terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

SG: Vans continuam circulando após suspensão da Justiça

24/02/2015 - O Fluminense, Pedro Conforte 

Decisão do Tribunal de Justiça foi publicada na última sexta-feira e entrou em vigor ontem. Prefeitura do município diz que não foi notificada oficialmente da decisão

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou que vans não poderiam oferecer o serviço de transporte público em São Gonçalo. A decisão foi publicada na última sexta-feira e entrou em vigor ontem. O documento determina que a Prefeitura inicie as atividades de fiscalização e passe a impedir a operação do serviço de transporte alternativo promovendo, inclusive se necessário, a apreensão de veículos que estiverem circulando, sob pena de multa diária de R$ 80 mil. No entanto, ontem ainda era possível ver centenas de vans fazendo o transporte de passageiros na cidade. A Prefeitura de São Gonçalo informou que não foi notificada da decisão.

Segundo a Prefeitura, o Município não foi notificado oficialmente e por isso as vans continuam circulando normalmente. A Prefeitura ressaltou que tem a intenção de recorrer da decisão. 

Para o desembargador Alexandre Freitas Câmara – relator da decisão – a ausência de licitação para delegar a particulares a execução do serviço de transporte alternativo caracteriza a usurpação de serviço público. Segundo o desembargador, as empresas integrantes do Consórcio São Gonçalo de Transportes, filiadas ao sindicato, passaram a operar o serviço público de transporte coletivo mediante concessão outorgada pelo município, em regime de exclusividade. 

"Por conta do descumprimento da regra da exclusividade, hoje a tarifa praticada no Município de São Gonçalo pelas empresas associadas ao Sindicato agravante é insuficiente para cobrir as despesas operacionais com a execução do serviço, o que prejudica não só as empresas, mas também a população usuária; e interromper a operação do transporte alternativo significa pôr fim a um serviço prestado de forma ilegal e clandestina, que transporta passageiros de forma precária e sem qualquer segurança para o usuário", afirma o desembargador Alexandre Freitas na decisão. 

Decreto – Em junho do ano passado, a Prefeitura publicou um decreto que regula o transporte complementar de passageiros no âmbito municipal. Nele, fica exposto que "compete ao município organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial". 

No primeiro artigo do decreto afirma que o serviço de Transporte Complementar de Passageiros ficará integrado ao Sistema de Transporte Público de Passageiros de São Gonçalo, a ser prestado sob o regime de permissão do Poder Executivo. 

"O Decreto municipal nº 160 cria um novo serviço público, sendo, portanto, ilegal, em vista da inexistência de lei instituindo o serviço de transporte complementar de passageiros em São Gonçalo, exigência constitucional da Constituição da República", ressalta o desembargador.


O Fluminense

Empresa de Niterói já oferece 100% da frota de ônibus com ar-condicionado

06/02/2015 - O Dia

Em meio à expansão do serviço na Região Metropolitana, niterioenses têm, em média, 50% dos coletivos refrigerados

O DIA

Rio - Com o calor do verão, os ônibus com ar-condicionado se tornam ainda mais procurados pelos passageiros. Na Região Metropolitana, em Niterói, algumas linhas já são verdadeiros oásis em que todos os veículos estão climatizados. A Viação Araçatuba já está com 100% da frota refrigerada e opera as linhas 30 (Martins Torres X Centro), 47 (Canto do Rio x Centro), 47-A (Campus da UFF / circular) e 47-B (Campus UFF - MAC / Circular). A cidade tem a meta de ter toda a frota com ar até 2016. Atualmente, a média está em 50%, que correspondem a 800 ônibus com sistema de climatização.


Em Niterói, metade da frota municipal está climatizada
Foto:  Divulgação

No Rio, a meta de ter 100% da frota com ar é também 2016 e o percentual atual está em torno de 28%. Segundo a Prefeitura do Rio, este ano, o número de ônibus com ar crescerá 127%, passando de 1.760 para 3.993. Desde janeiro, 83 ônibus passaram a somar as linhas refrigeradas dos consórcios Intersul, Transcarioca e Santa Cruz. Desses coletivos, 40 vão integrar o Intersul, nas linhas 111 (Rodiviária – Jardim de Alah), 178 (Rodoviária – São Conrado), 463 (Copacabana – São Cristóvão) e 181 (Rodoviária – São Conrado). Os coletivos serão equipados com extenso pacote tecnológico, que inclui câmbio com transmissão automática e painel digital em que com apenas um toque o motorista controla dispositivos do veículo como iluminação interna , faróis e acionamento do limpador de para-brisa, além de GPS para localização do veículo em tempo real.


Zonas Norte, Oeste e Sul são beneficiadas com novos veículos com ar-condicionado
Foto:  Divulgação / Arthur Moura - Rio Ônibus

Já no consórcio Transcarioca, houve aquisição de 13 ônibus executivo (Frescão), todos equipados com roletas duplas, que agiliza o embarque. Na Zona Oeste, o Consórcio Santa Cruz adicionou mais 30 novos micro-ônibus, sendo 15 na linha 821 (Campo Grande – Corcundinha, via Estrada das Capoeiras) e 15 na 822 (Campo Grande – Corcundinha, via Vila Nova), à frota climatizada. 

Embora o crescimento do conforto nas viagens dos ônibus convencionais, para Marcos Bicalho dos Santos, diretor administrativo e institucional da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), o resultado deveria provir de políticas públicas. "Os empresários do Rio assinaram contratos, onde não constavam que o serviço teria ar-condicionado, depois veio a exigência. Só que os usuários querem transporte público de qualidade e almejam ao mesmo tempo redução de tarifa. Essa questão mostra que o Poder Público deve participar mais, não ficar contando com a boa vontade do empresário. E solução, como usar recursos das Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), existe", explicou Bicalho.

Iniciativas abrem caminhos para boa relação entre ônibus e bicicletas

23/02/2015 - O Dia

Setor público e privado se unem e conseguem reduzir conflitos na convivência entre o ciclista e rodoviários

Rio - Dois veículos importantes para melhorar a mobilidade, o ônibus e a bicicleta, estão cada vez andando mais juntos. E, com investimentos do setor rodoviário e políticas públicas de educação, a relação está menos conflituosa e gerando bons resultados. Por último, depois de alguns anos de iniciativas em prol da boa convivência entre os veículos de transporte de passageiros e os de duas rodas, obteve-se um saldo positivo: Desde o início de 2014, o número de óbitos envolvendo bicicletas e ônibus foi zerado.

Nas estratégias para essa e outras conquistas, estão ações como as da Universidade Corporativa do Transporte (UCT), da Fetranspor, que oferece cartilhas para conscientização de motoristas de ônibus sobre os ciclistas. Já as empresas rodoviária vem cada vez mais mostrando preocupação em também contribuir para uma boa relação entre os dois grupos.


Investimentos em capacitação de rodoviários mostram resultados através da ausência de mortes em acidentes entre bicicletas e ônibus

Foto:  Arthur Moura/Fetranspor

Na viação Ideal, da Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, houve uma capacitação, com direito a lazer, e que hoje será adotada até em outros estados, como São Paulo: Os colaboradores fizeram cursos para entender mais do direito do ciclista. O trabalho, realizado com a parceria da Ideal e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, estimulou os funcionários a entender o outro lado de forma também prática, através de um passeio ciclístico dos rodoviários e familiares, com aluguel das magrelas bancados pela empresa. De acordo com o setor de gestão de pessoas da empresa, a ideia veio após a ampliação da malha cicloviária carioca, com o anel cicloviário da Ilha do Governador, quando foi constatada a necessidade de reforçar a direção defensiva dos condutores. 

