sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Fiscalização reprova 100% dos ônibus na Rodoviária de Campo Grande (RJ)



25/08/2010 - Transporte Idéia
Dando continuidade às inspeções em ônibus que circulam pelo município do Rio de Janeiro, fiscais da Subsecretaria de Fiscalização de Transportes (SubF) avaliaram coletivos das empresas Zona Oeste, Ocidental e Campo Grande. Todos os 12 veículos fiscalizados foram multados e retirados de circulação por apresentarem irregularidades.
A ação aconteceu nesta terça-feira, no Terminal Rodoviário de Campo Grande, na Zona Oeste, e a equipe da SubF flagrou, entre os coletivos fiscalizados, dois veículos da Ocidental que estavam em condição “pirata”, ou seja, que não possuíam autorização junto à Secretaria Municipal de Transportes (SMTR). Já na empresa Zona Oeste, um dos coletivos estava sem a placa dianteira.
Os veículos penalizados só poderão voltar a circular com passageiros quando tiverem os seus problemas solucionados e passarem por nova vistoria junto à SMTR.
As principais irregularidades encontradas durante a fiscalização desta terça foram bancos rasgados, extintores de incêndio vencidos, falta de sinalização e ausência de certificados.
Desde março, as operações já fiscalizaram 831 ônibus, dos quais 421 foram reprovados. Dois coletivos “piratas” foram encontrados.
Fonte: Agência Rio

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Consórcios cariocas são os virtuais vencedores da licitação dos ônibus


Publicada em 24/08/2010 às 11h52m
Luiz Ernesto Magalhães Empresas do Rio saem na frente na licitação
 dos ônibus - Foto: Marco Antônio Teixeira RIO- Os quatro consórcios que representam 40 empresas de ônibus que já operam no Rio de Janeiro são os virtuais vencedores da licitação organizada pela prefeitura para a concessão do serviço por 20 anos. Na abertura dos envelopes com as propostas de preços das tarifas, todos os quatro grupos cariocas e dois paulistas indicaram o mesmo valor de tarifa (R$ 2,40) como era previsto no edital.
Como os consórcios do Rio já tinham recebido a melhor nota técnica, na semana passada, não houve alteração no quadro. A única hipótese de uma mudança de resultado seriam falhas na documentação de habilitação jurídica dos consórcios.
Se nenhum recurso for apresentado contestando as notas concedidas, a comissão de licitação da Secretaria municipal de Transportes fará a abertura dos envelopes com o resultado final nesta quarta-feira às 16h. Mas, por conta dos prazos legais, a comissão ainda não sabe quando será divulgado o resultado final. O mais provável é que o resultado oficial saia em setembro.
Ao contrário do que havia dito anteriormente, em junho, a prefeitura desistiu de transferir às empresas de ônibus a tarefa de apresentar projetos visando a racionalização das linhas , objeto de críticas quando foi anunciada a licitação do sistema . De acordo com o edital de concorrência, cabe à Secretaria municipal de Transportes formular o plano, que resultará na redução do número de ônibus nas regiões Sul e Norte, na Barra e em Jacarepaguá, bem como no aumento da frota na Zona Oeste.
De acordo com o edital, em 20 anos de concessão das linhas, as passagens pagas pelos usuários somarão R$ 15,9 bilhões. Nesse período, os concessionários deverão investir R$ 1,8 bilhão na melhoria do serviço. Entre as exigências está a instalação, em todos os veículos e em até 24 meses, de GPS e de equipamento para a localização dos ônibus, a cada minuto, interligados à Secretaria de Transportes. Também num prazo de dois anos todos os veículos terão, no mínimo, uma câmera de filmagem. Outra obrigação da concessionária será a de gravar e armazenar, por 72 horas, as imagens gravadas durante o trajeto dos ônibus. Os vencedores da concorrência terão ainda que assumir a manutenção dos terminais e implantar novos pontos de ônibus.
Cidade dividida em regiõesO edital de licitação dividirá a cidade em cinco regiões. Para a região 1 (Centro e área portuária), considerada destino, não poderão ser apresentadas propostas. Os percursos dessa área entrarão no bloco da região 2 (Zona Sul, Tijuca e adjacências). Na região 3, estão incluídos 83 bairros da Zona Norte e na região 4, Barra, Jacarepaguá e adjacências. Para ônibus que integram regiões, prevalece aquela com maior número de embarques. As empresas poderão concorrer em duas ou mais regiões, mas só poderão assumir uma delas.
As melhores propostas para as quatro áreas serão escolhidas levando em conta critérios de melhor técnica (consórcio com mais condições de assumir as linhas e cumprir as metas) e maior oferta pela outorga da concessão. Não é fixado um valor mínimo para a contrapartida, a ser repassada à prefeitura em 36 parcelas mensais, a partir da assinatura do contrato.
A concessão pode ser renovada por mais 20 anos, também mediante outorga. O edital inclui os três corredores expressos (Bus Rapid Transit, ou BRTs): TransCarioca (ligando a Barra à Penha), TransOeste (entre Barra e Guaratiba) e TransOlímpica (entre Barra e Deodoro). Serão feitos acordos entre os vencedores para operar os BRTs que interligarão áreas distintas da licitação .
Com nove anexos, o edital apresenta cronogramas para todas as mudanças, fixando as metas anuais de renovação da frota, com a obrigação de chegar a 2016 com cem por cento dos veículos dentro do novo padrão. Até as Olimpíadas, toda a frota terá de ter direção hidráulica, suspensão a ar, escadas de acesso rebaixadase elevador para pessoas com deficiência , motor traseiro (para reduzir a poluição sonora dentro dos coletivos) e carroceria dupla articulada.

