domingo, 16 de junho de 2013

Assinado contrato para implantar VLT no Rio

Assinado contrato para implantar VLT no Rio

15/06/2013 - G1

Projeto orçado em R$ 1,164 bilhão receberá R$ 632 milhões da Prefeitura. Ministério das Cidades pargará R$ 532 milhões.

Priscilla Souza

A Prefeitura do Rio e o Governo federal assinaram, na tarde desta sexta-feira (14), termo de compromisso para repasse de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Região Portuária e Centro da cidade.

O projeto, orçado em R$ 1,164 bilhão, receberá R$ 532 milhões do Ministério das Cidades e R$ 632 milhões de contrapartida da Prefeitura.

O VLT vai conectar a Região Portuária ao Centro da cidade e ao aeroporto Santos Dumont, com seis linhas e 42 paradas distribuídas por 28 vias. Quando todas as linhas estiverem em operação, a capacidade do sistema chegará a 285 mil passageiros por dia.

Durante a cerimônia, a presidente Dilma Rousseff afirmou que obras como a do VLT fazem parte do processo de transformação pelo qual o país passa.

"Fico muito feliz porque o VLT [...] e todas as obras em parceria conosco fazem parte dessa transformação do nosso país em um país mais desenvolvido que tem que zelar pelo seu povo", disse a presidente.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, frisou que o VLT, assim como os BRTs, vai melhorar a qualidade de vida dos cariocas.

"A gente tem que, de vez em quando, lembrar as pessoas o que era a nossa realidade antes e o que é nossa realidade hoje. Não tinha obra, não tinha investimento, não tinha paz. Hoje, o Rio é de muita paz e esperança", disse o prefeito, que não comentou os recentes protestos contra o aumento da passagem de ônibus no Rio, que terminaram em confronto com a polícia.

'Estamos juntos', diz Dilma sobre Cabral

No mesmo evento, a presidente Dilma Rousseff declarou apoio ao governardor do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. "Podem falar o que quiserem. Nós, de nossa parte, estamos juntos", disse a presidente.

A declaração foi dada depois de discurso do governador, que disse que ninguém o separaria da presidente. "Aqueles na política que tentam me dividir com a presidente Dilma não conseguirão. Nós estamos unidos, firmes e olhando o Rio e o Brasil", disse Cabral.

Os partidos de Dilma e de Pezão ensaiam candidatura própria para o Governo do Rio, com disputa entre Luiz Fernando Pezão (PMDB), vice de Cabral, e o senador Lindibergh Farias (PT), que já declarou intenção de se candidatar.

A declarações foram dadas durante cerimônia de assinatura de contrato para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Região da Zona Portuária e Centro, que será entregue totalmente até 2016.

A obra receberá RS 532 milhoes do PAC 2, da Mobilidade. O total de investimento é de RS 1,164 bilhão.

A presidente Dilma Rousseff afirmou que, ao contrário do que dizem os "pessimistas", a economia do Brasil não está mais fraca.

Sobre a alta da inflação, a presidente frisou ainda que a situação está sob controle. "Nós estamos enfrentando talvez a pior crise econômica desde 1929. Esse país tem robustez fiscal, estabilidade inflacionária, ou seja, nos temos a inflação sob controle. Nós temos todas as condições de investir e, ao mesmo tempo, fazer programas sociais", disse a presidente, acrescentando que o Brasil tem uma reserva de U$ 378 bilhões.

As declarações foram dadas durante cerimônia de assinatura de contrato para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Região da Zona Portuária e Centro, que será entregue totalmente até 2016, quando serão realizados na cidade as Olimpíadas.

A obra receberá RS 532 milhões do Ministério das Cidades através do PAC 2, da Mobilidade. O total de investimento é de RS 1,164 bilhão.

Fonte: Do G1 Rio

sexta-feira, 14 de junho de 2013

'Da nossa parte estamos juntos', diz Dilma para Cabral em discurso

14/06/2013 - O Dia

Presidenta reforça parceria com governador na assinatura do compromisso para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos

CHRISTINA NASCIMENTO

Rio - A presidenta Dilma Rousseff participou, na manhã desta sexta-feira, da assinatura do termo de compromisso entre a Caixa Econômica Federal e a Prefeitura do Rio para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que será implantado na Zona Portuária e Centro do Rio. O evento foi realizado na Comunidade da Rocinha, na Zona Sul.

