terça-feira, 19 de junho de 2018

Jabour

Auto Viação Jabour Ltda.

Resumo Histórico

Tradicional empresa de ônibus da Zona Oeste, baseada em Campo Grande, constituída na primeira metade da década de 1960, que teve grande crescimento a partir de 1968 ao assumir a concessão de 10 linhas de ônibus de  3 empresas extintas.

Em 1965, inaugura sua primeira linha de ônibus, a 870 (Bangu - Sepetiba).

Carroceria Metropolitana na Linha 870 (Bangu-Sepetiba) em 1966

Em 1967, inaugura a linha 836 (Campo Grande - Monteiro).

Em 1968, assume a operação 10 linhas de 3 empresas extintas, sendo 5 linhas da Viação Garcia Ltda, 4 da Transportes Coletivos Santa Cruz Ltda, e uma da Transportes Vera Ltda:

Viação Garcia:
838 (Campo Grande - Monteiro)
850 (Campo Grande - Mendanha)
854 (Campo Grande - Ilha)
866 (Campo Grande - Pedra)
867 (Campo Grande - Barra de Guaratiba)

Transportes Coletivos Santa Cruz:
882 (Santa Cruz - Jesuítas)
886 (Santa Cruz - Paciência)
887 (Santa Cruz - Praia do Cardo)
888 (Santa Cruz - Praia do Cardo)

Transportes Vera:
918 (Bonsucesso - Bangu)










No final de 1973, é inaugurada a linha 854 (Campo Grande - Barra da Tijuca). Na mesma época, a Viação Santa Sofia inaugura a linha 882 (Santa Cruz - Barra da Tijuca).

Linhas da Empresa em novembro de 1978:

814 (Bangu - Rio da Prata)
834 (Campo Grande - Jardim Monteiro) via Monteiro
835 (Campo Grande - Jardim Monteiro) via Cachamorra
838 (Campo Grande - Santa Clara)
850 (Campo Grande - Mendanha)
854 (Campo Grande - Barra da Tijuca)
866 (Campo Grande - Pedra de Guaratiba)
867 (Campo Grande - Barra de Guaratiba)
868 (Ilha - Campo Grande) via Monteiro
869 (Ilha - Campo Grande) via Cachamorra
870 (Bangu - Sepetiba)
887 (Santa Cruz - Praia do Cardo) via Estrada Piaí
888 (Santa Cruz - Praia da Brisa) via São Tarcísio
s/n (Bonsucesso - Bangu)   

Em dezembro de 1985, a Empresa é encampada pelo Governo do Estado.

Linhas da Empresa em dezembro de 1985:

O Globo, 11/12/1985

No dia 14 de fevereiro de 1986, inauguração da linha Campo Grande – Augusto Vasconcellos, no período da encampação.

Terminal da Campo Grande na década de 1980

Em outubro de 1986, é criada a Empresa de Viação Algarve (EVA), com 12 linhas e 85 carros oriundos da Viação Jabour:

838 - 10 carros
852 - 6
866 - 6
870 - 17
871 - 8
872 - 9
873 - 9
880 - 1
887 - 3
888 - 4
889 - 2
S03A - 10

No dia 5 de fevereiro de 2007,  início da operação da linha de integração metrô-ônibus Pan-07 (Metrô Siqueira Campos – Barra da Tijuca), com tarifa de R$ 3,  explorada pelas empresas Jabour, Real, Amigos Unidos, Pégaso  e  Redentor, com 4 carros com ar-condicionado por empresa, totalizando 20 carros.

Em 2012, a empresa inicia a operação do BRT Transoeste, com ônibus articulados com ar-condicionado.

No dia 28 de julho de 2016,  a Viação Jabour recebe da encarroçadora Marcopolo 19 novos superarticulados Viale BRT, com 23 metros de comprimento. 