sábado, 21 de agosto de 2010

No Rio, Transolímpica terá seleção direta de projetos


19/08/2010
A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nesta semana que fará um processo de seleção direta de projetos para a Transolímpica. O objetivo é acelerar o projeto de construção da via, que ligará a Barra da Tijuca a Deodoro. As informações são do jornal “O Globo”.
A iniciativa privada poderá apresentar sugestões nas próximas semanas. As ideias vão servir de base para a elaboração do edital de concessão.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Felipe Goes, explicou que o vencedor da concessão pagará a empresa que fez os estudos preliminares da Transolímpica. Segundo Goes, o modelo foi adotado anteriormente para elaborar o edital de concessão da Zona Portuária.
O secretário adiantou que o método também será usado nos estudos para implantar um veículo leve sobre trilhos (VLT) no Centro. Goes argumentou que muitas empresas se interessam pela parceria porque ganham conhecimento técnico dos projetos para, assim, participar das licitações posteriormente.

domingo, 15 de agosto de 2010

TransCarioca dificilmente começa este ano


O Globo online, 12/ago

O primeiro balanço semestral do Plano Estratégico para 2012, lançado, no fim do ano passado, pelo prefeito Eduardo Paes, mostra que o governo municipal deve fechar 2010 já com 87% das metas para este ano atingidas. Segundo o relatório divulgado nesta quarta-feira pela prefeitura, apenas 13% das metas têm poucas chances de serem cumpridas este ano - entre elas, o início da implantação do trecho Barra-Madureira do corredor expresso TransCarioca (ligando a Barra ao Aeroporto Tom Jobim), a implantação de 400 câmeras de segurança e a redução do tempo de espera nas emergências dos hospitais municipais em pelo menos 20%, em relação a 2009.

Segundo o município, a previsão de começar as obras do TransCarioca ainda este ano dificilmente será concretizada devido à complexidade do processo de financiamento. O cronograma foi revisto e a entrega, adiada de 2012 para 2013. No caso das câmeras de segurança, a prefeitura se diz mais otimista, mas reconhece que, com a licitação sendo realizada neste segundo semestre, não haverá tempo hábil para instalar todas até dezembro. Os equipamentos contam com recursos federais do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Quanto aos hospitais, as dificuldades observadas na implantação de um novo sistema de atendimento no Souza Aguiar e no Salgado Filho mostraram que a redução das filas ainda não será realidade no Miguel Couto e no Lourenço Jorge ainda este ano.

- É uma espécie de autoanálise coletiva que a gente faz para que as pessoas possam cobrar as ações da prefeitura. Acho que o resultado é positivo, mas temos desafios grandes em infraestrutura, que são sempre os mais complexos, mas estamos muito otimistas - disse Paes após apresentar o balanço, ao lado de seu secretariado, no Palácio da Cidade.