Em estações do BRT (Bus Rapid Transit) no Rio de Janeiro, bicicletários foram instalados como sugestão de que o passageiro complemente o trajeto de forma saudável e sem causar impacto significativo ao trânsito. Segundo o sub-secretário municipal de Meio Ambiente, Altamirando Moraes, já há mais de 10 mil bicicletários na cidade. "A bicicleta tem que ser mais reconhecida como transporte e o ônibus tem o papel fundamental de protegê-la por ser um veículo maior", opinou.

Pezão confirma que estuda implantar BRT no lugar da linha 3

24/02/2015 - A Tribuna - RJ

O governador Luiz Fernando Pezão vai consultar a população fluminense sobre a possibilidade de implantar o corredor BRT ligando Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, no lugar da Linha 3 do Metrô, que ele prometeu fazer durante a campanha de reeleição, no ano passado. Ainda não definiu como será esta consulta, mas, o projeto do BRT está sendo considerado mais viável, por ser mais barata. O chefe do Executivo fluminense falou sobre o assunto ontem com jornalistas após reunião com a comissão de coordenação do Comitê Olímpico Internacional (COI), em que apresentou o balanço de obras de infraestrutura para os jogos Olímpicos de 2016.

"Vou colocar isso como opção. Caso a sociedade não queira, vamos esperar até termos dinheiro para fazer a Linha 3 do Metrô. Mas não é algo barato", afirmou.

De acordo com o governador, o motivo da mudança é a perda de R$ 2,4 bilhões em royalties do petróleo que o Estado do Rio terá este ano. "O momento econômico é muito ruim. Perdemos, com as atividades da Petrobras e os royalties, R$ 5 bilhões. Um BRT custa cinco vezes menos. Se serve para a Barra, por que não para São Gonçalo, Niterói e Itaboraí?", questionou Pezão, sem garantir que a implantação ocorrerá.

De acordo com o chefe do Executivo, a obra do BRT custa 20% da obra do metrô e ficaria pronta em pouco mais de um ano. De acordo com ele, o Estado tem uma dificuldade grande de arrecação e que por muitos anos foi dependente da Petrobras. Em 2013, ao lado do então governador Sérgio Cabral e de Pezão, a presidente Dilma Rousseff anunciara, durante evento em São Gonçalo, a liberação de R$ 2,57 bilhões para a obra. Em 15 de janeiro, o governador declarara que queria obter R$ 1,5 bilhão da iniciativas privada para colocar a sua parte no financiamento da construção da Linha 3. A outra parte viria do governo federal.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Governo do Rio quer que empresas de ônibus paguem novos BRTs

22/02/2015 - O Dia - RJ


Rio - Uma luz no fim do túnel para melhorar a mobilidade na Região Metropolitana e driblar a falta de recursos com a queda na arrecadação estadual e os cortes no orçamento federal. O governo do Rio quer que as concessionárias de linhas de ônibus intermunicipais arquem com pelo menos parte dos custos da construção dos corredores BRT prometidos para a Baixada Fluminense e a área de São Gonçalo, Itaboraí e Niterói,em um modelo de parcerias público-privadas (PPPs).

O secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, explica que a ideia é de que, além da operação, como já acontece nos BRTs do município do Rio, os consórcios que vencerem as licitações injetem o máximo possível de dinheiro nas obras.

Osório disse que pretende licitar, até o fim deste ano, a concessão para as empresas que irão operar as linhas intermunicipais de ônibus na Região Metropolitana e, consequentemente, os futuros BRTs na área. Segundo ele, ainda está em estudo qual participação as concessionárias poderiam ter nas obras.

"Estamos verificando a modelagem que melhor se aplicará à viabilidade econômica. Queremos ver se é possível exigir a participação dos consórcios na totalidade das obras ou em pelo menos parte delas", acrescentou o secretário.

Para o secretário, se as empresas pudessem arcar com todos os custos seria o modelo ideal no momento em que os cofres do estado sofrem impactos com a queda do preço internacional do petróleo e a desaceleração da indústria petrolífera, que reduziram as receitas do estado.

"Temos o objetivo de construir, pelo menos, mais três BRTs ligando a Baixada ao corredor Transbrasil, para melhorar os deslocamentos para o Centro do Rio, e BRTs para ligar os municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá, no Leste Fluminense. Estudos de viabilidade que realizamos mostram a demanda desses corredores", explicou Osório.

O secretário afirma que o estado ainda não tem previsão de quais corredores serão construídos primeiro nem quando as obras serão iniciadas.

Estudo da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) recomendou a construção de oito corredores BRT na Região Metropolitana (veja o mapa ao lado), que custariam R$ 2,75 bilhões.

Extensão da Linha 4 pode ter parceria

O governador Luiz Fernando Pezão negocia uma parceria com a Prefeitura do Rio para levar o metrô do Jardim Oceânico até o Recreio e Jacarepaguá após a conclusão da Linha 4, que está sendo construída de Ipanema à Barra da Tijuca. Porém, segundo o secretário de Transportes, Carlos Osório, nenhum dos projetos em estudo tem cronograma definido.

De acordo com Osório, a ideia do governo é estabelecer uma operação urbana consorciada, mesmo mecanismo que viabiliza o projeto do Porto Maravilha. "Estamos trabalhando fortemente para levar o mais breve possível ao governador todas as propostas de parceria." Quando apresentou o primeiro trem da Linha 4, que chegou da China no início do mês, Pezão prometeu entregar a obra antes dos Jogos Olímpicos de 2016. Apenas a estação Gávea foi adiada para dezembro do mesmo ano.

Linha 3 é revista e extensão da 2 atrai interesse privado

As secretarias de Transportes e Desenvolvimento Econômico atuam para atrair investidores privados a dois projetos de metrô prometidos pelo governador Luiz Fernando Pezão na campanha eleitoral: Estácio-Carioca-Praça 15 (extensão da Linha 2) e a Linha 3, de Niterói a Itaboraí. Como o Informe do DIA antecipou quinta-feira, o governo, porém, já estuda substituir o segundo por um corredor BRT, que tem custo inferior.

Após uma reunião, antes do Carnaval, com o então secretário de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, Osório afirmou que a ligação Estácio-Praça 15 é a única que já atraiu empresas interessadas. "Este é o trecho mais curto, com maior potencial para agregar passageiros e que apresenta o melhor custo-benefício para participação da iniciativa privada. Informalmente, o mercado se posicionou favoravelmente. Mas esperamos atrair parceiros também para a Linha 3", sinalizou.

O projeto da Linha 3 estava orçado em R$ 3,5 bilhões e o governo federal já havia prometido, em 2013, financiar R$ 2,57 por meio do PAC. "O trecho inicial tem um compromisso de aporte financeiro do governo federal, mas, à luz das circunstâncias que vive o Brasil, também estamos avaliando a possibilidade de estabelecer PPPs na Linha 3", disse Osório.

Perguntado se a oferta de recursos para a Linha 3 estaria mantida, o Ministério das Cidades não respondeu até o fechamento desta edição.