Linhas da Empresa em maio de 2018:

2332 - Campo Grande - Castelo, via Av. Santa Cruz
2334 - Campo Grande - Castelo 
2338 - Campo Grande - Castelo, via Estrada do Magarça
2381 - Pedra de Guaratiba - Castelo, via Av. Brasil
2801 - Campo Grande - Barra da Tijuca, via Estrada do Magarça
2804 - Bangu - Barra da Tijuca, via Estrada da Cachamorra) 
769 - Jardim Violeta - Madureira, via Bangu, Circular
802 - Bangu - Campo Grande, via Rio da Prata
814 - Rio da Prata - Bangu, Circular
834 - Largo do Correia - Campo Grande, via Estrada do Monteiro
835 - Largo do Correia - Campo Grande, via Estrada da Cachamorra
836 - Caboclos - Campo Grandevia R. Olinda Ellis, Circular
837 - Campo Grande - Conjunto da Marinha (Circular) 
838 - Jardim Maravilha - Campo Grande
843 - Campo Grande - Boa Esperança (Circular
845 - Campo Grande - Cantagalo (Circular
851 - Campo Grande - Escola Amazvia Augusto Vasconcelos, Circular
852 - Campo Grande - Pedra de Guaratiba, via Estrada do Mato Alto, Circular
864 - Bangu - Campo Grande  
866 - Campo Grande - Pedra de Guaratiba, via Estrada do Magarça, Circular
867 - Barra de Guaratiba - Campo Grande  
884 - Sepetiba - Campo Grande, via Estrada do Magarça


Prefixo da Frota: 86 00

Sedes da Empresa: 
Rua da Feira, 1077, Bangu
Avenida Santa Cruz, 12.375, Campo Grande




REFERÊNCIAS:

“Falências requeridas”. Jornal do Commercio. 1965, dezembro, 10. Segundo Caderno, página 3.

"Barra terá 15 novas linhas de ônibus". O Globo. 1981, setembro, 17. Página 15.


Marcelo Almirante
Página lançada em 19 de junho de 2018














segunda-feira, 18 de junho de 2018

Redentor

Viação Redentor Ltda.
Desde 1950

Resumo Histórico

Fundada em 24 de junho de 1950, inicia suas operações explorando a linha de ônibus S-27 (Cascadura – Marechal Hermes), com 6 ônibus, sendo 4 Berliets e 2 Chevrolets. No mesmo ano a linha é prolongada até Deodoro.

No dia 15 de outubro de 1950, é inaugurada a segunda linha de ônibus, a S-18 (Cascadura – Senador Camará) via Mallet.  Em 1952 a linha é encurtada até Bangu.

Em 1951, a Linha S-27 (Cascadura-Deodoro) é prolongada até Anchieta.

Em maio de 1955, a Empresa, sob o controle dos sócios Francisco Antunes, Edevaldo Antunes, e Manuel Antunes, contava com 85 motoristas, 85 cobradores, 45 empregados técnicos e ajudantes de oficina, 8 despachantes e 12 funcionários administrativos, 30 carros em serviço, sendo 15 semi-novos e 13 novos.

A proibição de importação de peças e veículos imposta pelo Governo Federal colocou a empresa em situação de pré-falência. 

Entre 1955 e 1956 é inaugurada a linha 204 (Castelo – Bangu).

Diário Carioca, 13/02/1967


Linhas em abril de 1956:

S-12 (Cascadura - Bangu)
S-27 (Cascadura – Anchieta)
204 (Castelo – Bangu) 


Em 1958, explorava também a linha Marechal Hermes – Mariópolis, via Sulacap.

Entre 1962 e 1963, são cassadas todas as linhas da Empresa, sendo então transferida para explorar duas linhas circulares abraçantes Praça São Salvador - Leblon, na Zona Sul, longe da garagem localizada na estrada Intendente Magalhães, em Vila Valqueire. 

Em fevereiro de 1962, a Empresa anunciava a venda de 3 micro-ônibus Torpedo 312

Em 1964, perde a concessão das linhas circulares São Salvador - Leblon, ganhando, por compensação, a concessão da linha 360 Candelária-Freguesia, via Bonsucesso. 

No dia 18 de agosto de 1964, a Viação Redentor inaugura a linha 267 (Freguesia – Largo de São Francisco), via Praça Seca e rua Barão do Bom Retiro, substituindo a Linha 360 (Freguesia – Candelária) via Bonsucesso, da mesma empresa, considerada inviável em função do grande itinerário. 

Também em 1964, é inaugurada a linha 744 (Cascadura - Jardim Novo), que no entanto teve vida curta, sendo logo repassada à Transportes Princeza.

Em 1966 é inaugurada a Linha 266 (São Francisco – Taquara), firmando sua presença na região de Jacarepaguá.





