 ônibus distribuídos em Ramos (147 veículos) e Triagem (103 veículos), é composta principalmente por veículos adquiridos usados de outras empresas e transferidos da coligada Oeste Ocidental. Como conseqüência, apresentava uma das maiores idades médias dentre as empresas cariocas, encontrando-se em mau estado de conservação ou inoperante devido à crise financeira que se abate sobre a empresa.


Ônibus da linha 593. (Foto: Autor desconhecido)
Em março de 2009 a empresa repassou os Comil Svelto que faziam a linha Metrô Siqueira Campos x Barra da Tijuca (Expresso Barra) para Viação Oeste Ocidental, que numa tentativa de se recuperar os colocou na linha 397 Expresso (Tiradentes x Campo Grande). Em Setembro de 2009 a Viação Oeste Ocidental teve sua garagem lacrada, sendo impedida de circular por 6 dias. Quando liberada, esses mesmos carros voltaram a Amigos Unidos, sendo pintado novamente com a identidade visual da empresa e colocados em circulação com o ar condicionado desligados incialmente na linha 175 (Central x Barra da Tijuca), sendo depois transferidos de volta para a linha 397, mas ostentando identidade visual da Amigos Unidos.
De acordo com ranking elaborado pela Secretaria Municipal de Transportes, divulgado em 10 de março de 20101 , a Amigos Unidos foi considerada a quarta pior empresa de ônibus do município, com 19,93 pontos, acima do ponto de corte de 13,69

Com a licitação dos ônibus na cidade do Rio de Janeiro em 2010 a empresa foi extinta e suas linhas transferidas para os consórcios de Empresas (Internorte, Intersul, Transcarioca e Santa Cruz).

Curiosidades sobre a empresa

Durante décadas a empresa TAU criou e extinguiu linhas de ônibus. Selecionamos algumas dessas linhas.

541 e 542 eram Rocinha – Mourisco. Extintas em 1965.
545 – Rocinha x Gávea criada em 1965 e extinta em 1989.
547 – Barra da Tijuca – Hotel Leblon extinta em 1965 e recriada em 1983 com o trajeto Rocinha – Botafogo. Extinta novamente em 1992.
548 – Rocinha – Leme criada em 1984 extinta em 1987.
553 – São Conrado – Leme via Niemeyer criada em 1974 e extinta em 1987.
554 – Barra da Tijuca – Gávea criada em 1973 extinta em 1988.
555 – Cidade de Deus x Gávea (espelho da 750 e atual 550). Criada em 1965 e extinta em 1989.
556 – São Conrado x Novo Leblon (Joá, Barrinha, Ponte Velha, Av. das Américas). Criada em 1980 e extinta em 1988.

Em janeiro de 1970, circulavam apenas duas linhas de ônibus na Avenida Niemeyer: 545 (Rocinha-Hotel Leblon) e 555 (Barra da Tijuca-Hotel Leblon).

Em agosto de 1973 as seguintes linhas circulavam pela avenida Niemeyer: 521 (Vidigal-Mourisco), 522 (Vidigal-Mourisco), 545 (Rocinha-Marquês de São Vicente), 553 (Leme-São Conrado), 554 (Gávea-Barra da Tijuca), 555 (Gávea-Cidade de Deus), e 750 (Gávea-Cidade de Deus), além das linhas especiais Campo Grande, Base Aérea de Santa Cruz, e Restinga de Marambaia, ambas com ponto final no Aeroporto Santos Dumont.

via Viva Rocinha com informações do Wikipédia e historiadores.

Zona Norte do Rio terá novo sistema de vans ainda este ano

18/10/2014 - O Dia - RJ

Rio - A Zona Norte será a próxima região a ter vans regularizadas pela prefeitura, a partir de licitação. Com isso, os veículos do transporte alternativo do antigo sistema terão que deixar de circular na região. A implantação, que já tem, inclusive, os motoristas selecionados, vai acontecer até o final do ano.Mas até lá o cerco do município contra irregularidades neste setor deve ficar cada vez mais apertado.

De acordo com o coordenador especial de Transporte Alternativo Complementar, delegado Claudio Ferraz, motoristas de vans já produziram, somente até o início deste mês, cerca de R$ 2,7 milhões em multas, emitidas tanto pelo estado, quanto pela prefeitura. "O que a gente nota é um aumento da participação dos próprios motoristas, que cobram a nossa presença em várias áreas. Isso evita, por exemplo, a exploração deles por organizações criminosas", afirmou Ferraz.

