terça-feira, 25 de novembro de 2014

Porto Maravilha: novas mudanças confundem passageiros e desagradam motoristas

24/11/2014 - Jornal do Brasil

Louise Rodrigues*

O primeiro dia útil após as novas mudanças em 40 linhas de ônibus foi confuso, como esperava o Secretário Municipal de Transportes, Alexandre Sansão Fontes. Para dar prosseguimento às obras do projeto Porto Maravilha, os ônibus que paravam no Terminal Misericórdia foram realocados para a Avenida Churchill, Rua Santa Luzia e Praça Marechal Âncora.

>> Mudança no ponto de 40 linhas de ônibus provoca congestionamento no Centro

Alexandre Sansão Fontes
Alexandre Sansão Fontes

Durante a manhã desta segunda-feira (24), o secretário Alexandre Sansão esteve na Praça Marechal Âncora, onde, a partir de hoje, será o ponto final das linhas 130, 131 e 202. Ele avaliou o movimento e esclareceu pontos levantados após a mudança. "O primeiro dia útil é sempre o dia que a maioria das pessoas vai aprender de fato. A gente está divulgando em todos os meios de comunicação e também diretamente ao usuário já há alguns dias. É claro que todo usuário vai se preocupar mais com a mudança no dia que implanta. Então hoje é um dia que a gente tem que intensificar essa informação. Amanhã é a mesma coisa e quanto tempo for necessário", declarou Sansão.

O Secretário Municipal de Transportes minimizou os impactos da mudança para os taxistas, que tinham 15 vagas de parada e agora têm sete. Na sexta-feira (21), o Jornal do Brasil conversou com o presidente do ponto de táxi, Wilson Menezes, que reclamou das consequências da transferência das linhas para a Praça. "Isso não tem problema. Aqui a questão é rotatividade. Nem sempre esse ponto está cheio. Este é um bom local e ajuda a ter espaço para as linhas de ônibus que vão ficar paradas ali para trás – e que carregam mais gente que os táxis. Os táxis vão continuar operando aqui normalmente, os passageiros virão e o espaço é suficiente porque o trabalho no ponto de táxi é o 'entra e sai'. Não é para ficar estacionado. Se é para ficar estacionado, fica em outro lugar. Aqui não é estacionamento. É ponto de táxi, para embarcar e desembarcar. A quantidade de vagas é suficiente", enfatizou.

Na sexta-feira o Jornal do Brasil conversou com o engenheiro de transportes Alexandre Rojas, que levantou o questionamento acerca das medidas paleativas tomadas pela Prefeitura. Entre os pontos criticados por ele foi a criação do Terminal Misericórdia para abrigar linhas que depois seriam novamente transferidas. Perguntado, Alexandre Sansão explicou: "Fizemos isso por causa do andamento das obras. Agora que a gente preparou esse local para receber convenientemente essas linhas. Fizemos aquele retorno, colocamos os abrigos, melhoramos a calçada. Todo preparativo que foi necessário para colocar as linhas de ônibus aqui foi concluído e a gente, estrategicamente, fez a mudança junto com as outras mudanças para facilitar também o entendimento".

>> Porto Maravilha: novas mudanças no trânsito preocupam cariocas

A tranquilidade do secretário, contudo, não reflete o clima entre os passageiros e profissionais das empresas de ônibus. Durante a manhã, um carro da linha 202 errou a entrada que deveria fazer. A despachante Mary Oliveira teve que explicar ao motorista qual caminho ele deveria fazer. Perguntada sobre as mudanças, ela é sucinta. "No sábado os motoristas reclamavam da entrada porque eles estavam com dificuldade para passar. Agora a principal reclamação é quanto as condições do uso do sanitário. A gente não tem desde sexta. Tem um ali, mas que é da obra. Quando eles tiraram, pediram desculpa, mas não colocaram outro. Está insuportável, o cheiro está desagradável a beça", disse.

