sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Prefeitura do Rio apresenta dois novos ônibus biarticulados para o BRT

19/09/2014 - Agência Rio

Da Redação

O prefeito Eduardo Paes apresentou nesta sexta-feira (19) dois ônibus biarticulados que serão utilizados no sistema BRT (Bus Rapid Transit), corredor expresso para ônibus articulados. Os dois veículos, com capacidade para 270 passageiros cada – mais do que a capacidade de um Boeing - têm 28 metros de comprimento e vão operar nos corredores expressos Transoeste, que liga Santa Cruz à Barra, e Transcarioca, do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, à Barra da Tijuca. ,

O modelo Volvo B340M biarticulado é totalmente fabricado no Brasil e é o maior ônibus em circulação no país. A princípio, os veículos serão usados no trajeto Alvorada/Mato Alto, da Transoeste.

- Vamos testar esses dois biarticulados e tenho certeza de que eles vão aumentar o conforto e a rapidez dos usuários, principalmente nas estações que ficam mais cheias nos horários de maior movimento. A grande vantagem do BRT é a flexibilidade: o investimento não é absurdo, sendo mais fácil exigir do concessionário a compra de novos ônibus. E é isso que vamos continuar fazendo, para cada vez mais servir e aumentar a qualidade para o usuário – disse Paes.

O uso de veículos biarticulados nas canaletas do BRT faz com que um número maior de passageiros seja transportado simultaneamente. De acordo com o fabricante, um biarticulado faz o papel de dois articulados de 18,6m, diminuindo o número da frota, a mão de obra operacional, o consumo em total de litros e a quantidade de pneus rodando. O secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, disse que os ônibus devem começar a rodar na próxima semana, após licenciados, regulamentados e equipados:

- Em meados da semana que vem vamos começar a operar esses dois novos biarticulados. Esses veículos, como têm capacidade para 270 pessoas, são muito adequados para o serviço direto, que não para e transporta muita gente. Eles consomem 30% a mais de combustível do que os ônibus normais do BRT, mas também transportam 50% a mais de passageiros, o que mostra sua eficiência. Para aproveitarmos bem essa eficiência escolhemos a linha mais adequada a essas características, que é o trajeto Alvorada/Mato Alto (Transoeste), a linha direta que transporta a maior quantidade de pessoas no BRT.

A opção por iniciar o serviço dos biarticulados no BRT Transoeste também foi tomada levando-se em conta o percurso, que possui menos curvas, de mais fácil adaptação para os motoristas. O BRT Transcarioca, por possuir mais curvas, exige um treinamento mais duradouro dos motoristas de adaptação aos novos veículos.

Os ônibus biarticulados que entram em circulação no BRT Rio são equipados com caixa de transmissão automática, freio a disco, e EBS, um sistema de controle eletrônico dos freios que oferece mais eficiência e estabilidade às frenagens. Estes itens garantem segurança à operação, conforto aos passageiros e diminuem o desgaste dos componentes, reduzindo os custos de manutenção.

O modelo tem controle de aceleração inteligente, que otimiza o consumo de combustível. A tecnologia garante que somente a potência necessária seja empregada nos arranques e retomadas de velocidade, de acordo com o peso do veículo, evitando aceleração acima do necessário.

Com o aumento da capacidade de passageiros transportados será possível que mais pessoas, como o representante comercial Francisco Afonso, deixem de usar os veículos pessoais para aderir ao serviço dos BRTs.

- Além de diminuir meu tempo de viagem não me estresso mais no engarrafamento e não preciso ficar procurando vaga. Foi a oportunidade que eu esperava para deixar meu carro em casa, só não uso o BRT quando o trajeto realmente não permite - disse Francisco.