O número de multas atual mostra um pequeno acréscimo na quantidade de infrações cometidas pela categoria, se comparado ao ano passado. Entre junho e dezembro de 2013, foi arrecadado R$ 1,130 milhão pelos governos com remoções, atuações e lacres no sistema de transporte alternativo.

A fiscalização tem sido tão rígida que há 141 motoristas de vans com processo na Secretaria Municipal de Transportes para perder a permissão do sistema. Uma quantidade inédita. Destes, 92 são da nova 'leva', ou seja participaram de licitação para integrar o modelo padronizado normatizado pela gestão Eduardo Paes.

As irregularidades vão desde alterar o itinerário definido para determinada linha, como circular em áreas proibidas pelo município. Houve um caso, no entanto, de um auxiliar de transporte que trabalhava sem ser registrado no cadastro da prefeitura. De acordo com a Coordenadoria de Licenciamento da Secretaria Municipal de Transportes, os processos estão em fase de defesa dos permissionários. "Eles têm até o final de novembro para recorrer. Em seguida, os processos são julgados por uma junta para, só então, serem cassados ou não", informou o órgão, em nota.

Dos 9.977 veículos que caíram na fiscalização do Transporte Complementar este ano, 5.181 (52%) foram autuados, 3.837 (38%) removidos e 959 (10%) lacrados. Os bairros onde ocorreram flagrantes de irregularidades são Campo Grande, Madureira, Jacarepaguá, Bangu, Ilha do Governador e Bonsucesso.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Linhas de ônibus clandestinas operam sem repressão em vias movimentadas da capital

Em três dias, repórteres do GLOBO flagraram 23 coletivos realizando transporte ilegal de passageiros no Centro e na Zona Sul

POR SÉRGIO RAMALHO

17/10/2014 - O Globo


Ônibus pirata faz parada irregular na Avenida Chile, no Centro do Rio, para pegar passageiros. Apesar de o lugar ser bastante movimentado, já que existem linhas regulares que fazem ponto no local, os coletivos clandestinos operam sem qualquer repressão - Hudson Pontes / Agência O Globo
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RIO — Avenida República do Chile, Centro do Rio, 16 horas. Um ônibus encosta no ponto reservado a taxistas em frente a um dos acessos à estação Carioca do metrô. Na porta, um homem vestindo bermuda, camiseta, chinelos de dedo e óculos escuros anuncia, ao berros, o itinerário da linha irregular que tem como ponto final o bairro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. É o início de mais uma jornada da viação pirata.

Todos os dias à tarde, o trecho de pouco mais de cem metros entre o prédio da Caixa Econômica Federal e a estação do metrô no Largo da Carioca é transformado numa espécie de rodoviária pirata, onde coletivos antigos e malconservados — alguns com multas e IPVA atrasados há sete anos — fazem o transporte de passageiros livremente, partindo com intervalos de até meia hora, sob a vista grossa de PMs e guardas municipais.

MOVIMENTO MAIOR À TARDE

O serviço irregular também é feito durante as manhãs, entre 6h e 9h, mas é a partir das 16 horas que a movimentação dos piratas fica mais intensa, inclusive, com coletivos parados em fila dupla na Avenida República do Chile. O vaivém dos piratas se prolonga até 22 horas. Repórteres do GLOBO acompanharam por três dias — de segunda à última quarta-feira — a atividade ilegal.

Nesse período, 23 coletivos foram flagrados realizando o transporte irregular de passageiros, circulando livremente pelo Centro e também pelas avenidas Vieira Souto, em Ipanema, e Atlântica e Princesa Isabel, em Copacabana. Apesar de 14 dos coletivos estarem em situação irregular, com multas e licenciamento anual atrasados, nenhum dos veículos foi abordado por patrulhas da PM ou qualquer outro tipo de fiscalização.


Coletivo pirata pega passageiros na Avenida Vieira Souto, em Ipanema: linhas ligam Zona Sul a municipios da Baixada Fluminense - Hudson Pontes / Agência O Globo

Cinco dos coletivos que faziam a ligação entre bairros da Zona Sul do Rio com os municípios de Queimados e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, acumulam juntos R$ 16 mil em multas atrasadas. Três deles tinham feito o último licenciamento em 2007, conforme pesquisa realizada a partir de dados do Detran.

