terça-feira, 30 de setembro de 2014

BRT Transcarioca leva uma hora e sete minutos da Avenida Brás de Pina à Barra da Tijuca

Viagem feita pela reportagem do GLOBO começou com ônibus vazio, mas passageiros lotaram coletivo em Vicente de Carvalho

POR CLARISSA PAINS

14/09/2014 - O Globo

RIO — Às 10h deste domingo, um ônibus expresso do BRT Transcarioca saía da estação Penha I, inaugurada na véspera, com lotação, digamos, simbólica: oito pessoas, incluindo a repórter. Os escassos passageiros sumiam em meio aos assentos do coletivo, que, com mais de 20 metros de comprimento, pode transportar até 200 pessoas. Com as duas mais recentes estações do bairro (Penha I e Penha II) ainda pouco conhecidas, e em pleno domingo, foram poucos os que embarcaram no novo terminal, que agora liga o bairro à Alvorada, na Barra da Tijuca. O teste de fogo será mesmo nesta segunda-feira, primeiro dia útil da nova linha. Antes disso, porém, O GLOBO acompanhou todo o trajeto, de um terminal ao outro: desde que os pneus do ônibus começaram a rolar pela Avenida Brás de Pina até o desembarque de todos os passageiros na Zona Oeste, foram exatos uma hora e sete minutos, com paradas em oito estações.

— Esse ônibus é chamado de expresso, mas para em várias estações! Não dá para entender — comentaram muitos passageiros que, ao se confundirem na hora de embarcar, pegaram o expresso em vez do semidireto, que para apenas em Vicente de Carvalho antes de seguir para a Barra.

A dúvida em relação a onde pegar cada linha e quais paradas elas fazem ainda perturba a cabeça de muitos. Além do expresso, há o semidireto, que liga o Galeão à Alvorada, parando em Vicente de Carvalho; e o parador, que pega passageiros em 39 estações, entre Penha e Alvorada. Entre elas, Madureira, Praça Seca e Rio 2, por exemplo.

Os assentos vazios, no entanto, durariam pouco tempo. Já na primeira parada do expresso, em Vicente de Carvalho, que tem integração com o metrô, o ônibus lotou. De repente, cadeiras de praia e chapéus de abas largas coloriram o coletivo. Seus donos aproveitavam a nova opção de transporte para chegar mais rapidamente ao mar.


Ônibus do BRT Transcarioca ficou cheio na estação de Vicente de Cavalho - Clarissa Pains / Agência O Globo

Ao entrar nessa estação, uma moça que equilibrava nas mãos um enorme bolo azul e branco se sentou. E isso, para ela, foi novidade. Denise Lima pega o BRT todos os dias durante a semana para voltar do trabalho, na Barra. Os 45 minutos da Alvorada até Vicente de Carvalho — em contraste com cerca de uma hora e meia que levaria se fosse pela Linha Amarela, por exemplo — compensam. Mas a regra é ir de pé.

— Na volta do trabalho, eu prefiro pegar o BRT, mesmo cheio, para chegar em casa o quanto antes. Depois que a estação de Madureira foi inaugurada, em julho, percebi que as linhas semidireto e expresso ficaram menos cheias, porque muita gente pega o parador para chegar até Madureira. Ainda assim, não tem jeito de ir sentada. Só no domingo mesmo que acontece esse milagre — conta ela.

Já na ida para o trabalho, ela prefere encarar a Linha Amarela em um ônibus regular.

— De manhã, é sufoco demais para entrar no BRT. Aí é melhor demorar mais para chegar do que chegar estressada — dispara.

E o destino quis que, mesmo no fim de semana, Denise tivesse que "passear" pela Transcarioca. Boleira nas horas vagas, ela levava uma encomenda a uma cliente do Recreio.

— Hoje, o BRT é minha melhor opção para ir e minha única opção para sair da Barra — diz ela. — Antes dele, já teve dias de eu sair às 17h30m do trabalho e chegar em casa apenas às 22h. À noite, o trânsito piora muito. Todo dia eu tinha que pensar formas mirabolantes para sair da Barra.

Durante a viagem deste domingo, quando o BRT parou na penúltima estação, a de Santa Efigênia, o coletivo estava tão cheio que mais nenhum passageiro entrou.

Com partidas a cada dez minutos, entre 5h e 23h, o expresso Alvorada-Penha é a terceira etapa do sistema do BRT Transcarioca. Serão inauguradas ainda Ibiapina, Olaria, Cardoso de Moraes, Santa Luzia, Maré e Fundão. Até lá, a previsão é de que o número de passageiros chegue a 320 mil.

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Sistema de ônibus BRT atinge marca de quase 268 mil passageiros em apenas um dia

Recorde foi alcançado na sexta-feira. Números devem continuar subindo, estima consórcio

POR O GLOBO

25/08/2014 - O Globo


BRT da Transcarioca faz parada em Madureira - Agência O Globo / Felipe Hanower

RIO - Após cerca de dois anos e dois meses em operação, os BRTs Transoeste e Transacrioca atingiram a marca de 267.861 passageiros transportados em um único dia. De acordo com o consório que administra o sistema de corredores expressos, foram 190.729 passageiros no Transoeste (Santa Cruz-Alvorada), em operação desde junho 2012, e 77.861 no Transcarioca (Galeão-Alvorada) nesta última sexta-feira.

Os números ainda não refletem o impacto de novas viagens previstas com a implantação de nove novas linhas alimentadoras que entraram em circulação nesta segunda. Quando estiver totalmente concluíddo, o Transcarioca deverá transportar cerca de 320 mil passageiros por dia.

Desde o início da operação, o Transoeste já transportou 70.879.080 de passageiros enquanto o Transcarioca transportou 2.877.112.

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A partir do próximo sábado, BRT Transcarioca passa a operar com todas as estações abertas

Serão inauguradas as últimas seis estações: Ibiapina, Olaria, Cardoso de Moraes, Santa Luzia, Maré e Fundão

30/09/2014 - O Globo


Estação Alvorada do BRT Transcarioca: serviço passa a operar com todas as estações abertas no sábado - Bruno Gonzalez / Agência O Globo (02/06/2014)

RIO — A prefeitura do Rio informou, nesta terça-feira, que o BRT Transcarioca vai operar, a partir de sábado, com todas as estações. Isso porque serão inauguradas as últimas seis que ainda não tinham sido abertas: Ibiapina, Olaria (Cacique de Ramos), Cardoso de Moraes (Viúva Garcia), Santa Luzia, Maré e Fundão. Com isso, entra em funcionamento o novo serviço Galeão-Penha (Parador), que vai operar com intervalos de dez minutos entre as estações Penha (I e II) e Galeão (Tom Jobim 1 e Tom Jobim 2).

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Com a inauguração das novas estações, o serviço expresso, que vinha fazendo o trajeto até a Penha, passa a ser Fundão-Alvorada, com funcionamento das 5h às 23h e saídas a cada sete minutos. Nesta etapa, segundo a Secretaria municipal de Transportes (SMTR), não haverá mudanças ou cortes nas linhas de ônibus convencionais.

Ao final da implantação da terceira e última etapa do BRT Transcarioca, a expectativa da prefeitura é a de que o corredor passe a transportar 320 mil passageiros por dia. Hoje, o número de pessoas que já utilizam o serviço diariamente é de 182 mil. De acordo com a SMTR, o BRT reduziu o tempo de viagem por ônibus no trecho entre a Barra da Tijuca e o Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, em 60%.

O corredor possui 39 quilômetros de extensão, com dez viadutos (sendo um estaiado), nove pontes (duas estaiadas), três mergulhões, 47 estações e cinco terminais, passando por 27 bairros, da Zona Oeste à Zona Norte, como Curicica, Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Penha, Olaria e Ramos.

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Prefeitura e BRT apresentam os novos ônibus biarticulados do consórcio

19/09/2014 - O Dia

Coletivos percorrerão os corredores Transoeste e Transcarioca do consórcio e têm capacidade para 270 passageiros

O DIA

Rio - Dois ônibus biarticulados, que serão utilizados no sistema BRT, foram apresentados pela Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) e pelo Consórcio BRT, na manhã de sexta-feira. Com capacidade para até 270 passageiros cada, eles possuem 28 metros de comprimento e vão operar nos corredores expressos Transoeste e Transcarioca. Segundo a Prefeitura do Rio, os ônibus entrarão em operação após licenciados, regulamentados e equipados. O modelo Volvo B340M biarticulado é totalmente fabricado no Brasil e é o maior ônibus em circulação no país.

GALERIA: Prefeitura e BRT apresentam novos ônibus biarticulados


Novos veículos do consórcio foram apresentados nesta sexta-feira
Foto:  Severino Silva / Agência O Dia

De acordo com a SMTR, o uso de veículos biarticulados nas canaletas do BRT faz com que um número maior de passageiros seja transportado simultaneamente, pois apenas um biarticulado faz o papel de dois articulados de 18,6 m, o que diminui o número da frota, da mão de obra operacional, do consumo em total de litros e da quantidade de pneus rodando.

Os ônibus biarticulados que entram em circulação no BRT Rio são equipados com caixa de transmissão automática, freio a disco e EBS, um sistema de controle eletrônico dos freios que oferece mais eficiência e estabilidade às frenagens. Segundo a Prefeitura do Rio, estes itens garantem segurança à operação, conforto aos passageiros e diminuem o desgaste dos componentes, reduzindo os custos de manutenção.


Coletivos têm capacidade para transportar 270 pessoas
Foto:  Severino Silva / Agência O Dia

O modelo possui controle de aceleração inteligente, que otimiza o consumo de combustível. A tecnologia garante que somente a potência necessária seja empregada nos arranques e retomadas de velocidade, de acordo com o peso do veículo, evitando aceleração acima do necessário.