No dia 20 de janeiro de 1967, o Bureau de Transportes Coletivos (BTC) caça a operação das linhas 240 (Taquara-Cascadura) e 241 (Taquara-Mauá) da empresa Boa Esperança, sendo substituída pela Viação Ocidental, que no entanto não contava com frota adequada, sendo substituída  emergencialmente pela Viação Redentor. Em pouco tempo a Viação Ocidental retoma a operação das linhas. No entanto, mais tarde, em 1973, a Viação Redentor adquire a Viação Ocidental, com seus 88 ônibus.

Em 1968 a Viação Redentor assume a operação das linhas 636 (Sáenz Peña-Gardênia Azul) via Meyer e Cascadura, e 748 (Cascadura – Barra da Tijuca),  até então exploradas pela Viação Cisiotar. No mesmo ano, assume a operação da linha 766 (Freguesia-Pavuna), após o fim da Viação Nossa Senhora do Loreto.

No dia 21 de maio de 1968, com a presença do Governador Negrão de Lima, é inaugurada a nova garagem da Viação Redentor, na Estrada do Gabinal, na Freguesia, em Jacarepaguá.  

Em novembro de 1968, a Viação Redentor inaugura a linha 750 (Cidade de Deus – Barra da Tijuca), prolongada  em dezembro de 1971 até a Gávea, com ponto final na rua Rodrigo Otávio. Em dezembro de 1994 a linha é transferida para a Litoral Rio, que por sua vez a repassa para a Viação Futuro e em dezembro de 1997.

Em maio de 1969, a Empresa anunciava a venda de 7 ônibus Mercedes Benz, carroceria Cermava, com lotação de 32 e 36 passageiros sentados, chassis tipo LP e LPO.




Em 1971, são adquiridos novos ônibus monoblocos Mercedes Benz O-355.


Monobloco Mercedes Benz O-355

No final de 1972, com o fim da Viação Ocidental, a Empresa assume a operação  das linhas 240 (Cidade de Deus-Carioca), 241 (Mauá-Freguesia) e 258 (Lapa-Cascadura).

Em 1973, no dia 20 de outubro, a Redentor inaugura a primeira linha de ônibus de "luxo" da cidade , logo apelidados pela população de "frescões". Inicialmente com frota  6 ônibus rodoviários com ar-condicionado, música ambiente e poltronas reclináveis, , na linha Castelo –Praça Seca, via Estrada Grajaú-Jacarepaguá. A linha contava com 36 km de extensão, tempo de viagem de 50 minutos e tarifa de Cr$ 4,20.  A Redentor também operava, na época,  duas linhas convencionais pela Estrada Grajaú - Jacarepaguá, a 240 (Carioca-Taquara) e 241 (Praça Mauá-Taquara), ambas com tarifa de Cr$ 1,25.



Primeiros ônibus especiais da empresa, apelidados de "frescões", com pintura do designer Moacir Ramos, numa alusão aos carros de Fórmula 1.

O serviço de linhas especiais na cidade  foi criado inicialmente com  3 linhas, servindo aos bairros mais afastados, com o objetivo de criar uma opção atraente de transporte coletivo, diminuindo o número de automóveis em circulação, economizando-se também combustível, que na época era importado, além de melhorar as condições de circulação da cidade, já prejudicada pelas obras do metrô e  de inúmeras intervenções viárias.

Em dezembro de 1974,  é inaugurada a segunda linha de “frescão” da Empresa, a Castelo - Taquara via zona sul.

No dia 9 de setembro de 1976, é inaugurada a Linha 268 (Curicica – Largo de São Francisco), com 15 ônibus. A empresa Redentor, com frota de mais de 250 ônibus, operava 14 linhas.

Em 1976 a capital contava com frota de 450 "frescões", distribuídos em 39 linhas, com demanda de cerca de 68 mil passageiros/dia. A Viação Redentor, a empresa pioneira, explorava duas linhas: Castelo-Taquara e Castelo-Praça Seca, com 32 ônibus. 

