quinta-feira, 30 de abril de 2015

Novo sistema de monitoramento vai gerenciar ônibus intermunicipais no Rio

30/04/2015 - Agência Brasil

A partir de julho, os 13 mil ônibus intermunicipais que circulam em todo o estado do Rio vão ser acompanhados em tempo real por um sistema de tecnologia avançada. O anúncio foi feito pelo Departamento Estadual de Transportes Rodoviários (Detro). O Sistema de Inteligência e Monitoramento (SIM) já foi testado nas vans que fazem o transporte complementar e custou R$ 3 milhões aos cofres do estado.

O principal objetivo do SIM é verificar se os itinerários e as grades de viagens de veículos estão sendo cumpridos. Além disso, o sistema vai permitir maior repressão aos casos de excesso de velocidade cometidos pelos motoristas visando também evitar acidentes.

Segundo o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, há possibilidade de criação de um centro de controle que vai integrar os trens, barcas e metrô, para ter um controle sobre o que acontece em termos de transporte na região metropolitana do Rio. Ele destacou que uma das vantagens do sistema é o registro do tempo em que os ônibus ficam parados em cada local. A partir dessas informações, fica mais fácil para o Detro apurar as irregularidades e os casos em que os motoristas deixam de parar nos pontos de ônibus.

O monitoramento também permitirá a confirmação de que as exigências feitas nas licitações serão cumpridas e desencadear fiscalizações ou outras ações imediatas nos casos em que as empresas não respeitem as regras de transportes de passageiros.

De acordo como secretário, o sistema é uma nova maneira de gerenciar o transporte de passageiros. "É uma nova era na fiscalização e no sistema de transporte rodoviário do Rio. Nós teremos um sistema que vai tratar as informações, apontar irregularidades e que dará indicadores de qualidade para que o Detro e sua fiscalização possam autuar os operadores de transporte. O objetivo é garantir a melhoria ao passageiro e a qualidade do serviço."

O sistema vai ser implantado de forma gradativa. Na próxima fase, a partir de julho, 2,3 mil ônibus passam a ser monitorados. Até o fim deste ano, o sistema abrangerá mais de 1,1 mil linhas de ônibus intermunicipais que operam no estado do Rio. A tecnologia busca atingir os padrões adequados. Para isso, será criado um aplicativo no celular pelo qual o usuário poderá interagir com o Detro, enviando reclamações que serão verificadas pelo sistema. Se a irregularidade for constatada, a empresa será autuada.

Osório disse que os usuários só vão notar os benefícios do novo sistema ao longo do tempo, pois os ônibus se tornarão mais regulares, terão o itinerário mantido. Com isso, disse o secretário, as reclamações vão diminuir.
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 27 de abril de 2015

BRT: Avenida Brasil tem mais uma interdição

Obras para implantar corredor bloqueiam faixa na Penha, até 11 de junho

POR O GLOBO

27/04/2015 - O Globo


Um dos trechos interditados na Avenida Brasil - Eduardo Naddar - 08/03/2015 / Agência O Globo

RIO - As obras para a implantação do BRT Transbrasil provocarão mais mudanças no tráfego a partir de hoje, e até 11 de junho, na Penha. De acordo com informações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), ficará bloqueada uma faixa da pista lateral da Avenida Brasil (junto ao canteiro), no sentido Centro, entre a Rua Timboim e a passarela 16. Nesse período, os operários vão trabalhar na melhoria da rede de drenagem da região. A orientação do trânsito será feita por operadores contratados pelo consórcio que executa o projeto.

As intervenções para implantar o Transbrasil serão feitas por etapas nos próximos anos. Na fase em execução, elas se concentram entre o Caju e Deodoro, onde o corredor viário fará integração com o BRT Transolímpico (Barra-Deodoro). As obras começaram em janeiro, no trecho de Manguinhos, com a interdição de duas faixas de trânsito, no sentido Zona Oeste.

A previsão é que o corredor viário, com 32 quilômetros de extensão, seja inaugurado até o início de 2017. Estima-se que 700 mil pessoas utilizem o serviço diariamente. Além de se integrar com o BRT Transolímpico, o Transbrasil terá conexão com o BRT Transcarioca (Barra-Aeroporto Tom Jobim). A expansão do BRT Transbrasil até Santa Cruz, onde deve se integrar com o Transoeste, ainda não tem data para sair do papel nem orçamento.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/brt-avenida-brasil-tem-mais-uma-interdicao-15983270#ixzz3YYGWs9JV 
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Kombi é flagrada levando homem dentro do porta-malas na Praia da Bica, na Ilha do Governador

Veículo superlotado fazia transporte de passageiros sem autorização. Segundo leitor, irregularidades são recorrentes

POR O GLOBO, COM INFORMAÇÕES DE LEITOR

27/04/2015 - O Globo


Homem dentro de porta-malas em kombi pirata na Ilha: série de irregularidades - Foto de leitor / Eu-Repórter

RIO — Um morador da Ilha do Governador, que não quis se identificar, flagrou uma situação perigosa que, segundo ele, é recorrente no bairro: uma Kombi que fazia transporte de passageiros carregava um homem dentro do porta-malas, na Praia da Bica. De acordo com a denúncia, ele seria um "cobrador" que, para não ocupar o lugar de um passageiro, usava o compartimento até a Kombi voltar a ter espaço. O leitor alerta que, além de ilegal, a prática eleva a chance de acidentes.

— E se a porta abre de repente? O cobrador se machuca e o motorista que estiver atrás também. Pode acontecer uma tragédia. É uma irresponsabilidade isso que eles fazem, e ninguém fiscaliza, ninguém pune. Parece que acham isso normal — critica.

As irregularidades, no entanto, não param aqui. Segundo a Coordenadoria Especial de Transporte Complementar (CETC), da prefeitura do Rio, a Kombi é pirata, ou seja, não tinha autorização para atuar no transporte de passageiros. O órgão informou que o permissionário já foi identificado e seria chamado para prestar esclarecimentos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/eu-reporter/kombi-flagrada-levando-homem-dentro-do-porta-malas-na-praia-da-bica-na-ilha-do-governador-15969150#ixzz3YWEfvwZj 
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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Perfuração do túnel da TransOceânica inicia em maio

17/04/2015 - O Fluminense

Pedro Conforte 

Prefeito Rodrigo Neves anunciou escavação da ligação Charitas-Cafubá durante posse do ex-reitor da UFF, Roberto Salles, como secretário de Governo

Tomou posse ontem o novo secretário de Governo de Niterói, o professor e ex-reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF) Roberto de Souza Salles. Durante a cerimônia que aconteceu no Solar do Jambeiro, no Ingá, ele afirmou que pretende se reunir nos próximos dias com José Henrique Paim, diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para captar recursos para reforma do Cinema Icaraí. O prefeito Rodrigo Neves também aproveitou o momento para anunciar que a perfuração do túnel da TransOceânica começa no próximo mês.

Todas as autoridades presentes foram unânimes em dizer que a presença do professor no alto escalão do poder municipal, estreita ainda mais a relação entre a universidade e a prefeitura. "Tenho esperança e convicção que ele [Roberto Salles] vai nos ajudar nesta aproximação junto à UFF. Estamos conversando, mas a tarefa é árdua. Roberto veio para colocar este diálogo no caminho certo", afirmou o vice-prefeito Axel Grael.

O prefeito lembrou que Roberto Salles é mais um gestor em sua equipe, já que o professor não é filado a partido político.