Ainda de acordo com a SMTR, hoje, o Transcarioca transporta 158 mil passageiros por dia e este número deve chegar aos 320 mil ao final da implantação da terceira e última etapa. O corredor tem seis estações a serem inauguradas até o término desta etapa: Ibapina, Olaria, Cardoso de Moraes, Santa Luzia, Maré e Fundão. O primeiro BRT implantado na cidade, o Transoeste, transporta 192 mil passageiros por dia.

Pedestres reclamam do tempo de travessia no BRT Transcarioca

30/09/2014 - Extra - RJ

A rotineira atividade de atravessar a rua tornou-se um desafio para Zenir Rosa, de 79 anos. Desde que o corredor BRT Transcarioca foi instalado à porta de sua casa, em Vicente Carvalho, a aposentada tem dificuldades para chegar ao outro lado da rua no espaço de tempo previsto pelo sinal de pedestres. A reclamação não é isolada. Idosos ouvidos em faixas de travessia às margens da Avenida Vicente de Carvalho, na Vila Kosmos e na Penha Circular também reclamam da rapidez com que o semáforo muda do verde para o vermelho.

Zenir tem que correr para conseguir cruzar as oito faixas da Transcarioca em Vicente de Carvalho Zenir tem que correr para conseguir cruzar as oito faixas da Transcarioca em Vicente de Carvalho Foto: Fabiano Rocha / Extra

— A luz começa a piscar quando estou no meio da pista. Como não posso correr, eu me desespero — diz Zenir.

No ponto em que a aposentada atravessa, é preciso vencer oito faixas para chegar à outra margem. No meio, fica a estação do BRT e, de cada lado, há duas faixas de ônibus e outras duas de carros. A CET-Rio informou que o sinal tem duração de 16 segundos e que a travessia deve ser feita em duas etapas. Mas o tempo não é suficiente para alguns.

— Acho que meu passo é curtinho, porque eu sempre preciso correr. Também é um problema para os cadeirantes — diz Gleise Maria dos Santos, de 70 anos, de Vila Kosmos.

Perto de escola municipal, tempo curto de travessia e canteiro estreito colocam pedestres em risco na Avenida Vicente de Cravalho Perto de escola municipal, tempo curto de travessia e canteiro estreito colocam pedestres em risco na Avenida Vicente de Cravalho Foto: Fabiano Rocha / Extra

Na Vila da Penha, quem sofre com isso são os alunos da Escola Municipal Miguel Ângelo. As crianças conseguem atravessar a primeira etapa no tempo previsto, mas precisam se amontoar no canteiro central, que mede não mais que um metro de largura, para esperar o sinal abrir novamente.

— É um perigo. Qualquer dia, um deles vai ser atropelado — diz a costureira Helenice Aragão, de 54 anos, que registrou a cena de sua janela e enviou ao WhatsApp do EXTRA.

A CET-Rio informou que o tempo de travessia é monitorado diariamente e, de acordo com as necessidades, ajustado pelo Centro de Operações Rio. No entanto, o ajuste não é feito na duração da travessia dos pedestres, mas no tempo que fica verde para os carros, reduzindo a demora entre um fechamento e outro.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Transoceânica: Niterói terá corredor expresso de ônibus com ciclovia

26/09/2014 - R7

A nova via vai lugar a região oceânica à zona sul de Niterói

R7, com Agência Brasil

Obra da Transoceânica foi orçada em R$ 310 milhões
créditos: Reprodução

Os ministérios das Cidades e do Planejamento, Orçamento e Gestão assinaram nesta quinta-feira (25) com a Prefeitura de Niterói e a concessionária responsável a ordem de início das obras para o corredor de ônibus expresso TransOceânica. A via ligará a região oceânica e a zona sul de Niterói e faz parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) mobilidade.

As obras e o projeto executivo serão executados pelas empresas Constran S.A. Construções e Carioca Engenharia Christiani Nielsen, e a licitação, com 85% de recursos federais, foi orçada em R$ 310 milhões. A construção da via deve começar entre fevereiro e março do ano que vem, e durar 18 meses, com previsão de conclusão para 2016. A estimativa da prefeitura é que, com a ligação pelo corredor expresso de 9,3 quilômetros, o tempo de viagem caia em cerca de 50 minutos.

O vice-prefeito Axel Grael, que também é diretor do escritório geral de projetos, falou sobre a expectativa da redução do trânsito.

"Essa é uma região robusta da cidade e a ideia é fazer um meio de transporte competitivo e confortável para que as pessoas deixem o carro em casa."

Diferente das vias inauguradas recentemente no Rio, que são BRTs, a Transoceânica terá um serviço de ônibus chamado BHLS (Bus of High Level Service), que se diferencia por somar as linhas alimentadoras ao próprio corredor expresso, sem a necessidade de baldeações, como disse o prefeito Rodrigo Neves.

"Os ônibus saem dos bairros e entram no corredor para ir até o outro lado. É um modelo mais europeu, enquanto o BRT é mais norte-americano."

Um túnel de 1,2 quilômetro de extensão será construído e, além da via exclusiva e de duas faixas para carros, a Transoceânica terá uma ciclovia.

A ministra do Planejamento, Mirian Belchior, participou do lançamento e destacou a importância de o transporte ser implementado com integração tarifária com as barcas que ligam Charitas ao Rio de Janeiro. Segundo o vice-prefeito, já foi pedido ao governo do estado a criação de uma tarifa social no transporte de barcas entre o trecho, para que o preço seja atrativo a quem hoje opta pelo carro.

Miriam também falou sobre as comissões criadas no governo para apurar os erros na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. De acordo com a ministra, a comissão tem a mesma composição que todas as sindicâncias e é preciso esperar o trabalho de apuração. Segundo ela, não há reclamações oficiais do IBGE sobre rigor excessivo no processo.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Itinerários de ônibus municipais e intermunicipais que passam pelo Centro serão reordenados

Medidas incluem, além de mudanças de trajeto, a transferências de pontos. Objetivo é melhorar fluidez no trânsito

POR GISELLE OUCHANA

25/09/2014 - O Globo

RIO - A Secretaria municipal de Transportes (SMTR) vai implantar, a partir do dia 1º de novembro, medidas de reordenamento e racionalização de itinerários e pontos finais de ônibus municipais e intermunicipais que circulam no Centro. O principal objetivo, de acordo com o órgão, é proporcionar melhor fluidez ao trânsito nas vias da região. Ao todo, 45 linhas sofrerão alterações de trajetos e paradas, sendo 20 intermunicipais, nove municipais convencionais e 16 linhas executivas.

As principais mudanças afetam ônibus convencionais que vêm da Zona Oeste. Ao todo, nove linhas (Sulacap-Carioca, Cosmos-Carioca, Bangu-Tiradentes, Padre Miguel-Carioca, Santa Cruz-Carioca, Vila Aliança-Carioca, Bangu-Carioca, bairro Jabour-Carioca e Campo Grade-Carioca), que atualmente fazem ponto final na Avenida Chile, serão transferidas para a pista lateral da Avenida Presidente Vargas, sentido Zona Norte, entre as avenidas Rio Branco e Passos.



O processo de racionalização dos itinerários também vai influenciar o trajeto de 20 linhas intermunicipais que vêm da Baixada Fluminense, São Gonçalo e Niterói. São elas: 110D, 124B, 129B, 463C, 269C, 471C, 478B, 486C, 521D, 565D, 524B, 559Bm 722D, 724D, 726D, Passeio-Paracambi, Passeio-Japeri, Duque de Caxias-Praça Quinze, Santa Isabel-Passeio e Vendas das Pedras-Praça Quinze. O secretário municipal de transportes, Alexandre Sansão, disse que a prefeitura quer, assim, evitar que os veículos trafeguem em vias onde não há necessidade.

Sendo assim, os coletivos que chegam pela Avenida Presidente Vargas, principal via de acesso ao Centro, e que atualmente fazem ponto final no Passeio Público e na Avenida Augusto Severo, farão ponto final na Avenida Presidente Vargas, altura da Candelária, e na Rua Camerino.

Para a população, a secretaria promete fazer um trabalho de informação antes da implantação das mudanças, com placas, folhetos e agentes de informação espalhados pelas ruas.

— Nós vamos aprofundar o processo de informação, com sinalização e folhetos, com mais de um mês de antecedência dessa reformulação. A fluidez no trânsito é um compromisso nosso com o Ministério Público, tendo em vista o avanço das obras do Porto Maravilha — afirmou Sansão, ressaltando que outro objetivo é evitar que ônibus circulem vazios pelas ruas do Centro da cidade.

Apesar das transferências para a Avenida Presidente Vargas, o secretário não acredita em um possível congestionamento na região.
 
— De acordo com estudos que temos na SMTR, a Avenida Presidente Vargas tem bastante capacidade e já teve o volume de tráfego reduzido por conta do fechamento do Mergulhão da Praça Quinze e da eliminação do Elevado da Perimetral, ou seja, passamos a ter um espaço no trecho que nos permite implantar os pontos terminais — explicou o secretário.

Ainda de acordo com Alexandre Sansão, a Avenida Presidente Vargas tem uma posição estratégica por ser conhecida e por ser uma área centralizada, em que os passageiros terão a possibilidade de chegar rápido aos pontos, com uma caminhada de, no máximo, dez minutos.


