quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

FETRANSPOR DIZ QUE SUSPENDERÁ LINHAS IMPORTANTES DE ÔNIBUS

07/12/2016 - O Globo

Paralisação será devido à falta de repasse dos subsídios do Bilhete Único Intermunicipal

Passageiro pagou o valor integral da tarifa do ônibus intermunicipal em Niterói Foto: Gabriel de Paiva / O Globo
Passageiro pagou o valor integral da tarifa do ônibus intermunicipal em Niterói - Gabriel de Paiva / O Globo


RIO - Devido à suspensão de repasse dos subsídios do Bilhete Único Intermunicipal, por parte do governo estadual, a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) informou, nesta quarta-feira, que haverá paralisação de linhas importantes do serviço na Região Metropolitana do Rio.

O estado deve R$ 17 milhões em subsídios às concessionárias de transporte, segundo o  secretário de transportes, Rodrigo Vieira. Bilhete Único: governo não consegue repassar subsídios antes do dia 14
Passageiro pagou o valor integral da tarifa do ônibus intermunicipal em NiteróiProcurador-geral do RJ diz que ônibus e metrô terão que ressarcir usuário por cobrança integral

Passageira Angela Amaral pagou valor integral do Bilhete Único intermunicipal nesta segunda-feiraSuspensão de desconto no Bilhete Único surpreende passageiros

De acordo com a federação, o Bilhete Único Intermunicipal representa, em média, 29% da receita das empresas de transporte por ônibus em todas as transações feitas com cartão eletrônico.

“Para efeito de comparação com os custos de operação, o percentual de 29% é superior ao segundo maior custo das empresas, o combustível (óleo diesel), que chega a 25% do total de despesas”, diz trecho da nota.

A Fetranspor afirma que a falta de repasse dos subsídios do Bilhete Único Intermunicipal “agrava ainda mais a situação das empresas, que estão às vésperas de pagamento da segunda parcela do 13º salário (de 50%), prevista para o dia 20 deste mês, que pode não ocorrer. O percentual do BUI na receita das empresas de ônibus intermunicipal pode chegar a 44%”.

A federação das empresas de ônibus informou ainda que pedirá a reconsideração da decisão da Justiça.

Na última segunda-feira, a suspensão do desconto da tarifa do Bilhete Único Intermunicipal, decidida pelas empresas de transportes, pegou muita gente de surpresa. Os passageiros tiveram que arcar com a tarifa integral de ônibus intermunicipal e metrô. Apenas os usuários das barcas e dos trens pagaram a tarifa com o benefício do Bilhete Único.

GOVERNO NÃO CONSEGUE REPASSAR SUBSÍDIO ANTES DO DIA 14

Na tarde de segunda-feira, durante reunião com representantes de concessionárias e parlamentares, na Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o subsecretário de Fazenda do estado, Luiz Cláudio Gomes, disse que não havia possibilidade de o governo repassar subsídios para o Bilhete Único Intermunicipal antes do dia 14. Mesmo assim, se conseguisse um acordo na reunião de conciliação marcada pelo Superior Tribunal Federal, nesta quarta-feira, para arrestos e bloqueios.

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sábado, 3 de dezembro de 2016

Tráfico impõe pedágio em terminal na Central do Brasil, e empresas alteram ponto final

03/12/2016 - Extra

Pontos de ônibus vazio após a mudança de local definida pelas empresas
Pontos de ônibus vazio após a mudança de local definida pelas empresas Pontos de ônibus vazio após a mudança de local definida pelas empresas Foto: Guilherme Pinto

Geraldo Ribeiro, Luã Marinatto e Rafaella Barros

Pelo menos sete linhas de quatro empresas de ônibus intermunicipais do Rio transferiram, esta semana, os pontos finais do Terminal Américo Fontenelle, na Central do Brasil, no Centro da capital, para a Rua Acre, a cerca de 1,5km de distância. Segundo rodoviários, o motivo da mudança seria uma recusa das viações em pagar um pedágio de cerca de R$ 5 mil mensais imposto por traficantes do Morro da Providência. Como represália, os bandidos estariam destruindo os ônibus de quem não aceita a condição. Pelo menos sete veículos teriam sido depredados na semana passada. O Detro confirmou as denúncias de vandalismo, e informou ter solicitado reforço policial no local para garantir a operação das linhas.