Em março de 1977, a Viação Redentor, que já era uma das maiores empresas da cidade,  com 15 linhas de ônibus, todas na baixada de Jacarepaguá, inaugura 4 novas linhas:

732 (Cascadura - Gardênia Azul)
733 (Cascadura - Cidade de Deus)
734 (Cascadura - Jardim Clarice)
765 (Madureira - Ituverava)


Linhas da Empresa em novembro de 1978

240 (Carioca - Cidade de Deus)
241 (Mauá - Taquara)
266 (São Francisco - Cidade de Deus)
267 (São Francisco - Freguesia)
268 (São Francisco - Curicica)
636 (Sáenz Peña - Gardênia Azul)
690 (Meyer - Cidade de Deus)
730 (Gardênia Azul - Tanque)
731 (Freguesia - Cidade de Deus)
732 (Cascadura - Gardênia Azul)
733 (Cascadura - Cidade de Deus)
734 (Madureira - Jardim Clarice) via Ituverava
748 (Cascadura - Barra da Tijuca) via Estrada de Jacarepaguá
750 (Cidade de Deus - Gávea)
751 (Cidade de Deus - Barra da Tijuca) via Estrada de Jacarepaguá
752 (Cidade de Deus - Barra da Tijuca) via Avenida Alvorada
753 (Cascadura - Barra da Tijuca) via Avenida Alvorada
754 (Sulacap Barra da Tijuca) via Avenida Alvorada
766 (Madureira - Freguesia)
755 (Cascadura - Gávea)
2111 (Castelo - Praça Seca)
2113 (Castelo - Taquara)
2112 (Castelo - Freguesia)

Em 1979, com a  inauguração do Rio Centro, é criada a linha 269 (Largo de São Francisco – Rio Centro) via estrada do Guerenguê.

Em dezembro de 1979, em função da maxidesvalorização do cruzeiro, que gerou o aumento do preço da gasolina, os frescões registraram um aumento de 20% na demanda. O sistema de linhas especiais com ar-condicionado contava então com 45 linhas e cerca de 500 carros. A Viação Redentor, com frota de  48 carros, operava 4 linhas partindo do Castelo:  Taquara, Praça Seca, Freguesia e Nova Ipanema. A linha Castelo – Taquara, com 18 carros, transportava uma média de 2 mil passageiros/dia.

Em 1981 a Viação Redentor contava com a maior frota do município, com 61 ônibus especiais e 270 convencionais.


Praça Mauá em julho de 1982, ponto final da Linha 241 (Mauá-Taquara)

No dia primeiro de fevereiro de 1983, a Redentor, atendendo a uma antiga reivindicação dos moradores de Madureira, prolonga o itinerário da linha de “frescão” Praça Seca-Castelo (via Zona Sul)  até a rua São Geraldo, em Madureira. Há mais de um ano o bairro de Madureira não contava com serviço de linhas especiais com ar-condicionado, até então explorado por uma única linha da Viação Acari.

Linhas Especiais em março de 1983:

Castelo - Madureira
Castelo – Freguesia (só no Rush)
Castelo – Taquara

Em 1984, a linha 2113 (Castelo-Madureira), via Jacarepaguá, é encurtada,  voltando a fazer ponto final na Praça Seca.

Em 1984 o atendimento de linhas especiais com ar-condicionado pra Barra da Tijuca é reduzido, sendo extintas as linha 2051 (Castelo- Alvorada)  e 2146 (Aeroporto Internacional-Alvorada), restando apenas a linha  pioneira 2113 (Castelo-Taquara) da Viação Redentor. A linha 2146 é cortada em São Conrado, sendo transformada na linha 2018.

No dia 27 de novembro de 1984, o sistema de linhas especiais com ar-condicionado (“frescões”) contava com apenas 3 empresas em operação: Real, Redentor e Três Amigos.

No dia 27 de março de 1985, inauguração da Linha 600  (Taquara – Sáenz Peña), via Cidade de Deus,  idealizada pela equipe do arquiteto Jaime Lerner, operada em "pool" com 15 ônibus novos, intervalos de 10 minutos e tarifa de Cr$ 600,00.

No dia 13 de julho de 1985, inauguração da linha  601 (Taquara-Sáenz Peña), com 10 carros, também operada em “pool” com a CTC. 

Em dezembro de 1985, a Empresa é encampada pelo Governo do Estado, quando explorava as seguintes linhas:


O Globo, 11/12/1985

No dia 6 de fevereiro de 1986, inauguração de duas linhas circulares:

737 (Curicica-Hospital Cardoso Fontes) via Pau Ferro
738 (Curicica-Hospital Cardoso Fontes) via Cidade de Deus

Em maio de 1986, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro  contava com apenas duas empresas operando  linhas especiais com ar-condicionado. O serviço era considerado decadente, com intervalos irregulares e péssimo estado de conservação dos veículos. Apenas as empresas Real, também encampada em dezembro de 1985, com 9 linhas, e a Carioca, com apenas uma linha intermunicipal entre o Centro e Duque de Caxias. A Viação Redentor, apesar de operar as linhas especias Taquara-Castelo e Praça Seca-Castelo, as mesmas era operadas com o ar-condicionado desligado.  A Redentor contava com frota de 25 ônibus, sendo 13 parados para concerto. Em 1984 a empresa contava com frota de 60 ônibus. A maioria, os melhores carros,  foram vendido após as notícias de encampação da empresa. 