Pedestres atravessam a Avenida Presidente Vargas, na esquina com a Rio Branco - Custodio Coimbra / Agência O Globo (21/07/2014)

Linhas municipais executivas que fazem pontos terminais na região do Castelo, no Terminal Menezes Cortes e na Avenida Churchill, terão itinerário de saída alterados. Os ônibus serão distribuídos por dois eixos: o primeiro pelas ruas da Assembleia, Carioca e Frei Caneca; e o segundo pelas Avenidas Graça Aranha e Mem de Sá. A mudança ocorrerá nas linhas Gardênia Azul-Castelo, Praça Seca-Castelo (via Avenida Menezes Cortes), Taquara-Castelo (via Linha Amarela), Freguesia-Castelo, Grajaú-Castelo, Engenho de Dentro-Castelo, Pavuna-Castelo, Mariopolis-Castelo, Campo Grande-Castelo (via Avenida Santa Cruz), Campo Grande-Castelo (via Avenida Brasil), Castelo-Estrada da Posse, Bananal-Casterlo (via Linha Amarela), Ribeira-Castelo (via Linha Vermelha), Bancarios-Castelo, Vila Valqueire-Castelo e Vila Valqueire-Castelo (via Marechal Hermes).

PARA ESPECIALISTA, EFICÁCIA É DÚVIDA

Especialista em transportes públicos, o professor da Fundação Getúlio Vargas Márcio Barbosa teme que a alteração seja um tiro no pé. Segundo ele, a mudança pode provocar o aumento do uso de transporte individual pelos passageiros, gerando congestionamentos.

— Espero que com essa transferência dos pontos do Passeio Público, por exemplo, a gente não esteja "punindo" aquele que precisa ser privilegiado com o transporte coletivo intermunicipal que, com as mudanças, vai precisar se deslocar de lá até o outro extremo da Avenida Presidente Vargas. Se essa pessoa passar a utilizar o próprio carro, estaremos dando um tiro no pé — comentou.

A eficácia dessas alterações também é motivo de dúvida para Barbosa, que acredita numa sobrecarga dos pontos terminais na Presidente Vargas.

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— A minha preocupação é a quantidade de linhas transferidas para a Avenida Presidente Vargas. Esses pontos podem ficar sobrecarregados, podendo gerar transtornos para os passageiros. Espero que o levantamento tenha sido feito de forma adequada e que o secretário esteja absolutamente correto — afirmou.

Desde o início do ano, por conta das obras do Porto Maravilha e das implosões do Elevado da Perimetral, o carioca já sente os impactos das mudanças. Em fevereiro, pelo menos 21 linhas que vêm dos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá, além de ônibus que chegam da Baixada, tiveram suas rotas e pontos finais alterados.

Ainda por causa do plano de mitigação para avanço das obras do Porto Maravilha, a Avenida Rio Branco passou a ter mão dupla, exclusivamente para ônibus e táxis, quando foram abertas duas faixas em direção à Candelária e três sentido Aterro do Flamengo. Desde então, veículos de passeio não podem mais circular pela via. Além de alterar a rotina de quem trafega pelo Centro, motoristas e pedestres tiverem dificuldades em transitar pela região, causando, na época, um enorme engarrafamento nos acessos ao bairro.

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Prefeitura vai reordenar itinerários de ônibus que circulam no Centro

Medidas incluem mudanças no trajeto e transferências de pontos

25/09/2014 - O Globo

RIO - A Secretaria municipal de Transportes (SMTR) vai anunciar na manhã desta quinta-feira, medidas para reordenar e racionalizar os itinerários das linhas municipais e intermunicipais de ônibus que transitam pela região central do Rio. Além das mudanças no trajeto, haverá transferência de local de pontos e de paradas terminais.

Desde o início do ano, por conta das obras do Porto Maravilha e as implosões do Elevado da Perimetral, o carioca já sente os impactos das mudanças. Em fevereiro, pelo menos 21 linhas que vêm dos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá, além de ônibus que chegam da Baixada, tiveram suas rotas e pontos finais alterados.

Ainda por causa do plano de mitigação para avanço das obras do Porto Maravilha, a Avenida Rio Branco passou a ter mão dupla, exclusivamente para ônibus e táxis, quando foram abertas duas faixas em direção à Candelária e três sentido Aterro do Flamengo. Desde então, veículos de passeio não podem mais circular pela via. Além de alterar a rotina de quem trafega pelo centro, motoristas e pedestres tiverem dificuldades em transitar pela região, causando, na época, um enorme engarrafamento nos acessos ao Centro.

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Prefeitura do Rio apresenta dois novos ônibus biarticulados para o BRT

19/09/2014 - Agência Rio

Da Redação

O prefeito Eduardo Paes apresentou nesta sexta-feira (19) dois ônibus biarticulados que serão utilizados no sistema BRT (Bus Rapid Transit), corredor expresso para ônibus articulados. Os dois veículos, com capacidade para 270 passageiros cada – mais do que a capacidade de um Boeing - têm 28 metros de comprimento e vão operar nos corredores expressos Transoeste, que liga Santa Cruz à Barra, e Transcarioca, do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, à Barra da Tijuca. ,

O modelo Volvo B340M biarticulado é totalmente fabricado no Brasil e é o maior ônibus em circulação no país. A princípio, os veículos serão usados no trajeto Alvorada/Mato Alto, da Transoeste.

- Vamos testar esses dois biarticulados e tenho certeza de que eles vão aumentar o conforto e a rapidez dos usuários, principalmente nas estações que ficam mais cheias nos horários de maior movimento. A grande vantagem do BRT é a flexibilidade: o investimento não é absurdo, sendo mais fácil exigir do concessionário a compra de novos ônibus. E é isso que vamos continuar fazendo, para cada vez mais servir e aumentar a qualidade para o usuário – disse Paes.

O uso de veículos biarticulados nas canaletas do BRT faz com que um número maior de passageiros seja transportado simultaneamente. De acordo com o fabricante, um biarticulado faz o papel de dois articulados de 18,6m, diminuindo o número da frota, a mão de obra operacional, o consumo em total de litros e a quantidade de pneus rodando. O secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, disse que os ônibus devem começar a rodar na próxima semana, após licenciados, regulamentados e equipados:

- Em meados da semana que vem vamos começar a operar esses dois novos biarticulados. Esses veículos, como têm capacidade para 270 pessoas, são muito adequados para o serviço direto, que não para e transporta muita gente. Eles consomem 30% a mais de combustível do que os ônibus normais do BRT, mas também transportam 50% a mais de passageiros, o que mostra sua eficiência. Para aproveitarmos bem essa eficiência escolhemos a linha mais adequada a essas características, que é o trajeto Alvorada/Mato Alto (Transoeste), a linha direta que transporta a maior quantidade de pessoas no BRT.

A opção por iniciar o serviço dos biarticulados no BRT Transoeste também foi tomada levando-se em conta o percurso, que possui menos curvas, de mais fácil adaptação para os motoristas. O BRT Transcarioca, por possuir mais curvas, exige um treinamento mais duradouro dos motoristas de adaptação aos novos veículos.

Os ônibus biarticulados que entram em circulação no BRT Rio são equipados com caixa de transmissão automática, freio a disco, e EBS, um sistema de controle eletrônico dos freios que oferece mais eficiência e estabilidade às frenagens. Estes itens garantem segurança à operação, conforto aos passageiros e diminuem o desgaste dos componentes, reduzindo os custos de manutenção.

O modelo tem controle de aceleração inteligente, que otimiza o consumo de combustível. A tecnologia garante que somente a potência necessária seja empregada nos arranques e retomadas de velocidade, de acordo com o peso do veículo, evitando aceleração acima do necessário.

Com o aumento da capacidade de passageiros transportados será possível que mais pessoas, como o representante comercial Francisco Afonso, deixem de usar os veículos pessoais para aderir ao serviço dos BRTs.

- Além de diminuir meu tempo de viagem não me estresso mais no engarrafamento e não preciso ficar procurando vaga. Foi a oportunidade que eu esperava para deixar meu carro em casa, só não uso o BRT quando o trajeto realmente não permite - disse Francisco.

Sistema BRT deve transportar cerca de 500 mil pessoas por dia até o fim do ano, segundo Paes

Dois novos veículos biarticulados foram apresentados pelo prefeito nesta sexta-feira

19/09/2014 - O Globo



Ônibus biarticulados vão operar no BRT Transcarioca - / Divulgação


RIO - O prefeito Eduardo Paes disse, nesta sexta-feira, que até o fim do ano o sistema BRT deve transportar cerca de 500 mil pessoas por dia. O modelo de ônibus biarticulados, que entrarão em fase de teste nos corredores Transoeste e Transcarioca, foi apresentado no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Com 28 metros de comprimento e capacidade para transportar 270 passageiros, o veículo será o maior coletivo em circulação no país e vai aumentar a capacidade de transporte no corredor que liga a Barra ao Aeroporto Internacional Tom Jobim.

— A intenção é cada vez mais melhorar o sistema. Hoje, os BRTs Transcarioca e Transoeste transportam 340 mil pessoas por dia. Aos poucos, até o final do ano, os BRTs deverão transportar pouco menos que o volume de passageiros do metrô — disse o prefeito, acrescentando que o consórcio deve aquirir no futuro outros ônibus com capacidade igual a estes novos.

Inicialmente, os dois veículos serão licenciados, emplacados e equipados com GPS. Os coletivos passarão por período de teste. Segundo o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, quatro dias serão suficientes para equipar e treinar motoristas para biarticulados.

Os novos veículos possuem uma articulação a mais do que os coletivos já utilizados nos BRTs Transoeste e Transcarioca. O uso de biarticulados é um simbolo do transporte rodoviário de alta capacidade e já foi consagrado em Curitiba, no Paraná - cidade pioneira na implantação de BRTs no Brasil.



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Paes apresenta os ônibus biarticulados da Transcarioca

19/09/2014 - O Globo

RIO - O modelo de ônibus biarticulados, que entrarão em fase de teste no corredor BRT Transcarioca, será apresentado pelo prefeito Eduardo Paes na manhã desta sexta-feira, no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. Com 28 metros de comprimento e capacidade para transportar 270 passageiros, o veículo será o maior coletivo em circulação no país e vai aumentar a capacidade de transporte no corredor expresso que liga a Barra ao Aeroporto Internacional Tom Jobim.