As comunidades do Rio terão investimentos de R$ 2,66 bilhões, provenientes do PAC 2. A principal contemplada será a Rocinha, que receberá cerca de R$ 1,6 bilhão em obras que incluem a construção do teleférico e de uma creche, além de obras de infraestrutura, moradia e saneamento básico.

Na foto, o vice-governardor Luiz Fernando Pezão, a presidenta Dilma Rousseff, o governardor Sergio Cabral e o prefeito Eduardo Paes
Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

Durante o seu discurso, a presidenta mandou um recado para o governador Sérgio Cabral. "Da nossa parte estamos juntos", disse ela olhando para Cabral. A frase era uma referência ao que o governador havia mencionado minutos antes enquanto falava para a plateia de autoridades, empresários e operários que estão trabalhando na obra do VLT. "Aqueles que na política tentarão me dividir com a presidenta Dilma, não conseguirão. Estamos juntos e unidos", disse Cabral.

Presidenta reforçou parceria com governador Sérgio Cabral durante discurso na Rocinha

Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

No Rio de Janeiro, o cenário para as próximas eleições é de disputa entre o senador Lindberg Farias (PT) e o vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), canditado de Cabral para sucedê-lo. Lindberg conta com o apoio do governo federal para se lançar, mas diante do recado da presidenta Dilma, nesta sexta-feira, o clima de tensão entre os petistas deve aumentar. Uma ala do partido teme ter que abrir mão do candidato do partido para ter que apoiar outras candidaturas.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Um ano depois de inaugurado, BRT Transoeste ainda tem 15 estações inacabadas

11/06/2013 - O Globo

Algumas dessas plataformas já estão até pichadas, outras são usadas por população de rua; empreendimento já custou mais de R$ 900 milhões
Prazo de conclusão já foi prorrogado duas vezes pela prefeitura e, mais uma vez, não deve ser cumprido

TAÍS MENDES

Carros particulares aproveitam a pista exclusiva do BRT Transoeste no trecho entre Campo Grande e Paciência como estacionamento:: construtora responsável diz que obra ficará pronta até agosto Gabriel de Paiva / O Globo