Em agosto de 1987, assume a operação das linhas 711 (Rio Comprido – Rocha Miranda)  e 555 (Cidade de Deus - Gávea), após o fim da Colúmbia Auto Ônibus. A Linha 555 (Cidade de Deus – Gávea) é extinta, sendo substituída pela Linha 750 que fazia o mesmo itinerário.

Em abril de 1989, a Viação Redentor, inicia a operação dos novos ônibus de chassi Volvo B-58 e carroceria Thamco.

No dia 30 de setembro de 1989, inauguração da primeira linha seletiva de microônibus  da  Barra da Tijuca,  operada em "pool" pelas empresas Redentor, Tijuca e Amigos Unidos. O itinerário era circular cobrindo as avenidas Américas, Sernambetiba e  Ayrton Senna (Via 11).

Em 1991, início das operações da Transportes Barra, a primeira das três empresas desmembradas da Viação Redentor. Mais tarde são criadas as empresas   Litoral Rio Transportes e a Transportes Futuro. 

No dia 18 de maio de 1992, centenas de moradores das favelas do Barro Vermelho, Encontro, Cachoeira Grande, Cachoeirinha, Cotia e Gambá, ocuparam as pistas da via Grajaú – Jacarepaguá apedrejando 11 ônibus da Viação Redentor. A multidão reclamava contra o rompimento do acordo firmado há 6 anos entre a empresa e as lideranças comunitárias, que garantia a gratuidade nos ônibus aos 10 mil moradores da região, em troca da promessa de que os ônibus não seriam assaltados. Em resposta, a Redentor cria o bilhete com 50% de desconto para os moradores.

Em maio de 1992, a Empresa contava com 37 "frescões".

Em 1994, criação da  Litoral Rio Transportes, desmembrada  da Viação Redentor.

Em janeiro de 1997, a Redentor anuncia a compra de 20 novos ônibus especiais com ar-condicionado para substituir os carros antigos.

No dia primeiro de dezembro de 1997, criação da Transportes Futuro, ligada ao grupo da Viação Redentor.

No dia 12 de janeiro de 2005, o prefeito César Maia proíbe o uso de ônibus convencionais com ar-condicionado nas linhas de frescões, cancelando um medida que ele próprio havia tomado há 2 anos atrás. Com o novo regulamento as linhas que até então operavam ônibus convencional  com ar puderam continuar a circular, desde que os veículos não fossem substituídos por novos carros convencionais com ar.

Em agosto de 2005, inauguração do terminal na Estrada do Capenha, esquina com rua José Silva, no bairro da Freguesia, em parceria da Prefeitura com a Viação Redentor. O terminal recebeu o nome de José Gomes Duarte Nunes, funcionário antigo da Viação Redentor.

Em 2006, as empresas Futuro, Transportes Barra, Tijuca e Redentor apresentam nova pintura da frota.

No dia 5 de fevereiro de 2007,  início da operação da linha de integração metrô-ônibus Pan-07 -  Metrô Siqueira Campos – Barra da Tijuca, com tarifa de R$ 3,  operada pelas empresas Jabour, Real, Amigos Unidos, Pégaso  e  Redentor, com 4 carros com ar-condicionado por empresa, totalizando 20 carros, com o seguinte itinerário: Metrô Siqueira Campos, rua Siqueira Campos, avenida Atlântica, rua Joaquim Nabuco, avenida Vieira Souto, avenida Delfim Moreira, avenida Niemeyer, estrada da Gávea, auto-estrada Lagoa-Barra, túnel de São Conrado, elevado das Bandeiras, túnel do Joá, avenida Ministro Ivan Lins, avenida Armando Lombardi, avenida das Américas, avenida Ayrton Senna (retorno), terminal Rodoviário Alvorada; volta – terminal Rodoviário Alvorada, avenida das Américas, avenida Armando Lombardi, avenida Ministro Ivan Lins, túnel do Joá, elevado das Bandeiras, túnel de São Conrado, auto-estrada Lagoa-Barra, rua Princesa Diana de Gales, rua Prefeito Mendes de Morais, avenida Niemeyer, avenida Delfim Moreira, avenida Vieira Souto, rua Francisco Otaviano, avenida Atlântica, rua Figueiredo de Magalhães, estação Metrô Siqueira Campos. 