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Carros abusam da seletiva da Alameda São Boaventura, no Fonseca

19/02/2015 - O Fluminense, Cícero Borges 

A via é constantemente vigiada por agentes de trânsito que orientam o tráfego para coibir esse tipo de ação. Foto: Mauricio Gil
Para escapar dos engarrafamentos, motoristas usam indevidamente a via expressa. Em 2014, quase 2,5 mil multas foram aplicadas pela fiscalização eletrônica e agentes de trânsito

Motoristas que trafegam pela Alameda São Boaventura, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, estão desrespeitando a sinalização do corredor viário, faixa seletiva exclusiva aos ônibus e vans regularizadas. Segundo a Prefeitura de Niterói, a NitTrans emitiu só no ano passado mais de 1.597 autuações por escrito e 837 pela fiscalização eletrônica que flagra veículos irregularmente na seletiva. 

O artigo 184 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) diz que é ilegal "trafegar com o veículo na faixa ou pista da esquerda regulamentada como circulação exclusiva para determinado tipo de veículo". A infração incide em pena grave, com a perda de cinco pontos na carteira e multa de R$ 127,69.

A estratégia de muitos condutores não autorizados a passar pela seletiva é a mesma. O carro só vai até um determinado trecho e, quando se aproxima do radar, sai da seletiva para não ser flagrado pela fiscalização eletrônica. Por isso, a via é constantemente vigiada por agentes de trânsito que orientam o tráfego.

Há 17 anos como motorista de ônibus, Carlos Roberto, de 34 anos, explica que muitos carros são vistos a todo momento cometendo irregularidades. Para ele, é preciso maior rigor nas fiscalizações.

"Os carros não respeitam. Vira e mexe eles se metem aí [na seletiva] para fugir dos engarrafamentos. Já houve até acidente em alguns trechos por conta dessas irregularidades. Mas a gente não pode fazer nada. Tem que ter gente pra fiscalizar", argumenta. 

Diariamente muitos motoristas são flagrados circulando pela seletiva para fugir dos constantes engarrafamentos na via. Ao longo da Alameda não há informações de placas sobre exceções ou horários para que os veículos sejam autorizados a trafegarem por lá. 

A seletiva foi construída com o objetivo de desafogar o trânsito fazendo com que os coletivos e vans trafeguem apenas pela faixa exclusiva. No entanto, alguns motoristas não respeitam a sinalização, mesmo a via sendo monitorada por câmeras de segurança.

 A prefeitura lembra ainda que para dar mais mobilidade ao trânsito, muitas vezes os veículos são autorizados por agentes de trânsito a circularem pela faixa seletiva, baseados no artigo 89 do CTB, sobre a prevalescência de gestos e apitos do agente de trânsito sobre as demais sinalizações.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Obras da TransOceânica mais perto do início

08/02/2015 - O Fluminense

Pedro Conforte

O prefeito de Niterói declarou que a TransOceânica reformará e mudará o paradigma da infraestrutura urbana da cidade. Foto: Evelen Gouvêa
Prefeito Rodrigo Neves afirmou que perfuração do túnel acontece ainda no primeiro semestre de 2015 e será concluída em 2016. Cerca de 80 mil pessoas deverão utilizar a via por dia

Com a publicação da última licença ambiental, o prefeito de Niterói Rodrigo Neves afirmou que as obras da TransOceânica devem começar nas próximas semanas. Com isso ele garantiu que a perfuração do túnel será ainda nesse primeiro semestre, como está no cronograma. Além disso, o prefeito lembrou que já levou ao governo estadual o projeto para que haja redução na tarifa das barcas da estação de Charitas. 

De acordo com Rodrigo Neves, foram mais de 50 etapas para que a obra pudesse sair do papel, desde a captação de recurso até conseguimos a última licença. 

"No meio de 2014, conseguimos  a licença provisória (LP) e tivemos a autorização para fazer a licitação e dar a ordem de início. Depois disso, enfrentamos mais 26 etapas até conseguir nesta quinta-feira a licença de instalação (LI) da obra. Foi a maior mobilização do poder municipal para esta, que é a maior obra de mobilidade que Niterói já viu", explicou o prefeito niteroiense. 

Apesar da previsão da perfuração ainda não ter uma data definida, as intervenções já vão se iniciar este mês, com a montagem do terreno e outras partes técnicas, para receber a perfuração, garantiu Rodrigo Neves.  

Para chegar ao final dessa etapa - e iniciar as obras - foram criadas quatro frentes que atuaram em áreas diferentes, se reunindo periodicamente com o prefeito. 

"Sem essas quatro forças-tarefas a obra não iria sair. A primeira encabeçada pela secretária Verena [Urbanismo] que cuidou de toda a parte técnica e de mobilidade do projeto. A segunda foi liderada pelo procurador-geral, Dr. Raposo, que desapropriou mais de 90 terrenos, sendo fundamental para o futuro da obra. Quem cuidou da parte de engenharia foi uma equipe coordenada pelo subsecretário Lincon [Obras], e, por fim, a última frente, liderada pelo vice-prefeito Axel e um grupo executivo que cuidou de toda a parte ambiental". 

A TransOceânica terá 9,3 quilômetros de extensão,  vai atender diretamente 11 bairros da Região Oceânica e transportará cerca de 80 mil pessoas por dia. A via expressa contará com ônibus no sistema BHLS (Bus of High Level of Service), o primeiro implantado na América do Sul, equipados com ar-condicionado e com portas de ambos os lados. Pelo sistema, os passageiros poderão embarcar nos veículos em seus próprios bairros. Em seguida, os ônibus entrarão na faixa exclusiva do BHLS. Na obra há um túnel de 1,3 quilômetro de extensão ligará os bairros de Cafubá e Charitas e integrará uma via expressa. O investimento total da obra será de R$ 310,8 milhões - com recursos do Governo Federal e da Prefeitura de Niterói. De acordo com o prefeito a perfuração será concluída em 2016. Já a obra completa a expectativa, segundo ele, é de também ser no próximo ano. 

"É o maior investimento urbano na história de Niterói. Fico muito feliz de ter percorrido essa 'maratona' e termos terminado com êxito. A transOceânica reformará e mudará o paradigma da infraestrutura urbana da cidade", declarou o prefeito Rodrigo Neves. 

Barcas – Para haver a integração entre o sistema BHLS e o hidroviário, o prefeito afirmou que já levou ao secretário estadual de Obras, Carlos Roberto Osorio um projeto para que a estação das barcas de Charitas tenha tarifas equivalentes a da estação Arariboia. 

"Iremos também requalificar o entorno da estação de Charitas. Com a construção do estacionamento subterrâneo, será proibido a parada de carros no entorno do terminal, sendo que serão construídos bicicletários. Incentivaremos a utilização dos transportes públicos com a integração do BHLS, com as barcas", declarou Rodrigo Neves. 


Infraestrutura viária ajuda a definir lançamentos no Rio

09/02/2015 - Valor Econômico

As obras de infraestrutura nas zonas Norte e Oeste do Rio de Janeiro, principalmente as três linhas de BRTs (Bus Rapid Transit), são os novos vetores de investimento das construtoras na cidade. Para fugir da crise, as empresas do setor querem reproduzir a estratégia que deu certo em 2014, quando o número de lançamentos caiu 15% no ano e as operações recuaram 11%, mas a velocidade de vendas em empreendimentos na Zona Norte e na periferia da Zona Oeste, em especial aqueles com perfil de primeira residência surpreendeu.