"Trouxe pessoas que não tem ligações com política, como o próprio Axel, que mesmo sendo filado ao PV, nunca concorreu a nada. A sua [Roberto Salles] experiência bem sucedida à frente da UFF vai agregar muito. Temos o sonho de transformar Niterói na melhor cidade para se viver", declarou o Rodrigo Neves, que agradeceu o trabalho feito pelo ex-secretário Rivo Gianini.

Rodrigo destacou ainda sobre obras futuras. "Em maio começamos a perfurar o túnel da TransOceânica. Além disso, temos o objetivo de em 2016 ter universalizado o tratamento de esgoto em Niterói". 

O mais novo secretário falou que se considera mais uma gota no oceano que é a equipe da Prefeitura e que pretende somar no desenvolvimento da cidade e do bem-estar da população.

"Em um primeiro momento fiquei surpreso com o convite para ser secretário, mas depois percebi que posso oferecer muito para a população de Niterói. Irei dialogar com todas as universidades, tanto públicas quanto privadas, já que boa parte da população da cidade é de alunos. Niterói tem talento para ser uma cidade da educação", afirmou o professor Roberto Salles.

Ele pontuou ainda que entre os seus primeiros passos está organizar uma reunião entre a UFF, a prefeitura e o BNDES, para a reforma do Cinema Icaraí, previsto para se tornar um centro cultural, mas que está sem previsão de voltar às atividades. Segundo Roberto, o diretor Paim se comprometeu em apoiar esta articulação. Além disso, ele irá percorrer todas as instituições de ensino superior para ver quais são suas situações.

Estiveram presentes também o deputado estadual Waldeck Carneiro (PT), o atual reitor da UFF, Sidney Mello, o reitor da Unilasalle, Jaderlino Menegat, o diretor do BDNES Jorge Henrique Paim, além de vereadores, secretários e representantes de instituições de ensino.

Mudanças também da Secretaria de Meio Ambiente e na Câmara

O prefeito Rodrigo Neves também apresentou ontem o novo secretário municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Tiago Loback. Ele substitui Daniel Marques, que reassumiu seu cargo de vereador. Loback será empossado hoje.

O prefeito comentou a substituição e destacou que a área ambiental tem sido uma das prioridades da gestão.

"Durante esses dois anos, Tiago foi subsecretário do Meio Ambiente e junto com o agora vereador, Daniel Marques, fez um belíssimo trabalho que mudou completamente a agenda ambiental de Niterói. Eu acredito que o Tiago vai consolidar aquilo que o Daniel plantou e avançando ainda mais com a agenda ambiental", disse.

Tiago é advogado e trabalhou dois anos na Corregedoria Tributária de Controle Externo do Estado. Há dois anos, ele recebeu o convite de Daniel Marques para compor a equipe da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

"Eu quero agradecer primeiramente à confiança do prefeito Rodrigo Neves, o apoio do vice-prefeito e do Partido Verde. Vou dar continuidade aos projetos que a secretaria tem encaminhado, fortalecer o governo com trabalho e com toda minha experiência de gestão pública", afirmou Tiago.

Câmara – O vereador Daniel Marques (PV) retornou à Câmara ontem para cumprir seu mandato. Com a chegada de Daniel, o suplente Jayme Suzuki (PSC) deixou a Casa.

Antes da sessão, com a presença da secretária-executiva da Prefeitura, Maria Célia Vasconcellos, o vereador recebeu amigos, familiares, colegas vereadores e correligionários do PV e da Secretaria de Meio Ambiente no Gabinete da Presidência da Câmara. Na avaliação do presidente Paulo Bagueira (SDD) a passagem pelo Executivo foi positiva ao jovem vereador.

"O Daniel vem para o Legislativo agora trazendo o olhar de Executivo, a função se inverte. É a mesma experiência vivida pelo vereador Bira Marques, isso faz com que o vereador tenha outra visão do que é gestão pública", disse Bagueira.

Daniel Marques destacou a experiência de sentar "do outro lado do balcão". "Cumprimos nosso objetivo dentro do possível. Tiramos a Secretaria do ostracismo, fomentamos o debate e a reflexão", contou Marques.


O Fluminense

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Nova Iguaçu: após licitação de ônibus, Via Light ganhará BRT

16/04/2015 - Extra - RJ

As empresas vencedoras da licitação do transporte coletivo em Nova Iguaçu terão que pagar R$ 242 milhões para explorar o serviço por 25 anos. Ontem, a prefeitura divulgou a nova padronização dos ônibus, com as cores correspondentes aos terminais a que pertencem. Serão, ao todo, cinco terminais, a serem construídos pelas empresas vencedoras da licitação. Além disso, cada um contará com um símbolo.

— É importante os terminais serem padronizados, com símbolos e cores, já que existem passageiros que não sabem ler ou são daltônicos — explica o secretário municipal de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana, Rubens Borborema.

A licitação dividirá Nova Iguaçu em dois lotes: Norte (1), no valor de R$ 133,6 milhões, e Sul (2), no valor de R$ 108,437milhões.

— O lote 1 terá 41 linhas. Já no lote 2 serão 42 linhas. Ainda não posso afirmar quantas linhas serão extintas e quantas serão criadas, mas isso acontecerá — destaca Borborema.

Além de melhorar o transporte, a licitação tem como objetivo ajudar a implementar os sistemas de BRS e BRT. Os envelopes com as propostas serão abertos no dia 18 de maio:

— A Via Light vai receber um corredor expresso, um BRT. Outros locais como Avenida Marechal Floriano e a Rua Dom Walmor também, mas isso vai ser discutido com as empresas.







Superlotação no BRT Transoeste é causada pela falta de ônibus, afirma secretário

15/04/2015 - Extra - RJ

Leia: Em apenas três anos, BRT Transoeste já está saturado - Extra - RJ


A Secretaria municipal de Transportes (SMTR) admitiu, nesta terça-feira, que o BRT Transoeste opera com menos veículos do que o necessário para dar conta da demanda. Seriam necessários, hoje, segundo o secretário de Transportes Rafael Picciani (PMDB), mais 41 ônibus articulados e 15 não-articulados — somados aos 316 coletivos que existem nos dois corredores. O subsecretário Alexandre Sansão admite que o sistema está "no limite" e responsabiliza o consórcio BRT, que manteria 10% da frota — e não os 5% previstos em contrato — em manutenção.

— A gente já está no limite da capacidade operacional, que pode ser aumentada assim que esses novos ônibus entrarem em operação. Isso vai permitir que sejam reduzidos os intervalos — afirma Sansão.

O consórcio, por outro lado, alega que o número de veículos quebrados é de 11% e se deve à má qualidade do asfalto. Em nota, o BRT diz que "não consegue colocar 100% dessa frota em circulação em função dos problemas de conservação no pavimento asfáltico". Picciani admite problemas na conservação do asfalto.

Sansão reconhece que o BRT não respeita os intervalos definidos. A prefeitura determina que, no horário de pico, não pode passar de 5 minutos. O BRT trabalha com 6, mas chega a 18 em algumas linhas.

O consórcio e a secretaria não entraram num consenso em relação ao número de passageiros do sistema. Segundo Sansão, 11 mil pessoas usam o Transoeste no horário de pico por hora num mesmo sentido. O BRT informou que são 14 mil. Já a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos recebeu do consórcio o número de 17 mil — como o EXTRA publicou nesta terça.