Em 2007, a  Redentor foi a primeira empresa a adquirir carros com todas as vistas eletrônicas, distribuídas na frente, lateral e traseira, indicando inclusive o itinerário.

No dia 17 de julho de 2012, o grupo Redentor assume a operação da linha 692 (Meyer – Alvorada) via Linha Amarela.

No dia primeiro de maio de 2014, a   Redentor assume a operação das linhas 360 (Recreio-Carioca), 361 (Recreio-Carioca) via Linha Amarela, e 382 (Piabas-Carioca), até então operadas pela   Expresso Pégaso. No mesmo mês a   Pégaso volta a operar as linhas, mas em “pool” com a empresa Redentor, logo depois abandonando o serviço. Para assumir as novas linhas a Redentor adquire 25 novos ônibus modelo San Marino Neobus Mega Plus com chassi Mercedes Benz OF-1721/59 Bluetec 5 , o que representou uma sensível melhoria da qualidade do serviço na ligação Centro – Copacabana – Barra da Tijuca. Os novos ônibus, apesar de serem “cabritos”, ou seja, ônibus com suspensão a molas e com motor dianteiro ao lado do motorista, marcaram uma evolução dos ônibus desse tipo na cidade, por contarem com “lay-out”  interno amplo, melhor desenhado, além de suspensão menos dura que os tradicionais “cabritos” até então em operação. No mesmo ano novas empresas iniciam a operação desta nova geração de “cabritos”. A Redentor recebeu o primeiro Neobus Mega Plus em dezembro de 2013, com prefixo C47881. 

Em janeiro de 2015, a Viação Redentor inaugura três novas linhas em Jacarepaguá:  SP 368 (Cardoso Fontes - Rio Centro), SP 862 (Vila do Pan - Rio das Pedras), e SP 613 (Rio centro - Passarela do Gardênia). 

Em setembro de 2015, a Viação Redentor recebe os novos modelos de ônibus convencionais  Neobus, com porta central  elevada e novo tipo de elevador para cadeirantes.

Linhas da Empresa em 2015

306 CASTELO - PRACA SECA  via avenida Menezes Cortes
331 CASTELO - PRACA SECA (VIA LINHA AMARELA)
332 CASTELO - TAQUARA (VIA BARRA DA TIJUCA)
339 RODOVIARIA - CIDADE DE DEUS (VIA LINHA AMARELA)
348 CASTELO - RIO CENTRO (VIA LINHA AMARELA)
352 CASTELO - RIO CENTRO (VIA AUTODROMO E L. AMARELA)
353 RODOVIARIA - CIDADE DE DEUS
368 CASTELO - RIO CENTRO
525 GENERAL OSORIO - ALVORADA
610 DEL CASTILHO - PRACA SECA (VIA LINHA AMARELA)
613 DEL CASTILHO - RIO CENTRO(V.AUTODROMO E L.AMARELA)
614 DEL CASTILHO - ALVORADA
614 SE - DEL CASTILHO - ALVORA (VIA ENGENHAO)
636 PRACA SAENS PENA - GARDENIA AZUL
691 MEIER - ALVORADA (VIA TAQUARA / LINHA AMARELA)
692 MEIER - ALVORADA (VIA D.HELDER CAMARA / L.AMARELA)
693 MEIER - ALVORADA (VIA R.DIAS DA CRUZ / L.AMARELA)
810 LARGO DOS PIABAS - HOSP. CARDOSO FONTES
829 GARDENIA AZUL - FREGUESIA(CIRCULAR)
844 BARRA SHOPPING - BARRINHA(CIRCULAR)
861 RIO DAS PEDRAS - CURICICA (VIA CIDADE DE DEUS)
862 RIO DAS PEDRAS - BARRA(VIA ESTR.JACAREPAGUA)CIRC.
863 RIO DAS PEDRAS - BARRA(VIA AV. AYRTON SENNA)CIRC.
887 PECHINCHA - BARRA DA TIJUCA (CIRCULAR)
958 PRACA SECA - CID. UNIVERSITARIA (VIA L.AMARELA)
2110 CASTELO - GADERNIA AZUL
2111 CASTELO - PRACA SECA (VIA AV. MENEZES CORTES)
2112 CASTEL0 - TAQUARA (VIA LINHA AMARELA)
2114 CASTELO - FREGUESIA
2115 PECHINCHA - CASTELO (VIA ITANHANGA)