Na Avenida República do Chile, onde todas as tardes a movimentação dos coletivos ilegais remete a uma rodoviária pirata, com veículos parados em fila dupla, a situação não é diferente. Seis dos ônibus que fazem ponto final diariamente na região estavam com IPVA atrasado e multas acumuladas. Um deles não passa por vistoria há dez anos.

A falta de documentação e o mau estado de conservação, contudo, não afugentam os passageiros, que pagam valores até acima do praticado pelas empresas regulares: entre R$ 5 e R$ 10, neste caso quando o coletivo tem ar-condicionado. Para o usuário, o principal atrativo está na rapidez do percurso:

— O ônibus convencional custa R$ 3, mas vai parando em todos os pontos, leva mais de duas horas para chegar a Campo Grande. Isso quando não pega engarrafamento. O pirata é expresso — diz a diarista Lúcia Pereira, de 38 anos.

A justificativa usada pela moradora da Estrada do Monteiro, em Campo Grande, geralmente é repetida pelos demais usuários do transporte ilegal. Principalmente, os passageiros que recorrem aos piratas vindos da Baixada Fluminense.


Veículo pirata com destino ao município de Queimados, na Baixada Fluminense, circula livremente pela Avenida Princessa Isabel, em Copacabana - Hudson Pontes / Agência O Globo

A equipe de reportagem flagrou duas linhas irregulares em atividade, ligando o Jardim de Alah ao município de Queimados e ao bairro de Cabuçu, em Nova Iguaçu. O itinerário aparece em placas afixadas à frente dos coletivos, que circulam pela orla. Parte do percurso é feita com a porta aberta. De pé nos degraus, o cobrador anuncia aos gritos o itinerário e a tarifa: R$ 10.

'Moro em Queimados e prefiro o pirata porque pego o ônibus na esquina da minha rua e vou direto até o trabalho, em Copacabana. Sem ele, tenho que pegar um ônibus para o Centro do Rio e depois outro para a Zona Sul'
- JOSÉ CARLOS VIEIRA
Pedreiro
— Tem ônibus que aceita até vale-transporte e bilhete único, mas cobra uma taxa. Moro em Queimados e prefiro o pirata porque pego o ônibus na esquina da minha rua e vou direto até o trabalho, em Copacabana. Sem ele, tenho que pegar um ônibus para o Centro do Rio e depois outro para a Zona Sul — argumenta o pedreiro José Carlos Vieira, de 41 anos.

Para aceitar o "dinheiro eletrônico", os piratas lançam mão de uma parceria ilegal com vans que contam com validadores. Há casos ainda em que os passageiros descarregam o cartão, pagando taxa de 15%, e utilizam o serviço de transporte irregular durante um mês.

A tecnologia também serve para driblar a fiscalização. Os piratas utilizam radiotransmissores e a internet, por meio de smartphones, para trocar informações e evitar blitzes. Na tarde da última segunda-feira, ao notar que seu coletivo havia sido fotografado na Avenida Atlântica, um dos motoristas alertou os demais piratas, que passaram a circular sem exibir a placa indicando o itinerário.

De acordo com a assessoria do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), de janeiro até a primeira quinzena deste mês, 140 ônibus piratas que operavam irregularmente linhas intermunicipais foram apreendidos em fiscalizações na Região Metropolitana e em municípios do interior do estado. O órgão não tem uma estimativa do número de piratas em circulação no estado.

PREFEITURA DIZ QUE É CASO DE POLÍCIA

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Ainda segundo o Detro, a fiscalização dos ônibus piratas que circulam pela capital é feita pela Secretaria municipal de Transportes, ficando sob atribuição do órgão estadual apenas a repressão aos que fazem o transporte intermunicipal.

A Coordenadoria Especial de Transporte Complementar da prefeitura argumenta que tem atribuição de fiscalizar apenas as vans, mas que, eventualmente, recolhe coletivos piratas. Contudo, o órgão não tem poder para multar esses veículos.

Já a assessoria da Secretaria municipal de Transportes afirma que atua na fiscalização de ônibus regulares e se, eventualmente, localiza em suas operações coletivos piratas, estes são encaminhados à polícia, uma vez que tal ação constitui crime: "Ônibus piratas são um caso de polícia e fogem a alçadas da secretaria, que atua com base no Código Disciplinar que regula a frota regular do município".