— Soube que (os bandidos) quebraram vários ônibus. Em um deles, não restou nenhum vidro inteiro. Ouvi dizer que estão cobrando das empresas para parar os carros no terminal e as que não pagarem terão veículos depredados, ou ameaçam levar o motorista para cima do morro. Tenho medo. A gente fica indefeso. Lá não tem nenhuma segurança — diz um motorista de ônibus da linha 572, da empresa Mageli.

O Terminal Américo Fontenelle fica ao lado do Morro da Providência, que conta com uma UPP
O Terminal Américo Fontenelle fica ao lado do Morro da Providência, que conta com uma UPP O Terminal Américo Fontenelle fica ao lado do Morro da Providência, que conta com uma UPP Foto: Guilherme Pinto

O Américo Fontenelle, que fica a poucos metros da sede da Secretaria de Segurança e do Comando Militar do Leste (CML), abriga 54 linhas de ônibus de 17 empresas. Pelo local, circulam 3,1 milhões de pessoas por mês.

— As empresas que não estão mais aqui saíram por livre e espontânea pressão — ironizou um despachante, no terminal, apontando para as paradas vazias, apenas com as placas indicando as linhas.

As empresas não confirmam a cobrança. O Sindicato dos Motoristas, porém, diz ter conhecimento dos rumores sobre a extorsão, ainda que não tenha recebido denúncia formal.

— A questão é de segurança pública. A gente não sabe para onde vai. Até em períodos de normalidade o local é área de risco — afirmou Sebastião José da Silva, vice-presidente do Sintraturb.


PM promete averiguar

Procurada, a PM informou que o comando do 5º BPM (Praça da Harmonia), responsável pela área, não foi informado sobre práticas de extorsão no Américo Fontenelle. O terminal fica ao lado da Providência, onde há uma UPP.

Na mesma resposta, a PM afirmou que o setor de inteligência do batalhão vai atuar para checar a denúncia. Ainda segundo a corporação, “é realizado diariamente o patrulhamento da região, além de operações sistemáticas com o objetivo de reprimir ações criminosas”. Já a Polícia Civil, também acionada, não respondeu ao contato do EXTRA.

— É uma falta de autoridade. O Rio está abandonado. A cidade está nas mãos dos bandidos. As autoridades e as empresas não tomam nenhuma providência e somos nós, os trabalhadores, que pagamos mais uma vez. Esse ponto (na Rua Acre) é horrível. Não tem infraestrutura nem segurança. Aos domingos, isso aqui é um deserto. É muito ruim para nós, passageiros — desabafa a vendedora Ana Paula Lopes, moradora de Coelho da Rocha, em São João de Meriti.

Os pontos foram transferidos para a Rua Acre
Os pontos foram transferidos para a Rua Acre Os pontos foram transferidos para a Rua Acre Foto: Guilherme Pinto

Apesar do policiamento citado pela PM, cenas de violência são comuns no terminal e em seu entorno. É o que relatam aqueles que circulam com frequência pelo local.

— Há pouco tempo, passei ali de manhã com minha mulher e tinha um cara sem camisa, de arma na cintura — conta outro usuário prejudicado pela mudança nos pontos finais.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Aplicativo permite pagar tarifa de ônibus com cartão

23/11/2016 - O Globo

Plataforma está presente em duas linhas de ônibus executivo no Rio
   
POR RENAN FRANÇA 

Tecnologia. Jessica usa QR Code para embarcar - Hermes de Paula

RIO - Para alguns cariocas, fazer sinal no ponto para os motoristas de ônibus é algo já considerado arcaico. Com smartphone em mãos, o grupo antenado com a tecnologia consegue reservar poltronas, pagar a tarifa e informar o local onde deseja embarcar. Esse novo jeito de usar coletivos do Rio é possível por meio do aplicativo de celular Moov. Lançada antes da Olimpíada, a plataforma, que lembra o Uber e suas funcionalidades, está presente em duas linhas de ônibus executivo da cidade, os chamados frescões. Usuários garantem que a viagem melhorou: ficou mais rápida e segura.

— O sistema oferece mais conforto, pois o ônibus só para em pontos onde há passageiros para embarcar — diz João Zecchin, CEO da Moov. — E todos que embarcam têm cadastro na empresa, o que minimiza a chance de um assalto.

