terça-feira, 31 de março de 2015

Governo estadual anuncia pacote para combater fraudes no Bilhete Único

31/03/2015 - O Dia

Entre as medidas, um projeto de lei encaminhado por Pezão à Alerj para que usuários façam recadastramento biométrico

GUSTAVO RIBEIRO

Rio - A partir de 1º de maio, o Bilhete Único Intermunicipal (BU) só vai dar desconto em integrações se pelo menos uma das viagens custar até R$ 3,70. A medida foi uma das anunciadas nesta segunda-feira pela Secretaria estadual de Transportes (Setrans) para reduzir os prejuízos com fraudes no benefício, subsidiado pelo estado. Outra providência é um projeto de lei, que será encaminhado nesta terça-feira pelo governador à Alerj, que prevê recadastramento dos usuários e controle biométrico para validar o abatimento nas passagens. O governo também criou uma controladoria geral para fiscalizar permanentemente o programa.


Em Niterói, a exigência de biometria para concessão de gratuidade foi suspensa pela Justiça, mas os cartazes continuam pela cidade
Foto:  André Mourão / Agência O Dia

O anúncio das ações para aumentar o controle sobre o Bilhete Único veio quatro dias após o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinar que o governo suspenda o pagamento dos subsídios, que chegam a R$ 50 milhões por mês, após não ter tido um pedido de informações atendido. O órgão quer saber o valor e o destino dos créditos que os usuários depositaram nos cartões e não utilizaram dentro do prazo de validade, que é de um ano. Segundo o secretário estadual de Transportes, Carlos Osorio, as medidas foram elaboradas por um grupo de técnicos da secretaria, que reavaliou, desde o fim de janeiro, os procedimentos de utilização e repasses do BU, em parceria com a Fundação Coppetec, da UFRJ, responsável pela fiscalização do benefício.

Osorio afirmou que a regra que fixa uma das tarifas em até R$ 3,70 para concessão do benefício tarifário (o BU permite que o usuário utilize dois modais, sendo pelo menos um intermunicipal, num intervalo de até 3 horas, por R$ 5,90, e a diferença é paga pelo estado à RioCard) não será capaz de zerar as ações de estelionatários, mas diminuirá os prejuízos aos cofres do estado em alguns casos.

A auditoria verificou, por exemplo, que um cartão foi validado duas vezes seguidas na Candelária, uma em ônibus para Magé (tarifa de R$ 9,50) e em outro para Alcântara (R$ 7,50), em curto espaço de tempo. "O estado pagou o subsídio de R$ 11 nessas duas tarifas. Ninguém pega um ônibus para Magé, salta e pega outro para São Gonçalo. Com a aplicação desse bloqueio, isso não será mais possível", explicou Osório.

O cronograma de implantação da biometria, bem como os postos e prazos para o recadastramento, só serão definidos depois que o projeto for aprovado na Alerj e a lei, regulamentada. Os custos das leitoras digitais serão da RioCard, operadora dos cartões, e não poderão pesar sobre as tarifas. A atualização dos cadastros impedirá que crianças de até cinco anos, que já têm direito à gratuidade, tenham cartões BU registrados em seus nomes para uso de terceiros.

Aperto na fiscalização

"Vamos auditar todo o sistema, propor melhorias, e qualquer fraude será investigada no âmbito criminal", disse o delegado Anthony Alves, nomeado controlador geral do Bilhete Único, no novo órgão que será vinculado à Secretaria Estadual de Transportes. Todas as denúncias recebidas pelas ouvidorias do Detro, da Setrans e pelo Disque-Denúncia serão concentradas na Delegacia de Defraudações da Polícia Civil, que já abriu inquérito para investigar suspeitas. A partir de abril, ações de combate a golpes serão intensificadas em pontos estratégicos.

Nas regras atuais, já existem alguns bloqueios contra fraudes no uso do benefício do Bilhete Único Intermunicipal. Para se obter o desconto em duas passagens de uma mesma linha é preciso um intervalo de meia hora. Isso impede, por exemplo, que um usuário passe o cartão para outra pessoa e ganhe um benefício pelo qual não tem o direito. As fraudes no BU são estelionato, com pena de reclusão de 1 a 5 anos.

Controle já foi suspenso em Niterói

Em Niterói, o sistema biométrico já gerou polêmica. Lá, a medida foi implantada para controlar a validação das gratuidades de idosos e portadores de deficiência em abril de 2014. Entretanto, depois de acumular diversas reclamações, foi suspensa a pedido do Ministério Público em dezembro.

Na época, a Promotoria de Justiça de Proteção ao Idoso e à Pessoa com Deficiência de Niterói alegou que o cadastramento dos usuários exigia "enormes sacrifícios, deslocamentos, sofrimentos, humilhações". Atualmente, os ônibus do município rodam equipados com o aparelho de biometria que ficam desligados.

Ao conversar com passageiros se entende rapidamente o motivo da suspensão. A aposentada Mauricéia Batista, 65, é contra o sistema. Ela explicou que os idosos têm de repetir a validação da digital diversas vezes até conseguir. "É uma humilhação", disse. Osorio afirmou, no entanto, que a tecnologia que será usada para o BU será mais eficiente.

Presidente do TCE ainda aguarda esclarecimentos

O presidente do TCE, Jonas Lopes, considerou que "as medidas anunciadas sustentam que o Tribunal de Contas está no caminho certo", mas enfatizou que "sua adoção não desobriga o secretário de Transportes de cumprir a decisão de prestar as informações solicitadas".

Osorio afirmou que, como a secretaria não tem autoridade para exigir que a RioCard preste esclarecimentos sobre créditos particulares de usuários, o procedimento foi encaminhado à Procuradoria Geral do Estado para tomar as providências cabíveis. Enquanto isso, o benefício tarifário não pode deixar de ser concedido, sob custeio das empresas.

"A RioCard respondeu formalmente que, por se tratarem de recursos particulares, não forneceria os dados ao estado", disse Osorio. Em nota, a RioCard explicou que os subsídios nunca expiram e que não podem ser confundidos com os créditos que os usuários depositam nos cartões.

Colaborou Flora Castro

segunda-feira, 30 de março de 2015

Ministério Público Estadual pede suspensão de ônibus gratuito em Maricá

27/03/2015 - Jornal Barão de Inohan E Maricá Info


Um dos 'responsáveis' por tornar inconstitucional a Lei Municipal que permitia a instalação do 'Porto de Jaconé', o advogado Manuel Ramos Moura, fez uma ação popular e enviou para o Ministério Público Estadual (MP-RJ), que deu parecer favorável e já encaminhou para a Comarca de Maricá, para que as atividades da Empresa Pública de Transportes (EPT), criada no final do ano passado e que substitui a MTP (Maricá Transportes Público), sejam suspensas e que deixe de transportar os moradores da cidade sem cobrar passagem.