Os novos ônibus possuem uma articulação a mais do que os coletivos já utilizados nos BRTs Transoeste e Transcarioca. Atualmente, há modelos articulados com capacidade para transportar 140 e 180 passageiros. O uso de biarticulados é um simbolo do transporte rodoviário de alta capacidade e já foi consagrado em Curitiba, no Paraná - cidade pioneira na implantação de BRTs no Brasil.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Eduardo Paes visita obras de túnel do Transolímpico, que vai ligar Deodoro à Barra

16/09/2014 - O Globo

Segundo o prefeito, nova via reduzirá em 80% o tempo de viagem de moradores da Zona Oeste
POR BRUNO AMORIM


Paes durante visita a obra do túnel da Transolímplica - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO — O prefeito Eduardo Paes visitou, nesta terça-feira, o canteiro de obras do corredor Transolímpico, via que vai ligar Deodoro à Barra e ao Recreio. Parte dos dois túneis no Maciço da Pedra Branca previstos no trajeto já está escavada. O primeiro terá 1.300 metros e o segundo, 200. A nova via, com 26 quilômetros de extensão, terá três faixas em cada um dos sentidos, sendo que uma delas será exclusiva para o BRT. As restantes poderão ser utilizadas por outros veículos, mas haverá a cobrança de pedágio. A previsão é que a obra fique pronta no primeiro semestre de 2016.

— É uma obra importante. É outro túnel no Maciço da Pedra Branca, depois do da Grota Funda. A função durante os Jogos de 2016 será conectar os parques olímpicos da Barra e de Deodoro. O mais importante é que vai reduzir em 80% o tempo de viagem. Para ir do Riocentro até Deodoro, hoje se leva duas horas e meia em um dia bom. Esse tempo vai ser de 30 minutos com o novo BRT — prometeu Paes.

FLUXO DEVE SER DE 90 MIL VEÍCULOS POR DIA

A previsão é que 90 mil veículos passem diariamente pela nova via expressa. Além disso, 70 mil passageiros deverão ser transportados por dia com o BRT Transolímpico. Ao todo, haverá 17 estações de BRT e três terminais de integração com outros modais (trens da Supervia e os BRTs Transcarioca e Transoeste).

— A gente espera 70 mil passageiros nesse BRT, mas acho que vai dar mais. Aqui será feita a integração entre vários BRTs. O morador da Zona Oeste vai poder pegar o BRT e se conectar com todas as linhas — avaliou Paes.

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Segundo o prefeito, na região de Magalhães Bastos o número de desapropriações caiu de 300 para apenas seis. Uma área do Exército foi comprada por R$ 100 milhões, para possibilitar um novo traçado e evitar um grande número de remoções. Na outra ponta da via, na favela Vila União, em Curicica, 876 famílias serão reassentadas. Elas vão para um condomínio com 1.400 unidades do Minha Casa Minha Vida, que está sendo erguido na antiga Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá.

O coordenador geral de obras da Secretaria municipal de Obras, Eduardo Fagundes, explicou que, por se tratar de uma via expressa, os trabalhos começaram pela construção dos viadutos e pontes — 56 no total. Segundo Fagundes, muitas das estruturas já estão prontas, assim como a terraplanagem na Colônia Juliano Moreira.

A implantação do Transolímpico está orçada em R$ 1,6 bilhão, dos quais R$ 1,1 bilhão serão investidos pela prefeitura e o restante pela concessionária Via Rio, formada pelas empresas Invepar, Odebrecht e CCR/AS, que vai administrar a via por 35 anos.



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Só duas BRTs ganham selo ‘ouro’: a Linha Verde, em Curitiba, e TransOeste, no Rio

17/09/2014 - Gazeta do Povo

Curitiba possui apenas uma linha de BRT (Bus Rapid Transit) comparável às melhores práticas do sistema de locomoção em todo mundo, conforme avaliação feita pelo Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP, na sigla em inglês). No Brasil, apenas a Linha Verde, na capital paranaense, e a TransOeste, na capital carioca, receberam o selo "ouro". Os demais eixos de BRT de Curitiba receberam um selo "prata".

"Não necessariamente um sistema 'prata' é ruim, não dá para tratar de forma maquiavélica, mas o 'ouro' é de muito mais alta capacidade", observa Clarisse Linke, diretora do ITDP no Brasil. Para a formulação das notas, o instituto leva em conta o alinhamento das vias de ônibus, a infraestrutura segregada com prioridade de passagem, cobrança da tarifa fora do ônibus, tratamento das interseções e embarque por plataforma em nível.

Em Curitiba, a diferença de avaliação entre a Linha Verde e os demais eixos tem a ver a com a estrutura mais moderna. Enquanto os outros possuem a pavimentação asfáltica, a Linha Verde conta com o piso concretado. A capacidade dos ônibus e a integração com outros modais também conta. "A Linha Verde tem conceitos muito interessantes, como as estações que são terminais, onde os ônibus conseguem alimentar na própria plataforma em que fazem a transferência", pontua o diretor-presidente da Embarq Brasil, Luiz Antonio Lindau.

Ainda inovadora

Para Lindau, Curitiba segue sendo inovadora, já que adaptou os corredores para permitir a ultrapassagem, usa veículos de grande capacidade (biarticulados e ligeirões) e a coordenação semafórica a partir dos ônibus. "Esse sistema é usado na Europa, mas não na América Latina", diz.

No Brasil, outro sistema a receber o selo "ouro" é o TransOeste, primeiro corredor implantado no Rio de Janeiro. O sistema tem 56 quilômetros (e terá mais 7 até 2016) e será interligado com os corredores Transcarioca e Transolímpica. "Quando fizemos o projeto de BRT, discutimos as melhores práticas do Brasil e de outros países, o que eles faziam e o que inovaram", diz Lélis Marcos Teixeira, presidente da Federação das Empresas de Transportes Coletivos do Rio de Janeiro (Fetranspor).

Aumento de oferta põe foco sobre o sistema

A proliferação de ônibus BRT em todo o Brasil faz crescer a atenção para a qualidade do sistema. A discussão esteve presente no Seminário Nacional da NTU, em agosto, em Brasília. "O sistema BRT tem de fazer parte de um mosaico de transportes, com ou sem metrô. Tem cidades pequenas em que não necessariamente precisa ter um BRT, onde o investimento deveria ser feito em infraestrutura cicloviária", diz Clarisse Linke, do ITDP.

Para ela, a revisão dos planos diretores vem a calhar para forçar o pensamento em cidades compactas, adensadas, com uso misto do solo e rede multimodal integrada. "Existe muito trabalho a ser feito, mas, acima de tudo, é um novo olhar que os planejadores urbanos precisam ter sobre a cidade, um novo entendimento sobre sistemas de transporte público e como eles podem alavancar o desenvolvimento social, econômico e ambiental."

Para o diretor-presidente da Embarq Brasil, Luiz Antonio Lindau, o Brasil ainda aprende a construir redes de transporte. "No caso brasileiro, o BRT nasce como um processo dentro da integração de serviço e tarifa, ao contrário do que ocorreu na América Latina." No entanto, o país ainda tem desafios importantes, como melhorar a regularidade do serviço e integração com outros modais.

Contratempos

Instituto analisa ainda os itens negativos

Além dos fatores que somam pontos na avaliação do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento, também há análise de itens que poderiam mascarar um bom resultado, como a baixa velocidade comercial, não priorização de ultrapassagens, problemas nas estações, superlotação e manutenção de vias e sistemas de tecnologia.

Para o diretor-presidente da Embarq Brasil, Luiz Antonio Lindau, um dos atributos que o usuário do transporte mais valoriza é a regularidade da linha. O que acontece de modo geral é a perda do intervalo de tempo entre os ônibus, que acaba causando a formação de comboios. "Hoje se informa ao motorista que ele está atrasado ou adiantado e muitas vezes ele não consegue recuperar esse tempo. Dá para ir além, com localização dos veículos e a rapidez no processamento de informações." O Chile já testa um sistema de monitoramento nesses moldes.

Novo BRT vai conectar parques de Deodoro e Barra

17/09/2014 - O Globo

O prefeito Eduardo Paes visitou, nesta terça-feira, o canteiro de obras do corredor Transolímpico, via que vai ligar Deodoro à Barra e ao Recreio. Parte dos dois túneis no Maciço da Pedra Branca previstos no trajeto já está escavada. O primeiro terá 1.300 metros e o segundo, 200. A nova via, com 26 quilômetros de extensão, terá três faixas em cada um dos sentidos, sendo que uma delas será exclusiva para o BRT. As restantes poderão ser utilizadas por outros veículos, mas haverá a cobrança de pedágio. A previsão é que a obra fique pronta no primeiro semestre de 2016.

- É uma obra importante. É outro túnel no Maciço da Pedra Branca, depois do da Grota Funda. A função durante os Jogos de 2016 será conectar os parques olímpicos da Barra e de Deodoro. O mais importante é que vai reduzir em 80% o tempo de viagem. Para ir do Riocentro até Deodoro, hoje se leva duas horas e meia em um dia bom. Esse tempo vai ser de 30 minutos com o novo BRT - prometeu Paes.

FLUXO DEVE SER DE 90 MIL VEÍCULOS POR DIA

A previsão é que 90 mil veículos passem diariamente pela nova via expressa. Além disso, 70 mil passageiros deverão ser transportados por dia com o BRT Transolímpico. Ao todo, haverá 17 estações de BRT e três terminais de integração com outros modais (trens da Supervia e os BRTs Transcarioca e Transoeste).