Frota já deveria estar maior

Dezoito dos 41 ônibus articulados, que possibilitariam a redução dos intervalos e, segundo a SMTR, acabariam com a superlotação no BRT Transoeste, deveriam estar em circulação desde 6 de março — quatro meses após a determinação da prefeitura para a compra. Mas o prazo foi ampliado pelo secretário Rafael Picciani, que deu mais quatro meses para as empresas.

— O consórcio pleiteou, e prorroguei por mais quatro meses o prazo de entrega, porque consideramos que esse período de dezembro e janeiro é uma época de complexidade para se cumprir prazos. As próprias montadoras têm férias coletivas, não estão trabalhando. Além disso, no início do ano, as empresas têm uma série de custos obrigatórios. E estamos num período de crise econômica, onde o acesso ao crédito se tornou mais complexo — justificou Picciani.

Já os 23 veículos que devem ser comprados para serem utilizados na Transcarioca foram pedidos pela prefeitura no último dia 8 e têm data de entrega prevista até 8 de agosto, caso não haja prorrogação.

Apesar de descumprir reiteradamente os intervalos entre as viagens estipulados pela prefeitura, desde 2012, o Consórcio BRT recebeu apenas 458 multas da Secretaria de Transportes.

Ampliação

Sansão afirmou que a capacidade do sistema pode aumentar "adquirindo mais articulados, reduzindo os intervalos e melhorando a manutenção". Hoje, segundo ele, o BRT tem capacidade física — relacionada à dimensão dos terminais, tamanho das estações e outros aspectos — para até 30 mil pessoas por hora no mesmo sentido nos momentos de pico. Atualmente, falta capacidade operacional.

Obras

A SMTR afirmou ontem que os terminais Mato Alto, Magarça e Guaratiba serão reformados. Um terminal será construído para substituir a estação de Santa Cruz.

Problema antigo

A superlotação do Transoeste é uma reclamação antiga. Em março de 2013, nove meses após a inauguração, o EXTRA publicou a primeira reportagem sobre o assunto.

Subestimado

O prefeito Eduardo Paes admitiu, em março deste ano, que a demanda do BRT foi subestimada.

Sufoco começa antes de embarcar

Se as viagens de BRT se tornaram mais rápidas do que em ônibus convencionais, como era prometido, a longa espera nas estações se tornou uma das principais reclamações. Nesta terça, na de Santa Cruz, funcionários liberaram a roleta, por volta das 6h30m, para quem tinha pressa. É que o sistema estava lento, e o carregamento do cartão demorava até cinco minutos.

— Cheguei às 6h, mas para conseguir um lugar sentada esperei 50 minutos na fila, do lado de fora. Ainda assim porque decidi trocar o expresso pelo parador — contou a doméstica Lúcia Aparecida da Silva, de 48 anos, que gasta praticamente o mesmo tempo no percurso até a estação Salvador Allende, na Barra, onde troca de condução para ir ao trabalho, no Novo Leblon.

Ela só conseguiu embarcar por volta das 7h.

— Para voltar é pior — contou.

A cuidadora de idosos Arlene Silva Felix, de 40 anos, mora em Santa Cruz, trabalha no Recreio e pena diariamente no Transoeste:

— É sempre esse empurra-empurra. Deveriam colocar mais ônibus, com saídas a cada cinco minutos. Eles demoram muito e deixam a estação lotados. Cheguei aqui (na estação de Santa Cruz) às 6h e só consegui pegar o ônibus quase uma hora depois, para viajar em pé. É um drama diário.

O EXTRA percorreu, também nesta terça, no horário do pico matinal, das 5h30m às 7h30m, três das quatro estações de maior movimento do Transoeste — Santa Cruz, Mato Alto e Magarça — e observou o aperto dos passageiros: plataformas e ônibus lotados, portas com defeito e dificuldade para carregar os cartões de passagens.

Com uma perna engessada e apoiada em muletas, a fisioterapeuta Leila Maria de Souza, de 50 anos, passou sufoco para, em meio a uma multidão, entrar no ônibus, na estação Mato Alto, por volta das 7h30m, vindo de Santa Cruz, superlotado:

— É complicado viajar no BRT na hora do rush, principalmente para quem tem dificuldade de locomoção.

Usuários reclamam de falta de ônibus para Jacarepaguá

16/04/2015 - O Globo

No colégio, os alunos aprendem que a demanda influencia na quantidade de oferta. Mas esse modelo, aparentemente, não é regra para as frotas de ônibus que saem do shopping Nova América, uma opção estratégica para moradores de Jacarepaguá e da Barra que voltam para casa do Centro da cidade. Usuários afirmam que, enquanto há diversos veículos em direção à Barra, as opções são escassas para Jacarepaguá, o destino mais procurado.

Marcelo Alves, que costuma pegar um metrô do Centro até Del Castilho e depois a linha 611 até sua casa, na Freguesia, é um dos que reclamam.

— O tempo de espera nunca é inferior a 20 minutos. A impressão que tenho é que, para cada ônibus que sai rumo a Curicica, saem três para o Terminal Alvorada. No fim de semana, meu filho já chegou a esperar 50 minutos. Um absurdo; normalmente fico mais tempo na fila do ônibus que no vagão do metrô — lamenta.

No ponto do Nova América, há três linhas que vão para Jacarepaguá e duas para a Barra. Mas os passageiros dizem ter a impressão de que as linhas para Jacarepaguá contam com menos veículos. Questionada, a Secretaria municipal de Transportes afirma que vai fazer um novo estudo de demanda da linha 611 (Del Castilho-Curicica), a mais procurada, para avaliar se há necessidade de aumento da frota. Em 2015, até agora, a linha teve quatro reclamações sobre qualidade do serviço.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Em apenas três anos, BRT Transoeste já está saturado

14/04/2015 -  Extra - RJ

Aquilo que já era sentido, na prática, por dezenas de milhares de cariocas que se acotovelam diariamente no BRT agora foi comprovado na teoria: nos horários de pico, os ônibus circulam com mais passageiros do que o sistema suporta. Segundo o engenheiro Eduardo Ratton, doutor em Planejamento de Transportes e professor da Universidade Federal do Paraná — estado que foi pioneiro na implantação de corredores BRT no Brasil — o sistema foi projetado para levar, no máximo, 15 mil pessoas por hora, num mesmo sentido. Porém, o Transoeste registra uma média de 17 mil passageiros por hora/sentido no rush. Inaugurado há exatos três anos, a um custo de mais de R$ 900 milhões, o BRT Transoeste já está esgotado.

— Levando em conta o conforto dos passageiros e o tempo de viagem, entre outros fatores, os sistemas de transporte são projetados para uma determinada quantidade de passageiros. O BRT suporta até 15 mil passageiros por hora/sentido. Acima disso, recomenda-se o VLT, que comporta até 35 mil. A partir daí, é metrô — diz Ratton.

Ratton revelou ontem, em entrevista ao "CBN Rio", da Rádio CBN, que o modelo de Curitiba, que serviu de inspiração ao BRT do Rio, será substituído gradativamente pelo metrô. No Paraná, a saturação do sistema só começou a acontecer agora, quase 30 anos após sua implantação.

No mês passado, o prefeito Eduardo Paes reconheceu falhas no Transoeste. "Houve um subdimensionamento da população que iria utilizar o BRT", afirmou na ocasião.