As duas linhas que estão no sistema são a 2333sv (Recreio-Centro, via Zona Sul), da Expresso Recreio, e a sva2343 (Ribeira-Candelária), da Viação Ideal. Uma vez comprada a passagem pelo cartão de crédito, internautas escolhem o ponto de ônibus para embarque e podem monitorar a chegada do coletivo via aplicativo. A única coisa que o passageiro precisa apresentar ao motorista é o QR Code (código que confirma a compra) no celular. Um iPad ao lado do condutor faz a leitura e libera a roleta. O bilhete custa R$ 14, e o passageiro não é cobrado pelo serviço virtual.

— Sou usuária assídua. Para mim, o serviço é melhor que o do metrô, pois a viagem é mais confortável — afirma a advogada Jessica Ricc

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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Feriado termina com 68 ônibus depredados no Rio

03/11/2016 - O Globo

Linhas 474 e 476 foram alvos de vandalismo, segundo Rio Ônibus
   
POR GISELLE OUCHANA

Ônibus tiveram janelas e vidros quebrados, além de poltronas rasgadas - Divulgação

RIO - O feriado de Finados, com sol forte, calor e praias lotadas, terminou em prejuízo para a viação Braso Lisboa, que opera as linhas 474 (Jacaré-Copacabana) e 476 (Méier-Leblon). Mais uma vez, os ônibus da empresa foram alvos de vandalismo promovido por grupos de adolescentes. Segundo o sindicato das empresas de ônibus (Rio Ônibus), 68 veículos foram depredados e tiveram bancos rasgados, além de vidros e saídas de emergência quebrados. Pelo menos 30 coletivos ficaram totalmente destruídos. Ninguém ficou ferido.

Os atos de vandalismo aconteceram, principalmente, na Avenida Presidente Vargas, no Centro, na Cidade Nova e na altura do terminal rodoviário Novo Rio. Segundo o Rio Ônibus, desde o início do ano, a Braso Lisboa já registrou 179 ônibus depredados em atos de vandalismo, sendo 119 apenas nos últimos dois meses. No período de um ano, o custo de reparo dos ônibus depredados ultrapassam R$ 575 mil, que seriam suficientes para realizar a compra de quase dois coletivos.

Além do prejuízo financeiro, a empresa ressalta que os usuários das linhas são os mais prejudicados. “As ações de vandalismo prejudicam a oferta de transporte aos passageiros”, afirma em nota. Durante a madrugada desta quinta, mecânicos tentaram fazer os reparos necessários para que a circulação ocorresse normalmente na parte da manhã. Apesar de todo o esforço, no entanto, apenas 47 veículos foram consertados a tempo. Os demais só entraram em operação a tarde. Apenas um não teve o reparo concluído por falta de peças. “Ninguém imagina que 68 carros vão ser depredados num só dia. Por isso as empresas não têm tanto estoque de peças para reposição”, explicou em nota repudiando a violência.

Procurada, a Polícia Militar disse que realizou blitz em em diversos locais no sentido de coibir ações criminosas. Em nota, afirmou ainda que o4° BPM (São Cristóvão), que abrange a área da Rodoviária, “recebeu um reforço de 40 policiais no efetivo e vem intensificando o policiamento nos locais de maior incidência criminal". As imagens do circuito interno dos ônibus já estão sendo analisadas pela Polícia Civil.

ÁREA DA RODOVIÁRIA É UM DOS PIORES TRECHOS

O entorno da Rodoviária Novo Rio é, para os motoristas que trabalham nas linhas 474 e 476, um dos piores trechos. É lá que muitos adolescentes entram nos ônibus após roubar pertences de quem chega à cidade pelo terminal.

— Eles roubam as bagagens das pessoas, entram no ônibus para fugir e selecionar o que lhes interessa. O que não for de interesse, os adolescentes simplesmente descartam jogando os objetos pelas janelas do ônibus, aumentando o risco, inclusive, de provocar um acidente — contou um despachante que preferiu não ser identificado.

Os túneis Santa Bárbara e Rebouças também estão na rota de perigo. As galerias que ligam a Zona Sul ao Centro e à Zona Norte são o início do chamado “surfe rodoviário”, em que os jovens andam no teto do ônibus em movimento. O Largo da Cancela, em São Cristóvão, e o Largo do Pedregulho, em Benfica, também são pontos “complicados”, garantem os funcionários.

Abalados, motoristas estão desistindo de trabalhar na “linha do inferno”, como já é conhecida entre os rodoviários a 474. No mês passado, um funcionário que trabalhava há três anos no itinerário precisou ficar cinco dias afastado da função após um choque: um grupo de 70 adolescentes invadiu o ônibus e o obrigou a parar em todos os pontos para fazer assaltos.