O advogado informou na ação que encontrou diversas irregularidades nas contratações e no funcionamento da autarquia municipal responsável pela Empresa Pública de Transporte.

A prefeitura de Maricá criou a autarquia através da Lei Complementar nº 244 de 11 de setembro de 2014, alegando atender a "interesse público excepcional", mas segundo o promotor de Justiça Leonardo Cuña de Souza, "o chefe do executivo municipal na verdade planeja a prestação direita e gratuita do serviço de transporte coletivo há tanto tempo, que falar de excepcionalidade gerada por circunstâncias temporárias beira a ficção cientifica".

Com parecer favorável às demandas da ação popular, pede então a liminar para suspender todas as portarias, atos administrativos que importem na contratação temporária ou direta de profissionais para exercícios de funções dentro da EPT, sob pena de multa diária de R$ 10 mil por dia de descumprimento, e que sejam condenados pessoalmente o prefeito municipal e o diretor presidente da EPT ao pagamento de multa diária no valor de R$ 10 mil caso não cumpram as obrigações. O juiz de direito da Comarca de Maricá poderá deferir o pedido nos próximos 15 dias.

Com informações: Jornal Barão de Inohan E Maricá Info




quinta-feira, 26 de março de 2015

Sem solução para abandono da estação Cesarão II do BRT, moradores fazem faxina por conta própria

26/03/2015 - Extra - RJ

Leia: Moradores da comunidade do Rola reivindicam a volta do BRT nas estações Cesarão II e Vila Paciência - Extra - RJ

Corredor BRT do Rio tem três estações fantasmas – Extra/RJ

Foi com vassoura e balde nas mãos que a dona de casa Maria Cristina Campos Santana comemorou seus 36 anos, nesta quarta-feira. Moradora da comunidade do Rola, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, ela é uma das pessoas prejudicadas pela suspensão dos serviços nas estações do BRT Cesarão II e Vila Paciência. Depois de ter participado, na última terça-feira, da retirada de cerca de 30 usuários de crack do Cesarão II, ela e cerca de dez moradores da região fizeram uma limpeza na estação. De presente, ela só quer que o serviço volte:

— Tomara que esse presente venha. Sem essa estação, os moradores têm que andar até 25 minutos para chegar ao Curral Falso (estação).

Após varrerem a estação, eles encheram baldes no comércio local e lavaram as plataformas. Agora, esperam que a Comlurb conclua o serviço.

— Agora, dependemos da Comlurb para vir recolher o lixo e fazer uma lavagem maior — disse o presidente da Associação de Moradores da Comunidade do Rola, Osvaldo Cardoso, de 65 anos.

A Comlurb informou que a limpeza do BRT é de responsabilidade de uma empresa particular, mas que, mesmo assim, em solidariedade aos moradores, vai lavar a estação, nesta quinta-feira. Segundo a Secretaria municipal de Transportes, a prefeitura irá executar a reforma da estação Cesarão II, mas não definiu a data.

Já o Consórcio BRT disse que, "confirmando-se a saída dos usuários de drogas que lá se concentravam, será feito um levantamento de custos para se iniciar o trabalho de recuperação das estruturas da estação."

Entrevista com Osvaldo Cardoso, presidente da Associação de Moradores do Rola:

Como foi a retirada dos usuários de crack da estação Cesarão II, na terça-feira?

A comunidade está sendo prejudicada por eles. Eu e mais três moradores pedimos para que eles saíssem, e eles saíram numa boa, sem problemas.

O que vocês esperam com essa limpeza?

A comunidade aqui está correndo atrás para ver se, com a estação limpa, a prefeitura toma alguma providência.

Como os moradores da região estão fazendo com o serviço suspenso na Cesarão II?

Isso é uma covardia com a comunidade. Essa estação é quase de frente para a UPA. Às vezes, você está na Vila Paciência. Como lá não para o ônibus, tem que vir caminhando até aqui. O que mais me indigna é que a estação Cesarão II fica próxima a um posto policial.

Leia as respostas na íntegra:

Secretaria municipal de Transportes

A Prefeitura irá executar a reforma da estação Cesarão II, a data ainda não foi definida.

Consórcio BRT

Conforme foi informado mais de uma vez ao Extra, a estação Cesarão II foi incendiada criminosamente no dia 7 de janeiro deste ano. Após o ato de vandalismo, verificou-se não haver condições de segurança para que fosse iniciado o trabalho de reconstrução. Confirmando-se a saída dos usuários de drogas que lá se concentravam, será feito um levantamento de custos para se iniciar o trabalho de recuperação das estruturas da estação.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Paixão por ônibus vira fonte de renda

25/03/2015 - O Dia - RJ


Rio - "Busologia: atividade, geralmente praticada como hobby, do estudo de assuntos relacionados a ônibus, tais como história, motores e carrocerias". Uma breve busca online explica o significado do termo, estranho à primeira vista. Alguns "busólogos", os aficcionados por ônibus, são tão apaixonados que fazem do passatempo fonte de renda. É o caso do arquiteto Ricardo Avellar, niteroiense de 49 anos que produz e vende dezenas de miniaturas artesanais de ônibus antigos por mês.

A "brincadeira" de Ricardo tem até nome: RRV Miniaturas, oficina que mantém na própria casa desde 2000. A sigla é em homenagem ao irmão Rafael Avellar, 52, e ao amigo Vinícius Vieira, 53. "Meu irmão gosta de ônibus desde pequeno. Um dia resolvi fazer uma miniatura para dar de presente para ele, que gostou e pediu outra. Fiz a segunda, aí veio um amigo que também gostava de ônibus antigos, veio outro, outro... De lá pra cá já fiz mais de 400", conta o arquiteto, que começou a vender os produtos quando estava desempregado.

Rafael é funcionário público e, como se tornou estudioso do tema, atua como consultor na confecção das peças. Já Vinícius, motorista de ônibus há 25 anos, produz as maquetes que compõem cenários para as miniaturas. "O Rafael é o expert , fotografa ônibus desde criança e sabe tudo de motorização, número de chassi... Ele dá assessoria de pesquisa ao Ricardo para que as réplicas sejam cópias fiéis dos modelos de cada época", relata o rodoviário, ressaltando que os cenários não são vendidos com os miniônibus.

"Eles são só para divulgar as miniaturas de forma mais atraente, relembrando como era a cidade em cada período da história", pondera ele, que utiliza materiais recicláveis na ambientação.