O empresário Paulo Araújo, diretor comercial da construtora Fernandes Araújo, é um dos que procura terrenos em bairros como Madureira, Campinho e Campo Grande. Ele conta que teve resultados bem diferentes nos dois empreendimentos que lançou em 2014, o que atribui a localização. Em Campo Grande, onde lançou um condomínio com infraestrutura, vendeu tudo em menos de dois meses. Já no lançamento que fez na Freguesia, apenas 50% das unidades foram vendidas.

Os dois bairros ficam na Zona Oeste, mas a Freguesia já está saturada e fica distante do traçado dos BRTs. Já Campo Grande viveu um período de abandono e será fortemente beneficiada pelos novos sistemas viários. Para Araújo, o ano oferece oportunidades para as construtoras menores, que trabalham com produtos de nicho. "As construtoras de capital aberto devem se retrair para fazer caixa. Nós faremos quatro lançamentos: dois em Campo Grande, um na Taquara e outro em Madureira. E estamos procurando outros terrenos nessas regiões", afirma, na expectativa de ter um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 180 milhões em 2015.

De acordo com a Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (ADEMI), mais de 60% dos lançamentos no ano passado ocorreram na Zona Oeste. A Zona Norte foi a segunda área de interesse, com cerca de 30% dos lançamentos. As áreas mais concentradas - Zona Sul e Centro - não responderam nem por 7% dos lançamentos. "Na Zona Sul, mais de 70% das novas unidades são em Botafogo e no Flamengo. Praticamente não há terrenos disponíveis", resume Claudio Hermolin, vice-presidente da Ademi e diretor da PDG.

A expectativa de Hermolin é que 2015 tenha um número de lançamentos semelhante ao de 2014, embora a agenda do setor não vá ser tão impactada por eventos externos como no ano passado, quando o mercado praticamente parou por causa da Copa do Mundo e da instabilidade gerada pela eleição. Ele trabalha com um crescimento "marginal" de 5%, mas também não acredita no acirramento da crise no setor. "Apesar do cenário macroeconômico menos favorável, o custo do metro quadrado acompanhou a inflação e não deve haver uma reversão na valorização dos últimos anos", diz, lembrando que o patamar de preços no Rio de Janeiro mudou com as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPP). "O risco para o mercado do Rio é a desaceleração do projetos das UPPs e uma crise mais acentuada no setor de petróleo, com as empresas repensando suas estratégias de expansão", diz.

A expectativa da prefeitura é repetir o desempenho de 2014 na arrecadação de ITBI. No ano, embora a quantidade de guias emitidas (que refletem o número de operações) tenha caído 11,5%, a arrecadação diminuiu 6,2%. O valor médio de transação, porém, acompanhou a inflação e subiu 6%.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Secretário estadual de Transportes do Rio, Osorio visita Terminal Américo Fontenelle e promete início da reforma

07/02/2015 -  Extra - RJ

Enquanto aguardava na fila do ônibus 490 (Miguel Couto x Central), no Terminal Américo Fontenelle, Cátia Regina Martins, de 43 anos, esboçou um sorriso, dividido entre a timidez e a desconfiança, ao ser abordada por Carlos Roberto Osorio. "Oi, sou o Secretário estadual de Transportes e vim aqui ouvir os passageiros", anunciou ele, que visitou o local na última sexta-feira, a convite do EXTRA. Além de ouvir críticas e sugestões de quem estava por lá, o secretário falou sobre seus projetos e garantiu que a reforma dos terminais Américo Fontenelle e de Nova Iguaçu terão início até março.

— Esse terminal não está em condições de ser um terminal, da forma como está, no Centro do Rio. A reforma é vital. O projeto já está pronto e as verbas, asseguradas. Temos que começar essa obra, de qualquer maneira, até março, senão atrasa o cronograma — afirmou o secretário, que programa a conclusão das obras para antes dos Jogos Olímpicos de 2016.

A modernização vai mudar radicalmente o local. A fachada, encardida e malcuidada, dará lugar a um conjunto moderno, com jogo de luzes e trechos envidraçados. O terminal será totalmente acessível e vai receber, além de ônibus intermunicipais e o teleférico do Morro da Providência, pontos do BRT Transbrasil e do VLT.

A timidez de Cátia, moradora de Tinguá, durou pouco tempo diante da abordagem esfuziante do secretário. Logo, ela começou a discorrer sobre o terminal e a linha que costuma utilizar.

— À tarde fica muito lotado, e aqui não tem nem bancos para sentar, mas esse é o menor dos problemas. A gente fica horas na fila, e o ônibus sempre demora muito — desabafou ela.

Osorio garantiu melhorias.

— Na parte da tarde, os ônibus demoram a ter acesso ao terminal porque ficam comprimidos nos gargalos do trânsito. O trânsito é um grande problema. E vamos viver ainda pelo menos mais um ano de dificuldades com as obras. Mas a gente espera que, em meados de 2016, com a conclusão, a situação esteja melhor — afirmou.

Para avaliar o serviço das linhas intermunicipais, Osorio embarcou num ônibus 440 (Central x Queimados)

Para avaliar o serviço das linhas intermunicipais, Osorio embarcou num ônibus 440 (Central x Queimados) Foto: Rafael Moraes

No ônibus

Para avaliar o serviço dos ônibus intermunicipais, o secretário embarcou num veículo da linha 440 (Central x Queimados). O interior do coletivo estava refrigerado e os passageiros abordados pelo secretário não reclamaram de problemas na refrigeração — apesar de apenas 47% dos ônibus da frota serem refrigerados, segundo informações do Detro (tirando os ônibus executivos, o número cai para 32%). Mesmo assim, a definição de um cronograma para equipar todos os ônibus com ar-condicionado será uma das prioridades do edital de licitação, prometido para este ano.

— Estamos ainda na fase de modelagem econômica, financeira e operacional do edital. Mas, além a universalização do ar-condicionado, vamos definir os intervalos das linhas e a obrigatoriedade do GPS para poder fazer a cartografia do itinerário.

Quando o ônibus em que o secretário viajava parou num ponto na altura da Penha, subiu uma passageira que foi vítima do acidente que envolveu dois trens da Supervia, no início do mês, na estação Presidente Juscelino, em Mesquita.

— Eu sangrava muito no rosto, praticamente desmaiei e fui uma das primeiras a ser socorrida. Mas, antes, nós ficamos uns 20 minutos esperando na estação — lembrou a técnica de enfermagem Jacqueline Fernandes, de 34 anos.

Osorio pediu desculpas à passageira, assim como fez às demais vítimas à época do acidente, e orientou que ela procure a Defensoria Pública, já que tem direito a uma indenização. O secretário desceu do ônibus na altura de Jardim América, na Rodovia Presidente Dutra, mas não sem antes agradecer ao motorista.

— Quem presta o serviço são vocês. Quero valorizar e proteger os motoristas — anunciou ele.

Marcelo de Santos Ramos, de 43 anos, que nunca havia conduzido o veículo com uma autoridade dentro, ficou satisfeito.

— Foi uma boa surpresa.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Maricá, a cidade do passe livre

04/02/2015 - Carta Capital

O município de Maricá, no Rio de Janeiro, enfrenta empresários de transportes e implanta ônibus com tarifa zero

por Renan Truffi


O ônibus grátis de Maricá
O ônibus grátis de Maricá
Prefeitura de Maricá espalhou placas para avisar sobre o trajeto do ônibus gratuito

De Maricá (RJ)

A catraca, símbolo maior da cobrança de tarifa no transporte público brasileiro, continua lá para registrar o número de passageiros. Mas a cadeira do cobrador agora está vazia. Ninguém precisa pagar mais. É assim desde 18 de dezembro do ano passado em Maricá, município fluminense na Região dos Lagos. Há pouco mais de um mês, a prefeitura local fundou a Empresa Pública de Transportes (EPT) e instituiu o passe livre para todos. O objetivo, o prefeito Washington Quaquá (PT-RJ) admite, é "quebrar o monopólio" das empresas que detêm o serviço há pelo menos 25 anos na cidade.