- A gente espera 70 mil passageiros nesse BRT, mas acho que vai dar mais. Aqui será feita a integração entre vários BRTs. O morador da Zona Oeste vai poder pegar o BRT e se conectar com todas as linhas - avaliou Paes.
 
Segundo o prefeito, na região de Magalhães Bastos o número de desapropriações caiu de 300 para apenas seis. Uma área do Exército foi comprada por R$ 100 milhões, para possibilitar um novo traçado e evitar um grande número de remoções. Na outra ponta da via, na favela Vila União, em Curicica, 876 famílias serão reassentadas. Elas vão para um condomínio com 1.400 unidades do Minha Casa Minha Vida, que está sendo erguido na antiga Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá.

O coordenador geral de obras da Secretaria municipal de Obras, Eduardo Fagundes, explicou que, por se tratar de uma via expressa, os trabalhos começaram pela construção dos viadutos e pontes - 56 no total. Segundo Fagundes, muitas das estruturas já estão prontas, assim como a terraplanagem na Colônia Juliano Moreira.

A implantação do Transolímpico está orçada em R$ 1,6 bilhão, dos quais R$ 1,1 bilhão serão investidos pela prefeitura e o restante pela concessionária Via Rio, formada pelas empresas Invepar, Odebrecht e CCR/AS, que vai administrar a via por 35 anos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Obra do BRT Transolímpica na Taquara obriga moradores a fazer desvio de 2,5km

15/09/2014 - Extra - RJ


Morar na Estrada do Outeiro Santo, na Taquara, Zona Oeste do Rio, se tornou um tormento desde o último dia 30 de julho, quando a via foi interditada para a construção do BRT Transolímpica, que promete ligar a Barra da Tijuca a Deodoro, para a realização das Olimpíadas de 2016. Desde então, os moradores da região precisam fazer um desvio de 2,5km pela rua Ipadu para se deslocar entre o trecho do Largo do Remi e a Estrada da Ligação.

No intuito de minimizar os transtornos causados pelo bloqueio, a Prefeitura do Rio criou um serviço gratuito de van para quem mora nas imediações, só que a medida não resolveu o problema. A principal reclamação de quem usa o transporte, além da demora, é o horário de funcionamento: todos os dias, das 6h às 22h.

— Se você chega tarde, a única opção é ir andando por outro caminho, que é bem longo. O certo seria colocarem uma passarela no trecho da obra para facilitar o acesso dos moradores ou, então, um serviço de van funcionando 24 horas — contou a estudante Fernanda Mattos, de 18 anos, que mora no local.

Moradores da Taquara, Fernanda Mattos e Lucas Brito, sofrem com a interdição da estrada Outeiro Santo Moradores da Taquara, Fernanda Mattos e Lucas Brito, sofrem com a interdição da estrada Outeiro Santo Foto: Bruno Dias Barbosa

Namorado e vizinho de Fernanda, o estudante Lucas Brito, de 20 anos, acredita que a alternativa oferecida não é suficiente:

— Você fica muito tempo esperando a van da prefeitura, tinha que ter uma frequência maior. A interdição da Outeiro Santo também deixou o trânsito da região caótico.

No ponto da van, o descontentamento com a situação era visível no rosto dos moradores. A estudante Rejane Moura, de 20 anos, afirma que viver no local se tornou uma tarefa difícil nas últimas semanas:

— A vida complicou muito. Meus pais saem para trabalhar muito cedo, então eles não têm a opção da van. O trajeto que eles faziam andando demorava sete minutos pela (Rua) Outeiro Santo. Pelo outro caminho, leva mais de 30. Sem falar que aqui de noite é bem deserto.

A prefeitura informou que a instalação de uma passarela provisória no trecho interditado é inviável e que a Secretaria de Obras estuda ampliar o horário de atendimentos das vans disponibilizadas para o deslocamento dos moradores da região. 

domingo, 14 de setembro de 2014

BRT Transcarioca começa a operar até a Penha

13/09/2014 - Agência Rio

A partir deste sábado (13), teve início a terceira e última etapa do processo de implantação do BRT Transcarioca. O serviço Vicente de Carvalho - Alvorada (Expresso), em funcionamento desde o último sábado (6), foi estendido até a Penha e passa a ser Penha-Alvorada (Expresso), com intervalos de 10 minutos entre as saídas.

Ainda neste sábado, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) iniciou o novo serviço Penha – Madureira (Parador), com saídas a cada 7 minutos, passando pelas estações Penha, Pastor José Santos, Guaporé, Praça do Carmo, Pedro Taques, Vila Kosmos, Vicente de Carvalho (integração com Metrô), Marambaia, Vaz Lobo, Vila Queiroz, Otaviano, Mercadão e Madureira Manaceia. Com isso, o BRT Transcarioca passa a atender aos bairros de Madureira (lado norte junto ao Mercadão), Vaz Lobo, Irajá, Vila Kosmos, Vila da Penha, Penha Circular e Penha.

As medidas seguem o planejamento definido pelo município e serão divulgadas nas estações e principais pontos das linhas com distribuição de folhetos explicativos. As novidades também estão nas redes sociais do BRT Rio, que atingem mais de 120 mil seguidores.

O Transcarioca liga a Barra da Tijuca à Ilha do Governador (Aeroporto do Galeão), sendo o primeiro corredor de alta capacidade no sentido transversal da cidade que já reduziu em 60% o tempo de viagem por ônibus no trecho. São 39 quilômetros de extensão, com 10 viadutos (sendo um estaiado), nove pontes (duas estaiadas), três mergulhões, 47 estações e cinco terminais, passando por 27 bairros como Curicica, Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Penha, Olaria e Ramos.

O Transcarioca já transporta 142 mil por dia, devendo chegar aos 320 mil ao fim da implantação da terceira e última etapa. O primeiro BRT implantado na cidade, o Transoeste, já transporta 192 mil passageiros por dia.

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DO BRT TRANSCARIOCA:

Galeão - Alvorada (Semi-direto)
Horário de funcionamento: 24h
Estações: Terminal Alvorada, Vicente de Carvalho, que integra com o metrô, Galeão - Tom Jobim 2 e Galeão - Tom Jobim 1.

Penha - Alvorada (Expresso)
Horário de funcionamento: das 5h às 23h
Estações: Terminal Alvorada, Rio 2, Santa Efigênia, Taquara, Tanque, Praça Seca, Madureira/Manaceia (integração com o trem), Vicente de Carvalho (integração com Metrô) e Penha.

Madureira – Penha (Parador)
Horário de funcionamento: 24 horas
Estações: Penha, Pastor José Santos, Guaporé, Praça do Carmo, Pedro Taques, Vila Kosmos, Vicente de Carvalho (integração com Metrô), Marambaia, Vaz Lobo, Vila Queiroz, Otaviano, Mercadão e Madureira Manaceia.

Madureira - Alvorada (Parador)
Horário de funcionamento: 24h
Estações: Terminal Alvorada, Lourenço Jorge, Aeroporto Jacarepaguá, Via Parque, Centro Metropolitano, Hospital Sarah, Rio2, Pedro Correia, Curicica, Praça do Bandolim, Arroio Pavuna, Vila Sapê, Recanto das Palmeiras, Divina Providência, Merck, André Rocha, Taquara, Aracy Cabral e Tanque, Ipase, Praça Seca, Capitão Menezes, Pinto Teles, Campinho e Terminal Paulo da Portela, em Madureira (integração com o trem).

Madureira - Alvorada (Expresso)
Horário de funcionamento: das 5h às 23h, de segunda a sábado
Estações: Terminal Alvorada, Rio 2, Santa Efigênia, Taquara e Tanque, Praça Seca, e Terminal Paulo da Portela, em Madureira (integração com o trem).

MS

terça-feira, 9 de setembro de 2014

São Gonçalo terá BRT em 2015

09/09/2014 - O Fluminense - Niterói / A Tribuna RJ

Um marco na área de mobilidade urbana em São Gonçalo. O prefeito Neilton Mulim assinou convênio com representantes da Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 9 milhões, na manhã de ontem, para elaboração dos projetos de BRT (Bus Rapid Transit) e ciclovia na cidade. O valor total de execução das obras é de cerca de R$ 300 milhões, com previsão de início para janeiro de 2015 e término em nove meses.

Durante assinatura do contrato, Neilton ressaltou a importância dessas novas ferramentas para a melhoria do trânsito de veículos na cidade e qualidade de vida da população gonçalense.

"Pela primeira vez na história, um recurso tão emblemático na área de mobilidade urbana chega até São Gonçalo. O BRT, interagindo futuramente com a Linha 3 do Metrô, irá resolver o problema no fluxo de automóveis do município. Vai ser um avanço muito grande para todos", afirmou.

Gerente da filial da Caixa Econômica em Niterói, Luiz Claudio Alves destacou que São Gonçalo é a primeira cidade da Região Centro-Leste Fluminense (que engloba 21 municípios do Rio de Janeiro) a dar início a um projeto de mobilidade urbana tão grande como este.

"Elaborar projetos dessa grandeza é um grande desafio para todos os municípios. São Gonçalo deu um passo importante para a estruturação na área de transportes", garantiu Luiz Claudio, acompanhado do gerente de desenvolvimento urbano, Alexandre Motta, e pelo gerente-geral, Leonardo de Sá, ambos representantes da Caixa.

Projeto – O secretário municipal de Transportes, Daelson Oliveira, lembrou que a prefeitura vem realizando ações, desde o início da gestão, para melhorar o trânsito na cidade.

"Além desses dois projetos em parceria com o Governo Federal, que irão facilitar a vida dos gonçalenses, nós já estávamos trabalhando em diversos meios para descongestionar o fluxo de veículos no município. Ainda neste mês, iremos dar início a um sistema que possibilitará que os semáforos funcionem de forma sincronizada, abrindo em sequência. Primeiramente, este dispositivo será colocado entre Alcântara e o Centro", contou.

