sábado, 31 de março de 2018

Leme Leblon

Viação Leme Leblon  S.A.
1962 - 1964

Resumo Histórico

Empresa formada em 1962, atendendo às determinações do Governo do Estado da Guanabara, que obrigava os proprietários de lotações individuais a se organizarem em empresas.

A sociedade foi fundada através de Assembleia Geral Constituinte realizada no dia 16  de abril de 1962, com frota inicial de  12 lotações. 

O capital social da empresa, de 12 milhões de cruzeiros, correspondia ao valor da frota de 12 lotações usados, cada um avaliado em 1 milhão de cruzeiros, dos seguintes proprietários individuais: 

Edson Conceição do Valle, brasileiro
Fernando Dias, brasileiro
Aristo Fernandes Fontes, brasileiro
Eduardo Carvalho, português
Manuel Joaquim Gomes Pimenta, português
Americo Marinho Queiroz, brasileiro
Angelo Liguel Valentim Matias, português
Eduardo Carvalho, português
José Candido de Paula, brasileiro
Aristides Joaquim da Costa, português
Morvan Fernandes Fontes, brasileiro
João Martins Vieira, português

Linha de lotações Leme - Leblon, inaugurada em 2 de abril de 1962. Acervo Jornal O Globo.

No dia 11 de maio de 1962, a título precário, o Departamento de Concessões autoriza a Empresa a operar, a partir do dia 30 de maio, a linha de lotações Leme - Leblon, enquanto se processava o processo de cumprimento da legislação de constituição  da empresa. A Linha no entanto teve vida curta, sendo substituída em 23 de abril de 1963 pela linha de ônibus elétrico  E-14 (Leme - General Osório) da CTC.

Em 1963, com 12 carros explorava a linha lotações 557 (Horto - Forte de Copacabana),  extinta no dia primeiro de março de 1964, por determinação do Governo do Estado, que baniu todas as linhas de lotações da Zona Sul.

A empresa ganhou uma sobrevida ao ser transferida para a Zona Norte, onde não encontrando linha rentável para operação de seus 12 lotações, foi logo extinta.


REFERÊNCIAS:

"Viação Leme Leblon S.A. Ata da Assembleia Geral de Constituição". Diário Oficial do Estado da Guanabara. 1962, maio, 16. Parte I, página 12441.

"Mandim declara que plano de transportes da Zona Sul se estenderá por 60 dias". Jornal do Brasil. 1964, março, 1. Primeiro Caderno, página 10.


Marcelo Almirante
Página lançada em 31 de março de 2018






Leme

Auto Viação Leme S.A.
1962 - 1968

Resumo Histórico

Empresa formada em 1962, atendendo às determinações do Governo do Estado da Guanabara, que obrigava os proprietários de lotações individuais a se organizarem em empresas.

A sociedade foi fundada através de Assembleia Geral Constituinte realizada no dia 10  de abril de 1962, com frota inicial de  11 lotações. 

O capital social da empresa, de 11 milhões de cruzeiros, correspondia ao valor da frota de 11 lotações usados, cada um avaliado em 1 milhão de cruzeiros, dos seguintes proprietários individuais: 

Amir Rezende de Figueiredo, brasileiro
Alcino Antonio da Silva, português
Antonio Maria Gonçalves Ferreira, brasileiro  
Antonio Marques de Azevedo, português
Antonio Bispo Bulcão, brasileiro
Pedro Caetano da Silva, brasileiro
Francisco Casemiro Manserra, brasileiro
Wilson Gomes Balthazar, brasileiro
José Novais da Cunha, português
Darcy Jaegge, brasileiro
José Maria Gomes de Pina, português


Em agosto de 1964, circulam os últimos lotações na Linha 226 (Grajaú-Carioca), que passa a operar somente com ônibus.

A empresa é extinta em 1968, quando operava sua única linha, a 226 (Grajaú-Carioca), logo assumida pela Real Auto Ônibus.

Linha 226 (Grajaú - Largo da Carioca), explorada pela empresa até 1968


REFERÊNCIAS:

"Auto Viação Leme S.A." Diário Oficial do Estado da Guanabara. 1962, maio, 15. Parte 1, página 12344.

Lotações Lins Praça Paris não serão extintos”. Diário de Notícias. 1964, agosto, 14. Primeira Seção, página 2.

Diário de Notícias. 1965, novembro, 7. 