A superlotação é rotina para o vigilante Jorge Lázaro, de 41 anos, que usa o BRT todo dia entre Guaratiba e o Recreio:

— A gente leva uns tapas e empurrões até conseguir embarcar. Quem não consegue entrar se arrisca: fica no parapeito, do lado de fora da estação esperando o próximo.

A Secretaria municipal de Transportes reconhece que "existem problemas, sim, que estão sendo identificados" e promete resolver as questões com obras de infraestrutura ou ajustes determinados pela prefeitura. O órgão ressalta que já solicitou o aumento da frota ao consórcio e desenvolveu um pacote de melhorias que será encaminhado à Secretaria municipal de Obras.

O consórcio BRT reconhece as falhas, mas afirma que a frota cresceu 20% desde 2012. O BRT ressalta que uma parcela dos passageiros do Transoeste migrará para a Transolímpica a partir de 2016. O consórcio não informou a média de passageiros por hora/sentido na Transcarioca.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Falta de ônibus na Zona Oeste afeta 80 mil passageiros

10/04/2015 - O Dia - RJ

Rio - A baixa capacidade operacional do BRT Transoeste diante da alta demanda nos horários de pico, como O DIA mostrou nesta quinta-feira, não é o único transtorno enfrentado por usuários da Zona Oeste. Dez linhas de ônibus que atendiam à região estão fora de circulação há mais de um mês. Segundo o Sindicato de Motoristas e Cobradores (Sintraturb-Rio), desde que as viações Andorinha e Rio Rotas fecharam as portas, no dia 3 de março, devido a acúmulos de dívidas, cerca de 80 mil passageiros continuam prejudicados.

A Secretaria Municipal de Transportes informou que implementa um plano de contingência para atender a população desde a paralisação das linhas 358, 684, 689, 730, 738, 746, 798, 820, 926 e 937. Além disso, garantiu que, gradativamente, a operação vem sendo retomada por ônibus de outras 17 linhas do consórcio Santa Cruz, o mesmo do qual as duas empresas faziam parte. Porém, como as linhas destinadas para suprir os serviços seguem rotas diferentes e precisam transportar mais pessoas, os passageiros reclamam do tempo de espera em longas filas. Outros problemas são uma maior quantidade de baldeações, gastos extras e ônibus mais cheios.

Moradora do Bairro Maravilha, a aposentada Ângela Pereira, 64 anos, fazia só uma integração, em Campo Grande, para visitar o filho no Bairro de Fátima, no Centro. Agora, com problemas de coluna, precisa pegar três coletivos para chegar ao seu destino. "Às vezes, prefiro ir de trem até a Central e andar de lá até a casa dele do que perder tempo esperando ônibus cheios, de ponto em ponto", afirma a idosa.

Além de chegar atrasado às aulas na Faetec por causa da baldeação, o estudante Samuel Donato, 19, passou a ter uma despesa a mais. "Tenho que pegar o 786 até Marechal Hermes e, de lá, tomar outro. Como só tenho direito a uma passagem, agora gasto R$ 3,40 só para ir", protesta.

O comerciante Cláudio Santos Queiroz, 44, reclama do tempo de espera para conseguir uma condução. "Levo apenas 20 minutos para chegar em Realengo, mas quase uma hora esperando o ônibus na fila, pois agora apenas uma empresa opera o trajeto", diz.

Segundo a secretaria, o consórcio Santa Cruz foi autuado, através de notificações e multa contratual, quando os funcionários entraram em greve (por falta de pagamento de salários), o que levou à interdição da operação das empresas. De janeiro até ontem, o consórcio recebeu 634 multas, totalizando R$ 547,8 mil, informou o órgão.

Reforço contra a superlotação no BRT

A Secretaria de Transportes informou, após reportagem do sobre a superlotação no BRT Transoeste, que os 18 veículos articulados e os 15 não articulados (padrons) prometidos para o corredor deverão entrar em operação até julho. Já o prazo determinado ao Consórcio BRT para a entrada dos 23 articulados na Transcarioca vai até agosto. "Após as compras, o corredor Transoeste deverá ter 180 veículos articulados e 44 padrons, enquanto a Transcarioca terá 148 articulados", apontou a secretaria. O órgão explicou que ainda não é possível detalhar nem divulgar prazos dos projetos das reformas e construções de estaçõesdivulgados ontem.

Baldeação é a alternativa

A saída para os usuários da região é utilizar as linhas 391, 737, 738, 784, 790, 746, 786, 801, 803, 811, 812, 814, 819, 846, 847, 848, 926 e fazer integrações com outras quando necessário. O passageiro tem a opção de utilizar o Bilhete Único para não pagar uma nova passagem, no prazo de duas horas e meia.

Para o engenheiro de transportes Alexandre Rojas, a ideia do sistema integrado por baldeações "parece muito boa, mas apenas para o empresário, que otimiza seus custos". Já para população a situação não é tão confortável. "As pessoas ficaram alheias a todo processo decisório. Esse tipo de sistema funciona muito bem em outros países, onde o transporte é confortável e os horários funcionam. O que não é o caso do Rio. O BRT já está saturado com pouco tempo de uso", explica.

Segundo o Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio de Janeiro (Rio Ônibus), o plano de contingência para suprir as linhas extintas permanece em andamento, até a conclusão de um plano definitivo para a área.

Os 683 funcionários prejudicados de ambas as empresas aguardam acordo judicial para receber as verbas rescisórias, a regularização de todos os direitos trabalhistas e oportunidade em outros empresas da região por parte do consórcio.

Consórcio Transcarioca terá que assumir itinerários

11/04/2015 - O Globo

Leia: Falta de ônibus na Zona Oeste afeta 80 mil passageiros - O Dia - RJ

A Secretaria municipal de Transportes determinou ontem que o Consórcio Transcarioca inicie um plano de contingência para atender os passageiros das linhas 314 (Central- Barra), 315 ( Central- Recreio, via Linha Amarela), 501 (Barra-Gávea) e 502 (RecreioGávea). As quatro eram operadas pela empresa Translitorânea, que anunciou o encerramento de suas atividades.

O consórcio assume, então, a obrigação contratual de garantir o serviço, sem que haja prejuízo aos usuários. Um total de 29 ônibus passam a realizar os trajetos das quatro linhas, que transportam aproximadamente 41 mil passageiros por dia.

Os detalhes da implementação do plano de contingência foram apresentados ontem à tarde. E a operação, segundo a secretaria, deveria começar a partir do primeiro minuto de hoje.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Agência francesa doa R$ 1,75 milhão ao governo do Rio para planejamentos de mobilidade urbana

Estado contará com a cooperação técnica da Agência de Transportes da Região Metropolitana de Paris

POR O GLOBO

10/04/2015 - O Globo

Ponto de ônibus na Avenida Marechal Floriano, em Nova Iguaçu - Mazé Mixo / Agência O Globo

 
RIO - A Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) vai doar 500 mil euros - cerca de R$ 1,75 milhão - ao governo do Rio para a contratação de estudos e elaboração de planos estratégicos destinados à mobilidade urbana da Região Metropolitana. Além disso, o estado contará com a cooperação técnica da Agência de Transportes da Região Metropolitana de Paris, o Syndicat des Transports d'Île-de-France (Stif), responsável pela mobilidade dos 12 milhões de habitantes da Grande Paris e referência mundial em soluções de transportes para grandes regiões metropolitanas.

