quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Aplicativo permite pagar tarifa de ônibus com cartão

23/11/2016 - O Globo

Plataforma está presente em duas linhas de ônibus executivo no Rio
   
POR RENAN FRANÇA 

Tecnologia. Jessica usa QR Code para embarcar - Hermes de Paula

RIO - Para alguns cariocas, fazer sinal no ponto para os motoristas de ônibus é algo já considerado arcaico. Com smartphone em mãos, o grupo antenado com a tecnologia consegue reservar poltronas, pagar a tarifa e informar o local onde deseja embarcar. Esse novo jeito de usar coletivos do Rio é possível por meio do aplicativo de celular Moov. Lançada antes da Olimpíada, a plataforma, que lembra o Uber e suas funcionalidades, está presente em duas linhas de ônibus executivo da cidade, os chamados frescões. Usuários garantem que a viagem melhorou: ficou mais rápida e segura.

— O sistema oferece mais conforto, pois o ônibus só para em pontos onde há passageiros para embarcar — diz João Zecchin, CEO da Moov. — E todos que embarcam têm cadastro na empresa, o que minimiza a chance de um assalto.

As duas linhas que estão no sistema são a 2333sv (Recreio-Centro, via Zona Sul), da Expresso Recreio, e a sva2343 (Ribeira-Candelária), da Viação Ideal. Uma vez comprada a passagem pelo cartão de crédito, internautas escolhem o ponto de ônibus para embarque e podem monitorar a chegada do coletivo via aplicativo. A única coisa que o passageiro precisa apresentar ao motorista é o QR Code (código que confirma a compra) no celular. Um iPad ao lado do condutor faz a leitura e libera a roleta. O bilhete custa R$ 14, e o passageiro não é cobrado pelo serviço virtual.

— Sou usuária assídua. Para mim, o serviço é melhor que o do metrô, pois a viagem é mais confortável — afirma a advogada Jessica Ricc

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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Feriado termina com 68 ônibus depredados no Rio

03/11/2016 - O Globo

Linhas 474 e 476 foram alvos de vandalismo, segundo Rio Ônibus
   
POR GISELLE OUCHANA

Ônibus tiveram janelas e vidros quebrados, além de poltronas rasgadas - Divulgação

RIO - O feriado de Finados, com sol forte, calor e praias lotadas, terminou em prejuízo para a viação Braso Lisboa, que opera as linhas 474 (Jacaré-Copacabana) e 476 (Méier-Leblon). Mais uma vez, os ônibus da empresa foram alvos de vandalismo promovido por grupos de adolescentes. Segundo o sindicato das empresas de ônibus (Rio Ônibus), 68 veículos foram depredados e tiveram bancos rasgados, além de vidros e saídas de emergência quebrados. Pelo menos 30 coletivos ficaram totalmente destruídos. Ninguém ficou ferido.

Os atos de vandalismo aconteceram, principalmente, na Avenida Presidente Vargas, no Centro, na Cidade Nova e na altura do terminal rodoviário Novo Rio. Segundo o Rio Ônibus, desde o início do ano, a Braso Lisboa já registrou 179 ônibus depredados em atos de vandalismo, sendo 119 apenas nos últimos dois meses. No período de um ano, o custo de reparo dos ônibus depredados ultrapassam R$ 575 mil, que seriam suficientes para realizar a compra de quase dois coletivos.

Além do prejuízo financeiro, a empresa ressalta que os usuários das linhas são os mais prejudicados. “As ações de vandalismo prejudicam a oferta de transporte aos passageiros”, afirma em nota. Durante a madrugada desta quinta, mecânicos tentaram fazer os reparos necessários para que a circulação ocorresse normalmente na parte da manhã. Apesar de todo o esforço, no entanto, apenas 47 veículos foram consertados a tempo. Os demais só entraram em operação a tarde. Apenas um não teve o reparo concluído por falta de peças. “Ninguém imagina que 68 carros vão ser depredados num só dia. Por isso as empresas não têm tanto estoque de peças para reposição”, explicou em nota repudiando a violência.

Procurada, a Polícia Militar disse que realizou blitz em em diversos locais no sentido de coibir ações criminosas. Em nota, afirmou ainda que o4° BPM (São Cristóvão), que abrange a área da Rodoviária, “recebeu um reforço de 40 policiais no efetivo e vem intensificando o policiamento nos locais de maior incidência criminal". As imagens do circuito interno dos ônibus já estão sendo analisadas pela Polícia Civil.

ÁREA DA RODOVIÁRIA É UM DOS PIORES TRECHOS

O entorno da Rodoviária Novo Rio é, para os motoristas que trabalham nas linhas 474 e 476, um dos piores trechos. É lá que muitos adolescentes entram nos ônibus após roubar pertences de quem chega à cidade pelo terminal.

— Eles roubam as bagagens das pessoas, entram no ônibus para fugir e selecionar o que lhes interessa. O que não for de interesse, os adolescentes simplesmente descartam jogando os objetos pelas janelas do ônibus, aumentando o risco, inclusive, de provocar um acidente — contou um despachante que preferiu não ser identificado.

Os túneis Santa Bárbara e Rebouças também estão na rota de perigo. As galerias que ligam a Zona Sul ao Centro e à Zona Norte são o início do chamado “surfe rodoviário”, em que os jovens andam no teto do ônibus em movimento. O Largo da Cancela, em São Cristóvão, e o Largo do Pedregulho, em Benfica, também são pontos “complicados”, garantem os funcionários.

Abalados, motoristas estão desistindo de trabalhar na “linha do inferno”, como já é conhecida entre os rodoviários a 474. No mês passado, um funcionário que trabalhava há três anos no itinerário precisou ficar cinco dias afastado da função após um choque: um grupo de 70 adolescentes invadiu o ônibus e o obrigou a parar em todos os pontos para fazer assaltos.

— Eles desembarcam, assaltam e voltam para o ônibus — contou o motorista.

Os rodoviários descobriram que uma das estratégias adotadas por esses jovens é apertar o botão de emergência dos coletivos. Localizado na porta traseira, o “anjo da guarda” só deve ser acionado em situações de perigo para interromper o funcionamento do motor, impossibilitando a aceleração. No entanto, os jovens o ativam, descem do veículo para praticar roubos e conseguem alcançá-lo para fugir.