Segundo Ricardo, a estrutura das miniaturas é feita em madeira e os detalhes, resina. Os modelos que mais fascinam o trio são os antigos, quando as cores dos coletivos que circulavam no Rio não eram padronizadas. "Cada empresa tinha o seu visual e todo mundo identificava a viação pelas cores. Era muito interessante, porque cada ônibus tinha a pintura do seu estilo", lembra, nostálgico.

As miniaturas têm cerca de 50 centímetros e podem levar até seis meses para ficarem prontas. Vinícius avisa que quem solicitar uma hoje só deve receber o protótipo em setembro. A equipe recebe em torno de 20 pedidos por mês. Segundo ele, cada exemplar custa em torno de R$ 550. Os interessados vão desde colecionadores a motoristas, cobradores, empresários e demais apaixonados por ônibus. O telefone para encomendas é (21) 2622-8828.

domingo, 22 de março de 2015

Estações do BRT: Prefeitura regulamenta horário de funcionamento

19/03/2015 - SMTR

PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Secretaria Municipal de Transportes
Núcleo de Comunicação Social
Rio de Janeiro, 18 de Março de 2015
 
A Secretaria Municipal de Transportes publica nesta quinta-feira (19), no Diário Oficial do Município, uma Portaria que regulamenta o horário de funcionamento das estações dos BRTs Transoeste e Transcarioca.  Pela nova regra, 48 estações passam a operar durante 24h. Outras 31 ficarão abertas das 4h a 1h da madrugada; 18, das 5h a 1h; uma de 4h às 23h e uma de 5h às 23h.
 
Até então, o funcionamento das estações não era normatizado, sendo definido em função da demanda de cada estação. Levantamentos da SMTR mostraram a necessidade de ajustes, o que levou a essa regulamentação.  A partir de agora, independentemente de qualquer demanda, o horário de funcionamento das estações, das bilheterias e dos equipamentos de autoatendimento aos cidadãos seguirá a determinação da Prefeitura.
 
"Essa medida é fundamental para melhorar o funcionamento do sistema. Somente esse ano, de janeiro até o início de março, 355 denúncias foram encaminhadas ao atendimento 1746, da Prefeitura, com reclamações sobre o BRT.  Desse total, metade correspondia a críticas sobre o funcionamento das estações enquanto que a outra parte reclamou das bilheterias e dos terminais de autoatendimento. Com essa medida vamos melhorar o sistema e oferecer um serviço mais adequado à população", afirma o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani.
 
Todas as estações deverão conter sinalização, em locais de fácil visualização, com a informação sobre seu horário de funcionamento. O descumprimento dos horários determinados pela Portaria sujeitará o consórcio operador às sanções previstas no Código Disciplinar do Serviço Público de Transportes de Passageiros (SPPO).
 
A nova regra de funcionamento das estações BRT passa a valer nesta quinta-feira, a partir da publicação da Portaria no Diário Oficial. Abaixo, acompanhe a lista completa com o novo horário de funcionamento das Estações BRT.
 
TRANSOESTE
 
Estação
Horário de funcionamento
 
 
01 - Terminal Alvorada
 24h
 
02 - Bosque da Barra
 4h a 1h
 
03 - Novo Leblon
 24h
 
04 - Américas Park
 4h a 1h
 
05 - Santa Mônica Jardins
 4h a 1h
 
06 - Rio Mar
 24h
 
07 - Golfe Olímpico
Fechada
 
08 - Interlagos
 4h a 1h
 
09 - Pedra de Itauna
 4h a 1h
 
10 - Pontões / Barra Sul
 24h
 
11 - Salvador Allende
 24h
 
12 - Gelson Fonseca
 4h a 1h
 
13 - Guignard
 4h a 1h
 
14 - Gláucio Gil
 24h
 
15 - Benvindo de Novaes
 4h a 1h
 
16 - Nova Barra
 4h a 1h
 
17 - Gilka Machado
4h a 1h
 
18 - Guiomar de Novaes
 24 h
 
19 - Recreio Shopping
 24h
 
20 - Recanto das Garças
 4h a 1h
 
21 - Notre Dame
 4h a 1h
 
22 - Dom Bosco
 4h a 1h
 
23 - Pontal
 24h
 
24 - Ilha de Guaratiba
 24h
 
25 - Cetex
 24 h
 
26 - Embrapa
 4h a 1h
 
27 - Mato Alto
 24h
 
28 - Magarça
 24h
 
29 - Pingo D'Água
 24h
 
30 - Vendas de Varanda
4h a 1h
 
31 - Santa Veridiana
 4h a 1h
 
32 - Curral Falso
 24h
 
33 - Cajueiros
 4h a 1h
 
34 - Gastão Rangel
 24h
 
35 - General Olímpio
 4h a 1h
 
36 - Terminal Santa Cruz
 24h
 
37 - Rod. Campo Grande
 24h
 
39 - Prefeito Alim Pedro
 24h
 
42 - Cesarão I
 4h a 1h
 
43 - Cesarão II
 24h
 
44 - Cesarão III
 24h
 
46 - Três Pontes
 4h a 1h
 
47 - Cesarinho
 24h
 
48 - 31 de Outubro
 4h a 1h
 
49 - Santa Eugênia
 24h
 
50 - Júlia Miguel
 4h a 1h
 
51 - Parque São Paulo
 4h a 1h
 
52 - Cosmos
 4h a 1h
 
53 - Icurana
4h a 1h
 
54 - Vilar Carioca
 24h
 
55 - Inhoaíba
 4h a 1h
 
56 - Ana Gonzaga
 4h a 1h
 
57 - São Jorge
24h
 
58 - Pina Rangel
 24h
 
59 - Parque da Esperança
 4h a 1h
 
61 - Gramado
 4h a 1h
 
62 - Candido Magalhães
 4h a 1h
 
 
 