 
 
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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Duque de Caxias terá BRT integrado com ciclovia e linha de trem

16/10/2014 - Extra - RJ

O governo federal liberou nesta quarta-feira R$ 1,5 milhão para o projeto de mobilidade em Caxias. O objetivo é ligar vários pontos da cidade por meio de BRT, com 41km; de ciclovias, com cerca de 120km; e da linha férrea já existente. O novo corredor de ônibus fará a ligação entre Santa Cruz da Serra e a Avenida Brasil. O convênio faz parte do PAC Mobilidade.

O projeto inicial prevê que três estações de trem da cidade (Gramacho, Corte Oito e Santa Cruz da Serra) virem modais — ou seja, se integrem a outros meios de transporte, como ônibus e bicicletas. O bairro de Gramacho também ganhará um viaduto para desafogar o trânsito.

— Queremos diminuir o tempo que o morador de Caxias gasta no tráfego. Quando a obra ficar pronta, ele chegará mais rápido ao Rio e poderá voltar para casa com facilidade. Não se constrói um viaduto na cidade há 35 anos — explicou o prefeito Alexandre Cardoso.

De acordo com ele, o projeto deve demorar 60 dias para ficar pronto e a licitação da obra deve ser realizada no início do ano que vem. O prefeito prevê que o custo total da intervenção fique por volta de R$ 295 milhões.

— O recurso virá do governo federal, mas a prefeitura precisará dar uma contrapartida de cerca de 10%. O orçamento ainda será fechado, esse valor pode mudar — disse Alexandre Cardoso: — Acredito que já conseguiremos ver algo concreto dessas obras em 2016.

O contrato de repasse de recursos do Orçamento Geral da União foi assinado ontem de manhã na Prefeitura de Caxias com a presença do ministro das Cidades, Gilberto Occhi, e do superintendente regional da Caixa Econômica Federal no Oeste do Rio, Cláudio Martins.

— Vamos apoiar Caxias com recursos federais para que a população tenha melhores condições de se movimentar entre o trabalho, a escola e a casa — afirmou Gilberto Occhi.

Baixada terá mais 1.800 imóveis do "Minha Casa Minha Vida"

O ministro Gilberto Occhi também anunciou nesta quarta-feira a construção de 900 casas do programa "Minha Casa Minha Vida" do Residencial São Bento I, em Caxias, e mais 900 do Condomínio Parque Valverde, em Nova Iguaçu.

Com investimento de cerca de R$ 84 milhões, o empreendimento de Caxias terá apartamentos com 43,54 metros quadrados (dois quartos, sala, banheiro e cozinha). O local terá ainda 36 unidades adaptadas para portadores de necessidades especiais.

Em Nova Iguaçu, a obra custará R$ 71,5 milhões e o apartamento terá o mesmo número de cômodos do de Caxias. A diferença é que o condomínio contará com uma creche, uma Unidade Básica de Saúde e um Centro de Referência e Assistência Social.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

321, 323 e 325 não estão mais passando no Fundão

14/10/2014 - Diário do Transporte Coletivo

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Em razão do bloco de concreto colocado na entrada do Fundão na altura do BRT, os ônibus internos, municipais e intermunicipais estão tendo que dar uma volta desnecessária pelo campus, em especial, as linhas de ônibus internos, que precisam passar pelos dois terminais, o do BRT e o da Cidade Universitária. Acredito que por essa razão, foi determinado a volta ao itinerário antigo, seguindo direto pela Linha Vermelha.

A entrada das linhas no Fundão acessando a Ponte do Saber estava beneficiando muitos estudantes que só tinham como opção o famigerado 485 para ir para a Prefeitura e Leopoldina. Hoje, dia 14/10, estão instalando uma cancela no local, no lugar do bloco de concreto e fica a esperança que as linhas voltem a circular pelo Fundão. O trecho a seguir foi retirado do site da Prefeitura da UFRJ:

A primeira semana de funcionamento do sistema BRT na Cidade Universitária dividiu as opiniões entre os usuários, com muitos elogios para a nova integração e numerosas críticas ao transporte interno da universidade: ônibus em péssimo estado de conservação, morosidade no deslocamento e ainda poucos veículos para atender a demanda. A conta coube à Prefeitura Universitária, que passou a ser alvo de constantes reclamações. A boa notícia é que a partir de segunda-feira, dia 13, o jogo começa a virar, com mudanças de itinerário para atender a comunidade universitária.