Sistema BRT deve transportar cerca de 500 mil pessoas por dia até o fim do ano, segundo Paes

Dois novos veículos biarticulados foram apresentados pelo prefeito nesta sexta-feira

19/09/2014 - O Globo



Ônibus biarticulados vão operar no BRT Transcarioca - / Divulgação


RIO - O prefeito Eduardo Paes disse, nesta sexta-feira, que até o fim do ano o sistema BRT deve transportar cerca de 500 mil pessoas por dia. O modelo de ônibus biarticulados, que entrarão em fase de teste nos corredores Transoeste e Transcarioca, foi apresentado no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Com 28 metros de comprimento e capacidade para transportar 270 passageiros, o veículo será o maior coletivo em circulação no país e vai aumentar a capacidade de transporte no corredor que liga a Barra ao Aeroporto Internacional Tom Jobim.

— A intenção é cada vez mais melhorar o sistema. Hoje, os BRTs Transcarioca e Transoeste transportam 340 mil pessoas por dia. Aos poucos, até o final do ano, os BRTs deverão transportar pouco menos que o volume de passageiros do metrô — disse o prefeito, acrescentando que o consórcio deve aquirir no futuro outros ônibus com capacidade igual a estes novos.

Inicialmente, os dois veículos serão licenciados, emplacados e equipados com GPS. Os coletivos passarão por período de teste. Segundo o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, quatro dias serão suficientes para equipar e treinar motoristas para biarticulados.

Os novos veículos possuem uma articulação a mais do que os coletivos já utilizados nos BRTs Transoeste e Transcarioca. O uso de biarticulados é um simbolo do transporte rodoviário de alta capacidade e já foi consagrado em Curitiba, no Paraná - cidade pioneira na implantação de BRTs no Brasil.



Read more: http://oglobo.globo.com/rio/sistema-brt-deve-transportar-cerca-de-500-mil-pessoas-por-dia-ate-fim-do-ano-segundo-paes-13983023#ixzz3Dm5Dcj4b

Paes apresenta os ônibus biarticulados da Transcarioca

19/09/2014 - O Globo

RIO - O modelo de ônibus biarticulados, que entrarão em fase de teste no corredor BRT Transcarioca, será apresentado pelo prefeito Eduardo Paes na manhã desta sexta-feira, no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Com 28 metros de comprimento e capacidade para transportar 270 passageiros, o veículo será o maior coletivo em circulação no país e vai aumentar a capacidade de transporte no corredor expresso que liga a Barra ao Aeroporto Internacional Tom Jobim.

Os novos ônibus possuem uma articulação a mais do que os coletivos já utilizados nos BRTs Transoeste e Transcarioca. Atualmente, há modelos articulados com capacidade para transportar 140 e 180 passageiros. O uso de biarticulados é um simbolo do transporte rodoviário de alta capacidade e já foi consagrado em Curitiba, no Paraná - cidade pioneira na implantação de BRTs no Brasil.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Eduardo Paes visita obras de túnel do Transolímpico, que vai ligar Deodoro à Barra

16/09/2014 - O Globo

Segundo o prefeito, nova via reduzirá em 80% o tempo de viagem de moradores da Zona Oeste
POR BRUNO AMORIM


Paes durante visita a obra do túnel da Transolímplica - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO — O prefeito Eduardo Paes visitou, nesta terça-feira, o canteiro de obras do corredor Transolímpico, via que vai ligar Deodoro à Barra e ao Recreio. Parte dos dois túneis no Maciço da Pedra Branca previstos no trajeto já está escavada. O primeiro terá 1.300 metros e o segundo, 200. A nova via, com 26 quilômetros de extensão, terá três faixas em cada um dos sentidos, sendo que uma delas será exclusiva para o BRT. As restantes poderão ser utilizadas por outros veículos, mas haverá a cobrança de pedágio. A previsão é que a obra fique pronta no primeiro semestre de 2016.

— É uma obra importante. É outro túnel no Maciço da Pedra Branca, depois do da Grota Funda. A função durante os Jogos de 2016 será conectar os parques olímpicos da Barra e de Deodoro. O mais importante é que vai reduzir em 80% o tempo de viagem. Para ir do Riocentro até Deodoro, hoje se leva duas horas e meia em um dia bom. Esse tempo vai ser de 30 minutos com o novo BRT — prometeu Paes.