RIO — Um ano após ser inaugurado, o BRT Transoeste, que liga Santa Cruz e Campo Grande à Barra da Tijuca, ainda tem 15 estações e um trecho de dez quilômetros inacabados. Algumas dessas plataformas já estão até pichadas. Outras são usadas por população de rua. A futura pista do BRT virou estacionamento de automóveis. As obras, sob responsabilidade da construtora Sanerio, ficam no trecho entre Campo Grande e Paciência. Pelo cronograma oficial, elas deveriam ter ficado prontas em 18 de janeiro deste ano, mas o prazo de conclusão já foi prorrogado duas vezes pela prefeitura, passando para 17 de junho. E, mais uma vez, não deve ser cumprido. Segundo a própria empreiteira, o trecho só deve ser entregue em 12 de agosto. O problema, no entanto, é apenas um dos muitos que atravessam o caminho do primeiro corredor expresso do Rio, empreendimento que já custou mais de R$ 900 milhões.
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Obras malfeitas — com apenas oito meses já precisavam de reparos — superlotação, atraso nas linhas alimentadoras, falhas de sinalização e um grande número de colisões e atropelamentos põem em xeque o sistema de ônibus concebido para ser o melhor do Rio. Até a sua maior qualidade, a rapidez, acabou virando um problema. O tempo de viagem entre Santa Cruz e Barra, no ônibus parador, por exemplo, caiu à metade (passou de duas para uma hora). Mas os ônibus rapidamente ficaram lotados, e o desconforto não demorou a aparecer. Inaugurado em 6 de junho do ano passado, o sistema, que começou transportando 90 mil passageiros por dia, já bateu 105 mil (mais 17%).
A manicure Fabiana Diniz comemora o tempo que ganhou com a chegada do BRT. Ela mora em Santa Cruz, trabalha na Barra, e levava até 1h30m para chegar ao Terminal Alvorada. No corredor expresso, a viagem dura cerca de uma hora, mas é no desembarque, na Barra, que começam os problemas:
— A estação de Santa Cruz e o BRT estão sempre muito cheios, mas a viagem é rápida. O pior é a baldeação no Alvorada. A fila para entrar no ônibus é enorme, e há dias que nem tem ônibus. Diariamente chego atrasada ao trabalho.
Moradora de Campo Grande, a diarista Regina Alves, de 48 anos, diz que o tempo economizado no corredor expresso é perdido na espera dos ônibus alimentadores para chegar até a estação Mato Alto:
— Nesse horário da manhã, está tudo sempre superlotado. É um ano de sofrimento, andando espremida nos ônibus.
Nas primeiras horas da manhã, a estação de Santa Cruz já está lotada. Painéis indicam o horário do próximo ônibus, que chega pontualmente. Mas também rapidamente o coletivo lota. O final da tarde no Terminal Alvorada também é congestionado. Depois de um dia de trabalho, a enfermeira Maria Cristina Reis, moradora de Santa Cruz, prefere esperar mais na fila a ter de ir em pé:
— É muita gente para pouco ônibus.
Mas, se em alguns pontos há gente demais, em outros há passageiros de menos. Duas estações (Dom Bosco e Golfe Olímpico, no Recreio) permanecem fechadas, apesar de prontas. Foram construídas e inauguradas sem que houvesse demanda suficiente. Resultado: viraram estações fantasmas.
A prefeitura diz que o problema da superlotação no Transoeste será resolvido com a chegada de 12 ônibus articulados, ainda este mês, e com os novos modelos de alimentadores, que terão duas roletas para agilizar o embarque.
Em março, o consórcio que opera o BRT foi multado pela prefeitura em R$ 50 mil por problemas como intervalos irregulares e falta de conservação nas estações. Os técnicos também identificaram, em alguns momentos do horário de pico, "níveis de conforto inadequados". O secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osorio, argumenta que o sistema é um sucesso, mas diz que há ajustes a serem feitos:
— A lotação é resultado do sucesso do BRT. Tivemos uma migração por conta do ganho de tempo que o passageiro tem. Esse aumento está ocasionando, em alguns momentos, no horário de pico, um nível de conforto que não consideramos o adequado para o passageiro.
Hoje, o BRT Transoeste tem 44 quilômetros e 44 estações, incluindo as duas fechadas no Recreio. Em relação às obras inacabadas, a Sanerio afirma que 80% dos trabalhos já estão concluídos e que parte do serviço teve o cronograma alterado a pedido da Secretaria municipal de Obras.
Apesar de ser um transporte mais racional — os ônibus usam pistas exclusivas e têm prioridade nos sinais de trânsito — o BRT tem chamado mais a atenção pelos acidentes em que se envolve. Colisões e atropelamentos já mataram pelo menos oito pessoas nesse primeiro ano. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) chegou a fazer sugestões para alterar a sinalização. O engenheiro civil Antônio Eulálio, conselheiro do Crea, lembra que foram propostas medidas simples, como cancelas para impedir o tráfego de pedestres fora do local adequado:
— Na época, sugeri também a instalação de pórticos na pista central, indicando os acessos à esquerda, 300 metros antes, e sinais com temporizadores.
Osorio diz que grades não resolvem
A prefeitura argumenta que tem feito campanhas educativas para estimular a travessia nos sinais. Osorio anuncia mais uma, a partir do dia 17:
— Tomamos todas as providências possíveis para reduzir os acidentes. Desde fiscalização eletrônica, implantação de muretas e cercas vivas, nas principais travessias, e sinais onde não havia. Os acidentes ainda acontecem, mas numa frequência menor. Em geral, eles são provocados por pedestres que atravessam fora da faixa. Por isso, começaremos, no dia 17, uma nova campanha em toda a Avenida das Américas.
Osorio é contra a instalação de grades para impedir a entrada de pedestres no corredor:
— Temos um histórico não muito bem-sucedido com grades aqui no Rio. As pessoas pulam. A Avenida das Américas é uma via extensa, e colocar um muro de Berlim não resolveria o problema. O que funciona é educação, além de um bom entendimento do cidadão.
Apesar das campanhas da prefeitura, os acidentes não param. O último aconteceu no dia 3, quando José Rodrigues dos Reis, de 50 anos, morreu atropelado por um ônibus do BRT na Avenida das Américas, próximo à estação Pedra de Itaúna.
Com a conclusão do trecho entre Santa Cruz e Campo Grande, o BRT Transoeste passará a ter 54 quilômetros, com 59 estações.

Rio determina roleta dupla nos ônibus que fazem conexão com BRT

10/06/2013 - Agência Rio

A Secretaria Municipal de Transportes do rio publicou nesta segunda-feira (10) resolução tornando obrigatória a implantação de roleta dupla nos ônibus alimentadores do BRT. O objetivo da medida, que determina a instalação até 31 de julho, é aumentar a velocidade do embarque de passageiros. Com isso, será reduzido o tempo de parada no ponto, possibilitando o aumento da frequência dos coletivos e maior comodidade dos passageiros.