Para o secretário de Infraestrutura e Urbanismo, Francisco Rangel, as obras são fruto de grande esforço da prefeitura, que vem trabalhando para estabelecer parcerias que beneficiem os gonçalenses.

"Com certeza é algo que acrescenta muito no dia a dia de todos moradores da nossa cidade. Tanto o BRT quanto a ciclovia são reivindicações antigas da população e agora isso vai virar realidade".

De acordo com o secretário de Planejamento e Projetos Especiais, Arthur Belmont, o Poder Executivo tem até o dia 6 de novembro para elaboração do projeto, garantindo assim que a licitação para execução das obras seja realizada dentro de 45 dias após esta data.

Trajeto – O trajeto que será percorrido pelo BRT começará no Gradim e irá até Santa Izabel, passando por Vila Lage e alcançando cerca de 20 quilômetros de extensão. Serão 11 estações de embarque e desembarque, integrado com a rede de transporte coletivo existente e com a futura Linha 3 do Metrô. A expectativa é que cerca de 200 mil pessoas sejam atendidas por dia e a duração do percurso seja reduzida de 100 minutos para 40 minutos em média.

A sigla BRT vem do nome em inglês Bus Rapid Transit (transporte coletivo por ônibus rápido) e a rapidez é seu principal atributo. Um sistema que proporciona mobilidade urbana veloz, confortável e com custo eficiente, graças a um espaço de circulação exclusivo com prioridade de passagem e operação frequente. Este sistema de ônibus integra uma série de elementos físicos e operacionais antes exclusivos aos metrôs.

Ciclovia – A ciclovia terá início em Neves e irá se estender até Guaxindiba. Ela trabalhará paralelamente com um corredor de ônibus que seguirá até o Gebara. O projeto será implantado sobre a faixa onde fica localizada a antiga linha férrea desativada e a expectativa é que atenda cerca de 80 mil pessoas por dia.

A Tribuna RJ

São Gonçalo terá BRT ligando Gradim a Santa Izabel

Um marco na área de mobilidade urbana em São Gonçalo. O prefeito Neilton Mulim assinou convênio com representantes da Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 9 milhões, na manhã de ontem, para elaboração dos projetos de BRT (Bus Rapid Transit) e ciclovia na cidade. O valor total de execução das obras é de cerca de R$ 300 milhões, com previsão de início para janeiro de 2015 e término em nove meses.

O trajeto que será percorrido pelo BRT começará no Gradim e irá até Santa Izabel, passando por Vila Lage e alcançando cerca de 20 quilômetros de extensão. Serão 11 estações de embarque e desembarque, integrado com a rede de transporte coletivo existente e com a futura Linha 3 do Metrô. A expectativa é que cerca de 200 mil pessoas sejam atendidas por dia e a duração do percurso seja reduzida de 100 minutos para 40 minutos em média.

A sigla BRT vem do nome em inglês Bus Rapid Transit (transporte coletivo por ônibus rápido) e a rapidez é seu principal atributo. Um sistema que proporciona mobilidade urbana veloz, confortável e com custo eficiente, graças a um espaço de circulação exclusivo com prioridade de passagem e operação frequente. Este sistema de ônibus integra uma série de elementos físicos e operacionais antes exclusivos aos metrôs.

A ciclovia terá início em Neves e irá se estender até Guaxindiba. Ela trabalhará paralelamente com um corredor de ônibus que seguirá até o Gebara. O projeto será implantado sobre a faixa onde fica localizada a antiga linha férrea desativada e a expectativa é que atenda cerca de 80 mil pessoas por dia.

Durante assinatura do contrato, Mulim ressaltou a importância dessas novas ferramentas para a melhoria do trânsito de veículos na cidade e qualidade de vida da população gonçalense.

"Pela primeira vez na história, um recurso tão emblemático na área de mobilidade urbana chega até São Gonçalo. O BRT, interagindo futuramente com a Linha 3 do Metrô, irá resolver o problema no fluxo de automóveis do município. Vai ser um avanço muito grande para todos", afirmou.

O secretário municipal de Transportes, Daelson Oliveira, lembrou que a Prefeitura vem realizando ações, desde o início da gestão, para melhorar o trânsito na cidade.

"Além desses dois projetos em parceria com o governo federal, que irão facilitar a vida dos gonçalenses, nós já estávamos trabalhando em diversos meios para descongestionar o fluxo de veículos no município. Ainda neste mês, iremos dar início à um sistema que possibilitará que os semáforos funcionem de forma sincronizada, abrindo em sequência. Primeiramente, este dispositivo será colocado entre Alcântara e o Centro", contou.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Passageiros enfrentam o primeiro dia útil após mudanças no BRT

08/09/2014 - G1 Rio

Nesta segunda-feira (7), passageiros do BRT enfrentam o primeiro dia útil de mudanças no sistema de transporte. Sete linhas convencionais saíram de circulação e cinco novas linhas alimentadoras do BRT Transcarioca começaram a operar na Zona Oeste do Rio. Como mostrou o Bom Dia Rio, mais duas linhas convencionais compõe o novo sistema. A susbtituição das linhas que serão interrompidas será feita de forma gradual e a circulação delas diminui gradativamente, com intevalos menores, até o próximo sábado (13).

O secretário municipal de transportes Alexandre Sansão informou que por volta de 8 entre 10 passageiros que usam o corredor expresso não precisam fazer baldeações. Para ele, mesmo aqueles que precisam trocar de ônibus, ainda farão a viagem em menos tempo do que se utilizassem as vias fora do sistema do BRT.

Mais de 80% das pessoas que usam o BRT não precisam sequer fazer transbordo. Cerca de 15% precisam fazer transbordo, agora, isso não significa necessariamente perda de tempo. A pessoa que usa uma linha alimentadora ela vai até a estação do BRT, faz uma integração com o cartão na mão e não perde nenhum tempo na tarifação. O BRT tem intervalos muito curtos e, como não tem congestinamento, facilita a vida das pessoas, explicou.

O secretário comentou ainda a manifestação que ocorreu no início do mês, dia 2 de setembro, que fechou parcialmente a Avenida das Américas e causou problemas no trânsito. O protesto foi feito por passageiros da linha 736 (Recreio dos Bandeirantes - Jacarepaguá) contra a extinção da linha de ônibus. Na ocasião, o BRT ficou fechado por ativistas e o órgão informou que essa linha não pertencia ao sistema. Sansão disse que ajustes estão sendo feitos mas que essa linha será substituída por uma alimentadora do corredor expresso.

"Nós corrigimos aquele problema no dia seguinte. Aquela linha [736] está sendo substituída pela linha 931-A. As duas linhas continuam operando em paralelo até que todas as pessoas que utilizavam a linha 736 façam a migração espontânea. Isso depende de informação que o operador tem que fazer, com a distribuição de panfletos. Quando a transição tiver sido feita, a linha será extinta", justificou.

- 610A (Del Castilho - Tanque via Linha Amarela), em substituição a 610 (Praça Seca - Del Castilho), com integração ao BRT no Terminal Bandeira Brasil, junto a estação Taquara.

- 931A (Curicica - Recreio, via Arroio Pavuna), em substituição a 736 (Cascadura - Riocentro), com integração na Estação Praça do Bandolim.

- 878A (Tanque - Alvorada, via Estr. Jacarepaguá/Sernambetiba), em substituição a 748  (Cascadura - Barra, via Itanhangá).

- 800A Taquara - Curicica (via Guerenguê), em substituição à 760 (Curicica - Madureira, via Guerenguê), com integração na Taquara.

- 766A (Madureira - Madureira Shopping, via Cascadura).

- As linhas 753, 757 e 800 deixarão de circular de forma gradual até todo o sistema ser implantado.

Haverá alteração no serviço Vicente de Carvalho - Alvorada (Direto), que vinha operando somente nos horários de pico. A partir deste sábado, este será substituído por Vicente de Carvalho x Alvorada Expresso e vai operar de 5h às 23h, com paradas nas estações expressas Madureira-Manaceia, Praça Seca, Tanque, Taquara, Santa Efigênia e Rio2.

Segundo a secretaria, com esse serviço, a população de Jacarepaguá e Madureira poderá seguir viagem para o aeroporto, sem regressar ao terminal Alvorada. Nesse caso, o embarque deve ser feito na estação Vicente de Carvalho, no ônibus expresso e fazer a conexão nesta estação.

Serão ainda seccionadas as linhas 748 (Cascadura - Barra, via Itanhangá), em substituição a 878 (Tanque - Alvorada, via Estrada Jacarepaguá/Sernambetiba), com integração Tanque/Alvorada e 900 (Merck - Downtown), em substituição a 700 (Madureira - Ponte de Marapendi), com integração na Estação Merck.

As mudanças acima serão divulgadas nas estações e principais pontos das linhas com distribuição de folhetos explicativos. As novidades também estão nas redes sociais do BRT Rio, que atingem até 120 mil seguidores.

Bilhetes de integração do Metrô Rio são substituídos pelo Riocard

03/09/2014 - G1

Bilhetes de integração do Metrô Rio vão ser substituídos pelo Riocard no próximo dia 15 de setembro. Com a mudança, os passageiros vão pagar tarifa reduzida na viagem metrô mais ônibus de integração (Barra Expresso via General Osório, Barra Expresso via Nova América/Del Castilho, Expresso Jacarepaguá e Integração Expressa).

Os interessados em adquirir o cartão Riocard para continuar obtendo o desconto na tarifa, devem procurar um dos postos de atendimento da empresa.

A comercialização dos atuais cartões eletrônicos de integração, nos terminais e nos ônibus, vai ser suspensa a partir do dia 15 também. A partir dessa data, somente os usuários que possuírem o cartão Riocard vão pagar R$ 4,55 pelas duas viagens.