Evolução da Frota:

1950 - 6 carros, 1 linha
1954 - 25 carros, 2 linhas
1955 - 30 carros, 2 linhas
1967 - 32 carros, 2 linhas
1969 - 98 carros, 6 linhas
1976 - 250 carros
1981 - 331
1985 - 343, 26 linhas
1995 - 179



Prefixos da Frota:

86 50 (década de 1950)
47 500

Sedes da Empresa:

Rua Vieira do Nascimento, 79, em Realengo, em 1955
Estrada Intendente Magalhães, 885, Vila Valqueire, em 1955
Estrada Intendente Magalhães, 712, Vila Valqueire, em 1959
Estrada do Gabinal, 1395, a partir de 1968
REFERÊNCIAS:

“Arrancou os pingentes do bonde”. A Noite. 1950, agosto, 28. Página 5.

“Aviso ao público, Viação Redentor Ltda.” Diário Carioca. 1950, outubro, 20. Página 5.

“800 ônibus parados”. O Globo. 1954, março, 16. Geral, página 6.

“Despedido matou o patrão”. Última Hora. 1955, janeiro, 25. Página 6. 

“Aumento das passagens”. Gazeta de Notícias. 1955, maio, 21. Página 8.

“Nove feridos num desastre de ônibus”. Jornal do Brasil. 1957, fevereiro, 13. Primeiro Caderno, página 11.

“Cochilava ao volante”. Luta Democrática. 1957, junho, 23. Página 12.

“Vendem-se três ônibus Torpedo 312”. Jornal do Brasil. 1962, fevereiro, 9. Terceiro Caderno, página 7.

“Ônibus em velocidade caiu no Rio Maracanã: 11 feridos”. O Jornal. 1965, julho, 30. Primeiro Caderno, página 9.

“Linhas que Estado cassou deixam quase sem transporte moradores de Jacarepaguá”. Jornal do Brasil. 1967, janeiro, 27. Primeiro Caderno, página 15.

“Ônibus Mercedes Benz, Viação Redentor S.A.” Jornal do Brasil, 1969, maio, 24. Classificados, página 18.

“Ônibus uma vergonha”. Luta Democrática. 1973, fevereiro, 14. Página 5. 

“Redentor Açambarca linha e serve mal em todas elas”. Luta Democrática. 1977, março, 25. Página 5.

"Barra terá 15 novas linhas de ônibus". O Globo. 1981, setembro, 17. Página 15.

domingo, 17 de junho de 2018

Tupi

Viação Tupi Ltda.
1937 c. - 1944

Resumo Histórico

Em dezembro de 1940, explorava a linha de ônibus Cascadura - Marechal Hermes, prolongada no ano seguinte até a Vila Militar.

Em setembro de 1944, a Prefeitura do Distrito Federal cassa a permissão da Empresa, em função da mesmas ter abandonado a operação de sua única linha de ônibus, a Cascadura - Deodoro.

Sede da Empresa: Rua Guajuvira, 46, Marechal Hermes.


REFERÊNCIAS:

"Mecânico". Jornal do Brasil. 1938, novembro, 20. Classificados, página 10. 

Gazeta de Notícias. 1941, junho, 19.

Jornal do Brasil. 1940, dezembro, 14.

"Pequenas notas". A Manhã. 1944, setembro, 30. Página 4.


Marcelo Almirante
Página lançada em 17 de junho de 2018












quinta-feira, 14 de junho de 2018

Castelo

Castelo Auto Ônibus Ltda.
1955 - 1981

Resumo Histórico

Empresa constituída em 23 de agosto de 1955, pelos sócios Gerhard Mayer, brasileiro naturalizado,  e Francisco Oliveira Moura, português. O contrato da empresa foi arquivado na Divisão de Registro do Comércio no dia 6 de outubro de 1955. Em outubro de 1956, junto com aumento de capital, a empresa é transformada em sociedade anônima.

Certidão da Escritura. Jornal do Commercio, 27/11/1956

A empresa inicia suas operações com as linhas 221 (Mauá-Copacabana) via Largo do Machado,  e 222 (Mauá - Copacabana) via Praia do Flamengo. Em julho de 1956 contava com 23 carros em tráfego.