Com roleta simples, o ônibus de 80 lugares tem tempo de embarque médio de 13 minutos. Com a roleta dupla, o tempo de embarque cai para sete minutos. As linhas alimentadoras do BRT Transoeste fazem a conexão do corredor principal do BRT com regiões da Barra da Tijuca, Recreio, Guaratiba, Sepetiba, Santa Cruz e Campo Grande. A frota do serviço de alimentadores do BRT é composta de 76 coletivos urbanos com ar-condicionado.

MS

Um ano depois de inaugurado, BRT Transoeste ainda tem 15 estações inacabadas

11/06/2013 - O Globo

Algumas dessas plataformas já estão até pichadas, outras são usadas por população de rua; empreendimento já custou mais de R$ 900 milhões
Prazo de conclusão já foi prorrogado duas vezes pela prefeitura e, mais uma vez, não deve ser cumprido

TAÍS MENDES

Carros particulares aproveitam a pista exclusiva do BRT Transoeste no trecho entre Campo Grande e Paciência como estacionamento:: construtora responsável diz que obra ficará pronta até agosto Gabriel de Paiva / O Globo

RIO — Um ano após ser inaugurado, o BRT Transoeste, que liga Santa Cruz e Campo Grande à Barra da Tijuca, ainda tem 15 estações e um trecho de dez quilômetros inacabados. Algumas dessas plataformas já estão até pichadas. Outras são usadas por população de rua. A futura pista do BRT virou estacionamento de automóveis. As obras, sob responsabilidade da construtora Sanerio, ficam no trecho entre Campo Grande e Paciência. Pelo cronograma oficial, elas deveriam ter ficado prontas em 18 de janeiro deste ano, mas o prazo de conclusão já foi prorrogado duas vezes pela prefeitura, passando para 17 de junho. E, mais uma vez, não deve ser cumprido. Segundo a própria empreiteira, o trecho só deve ser entregue em 12 de agosto. O problema, no entanto, é apenas um dos muitos que atravessam o caminho do primeiro corredor expresso do Rio, empreendimento que já custou mais de R$ 900 milhões.
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GALERIA BRT, um ano depois
VÍDEO Estações ainda sem funcionamento em Campo Grande
Obras malfeitas — com apenas oito meses já precisavam de reparos — superlotação, atraso nas linhas alimentadoras, falhas de sinalização e um grande número de colisões e atropelamentos põem em xeque o sistema de ônibus concebido para ser o melhor do Rio. Até a sua maior qualidade, a rapidez, acabou virando um problema. O tempo de viagem entre Santa Cruz e Barra, no ônibus parador, por exemplo, caiu à metade (passou de duas para uma hora). Mas os ônibus rapidamente ficaram lotados, e o desconforto não demorou a aparecer. Inaugurado em 6 de junho do ano passado, o sistema, que começou transportando 90 mil passageiros por dia, já bateu 105 mil (mais 17%).
A manicure Fabiana Diniz comemora o tempo que ganhou com a chegada do BRT. Ela mora em Santa Cruz, trabalha na Barra, e levava até 1h30m para chegar ao Terminal Alvorada. No corredor expresso, a viagem dura cerca de uma hora, mas é no desembarque, na Barra, que começam os problemas:
— A estação de Santa Cruz e o BRT estão sempre muito cheios, mas a viagem é rápida. O pior é a baldeação no Alvorada. A fila para entrar no ônibus é enorme, e há dias que nem tem ônibus. Diariamente chego atrasada ao trabalho.
Moradora de Campo Grande, a diarista Regina Alves, de 48 anos, diz que o tempo economizado no corredor expresso é perdido na espera dos ônibus alimentadores para chegar até a estação Mato Alto:
— Nesse horário da manhã, está tudo sempre superlotado. É um ano de sofrimento, andando espremida nos ônibus.
Nas primeiras horas da manhã, a estação de Santa Cruz já está lotada. Painéis indicam o horário do próximo ônibus, que chega pontualmente. Mas também rapidamente o coletivo lota. O final da tarde no Terminal Alvorada também é congestionado. Depois de um dia de trabalho, a enfermeira Maria Cristina Reis, moradora de Santa Cruz, prefere esperar mais na fila a ter de ir em pé:
— É muita gente para pouco ônibus.
Mas, se em alguns pontos há gente demais, em outros há passageiros de menos. Duas estações (Dom Bosco e Golfe Olímpico, no Recreio) permanecem fechadas, apesar de prontas. Foram construídas e inauguradas sem que houvesse demanda suficiente. Resultado: viraram estações fantasmas.