A saúde foi uma das áreas com melhor desempenho este ano destacadas pela prefeitura, com a construção de cinco novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a ampliação da cobertura do programa Saúde da Família, que passou de 3,5% em 2008 para quase 12% no primeiro semestre de 2010. Já o progresso do Programa de Atendimento Domiciliar ao Idoso (Padi) foi considerado abaixo das expectativas.

Na área de infraestrutura urbana, o destaque foi o projeto Porto Maravilha. Já a redução dos pontos críticos de alagamentos na cidade ficou como ponto que merece mais atenção. O desempenho na área de meio ambiente foi avaliado como regular, com destaque positivo para o projeto do novo aterro sanitário. Já a meta de reflorestar 300 hectares ainda este ano foi considerada o maior desafio.

À exceção do TransCarioca, a prefeitura avaliou como bom seu desempenho no setor de transportes, destacando a perspectiva de implantação do bilhete único ainda neste semestre e as obras do corredor expresso TransOeste (Barra-Santa Cruz), já iniciadas.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Consórcios que representam as empresas de ônibus do Rio recebem as melhores notas técnicas na licitação da prefeitura

NOVAS CONCESSÕES


Publicada em 11/08/2010 às 13h48m
Luiz Ernesto Magalhães - O Globo - 11/08/2010
    RIO - Os consórcios que representam as empresas de ônibus do Rio receberam as melhores notas técnicas na licitação da prefeitura para a concessão do sistema pelo prazo de 20 anos. A abertura dos envelopes ocorreu na manhã desta quarta-feira no auditório da Secretaria municipal de Transportes. Os seis consórcios participantes, sendo quatro formado por empresas do Rio de Janeiro e duas por empresas de São Paulo, anunciaram que pretendem apresentar recursos em relação as avaliações. Por isso, ainda não há data para abertura dos envelopes com a proposta comercial (valor que os consórcios oferecem por cada lote) e da documentação comprovando a habilitação jurídica.
As notas técnicas tomam como base 12 itens que levam em conta prazos para a implantação do bilhete único, absorção da mão de obra operacional (como motoristas, trocadores, despachantes e pessoal administrativo), tempo de experiência na operação do sistema, entre outros itens. Os consórcios cariocas se comprometeram a implantar o bilhete único em 60 dias obtendo a nota máxima do quesito. Já os consórcios paulistas se propõe a implantar o sistema em 90 dias, levando nota seis.
A licitação da prefeitura divide a cidade em cinco lotes. O Lote 1 (Centro do Rio) não foi licitado por ser considerado local de operação comum. Para o lote 2 (Zona Sul e Tijuca) disputaram o Consórcio Intersul (liderado pela carioca Real Auto Ônibus), que obteve média final de 91,67, os paulistas Consórcio SP RIO (liderado pela Vila Galvão), que obteve 63,3 pontos de média e o Via Sul-Metropolitana (liderado pela Via Sul), que teve um total de 75 pontos de média. O Consórcio Intersul só não alcançou a nota máxima no quesito Certificação ISO-9000 porque menos de 10% dos integrantes não dispõem da certificação. O IS0-9000 reúne um conjunto de exigências técnicas para o reconhecimento da qualidade do serviço prestado pelo interessado. Nesse quesito, apenas o Consórcio Via Sul tinha o certificado.
O Consórcio Via Sul perdeu pontos no prazo para implantar o bilhete único, reciclar os motoristas e pelo tempo de experiência em operação. Já o SP Rio perdeu pontos nas notas para o prazo de adesão ao Programa Economizar (de racionalização do uso de combustíveis), implantação de GPs e câmeras internas nos coletivos. E também nos prazos para reformar terminais rodoviários, percentual de absorção da mão de obra que já presta o serviço no Rio. O consórcio recebeu nota zero em dois quesitos: na certificação Iso 9000 e porque menos de 30% das linhas que opera hoje usam vale-transporte eletrônico.
Para o lote 3 (Zona Norte), o consórcio Intennorte (liderado pela carioca viação Nossa Senhora de Lourdes) teve média final de 85,83 contra 58,33 da SP Rio. No Lote 4 (Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Recreio) a média final do Consórcio Via Sul foi de 75 contra 91,67 do Consórcio Transcarioca liderado pela Viação Redentor. O Consórcio SantaCruz liderado pela Viação Pégaso, que teve nota 75 de média, foi o único a apresentar propostas para o Lote 5 (Zona Oeste).