O termo de cooperação foi assinado nesta sexta-feira em uma reunião no Palácio Guanabara, que contou com a presença do diretor da AFD, Régis Marodon; do secretário de Transportes do estado, Carlos Roberto Osorio; do secretário da Casa Civil, Leonardo Espíndola; do diretor-executivo da Câmara Metropolitana, Vicente Loureiro; e do cônsul francês Brice Roquefeuil.

- Essa parceria é muito importante para o estado, porque nos dará a possibilidade de avançar e fazer planejamentos de médio e longo prazo. Nossa prioridade será pensar na integração de modais e na expansão de investimentos nos sistemas de trem, metrô e barcas a partir de 2016 - disse Osorio.

O diretor da AFC, Régis Marodon, destacou a importância da troca de experiências entre o Rio e a França para promover melhorias na mobilidade urbana fluminense.

- Estamos apoiando a governança e o planejamento do sistema de mobilidade da Região Metropolitana do Rio. Essa troca de conhecimentos é significativa porque temos desafios compartilhados para enfrentar, como a luta contra os congestionamentos e a redução da poluição - afirmou Marodon.

O convênio de cooperação é uma continuidade das relações entre o Rio e a AFD. A parceria teve início em 2011, quando a agência francesa concedeu um empréstimo de 300 milhões de euros, que foram investidos na mobilidade da Região Metropolitana do Rio.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/agencia-francesa-doa-175-milhao-ao-governo-do-rio-para-planejamentos-de-mobilidade-urbana-15837344#ixzz3WxIsfehI 
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Trecho da Av. Brasil fechado para obras

09/04/2015 - Extra

A partir das 5h de sábado, um trecho de 1,6 quilômetro da pista central da Avenida Brasil, sentido Zona Oeste, será interditado para obras de pavimentação para implantação do BRT Transbrasil. A interdição será entre as proximidades da Avenida Paris, em Bonsucesso, na Zona Norte, até a passarela 3, na altura do Cemitério do Caju, Zona Portuária.

Com a nova interdição, o trecho total em obra passará para 3.750 metros. Serão ocupadas duas faixas de circulação na pista central sentido Zona Oeste, e meia faixa no sentido Centro. As faixas exclusivas para ônibus continuarão em funcionamento na Avenida Brasil, contornando a área do canteiro da obra. Segundo a prefeitura, será priorizado o transporte público.

Também haverá interrupção do tráfego próximo ao acesso à Ilha do Governador, para obras de drenagem. Serão interditados 500 metros no sentido Centro para reforço do solo, e 300 metros da faixa lateral, logo após a Avenida Brigadeiro Trompowski, sentido Zona Oeste.

Haverá reforço na operação especial de trânsito que passará a contar com 65 operadores de tráfego por turno, 45 painéis de mensagens variáveis, 52 câmeras de monitoramento e 14 reboques na Brasil, na Linha vermelha e nas rotas alternativas

Falta de ônibus na Zona Oeste afeta 80 mil passageiros

10/04/2015 - O Dia

Cheias de dívidas, duas viações fecham as portas. Dez linhas deixam de circular na região

O DIA

Rio - A baixa capacidade operacional do BRT Transoeste diante da alta demanda nos horários de pico, como O DIA mostrou nesta quinta-feira, não é o único transtorno enfrentado por usuários da Zona Oeste. Dez linhas de ônibus que atendiam à região estão fora de circulação há mais de um mês. Segundo o Sindicato de Motoristas e Cobradores (Sintraturb-Rio), desde que as viações Andorinha e Rio Rotas fecharam as portas, no dia 3 de março, devido a acúmulos de dívidas, cerca de 80 mil passageiros continuam prejudicados. 

A Secretaria Municipal de Transportes informou que implementa um plano de contingência para atender a população desde a paralisação das linhas 358, 684, 689, 730, 738, 746, 798, 820, 926 e 937. Além disso, garantiu que, gradativamente, a operação vem sendo retomada por ônibus de outras 17 linhas do consórcio Santa Cruz, o mesmo do qual as duas empresas faziam parte. Porém, como as linhas destinadas para suprir os serviços seguem rotas diferentes e precisam transportar mais pessoas, os passageiros reclamam do tempo de espera em longas filas. Outros problemas são uma maior quantidade de baldeações, gastos extras e ônibus mais cheios. 
 
Passageiros têm que aguardar mais tempo em longas filas para pegar uma ou mais linhas que substituam as que foram retiradas de circulação

Foto:  Uanderson Fernandes / Agência O Dia

Moradora do Bairro Maravilha, a aposentada Ângela Pereira, 64 anos, fazia só uma integração, em Campo Grande, para visitar o filho no Bairro de Fátima, no Centro. Agora, com problemas de coluna, precisa pegar três coletivos para chegar ao seu destino. "Às vezes, prefiro ir de trem até a Central e andar de lá até a casa dele do que perder tempo esperando ônibus cheios, de ponto em ponto", afirma a idosa. 

Além de chegar atrasado às aulas na Faetec por causa da baldeação, o estudante Samuel Donato, 19, passou a ter uma despesa a mais. "Tenho que pegar o 786 até Marechal Hermes e, de lá, tomar outro. Como só tenho direito a uma passagem, agora gasto R$ 3,40 só para ir", protesta. 

O comerciante Cláudio Santos Queiroz, 44, reclama do tempo de espera para conseguir uma condução. "Levo apenas 20 minutos para chegar em Realengo, mas quase uma hora esperando o ônibus na fila, pois agora apenas uma empresa opera o trajeto", diz. 

Segundo a secretaria, o consórcio Santa Cruz foi autuado, através de notificações e multa contratual, quando os funcionários entraram em greve (por falta de pagamento de salários), o que levou à interdição da operação das empresas. De janeiro até ontem, o consórcio recebeu 634 multas, totalizando R$ 547,8 mil, informou o órgão.

Reforço contra a superlotação no BRT 

A Secretaria de Transportes informou, após reportagem do sobre a superlotação no BRT Transoeste, que os 18 veículos articulados e os 15 não articulados (padrons) prometidos para o corredor deverão entrar em operação até julho. Já o prazo determinado ao Consórcio BRT para a entrada dos 23 articulados na Transcarioca vai até agosto. "Após as compras, o corredor Transoeste deverá ter 180 veículos articulados e 44 padrons, enquanto a Transcarioca terá 148 articulados", apontou a secretaria. O órgão explicou que ainda não é possível detalhar nem divulgar prazos dos projetos das reformas e construções de estaçõesdivulgados ontem.

Baldeação é a alternativa

A saída para os usuários da região é utilizar as linhas 391, 737, 738, 784, 790, 746, 786, 801, 803, 811, 812, 814, 819, 846, 847, 848, 926 e fazer integrações com outras quando necessário. O passageiro tem a opção de utilizar o Bilhete Único para não pagar uma nova passagem, no prazo de duas horas e meia. 

Para o engenheiro de transportes Alexandre Rojas, a ideia do sistema integrado por baldeações "parece muito boa, mas apenas para o empresário, que otimiza seus custos". Já para população a situação não é tão confortável. "As pessoas ficaram alheias a todo processo decisório. Esse tipo de sistema funciona muito bem em outros países, onde o transporte é confortável e os horários funcionam. O que não é o caso do Rio. O BRT já está saturado com pouco tempo de uso", explica. 

Segundo o Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio de Janeiro (Rio Ônibus), o plano de contingência para suprir as linhas extintas permanece em andamento, até a conclusão de um plano definitivo para a área. 