Primeiro município brasileiro com mais de 100 mil habitantes a oferecer ônibus gratuito, Maricá é palco de uma verdadeira queda de braço entre o poder público e os empresários de transporte. Isso porque a implantação da tarifa zero se deu ao mesmo tempo em que as duas empresas privadas de transportes da cidade continuam tendo concessão para operar com cobrança de passagem. Por isso, desde o fim do ano passado, os usuários têm à disposição tanto os ônibus que cobram tarifa, com valor mínimo de 2,70 reais, quanto os gratuitos, da Prefeitura de Maricá, sendo que ambos fazem trajetos semelhantes.

"Nós estamos quebrando um monopólio de uma família sobre um setor econômico da cidade", afirma o prefeito ao citar a maior empresa da região, a Viação Nossa Senhora do Amparo, que há mais de 40 anos controla tanto o transporte municipal quanto o intermunicipal. A outra empresa é a Costa Leste que, apesar de menor, já possui concessão há 25 anos. Quaquá não esconde que a sua briga é mesmo com a Viação Amparo. "Eles eram os donos da cidade. Quando eu saí de uma favela de Niterói com nove anos de idade e vim morar aqui, eles eram os coronéis. Mandavam, desmandavam, matavam, só não faziam viver", acusa o petista. "Eles financiaram meus adversários. Então, a primeira vez que um prefeito rompeu com o monopólio deles foi quando ganhei a eleição. (...) Já era para eles", diz sem hesitar.

No cargo desde 2008, Quaquá é um dos fundadores do PT na cidade e o atual presidente estadual do partido no Rio de Janeiro. Conhecido por ser de uma corrente mais à esquerda, Quaquá fez parte da sua campanha eleitoral focando na disputa com os empresários do transporte. "Maricá é bonita demais para ser controlada por uma empresa de ônibus", dizia o slogan político. "Essa Constituição estabelece que transporte é serviço público que pode, pode [repete] ser concedido.  A lógica de Maricá é a seguinte: o serviço será público e gratuito", garante.

Após conquistar a reeleição, Quaquá colocou a proposta em prática. Impossibilitado de romper os contratos de concessão com as duas empresas de transporte da cidade, já que ambos foram renovados em 2005, com duração até 2020, o prefeito começou os estudos para criar uma empresa com tarifa popular. O objetivo era iniciar a operação com passagem em torno de dois reais para, progressivamente, reduzir até a tarifa zero. Mas a ideia esbarrou em entraves jurídicos. A solução foi fundar uma autarquia municipal e implantar a tarifa zero desde o início.

De onde vem o dinheiro?

Depois da criação da autarquia, a prefeitura investiu aproximadamente 5 milhões de reais, comprou dez ônibus e contratou 29 motoristas por meio de concurso público, em caráter temporário, por 12 meses. No total, a EPT já tem 90 funcionários, que trabalham exclusivamente para o funcionamento das quatro linhas de ônibus. Os veículos atendem do bairro Recanto à Ponta Negra, nas extremidades do município, 24 horas por dia e nos finais de semana. Todos os veículos comprados pela cidade têm ar condicionado e elevador para deficientes físicos nas portas.

"Nós vamos comprar mais 20 ônibus, provavelmente ônibus elétricos, sem emissão de carbono, que funcione a energia solar", explica Quaquá. Os recursos para manter todo esse sistema são provenientes da verba que o município tem direito em função dos royalties do petróleo. No ano passado, por exemplo, Maricá recebeu repasses que totalizaram 220 milhões de reais, segundo o Portal da Transparência da cidade. 

Em um mês de funcionamento, com os dez ônibus, a operação custou aproximadamente 700 mil reais, mas a ideia é que o gasto suba para 1,5 milhão de reais por mês, quando a empresa tiver capacidade de concorrer com as empresas privadas. Isso porque o objetivo é que Maricá tenha autonomia para garantir o transporte dos moradores independentemente de concessão.

O plano de Quaquá provocou uma reação imediata dos empresários. Menos de dez dias depois de os ônibus começarem a circular pelas ruas de Maricá, as empresas deram entrada em uma liminar na 5ª Vara Civil da Comarca de São Gonçalo para impedir o funcionamento da Empresa Pública de Transportes (EPT). O pedido não foi aceito pela Justiça.

Os empresários reclamam pois a prefeitura não paga o subsídio previsto em contrato desde que Quaquá assumiu o cargo, há sete anos. Pelo documento, as empresas Costa Leste e Viação Amparo devem receber da Prefeitura de Maricá o valor da passagem de cada usuário com direito à gratuidade (estimado em 120 mil pela Costa Leste), como idosos e estudantes de escola pública. "Não pago nada", diz o petista. "Esses dias eu vi que eles estão cobrando na Justiça 13 milhões de reais. Você imagina: com esse dinheiro eu garanto dois anos de empresa gratuita para todos. Eles estão acostumados com poder público que não controla, não fiscaliza. Agora nós temos a planilha e estamos abrindo a planilha", enfatiza.

Ônibus gratuito
Ônibus gratuito
Em guerra declarada, Maricá usa ônibus gratuito (vermelho) contra empresas de ônibus, que cobram 2,70 reais de tarifa (Foto: Adriano Marçal)

Além da guerra judicial, o prefeito ainda aprovou no ano passado uma lei que mudava o nome da rodoviária da cidade. Até então, o local era conhecido como Terminal Rodoviário Jacintho Luiz Caetano, em referência justamente ao nome do fundador da Viação Amparo. Quaquá renomeou o local para "Terminal Rodoviário do Povo de Maricá". O busto de Caetano que ficava na entrada do terminal ainda foi removido e devolvido para a família. 

A opinião da população

CartaCapital acompanhou por dois dias o funcionamento e a circulação dos ônibus gratuitos da cidade. Apesar de ter anunciado ônibus de 20 em 20 minutos, os dez veículos da Prefeitura de Maricá que estão em circulação ainda não conseguem cumprir a mesma pontualidade das empresas privadas, todos os dias. Quando alguns motoristas estão de folga, o tempo de espera pode levar de 40 minutos a uma hora.

"Gratuito é bom para o povo, né. Acho que tinha que ter mais [ônibus]. Por um lado é gratuito, mas, por outro, a gente tem que ficar esperando meia hora, 40 minutos", alerta o segurança Diego Silva, de 27 anos.

A explicação, segundo o presidente da EPT, Luiz Carlos dos Santos, é o tamanho da cidade. Apesar de ter aproximadamente 127 mil habitantes, Maricá tem uma extensão de 363 quilômetros quadrados. O município é maior, por exemplo, do que cidades como Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, com uma população de mais de 1,2 milhão de pessoas. E o dobro do tamanho da vizinha Niterói (RJ), que tem quase 500 mil habitantes. Por conta disso, os ônibus gastam aproximadamente 1h30 para fazer todo o percurso e voltar para a rodoviária da cidade. Segundo Santos, a tendência é que a circulação se normalize com a chegada dos novos ônibus.