Loja é demolida por subprefeitura da Barra para as obras da Transoeste


JB Online
RIO DE JANEIRO - Foi removido, nesta terça-feira, uma loja de artigos de decoração e jardim, localizada dentro do traçado do projeto de duplicação da Avenida das Américas, no Recreio.
A ação, realizada pela subprefeitura da Barra e Jacarepaguá foi para dar andamento às obras da Transoeste, corredor expresso que ligará a Barra da Tijuca a Santa Cruz.
O estabelecimento já havia sido notificado e não houve resistência por parte do proprietário.
17:23 - 10/08/2010

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ônibus: empresas do Rio alegam que consórcios de São Paulo não cumpriram exigências do edital

LICITAÇÃO


Publicada em 05/08/2010 às 23h03m
Luiz Ernesto Magalhães - O Globo - 05/08/2010
    RIO - Representantes de três dos quatro consórcios que reúnem empresas de ônibus do Rio na licitação organizada pela prefeitura para concessão do transporte público decidiram questionar a participação dos paulistas no processo. A Comissão de Licitação da secretaria municipal de Transportes recebeu recursos contra os consórcios Via Sul-Metropolitana (liderada pela Via Sul) e SP Rio (liderada pela Vila Galvão). Os concorrentes cariocas pedem a desclassificação dos paulistas alegando que elas enviaram a documentação incompleta, deixando assim, de atender exigências que estavam previstas no edital.
    Os consórcios do Rio alegam que os adversários na disputa pelo direito de implantar o bilhete único até o fim do ano (tarifa de R$ 2,40) deveriam ter entregado as propostas técnicas (que detalham como implantarão e vão operar as futuras linhas) em três vias, e não apenas em uma, cabendo assim, segundo eles, a desclassificação. Outro detalhe apontado pelos cariocas é que as empresas paulistas deixaram de informar por quanto tempo valem as propostas entregues à prefeitura. Apenas o Consórcio Transoeste liderado pela Pégaso, que concorre sozinha na exploração das linhas da Zona Oeste (Lote 5), não apresentou qualquer recurso.
    Advogado diz que falhas não justificam exclusão
    A Comissão de Licitação só vai se manifestar oficialmente na próxima semana, em uma sessão pública em data a ser divulgada no Diário Oficial do Município. No mesmo dia, serão divulgadas as chamadas notas técnicas para os projetos. A abertura dos envelopes de preços não tem data prevista, porque dependerá da apresentação de recursos.
    Procuradas, as empresas de São Paulo não retornaram as ligações. Por sua vez, a relações públicas da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do estado (Fetranspor), Suzy Baloussier, disse que o questionamento feito pelos consórcios cariocas é legítimo:
    - As regras do edital previam a apresentação dos projetos em três vias, entre outras exigências. Questionar concorrentes que não cumprem regras é justo em qualquer licitação pública. Os consórcios do Rio trabalharam até as 4h da data da apresentação das propostas para cumprir as regras. Agora, a decisão está com a comissão de licitação.
    Para o advogado especializado em administração pública Hermano Cabernite, as falhas cometidas pelos consórcios paulistas não seriam suficientes para eliminá-los:
    - São exigências formais de editais, sem previsão legal na Lei das Licitações. Excluir concorrentes por isso me parece exagerado.
    A licitação dividiu a cidade em cinco lotes. Apenas o Lote 1 (Centro) não foi licitado, por ser de operação comum. Para o Lote 2 (Zona Sul e Tijuca), concorrem o Consórcio Intersul de Transportes (liderado pela Viação Real) e as paulistas Via Sul-Metropolitana e SP Rio. O Lote 3 (Zona Norte) é disputado pelo Consórcio Internorte (liderado pela empresa Nossa Senhora de Lourdes) e pelo Consórcio SP Rio. Para o Lote 4 (Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá), há ofertas do Consórcio Transcarioca (liderado pela Viação Redentor) e da Via-Sul Metropolitana.

