segunda-feira, 31 de março de 2014

Rio ganha mil novos ônibus, todos com ar, até o fim do ano: substituições começam em 20 dias

31/03/2014 - Extra - RJ

Até o fim do ano, mil novos ônibus com ar-condicionado vão integrar a frota municipal do Rio, substituindo velhos carros. O número corresponde a 11,9% do total de coletivos da cidade. Desses, 89 vão chegar às garagens, e, em até 20 dias, já estarão circulando em linhas definidas (veja no quadro).

A maior parte dos veículos está nas zonas Norte e Oeste. São 49 ônibus distribuídos em seis linhas do Consórcio Internorte. Na Zona Oeste, a Auto Viação Jabour, que integra o Consórcio Santa Cruz, fez 62 encomendas e já tem 15 micro-ônibus operando em três linhas em Campo Grande. Nos próximos dias, irão para as ruas 15 ônibus e 32 micro-ônibus da empresa.

— Começamos a substituição com os micro-ônibus porque eles dão maior frequência à linha. Uma característica da região é o pouco espaço entre os sub-bairros. Então, esses veículos fazem melhor a manobra — explicou Diego Batista, gerente operacional da Auto Viação Jabour.

Os ônibus articulados também entram nessa conta. Até maio, serão 157 do corredor BRT Transcarioca — que vai ligar o Galeão, na Ilha, à Barra. Além desses, cerca de 250 já encomendados, mas ainda sem linhas definidas, devem chegar em até 90 dias, informou o Rio Ônibus — Sindicato das Empresas de Ônibus.

Segundo Lélis Teixeira, presidente do Rio Ônibus, há outras 500 encomendas:

— Eles já estão em fabricação. Até o fim do ano, a frota terá num total mais de dois mil veículos com ar em circulação.

A chegada do primeiro lote de veículos ocorre um mês após o decreto do prefeito Eduardo Paes, publicado em 24 de fevereiro, que exige que os novos ônibus municipais tenham ar-condicionado. Hoje, a frota municipal conta com 8.725 ônibus. Desses, apenas 18,7% são refrigerados.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Ônibus Elétrico

Inaugurado último trecho do BRT Transoeste ligando Santa Cruz a Campo Grande

27/03/2014 - Niterói Mais

O último trecho do BRT Transoeste ligando Santa Cruz a Campo Grande foi inaugurado neste sábado (22). O trecho segue pela Avenida Cesário de Melo, na Zona Oeste do Rio. Ao todo, o novo serviço conta com 26 estações distribuídas em 16 Km, sendo nove novas estações inauguradas hoje. A previsão inicial é de que 20 mil passageiros por dia passem a usar o novo serviço.

"Essa ligação de Santa Cruz a Campo Grande aumenta muito a possibilidade de gente atendida. Você tem toda a reta da Avenida Cesário de Melo, que tem muitas comunidades, muitos bairros e com pessoas que precisam de transporte com qualidade. O BRT é um super ganho para a população da Zona Oeste. Completamos esse ciclo aqui na Zona Oeste, que depois vai se ligar com a Transolímpica, quando ela estiver pronta. O BRT dá dignidade para as pessoas", destacou o prefeito do Rio Eduardo Paes.

As novas estações, que compõem o chamado Lote 4, são Inhoaíba; Ana Gonzaga; São Jorge; Pina Rangel; Parque da Esperança; Cândido Magalhães, Prefeito Alim Pedro, Gramado e Terminal Rodoviário de Campo Grande, que passam a integrar o corredor exclusivo e funcionarão 24h todos os dias da semana.

De acordo com a prefeitura, para a operação serão utilizados 25 veículos BRT do tipo padron, com capacidade para 100 passageiros e cumprindo intervalos médios de seis minutos nos horários de pico, em sistema parador. Além de maior conforto, com veículos novos, todos os ônibus têm ar-condicionado.

Segundo as contagens iniciais, com a entrega das novas estações haverá uma redução média no tempo de viagem de 25%, no trecho entre Santa Cruz e Campo Grande, em comparação ao serviço de ônibus regulares utilizados antes da construção da Transoeste. A viagem, que tinha duração média de 50 minutos, passará a ser feita em 38 minutos.

Para orientação dos usuários, equipes de agentes do Rio Ônibus trabalham na distribuição prévia de panfletos informativos em toda a região do entorno das estações.

A obra desse corredor expresso foi realizada por meio das secretarias municipais de Obras (SMO) e Transportes (SMTR), em conjunto com o Consórcio BRT.