Transcarioca sem conexão

07/09/2014 -O Dia - RJ

Rio - Começaram a operar ontem outras cinco linhas alimentadoras do BRT Transcarioca e o novo serviço Expresso Vicente de Carvalho - Alvorada, que substituíra o Direto, que fazia o mesmo itinerário nos horários de pico. Agora, com a nova operação, a população oriunda de Jacarepaguá e Madureira não precisa mais ir ao Terminal Alvorada para fazer a conexão do serviço Galeão-Alvorada, e sim, fazer a conexão na estação de Vicente de Carvalho.

O serviço Expresso funciona das 5h às 23h, e faz paradas nas estações de Madureira-Manaceia, Praça Seca, Tanque, Taquara, Santa Efigênia e Rio2.

Já as novas linhas são 610A (Del Castilho - Tanque via Linha Amarela), 931A (Curicica Recreio, via Arroio Pavuna), 882A (Tanque Alvorada, via Freguesia), 800A (Taquara - Curicica) e 766A (Madureira - Madureira Shopping, via Cascadura) e possuem integração com, pelo menos, uma estação do Transcarioca.

Além disso, a Secretaria Municipal de Transportes também criou duas novas linhas convencionais: 748 (Cascadura Barra, via Itanhangá) e 900 (Merck Downtown), ambas em substituição às antigas 878 (Tanque Alvorada, via Estrada Jacarepaguá/Sernambetiba) e 700 (Madureira - Ponte de Marapendi).

Até que todo o sistema seja implantado, mais três linhas deixarão de circular: 753 (Cascadura - Recreio), 757 (Cascadura - Riocentro, via Camorim)e 800 (Curicica-Freguesia, Circular). O processo será gradual.

Ainda de acordo com a prefeitura, há constante divulgação nas estações e principais pontos das linhas, com distribuição de folhetos explicativos, além de postagens nas redes sociais do sistema BRT.

O Transcarioca já ultrapassou a marca de um milhão de passageiros desde a inauguração e, junto com o Transoeste, atende a 313 mil passageiros por dia. A estimativa é de que, sozinho, o sistema atenda 220 mil pessoas por dia, após a implantação total da rede.

domingo, 7 de setembro de 2014

Movimentação é tranquila no primeiro dia de mudanças no BRT

06/09/2014 - O Globo

Secretaria de Transportes informou que os primeiros dez dias serão para testes e possíveis ajustes

POR GABRIEL MENEZES

ônibus do BRT na Estação Tanque, em Jacarepaguá - Márcio Alves / Agência O Globo

RIO - A movimentação de passageiros é tranquila no primeiro dia das mudanças das linhas de ônibus das regiões abrangidas pelo BRT Transcarioca. A partir de hoje, além da implantação de cinco novas linhas que substituirão outras convencionais, o serviço Vicente de Carvalho - Alvorada (direto), que circulava somente nos horários de pico, foi substituído por Vicente de Carvalho x Alvorada Expresso e vai operar das 5h às 23h, com paradas nas estações expressas Madureira-Manaceia, Praça Seca, Tanque, Taquara, Santa Efigênia e Rio2. Com esse serviço, a população de Jacarepaguá e Madureira poderá seguir viagem para o aeroporto, sem regressar ao terminal Alvorada. Basta embarcar.

De acordo com o secretário municipal de transportes, Alexandre Sansão, os próximos dez dias serão de testes e observações para identificar se existe ou não a necessidade da diminuição no intervalo entre os ônibus.

- A entrada de linhas alimentadoras funciona, nestes primeiros dez dias, com as linhas convencionais. Depois disso, as antigas serão retiradas gradativamente para evitar transtornos aos usuários. Quando faz estas implantações, a secretaria mantém sua equipe realizando observações e, caso identifique problemas, executa os ajustes necessários - diz o secretário.

As novas linhas alimentadoras são a 610A (Del Castilho - Tanque via Linha Amarela), que substituirá a 610 (Praça Seca - Del Castilho), com integração ao BRT no Terminal do Tanque, junto a estação Tanque;

a 931A (Curicica – Recreio, via Arroio Pavuna) que circulará complementar à 736 (Cascadura - Riocentro), com integração na Estação Praça do Bandolim;

a 882A (Tanque – Alvorada, via Freguesia), em substituição a 753 (Cascadura – Recreio, via Ayrton Senna);

a 800A Taquara - Curicica (via Guerenguê), em substituição à 760 (Curicica – Madureira, via Guerenguê), com integração na Taquara;

a 766A (Madureira - Madureira Shopping, via Cascadura), em substituição à 766 (Madureira - Freguesia, via Cascadura), com integração no Terminal Paulo da Portela, em Madureira.

As linhas 753, 757 e 800 deixarão de circular de forma gradual até todo o sistema ser implantado. Serão ainda seccionadas as linhas 748 (Cascadura – Barra, via Itanhangá) e 700 (Madureira - Ponte de Marapendi) sendo substituídas pelas linhas 878 (Tanque – Alvorada, via Estrada Jacarepaguá/Sernambetiba), com integração Tanque/Alvorada e 900 (Merck – Downtown), com integração na Estação Merck.

USUÁRIOS APROVAM LINHA EXPRESSA

A comerciante Márcia Pinheiro, moradora de Jacarepaguá, comemora a implantação da linha expressa até o aeroporto.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

BRT Transcarioca terá novo serviço expresso e mais cinco linhas a partir deste sábado

Segundo a prefeitura, mudanças serão divulgadas nas estações e nas redes sociais

05/09/2014 - O Globo


BRT da Transcarioca faz parada em Madureira - Agência O Globo / Felipe Hanower
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RIO - Mais uma etapa do processo de racionalização das linhas de ônibus que circulam pelas regiões atendidas pelo BRT Transcarioca terá início neste fim de semana. A medida segue o planejamento definido pelo prefeitura com a implantação de cinco linhas alimentadoras e duas convencionais. Atualmente, os BRTs Transoeste e Transcarioca transportam 313 mil passageiros. Segundo a Secretaria municipal de Transportes, haverá ainda alteração no serviço Vicente de Carvalho - Alvorada (direto) do BRT, que circulava somente nos horários de pico. A partir deste sábado, o serviço será substituído por Vicente de Carvalho x Alvorada Expresso e vai operar das 5h às 23h, com paradas nas estações expressas Madureira-Manaceia, Praça Seca, Tanque, Taquara, Santa Efigênia e Rio2. Com esse serviço, a população de Jacarepaguá e Madureira poderá seguir viagem para o aeroporto, sem regressar ao terminal Alvorada. Basta embarcar na estação Vicente de Carvalho expresso e fazer a conexão nesta estação.

As novas linhas alimentadoras são a 610A (Del Castilho - Tanque via Linha Amarela), que substituirá a 610 (Praça Seca - Del Castilho), com integração ao BRT no Terminal Bandeira Brasil, junto a estação Taquara; a 931A (Curicica – Recreio, via Arroio Pavuna) que circulará no lugar da 736 (Cascadura - Riocentro), com integração na Estação Praça do Bandolim; a 878A (Tanque – Alvorada, via Estrada Jacarepaguá/Sernambetiba) atenderá aos usuários da 748 (Cascadura – Barra, via Itanhangá); a 800A (Taquara - Curicica, via Guerenguê), em substituição à 760 (Curicica – Madureira, via Guerenguê), com integração na Taquara, e a 766A (Madureira - Madureira Shopping, via Cascadura). De acordo com a SMTR, as linhas já existentes terão as frotas reduzidas aos poucos, até serem extintas. Após todo o sistema ser implantado, deixarão de circular também as linhas 753, 757 e 800. A divulgação das mudanças serão feitas nas estações, por distribuição de folhetos nos principais pontos das linhas e via redes sociais.

Já a linha convencionais 748 (Cascadura – Barra, via Itanhangá) substituirá a 878 (Tanque – Alvorada, via Estrada Jacarepaguá/Sernambetiba), com integração Tanque/Alvorada e a 900 (Merck – Downtown) circulará substituindo a 700 (Madureira - Ponte de Marapendi), com integração na Estação Merck. As mudanças, segundo a secretaria, serão divulgadas nas estações e principais pontos das linhas com distribuição de folhetos explicativos. As novidades também estão nas redes sociais do BRT.

Read more: http://oglobo.globo.com/rio/brt-transcarioca-tera-novo-servico-expresso-mais-cinco-linhas-partir-deste-sabado-13839893#ixzz3CVHTpf3y

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Usuários do BRT viram reféns da baldeação

04/09/14 - Extra

Leni Nascimento , de 30 anos, tem de pegar dois ônibus para ir para o trabalho
Leni Nascimento , de 30 anos, tem de pegar dois ônibus para ir para o trabalho Foto: Fabiano Rocha / EXTRA

Cíntia Cruz

Implantadas, entre outros motivos, para reduzir o tempo gasto pelos passageiros no trânsito, as linhas alimentadoras dos BRTs criaram uma vilã aos olhos de alguns usuários: a baldeação. Muita gente que antes pegava apenas um ônibus para ir ao trabalho, agora precisa embarcar em até três coletivos. Além disso, a espera pela próximo coletivo, por mais rápida que seja, soma tempo ao total da viagem.

É o caso da vendedora Leni Nascimento, de 30 anos, moradora da Colônia, em Jacarepaguá. Desde junho, ela sofre com a troca de condução a caminho do trabalho, no Barra Shopping:

— Antes de reduzirem o itinerário da linha 832 (Colônia-Joatinga), eu descia direto no shopping. Desde que a linha passou a ser 832A, o ponto final passou para o Hospital Sarah Kubitschek. Desço na estação Taquara e pego outra alimentadora, a 991.