— Eles desembarcam, assaltam e voltam para o ônibus — contou o motorista.

Os rodoviários descobriram que uma das estratégias adotadas por esses jovens é apertar o botão de emergência dos coletivos. Localizado na porta traseira, o “anjo da guarda” só deve ser acionado em situações de perigo para interromper o funcionamento do motor, impossibilitando a aceleração. No entanto, os jovens o ativam, descem do veículo para praticar roubos e conseguem alcançá-lo para fugir.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Consórcio que constrói BRT Transbrasil demite 90% dos operários; obras estão paradas pela metade

07/10/2016 - Extra - RJ

A Prefeitura do Rio, que parecia inabalável diante da crise, a ponto de socorrer o combalido governo do estado assumindo gestão de hospitais e restaurantes populares, começa a dar sinais de enfraquecimento em sua máquina realizadora. Passada a Olimpíada e às vésperas do segundo turno da eleição para prefeito, a principal obra do município por concluir, destinada à implantação do corredor de BRT Transbrasil, está parada e sem data para retomada. Com apenas uma estação no esqueleto, os canteiros sem operários são reflexo de um corte, até a última terça-feira, de 90% no número de funcionários, segundo dados do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada, responsável pela homologação dos funcionários com contratos superiores a um ano.

De acordo com a entidade, antes da Olimpíada, os canteiros de obras da Avenida Brasil chegaram a ter até 1.200 operários, sendo que a maioria foi dispensada antes mesmos de os Jogos começarem. Dos 520, postos em férias coletivas, pouco antes das competições, com a expectativa de serem chamados de volta para a retomada dos serviços, quando os atletas fossem embora, 400 foram desligados no começo da semana, restando apenas 120 contratados, segundo os dirigentes do sindicato.

A preocupação dos trabalhadores ganhou as redes sociais. “Numa reunião no canteiro central que terminou agorinha, foi dispensado o restante dos funcionários da obra e quando volta ninguém sabe”, postou um ex-operário em página dedicada ao Transbrasil.

— É lamentável que isso aconteça num momento como esse, que vai dificultar a recolocação desses profissionais no mercado — afirmou o presidente do sindicato Nilson Duarte Costa.

O sindicato informou que tem uma lista de pelo menos 180 homologações para serem agendadas nos próximos dias.

Prefeitura ainda deve R$ 666 milhões

Dados do portal de transparência da Prefeitura do Rio mostram que ainda restam a pagar ao Consórcio Transbrasil quase R$ 666 milhões do valor total do contrato, de R$ 1,4 bilhões. Até agora, a Prefeitura do Rio já desembolsou R$ 735 milhões pela construção e deve quitar tudo com o desenrolar da construção.

As obras, que foram suspensas no fim de julho para garantir a mobilidade durante os Jogos, deveriam ter sido retomadas em setembro. A prefeitura chegou a marcar o dia 5 do mês passado como a data para o retorno.

Secretaria: ‘sem dívida’

A Secretaria municipal de Obras garante que o problema não é financeiro, pois “não há dívidas por parte da prefeitura com o consórcio”. O órgão reafirmou que está em fase de mobilização dos canteiros e reconheceu que há ajustes em execução. em nota disse que “o fato de operários não estarem sendo vistos não significa que as devidas providências para reinício dos trabalhos não estejam em curso”. À noite, em outro texto, acrescentou que notificou o consórcio para retomada dos trabalhos “o quanto antes”.

Recomeço no papel

Publicação

Depois de a prefeitura estabelecer que a volta das obras da Transbrasil ocorreria setembro, após a Paralimpíada, um memorando publicado pela Secretaria municipal de Obras, no Diário Oficial, em 21 de outubro, informou que a contagem de prazo contratual passava a valer a partir daquela data.

Cronograma

Apesar de as obras não terem sido retomadas no prazo programado, a prefeitura garante que o cronograma será mantido, com a conclusão do corredor em 2017.

Pela Metade

Antes da suspensão das obras, a secretaria havia informado que o trecho entre Caju e Deodoro, de responsabilidade do órgão e com execução a cargo do consórcio Transbrasil, estava 46% concluído.

Outro trecho

Há ainda um outro trecho, entre a Rodoviária Novo Rio e o Terminal Américo Fontenelle, passando pela Avenida Rodrigues Alves, que está a cargo da Companhia de Desenvolvimento da Região do Porto. O percentual de avanço nesse trecho é de 58%.