FLUXO DEVE SER DE 90 MIL VEÍCULOS POR DIA

A previsão é que 90 mil veículos passem diariamente pela nova via expressa. Além disso, 70 mil passageiros deverão ser transportados por dia com o BRT Transolímpico. Ao todo, haverá 17 estações de BRT e três terminais de integração com outros modais (trens da Supervia e os BRTs Transcarioca e Transoeste).

— A gente espera 70 mil passageiros nesse BRT, mas acho que vai dar mais. Aqui será feita a integração entre vários BRTs. O morador da Zona Oeste vai poder pegar o BRT e se conectar com todas as linhas — avaliou Paes.

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Segundo o prefeito, na região de Magalhães Bastos o número de desapropriações caiu de 300 para apenas seis. Uma área do Exército foi comprada por R$ 100 milhões, para possibilitar um novo traçado e evitar um grande número de remoções. Na outra ponta da via, na favela Vila União, em Curicica, 876 famílias serão reassentadas. Elas vão para um condomínio com 1.400 unidades do Minha Casa Minha Vida, que está sendo erguido na antiga Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá.

O coordenador geral de obras da Secretaria municipal de Obras, Eduardo Fagundes, explicou que, por se tratar de uma via expressa, os trabalhos começaram pela construção dos viadutos e pontes — 56 no total. Segundo Fagundes, muitas das estruturas já estão prontas, assim como a terraplanagem na Colônia Juliano Moreira.

A implantação do Transolímpico está orçada em R$ 1,6 bilhão, dos quais R$ 1,1 bilhão serão investidos pela prefeitura e o restante pela concessionária Via Rio, formada pelas empresas Invepar, Odebrecht e CCR/AS, que vai administrar a via por 35 anos.



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Só duas BRTs ganham selo ‘ouro’: a Linha Verde, em Curitiba, e TransOeste, no Rio

17/09/2014 - Gazeta do Povo

Curitiba possui apenas uma linha de BRT (Bus Rapid Transit) comparável às melhores práticas do sistema de locomoção em todo mundo, conforme avaliação feita pelo Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP, na sigla em inglês). No Brasil, apenas a Linha Verde, na capital paranaense, e a TransOeste, na capital carioca, receberam o selo "ouro". Os demais eixos de BRT de Curitiba receberam um selo "prata".

"Não necessariamente um sistema 'prata' é ruim, não dá para tratar de forma maquiavélica, mas o 'ouro' é de muito mais alta capacidade", observa Clarisse Linke, diretora do ITDP no Brasil. Para a formulação das notas, o instituto leva em conta o alinhamento das vias de ônibus, a infraestrutura segregada com prioridade de passagem, cobrança da tarifa fora do ônibus, tratamento das interseções e embarque por plataforma em nível.

Em Curitiba, a diferença de avaliação entre a Linha Verde e os demais eixos tem a ver a com a estrutura mais moderna. Enquanto os outros possuem a pavimentação asfáltica, a Linha Verde conta com o piso concretado. A capacidade dos ônibus e a integração com outros modais também conta. "A Linha Verde tem conceitos muito interessantes, como as estações que são terminais, onde os ônibus conseguem alimentar na própria plataforma em que fazem a transferência", pontua o diretor-presidente da Embarq Brasil, Luiz Antonio Lindau.

Ainda inovadora

Para Lindau, Curitiba segue sendo inovadora, já que adaptou os corredores para permitir a ultrapassagem, usa veículos de grande capacidade (biarticulados e ligeirões) e a coordenação semafórica a partir dos ônibus. "Esse sistema é usado na Europa, mas não na América Latina", diz.