Segundo motoristas e cobradores, os profissionais que fazem as obras na Praça XV estão compartilhando o banheiro químico. Segundo Mary, "cada um informa uma coisa: uns dizem que é com a nossa empresa, outros dizem que é com a Prefeitura e a gente fica a Deus dará. A gente tem que prestar um serviço de qualidade aos usuários, mas como profissionais da área não estamos sendo respeitados como deveríamos".

José Luiz Pereira não se mostrou satisfeito com a mudança
José Luiz Pereira não se mostrou satisfeito com a mudança

José Luiz Pereira, motorista da linha 202, não se mostrou satisfeito com mais uma mudança. "Para mim piorou. A minha linha era curta e agora se tornou longa. Nós íamos só até o Terminal Misericórdia. Agora temos que ir lá em baixo, na Beira Mar, retornar e entrar aqui. Ou seja, eu venho e volto pelo Aeroporto. Nós fazemos seis viagens. Vamos ver qual a decisão que a empresa vai tomar em relação às viagens agora".

Sobre a falta de banheiros, José brinca: "Se o pessoal da obra parar de deixar a gente usar, a gente sai fazendo xixi por aí, igual cachorrinho". O motorista, contudo, acredita que a empresa solucionará o problema. "Tenho certeza que vão resolver isso em breve".

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

DO FUNDO DO BAÚ - FICHAS LOTAÇÃO

22/11/2014 - Blog Saudades do Rio

Estas três fichas de lotação, da Copacabana Lotações S/A, foram enviadas pelo João Romeu, a quem o "Saudades do Rio" agradece.

Estas fichas eram da linha de lotações "Largo do Machado-Ipanema", circular, que tinha seu ponto final no Largo do Machado, na atual Rua Tavares de Lira.

A área da Lagoa vizinha a Ipanema, onde eu morava, era servida por duas linhas de lotações: havia a "Largo do Machado-Ipanema", circular, com 10 carros partindo do Largo do Machado, via Copacabana, e outros 10 carros também partindo do Largo do Machado, via Botafogo. Ambas iam até o Jardim de Alá e voltavam para o ponto inicial/final no Largo do Machado, na Rua Ministro Tavares de Lira.

A outra era a "Estrada de Ferro-Leblon", que fazia o trajeto pela Av. Pres. Vargas, Av. Rio Branco, Praia do Flamengo, Praia de Botafogo, Voluntários da Pátria, Lagoa, Jardim de Alá, Leblon (e vice-versa).

Três linhas de ônibus atendiam a esta área: a "Estrada de Ferro-Leblon", que fazia o trajeto pela Av. Pres. Vargas, Av. Rio Branco, Praia do Flamengo, Praia de Botafogo, Barata Ribeiro, Corte do Cantagalo, Lagoa, Jardim de Alá, Leblon (e vice-versa, voltando pela Av. N. S. de Copacabana), a "Rocinha-Mourisco" que também utilizava o Corte do Cantagalo, e a "Jacaré-Ipanema", que tinha o ponto final na Praça Corumbá, junto do Corte do Cantagalo (esta linha vinha do Jacaré, passava por Copacabana e Ipanema, virava no Jardim de Alá e voltava pela Lagoa. No retorno fazia o caminho inverso).

Além dessas, tínhamos por perto, os lotações "Lins-Lagoa", com ponto final junto da garagem de barcos do Botafogo Esta linha era ótima para ir e voltar do Maracanã. E, finalmente, uma linha de ônibus "Ponte de Táboas-Copacabana", com um ponto final em Copacabana na Rua Xavier da Silveira, na esquina com Rua Leopoldo Miguez, e outro ponto final na Ponte de Táboas, ali perto da Rua General Garzon, no Jardim Botânico (fazia só um trajeto curto, pelo Corte do Cantagalo, Favela da Catacumba, Fonte da Saudade, Jardim Botânico).

Era difícil, em determinados horários, se conseguir vaga nos lotações, que tinham 20 ou 24 lugares. Pedíamos, com uma sinalização característica, para irmos abaixados no corredor central, para a polícia de trânsito não nos ver. Apenas alguns poucos motoristas conhecidos consentiam.

