quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Milícia 'toma conta' de 21 estações do BRT na Zona Oeste do Rio

29/01/2018 - RJTV 

Segundo o Ministério Público, milicianos assumiram estações "menos visadas", a maioria entre Campo Grande e Santa Cruz. Tráfico está em outros 3 pontos.

Estações do BRT são controladas pela milícia na Zona Oeste do Rio

Em 16 quilômetros de extensão, 21 estações. Tudo na mira da milícia. Investigações do Ministério Público estadual dão conta que milicianos assumiram estações do BRT Transoeste, que liga a Barra da Tijuca até Campo Grande, passando por Santa Cruz, todas na Zona Oeste da cidade. De acordo com informações do MP, o trecho entre os terminais de Santa Cruz e Campo Grande, na Zona Oeste da cidade, é o mais complexo, como mostrou o RJTV nesta segunda-feira (29).

"Há informações sobre isso, sim. A milícia está tomando conta das estações do BRT, especialmente as menos visadas", afirmou o promotor Luiz Antônio Ayres.

O RJTV também teve acesso ao relato de uma das testemunhas ao Ministério Público. Aos promotores, numa mensagem pela internet, ela escreve:

"O que ocorre é que para não cair o negócio com o transporte alternativo, vans, milicianos ameaçam todos os motoristas, despachantes e diretores do BRT, na Linha Campo Grande - Santa Cruz".

As ameaças ocorrem, principalmente, nos horários de maior movimento: entre 5h até 8h, e à tarde, das 17h às 20h.

Relato de testemunhas que não querem se identificar

"É um terror pegar o BRT nestes horários. O que ocorre para não cair o negócio com o transporte alternativo, vans. É o bando dele mandando ameaçar todo os motoristas, os despachantes e os diretores do BRT".

"Nos horários de maior movimento, as vans lotam aumentando o seu faturamento, e o Detro está sendo corrupta recebendo propinas, enfim, todo os dois batalhões estão fazendo vista grossa para o caso. É um terror para pegar o BRT. Sem contar que os outros problemas, que se ocorre: homicídios com ocultação de cadáveres, prostituição de menores e vários outros crimes".

O promotor Luiz Ayres disse que um ofício foi expedido, no fim do ano, para a secretaria municipal de Transportes. Um ofício semelhante também foi enviado para a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

"As milícias definem quantas pessoas podem entrar, em quais horários podem entrar, quem pode entrar. Quem vai pagar, quem pode não pagar. Nós recebemos essas informações".

Além da milícia, três estações: Cesarão I, II e III também sofrem com o crime: nestas quem manda são os traficantes.

"Nós temos trechos que são críticos. Em alguns, temos dificuldade até de conseguir um profissional para trabalhar no trecho. Temos trechos em que as estações todas estão sob pressão do ambiente externo. Porque a situação é de uma situação de segurança pública. Lá, não temos controle. Continuamos atuando praticamente de graça", disse Suzy Ballousier, diretora de relações institucionais do BRT.

Constantemente, os ônibus do BRT precisam de manutenção. O asfalto está cheio de buracos aumentando o número de veículos quebrados. A administração do BRT afirma que são gastos R$ 60 milhões com o vandalismo e a parte mecânica. Segundo cálculos da concessionária, daria para comprar 65 veículos.

A Polícia Militar diz que há um convênio com o BRT e que as estações patrulhadas são determinadas pela concessionária. A Polícia Civil disse que as investigações são sigilosas.

Ao RJ2, a assessoria da secretaria de Transportes informou que o secretário Rubens Teixeira não conversaria ao vivo com a equipe de reportagem.



terça-feira, 16 de janeiro de 2018

"Papa-Fila" (1955-1959)

Cronologia

No dia 10 de junho de 1955, é apresentado pela primeira vez, no Rio de Janeiro, um modelo do ônibus “papa-filas”, em evento realizado em frente ao Ministério da Educação, com a presença do Chefe de Polícia e o Chefe do Serviço de Ônibus do Departamento de Concessões da Prefeitura. Os novos veículos eram fabricados pela Fábrica Nacional de Motores e firmas A Veloz S.A. , Carrocerias Massari, e Carrocerias Caio. As firmas já tinham fabricado 5 veículos, sendo que 3 já circulavam nas cidades de São Paulo. As cidades de Belo Horizonte e Porto Alegre já haviam efetuado encomendas.

No dia 23 de outubro de 1956, com a presença do Prefeito Negrão de Lima, é realizada uma viagem experimental do ônibus “papa-fila” entre o Largo da Carioca e a Urca. No dia 24 de dezembro é inaugurada a operação do primeiro carro na Linha 106 (Lins de Vasconcelos – Urca). Cada veículo tinha capacidade para 150 passageiros, sendo 63 sentados e 87 em pé. Em 1957, a linha Tiradentes – Pavuna era operada só com “Papa-filas”.

Em fevereiro de 1957, a empresa Paranapuan inicia a operação da nova linha Bancários – Praça XV com dois ônibus tipo “papa-filas”. Os novos carros, por serem morosos, não tiveram boa aceitação da população. Na época a empresa operava também a linha Freguesia-Praça XV, com ônibus convencionais. O “papa-fila”, com 17 metros de comprimento, tinha capacidade total para 150 passageiros, sendo 60 sentados. Composto por um cavalo mecânico com motor de 130 cavalos e reboque para passageiros.

Transportes América em 1957

No dia 30 de abril de 1957, início da operação de 3 novos ônibus “papa-filas” na linha 122 (Pavuna-Tiradentes), substituindo parte dos 26 micro-ônibus da linha.

Já no dia 24 de janeiro de 1959, todos os ônibus tipo “papa-filas” da Linha Pavuna – Tiradentes, pertencentes à empresa Transportes América S.A. são retirados de circulação e substituídos por ônibus convencionais. A empresa alegava prejuízos e constantes avarias. A empresa contava com 15 “papa-filas”, a maior frota da cidade, que circulavam desde o março de 1957.O tempo de viagem entre o Centro e a Pavuna, em “papa-fila”, era de 1h30, contra 45 minutos em ônibus convencional. Os caminhões FNM também não eram adequados para o tráfego urbano, que exige constantes paradas. Outras empresas da cidade já tinham abandonado a operação de seus “papa-filas”, restando apenas a operação de 2 carros na Paranapuan, mesmo assim nos horários de pico:

Empresas de Ônibus com “Papa-filas" 

Empresa (Linha)

América (Pavuna - Tiradentes)
ETAL (Lins – Urca)
Auto Diesel (Castelo – Marechal Hermes)
Paranapuan (Ilha do Governador - Centro)
Nacional


REFERÊNCIAS:

“Em ação os Papa-filas”. 1956, dezembro, 27. O Globo. Matutina, Geral, página 6.

“Papa-filas retirados das ruas com a alegação de que dão prejuízo”. Jornal do Brasil. 1959, janeiro, 24. Segundo Caderno, página 9.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Auto Lotação Unidos (Intermunicipal)



Luta Democrática, 23/08/1969


Em 1972 operava a Linha (Vilar dos Teles - Cascadura).

Sede da empresa localizada na Avenida Doutor Arruda Negreiros, 779, São Mateus.




REFERÊNCIAS

"Um artista da pesada". Luta Democrática. 1972, 1972, abril, 27. Página 2.

"Empresas de Ônibus assaltadas". Luta Democrática. 1972, 1972, junho, 3. Página 8.

sábado, 13 de janeiro de 2018