Obra do Lote 4

O trecho correspondente ao quarto lote da Transoeste inicia na Estrada da Pedra e segue até Campo Grande pela Avenida Cesário de Melo. A Secretaria Municipal de Obras investiu R$ 84,4 milhões nesta etapa para implantação do corredor expresso, utilizando 12 quilômetros da via, uma das arteriais do bairro, que foram adaptadas para receber o sistema de BRT.

BRT Transoeste

Primeiro BRT da cidade, a Transoeste passa a ligar a Barra da Tijuca a Santa Cruz e Campo Grande, transportando 150 mil passageiros por dia. Totalmente segregado do tráfego geral, composto por linhas expressas e paradoras, o corredor passa a ter 56 quilômetros de extensão e 58 estações, incluindo os três terminais Alvorada, Santa Cruz e Campo Grande. Em operação no trecho Barra x Santa Cruz desde junho de 2012, o investimento da Prefeitura do Rio na implantação do corredor é de R$ 1 bilhão.

Criado em Curitiba e exportado para diversas cidades como Bogotá, Pequim e Johanesburgo, o BRT consiste num sistema de transporte público com ônibus articulados que circulam em vias exclusivas, reduzindo, assim, o tempo de viagem do passageiro. O embarque de passageiros se dá em estações com plataformas compatíveis com o piso dos veículos, reduzindo o tempo de embarque e os bilhetes são vendidos antecipadamente. Por operar de forma troncal, os BRTs contribuem decisivamente para o reordenamento do sistema de transporte de uma cidade.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Transoeste, enfim, chega a Campo Grande

19/03/2014 - O Dia - RJ

Rio - Um boa notícia para os mais de 300 mil moradores de Campo Grande, na Zona Oeste. Com mais de um ano de atraso, a ligação do bairro com a Barra da Tijuca pelo BRT Transoeste foi concluída e será inaugurada no sábado. A estimativa inicial da Secretaria Municipal de Transportes é de que cerca de 20 mil passageiros por dia usem o novo trecho do corredor.

Composto por nove estações distribuídas ao longo de 12 quilômetros, o chamado Lote 4 do Transoeste completa também a ligação viária entre as áreas centrais de Santa Cruz e Campo Grande. Para tanto, a prefeitura estendeu o traçado do BRT que, desde dezembro do ano passado, já conecta Santa Cruz a Inhoaíba e a outros bairros cortados pela avenida Cesário de Melo.

Para Carlos Roberto Osório, secretário municipal de Transportes, a conclusão da parte final do Lote 4 representa o aparecimento de um novo perfil de mobilidade na região. "O BRT inteiro tem 56 km de extensão e é feito de grandes distâncias. Mas o trecho que vamos inaugurar no sábado traz a possibilidade de o passageiro usar o corredor para se deslocar entre bairros próximos, a pequenas ou médias distâncias, como de Cosmos a Inhoaíba, ou de Paciência a Campo Grande", afirmou Osório ontem.

A partir deste sábado, 25 ônibus refrigerados, cada um com capacidade para 100 passageiros, farão o trajeto Santa Cruz-Campo Grande. A Rio Ônibus não informou as linhas que atenderão ao novo trecho. Carlos Roberto Osório prevê redução média de 25% no tempo de deslocamento entre as regiões centrais de Santa Cruz e Barra da Tijuca.

"Em dias normais, nós acreditamos que o tempo de viagem de 50 minutos pode cair para cerca de 38 minutos", disse ele, acrescentando que isso terá impacto na qualidade de vida do bairro.

O custo total das obras do BRT Transoeste ficou em aproximadamente R$ 84,5 milhões, de acordo com o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto. Osório acrescentou ainda que, com a instalação da estação do BRT no Centro de Campo Grande, a prefeitura promoverá o reordenamento urbano do entorno da rodoviária do bairro.

No Lote 4, atrasos. No Lote zero, indefinição

O atraso de um ano no cronograma das obras do BRT Transoeste em Campo Grande foi fruto do cancelamento do contrato com a construtora Sanerio que, segundo a prefeitura, não entregou algumas estações até o início do ano passado e deixou às moscas os canteiros de obras. Em seu lugar, dispensada de licitação, entrou uma empresa sediada em Minas Gerais.

O Lote 4 "briga" cabeça a cabeça com o Lote Zero pelo posto de trecho mais conturbado do Transoeste. Projetado para ligar o Jardim Oceânico ao Terminal Alvorada, nas duas pontas da Barra da Tijuca, o Lote Zero motivou uma ação civil movida pelo Ministério Público do Estado do Rio, segundo a qual a prefeitura, na elaboração do projeto, teria desrespeitado legislações federal e estadual que a obrigariam a obter licenciamento ambiental.