TRANSCARIOCA
 
Estação
Horário de funcionamento
 
 
01 - Estação Lourenço Jorge
 24h
 
02 - Estação Aeroporto de Jacarepaguá
 5h a 1h
 
03 - Estação Via Parque
24h
 
04 - Estação Centro Metropolitano
 5h a 1h
 
05 - Estação Hospital Sarah
 5h a 1h
 
06 - Estação Rio II
24h
 
07 - Estação Pedro Correia
 5h a 1h
 
08 - Estação Curicica
 24h
 
09 - Estação Praça do Bandolim
 24h
 
10 - Estação Arroio Pavuna
 5h a 1h
 
11 - Estação Vila Sapê - IV Centenário
 24h
 
12 - Estação Recanto das Palmeiras - Jardim São Luiz
 5h a 1h
 
13 - Estação Divina Providência
 5h a 1h
 
14 - Estação Santa Efigênia
 05h às 23h
 
15 - Estação Merck
 24h
 
16 - Estação André Rocha
 5h a 1h
 
17 - Estação Taquara
 24h
 
18 - Estação Aracy Cabral
 5h a 1h
 
19 - Estação Tanque
 24h
 
20 - Estação Ipase
 24h
 
21 - Estação Praça Seca
 24h
 
22 - Estação Cap. Menezes
 5h a 1h
 
23 - Estação Pinto Teles
 4h a 1h
 
24 - Estação Campinho
 24h
 
25 - Estação Madureira - Manaceia
 24h
 
26 - Terminal Madureira - Paulo da Portela
 4h às 23h
 
27 - Estação Mercadão
 24h
 
28 - Estação Otaviano
 5h a 1h
 
29 - Estação Vila Queiroz
5h a 1h
 
30 - Estação Vaz Lobo
 24h
 
31 - Estação Marambaia
5h a 1h
 
32 - Estação Vicente de Carvalho
 24h
 
33 - Estação Vila Kosmos - Nossa Senhora do Carmo
 5h a 1h
 
34 - Estação Pedro Taques
 5h a 1h
 
35 - Estação Praça do Carmo
 24h
 
36 - Estação Guaporé
 5h a 1h
 
37 - Estação Pastor José Santos
 24h
 
38 - Estação Penha 1
 24h
 
39 - Estação Penha 2
 24h
 
40 - Estação Ibiapina
 5h a 1h
 
41 - Estação Olaria - Cacique de Ramos
 24h
 
42 - Estação Cardoso de Moraes - Viúva Garcia
 5h a 1h
 
43 - Estação Santa Luzia
 24h

quinta-feira, 19 de março de 2015

Prefeitura do Rio vai reorganizar linhas e retirar 700 ônibus da zona sul

Projeto terá dois corredores principais e uma linha com foco no turismo

19/03/2015 - R7

Mapa mostra novo sistema de ônibus


créditos: Divulgação/SMTR
 
A Prefeitura do Rio anunciou que vai retirar 700 ônibus da zona sul no segundo semestre de 2015. Das 123 linhas que circulam na região, 78 serão eliminadas, com uma redução de 35% da frota. O órgão informou que 20 novas linhas serão criadas especialmente para o novo modelo. A zona sul também deve ganhar uma linha com viés turístico. Até junho, a secretaria deve finalizar o plano de racionalização da frota que atende a área. Segundo a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), o objetivo é gerar mais fluidez no trânsito e diminuir o tempo de viagem.
 
O secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, explicou que 70% das linhas serão aglutinadas.
 
"O desenho dessa rede segue uma lógica de ligação por corredores entre a zona sul e o centro. Teremos dois grandes corredores principais: Leblon, Ipanema, Copacabana e centro, via aterro do Flamengo. O outro é São Conrado, Gávea, Jardim Botânico, Botafogo e centro, via praia do Flamengo. Esses corredores principais vão concentrar a maioria das linhas. Ao todo, serão oito linhas troncais."
 
Para ligar os bairros da zona sul ao Maracanã e à rodoviária Novo Rio, serão criadas sete linhas integradoras que passarão pela Lagoa, pelo túnel Rebouças e também pelo Santa Bárbara.
 
Os bairros que não estarão nos corredores principais, como a Urca e o Cosme Velho, serão atendidos por uma linha circular. Outras áreas terão linhas alimentadoras, como o Horto, o Leme, o Vidigal e a Rocinha. Os ônibus que partem da Rocinha ou do Vidigal serão mantidos sem quaisquer alterações. Já as linhas que saem da Barra da Tijuca e que chegam ao centro serão encurtadas: farão apenas o trajeto até a zona sul.
 
Rafael Picciani declarou que, atualmente, existe um excesso de oferta de ônibus na zona sul, com linhas sobrepostas e ocupação média baixa, já que muitos ônibus circulam vazios em diversos horários. Ele afirmou que o sistema será mais fácil de ser compreendido, otimizando a qualidade do serviço oferecido aos passageiros.
 
Segundo a secretaria, não haverá mudanças no trânsito durante a implantação do novo sistema, que será feita de forma gradual entre os meses de julho e dezembro.  Para auxiliar os passageiros, está em estudo um sistema de informação em tempo real para serem adotados nos pontos e em aplicativos. Os ônibus que não possuem ar condicionado deverão sair de circulação.
 
De acordo com o órgão, o novo sistema deve ser totalmente implementado até a Olimpíada de 2016.

Corredor BRT do Rio tem três estações fantasmas

19/03/2015 -  Extra - RJ

O único movimento visto, na última quarta-feira, na estação do BRT Maria Tereza, em Campo Grande, era do vigia que, sem ter o que fazer, cochilava, por volta do meio-dia. Pronta há um ano e dois meses, a estrutura nunca recebeu passageiros. Mas esta não é a única estação fantasma do corredor Transoeste. Destruídas durante protestos, a Vila Paciência e a Cesarão II, ambas em Santa Cruz, também deixaram os moradores a pé.

— O jeito é desembarcar uma estação antes ou uma depois e caminhar com peso — reclama a vendedora Carla Trindade da Silva, de 38 anos, que precisa andar cerca de 500 metros sempre que vai às compras no centro de Santa Cruz ou de Campo Grande.

Para alcançar a estação Vila Paciência, ao lado de sua casa, a moradora não caminharia mais do que 20 passos. O transtorno já dura cerca de um ano, desde que a estrutura foi incendiada num protesto de moradores da Favela do Aço contra ação da PM que resultou na morte de um menino de 12 anos.

Duas estações adiante, no sentido Santa Cruz, o mesmo drama é enfrentado por quem mora perto da Cesarão II, incendiada em janeiro, também durante protesto após ação policial na mesma favela. Fechada e com pedaços de madeira onde havia vidros, não tem previsão de reabertura.

Em Campo Grande, a estação Maria Tereza, pronta e equipada há mais de um ano, nunca funcionou. O desgaste provocado pela falta de uso e pela ação de vândalos é visível, como vidros quebrados e parte da grade de aço de uma das rampas arrancada. Há sete meses, um grupo de moradores fez a inauguração "simbólica", alertando para o problema e para o fim das linhas 853,854 e 855, que seriam substituídas pelo BRT.

— Essa estação não traz benefícios para ninguém — afirma a panfletista Jaqueline Helena Alves, de 34 anos, que, para ir à Barra, precisaseguir primeiro no sentido contrário, até Santa Cruz.