Marcelo Almirante
Página lançada em 31 de março de 2018




Caju

Auto Viação Caju S.A.
1962 - 1973

Resumo Histórico

Empresa formada em 1962, atendendo às determinações do Governo do Estado da Guanabara, que obrigava os proprietários de lotações individuais a se organizarem em empresas.

A sociedade foi fundada através de Assembleia Geral Constituinte realizada no dia 5  de maio de 1962, com frota inicial de  41 lotações. 

O capital social da empresa, de 41 milhões de cruzeiros, correspondia ao valor da frota de 41 lotações usados, cada um avaliado em 1 milhão de cruzeiros, dos seguintes proprietários individuais, com seus respectivos veículos:

Moacyr Alves dos Santos
Mercedes Benz 1957

Nelson Silva
Mercedes Benz 1957

Joaquim das Chagas Brito
Mercedes Benz 1954

Jorge Pereira da Silva
Mercedes Benz 1957

Batista Vilardo
Mercedes Benz 1960

Joaquim Ribeiro
Mercedes Benz 1957

Arnaldo Toledo
Mercedes Benz 1957

Darcy Bolsoni
Mercedes Benz 1960

João Barreto Ramos
Mercedes Benz 1957

José Francisco de Oliveira
Mercedes Benz 1960

Alexandre Ferreira Bastos Filho
Mercedes Benz 1954

João Baptista Rodrigues Soares
Chevrolet 1950

Antonino Monteiro
Mercedes Benz 1957

Luiz Carreira
De Soto 1950

Armenio Alves Pereira
Mercedes Benz 1959

Antônio Dantas
Ford 1951

Nelson dos Prazeres
Mercedes Benz 1951

Alvaro Fonseca de Almeida
Ford 1950

Pedro de Jesus Gonçal 
Mercedes Benz 1959

Walmir Azeredo
Mercedes Benz 1959

Walter Ferreira Pacheco
Mercedes Benz 1952

Américo Alves Silva
Mercedes Benz 1960

Júlio Cunha
Mercedes Benz 1956

Adjalma Lopes Marques
Mercedes Benz 1951

Francisco Alves Sobrinho
Mercedes Benz 1959

Carlos Ramos
Mercedes Benz 1957

Antônio Ferreira Soares
Mercedes Benz 1952

José Antônio Afonso
Mercedes Benz 1957

Carlos Pinto Lago
Mercedes Benz 1959

José Maria Borges
Mercedes Benz 1957

Armenio Ferreira Bastos
Mercedes Benz 1957

José Antônio do Amorim
Mercedes Benz 1961

Francisco Gonçalves Corrêa
Chevrolet 1950

Adrião de Castro Silva
Fargo 1953

Alberto Ferreira dos Reis
Mercedes Benz 1960

João de Magalhães
Mercedes Benz 1952

Augusto Esteves
Mercedes Benz 1957

Alfredo Pinheiro
Dodge 1954

Joaquim Pereira Filho
Mercedes Benz 1952

Sebastião Gonçalves Ribeiro
Mercedes Benz 1957

Joel Alves Candido
Mercedes Benz 1957


Em 1964, a Linha de lotações Praça XV - Caju, explorada pela Empresa, ganha a numeração 209.

Em setembro de 1964 a Comissão Estadual de Contrôle dos Serviços Concedidos , ex departamento de Concessões, autoriza a Empresa a substituir seus lotações por ônibus.

Linha 209 (Caju - Praça XV) em seu ponto final na Praça XV de Novembro. Cartão Postal

Linha 209 (Caju - Praça XV) na Avenida Alfred Agache. Revista Cruzeiro, set/1970


Linha 209 (Caju - Praça XV) em 1966, na Praça XV.  Carroceria Metropolitana Continental com chassi Mercedes Benz  LP-321 ano 1960. Foto de Augusto Antonio dos Santos.

Linha 209 numa enchente, em 11 de janeiro de 1966


Em 1968, assume a operação da Linha 357 (Madureira - Largo de São Francisco), até então explorada pela Viação Forte.

Em setembro de 1971, quando ainda operava a Linha 357 (Madureira - Largo de São Francisco) sua garagem localizava-se na Estrada da Portela, em Marechal Hermes. A Empresa também contou com uma garagem na Rua Prefeito Olímpio de Souza, 673, em São Cristóvão.

Em 1972, a Braso Lisboa adquire a concessão da Linha 209 (Caju – Praça XV).