Com o novo caminho, Leni perde mais tempo no trânsito. Mesmo assim, se recusa a utilizar o BRT Transcarioca.

— Desço na estação Taquara, mas não pego o BRT porque é muito cheio. Além disso, teria que descer na estação Alvorada e pegar mais um ônibus. Desde que a linha foi substituída, levo, no mínimo, meia hora a mais para chegar no trabalho.

Em alguns casos, o passageiro não tem a opção de escapar do BRT.

— Pegava o 763 para ir de Santa Maria para Madureira. Agora, com a alimentadora 963A (Santa Maria-Taquara), tenho que pegar o BRT — disse um usuário, que quis se identificar apenas como Patrick.

Sem transtorno

Par a engenheira de Transportes da Escola Politécnica da UFRJ Eva Vider, a baldeação deve causar o menor transtorno possível:

— Precisa se dar de uma forma humana, com lugares seguros, protegidos, porque, para quem está acostumado a pegar um ônibus só, é um transtorno a baldeação. As (linhas) alimentadoras devem ser desenhadas geograficamente e calculadas em cima de quantidade e frequência.Em nota, o Consórcio BRT informou que "a criação das alimentadoras segue a lógica de racionalização do sistema de ônibus no município, onde linhas convencionais são extintas ou têm itinerários reduzidos. Em tese, o sistema não foi criado para prejudicar passageiros. Se alguma situação real existe, vamos ver como se chegar a uma solução".

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/usuarios-do-brt-viram-refens-da-baldeacao-13824746.html#ixzz3COp8lTeO

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Teste mostra que conforto é a maior vantagem do BRT no percurso entre Alvorada e Central do Brasil

No entanto, tempo de percurso é parecido com desolacamento em ônibus comum e conexões com trem e metrô

POR ADALBERTO NETO / FÁBIO TEIXEIRA / IGOR MELLO / LUCAS ALTINO / MARCO MOREIRA / MARCO STAMM

21/08/2014 - O Globo

Passageiros esperam para embarcar no Terminal Alvorada, no fim de tarde. Espera pode demorar 15 minutos - Felipe Hanower / Agência O Globo

RIO — Quem mora na Barra nunca sabe ao certo quanto tempo levará para chegar a qualquer outro ponto da cidade. De dois anos para cá, o bairro se encheu de canteiros de obras, o que piorou ainda mais o trânsito, mas, em compensação, a região ganhou dois BRTs: o Transoeste e o Transcarioca. A prefeitura alardeia que, pelo menos na Zona Oeste, os veículos articulados reduziram, e muito, o tempo de viagem de milhares de trabalhadores, especialmente na hora do rush, quando, pelo fato de trafegarem em faixas exclusivas, têm vantagem sobre os demais. Mas e fora dos horários de pico, o BRT já está valendo a pena para o morador da Barra?

Para saber a resposta, O GLOBO-Barra fez um teste. Qual seria a forma mais rápida de se chegar ao Centro da cidade utilizando-se transporte público? Repórteres e fotógrafos percorreram o trajeto Terminal Alvorada-Central de três diferentes maneiras: usando ônibus comum; combinando BRT e metrô; e optando por BRT e trem. Três equipes fizeram o caminho de ida, no dia 5 de agosto, pela manhã; e três, o de volta, no dia 12, à tarde. Ao longo do caminho, ouviram usuários.

LEIA: Repórteres narram suas experiências no teste

O resultado surpreendeu especialistas e revelou gargalos desconhecidos das empresas que administram o transporte coletivo na cidade. No final, a conclusão foi que, fora do rush, o BRT é apenas mais uma opção de transporte público — o que, por si só, é bom. A diferença de tempo entre os percursos foi pequena: variou entre três e 21 minutos. Já a diferença financeira é maior: o trajeto no ônibus comum custa R$ 3, enquanto na composição trem e BRT paga-se até R$ 6,20. Mas o conforto, notaram as equipes, é o trunfo do corredor expresso.

No primeiro teste, três repórteres saíram do Terminal Alvorada às 10h25m. Um pegou ônibus da linha 315, que vai pela Linha Amarela. Os outros dois usaram o BRT Transcarioca: um saltou em Vicente de Carvalho, para pegar o metrô; e o outro seguiu até Madureira, para pegar o trem. O primeiro a chegar à Central foi o que pegou trem, levando 1h30m para completar o trajeto. Três minutos depois, chegou o repórter que combinou BRT e metrô. O último, que foi de ônibus, levou 1h51m. O papel de vilão do trajeto, neste caso, ficou a cargo das obras que fecharam a Avenida Rodrigues Alves, próximo à Rodoviária Novo Rio: foram 38 minutos para vencer apenas 2km.


Na volta, cronometrada a partir das 16h16m, foi a vez de o BRT se mostrar mais lento. O primeiro repórter a saltar no Alvorada havia embarcado no 315 e demorou 1h32m para completar o trajeto. Poderia ter gastado nove minutos a menos se tivesse saltado no ponto anterior, também próximo ao Alvorada. Os outros dois repórteres chegaram praticamente ao mesmo tempo, levando no trajeto 1h34m (trem) e 1h36m (metrô). Os vencedores, neste caso, foram os motoristas do jornal, que em cerca de uma hora de carro chegaram ao Alvorada, indo pelo Alto da Boa Vista ou pela Linha Amarela.

Professor de Engenharia Urbana e Ambiental da PUC-Rio e morador da Barra, Fernando MacDowell se impressionou ao saber que o ônibus 315 venceu o BRT na volta para casa:

— Se a pessoa tem opção de outros tipos de transporte, dificilmente usará o BRT.

José Eugênio Leal, engenheiro de transportes do Centro Técnico Científico da PUC-Rio, avaliou que o BRT não é tão vantajoso fora do rush:

— Seguramente o horário do teste influenciou. Quando todas as estações do Transcarioca estiverem operando, pode haver interferência na via exclusiva (em relação à velocidade de tráfego), mas ela deverá ser menor que nas vias comuns.

Para o especialista, é difícil dizer se o BRT será capaz de manter o conforto apontado pelas equipes quando todas as estações estiverem operando. Leal critica também o projeto de algumas estações:

— Quem vier do Galeão e quiser pegar o metrô em Vicente de Carvalho, por exemplo, terá que andar um bocado e subir escadas com as malas.

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O Consórcio BRT informa que o Transcarioca movimenta cerca de 70 mil pessoas por dia e, diferentemente do Transoeste, tem fluxo constante, sem horário de pico. Com demanda, há partidas a cada dois minutos. A Secretaria municipal de Transportes não respondeu às perguntas do GLOBO-Barra até o fechamento desta edição.

CALOR É O MAIOR VILÃO SOBRE TRILHOS

O principal problema enfrentado pelos usuários dos transportes públicos sobre trilhos pode se resumir a uma palavra: calor. Tanto no trem como no metrô, os repórteres encararam um pouco de verão em pleno inverno. No BRT, o frio ainda impera.

— Aqui o ar-condicionado é forte. Dá até para botar um casaco — elogia o recepcionista Fagner da Costa.

Ele critica, porém, o fato de o BRT semidireto, que faz o trajeto Alvorada-Galeão, não parar na estação da Praça Seca, onde mora. Ele sai do trabalho, no aeroporto, vai de BRT até a Barra e de lá pega um ônibus para a Praça Seca. Resumo: 1h20m no BRT e mais 40 minutos no ônibus, sem contar o tempo de baldeação.

O vigia Vanderson Itamar elogia o serviço do BRT, que aliviou sua jornada. Ela se inicia em Nilópolis, na Baixada Fluminense, e termina no condomínio Nova Barra, no Recreio. A viagem, que atualmente leva três horas, era feita em quatro.

— Agora, eu saio de casa uma hora mais tarde. Tenho mais tempo para ficar com meu filho e construir minha casa — conta.

O Metrô Rio informa que não teve queixas a respeito da temperatura nos trens nos dias dos testes. E a Super Via reconhece que, dependendo do número de passageiros, os vagões ficam mais quentes.

ÔNIBUS MAIS LENTO DEVIDO A OBRAS

Para as equipes que fizeram o trajeto Terminal Alvorada-Central do Brasil na linha 315, os problemas, nos dois sentidos, surgiram quando o ônibus precisou pegar vias alternativas, devido ao fechamento da Avenida Rodrigues Alves nas proximidades da Rodoviária Novo Rio. Na ida, um trecho de dois quilômetros foi percorrido em 38 minutos; na volta, em 21. Os repórteres, porém, podem se considerar sortudos.

— O fechamento da Rodrigues Alves piorou muito o trânsito aqui, neste acesso à Francisco Bicalho. Na hora do rush, não dá para andar. A viagem atrasa muito mais neste trecho — conta o motorista José Natuba, há um ano e oito meses fazendo o trajeto. — A viagem até a Central, partindo do Recreio entre 7h e 9h, pode durar até três horas e meia.

Em outro veículo, a cobradora Maria da Conceição, há 18 anos na profissão, confirma a estimativa do colega:

— Trânsito hoje é imprevisível, não dá para apontar um horário do rush. A viagem dura em média duas horas, às vezes três. Depende do tipo de ônibus, se é automático ou não, e do congestionamento.

Para a Rio Ônibus, porém, o fechamento da Rodrigues Alves não afeta o 315. "Em relação às mudanças viárias que a cidade vem enfrentando, a linha 315 ainda não sofreu, até agora, maiores impactos no seu tempo de viagem." A empresa diz que o trajeto do 315 é realizado em 1h15m ou 1h20m, nos horários de maior movimento: "Fora destes intervalos, a viagem pode ser feita em pouco mais de uma hora, 1h05m".

O passageiro Elivelton Oliveira, porém, afirma o mesmo que Natuba e Maria da Conceição: o trajeto leva, pelo menos, duas horas.

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