Para o aposentado Benedito da Maia, de 59 anos, morador de Campo Grande, a estação Maria Tereza não funcionar é "uma falta de respeito" com a população:

— A gente custa para comprar um saco de cimento, e eles gastam material à toa com essa estrutura desativada e ainda pagam funcionários para tomar conta. Do jeito que está, só serve de abrigo para mendigos. Enquanto isso, a gente fica sem locomoção. É um desperdício de dinheiro público e um desrespeito com o morador da Zona Oeste. O prefeito deveria se manifestar sobre isso. Moro na Avenida Aldo Botelho e lá sim, precisamos do BRT, mas o corredor só atende à Cesário de Melo. Estou fotografando e vou jogar na rede social para que todos vejam como está.

Já o barbeiro Edson Santos, de 41 anos, morador em Santa Cruz, lamenta a situação da estação Cesarão II.

— Ela foi destruída no começo do ano e acabou deixando a população a pé. Quem paga a conta é o morador, pois quem queima nem sempre precisa de condução. Como as autoridades costumam demorar a olhar para a Zona Oeste, a solução para um problema desses demora a chegar. Acho que nem tão cedo vão reconstruir. Com isso, o povo é que sofre. Hoje, nossa opção é descer uma estação antes ou uma depois e caminhar por cerca de 500 metros, quando tínhamos uma estação do BRT, onde o ônibus deixava na nossa porta. É uma situação lamentável.

O preço do vandalismo

Localizadas perto da Favela do Aço, as estações da Avenida Cesário de Melo em Santa Cruz são o calcanhar de Aquiles do sistema do BRT Transoeste, pois são alvo frequente de vandalismo. A Vila Paciência chegou a ser totalmente reconstruída a um custo de R$ 833 mil para a prefeitura, gastos só com a estrutura, conforme despacho publicado em setembro no Diário Oficial do município.

Na ocasião, a prefeitura contratou uma empresa em caráter emergencial para executar a obra em dois meses. O município garante que o trabalho foi feito dentro do prazo estipulado. Entretanto, ontem, o EXTRA esteve no local e constatou que a estação ainda não está funcionando e apresenta sinais de vandalismo.

O consórcio BRT, a quem cabe equipar as estruturas, explicou que a estação chegou a ser reaberta, após a conclusão dos reparos, mas foi alvo de novos ataques de vândalos, que levaram os equipamentos instalados, como câmeras e monitores, forçando um novo fechamento.

Sem prazo

A Prefeitura do Rio não informou o valor total gasto com a construção das três estações visitadas pelo EXTRA. A Vila Paciência e a Cesarão II ainda não têm previsão para serem reabertas. Segundo a Secretaria municipal de Transportes, a estação Maria Tereza foi construída para atender a demanda futura, servindo ao trecho Campo Grande-Alvorada, que já tem projeto definido. A obra, no entanto, não tem data para começar. Sobre as linhas 853, 854, 855, informou que se tornaram alimentadoras do BRT e continuam atendendo a população da região. A diferença é que antes elas seguiam direto para a Barra e, agora, vão até o Mato Alto, onde os passageiros precisam fazer transbordo.

A Secretaria de Conservação informou que a Vila Paciência teve seu reparo concluído no prazo previsto e que, depois, foi novamente entregue ao consórcio que administra o BRT. Já em relação ao reparo da Estação Cesarão II, a Secretaria de Transportes informou apenas que esse serviço cabe ao consórcio. E não se manifestou sobre o fato de as duas estações estarem inoperantes.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Linha 3: ônibus e trens na disputa

14/03/2015 - O Fluminense

Uma possibilidade, mais barata, estudada para atender ao Leste Fluminense pelo Governo Estadual, é a implantação de linhas de Transporte Rápido por Ônibus (da sigla em inglês BRT), para substituir o projeto inicial da Linha 3, que usa o sistema de monotrilho suspenso.  Neste momento, a Secretaria de Estado de Transportes está desenvolvendo estudos com relação ao modal que irá utilizar. De acordo com o secretário da pasta, Carlos Roberto Osório, o projeto do BRT foi pensado por conta da atual situação econômica que o estado e o país estão passando.

"Estamos buscando soluções para atender ao leste da Região Metropolitana, que não possui um transporte de massa. Hoje, o que está na mesa é um monotrilho que ligaria o Centro de Niterói a Alcântara, que transportaria 228 mil pessoas por dia e que estaria pronto de 5 a 6 anos", explicou o secretário, que lembrou que o investimento seria de R$ 3,9 bilhões com 22,4 km. 

Como alternativa, custando menos que a metade do projeto inicial (R$ 1,7 bilhões) e tendo previsão de ficar pronto em dois anos - a  partir do início das obras - o uso dos BRTs seria uma saída mais barata, que percorreria 46 km, mais que o dobro da coberta pelo VLT. O projeto prevê utilização de ônibus articulados e biarticulados. 

"No projeto dos BRTs, seriam criados dois sistemas, um ligando Niterói a Alcântara, no mesmo trajeto que seria o VLT (seguindo a antiga linha férrea), e um segundo, margeando a RJ-104 que iria de Niterói até Itaboraí. Com um custo menor, o projeto, caso seja o escolhido, irá atender 310 mil pessoas por dia. Para se ter uma comparação, os dois BRTs do Rio atendem cerca de 500 mil pessoas por dia, isso mostra que o do Leste Fluminense também teria capacidade de expansão", esclareceu Osório.

Outro ponto que está sendo levado em conta para a escolha do projeto é o descongestionamento do Centro de Niterói. Caso os corredores de BRTs sejam os escolhidos, os atuais ônibus intermunicipais deixariam de circular, afirmou o secretário. 

"Além disso, existe a BRT TransOceânica, que poderia integrar com os BRTs da Linha 3", afirmou. 

No início da semana o secretário esteve em Brasília nos ministérios da Cidade e do Planejamento levando os projetos para captar os recursos. Atualmente, documentos estão sendo preparados para ser encaminhados ao Governo Federal para aprovação. No projeto inicial divulgado pelo governo estadual, o trajeto completo teria 37,2 quilômetros e 16 estações, e era divido em dois trechos: o primeiro, que liga Niterói a São Gonçalo (o mesmo do atual VLT), e o segundo, que segue até Itaboraí, com uma parte feita por rodovia. A expectativa divulgada na época era que o metrô transportaria 350 mil passageiros por dia.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Evolução do Bilhete Único na Barra

28/02/2015 - Diário do Transporte Coletivo

https://diariodotransportecoletivo.wordpress.com/

O plano de mobilidade transversal passou por várias fases até chegar ao atual corredor Transcarioca, passando por algumas promessas, como a Linha 6 do Metrô e o Transpan. Nesse meio tempo, foram criadas e extintas linhas e integrações tarifárias, que serão mostradas a seguir.