Prefixos da Frota

Lotações (1962 - 1964): 94 00
Ônibus (1964 - 1972): 72 000

Sede: Prefeito Olímpio de Melo, 673, São Cristóvão


REFERÊNCIAS:

"Auto Viação Caju S.A.". Diário Oficial do Estado da Guanabara. Parte I. 1962, junho, 1. Página 13551.

"Falta de tabuada". Luta Democrática. 1964, julho, 10.  Página 7.

“Lotações”. Correio da Manhã. 1964, setembro, 23. Primeiro Caderno, página 8.

"Garagem assaltada durante madrugada". Luta Democrática. 1971, setembro, 16. Página 7.

"Ônibus capota e fere nove na Avenida Brasil". Correio da Manhã. 1968, dezembro, 7. Página 10.

"Polícia". O Jornal. 1969, novembro, 30. Segundo Caderno. Página 2.

O autor agradece à colaboração do Sr. Augusto Antonio Dos Santos, do site Ponto de Ônibus, que gentilmente cedeu sua foto de 1966, de própria autoria, para ilustração desta página.


Marcelo Almirante
Página lançada em 31 de março de 2018



sexta-feira, 30 de março de 2018

São Sebastião

Auto Viação São Sebastião S.A.
1962 - 1968

Resumo Histórico

Empresa formada em 1962, atendendo às determinações do Governo do Estado da Guanabara, que obrigava os proprietários de lotações individuais a se organizarem em empresas.

A sociedade foi fundada através de Assembleia Geral Constituinte realizada no dia 26  de março de 1962, com frota inicial de 16 lotações. O capital social da empresa, de 12,8 milhões de cruzeiros, correspondia ao valor da frota de 16 lotações usados, cada um avaliado em 800 mil cruzeiros, dos seguintes proprietários individuais:


Virgílio Pinto Ferreira, brasileiro
Glicério Ferreira Manão, brasileiro
Francesco Giglio, italiano
Orlando Gonçalves de Oliveira, brasileiro
Manuel Gonçalves Pereira, português
Alberto Dias, brasileiro
Antônio Pinto Ferreira, brasileiro
Antônio Carneiro Machado, português
Paulo Hermano de Oliveira, brasileiro
Abraão Nemi, brasileiro
Antônio Teixeira, brasileiro
Gary Bezerra Apratto, brasileiro
José Ferreira Alves, português
Antônio Carlos, brasileiro
Adelino José Pereira, português
Abel Vieira dos Santos, português


Inicia suas operações, em 1962,  explorando a linha de lotação Carioca - Adolfo Bergamini.

Em 1964, seguindo novo Plano de Transportes, a linha de lotação Carioca – Adolfo Bergamini, ganha a vista  246 (Carioca - Adolfo Bergamini) e tem a frota substituída por ônibus.

Também em 1964, inaugura a linha de ônibus 650 (Engenho Novo - Marechal Hermes), substituindo uma linha de lotação de mesmo itinerário.



A Empresa é extinta em 1968, quando operava sua única linha, a 650 (Engenho Novo - Marechal Hermes), logo assumida pela Viação Estrela de Prata.







Prefixo da Frota: 78 500


REFERÊNCIAS:

"Auto Viação São Sebastião S.A. Ata da Assembléia Geral de Constituição realizada no dia 26 de março de 1962". Diário Oficial do Estado da Guanabara. Parte I. 1962, junho, 22. Página 14984.

"Policiais". Correio da Manhã. 1964, fevereiro, 5. Primeiro caderno, página 10.


Marcelo Almirante
Página lançada em 10 de dezembro de 2018










quinta-feira, 29 de março de 2018

Colúmbia

Colúmbia Auto Ônibus
1955 - 1987







Dados Operacionais da Empresa em dezembro de 1982:

Frota autorizada: 120
Linhas em operação: 6
Passageiros/mês: 2.059.610


Fonte: "Transporte Urbano Rodoviário na Cidade do Rio de Janeiro". Superintendência Municipal de Transportes urbanos. 1982, dezembro.


Linha 175 (Estrada de Ferro - Alvorada) em 1984, na Avenida Atlântica, no Posto 6. Foto de Moacir Sá Pereira.






segunda-feira, 26 de março de 2018

Vera

Transportes Vera S.A.
1962 – 1968

Resumo Histórico

Empresa formada em 1962, atendendo às determinações do Governo do Estado da Guanabara, que obrigava os proprietários de lotações individuais a se organizarem em empresas.