Mas, mesmo com a demora em alguns dias da semana, os usuários fazem fila para esperar o "Vermelhinho", como já ficou conhecido o ônibus gratuito em função de sua cor (os ônibus da Costa Leste e da Viação Amparo são pintados em tons de azul). Na última terça-feira 27, por exemplo, a reportagem contou 27 pessoas à espera de uma linha sentido Ponta Negra, a área turística da cidade, e outras 21 pessoas na fila para embarcar para o bairro de Itaipuaçu, por volta das 15h, na rodoviária. No mesmo horário, o ônibus da Costa Leste que faz trajeto parecido e cobra 2,70 reais aguardava vazio o embarque de passageiros. A Costa Leste admitiu que a medida vem tendo "grande impacto" no número de usuários do sistema, mas não deu mais informações. A Viação Amparo não retornou os pedidos de entrevista da reportagem.

Fila do ônibus gratuito
Fila do ônibus gratuito
Enquanto usuários fazem fila para usar o ônibus gratuito (vermelho), veículo da empresa Costa Leste (azul) aguarda por passageiros na rodoviária (Foto: Renan Truffi)

"Para a gente foi muito útil, as passagens aqui em Maricá são muito caras. Para um trecho curtinho, você já paga três reais para ir e três reais para voltar. Por exemplo, um casal e duas crianças, você já vai pagar um preço absurdo. Tem família aqui que não conseguia ir à praia porque não tinha condições de pagar um ônibus. Com esse dinheiro já dá para comprar um pão, ou um leite para as crianças", conta a dona de casa Marilza Marques, de 63 anos, durante uma das viagens.

Desde que começou a operar, em pouco mais de um mês, os ônibus gratuitos já transportaram mais de 200 mil passageiros. A Prefeitura de Maricá estima que já esteja atendendo 70% da população. A gratuidade fez até com que moradores de cidades vizinhas pudessem começar a frequentar as praias de Maricá. "Onde a gente mora é supertranquilo. Agora começou a vir um povo de São Gonçalo para as praias. Eles não consomem nada. O pessoal do quiosque reclama também", critica uma professora que não quis se identificar, enquanto espera o ônibus gratuito.

A Prefeitura espera ainda que o dinheiro, antes aplicado na passagem, comece a ser injetado no comércio da região. Como o ônibus funciona também de madrugada, as lojas próximas à rodoviária passaram a estender o horário de atendimento. "É um retorno que a prefeitura vem dando para o povo. O povo não ganha nunca nada. Agora tem ar condicionado, serviço de qualidade", conta o empresário Luiz Carlos Souza. "Eu estou economizando esse dinheiro para fazer um sacolão".

Tachões da Alameda São Boaventura preocupam pedestres e motoristas

05/02/2015 - O Fluminense

Cícero Borges e Milena Bouças 

Via já recebeu os primeiros tachões nos dois sentidos da pista. O serviço deve ser concluído no fim de semana. Foto: Evelen Gouvêa

Ainda em processo de implantação, segregadores se soltam com facilidade e colocam em risco motoristas e pedestres. Objetivo dos tachões é ordenar o trânsito

Ainda em processo de implantação, os tachões da Alameda São Boaventura, na zona norte, já se tornaram um problema para os motoristas. Mesmo com o pouco tempo de uso, as peças estão soltando do chão. De acordo com a Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), o principal objetivo dos tachões, é ordenar o trânsito, separando a pista seletiva de ônibus e vans das específicas para veículos.  

Desde semana passada, a via já recebeu os primeiros tachões nos dois sentidos da pista. O serviço deve ser concluído no fim de semana. Ainda de acordo com a NitTrans, as mudanças foram realizadas devido à complicação no tráfego de veículos na região, que gera lentidão do trânsito, e aos diversos acidentes na Alameda. No entanto, as peças estão soltando com facilidade, causando riscos aos motoristas.

De acordo com Sandra dos Santos Braga, moradora da Riodades, no Fonseca, os segregadores soltam conforme os carros vão passando e batendo nas peças, que são apenas coladas no asfalto.

"Essas coisas soltam e se transformam em um perigo para os pedestres e os carros, porque são peças grandes e podem acabar machucando as pessoas", reclama.

Outro motorista conta que o perigo não é para quem está na faixa seletiva, mas para quem tenta a transferência de faixa.

"Parece que usaram uma cola comum porque solta tudo com muita facilidade. O problema é, na verdade, para os carros que avançam para a faixa seletiva, e não para quem já está nela", diz.

As peças são uma espécie de tijolo, fixadas com dois parafusos e com uma cola, que parece cimento. Ao longo da via, tanto no sentido Niterói, quanto São Gonçalo, diversos pedaços foram vistos no canto, estilhaçados, ou no meio da rua, soltos. 

Os motoristas de ônibus também reclamaram dos tachões. 

"Essas coisas soltam e podem voar nas pessoas", alertou um deles. 

A NitTrans informou que o problema pode ter sido causado por uma má condução dos motoristas e/ou principalmente por conta das recentes chuvas diante de um material ainda em processo de secagem. Segundo o órgão, todos os segregadores soltos serão verificados ainda hoje e substituídos.

Ocorrências – O Corpo de Bombeiros informou que, no período de janeiro até 30 de setembro do ano passado, foram registradas 72 ocorrências na Alameda São Boaventura por colisão de veículos, 28 ocorrências devido à queda de moto, 42 por atropelamentos e três por capotagem.

O Fluminense

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Maricá, a cidade do passe livre

04/02/2015 - Carta Capital

A catraca, símbolo maior da cobrança de tarifa no transporte público brasileiro, continua lá para registrar o número de passageiros. Mas a cadeira do cobrador agora está vazia. Ninguém precisa pagar mais. É assim desde 18 de dezembro do ano passado em Maricá, município fluminense na Região dos Lagos. Há pouco mais de um mês, a prefeitura local fundou a Empresa Pública de Transportes (EPT) e instituiu o passe livre para todos. O objetivo, o prefeito Washington Quaquá (PT-RJ) admite, é "quebrar o monopólio" das empresas que detêm o serviço há pelo menos 25 anos na cidade.

Primeiro município brasileiro com mais de 100 mil habitantes a oferecer ônibus gratuito, Maricá é palco de uma verdadeira queda de braço entre o poder público e os empresários de transporte. Isso porque a implantação da tarifa zero se deu ao mesmo tempo em que as duas empresas privadas de transportes da cidade continuam tendo concessão para operar com cobrança de passagem. Por isso, desde o fim do ano passado, os usuários têm à disposição tanto os ônibus que cobram tarifa, com valor mínimo de 2,70 reais, quanto os gratuitos, da Prefeitura de Maricá, sendo que ambos fazem trajetos semelhantes.

"Nós estamos quebrando um monopólio de uma família sobre um setor econômico da cidade", afirma o prefeito ao citar a maior empresa da região, a Viação Nossa Senhora do Amparo, que há mais de 40 anos controla tanto o transporte municipal como o intermunicipal. A outra empresa é a Costa Leste que, apesar de menor, já possui concessão há 25 anos. Quaquá não esconde que a sua briga é mesmo com a Viação Amparo. "Eles eram os donos da cidade. Quando eu saí de uma favela de Niterói com nove anos de idade e vim morar aqui, eles eram os coronéis. Mandavam, desmandavam, matavam, só não faziam viver", acusa o petista. "Eles financiaram meus adversários. Então, a primeira vez que um prefeito rompeu com o monopólio deles foi quando ganhei a eleição. (...) Já era para eles", diz sem hesitar.