No caso dos lotações o pagamento era feito diretamente com o motorista, na saída. A ficha deveria ser depositada num receptáculo revestido de vidro, junto à porta de saída, e ficava à vista de todos para comprovar o pagamento da passagem. A seguir o motorista puxava um cabo que acionava o alçapão sobre o qual a ficha ficava depositada e ela caía na caixa coletora, na base do tal receptáculo que, na parte inferior, era opaco, revestido de metal.

A grande façanha era sair do lotação levando a ficha, seja para colecionar, seja para usá-la como palheta no jogo de botões.

22/11/2014 Publicada por luizd.rio
Blog Saudades do Rio

Os novos ônibus com itinerários fora de série

24/11/2014 - O Globo

Não, eles não são todos iguais. E as diferenças vão muito além de ter ou não ar-condicionado. Já imaginou, por exemplo, andar em um ônibus que se transforma em barco? Alguma vez você embarcou num coletivo e, ao entrar, descobriu que havia uma festa com DJ e tudo? Esses são alguns dos serviços que estão chamando a atenção de quem passa pelas ruas do Rio. E, de acordo com empresários que apostam no setor, a tendência é que, cada vez mais, aumente a circulação de ônibus personalizados e que ofereçam serviços exclusivos, como o Surf Bus, que leva surfistas e turistas da Zona Sul às principais praias da Zona Oeste.

Um dos ônibus que anda despertando a curiosidade é o BusParty. De acordo com Maurício Somlo, empresário e idealizador do projeto, o objetivo é agradar ao cliente. Tamanha exclusividade custa entre R$ 1.500 e R$ 1.800 por uma noite de festa.

— Para entrar no clima romântico temos a modalidade Bus in Love, com ambientação de flores, passeios por locais românticos, além de fantasias temáticas para os participantes. Também produzimos aniversários, passeios noturnos e festas temáticas dos anos 60, 70, futuristas e de halloween, e baile de máscaras — explica.

O serviço mais inusitado oferecido pela BusParty é o Bus in Vegas. Nele, o passageiro entra no clima dos casinos de Las Vegas e se diverte com duas mesas de Black Jack. As comemorações de aniversário e as despedidas de solteiro também estão entre as mais procuradas. A estudante de direito Camila Martins Piacentini comemorou o aniversário de 23 anos no BusParty. Segundo ela, a festa será no mesmo local nos próximos anos.

— Foi especial. O ônibus pegou e deixou os meus amigos na porta de casa. Não é como comemorar numa boate normal com pessoas desconhecidas. Eram só os meus amigos, as músicas que escolhemos, as fantasias e a iluminação. Foi fora do comum. O mais engraçado era quando o ônibus ia parando para buscar os meus amigos. Quando eles embarcavam, se deparavam com aquela fumaça, a música e a galera dançando — lembra ela.

PUBLICITÁRIO FAZ FESTA DO HAVAÍ

Já o empresário João Pedro Cantelmo, de 43 anos, encontrou uma maneira diferente para comemorar os 15 anos da sua agência de publicidade:

— Sou publicitário e pensei que deveria despertar esse lado criativo nos meus funcionários. Minha empresa tem apenas 25 pessoas. Fretei o BusParty e fiz uma festa do Havaí. Coloquei no roteiro o endereço dos nossos principais clientes. Conforme passávamos pelo imóvel de cada um, fazíamos um brinde e dançávamos até o chão. Foi uma forma de mostrar aos meus colaboradores que o caminho da comemoração passa pela porta dos nossos clientes.

Mais um passeio que está animando os turistas é o Duck Tour Brasil. De acordo com o gerente do projeto, Felipe Garcia, a ideia veio de outros países e foi inspirada nos caminhões anfíbios usados pelo exército americano na Segunda Guerra Mundial. O veículo começa o passeio na Praia Vermelha, seguindo pelo Aterro do Flamengo até chegar à Marina da Glória. Lá, faz o "tibum" na Baía de Guanabara e inicia um passeio aquático de 40 minutos.