A sociedade foi fundada através de Assembleia Geral Constituinte realizada no dia 9  de abril de 1962, com frota inicial de  28 lotações. O capital social da empresa, de 28 milhões de cruzeiros, correspondia ao valor da frota de 28 lotações usados, cada um avaliado em 1 milhão de cruzeiros, dos seguintes proprietários individuais:

Faustino Pimenta, português
João de Barros, português
Antônio Joaquim Batista, português
Manoel Represas Carrera, espahol
Jorge dos Santos Veiga, brasileiro
João de Souza, brasileiro
Fernando Antônio Alves da Silva Vilela, português
Affonso Barbosa de Castro, brasileiro
Olacy Ribeiro, brasileiro
José Abad Alvarez, espanhol
Casimiro Pinto Alexandre, português
José Acecto Ribeiro, brasileiro
José Dantas Pereira, brasileiro
Manuel Rodrigues Neves, português
Enock Olegário Diniz, brasileiro
Antônio Eugênio Perruso, italiano
Domingos Gomes, português
Giovanni Valentino Penna, italiano
Delfin Domingues de Azevedo, brasileiro
Paulo Alves Lanhas, português
Antônio Barbosa D´Oliveira, português
José Roch Mier, espanhol
Pubano Mariano de Medeiros, português
Ernesto Duarte Pinho, português
Antônio de Almeida, brasileiro
Ney Villard Panzera, brasileiro
Ismael Gualberto Pereira, brasileiro
Fernando dos Santos Quintão, português

Proprietários dos 28 lotações com os seguintes números de ordem: 21, 55, 82, 91, 118, 212, 281, 259, 291, 322, 334, 355, 366, 387, 388, 408, 666, 734, 775, 1071, 1113, 1182, 1194, 1212, 1636, 1649, 1934 e 2399.

Carro "3305" na Linha Castelo - Leblon, via Lagoa, passando na rua México, 
nas proximidades do ponto final do Castelo. Foto Arquivo Nacional, Fundo Correio da Manhã. Link em alta resolução.

Em 1963, com 26 carros, explorava a linha de lotações Castelo – Leblon, via Lagoa, extinta no dia primeiro de março de 1964, por determinação do Governo do Estado, que baniu todas as linhas de lotações da Zona Sul.

Revista Cruzeiro, 1962

Em 1964, um carro da Linha Castelo-Leblon, carroceria PILARES chassi 
Mercedes Benz L-312 ano 1957. Na confluência da avenida Oswaldo Cruz com a 
Praia do Flamengo. Local também conhecido como "Curva da Amendoeira", árvore existente até hoje. Foto Augusto Antonio Dos Santos/Ponto de Ônibus

Ainda em 1964 a empresa é transferida para a Zona Oeste, onde assume operação da linha 918 (Bonsucesso – Bangu) via Madureira, que tem sua frota de “lotações” substituída por ônibus.
Arte Hugo Caramuru

A empresa é extinta em 1968, por não atender a determinação de frota mínima de 60 ônibus por empresa. Sua única linha, a 918 (Bonsucesso-Bangu), é assumida pela Auto ViaçãoJabour.


Prefixos da Frota da Empresa

Lotação (1962-1964): 33 00
Ônibus (1964-1968): 75 000 


REFERÊNCIAS:

“Transportes Vera S.A. Ata da Assembleia Geral de Constituição”. Diário Oficial do Estado da Guanabara. 1962, junho, 22. Parte 1, página 14977.

“Aviso à praça Transportes Vera Sociedade Anônima”. Jornal do Commercio. 1963, maio, 16. Segundo Caderno, página 10.

“Mandim Declara que plano de transporte da Zona Sul se estenderá por 60 dias”. Jornal do Brasil. 1964, março, 1. Primeiro Caderno, página 10.

“Transportes Véra S.A.” Jornal do Commercio. 1967, março, 13. Página 22.


O autor agradece à colaboração do Sr. Augusto Antonio Dos Santos, do site Ponto de Ônibus, que gentilmente cedeu sua foto de 1964, de própria autoria, para ilustração desta página.


Marcelo Almirante
Página lançada em 26 de março de 2018






domingo, 25 de março de 2018

Santa Helena

Viação Santa Helena 
1931 - 1964

Resumo Histórico

Empresa de ônibus com contrato lavrado, entre a  Prefeitura e a firma J.Antonio Moreira, no dia 12 de fevereiro de 1931, explorando inicialmente a linha Madureira - Irajá.