Os 683 funcionários prejudicados de ambas as empresas aguardam acordo judicial para receber as verbas rescisórias, a regularização de todos os direitos trabalhistas e oportunidade em outros empresas da região por parte do consórcio.

Reportagem de Gustavo Ribeiro e Natália Figueiredo

quinta-feira, 9 de abril de 2015

No BRT Transoeste, O DIA flagra superlotação e passageiro desmaiando

09/04/2015 - O Dia


Dos cerca de 180 mil passageiros transportados diariamente, 80% viajam nos horários de pico, segundo consórcio

MARCELLO VICTOR E GUSTAVO RIBEIRO

Rio - Concebido pela prefeitura como o projeto dos sonhos para garantir conforto e rapidez aos milhares de cariocas que se deslocam nos ônibus da Zona Oeste, o BRT Transoeste tem sido um pesadelo para quem depende dele todos os dias. Segundo o consórcio que opera o serviço, dos cerca de 180 mil passageiros transportados diariamente, 80% viajam nos horários de pico. As estações não dão conta de tanta gente. 

A Secretaria Municipal de Transportes admite: os problemas existem e só foram identificados depois que o sistema, contemplado com R$ 1 bilhão em investimentos, ficou pronto. O órgão agora promete corrigir as falhas com um pacote de melhorias, que prevê construção e ampliação de estações e terminais e a aquisição de mais veículos articulados e não articulados (padrons). 

Enquanto as medidas, sem custos informados, têm prazos desconhecidos para sair do papel, O DIA acompanhou, por dois dias seguidos, o sufoco dos passageiros que utilizam o Transoeste, de Santa Cruz e Campo Grande, rumo à Barra da Tijuca pela manhã. Nas estações Recreio Shopping, Gláucio Gil e Salvador Allende, a rotina é de empurrões, discussões e até desmaios devido à superlotação. A principal reclamação é o número insuficiente de ônibus para atender à demanda. 
 
Nas primeiras horas da manhã, multidão lota estação no Recreio dos Bandeirantes à espera do embarque no BRT. Superlotação e demora são a s principais queixas dos usuários

Foto:  Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Nesta quinta-feira, a doméstica Renata Rodrigues, de 41 anos, chegou às 6h40 na estação Santa Cruz para embarcar em um ônibus direto com destino ao Terminal Alvorada. Só para entrar em um ônibus foram 28 minutos de espera. O primeiro veículo saiu tão cheio que ela não conseguiu embarcar. No segundo, se espremeu e entrou para uma viagem em pé de mais 50 minutos. "Quando dá, a gente se segura nas barras, mas, às vezes, a gente acaba viajando escorada nos outros", reclamou. 

Na manhã da última terça-feira, Antonio Carlos de Oliveira Filho, 21 anos, em um veículo da linha expressa Mato Alto - Alvorada, desmaiou após embarcar na Estação Recreio Shopping. "Estava muito cheio. Comecei a me sentir tonto. Fui me encostar e acabei caindo no chão. Depois me disseram que eu tinha desmaiado", contou o passageiro, socorrido por bombeiros e levado à UPA da Barra. 

O auxiliar de manutenção Jean da Silva Cavalcanti, 36, precisou esperar cinco coletivos lotados passarem para entrar numa linha expressa na estação Gláucio Gil com destino à Alvorada. "Há poucos expressos do Recreio para o Alvorada. Todo dia tem empurra-empurra, discussão, briga" protestou Jean.

LUTA NA MADRUGADA

Para ir ao trabalho, Antonio Carlos chega às 5h30 na estação Curral Falso, em Santa Cruz, onde disputa um BRT até a estação Recreio Shopping, operação que leva uma hora. De lá, luta por um lugar em um veículo da linha expressa até a Barra. "Os intervalos dos ônibus que vêm do Mato Alto para a Alvorada tinham que ser de cinco minutos, mas são irregulares e chegam a até 20 minutos. Assim, fica sempre muito cheio", explicou. 

Em um seminário sobre BRT realizado no Rio para jornalistas segunda-feira, o diretor-presidente da ONG Embarq Brasil, Luis Antonio Lindau, analisou que o Transoeste precisa de mais serviços expressos entre os terminais para resolver parte dos problemas de superlotação. "Se a pessoa tem interesse em se deslocar diretamente de Santa Cruz até Alvorada, uma linha expressa vai ser muito mais útil do que linhas paradoras", comentou. 

Segundo o Consórcio BRT, operador do sistema, "desde o início da operação, em junho de 2012, a frota de ônibus articulados cresceu 50% ao ano, justamente para atender a demanda crescente nos corredores". Ainda de acordo com a companhia, o tamanho da frota atende as determinações da Secretaria Municipal de Transportes.

Estudo recomenda reformulação dos terminais 

Em setembro, o ITDP Brasil (Instituto de Política de Transporte e Desenvolvimento) realizou um estudo sobre o BRT Transoeste e identificou aspectos que contribuem para a superlotação e que poderiam ser melhorados. 

Entre as medidas recomendadas à SMTR, constavam a revisão do tamanho da frota reserva de ônibus; garantia e fiscalização dos níveis de serviço, com indicadores amplamente divulgados, determinando para cada serviço do corredor a frequência adequada; reformulações completas do terminal de Santa Cruz e da estação Curral Falso; expansão do Terminal Alvorada e das estações de Mato Alto e Pingo d'Água. Outra sugestão foi a adaptação do novo terminal de Curral Falso para receber os serviços de ligação com Campo Grande. 
 
Com a estação lotada, alguns passageiros esperam a chegada do coletivo na beira da plataforma de embarque, apesar do risco de acidentes

Foto:  Osvaldo Praddo / Agência O Dia

A Secretaria reconheceu, em nota, que "algumas estações apresentam capacidade operacional menor do que a demanda" e informou que os projetos de infraestrutura prometidos já foram encaminhados à Secretaria Municipal de Obras. Para aumentar a frota do Transoeste, anunciou a compra de 18 veículos articulados, com capacidade para 180 e 200 passageiros, para substituir os de 140 lugares, além de 15 não articulados (atualmente rodam 132 articulados e 29 padrons nos períodos de pico).

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Maioria dos terminais de ônibus do Rio não obedece a todos os critérios técnicos e de estrutura mínima de conforto

01/04/2015 - Extra - RJ

A prefeitura repassou para o Rio Ônibus, que representa as empresas de ônibus, em setembro de 2006, por decreto, a gestão de 25 terminais rodoviários do município, com a promessa de melhorar o atendimento aos usuários. Por quatro dias, o EXTRA visitou todos, inclusive os criados após o decreto, e encontrou problemas de acessibilidade, falta de banheiros, de cobertura e de assentos. Em resposta, a Secretaria municipal de Transportes enviou fotografias que, de um ângulo favorável, não mostram as dificuldades e o desconforto enfrentado por passageiros e rodoviários.

Para a secretaria, o Terminal da Ribeira, na Ilha, por exemplo, tem cobertura e acessibilidade. Mas, das três baias para ônibus, só uma é coberta e tem quatro bancos de cimento. E, das cinco rampas para cadeirantes, uma está obstruída por pedregulhos e buracos; outra tem desnível acentuado e acumula água da chuva.

— Aqui era o antigo terminal de bondes. A população cresceu, e nada mudou por aqui — disse o técnico em eletrônica Carlos Alberto Parucker, de 58 anos.