A primeira medida para realizar essa ligação norte-sul  radial foi a linha 701, que prometia fazer um caminho expresso entre Madureira e a Barra e que, tem o traçado bem parecido com o do Transcarioca. Mas só bem depois que foi ter integração com o trem. Inicialmente, só algumas linhas tinham integração com o trem, só depois que qualquer linha passou a possuir tal integração.

Em 2008, foi feita a integração “Ônibus Ônibus Barra”, em que somente algumas linhas tinham o privilégio de receber desconto (20%) na segunda passagem. Foi nessa época em que eu comecei a usar o bilhete eletrônico (Rio Card). Para ir à Zona Sul, conseguia desconto no 175 (atual 314) e no 2016 (atual 318), mas ia sempre no segundo, porque o primeiro quebrava muito e o segundo ainda tinha ar. Pegar o 2016 ainda saía mais barato que pegar o 360 ou 382, porque estes não faziam a integração e era a minha alegria de pobre ir no ar condicionado (na época, ônibus com ar era mais caro) e pagar a menos. Outra integração que eu usava era o ônibus do Pan (atual 614) com o 696A ou 634A (atuais 616 e 913). Apesar de ser chamada Integração Barra, ela também servia para se deslocar da Zona Norte para o Fundão, através das linhas 296 e 311. Algumas linhas chegaram a usar o adesivo da foto acima, para divulgar a integração. Hoje em dia, com o Transcarioca, até linhas da Baixada colocam na vista “Integração BRT Barra”, mesmo deixando no Fundão, em Madureira ou em Vicente de Carvalho. Outras, preferem a vista mais realista de “BRT Madureira” e “BRT Campinho”. Até a 1001 adotou essa tática, mas eu não acredito que uma pessoa use o 760D para ir para a Barra descendo no BRT do Fundão, é mais rápido descer na Rodoviária ou pela Brasil e pegar o 315 ou o 361.

Foto retirada do Ônibus em Movimento
Detalhe do adesivo da Integração. Foto retirada do Ônibus em Movimento

Ainda em 2008, surgiu o Caxias x Barra, que, quando começou a passar pelo Fundão, se tornou a primeira linha regular a fazer a ligação Fundão x Baixada de Jacarepaguá. E, principalmente após o bilhete único intermunicipal, em 2009, se tornou uma linha vantajosa para deslocamentos dentro do próprio município do Rio, poupando tempo e dinheiro. Mais tarde, ainda em 2009, mais linhas Baixada x Barra foram inauguradas e destaco as linhas da Cruzeiro do Sul, 410T e 420T, que, até hoje, passam pela Cidade de Deus e pelo Fundão, fazendo o caminho mais rápido entre a Barra e Jacarepaguá até a Maré e o Fundão, dando uma contribuição real na diminuição de carros neste trajeto, ao ser uma opção com menos transtornos com relação às linhas municipais que seguem a linha amarela, lotadas no horário de pico.

Inauguração da linha 415T Caxias x Barra, em 2008. Foto retirada do Busologia RJ
Inauguração da linha 415T Caxias x Barra, em 2008. Foto retirada do Busologia RJ

Em 2010, começou o Bilhete Único Carioca (linhas municipais), mas não incluía ônibus com ar condicionado. Isto significa que eu abandonei o 2016/318, mas ganhei o 360 e o 382. E, finalmente, em 2013, os ônibus com ar condicionado foram incluídos, e agora, ninguém precisaria mais ficar vendo se o ônibus era com ou sem ar (porque, com a padronização da pintura, não tinha mais diferencial nas linhas com ar), todos aceitam a integração (exceto, claro, os “tarifa”: frescões de 1 porta).

Ano passado (2014), foi inaugurado o Transcarioca, mudando um pouco a dinâmica dos deslocamentos. Para fazer o deslocamento Fundão x Barra (ponta a ponta da Transcarioca), ainda é mais vantajoso pela Linha Amarela, mas, permite a possibilidade de fazer o deslocamento sem baldeação. Até mesmo localidades próximas da Barra, como a Taquara, ainda podem levar vantagem em ir pelo caminho reto e engarrafado (feito, atualmente, pelas linhas 991A e 900), dependendo do horário, mas o BRT, em geral, leva a melhor a distâncias médias. E, com o Transcarioca, como forma de compensar a perda das linhas diretas, foram criadas as linhas alimentadoras, que permitem até 3 viagens com uma só passagem, desde que uma dessas viagens seja num BRT e a outra, numa linha alimentadora. A terceira pode ser outra linha alimentadora, uma linha convencional – municipal ou intermunicipal  – ou trem – ou até mesmo barca, se você fizer alguma aventura do tipo Praça XV – Cocotá + 910A + BRT.

A expectativa é que, num futuro próximo, o bilhete único tenha menos restrições, como poder ser usado mais de duas vezes ao dia ou ter limite de horário, mas não de baldeações, e que possa ser usado com desconto em qualquer linha de metrô ao invés de dar desconto só em algumas linhas premiadas de integração (como era com o trem e com o “Ônibus-ônibus Barra”.

domingo, 8 de março de 2015

Com interdição para obras de BRT, Avenida Brasil enfrenta trânsito intenso

Duas faixas da pista central estão ocupadas no sentido Zona Oeste.

07/03/2015 - O Globo


Interdições afetam o tráfego na manhã deste sábado - Pablo Jacob / Agência O Globo

RIO - A Avenida Brasil passou por mais uma mudança no trânsito na manhã deste sábado. Para a construção do BRT Transbrasil, um novo trecho de 1,3 quilômetro entre Manguinhos e Caju foi interditado. Duas faixas da pista central estão ocupadas no sentido Zona Oeste. No sentido Centro, o tráfego é bloqueado em apenas meia faixa. As pistas exclusivas estão mantidas. A operação, programada para às 8h, foi antecipada pela equipe de obras do BRT, e teve início por volta das 7h40m. No momento, o trânsito é intenso no local.

Segundo o diretor de operações da CET-Rio, Joaquim Dinis, 60 agentes trabalham na operação, que não atinge somente a Avenida Brasil, mas rotas alternativas, como Benfica, Leopoldo Bulhões e Linha Vermelha.

— A interdição aproxima-se cada vez mais do centro da cidade, da descida do Gasômetro e da descida da Ponte. Então uma retenção gerada neste trecho de obra pode ter a possibilidade de afetar tanto a Ponte quanto o Centro. Eles perderam 1,3 quilômetro de trecho para poder diluir o tráfego— explica Dinis.