A Viação Santa Helena

Extraído em 25/03/2018 do Grupo "Memória das Cores dos Ônibus do Rio de Janeiro"

"Garage, (naquele tempo se escrevia assim, garage mesmo). Rua Dona Emília 12. Inhaúma. Teve uma frota bem diversificada e várias linhas. 

S-2 (Meyer-Inhaúma), depois esticada para Ramos, com ponto final no Jardim do Meyer e em Ramos na rua Professor Lacê. 

S-3 (Meyer - Engenho do Mato), depois esticada para Cavalcanti,depois esticada novamente para Rocha Miranda.

S-5 (Meyer - Cascadura).

S-8 (Meyer - Coelho Neto). 

S-9 (Meyer - Vaz Lobo), repassada para a Viação Madureira Ltda. 

S-11 (Inhaúma - Cascadura), depois esticada para Ramos-Cascadura, depois Ramos -Madureira. 

S12 (Cascadura- Aviação). 

S-14 (Cascadura - Rocha Miranda), depois esticada para Cascadura-Coelho Neto. 

Teve na frota muitos Ford. Todos com máquina Hercules a óleo e de varias carrocerias. Teve também Chevrolet a óleo, Volvo/Grassi e Volvo/Carbrasa. Estes últimos eram numerados de 101 a 110. Lá pelo meio dos anos 50 comprou 10 Volvo/Continental já rodados e com eles ia fazer uma nova linha Ramos-Pavuna, aconteceu alguma coisa , os carros foram devolvidos e a linha nunca rodou. 

Nesta época também muitas linhas foram abandonadas ficando só com 4: S-2 ,S-3 ,S-8 e S-11. 

A Santa Helena também deu abrigo a outras empresas e projetos. Uma empresa da área do Grajaú pegou fogo na garagem destruindo quase tudo. Dois carros foram recuperados e vieram rodar agregados fazendo a linha Meyer - São João do Meriti. Foi nela que também rodou o primeiro Papa- Filas encarroçado pela Cermava, primeiro na S-3 depois na S-8, sendo que a S-8 naquele tempo era Coelho Neto, mas o Papa-Filas mesmo com vista Coelho Neto ia até Acari.

Foi também a Sta Helena em 1955 primeira a lançar o LP331 torpedo, (Mercedão Baleia) 10 com carroceria CAIO e 10 com Cermava. 8 foram para a S-11, e para a S-8 foram 12 carros, e a linha foi esticada para Acari e depois para Pavuna. Os MB já vieram com a cor nova. Amarelo e alumínio com faixa azul escuro e para-lamas pretos. Foram numerados de 101 a 120 . Os Volvo/Grassi continuaram com a cor azul e foram renumerados para 121 a 130 e os Volvo/Carbrasa de 131 a 140. 

Novas dificuldades surgiram e a frota ficou toda sucateada. Quando aconteceu a numeração ela ganhou o 7800.

Em 1964/65 ela estava agonizante com apenas dois carros rodando com liminar na S-2, o 7828 e o 7830, quando finalmente foi decretada a falência".


REFERÊNCIAS:

Livro da Prefeitura do Distrito Federal. 1934.


Marcelo Almirante
Página lançada em abril de 2018










Lourdes

Viação Nossa Senhora de Lourdes S.A.
Desde 1962

Resumo Histórico

Empresa formada em 1962, atendendo às determinações do Governo do Estado da Guanabara, que obrigava os proprietários de lotações individuais a se organizarem em empresas.

A sociedade foi fundada através de Assembleia Geral Constituinte realizada no dia 28  de maio de 1962, com frota inicial de 20 lotações, licenciados pelo Departamento de Concessões na linha Meyer - Penha, via Del Castilho.