Microônibus Magirus Deutz da Linha 221, no ponto final de Copacabana, na Avenida Atlântica, próximo ao Forte de Copacabana

Carro com chassi Magirus Deutz, fotografado por volta de 1957

Em 1958, as linhas 221 e 222 são renumeradas para 21 e 22. No ano seguinte, as linhas ganham nova vista e novo itinerário circular: 21 (Mauá - Leblon) via Jockey, e 22 (Mauá - Leblon) via Copacabana.

Em janeiro de 1959, era anunciada a venda de um ônibus austríaco, de marca "Steyr", com 30 assentos. No ano seguinte era anunciada a venda de microônibus Magirus Deutz.

Em 1962, os pontos finais das linhas 21 e 22 são transferidos da Praça Mauá para o bairro de Santo Cristo.

Em meados de 1963, as linhas 21 (Santo Cristo-Leblon) via Jockey e 22 (Santo Cristo-Leblon) via Copacabana, seguindo o novo plano de transportes do Governo, são renumeradas, respectivamente para 172 e 128, deixando de ser circulares.


Renda das Linhas em 1963 (Cr$)

21 - 172 - 101.487.273,00
22 - 128 - 116.129.066,00


No dia 4 de julho de 1964, dentro do novo Plano de Trânsito do Centro, são alterados os itinerários e pontos finais de uma série de linhas de ônibus, entre elas a 123 (Candelária-Jardim de Alá), recém-inaugurada pela CTC, que tem seu ponto final transferido da Candelária para a Praça Mauá. No mesmo dia, a Castelo assume a operação da linha, com a vista 123 (Mauá-Jardim de Alá).


Com a inauguração da Rodoviária Novo Rio, em dezembro de 1965, os pontos finais das linhas 128 e 172 são transferidos do Santo Cristo para a Rodoviária.

Praça Antero de Quental, no Leblon, em julho de 1966. Foto Augusto Antonio dos Santos


Em 1968, com o fim da Viação Belacap, a Castelo assume a operação da Linha 312 (Tiradentes-Ramos), com frota de 15 ônibus. Na época a Castelo explorava 3 linhas de ônibus: 123 (Praça Mauá-Jardim de Alá) via Copacabana, 128 (Rodoviária-Antero de Quental) via Copacabana, e 172 (Rodoviária – Antero de Quental) via Jockey. 

Linhas da Empresa em novembro de 1978

123 (Mauá - Jardim de Alá)
128 (Rodoviária  - Antero de Quental), via Copacabana
172 (Rodoviária  - Antero de Quental), via Jockey
312 (Tiradentes - Ramos)

Frota da Castelo Auto Ônibus, por volta de 1980

A Castelo Auto Ônibus é extinta em 1981, por não atender a determinação de frota mínima de 120 carros por empresa. Seu patrimônio é adquirido por duas empresas, a primeira,  a Real Auto Ônibus, que assume a operação das linhas 123, 128 e 172, e a segunda,  a Viação Nossa Senhora de Lourdes, que assume a operação da linha 312.




Prefixos da Frota:

96 00  (Década de 1950)
21 500

Sedes da Empresa:

Rua Mena Barreto, 103, em Botafogo, em 1958
Couto Magalhães, 235, em São Cristóvão, em 1969


REFERÊNCIAS:

“As empresas de ônibus estão nadando em dinheiro”. Última Hora. 1956, julho, 19. Segundo Caderno, Página 11.

"Castelo Auto Ônibus. Certidão da Escritura. Lavrada no Livro 562 à Folha 61 em 22 de outubro de 1956". Jornal do Commercio. Jornal do Commercio. 1956, novembro, 27. Página 15.

“Roubou o lotação e fêz linha particular”. Última Hora. 1958, abril, 15. Página 6.

"Vende-se". Correio da Manhã. 1959, janeiro, 11. Classificados. Segundo Caderno, página 8.

“Lacerda vai estudar problemas das kombis”. Diário Carioca. 1962, agosto, 30. Página 10.

“Castelo Auto Ônibus S.A. Relatório da Diretoria. Diário Oficial do Estado da Guanabara. 1964, abril, 4. Parte I, página 6157.

"Ladrões mascarados assaltam garagem de empresa de ônibus". Luta Democrática. 1969, agosto, 24. Página 2.


Marcelo Almirante
Página lançada em 14 de junho de 2018