A Prefeitura do Rio sustenta que não precisou cumprir qualquer lei porque o lote não seria classificado como obra de grande porte. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Obras, o Lote Zero já foi licitado. Contudo, o projeto pode ser abortado porque o Governo do Estado estuda levar o metrô até o Alvorada.

Tarifas de trens e metrô sobem em 60 dias

A Agetransp (agência estadual reguladora dos transportes) autorizou o reajuste das tarifas de trens e metrô no Rio de Janeiro. Já as chamadas tarifas sociais, que são as cobradas de quem tem bilhete único, não sofrerão alterações.

Com a autorização, em 60 dias, a passagem nos trens passará de R$ 2,90 para R$ 3,20 e ,no metrô, de R$ 3,20 para R$ 3,50. O governador Sérgio Cabral havia anunciado, no início do ano, que não haveria aumento. Entretanto, o governo depois explicou que não haveria reajuste somente para os portadores do Bilhete Único, cujas tarifas são subsidiadas. Todos os moradores da Região Metropolitana podem retirar o Bilhete Único.

Representante do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte, Nazareno Stanislau Affonso explica que o aumento do preço da energia impacta nas passagens. "Apesar de o país ter retomado os investimentos em metrô, acabou-se com o subsídio da energia elétrica e, atualmente, seria necessária uma redução nesse custo para oferecer melhores tarifas."

Novo trem nacional entra em operação

Os moradores de Nilópolis estrearam ontem pela manhã o primeiro trem com ar-condicionado da SuperVia fabricado no Brasil. A composição é a primeira de dez encomendadas pela concessionária à fabrica da multinacional Alstom, em São Paulo. Os demais devem chegar até o fim do ano. O trem, com capacidade para 2.400 passageiros, têm um visual diferente dos atuais e a passagem entre os vagões é ampla e sem portas. Além disso, as composições têm circuito interno de câmera, painéis de LED e, segundo a SuperVia, um dispositivo que impede a abertura das portas em movimento.


A viagem inaugural saiu da estação na Baixada Fluminense, às 9h, com destino à Central e teve a presença do governador Sérgio Cabral, do vice Luiz Fernando Pezão e outras autoridades em um dos vagões. Segundo Cabral, incluindo também os trens comprados pelo governo estadual da China, chegarão, até o fim do ano, 80 composições com ar-condicionado. "Isso sem dúvida causa uma subida enorme na qualidade de atendimento. Serão 80 trens entregues esse ano e, até 2016, toda a frota será renovada, tudo com ar-condicionado", disse.

Entre os passageiros, houve aprovação, mas também cobranças. "Ar é bom, mas espero que tenha a manutenção devida para continuar assim", contou o funcionário público Jorge Geraldo Vieira, de 53 anos.

Metrô aumenta oferta em 14 mil lugares na Linha 2

Os passageiros da Linha 2 do metrô terão a partir de hoje trens extras no horário de pico que sairão de Engenho da Rainha para o Estácio, onde há a integração com a Linha 1. Segundo a concessionária MetrôRio, a nova operação oferecerá mais 14 mil lugares na Linha 2 e foi adotada para atender ao aumento do fluxo, que, em fevereiro, foi de 30%, devido às mudanças no trânsito.

A previsão é de que os trens extras circulem de 6h45 às 9h10, mas, em caso de demanda maior, a operação poderá ser estendida. Como mostrou O DIA , muitos passageiros na Linha 2 reclamavam que, no horário de pico da manhã, tinham de voltar no sentido Pavuna para conseguir entrar nos trens que já chegavam lotados.

Desde o início do ano, a concessionária informou que, em apoio à operação planejada pela prefeitura para o trânsito do Centro por causa das obras viárias, conseguiu aumentar a oferta em 40 mil lugares diários (10 mil por linha/sentido). Isso foi feito, ampliando a operação especial de horário de pico, que coloca todos os trens em circulação. A média de passageiros do mês de fevereiro foi de 800 mil usuários por dia útil contra 738 mil passageiros em dezembro.