INFOGRÁFICO: A INTERDIÇÃO NA AVENIDA BRASIL

Na segunda-feira, quando há o maior fluxo de carros, os cariocas encontrarão um novo cenário na Avenida Brasil, no primeiro dia útil. A recomendação é a utilização do transporte público, já que as faixas exclusivas para ônibus foram mantidas.

— No primeiro trecho interditado tivemos uma redução, segundo dados coletados pela Rio Ônibus, de 30% no tempo de viagem, pois mantemos as faixas seletivas. A prefeitura volta a reforçar a necessidade de utilização do transporte público. Na próxima segunda, a população se deparará com um novo cenário e, por isso, precisará de muita atenção — afirmou o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani.

Nos dias úteis, das 15 às 21h, o sentido Zona Oeste, que tem maior movimentação de carros na volta para casa, será o mais impactado pelo bloqueio. A prefeitura espera congestionamento na região da rodoviária, na Via Binário, Avenida Francisco Bicalho e perto do acesso à Ponte Rio-Niterói, com possíveis reflexos em determinados horários na Avenida Presidente Vargas e nos túneis Rebouças e Santa Bárbara. Retenções também devem ocorrer na Linha Vermelha.

Motoristas têm como rotas alternativas vias internas, Linha Vermelha e às saídas das Linha Amarela. No sentido Centro, as vias poderão ser utilizadas como as mesmas rotas alternativas - Leopoldo Bulhões, Dom Helder Câmara e Linha Vermelha. Segundo Dinis, o canteiro que divide as duas pistas no sentido Zona Oeste deve ser encurtado, mas não retirado. Mas, essa mudança só ocorrerá após a conclusão das obras, quando a Avenida Brasil sofrerá um reordenamento.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/com-interdicao-para-obras-de-brt-avenida-brasil-enfrenta-transito-intenso-15531328#ixzz3TnYWZXk0 
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Prefeitura vai tirar de circulação 35% dos ônibus que passam pela Zona Sul da cidade

Ampla reformulação no sistema de transportes do Rio promete resolver problema de sobreposição de linhas

POR EMANUEL ALENCAR

07/03/2015 - O Globo


Coletivos passam pela Avenida Nossa Senhora de Copacabana: prefeitura vai alterar quantidade de linhas e ônibus circulando pela Zona Sul da cidade - Hudson Pontes / Agência O Globo


RIO — Uma ampla reformulação no sistema de ônibus do Rio promete resolver o problema de sobreposição de linhas na Zona Sul e mudar a rotina de centenas de coletivos rodando vazios mesmo em horário de rush. A partir de julho, a prefeitura do Rio vai diminuir em 35% o número de ônibus circulando pela região, caindo dos atuais 2.000 para 1.300 — os 700 ônibus sairão definitivamente de circulação. O projeto é ousado: inclui a eliminação de 78 linhas (ou 63% do total) e o encurtamento do trajeto de outras 24. Serão criados 29 trajetos e mantidos 21. De acordo com a Secretaria municipal de Transportes, as mudanças implicarão ganho de tempo das viagens. O raciocínio é simples: com menos linhas fazendo os mesmos trajetos, haverá menos ônibus disputando passageiros nos pontos, permitindo que o trânsito flua melhor.

A nova configuração dos ônibus municipais na Zona Sul — não estão previstas alterações na frota intermunicipal — vai ao encontro de estudos que apontam uma total desorganização do sistema atual. Conforme mostrou reportagem do GLOBO-Zona Sul, em outubro, 80 linhas municipais que circulam hoje entre Zona Sul e Centro costumam rodar com apenas 15% de sua capacidade fora dos horários de pico; e com aproximadamente 50% em horas de rush. Foi o que apontou estudo apresentado na Semana de Iniciação Científica da PUC-Rio.

LINHAS DA BARRA COM NOVOS ITINERÁRIOS

O novo modelo terá como base oito principais linhas que passarão por dois corredores principais: Leblon, Ipanema, Copacabana, Centro, via Aterro do Flamengo, e São Conrado, Gávea, Botafogo, Centro, via Praia do Flamengo. Sete linhas integradoras ficarão responsáveis por ligar bairros da Zona Sul ao Maracanã e à Rodoviária via Lagoa e túneis Rebouças e Santa Bárbara. Também está prevista a criação de uma linha circular dentro da Zona Sul para evitar o transbordo de passageiros, caso nãos precisem passar por esses corredores troncais. Essa linha circular atenderá aos bairros de Cosme Velho e Urca. Algumas regiões contarão com linhas alimentadoras, como Rocinha, Vidigal, Horto e Leme.

As linhas que saem da Barra da Tijuca com destino ao Centro, cortando a Zona Sul, terão itinerários mais enxutos: passam a fazer somente o trajeto Barra-Zona Sul. A prefeitura argumenta que a maioria dos passageiros que fazem esses trajetos não usa o ônibus do ponto inicial ao final. Integração e dinamismo são os principais objetivos das mudanças, afirma o subsecretário de Planejamento de Transportes, Alexandre Sansão:

— Existe hoje um excesso de oferta de ônibus na Zona Sul, com linhas superpostas e ocupação média baixa. Muitos ônibus andam vazios em diversos horários. O sistema é a herança de um modelo inicial desenvolvido sem planejamento, com a lógica de que cada linha pertencia a uma empresa. Nós já temos um contrato de concessão. As linhas da Zona Sul são operadas por um consórcio, e, portanto, não é mais necessário seguir essa lógica — diz.

Sansão acrescenta que será possível otimizar a qualidade do serviço oferecido aos passageiros.

— Será possível gastar menos com combustível, com horas de motoristas e cobradores, menos ônibus em operação e, com isso tudo, será possível investir na melhoria de qualidade como consequência dessas medidas — pondera.
 
Na avaliação do engenheiro de gerenciamento de mobilidade Ronaldo Balassiano, professor da Coppe/UFRJ, as medidas são importantes para dar mais fluidez ao trânsito em tempos em que cariocas perdem minutos preciosos em congestionamentos. Ele argumenta, no entanto, que a comunicação das alterações com antecedência é bastante importante para evitar transtornos.

— Racionalizar as linhas da Zona Sul vai contribuir para a fluidez do tráfego nessa área, além de gerar menos emissão de carbono. Não vejo nenhum problema (na otimização), desde que a nova dinâmica continue atendendo à demanda. Se houver boa comunicação com os usuários, é sim uma medida bastante válida. É importante que a população entenda o que está acontecendo.

META É AMPLIAR AR-CONDICIONADO

A maior parte dos ônibus que deixarão de rodar na região, garante a prefeitura, será de veículos sem ar-condicionado. Com isso, haverá percentualmente mais coletivos climatizados rodando pela Zona Sul. A Secretaria municipal de Transportes, no entanto, ainda não fechou todo o planejamento. Por isso, disse não conseguir precisar quais serão os percentuais de coletivos refrigerados após as mudanças.