A prefeitura diz que o problema da superlotação no Transoeste será resolvido com a chegada de 12 ônibus articulados, ainda este mês, e com os novos modelos de alimentadores, que terão duas roletas para agilizar o embarque.
Em março, o consórcio que opera o BRT foi multado pela prefeitura em R$ 50 mil por problemas como intervalos irregulares e falta de conservação nas estações. Os técnicos também identificaram, em alguns momentos do horário de pico, "níveis de conforto inadequados". O secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osorio, argumenta que o sistema é um sucesso, mas diz que há ajustes a serem feitos:
— A lotação é resultado do sucesso do BRT. Tivemos uma migração por conta do ganho de tempo que o passageiro tem. Esse aumento está ocasionando, em alguns momentos, no horário de pico, um nível de conforto que não consideramos o adequado para o passageiro.
Hoje, o BRT Transoeste tem 44 quilômetros e 44 estações, incluindo as duas fechadas no Recreio. Em relação às obras inacabadas, a Sanerio afirma que 80% dos trabalhos já estão concluídos e que parte do serviço teve o cronograma alterado a pedido da Secretaria municipal de Obras.
Apesar de ser um transporte mais racional — os ônibus usam pistas exclusivas e têm prioridade nos sinais de trânsito — o BRT tem chamado mais a atenção pelos acidentes em que se envolve. Colisões e atropelamentos já mataram pelo menos oito pessoas nesse primeiro ano. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) chegou a fazer sugestões para alterar a sinalização. O engenheiro civil Antônio Eulálio, conselheiro do Crea, lembra que foram propostas medidas simples, como cancelas para impedir o tráfego de pedestres fora do local adequado:
— Na época, sugeri também a instalação de pórticos na pista central, indicando os acessos à esquerda, 300 metros antes, e sinais com temporizadores.
Osorio diz que grades não resolvem
A prefeitura argumenta que tem feito campanhas educativas para estimular a travessia nos sinais. Osorio anuncia mais uma, a partir do dia 17:
— Tomamos todas as providências possíveis para reduzir os acidentes. Desde fiscalização eletrônica, implantação de muretas e cercas vivas, nas principais travessias, e sinais onde não havia. Os acidentes ainda acontecem, mas numa frequência menor. Em geral, eles são provocados por pedestres que atravessam fora da faixa. Por isso, começaremos, no dia 17, uma nova campanha em toda a Avenida das Américas.
Osorio é contra a instalação de grades para impedir a entrada de pedestres no corredor:
— Temos um histórico não muito bem-sucedido com grades aqui no Rio. As pessoas pulam. A Avenida das Américas é uma via extensa, e colocar um muro de Berlim não resolveria o problema. O que funciona é educação, além de um bom entendimento do cidadão.
Apesar das campanhas da prefeitura, os acidentes não param. O último aconteceu no dia 3, quando José Rodrigues dos Reis, de 50 anos, morreu atropelado por um ônibus do BRT na Avenida das Américas, próximo à estação Pedra de Itaúna.
Com a conclusão do trecho entre Santa Cruz e Campo Grande, o BRT Transoeste passará a ter 54 quilômetros, com 59 estações.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Novidades na Barra

06/06/2013 - O Globo

Começa a ser construído no segundo semestre o Terminal Parque Olímpico, na Barra, parte das obras de ampliação das avenidas Abelardo Bueno e Salvador Allende. O projeto, que fará integração dos corredores Transolímpica e Transoeste, é assinado pelo arquiteto Jozé Cândido, o mesmo que criou a nova quadra da Portela. O projeto prevê sete baias para BRTs e seis baias para ônibus comuns, além de um acesso subterrâneo para pedestres. A obra vai durar dois anos.

No meio do caminho

05/06/2013 - O Globo

Fica pronta em setembro a ponte estaiada sobre a Lagoa de Jacarepaguá, parte do corredor Transcarioca. As quatro torres, de 48 metros de altura, já estão prontas. Falta agora um pequeno vão para que as duas partes da estrutura se unam. Do andaime, é possível ver o novo acesso à Península, que vai substituir o retorno da Avenida Ayrton Senna, na altura do Via Parque.