Estrutura

O projeto prevê a construção de 20 estações e sete terminais, além de mais de 30 mil metros quadrados de pontes, viadutos e alargamento de pistas.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Prefeitura implementa ajustes em linhas de ônibus para melhorar o atendimento em diversos bairros

21/09/2016 - SMTR

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), implementará ajustes operacionais em linhas do sistema de ônibus a fim de melhorar o atendimento em diferentes regiões da cidade.

Os ajustes se somam a outros implementados ao longo deste ano e foram elaborados a partir de análises técnicas da secretaria; sugestões dos passageiros à Central 1746, à Ouvidoria da SMTR, além de pedidos feitos por associações de moradores às subprefeituras.

Resolução da SMTR, publicada nesta quarta-feira (21/09), cria cinco serviços: Rio Comprido x Largo do Machado (via Lapa); Cidade de Deus x Centro (via Av. Menezes Côrtes); Madureira x Hospital Cardoso Fontes (via Cascadura); Cascadura x Jardim Oceânico (via Linha Amarela / Rio das Pedras); e serviço variante da 472 (Triagem x Leme – via Túnel Velho), passando pelo Shopping Rio Sul e Rodoviária Novo Rio.

Além disso, será prolongado o itinerário da 803 (Senador Camará x Taquara – via Estrada do Catonho) até a Cidade de Deus. Haverá ainda reforço de frota das linhas 232 (Lins x Castelo – via Rua Aquidabã – circular) e 331 (Praça Seca x Castelo – via Linha Amarela).

Todas as sugestões encaminhadas para a Central 1746 são repassadas à Ouvidoria da SMTR que compila os dados e encaminha às áreas técnicas para análise. A Prefeitura mantém ainda diálogo permanente com as associações de moradores da cidade a fim de discutir medidas que possam melhorar cada vez mais o serviço de ônibus do Rio de Janeiro.

sábado, 13 de agosto de 2016

Rio terá ônibus, um deles com 2 andares, percorrendo as ruas da Zona Sul e Centro

13/08/2016 - O Globo

Frota panorâmica para apreciar a cidade vai funcionar a partir de segunda-feira

RENAN ALMEIDA


O ônibus oficial da cidade - Arthur Moura /dIVULGAÇÃO

RIO - Quem está no Rio a passeio, ou quer conhecer um pouco mais da Cidade Maravilhosa, terá uma nova opção a partir de segunda-feira. Quatro ônibus panorâmicos, um deles com dois andares, circularão por alguns dos principais pontos turísticos da Zona Sul e do Centro. O local de partida é a Praça General Osório, em Ipanema, de onde os coletivos do Sightseeing Rio — um serviço oficial da Rio Ônibus em parceria com a Riotur — seguirão até a Praça Mauá.

Com o início de operação durante a Olimpíada, o serviço promete ser um legado para o turismo, a exemplo do que já ocorre em cidades como Londres, Madri e Buenos Aires. Todas as viagens serão acompanhadas de guias, que falarão em português e inglês. Os ônibus vão circular com intervalos de 40 minutos, e uma pulseira vai permitir o embarque e o desembarque do passageiro quantas vezes ele quiser no mesmo dia. O Museu de Arte Moderna (MAM), a Praça Quinze e a Igreja da Candelária são algumas das atrações no trajeto. Quem preferir fazer todo o percurso sem deixar o conforto do ônibus pode aproveitar uma parada especial na base do bondinho do Pão de Açúcar.

A primeira viagem começará às 8h, na Praça General Osório, e a última partida será às 18h. De acordo com a Rio Ônibus, o maior veículo da frota, o double deck, tem dois andares e capacidade para 71 passageiros e é sem capota. Já os outros três, do tipo frescão, contam com janelas panorâmicas e transportam até 50 pessoas.

Uma sinalização especial vai identificar os pontos de parada do Sightseeing Rio. O passe custará R$ 80 e só será vendido nos ônibus. O pagamento poderá ser feito em dinheiro e cartões. Crianças de até 7 anos terão direito a gratuidade. O trajeto completo passa por Praia de Copacabana, Pão de Açúcar, Enseada de Botafogo, Parque Carmem Miranda, Casa Julieta de Serpa, Castelinho do Flamengo, Glória, MAM, Praça Quinze, Candelária, Praça Mauá, Cais do Valongo, Praça Tiradentes e Lapa.