O MetrôRio informou também que houve um reforço de 10% na frota dos ônibus do serviço Metrô Na Superfície e aumento de 60% nas posições de bilheterias disponíveis e 10%, no número de agentes de segurança nas estações. No último sábado, foi inaugurada a 36ª estação do metrô, a Uruguai, na Tijuca. A expectativa da concessionária é de que a nova estação receba cerca de 36 mil pessoas por dia, grande parte que costumava usar a Estação Saens Peña.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Veículos legalizados driblam fiscalização e deixam usuários a pé

3/03/14 - O Globo

Para o presidente do Rio Ônibus, Lélis Marcus Teixeira, a questão das vans em Jacarepaguá está mal resolvida

LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

O cabeleireiro Ubiratan Amorim (de bermuda azul): depois das 23h, as vans desaparecem da Estrada Pau da Fome, o que o obriga a voltar a pé para casa
 O cabeleireiro Ubiratan Amorim (de bermuda azul): depois das 23h, as vans desaparecem da Estrada Pau da Fome, o que o obriga a voltar a pé para casa Foto: Custódio Coimbra / Fotos de Custódio Coimbra
Foto: Custódio Coimbra / Fotos de Custódio Coimbra

O cabeleireiro Ubiratan Amorim (de bermuda azul): depois das 23h, as vans desaparecem da Estrada Pau da Fome, o que o obriga a voltar a pé para casa Custódio Coimbra / Fotos de Custódio Coimbra

RIO - Passados pouco mais de três meses da legalização do transporte alternativo em Jacarepaguá, o sistema está longe de estar organizado. Em lugar de circular pelos itinerários pré-determinados em contrato com a prefeitura, muitos motoristas deixam passageiros a pé à espera de transporte enquanto competem com os ônibus nos principais corredores de tráfego do bairro, agindo como piratas. Essa leva de "piratas oficiais" desfruta de uma série de vantagens em relação aos informais. Além de os motoristas terem licença em definitivo e os veículos adotarem um novo padrão de identificação, os condutores podem inclusive transportar passageiros com o Bilhete Único Carioca (BUC). Isso porque os carros estão equipados com validadores fornecidos pelo RioCard.

Para quem depende de uma alternativa de transporte em trechos com poucos ônibus, a falta de vans é um problema recorrente. A dona de casa Sebastiana Santos Queiroz, de 32 anos, que utiliza lotada para circular pelo bairro, é uma dessas pessoas. O GLOBO acompanhou um dia na rotina de Sebastiana, que diariamente perde tempo esperando pelo transporte com o filho de 1 ano no colo, na Avenida dos Mananciais. No primeiro dia, ela queria voltar para casa na Estrada do Curumau, a cerca de dois quilômetros. Passada meia hora de espera, Sebastiana desistiu e resolveu seguir a pé até sua casa. Não muito longe dali, na Estrada do Pau da Fome, também na Taquara, a situação não era diferente e usuários de vans aguardavam longo tempo nos pontos.

Empresários de ônibus que operam na região reclamam também da concorrência dos "piratas oficiais". Eles calculam que os topiqueiros concorram com pelo menos 15 linhas regulares de ônibus de três empresas: Santa Maria, Litoral e Redentor. O presidente da Santa Maria, Paulo Valente, encaminhou ofício ao Consórcio Transcarioca (que reúne as empresas que atuam na Barra e em Jacarepaguá) relatando o problema. Paulo Valente afirma que muitas dessas vans param nos mesmos pontos dos coletivos na Estrada dos Bandeirantes. Já o ponto final dos ônibus da Santa Maria, na Colônia, é vizinho ao terminal das vans. O empresário evita críticas à prefeitura, mas diz que esperava um quadro diferente após a licitação.

— Por dia, só a nossa empresa deve perder pelo menos 7,2 mil passageiros para essas vans. É receita que deixa de entrar num momento em que vamos precisar investir na compra de ônibus articulados para circular no futuro BRT Transcarioca. Se os motoristas dessas vans estivessem cumprindo os roteiros, eles estariam abastecendo os ônibus com mais passageiros — disse Paulo Valente.

As bandalhas ocorrem às vésperas de a prefeitura bater o martelo sobre a revisão das rotas feitas pelas vans em Jacarepaguá porque muitos trajetos licitados não demonstraram viabilidade econômica, como admitiu o subsecretário de Fiscalização, Cláudio Ferraz. Segundo ele, técnicos da Secretaria municipal de Transportes estão em fase final de revisão dos roteiros das linhas. O trabalho deve ser concluído nos próximos dias para análise do prefeito Eduardo Paes

— O contrato com os operadores prevê revisões para manter o sistema equilibrado. São várias propostas em análise. O que está sendo verificado é como seria possível fazer modificações mantendo a filosofia de que as vans prestem um serviço complementar aos ônibus. Podem até passar por áreas comuns, mas sem concorrer com o serviço prestado pelo transporte de massas — disse Ferraz.