A climatização de toda a frota da cidade foi prevista em decreto municipal de 30 de janeiro de 2014. Entretanto, em novo decreto publicado no dia 2 de janeiro passado, a prefeitura deu um refresco à exigência de as empresas dotarem 100% da frota municipal com ar-condicionado até 2016. Ao aumentar o valor da tarifa de R$ 3 para R$ 3,40, o governo não deixou explícita a obrigatoriedade, causando polêmica. Passou a valer "50% das viagens climatizadas".

A assessoria de imprensa da prefeitura informou ao GLOBO, em janeiro, que o número real de coletivos regulares, com a tarifa de R$ 3,40, que circulam com ar-condicionado na cidade é de 1.760 (de um total de 8.266), o correspondente a 20,6% da frota. O número é menor do que os 28% que vinham sendo divulgados anteriormente pelo Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas. No cálculo do sindicato, vinham sendo incluídos veículos especiais, os chamados frescões.

MUDANÇAS INDICAM REAÇÃO A INSATISFAÇÕES

Especialista em mobilidade urbana e professor do Departamento de Engenharia Industrial da PUC, o português Hugo Repolho foi o orientador do estudo acadêmico da estudante de Engenharia de Produção Marina Waetge, que mostrou o tamanho da insustentabilidade das linhas de ônibus que circulam pela Zona Sul do Rio. O levantamento apontou que os coletivos circulam na região com 50% da capacidade em horário de rush.

— O trabalho mostra que, ao contrário de outras regiões da cidade, há um excesso de oferta de ônibus na Zona Sul. As novas medidas parecem interessantes. Resta saber como serão feitos os cortes nas linhas. Isso requer um estudo aprofundado — adverte.

Hugo acredita que o anúncio das mudanças é uma resposta do poder público à crescente onda de insatisfação com os serviços prestados, que culminou nas passeatas de julho de 2013.

— Os sistemas de ônibus do Rio melhoraram um pouco com a instalação dos BRTs. Essa remodelagem na Zona Sul é mais um indicativo de resposta do poder público às insatisfações. Em qualquer cidade da Europa e dos Estados Unidos, a otimização das linhas é um conceito aplicado há muito tempo. Aqui, ainda falta muito. As empresas se juntaram e criaram consórcios, mas, na práticas, essas empresas operam com se fossem isoladas. Concorrem entre elas. Isso tem consequência negativa na qualidade dos serviço.

O engenheiro observa que as otimizações dos sistemas abrem espaço para questionamentos do valor da tarifa:

— Sem a redução dos custos operacionais (com a sobreposição de linhas), cada pessoa acaba pagando por duas. Se você tem uma melhor ocupação, o custo fica mais baixo. Isso, é claro, no plano teórico. Mas temos outras circunstâncias envolvidas no preço final da tarifa.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prefeitura-vai-tirar-de-circulacao-35-dos-onibus-que-passam-pela-zona-sul-da-cidade-15530842#ixzz3TnPiwHkf 
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quinta-feira, 5 de março de 2015

Obras da TransOceânica começaram nesta quarta-feira (04/03/2015)

04/03/2015 -Prefeitura de Niterói

As obras da TransOceânica foram iniciadas nesta quarta-feira (4/3). O canteiro de obras, localizado na Fazendinha, fica bem próximo à pedra na qual será perfurado o túnel que ligará o Cafubá a Charitas. Os operários já iniciaram a terraplanagem, a retirada da vegetação e a preparação do entorno do emboque do túnel.
 
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O prefeito confirmou que a perfuração do túnel começará ainda neste primeiro semestre.

"Hoje é um dia histórico. Estou vindo aqui acompanhado das equipes que estão dirigindo de maneira competente esse projeto tão importante para Niterói. Para chegarmos ao dia de hoje, nós vencemos 50 etapas, desde a conquista dos recursos no Ministério das Cidades, passando pela análise do Ministério do Planejamento, pelo Ministério da Fazenda, pelo Banco Central, pela Caixa Econômica Federal, pelo Iphan, Tribunal de Justiça, Câmara de Vereadores, Tribunal de Contas da União e Tribunal de Contas do Estado. Esse processo é o mais avaliado e acompanhado da história de Niterói. Nós estamos trabalhando e conduzindo essa obra com muita transparência, e sobretudo com o compromisso com a cidade de tornar realidade, como a gente está começando a tornar hoje, esse projeto sonhado há 40 anos. Nesse primeiro semestre o túnel será perfurado. Até o início de 2016 estará concluído o processo de perfuração, e no ano que vem a gente entrega a obra", afirmou.
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O chefe do Executivo municipal visitou o canteiro de obras acompanhado do vice-prefeito Axel Grael, dos secretários municipais de Obras, Domício Mascaranhas; de Urbanimo, Verena Andreatta; de Governo, Rio Gianini; de Conservação e Serviços, Dayse Monassa, além de diretores da Emusa e do consórcio responsável pela construção; além do presidente da Câmara Municipal, Paulo Bagueira e de vereadores.

Axel Grael destacou que no local onde a obra está sendo iniciada há várias marcas da atual gestão e falou sobre as compensações ambientais da obra.

"Essa é uma obra que muda a geografia da cidade, já que vamos unir a Região Oceânica às praias da Baía, fazendo com que a vida das pessoas mude, porque terão um acesso muito melhor, o cotidiano delas será melhor. Aqui temos todo o esforço do governo na área de mobilidade; temos emoldurando o Parnit, que é o maior parque de Niterói, iniciativa que fez com que a cidade tenha hoje  43% do território protegido. Todos os cuidados ambientais nesse projeto foram tomados. Temos um estudo detalhado, que é o instrumento de gerenciamento ambiental dessa obra, e dele surgem vários outros compromissos da prefeitura como, por exemplo, a compensação das árvores que estão sendo retiradas do local.  Para cada uma dessas árvores vamos repor pelo menos 10 árvores na orla da Lagoa de Piratininga. Vamos implantar parques na região a partir da TransOceânica", explicou.

O presidente da Câmara, Paulo Bagueira, ressaltou a dinâmica e o compromisso do governo municipal com as questões públicas.

"E isso que nos inspira e motiva em estarmos aqui hoje para acompanhar as ações, fazendo nosso papel de fiscalizar. Estamos com a expectativa de que essa obra tão importante para Niterói, fique pronta no próximo ano. A relação que o prefeito construiu com os governos estadual e federal proporcionou um grande avanço para as questões da cidade e essa obra é um exemplo", destacou Bagueira.