De acordo com o prefeito da UFRJ, Ivan Carmo, a concessionária do Sistema BRT e a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) deram um prazo muito curto para a adaptação ao avisar que o serviço começaria a operar em três dias. "Nós contávamos com obras de adaptação na Cidade Universitária que não foram realizadas pela Transcarioca. Além disso, estamos em um processo de substituição de empresa que opera o sistema de transporte interno", revelou ele.

A partir do dia 3 de novembro, uma nova empresa passará a circular no campus da Cidade Universitária, mas enquanto isso não acontece a Prefeitura Universitária fará remanejamentos na frota. "A concessionária já recebeu diversas penalidades. Pelo contrato, eles deveriam ter 13 veículos atendendo aos usuários de seis em seis minutos. Hoje, apenas nove estão operando. Com o aumento do trajeto, o intervalo também cresceu. Vamos remanejar a frota que está em operação, priorizando as viagens mais curtas entre o Terminal BRT e a Coppead, para reduzir o tempo de viagem e de espera", anunciou o prefeito.

Segundo Ivan Carmo, alguns veículos ainda continuarão saindo do Terminal do BRT Aroldo Melodia, seguindo pela Rua Luiz Renato Caldas e passando duas vezes pelo Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF). Porém, a prioridade será para os ônibus que, ao entrarem na Avenida Carlos Chagas, façam paradas apenas nos pontos em frente ao Centro de Ciências da Saúde (CCS), à Praça Edson Abdalla Saad e próximo da Prefeitura Universitária, seguindo depois pela Avenida Horário Macedo.

A previsão da Prefeitura Universitária é ter instalada, já na próxima semana, a cancela que restringirá o acesso apenas dos ônibus internos pela Rua Professor Paulo Rocco. "Estamos estudando permitir também a passagem dos ônibus que saem da Ilha do Governador em direção ao Centro, passando pela Ponte do Saber. É uma maneira de aumentar a oferta para quem faz baldeação no Centro para se deslocar para outros bairros, como a Tijuca", disse o prefeito da UFRJ.

Além das mudanças no deslocamento interno, Ivan Carmo está em contato com a SMTR e a CET-Rio para que o ingresso pela ponte velha do Galeão à Cidade Universitária não seja restrito apenas aos ônibus alimentadores. "Nós sabemos que grande parte do fluxo de carros pode ser reduzida na Avenida Brigadeiro Trompowsky se eles flexibilizarem o acesso também de veículos de passeio. Além disso, as pessoas já estavam acostumadas a fazer esse trajeto, e reeducá-las é muito mais difícil", concluiu.

Não sei que "estudos" estão sendo feitos, já que é óbvia a necessidade da entrada dessas linhas no Fundão e também das linhas intermunicipais (410T São João x Barra, 420T Nilópolis x Barra e 415T Barra x Caxias), então torço para que não seja só uma mudança para os ônibus internos, mas também para os externos, inclusive intermunicipais. Eis uma foto (infelizmente, ficou desfocada) da obra da cancela.

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Rio Ônibus alerta para prejuízos causados por atos de vandalism

14/10/2014 - Agência Brasil

O sindicato que representa os quatro consórcios de empresas que operam no sistema de transporte do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) apresentou levantamento revelando alto crescimento no número de ataques a ônibus na capital em 2014. Desde o início do ano, 47 veículos foram incendiados, contra seis registrados em 2013. De acordo com o sindicato, os estragos causados por vândalos totalizam prejuízos de R$ 16 milhões.

Supervisor de comunicação da Viação Nossa Senhora de Lourdes, João Arthur Valente explicou que as empresas não são ressarcidas pelos prejuízos. “Não recebemos nada do estado. O seguro também não cobre esse tipo de situação. Temos de arcar com tudo. Por isso, quando a empresa tem condição, a reposição dos ônibus demora de três a seis meses", salientou.

Para Valente, é difícil para a população ficar sem os ônibus. "Cada um transporta, em média, 400 passageiros por dia. Então, até ser reposto, ele deixa de transportar 70 mil passageiros. É um prejuízo incalculável para a empresa e para os passageiros”. O Rio Ônibus estima que, se todos os 47 ônibus estivessem circulando, mais de 3 milhões de lugares seriam criados no período.

Vítima de cinco ataques a ônibus desde agosto do ano passado, a viação Nossa Senhora de Lourdes, que opera na região dos complexos do Alemão e da Penha, decidiu reverter os atos de violência em uma oportunidade para investir em educação e treinamento. A empresa reaproveitou os chassis de três ônibus para ações de capacitação de seus funcionários.