A secretaria e o Rio Ônibus afirmam que os terminais são classificados em quatro tipos, cada um com características específicas. Mas o EXTRA constatou que 20 deles não atendem pelo menos a um dos critérios técnicos e estrutura mínima de seu tipo. Todos deveriam ter banheiro para rodoviários ou convênio com comércio para uso do sanitário. Mas seis não têm, como o de Irajá. Lá, como em 12 terminais, abrigos e assentos são insuficientes.

Sem lugar para sentar

Cerca de metade dos terminais (14 dos 25) é classificada como do tipo 1 e 2 e fica em via pública. O tipo 1 é o terminal que compartilha a via com outros veículos, e o 2 fica em área exclusiva. Mesmo assim, precisam ter acessibilidade, cobertura, assentos, banheiro para rodoviários e informação sobre as linhas.

No Terminal do Terreirão, no Recreio, do tipo 1, os abrigos para nove linhas têm assentos suficientes para apenas 16 pessoas, que não encheriam nem um ônibus. Em Santa Cruz, o Terminal Álvaro Alberto, do mesmo tipo, não tem banheiro, e os abrigos cobertos e assentos também são insuficientes. Em Curicica, além disso, enormes lixeiras na calçada são obstáculos a usuários.

A Lei Orgânica do Município prevê que os terminais "devem propiciar conforto, proteção e segurança". A Secretaria municipal de Transporte diz que a fiscalização é permanente e, até 2014, considerável parte das exigências não vinha sendo totalmente cumprida. Segundo o órgão, os consórcios foram notificados e o atendimento às obrigações saltou de 38% para 77%. Já o Rio Ônibus informou que nos últimos dois meses investiu R$ 2 milhões nos terminais.

Principais problemas e o que dizem SMTR e Rio Ônibus

Serrinha, em Campo Grande - Funciona na rua, sem banheiros.

Segundo a secretaria é terminal de classificação Tipo 1, possui cobertura e sinalização.

Rio ônibus diz que já estão instaladas a cobertura, assento e informações trilíngues e, por se tratar de um ponto final do tipo 1, a infraestrutura não requer banheiros para passageiros.

Terminal de Campo Grande - O principal terminal do bairro tem boas instalações e rampas de acessos, mas uma delas estava obstruída pela cabine e despachante da Viação Jabour.

SMTR infomou que o terminal de classificação Tipo 4 possui piso tátil (para deficientes visuais), terminais de autoatendimento para Bilhete Único, câmeras de segurança, banheiros masculino e feminino para os auxiliares de transportes, para o público em geral e para portadores de necessidades especiais, acessibilidade, integração com o BRT e bicicletário e assentos.

Enviou foto para mostrar que, diferentemente do que foi informado pela reportagem, a cabine mencionada não obstruia rampa de acessibilidade. Porém a imagem mostra um despachante trabalhando no local .

A empresa será avisada para revolver o problema de obstrução da rampa, segundo o Rio ônibus

Terminal Deputado Souza Marques, em Cascadura - Instalações precárias, há poucas paradas com abrigo e bancos que atendem uma minoria dos usuário e as instalações elétricas são cheias de gambiarras

Secretaria diz que possui rampa de acessibilidade, piso tátil (para deficientes visuais), cobertura, banco, sinalização e sanitários.

O EXTRA não encontrou piso tátil e e constatou que coberturas e bancos são insuficientes .

O Rio ônibus diz que terminal tem a estrutura necessária para o número de linhas atendidas, assentos, coberturas e informações trilíngues. A questão das instalações elétricas será avaliada.

Terminal da Ribeira, na Ilha do Governador - Instalações precárias. Falta cobertura , assentos e pouca acessibilidade. Os banheiros existentes ficam trancados a cadeado e só os rodoviários têm acesso

Secretaria diz que terminal tem placas de sinalização, sanitários, cobertura no ponto, rampa de acessibilidade.

O EXTRA constatou que há duas baias sem cobertua ou assentos e uma rampa para cadeirante está obstruída por pedregulho e buraco. Outra tem desnível e acumula [agua da chuva.

Segundo o Rio ônibus, "o terminal possui uma marquise que atende a maioria dos pontos e foi solicitada a colocação de mais um abrigo para a área que ainda não é coberta. Como é um terminal do Tipo 2, os banheiros são para uso dos motoristas.

Terminal da Pavuna- É outro que funciona no meio da rua, sem condições de atender com o mínimo de conforto passageiros e rodoviários.

SMTR informou que o terminal tem cobertura, cabine, porém, não atende ainda aos critérios de exigência para a acessibilidade. O consórcio responsável foi notificado a cumprir a regra.

Rio ônibus diz se tratar de "terminal do Tipo 1, ou seja, pontos finais localizados na rua. Já estão instaladas a cobertura, assento e informações trilíngues. funciona na rua, sem cobertura, assentos ou banheiros. Por se tratar de um ponto final do tipo 1, a infraestrutura não requer banheiros para passageiros.

O EXTRA constatou que há cobertura, mas não possui assentos.

Terminal Daniel Barata, na Penha - funciona embaixo do viaduto, sem cobertura para usuários

Segundo a secretaria funciona sim embaixo do viaduto, "sobretudo, a parte administrativa e os banheiros". Embarque e desembarque de passageiros, no entanto, é feito pelo passeio público. Segundo o órgão possui sanitários (masculino e feminino para os auxiliares de transportes e para portadores de necessidades especiais - em atendimento à norma ABNT); Abrigo com assento, acessibilidade; sistema de monitoramento por câmera; sinalização com informações sobre o conjunto de linhas atendidas no local, com divulgação das linhas de serviços, informação de telefone e endereços eletrônicos de serviços de transportes e do número de atendimento ao cidadão da Prefeitura, o 1746

Segundo o Rio ônibus "o terminal foi reduzido pelas obras da Transcarioca, porém trata-se de um conjunto de pontos finais. No local já estão instaladas a cobertura, assento e informações trilíngues. funciona na rua, sem cobertura, assentos ou banheiros. Por se tratar de um ponto final do tipo 2, a infraestrutura não requer banheiros para passageiros."

Terminal de Irajá (Enock Anselmo dos Santos) - É outro que funciona no meio da rua, sem condições de atender com o mínimo de conforto passageiros e rodoviários.

Secretaria informou que possui Possui abrigo com assento, sinalização com informações sobre o conjunto de linhas atendidas no local, com divulgação das linhas de serviços, informação de telefone e endereços eletrônicos de serviços de transportes e do número de atendimento ao cidadão da Prefeitura, o 1746

Rio Ônibus diz que já estão instaladas a cobertura, assento e informações trilíngues. Por se tratar de um ponto final do tipo 1, a infraestrutura não requer banheiros para passageiros.

O EXTRA constatou que não há abrigos e assentos suficientes ou banheiro para rodoviários

Terminal Américo Ayres, Méier - É o do subúrbio em melhores condições. Há assento e cobertura, boa acessibilidade. Lá a única queixa de usuários e rodoviários é com a falta de segurança.

A SMTR confirmou que há abrigo com cobertura, terminal de atendimento para Bilhete Único, sanitários, acessibilidade, piso tátil, sinalização, banheiro para portadores de necessidades especiais, redutor de velocidade nas vias de passagem para a segurança de pedestres (traffic calm)

Segundo o Rio Ônibus, será solicitado um reforço para as autoridades de segurança.

Terminal Arquiteto Paciello, Méier - As instalações são precárias e falta segurança são as principais queixas dos usuários.