Faltam fiscais para coibir irregularidades

Para o presidente do Rio Ônibus, Lélis Marcus Teixeira, a questão das vans em Jacarepaguá está mal resolvida não apenas naquele bairro, mas em boa parte das zonas Norte e Oeste:

— A prefeitura tem que ser tão rigorosa na fiscalização tanto nessa região quanto na Zona Sul.

Enquanto as mudanças não ocorrem, sobram reclamações de passageiros.
— Antes da licitação, toda van autorizada a fazer lotadas circulava por aqui. Mas o serviço não era bom. Muita gente viajava em pé. O sistema licitado funcionou apenas no primeiro mês. Falta fiscalização — criticou a musicista Fabíola Bernardes, de 31 anos, que trabalha na Freguesia e chega a esperar quase uma hora por uma van ou ônibus na Avenida dos Mananciais.

Na Estrada do Pau da Fome, o cabeleireiro Ubiratan Amorim, de 48 anos, engrossa as críticas.

— De dia, ainda há van e ônibus, embora em pouca quantidade. Mas, depois das 23h, ou venho a pé da Taquara ou pego um táxi. Nesse ponto, nada mudou. Só a cor das vans — criticou Ubiratan.

A subsecretaria alega que mantém equipes atuando em Jacarepaguá e ainda monitora motoristas por GPS para evitar desvios. Mas nenhum desses fiscais foi visto pelos repórteres do GLOBO em duas visitas ao bairro. Nessas ocasiões, os repórteres contaram 49 vans em quatro horas cumprindo rotas irregulares. As placas anotadas eram de fato de vans licitadas, conforme checagem feita no site da SMTR.

Na área da antiga Colônia Juliano Moreira, até um estacionamento improvisado foi criado na Estrada Rodrigues Caldas, nas proximidades de um terminal de ônibus. O "espaço das vans" é vizinho a comunidades controladas por milícias. A 300 metros do ponto das vans, no fim de janeiro, havia uma faixa de agradecimento dos moradores ao vereador Marcelo Piuí (PHS) pelo "retorno das vans". O GLOBO procurou o vereador, mas ele não retornou as ligações. Em nova vista à Colônia na sexta-feira, a faixa já havia sido retirada

Um dos motoristas que opera uma linha em Jacarepaguá justificou a bandalha.

— As projeções da prefeitura estavam erradas. No Pau da Fome, por exemplo, foram autorizados 32 carros quando circulávamos com oito veículos. Falavam em carregar 11 mil passageiros por mês, mas se houver metade dessa demanda já é muita coisa. Por isso, muitos colegas passaram a fazer outras rotas — argumentou o motorista, que pediu para não ser identificado.

Ferraz alega que a fiscalização é rigorosa e que, enquanto os novos roteiros não são divulgados, os motoristas devem cumprir o contrato. De acordo com ele, o Código Disciplinar não prevê a cassação imediata da licença em caso de desvio de rota. A primeira multa é de R$ 1.250.
Cassação de licença só com reincidência

Apenas se o motorista for pego em duas reincidências, a prefeitura pode abrir um processo de cassação da licença (já existe um caso em análise). Ferraz observou também que, em alguns casos, a constatação da irregularidade é mais difícil de provar porque, ao abordar alguns veículos, eles estão sem passageiros. No fim do ano passado, a prefeitura contava com 78 fiscais e auxiliares para acompanhar o dia a dia de mais de oito mil ônibus, 33 mil táxis e mais de três mil vans licitadas ou com autorização provisória para circular. Ou seja, mais de 550 veículos por agente.

Ao todo, 392 vans operam em Jacarepaguá, divididas por turnos. Em uma das visitas ao bairro, o repórter do GLOBO embarcou em uma van licitada que seguia por um trecho da Estrada dos Bandeirantes, onde as lotadas são proibidas, pagando uma viagem até a Taquara com o cartão Riocard. Esse percurso irregular garante mais dinheiro no bolso para os bandalhas. Quando há integração, o topiqueiro recebe apenas R$ 1,10 e, se o passageiro não embarcar num ônibus, o motorista da van fica com R$ 1,62, já descontadas as comissões pelo uso dos cartões do sistema RioCard. No caso de a passagem ser paga em dinheiro, como fizeram alguns usuários que viajaram na mesma van, o responsável pelo serviço embolsa integralmente os R$ 3.