O capital social da empresa, de 20 milhões de cruzeiros, correspondia ao valor da frota de 20 lotações usados, cada um avaliado em 1 milhão de  cruzeiros, dos seguintes proprietários individuais: 

Antônio Pinto de Magalhães
Placa 4-64-11, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1956, motor 102 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 312 915 MBB 651 600
Nº Ordem: 152, capacidade para 20 passageiros

Francisco José Gonçalves Nunes
Placa 5-42-59, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1957, motor 110 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 312 915 020 8152
Nº Ordem: 152, capacidade para 20 passageiros

Pedro Ferreira
Placa 4-89-88, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1958, motor 110 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 312 915 030 0224
Nº Ordem: 246, capacidade para 20 passageiros

Carlos Borges
Placa 5-14-01, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1957, motor 110 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 312 915 MBB 750 1236
Nº Ordem: 590, capacidade para 20 passageiros

Amadeu Filipe
Placa 5-50-60, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1957, motor 110 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 312 915 020 4416
Nº Ordem: 610, capacidade para 20 passageiros

Valdemiro Dias de Amroim
Placa 4-71-63, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1956, motor 102 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 312 915 MBB 651 8152
Nº Ordem: 826, capacidade para 20 passageiros

José Pinheiro de Faria
Placa 5-47-80, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1957, motor 110 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 312 915 020 4623
Nº Ordem: 967, capacidade para 20 passageiros

Manoel Joaquim Ribeiro
Placa 5-01-88, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1957, motor 110 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 312 915 020 6718
Nº Ordem: 945, capacidade para 20 passageiros

Laudeli Lemos de Oliveira
Placa 5-11-59, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1959, motor 120 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 321 919 040 0254
Nº Ordem: 1095, capacidade para 20 passageiros

Manoel Portos Cadavid
Placa 4-07-57, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1958, motor 110 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 312 915 030 0358
Nº Ordem: 1128, capacidade para 20 passageiros

Jair Lourenço de Matos
Placa 4-41-46, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1957, motor 102 HP, 6 cilindros
Motor nº I 312 910 3399
Nº Ordem: 1260, capacidade para 20 passageiros

Manoel Rodrigues Filho
Placa 5-28-90, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1957, motor 110 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 312 915 MBB 020 3489
Nº Ordem: 1370, capacidade para 20 passageiros

Nelson Fernandes dos Reis
Placa 4-14-08, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1951, motor 100 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 312 915 006 8752
Nº Ordem: 1586, capacidade para 20 passageiros

Domingos José dos Reis
Placa 4-42-44, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1957, motor 110 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 312 915 MBB 751 0813
Nº Ordem: 1622, capacidade para 20 passageiros

Rogerio Silvino Queiroz
Placa 5-42-36, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1958, motor 100 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 321 919 030 3502
Nº Ordem: 1638, capacidade para 20 passageiros

Deolindo F André G de Oliveira
Placa 5-09-66, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1951, motor 102 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 312 910 677 51
Nº Ordem: 2135, capacidade para 20 passageiros

Armindo Lopes
Placa 5-10-86, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1957, motor 110 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 312 915 020 4477
Nº Ordem: 2151, capacidade para 20 passageiros

Decio Dias Gonçalves
Placa 5-21-31, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1957, motor 110 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 312 915 020 5719
Nº Ordem: 2188, capacidade para 20 passageiros

José Madureira Paiva
Placa 5-25-41, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1957, motor 110 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 312 915 020 5560
Nº Ordem: 2202, capacidade para 20 passageiros

Geraldo Gonçalves
Placa 4-22-06, marca Mercedes Benz
Ano de fabricação: 1957, motor 110 HP, 6 cilindros
Motor nº OM 312 915 030 0347
Nº Ordem: 2366, capacidade para 20 passageiros


A Empresa inicia suas operações na Linha Meyer - Braz de Pina, com ponto final na rua Santa Fé, no Meyer, ao lado do Corpo de Bombeiros. A garagem localizava-se na rua Antonio Amílcar de Magalhães, em Del Castilho.

Em 1964, a linha de lotações pioneira, Meyer - Braz de Pina, ganha a vista 680 (Meyer - Braz de Pina) e recebe os primeiros ônibus a diesel em sua frota. A tarifa era diferenciada, sendo 75 cruzeiros para ônibus e 50 cruzeiros para os lotações. Os último lotações circulam na linha em dezembro de 1964. 

Em dezembro de 1964, a Linha 680 (Meyer-Braz de Pina), tem o seu itinerário prolongado até a Penha, ganhando nova vista e numeração 679 (Meyer-Grotão). O ponto final  da linha, no Meyer, é transferido do Corpo de Bombeiros para a rua Intendente Cunha Menezes, do outro lado da linha do trem.

Arte Final Eduardo Ferreira

Em setembro de 1967, a Empresa incorpora o patrimônio da extinta Viação Bandeira, assumindo a operação da Linha 622 (Praça da Bandeira-Ramos).