Um deles é utilizado para orientar motoristas e cobradores para situações do dia a dia. O veículo conta com um simulador de panes, adaptado em um chassi recuperado. Casos reais são simulados para aperfeiçoar o treinamento, como defeitos no sistema de freios, transmissão e motor e o uso do validador de cartões eletrônicos e do elevador para deficientes físicos. Mais dois veículos receberam novas carrocerias e, oportunamente, também serão utilizados para treinamento.

Transcarioca: Estação em Madureira começa a operação para o semi-direto

13/10/2014 - O Dia

Inauguração permite, no trajeto Galeão - Alvorada, uma nova integração do BRT com os trens da SuperVia no bairro

O DIA

Rio - Depois de todas as estações inauguradas, a Estação Madureira / Manaceia passa a ser parada da linha do BRT Transcarioca Semi-Direto, Alvorada-Galeão, a partir desta segunda-feira (dia 13). Assim, tornou-se mais um trajeto do Transcarioca que estará integrado aos trens da Supervia. O serviço conta com intervalo de 20 minutos e a linha opera 24 horas.


Galeão - Alvorada passa a contar com estação em Madureira, com integração com a SuperVia
Foto:  Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Além da integração com o trem, o semi-direto já possui ligação com o metrô, em Vicente de Carvalho, e outras três estações nos dois terminais do Aeroporto Galeão e Terminal Alvorada.

Confira o horário de funcionamento das demais linhas do Transcarioca:

Fundão - Alvorada (Expresso): ­ Horário de funcionamento: das 5h às 23h

Estações: Terminal Alvorada, Rio 2, Santa Efigênia, Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira/Manaceia (integração com o trem), Mercadão, Vicente de Carvalho (integração com Metrô), Penha, Santa Luzia e Fundão.

Fundão - Alvorada (Parador): ­ Horário de funcionamento: das 23h às 5h

Estações: Terminal Alvorada, Lourenço Jorge, Aeroporto Jacarepaguá, Via Parque, Centro Metropolitano, Hospital Sarah, Rio2, Pedro Correia, Curicica, Praça do Bandolim, Arroio Pavuna, Vila Sapê, Recanto das Palmeiras, Divina Providência, Merck, André Rocha, Taquara, Aracy Cabral e Tanque, Ipase, Praça Seca, Capitão Menezes, Pinto Teles, Campinho, Madureira Manaceia, Mercadão, Otaviano, Vila Queiroz, Vaz Lobo, Marambaia, Vicente de Carvalho (integração com Metrô), Vila Kosmos, Pedro Taques, Praça do Carmo, Guaporé, Pastor José Santos e Penha.

Madureira – Penha (Parador) – Horário de funcionamento: 5h às 23h

Estações: Penha, Pastor José Santos, Guaporé, Praça do Carmo, Pedro Taques, Vila Kosmos, Vicente de Carvalho (integração com Metrô), Marambaia, Vaz Lobo, Vila Queiroz, Otaviano, Mercadão e Madureira Manaceia.

Madureira - Alvorada (Parador) - Horário de funcionamento: 5h às 23h

Estações: Terminal Alvorada, Lourenço Jorge, Aeroporto Jacarepaguá, Via Parque, Centro Metropolitano, Hospital Sarah, Rio2, Pedro Correia, Curicica, Praça do Bandolim, Arroio Pavuna, Vila Sapê, Recanto das Palmeiras, Divina Providência, Merck, André Rocha, Taquara, Aracy Cabral e Tanque, Ipase, Praça Seca, Capitão Menezes, Pinto Teles, Campinho e Terminal Paulo da Portela, em Madureira (integração com o trem).

Madureira - Alvorada (Expresso) - Horário de funcionamento: das 5h às 23h, de segunda a sábado

Estações: Terminal Alvorada, Rio 2, Santa Efigênia, Taquara, Tanque, Praça Seca, e Terminal Paulo da Portela, em Madureira (integração com o trem).

Galeão - Penha (Parador) - Horário de funcionamento: das 5h às 23h

Estações: Penha (I e II), Ibiapina, Olaria (Cacique de Ramos), Cardoso de Moraes(Viúva Garcia), Santa Luzia, Maré, Fundão, Galeão - Tom Jobim 2 e Galeão - Tom Jobim 1.