    quinta-feira, 5 de agosto de 2010

    Prédios do Rio serão destombados para dar passagem ao corredor Transcarioca



    05/08/2010 - Transporte Idéia
    O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, decidiu destombar dez prédios no Largo do Campinho, na zona norte da cidade, que estão no traçado do Transcarioca, corredor de ônibus a ser construído e que vai ligar a Barra da Tijuca, na zona oeste, ao Aeroporto Internacional Tom Jobim.
    Além dos prédios, que foram construídos no início do século 20, uma antiga estalagem também vai ser destombada. O governo pretende inaugurar o corredor até a Copa do Mundo de 2014. As informações são do jornal “O Globo”.
    A secretaria municipal de Obras informou que o traçado do Transcarioca foi estudado com muita cautela e que os custos para desviar os prédios do trajeto iriam ser elevados, além de exigirem desapropriações em escalas muito maiores. A secretaria também explica que a região é um dos trechos de maior complexidade da obra.

    terça-feira, 3 de agosto de 2010

    Sinal verde para licitação de ônibus

    03.08.10 às 01h21 - O Dia

    Tribunal de Contas do Município aprova edital da concorrência para as linhas da cidade do Rio. Os vencedores serão conhecidos em 1 mês

    POR MARIA LUISA BARROS
    Rio - As empresas de ônibus municipais vão ter que arcar sozinhas com os custos da implantação do bilhete único no Rio de Janeiro. Conselheiros do Tribunal de Contas do Município (TCM) aprovaram ontem as alterações do edital do novo modelo para a rede de transportes rodoviária municipal, que inclui a implantação do Bilhete Único e a renovação de toda a frota de ônibus até 2016. O órgão decidiu que a prefeitura não precisará subsidiar a gratuidade. O passe custará R$ 2,40.

    Apesar de não constar o subsídio para a gratuidade, o Município criou outro mecanismo de compensação: a redução do ISS (Imposto Sobre Serviços) de 2% para 0,01% para as empresas de ônibus. A medida significa menos R$ 33 milhões nos cofres públicos. Essa colher de chá está prevista no edital e ainda será apreciada pelos conselheiros.

    Essa pendência não impede a abertura dos envelopes com as propostas das viações, o que será feito amanhã. Mas os vencedores só serão conhecidos em um mês.

    Segundo o edital, o Rio será dividido em cinco regiões, das quais quatro serão licitadas: Região 2 (Zona Sul e Grande Tijuca); Região 3 (Zona Norte); Região 4 (Baixada de Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Recreio); e Região 5 (Zona Oeste). A Região 1 (Centro) não será licitada, pois é ponto de destino para as demais. Cada uma será licitada no modelo de concessão que prevê aumento da frota e de linhas linhas, no caso da Zona Oeste, ou a redução, nas zonas Sul e Norte. 

    O edital fixa metas anuais de renovação da frota, que inclui direção hidráulica e escadas de acesso rebaixadas, entre outros itens.

    Transcarioca: imóveis no Campinho são destombados para dar passagem a corredor de ônibus previsto para Copa 2014