No Brasil, outro sistema a receber o selo "ouro" é o TransOeste, primeiro corredor implantado no Rio de Janeiro. O sistema tem 56 quilômetros (e terá mais 7 até 2016) e será interligado com os corredores Transcarioca e Transolímpica. "Quando fizemos o projeto de BRT, discutimos as melhores práticas do Brasil e de outros países, o que eles faziam e o que inovaram", diz Lélis Marcos Teixeira, presidente da Federação das Empresas de Transportes Coletivos do Rio de Janeiro (Fetranspor).

Aumento de oferta põe foco sobre o sistema

A proliferação de ônibus BRT em todo o Brasil faz crescer a atenção para a qualidade do sistema. A discussão esteve presente no Seminário Nacional da NTU, em agosto, em Brasília. "O sistema BRT tem de fazer parte de um mosaico de transportes, com ou sem metrô. Tem cidades pequenas em que não necessariamente precisa ter um BRT, onde o investimento deveria ser feito em infraestrutura cicloviária", diz Clarisse Linke, do ITDP.

Para ela, a revisão dos planos diretores vem a calhar para forçar o pensamento em cidades compactas, adensadas, com uso misto do solo e rede multimodal integrada. "Existe muito trabalho a ser feito, mas, acima de tudo, é um novo olhar que os planejadores urbanos precisam ter sobre a cidade, um novo entendimento sobre sistemas de transporte público e como eles podem alavancar o desenvolvimento social, econômico e ambiental."

Para o diretor-presidente da Embarq Brasil, Luiz Antonio Lindau, o Brasil ainda aprende a construir redes de transporte. "No caso brasileiro, o BRT nasce como um processo dentro da integração de serviço e tarifa, ao contrário do que ocorreu na América Latina." No entanto, o país ainda tem desafios importantes, como melhorar a regularidade do serviço e integração com outros modais.

Contratempos

Instituto analisa ainda os itens negativos

Além dos fatores que somam pontos na avaliação do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento, também há análise de itens que poderiam mascarar um bom resultado, como a baixa velocidade comercial, não priorização de ultrapassagens, problemas nas estações, superlotação e manutenção de vias e sistemas de tecnologia.

Para o diretor-presidente da Embarq Brasil, Luiz Antonio Lindau, um dos atributos que o usuário do transporte mais valoriza é a regularidade da linha. O que acontece de modo geral é a perda do intervalo de tempo entre os ônibus, que acaba causando a formação de comboios. "Hoje se informa ao motorista que ele está atrasado ou adiantado e muitas vezes ele não consegue recuperar esse tempo. Dá para ir além, com localização dos veículos e a rapidez no processamento de informações." O Chile já testa um sistema de monitoramento nesses moldes.

Novo BRT vai conectar parques de Deodoro e Barra

17/09/2014 - O Globo

O prefeito Eduardo Paes visitou, nesta terça-feira, o canteiro de obras do corredor Transolímpico, via que vai ligar Deodoro à Barra e ao Recreio. Parte dos dois túneis no Maciço da Pedra Branca previstos no trajeto já está escavada. O primeiro terá 1.300 metros e o segundo, 200. A nova via, com 26 quilômetros de extensão, terá três faixas em cada um dos sentidos, sendo que uma delas será exclusiva para o BRT. As restantes poderão ser utilizadas por outros veículos, mas haverá a cobrança de pedágio. A previsão é que a obra fique pronta no primeiro semestre de 2016.

- É uma obra importante. É outro túnel no Maciço da Pedra Branca, depois do da Grota Funda. A função durante os Jogos de 2016 será conectar os parques olímpicos da Barra e de Deodoro. O mais importante é que vai reduzir em 80% o tempo de viagem. Para ir do Riocentro até Deodoro, hoje se leva duas horas e meia em um dia bom. Esse tempo vai ser de 30 minutos com o novo BRT - prometeu Paes.

FLUXO DEVE SER DE 90 MIL VEÍCULOS POR DIA

A previsão é que 90 mil veículos passem diariamente pela nova via expressa. Além disso, 70 mil passageiros deverão ser transportados por dia com o BRT Transolímpico. Ao todo, haverá 17 estações de BRT e três terminais de integração com outros modais (trens da Supervia e os BRTs Transcarioca e Transoeste).