Em fevereiro de 1973, quando estava sob o controle do empresário João de Almeida Lima, foi comprada pela sociedade formada pelos irmãos Salviano, Armindo Lopes Valente e Jaime da Silva Valente, além de José Vieira Leite. O grupo, que para fazer a aquisição, tinha acabado de vender a Viação Forte. Apesar da venda da Viação Forte para a Amigos Leopoldinense, a garagem da Penha Circular foi mantida, onde foi instalada a Lourdes.

Em 1973 contava com frota de 67 ônibus e 300 empregados, explorando as linhas 679 (Meyer-Grotão) 622 (Ramos -Praça da Bandeira) via Sáenz Peña, e 279 (Castelo - Padre Nóbrega), com garagem ainda em Del Castilho, que já não dava conta para abrigar toda a frota da empresa.

Em 1975, a empresa já contava com frota de 92 ônibus e 450 empregados.


Linhas da Viação Nossa Senhora de Lourdes em novembro de 1978

622 (Rodoviária - Penha)   
669 (Padre Nóbrega - Campo de São Cristóvão) via São Luiz Gonzaga
679 (Meyer - Grotão)
954 (Mercado São Sebastião - Grotão)


Em 1979 é extinta a Linha 669 (Padre Nóbrega - Campo de São Cristóvão).

Em 1982, a Empresa contava com frota de 130 ônibus, 800 empregados, e sete linhas em operação, transportando mais de 150 mil passageiros/dia. Em 1985 a frota era de 153 ônibus. Em 1986 a Empresa alcança novo recorde, transportando 160 mil passageiros por dia.


Linha 622 em 1982, quando ainda fazia ponto final na Rodoviária


Dados Operacionais da Empresa em dezembro de 1982:

Frota autorizada: 139
Linhas em operação: 7
Passageiros/mês: 2.681.458


Fonte: "Transporte Urbano Rodoviário na Cidade do Rio de Janeiro". Superintendência Municipal de Transportes urbanos. 1982, dezembro.


Em 1988, a Garagem da Penha Circular é reformada e ampliada.

Em janeiro de 1991, a Empresa inaugura a linha 932 (Penha – Hospital Universitário) circular, beneficiando a comunidade universitária da zona da Leopoldina.

Em 1996, a Empresa contava com frota de 161 ônibus e cerca de mil funcionários.

Em 1997, fazendo frente à concorrência das vans, inicia a operação de micros sem ar-condicionado com capacidade para 25 passageiros e nova identidade visual, reforçando a oferta nos trechos mais carregados de suas linhas.



Em 1999, a  Empresa estréia nova pintura, com fundo branco e cores da bandeira do Portugal, junto com novo logo.

Em março de 2008, a Empresa assume a operação das linhas circulares Meyer - Del Castilho, via Norte Shopping (661) e via Del Castilho (662), até então exploradas pela Caprichosa Auto Ônibus.

Em agosto de 2013, com 11 carros, assume a operação da Linha 673 (Meyer – Lucas), até então operada pela Madureira Candelária, com apenas 3 carros.

No final de setembro de 2015, coloca em operação os primeiros novos ônibus modelo Caio Apache Vip IV com chassi Mercedes Benz OF-1519 Blue Tec 5,  inicialmente nas linhas 628 (Penha–Nova América) e 623 (Penha-Sáenz Peña).


Prefixo da Frota: 58 000

Sedes da Empresa: 

Rua Coronel Amilcar Magalhães, 54, Del Castilho
Rua Salviano Valente, 85, Penha Circular


REFERÊNCIAS:

“As passagens de ônibus e bondes aumentam no domingo”. O Globo. 1966, julho, 27.Página 10.

"Auto Viação Bandeira S.A, Assembleia Geral Extraordinaria”. Jornal do Commercio. 1967, setembro, 7. Página 12.

"Viação Nossa Senhora de Lourdes S.A, Assembleia Geral Extraordinaria”. Jornal do Commercio. 1967, setembro, 7. Página 12.

"Emprêsa de ônibus deficiente”. Correio da Manhã. 1969, julho, 4. Primeiro Carderno, página 6.

NOEL, Francisco, e, MEZZONATO, Vania. Lourdes 50 Anos. Gráfica Santa Marta.





Marcelo Almirante
Página lançada em março de 2018