No cargo desde 2008, Quaquá é um dos fundadores do PT na cidade e o atual presidente estadual do partido no Rio de Janeiro. Conhecido por ser de uma corrente mais à esquerda, Quaquá fez parte da sua campanha eleitoral focando na disputa com os empresários do transporte. "Maricá é bonita demais para ser controlada por uma empresa de ônibus", dizia o slogan político. "Essa Constituição estabelece que transporte é serviço público que pode, pode [repete] ser concedido.  A lógica de Maricá é a seguinte: o serviço será público e gratuito", garante.

Após conquistar a reeleição, Quaquá colocou a proposta em prática. Impossibilitado de romper os contratos de concessão com as duas empresas de transporte da cidade, já que ambos foram renovados em 2005, com duração até 2020, o prefeito começou os estudos para criar uma empresa com tarifa popular. O objetivo era iniciar a operação com passagem em torno dedois reais para, progressivamente, reduzir até a tarifa zero. Mas a ideia esbarrou em entraves jurídicos. A solução foi fundar uma autarquia municipal e implantar a tarifa zero desde o início.

De onde vem o dinheiro?

Depois da criação da autarquia, a prefeitura investiu aproximadamente 5 milhões de reais, comprou dez ônibus e contratou 29 motoristas por meio de concurso público, em caráter temporário, por 12 meses. No total, a EPT já tem 90 funcionários, que trabalham exclusivamente para o funcionamento das quatro linhas de ônibus. Os veículos atendem do bairro Recanto à Ponta Negra, nas extremidades do município, 24 horas por dia e nos finais de semana. Todos os veículos comprados pela cidade têm ar condicionado e elevador para deficientes físicos nas portas.

"Nós vamos comprar mais 20 ônibus, provavelmente ônibus elétricos, sem emissão de carbono, que funcione a energia solar", explica Quaquá. Os recursos para manter todo esse sistema são provenientes da verba que o município tem direito em função dos royalties do petróleo. No ano passado, por exemplo, Maricá recebeu repasses que totalizaram 220 milhões de reais, segundo o Portal da Transparência da cidade.

Em um mês de funcionamento, com os dez ônibus, a operação custou aproximadamente 700 mil reais, mas a ideia é que o gasto suba para 1,5 milhão de reais por mês, quando a empresa tiver capacidade de concorrer com as empresas privadas. Isso porque o objetivo é que Maricá tenha autonomia para garantir o transporte dos moradores independentemente de concessão.

O plano de Quaquá provocou uma reação imediata dos empresários. Menos de dez dias depois de os ônibus começarem a circular pelas ruas de Maricá, as empresas deram entrada em uma liminar na 5ª Vara Civil da Comarca de São Gonçalo para impedir o funcionamento da Empresa Pública de Transportes (EPT). O pedido não foi aceito pela Justiça.

Os empresários reclamam pois a prefeitura não paga o subsídio previsto em contrato desde que Quaquá assumiu o cargo, há sete anos. Pelo documento, as empresas Costa Leste e Viação Amparou devem receber da Prefeitura de Maricá o valor da passagem de cada usuário com direito à gratuidade (estimado em 120 mil pela Costa Leste), como idosos e estudantes de escola pública. "Não pago nada", diz o petista. "Esses dias eu vi que eles estão cobrando na Justiça 13 milhões de reais. Você imagina: com esse dinheiro eu garanto dois anos de empresa gratuita para todos. Eles estão acostumados com poder público que não controla, não fiscaliza. Agora nós temos a planilha e estamos abrindo a planilha", enfatiza.

Além da guerra judicial, o prefeito ainda aprovou no ano passado uma lei que mudava o nome da rodoviária da cidade. Até então, o local era conhecido como Terminal Rodoviário Jacintho Luiz Caetano, em referência justamente ao nome do fundador da Viação Amparo. Quaquá renomeou o local para "Terminal Rodoviário do Povo de Maricá". O busto de Caetano que ficava na entrada do terminal ainda foi removido e devolvido para a família.

A opinião da população

CartaCapital acompanhou por dois dias o funcionamento e a circulação dos ônibus gratuitos da cidade. Apesar de ter anunciado ônibus de 20 em 20 minutos, os dez veículos da Prefeitura de Maricá que estão em circulação ainda não conseguem cumprir a mesma pontualidade das empresas privadas, todos os dias. Quando alguns motoristas estão de folga, o tempo de espera pode levar de 40 minutos a uma hora.

"Gratuito é bom para o povo, né. Acho que tinha que ter mais [ônibus]. Por um lado é gratuito, mas, por outro, a gente tem que ficar esperando meia hora, 40 minutos", alerta o segurança Diego Silva, de 27 anos.

A explicação, segundo o presidente da EPT, Luiz Carlos dos Santos, é o tamanho da cidade. Apesar de ter aproximadamente 127 mil habitantes, Maricá tem uma extensão de 363 quilômetros quadrados. O município é maior, por exemplo, do que cidades como Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, com uma população de mais de 1,2 milhão de pessoas. E o dobro do tamanho da vizinha Niterói (RJ), que tem quase 500 mil habitantes. Por conta disso, os ônibus gastam aproximadamente 1h30 para fazer todo o percurso e voltar para a rodoviária da cidade. Segundo Santos, a tendência é que a circulação se normalize com a chegada dos novos ônibus.

Mas, mesmo com a demora em alguns dias da semana, os usuários fazem fila para esperar o "Vermelhinho", como já ficou conhecido o ônibus gratuito em função de sua cor (os ônibus da Costa Leste e da Viação Amparo são pintados em tons de azul). Na última terça-feira 27, por exemplo, a reportagem contou 27 pessoas à espera de uma linha sentido Ponta Negra, a área turística da cidade, e outras 21 pessoas na fila para embarcar para o bairro de Itaipuaçu, por volta das 15h, na rodoviária. No mesmo horário, o ônibus da Costa Leste que faz trajeto parecido e cobra 2,70 reais aguardava vazio o embarque de passageiros. A Costa Leste admitiu que a medida vem tendo "grande impacto" no número de usuários do sistema, mas não deu mais informações. A Viação Amparo não retornou os pedidos de entrevista da reportagem.

"Para a gente foi muito útil, as passagens aqui em Maricá são muito caras. Para um trecho curtinho, você já paga três reais para ir e três reais para voltar. Por exemplo, um casal e duas crianças, você já vai pagar um preço absurdo. Tem família aqui que não conseguia ir à praia porque não tinha condições de pagar um ônibus. Com esse dinheiro já dá para comprar um pão, ou um leite para as crianças", conta a dona de casa Marilza Marques, de 63 anos, durante uma das viagens.

Desde que começou a operar, em pouco mais de um mês, os ônibus gratuitos já transportaram mais de 200 mil passageiros. A Prefeitura de Maricá estima que já esteja atendendo 70% da população. A gratuidade fez até com que moradores de cidades vizinhas pudessem começar a frequentar as praias de Maricá. "Onde a gente mora é supertranquilo. Agora começou a vir um povo de São Gonçalo para as praias. Eles não consomem nada. O pessoal do quiosque reclama também", critica uma professora que não quis se identificar, enquanto espera o ônibus gratuito.