Segundo a SMTR, há abrigo com banco, piso tátil (para deficientes visuais), placa recém-instalada (e já vandalizada) com informações das linhas de serviços, informação de telefone e endereços eletrônicos de serviços de transportes e do número de atendimento ao cidadão da Prefeitura, o 1746.

O Rio ônibus diz que "terminal foi adaptado com obras de acessibilidade e por tratar-se do Tipo 3 possui abrigos e assentos para todas as linhas, banheiros para rodoviários, além de possuir uma sede da Guarda Municipal."

Terminal de Santa Cruz (Álvaro Alberto) - Mais um que funciona no meio da rua, sem condições de atender com o mínimo de conforto passageiros e rodoviários.

Secretaria diz que é terminal de classificação Tipo 1 (Conjunto de pontos finais em via compartilhada com outros veículos ou em logradouro público destinado a parada e ponto regulador de linhas de ônibus), com sinalização, rampa de acesso, abrigo com banco, piso tátil (para deficientes visuais).

Rio ônibus disse se tratar de um terminal do Tipo 1, ou seja, pontos finais localizados na rua e já estão instalados abrigos com coberturas, assento e informações trilíngues. Por se tratar de um ponto final do tipo 1, a infraestrutura não requer banheiros para passageiros.

O EXTRA não encontrou banheiros nem para rodoviários. Cobertura e assentos são em número insuficientes.

Terminal Procópio Ferreira, na Central - Há queixas de sujeira, insegurança, pouca acessibilidade e banheiros que não funcionam 24h.

A secretaria diz que o terminal mencionado fica ao lado do prédio onde funciona a Secretaria de Segurança Pública do Estado, órgão competente a falar sobre questão de segurança pública.

Segundo o Rio Ônibus foram feitas obras de adaptação para acessibilidade e eliminação de barreiras físicas. "A Polícia Militar faz rondas constantes e as outras questões serão revistas pelo consórcio", garantiu.

Terminal Padre Henrique Otte, no Santo Cristo - Principal queixa é a falta de assentos para garantir conforto aos usuários e pouca acessibilidade

SMTR diz que terminal tem acessibilidade, piso tátil (para deficientes visuais) e não mencionou assentos.

O consórcio vai verificar as questões citadas, diz o Rio ônibus.

Terminal de Madureira- Foi reformado há pouco tempo e está em boas condições.

Não foi reformado, segundo a secretaria, e sim construído para atender aos passageiros que fazem integração com o sistema BRT. "Possuiu sanitários, sinalização, monitor LED, rampas de acessibilidade, terminal de autoatendimento para Bilhete Único" informou.

Terminal Rodoviário Arquiteto Julius Sass (Gardênia Azul) - Possui três abrigos com assentos, sendo que o local atende seis linhas. usuários reclamam da acessibilidade

SMTR diz que de acordo com as normas, possui abrigo, sinalização e rampa de acessibilidade. Segundo o órgão não é obrigatório ter um abrigo por linha de ônibus e os abrigos são de uso compartilhado.

Rio ônibus informou que assim como ocorreu com o terminal Nossa Senhora do Amparo, em Cascadura, as linhas foram seccionadas devido ao Transcarioca e apenas as linhas que estão nos pontos estão operando. A atualização foi feita há dois meses. Segundo o Rio Ônibus, a Prefeitura é responsável pelo arruamento, "assim como em toda a cidade."

Terminal Freguesia- Atende uma única linha de ônibus. Tem sanitário público, mas não possui abrigo ou assentos para passageiros.

Segundo a secretaria, este não faz parte dos terminais concedidos na licitação, portanto não são objeto de termo de referência. O terminal é gerenciado pela SMTR e a secretaria vai encaminhar uma equipe de fiscalização ao local e verificar se há condições para instalação do abrigo com assento (ou similares).

Terminal Curicica - Tem cinco abrigos com assentos, mas atende oito linhas. Não possui banheiro nem para os rodoviários ou acessibilidade e é muito sujo

Secretaria diz que, de acordo com as normas, quando não há banheiro em terminais do tipo 1 é permitido ao concessionário fazer um convênio com o comércio local para viabilizar a utilização dos sanitários. Quanto aos abrigos, são de uso compartilhado.

Rio ônibus respondeu que "devido à operação com mesma empresa e baixa frequência, algumas linhas dividem mesmo abrigo. Não necessariamente existe um abrigo por linha. Possui banheiro para os rodoviários junto ao ponto B3. Quanto à sujeira já foi solicitado a Seconserva."

Terminal Terreirão (Recreio) - Local atende a nove linhas, mas só tem quatro abrigos com cobertura e assentos e nenhuma acessibilidade. Há três banheiros químicos instalados pelas empresas para uso dos rodoviários.

SMTR responde que "não é obrigatório ter um abrigo por linha de ônibus, os abrigos são de uso compartilhado. O local possui abrigo e assento. A falta de acessibilidade está ligada ao fato de o local não ser totalmente urbanizado. Vale ressaltar que a SMTR não realiza obras de quaisquer tipos, incluindo urbanização."

O Rio ônibus informou que "devido à operação com mesma empresa e baixa frequência, algumas linhas dividem mesmo abrigo. Não necessariamente existe um abrigo por linha. Terminal do tipo 1, a Prefeitura é responsável pelo arruamento, assim como em toda a cidade."

Terminal Alvorada (Barra da Tijuca) - Foi modernizado e oferece conforto aos usuários. Pontos fracos: não possui assentos nem para idosos e é dos mais caros entre os que cobram pela utilização do banheiro (R$ 2)

Uma equipe de fiscalização será encaminhada ao local para verificar a reclamação sobre os assentos e solicitar as providências necessárias, informou a secretaria.

Rio ônibus diz que assentos estão em estudo para serem implantados.

Terminal da Joatinga (Barra da Tijuca) - Funciona de forma improvisada na Rua João de Farias, desde que o viaduto do Joá, embaixo do qual os ônibus paravam, entrou em obras, segundo usuários e rodoviários.

Terminal desativado, segundo a secretaria e o que funciona na Rua João de Farias é um ponto final.

Terminal Jamil Amidem (na Avenida Chile, no Centro) - Pouca acessibilidade e apenas um banheiro químico, para uso dos rodoviários.

No local, há rampa de acessibilidade, gantiu a secretaria. Em caso de terminal do tipo 1, diz o órgão, a norma prevê banheiro apenas para os rodoviários; eles podem ser de alvenaria, químico ou, na impossibilidade de instalar banheiros de alvenaria ou químico, é permitido ao concessionário fazer um convênio com o comércio local para viabilizar a utilização dos sanitários pelos rodoviários.

Terminal da Gávea (PUC) - Tem boas instalações para um terminal que funciona na rua. Ponto fraco: apenas um banheiro químico

Secretaria diz que local possui banheiros, além de abrigo e sinalização.

Segundo o Rio ônibus há também um banheiro de alvenaria instalado próximo ao ponto B3 com ótimas instalações

Terminal do Cosme Velho (Cosme Velho) - Possui boas instalações.

A fiscalização é permanente e continuará a ser feita para garantir que as instalações continuem dentro do padrão, garante a SMTR.

Terminal Carlos Manes Bandeira (Usina) - Possui boas instalações, com acessibilidade. Ponto fraco: ausência de placas com informações sobre as linhas que param no local.

Secretaria garante que há placas e mandou inclusive fotos, mas quando o EXTRA esteve no local, não as encontrou.

O Rio ônibus também informou que "a sinalização trilíngue já foi instalada."