- A gente espera 70 mil passageiros nesse BRT, mas acho que vai dar mais. Aqui será feita a integração entre vários BRTs. O morador da Zona Oeste vai poder pegar o BRT e se conectar com todas as linhas - avaliou Paes.
 
Segundo o prefeito, na região de Magalhães Bastos o número de desapropriações caiu de 300 para apenas seis. Uma área do Exército foi comprada por R$ 100 milhões, para possibilitar um novo traçado e evitar um grande número de remoções. Na outra ponta da via, na favela Vila União, em Curicica, 876 famílias serão reassentadas. Elas vão para um condomínio com 1.400 unidades do Minha Casa Minha Vida, que está sendo erguido na antiga Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá.

O coordenador geral de obras da Secretaria municipal de Obras, Eduardo Fagundes, explicou que, por se tratar de uma via expressa, os trabalhos começaram pela construção dos viadutos e pontes - 56 no total. Segundo Fagundes, muitas das estruturas já estão prontas, assim como a terraplanagem na Colônia Juliano Moreira.

A implantação do Transolímpico está orçada em R$ 1,6 bilhão, dos quais R$ 1,1 bilhão serão investidos pela prefeitura e o restante pela concessionária Via Rio, formada pelas empresas Invepar, Odebrecht e CCR/AS, que vai administrar a via por 35 anos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Obra do BRT Transolímpica na Taquara obriga moradores a fazer desvio de 2,5km

15/09/2014 - Extra - RJ


Morar na Estrada do Outeiro Santo, na Taquara, Zona Oeste do Rio, se tornou um tormento desde o último dia 30 de julho, quando a via foi interditada para a construção do BRT Transolímpica, que promete ligar a Barra da Tijuca a Deodoro, para a realização das Olimpíadas de 2016. Desde então, os moradores da região precisam fazer um desvio de 2,5km pela rua Ipadu para se deslocar entre o trecho do Largo do Remi e a Estrada da Ligação.

No intuito de minimizar os transtornos causados pelo bloqueio, a Prefeitura do Rio criou um serviço gratuito de van para quem mora nas imediações, só que a medida não resolveu o problema. A principal reclamação de quem usa o transporte, além da demora, é o horário de funcionamento: todos os dias, das 6h às 22h.

— Se você chega tarde, a única opção é ir andando por outro caminho, que é bem longo. O certo seria colocarem uma passarela no trecho da obra para facilitar o acesso dos moradores ou, então, um serviço de van funcionando 24 horas — contou a estudante Fernanda Mattos, de 18 anos, que mora no local.

Moradores da Taquara, Fernanda Mattos e Lucas Brito, sofrem com a interdição da estrada Outeiro Santo Moradores da Taquara, Fernanda Mattos e Lucas Brito, sofrem com a interdição da estrada Outeiro Santo Foto: Bruno Dias Barbosa

Namorado e vizinho de Fernanda, o estudante Lucas Brito, de 20 anos, acredita que a alternativa oferecida não é suficiente:

— Você fica muito tempo esperando a van da prefeitura, tinha que ter uma frequência maior. A interdição da Outeiro Santo também deixou o trânsito da região caótico.

No ponto da van, o descontentamento com a situação era visível no rosto dos moradores. A estudante Rejane Moura, de 20 anos, afirma que viver no local se tornou uma tarefa difícil nas últimas semanas:

— A vida complicou muito. Meus pais saem para trabalhar muito cedo, então eles não têm a opção da van. O trajeto que eles faziam andando demorava sete minutos pela (Rua) Outeiro Santo. Pelo outro caminho, leva mais de 30. Sem falar que aqui de noite é bem deserto.

A prefeitura informou que a instalação de uma passarela provisória no trecho interditado é inviável e que a Secretaria de Obras estuda ampliar o horário de atendimentos das vans disponibilizadas para o deslocamento dos moradores da região.