Os problemas com as vans licitadas não se limitam a Jacarepaguá. Na Zona Sul, é frequente encontrar vans que ligam a Rocinha e o Vidigal aos bairros da região com passageiros viajando em pé, o que é irregular. Alguns motoristas, quando não têm passageiros, também não cumprem o itinerário completo, na expectativa de retornar mais rápido em busca de novos usuários.

Números:

Vans: 392
São autorizadas a circular em Jacarepaguá.
Linhas de ônibus: 15
São prejudicadas pelos bandalhas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/veiculos-legalizados-driblam-fiscalizacao-deixam-usuarios-pe-11768473#ixzz2uucSaCfN 

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BRT até o Caju

03/03/2014 - O Dia - RJ

FERNANDO MOLICA – INFORME DO DIA

Rio - O BRT Transbrasil não deve chegar tão cedo ao Centro. Tudo indica que, até 2016, será construído apenas o trecho que ligará Deodoro ao Caju em faixas exclusivas na Avenida Brasil.

Na avaliação da prefeitura, seria muito complicado conciliar as obras do BRT na Avenida Presidente Vargas com as previstas para a implantação do VLT, espécie de bonde que ligará áreas da região central. Os dois canteiros iriam gerar grandes interdições na via — e engarrafamentos ainda mais insuportáveis que os atuais.

Auditorias

A prefeitura também vai chamar uma auditoria para analisar o serviço de ônibus. Pelo contrato de concessão, esta avaliação deveria ser feita apenas por empresa contratada pelos consórcios de ônibus. Agora, haverá uma espécie de checagem de todos os dados.

domingo, 2 de março de 2014

Ônibus de dois andares começa a transportar turistas em Cabo Frio

Com andar panorâmico, ônibus tem fones de ouvido para os 77 passageiros

PAULO ROBERTO ARAÚJO

1/03/14 -O Globo

O ônibus vai percorrer as praias, a área comercial e os pontos   históricos de Cabo Frio Foto: Telma Flora / Divulgação
O ônibus vai percorrer as praias, a área comercial e os pontos históricos de Cabo Frio Foto: Telma Flora / Divulgação

RIO - Os 684 passageiros do transatlântico Regatta, da operadora Oceania Cruises, serão os primeiros a usarem o ônibus de turismo de dois andares, semelhante aos usados em Londres, que começa a circular neste sábado em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Com 77 lugares e um andar panorâmico, o ônibus tem bancos de fibra e um sistema de som com fones de ouvido para cada passageiro. O primeiro passeio foi feito nesta sexta-feira com o prefeito Alair Corrêa, representantes do trade turístico e jornalistas.

Equipado para receber passageiros com necessidades especiais, o ônibus vai partir do Píer dos Transatlânticos e levar os turistas para conhecer as praias, que integram o Parque Estadual da Costa do Sol e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Pau Brasil, as Dunas do Peró, a Rua dos Biquínis (maior pólo de moda praia do estado), a casa de Carlos Scliar, o Forte São Matheus e outros pontos históricos.
O transatlântico Regatta ficará fundeado na Praia do Forte até 18h e volta à cidade, com outros turistas, dia 7. Os passageiros são transportados, de 15 em 15 minutos, por catamarãs até o Píer dos Transatlânticos, que fica no bairro da Passagem, cujo casario é tombado pelo Inepac. No Píer foi montado o Centro de Atendimento ao Turista, onde os visitantes recebem informações sobre pontos turísticos, gastronomia e lazer.

- É o primeiro veículo deste tipo no Estado do Rio. A nossa região tem recebido muitos turistas estrangeiros que ficam encantados com as praias e a história. O ônibus qualifica o atendimento aos turistas, principalmente aqueles que chegam nos navios e têm pouco tempo para conhecer a cidade – disse Alair Corrêa.

Os tradicionais ônibus vermelhos de dois andares são um símbolo nacional inglês. Criados na década de 50, pela Empresa de Transportes de Londres, esses veículos tinham a vantagem de poder receber muitos passageiros sem ocupar muito espaço nas ruas, como os ônibus articulados. O primeiro modelo, batizado de Routemaster, operou de 1956 até 2005. Apesar de aposentado, o Routemaster deixou herdeiros mais modernos, que mantém a tradição dos ônibus panorâmicos, facilitando apreciar a paisagem e a arquitetura da capital inglesa.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/onibus-de-dois-andares-comeca-transportar-turistas-em-cabo-frio-11758870#ixzz2uo52ctEN 

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