    MEMÓRIA


    Publicada em 02/08/2010 às 23h01m
    Luiz Ernesto Magalhães - O Globo - 02/08/2010
      RIO - O progresso vai literalmente derrubar o passado na Zona Norte. O prefeito Eduardo Paes decidiu destombar cerca de dez prédios, incluindo uma antiga estalagem, no Largo do Campinho, que foram construídos no início do século 20. Os imóveis condenados estão no traçado do Transcarioca, a linha de ônibus a ser construída em corredores exclusivos que ligará a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim e que o governo planeja inaugurar até a Copa do Mundo de 2014.
      Os imóveis fazem parte da ambiência do entorno do Forte Nossa Senhora da Glória do Campinho, na Rua Ernani Cardoso, que hoje está meio escondido por um matagal. A construção, do século XIX, foi uma das primeiras fortificações construídas em terra para proteger a antiga Estrada Real de Santa Cruz, que ligava o centro da antiga colônia aos bairros mais afastados da cidade.
      - A gente lutou pela preservação do conjunto arquitetônico. A história de uma cidade também se faz com a preservação de elementos das memórias dos bairros. Construções antigas são uma raridade nos subúrbios e deveriam tentar ser preservadas. Se isso acontece na Zona Sul, haveria comoção - lamenta o cartógrafo Jorge Furman, integrante do Grupo de Pesquisa do Subúrbio Carioca, dedicado à preservação da memória daquela região.
      A decisão de preservar os imóveis foi tomada pelo ex-prefeito Cesar Maia em 2004 a pedido dos moradores. O poder público, no entanto, não se preocupou em tentar ajudar na manutenção. Hoje, os prédios estão em péssimo estado de conservação e as dependências se encontram divididas entre lojas e residenciais. Atrás e ao lado das construções, surgiu uma extensão da Favela do Campinho com cerca de 100 casas, cujos moradores também terão que ser reassentados pela prefeitura.
      O comerciante Jorge Hudson Valentino de Souza, que aluga por R$ 650 uma das lojas para guardar materiais reciclados que recolhe de catadores, mantém na porta um anúncio onde informa ter interesse de passar o ponto. Ninguém apareceu. Ele reclama da incerteza em relação ao projeto do Transcarioca.
      - Eu só vejo funcionários da prefeitura de lá para cá fazendo um monte de medições. Mas, até agora, ninguém foi comunicado quando terá que sair.
      Paes destombou o imóvel sem consultar o Conselho municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural. Para isso, ele se valeu de brecha na legislação municipal que permite ao prefeito por ato administrativo retirar a proteção em caso de interesse público.
      - Claro que não é bom perder patrimônio. Infelizmente os imóveis já estão muito degradados, como um reflexo do próprio esvaziamento econômico da Zona Norte a partir da década de 80. Mas, durante as obras, nós estaremos atentos por considerar que aquela é uma área com enorme potencial arqueológico pela proximidade das obras com o forte - explicou o subsecretário municipal de Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design, Washington Fajardo.
      A Secretaria municipal de Obras informou que o traçado do Transcarioca foi exaustivamente estudado. Mas que desviar dos prédios exigiria desapropriações em escala maior, elevando os custos do projeto. A região também é um dos trechos de maior complexidade da obra. No local será construído um mergulhão para o corredor expresso atravessar o Largo do Campinho, que fica em movimentado entroncamento das avenidas Intendente Magalhães e Cândido Benício e as ruas Ernani Cardoso e Domingos Lopes.

      domingo, 1 de agosto de 2010

      Ônibus estarão adaptados para deficientes até fim do ano

      ACESSIBILIDADE


      Publicada em 31/07/2010 às 18h06m
      O Globo - 31/07/2010
        RIO - Numa manhã chuvosa, há duas semanas, o sociólogo João Carlos Faria parou num ponto da Rua do Catete e fez sinal para o ônibus 422 (Grajaú-Cosme Velho). Nada demais, não fosse o fato de ele estar numa cadeira de rodas e, a partir daí, ter sido obrigado a contar com a boa vontade do motorista para seguir viagem. Por causa de um caminhão parado, o ônibus ficou a dois metros da calçada. Como o meio-fio era alto e não havia rampa de acesso, foi o próprio motorista quem botou o passageiro no elevador para cadeiras de rodas.
        Todo o processo de embarque durou cerca de três minutos. A demora, no entanto, não é o único problema enfrentado por cadeirantes na cidade do Rio, cuja frota de ônibus adaptados aumentou, mas ainda está longe de ser a ideal, segundo João Carlos, que é responsável pelo Setor de Acessibilidade do Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD). E ainda vai levar mais tempo para o sistema entrar na linha: o prazo para que os ônibus urbanos fabricados até 15 de outubro de 2008 estejam adaptados ao regulamento brasileiro de acessibilidade, que terminaria ontem, foi prorrogado até o fim do ano.
        São 3.500 ônibus com 100% de acessibilidade
        Veículos adquiridos a partir de 16 de outubro de 2008 já saem da fábrica atendendo à norma da acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Segundo a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor), foi necessário prorrogar o prazo devido ao atraso na criação dos Organismos de Inspeção Acreditados pelo Inmetro, que darão a certificação aos veículos.
        - Os ônibus remodelados têm que estar cadastrados no Denatran e, até o fim do ano, serão certificados - explica Suzy Balloussier, relações-públicas da Fetranspor.
        Os ônibus urbanos do Rio deverão oferecer ainda mais facilidades para os deficientes. Segundo o decreto municipal 29.896/2008, a frota estará totalmente adaptada (full accessibility) para portadores de deficiências até 2014. Além de elevador para cadeirantes, terá, por exemplo, bancos para deficientes visuais, espaço para cão-guia e campainha sonora diferenciada. Haverá ainda assentos preferenciais para obesos e piso antiderrapante.
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