A Prefeitura espera ainda que o dinheiro, antes aplicado na passagem, comece a ser injetado no comércio da região. Como o ônibus funciona também de madrugada, as lojas próximas à rodoviária passaram a estender o horário de atendimento. "É um retorno que a prefeitura vem dando para o povo. O povo não ganha nunca nada. Agora tem ar condicionado, serviço de qualidade", conta o empresário Luiz Carlos Souza. "Eu estou economizando esse dinheiro para fazer um sacolão".

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Estado lança operação especial de ônibus rodoviários para o Carnaval

03/02/2015 - O Fluminense


Novos serviços e itinerários de ônibus rodoviários intermunicipais para o Carnaval serão implantados. Foto: Divulgação/ Governo do Estado
Viagem terá tempo médio diminuído com a utilização do Arco Metropolitano. Operação acontece entre os dias 11 e 23, quando serão disponibilizados ônibus expressos

A Secretaria de Estado de Transportes, com o Departamento de Transportes Rodoviários do Rio de Janeiro (Detro), informam que, de acordo com portaria publicada na edição do Diário Oficial desta terça-feira (3), serão implantados novos serviços e itinerários de ônibus rodoviários intermunicipais para o Carnaval. Além disso, serão criados serviços diretos com embarques em Campo Grande, Nilópolis, Nova Iguaçu e Alcântara. As empresas começarão a vender as passagens a partir de hoje.

Os moradores da Região Metropolitana do Rio, incluindo a capital, Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo, que escolherem os principais destinos do estado na Região dos Lagos, Costa Verde e Região Serrana para passar o Carnaval e fizerem o percurso de ônibus, via linhas intermunicipais, poderão ter o tempo de sua viagem diminuído em até uma hora. Este ganho no tempo médio de viagem será possível com a utilização, pela primeira vez, do Arco Metropolitano em conjunto com as rodovias metropolitanas, para aliviar o tráfego em vias já saturadas, ou com interdições para obras, a exemplo da Avenida Brasil, a rodovia Presidente Dutra e o entorno Rodoviária Novo Rio.

A operação acontece entre os dias 11 e 23 de fevereiro, quando serão disponibilizados ônibus expressos que farão o trajeto direto pelo Arco Metropolitano. A medida facilitará a vida dos moradores da Baixada Fluminense, que terão saídas diretas pelos terminais de Nilópolis, Nova Iguaçu e da Zona Oeste do Rio, que terão saídas diretas pelo terminal de Campo Grande. Com isso não será necessário que esses passageiros de desloquem até a Rodoviária Novo Rio. A medida também contemplará os moradores de São Gonçalo e Itaboraí,  que poderão embarcar sentido Região dos Lagos no Terminal de Alcântara, não precisando ir até o Terminal Roberto Silveira, em Niterói. A mudança também beneficia os moradores do Médio Paraíba com destino à Costa Verde, que agora vão contar com novos itinerários via Arco Metropolitano. As linhas regulares não sofrerão alterações.

"Esta é uma operação inédita que trará impacto positivo não só para o sistema viário, mas também para o passageiro, que terá mais comodidade em embarcar perto de casa e chegar mais rápido ao seu destino. Quem vai viajar no Carnaval já pode fazer o planejamento considerando esses novos serviços", disse o presidente do Detro, Carlos Luiz Martins.
 
Confira as linhas especiais, via Arco Metropolitano:

- Partindo dos Terminais Rodoviários de Campo Grande e de Nilópolis:
Campo Grande/Cabo Frio, Campo Grande/Nova Friburgo, Nilópolis/Cabo Frio (via Duque de Caxias), Nilópolis/Macaé (via Duque de Caxias e Rio das Ostras).

- Partindo do terminal de Nova Iguaçu:

Nova Iguaçu/Petrópolis, Nova Iguaçu/Cabo Frio  e Nova Iguaçu/Macaé (via Macaé e Verão Vermelho).
-Partindo do Terminal de Alcântara:
Alcântara/Cabo Frio, via Manilha.

- Partindo da Rodoviária Novo Rio:

As cidades da Costa Verde terão autorizados horários extras, expressos, via Arco Metropolitano nas linhas: Rio de Janeiro/Angra dos Reis e Rio de Janeiro/Paraty. 

- Partindo do Médio Paraíba:

Serão autorizados horários extras, expressos, via Arco Metropolitano partindo da Rodoviária de Barra Mansa, nas linhas: Barra Mansa /Itaguaí e Barra Mansa/Mangaratiba, via Volta Redonda.
 
As linhas já existentes serão autorizadas a realizar horários extras que acessarão diretamente o Arco Metropolitano, sem prejuízo dos itinerários atuais, que continuarão sendo cumpridos. Os horários extras e seus ônibus terão a inscrição "Expresso - via Arco Metropolitano" fixada no para-brisa.

O Fluminense

Ônibus intermunicipais farão trajeto via Arco Metropolitano durante carnaval

Objetivo é desafogar o trânsito em vias saturadas

03/02/2015 - O Globo

RIO - Os moradores do Grande Rio que escolherem os principais destinos do estado na Região dos Lagos, Costa Verde e Região Serrana para passarem o carnaval poderão ter o tempo de sua viagem diminuído em até uma hora, de acordo com o Departamento de Transportes Rodoviários (Detro). Entre os dias 11 e 23 de fevereiro, serão disponibilizados ônibus expressos que farão o trajeto direto pelo Arco Metropolitano, que, junto com as rodoviárias metropolitanas, busca aliviar o tráfego em vias já saturadas, ou com interdições para obras, como a Avenida Brasil, a Rodovia Presidente Dutra e a Rodoviária Novo Rio. As empresas de ônibus começarão a vender as passagens a partir desta terça-feira.

Foram criados também serviços especiais, saindo diretamente dos terminais de Nilópolis, Nova Iguaçu e Campo Grande, reduzindo o fluxo de passageiros e de veículos transitando no entorno da Rodoviária Novo Rio. O projeto também vai contemplar os moradores de São Gonçalo e Itaboraí que poderão embarcar para Região do Lagos no Terminal de Alcântara, sem precisar se deslocar até o Terminal Roberto Silveira, em Niterói. As linhas regulares não sofrerão alterações.

Partindo dos Terminais Rodoviários de Campo Grande e de Nilópolis, as linhas especiais via Arco Metropolitano são:

Campo Grande/Cabo Frio, Campo Grande/Nova Friburgo, Nilópolis/Cabo Frio (via Duque de Caxias), Nilópolis/Macaé (via Duque de Caxias e Rio das Ostras).

Partindo do terminal de Nova Iguaçu:

Nova Iguaçu/Petrópolis, Nova Iguaçu/Cabo Frio e Nova Iguaçu/Macaé (via Macaé e Verão Vermelho).

Partindo do terminal de Alcântara:

Alcântara/Cabo Frio, via Manilha.

Partindo da Rodoviária Novo Rio:

As cidades da Costa Verde terão autorizados horários extras, expressos, via Arco Metropolitano nas linhas: Rio de Janeiro/Angra dos Reis e Rio de Janeiro/Paraty.

Partindo do Médio Paraíba:

Serão autorizados horários extras, expressos, via Arco Metropolitano partindo da Rodoviária de Barra Mansa, nas linhas: Barra Mansa /Itaguaí e Barra Mansa/Mangaratiba, via Volta Redonda.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/onibus-intermunicipais-farao-trajeto-via-arco-metropolitano-durante-carnaval-15227110#ixzz3QgRJXsNz 
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