Na quinta-feira passada, a comerciante baiana Zélia Santos Viana, que veio conhecer o Rio com a família, estava na Praia Vermelha. A intenção era visitar o Pão de Açúcar. Mas o neto Gabriel insistiu para que fizessem o passeio no ônibus anfíbio, ao escutar que ele se transformaria em um barco.

— Ainda bem que ele nos convenceu. Tem apenas 5 anos, mas foi uma escolha ótima. Logo depois de dizer que entraria na água, o motorista perguntou se os turistas queriam entrar na água com ou sem emoção. Todos gritaram: com emoção. E ele entrou na água de forma formidável — conta Zélia sobre o passeio, que tem duração de uma hora e meia e custa R$ 100.

Para os surfistas, um dos serviços mais apreciados é o oferecido pelo Surf Bus. Com saídas do Largo do Machado, o coletivo tem capacidade para levar 50 pranchas e 36 pessoas.

— O Rio precisava de um serviço para atender aos esportistas do mar, além dos turistas nacionais e internacionais — disse o surfista e empresário Antônio Carlos Guanabara.

domingo, 23 de novembro de 2014

Obras do Porto Maravilha fecham Terminal Rodoviário no Centro do Rio

21/11/2014 - Agência Rio

A Prefeitura do Rio dará início, neste sábado (22) - devido ao fechamento do Terminal Rodoviário da Misericórdia para execução da frente marítima das obras do Porto Maravilha - a transferência dos pontos finais de 40 linhas de ônibus. Os novos locais de parada serão ativados neste dia e o Terminal da Misericórdia estará totalmente desativado no domingo (23).

A orientação de passageiros e pedestres já teve início na última quarta-feira (19), com 42 agentes explicativos que trabalham na distribuição de 250 mil folhetos entre 7h e 19h, além de caixas de som, painéis informativos e placas. Também está sendo feita uma campanha educativa junto aos motoristas sobre os novos itinerários e solicitando que desliguem os motores quando os veículos estiverem estacionados.

Para atender a integração com as barcas, as linhas 130,131 e 202 serão realocadas na Praça Marechal Âncora, onde farão acesso pela Avenida General Justo. As demais linhas serão divididas entre pontos na Avenidas Churchill (ambos os sentidos), Rua Santa Luzia, Avenida Almirante Barroso e Avenida General Justo.

A Travessa Santa Luzia e uma das pistas da Avenida Churchill terão seus sentidos de mão de direção invertidos. O ponto de táxi existente na rotatória Praça Marechal Âncora será transferido para a lateral da praça à beira mar. O trajeto da ciclovia também será modificado e passará à esquerda no Largo da Misericórdia e à direita na Ladeira da Misericórdia, em direção à Avenida Alfred Agache.

As linhas 2342, 2343 e 2344 com destino à Ilha do Governador deixam a Avenida Churchill e passam a ter o ponto final na Avenida Almirante Barroso sentido Avenida República do Chile, entre a Avenida Presidente Antônio Carlos e a Rua Debret. Todas as demais operarão em modo circular com pontos reguladores nos locais indicados, conforme listagem.

PONTOS TERMINAIS

- Praça Marechal Âncora

130, 131, 202

- Avenida Churchill - sentido Avenida Marechal Câmara

343, 346, 354, 320, 321, 322, 323, 324, 325, 326, 327, 328, 329, 330

- Avenida Churchill - sentido Avenida Presidente Antônio Carlos

232, 238, 292, 310, 311, 363, 367

- Rua Santa Luzia - entre Praça Ana Amélia e Avenida Marechal Câmara

254, 277, 348, 352, 362, 368, 380, 390

- Av. Almirante Barroso - sentido Avenida República do Chile, entre Avenida Presidente Antônio Carlos e Rua Debret

2342, 2343, 2344

- Av. General Justo - sentido Avenida Marechal Câmara, entre Rua Professor Floravanti di Piero e Praça 22 de Abril

344, 349, 374, 376, 377

MS

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Com o bairro na prancheta

20/11/2014 - O Globo


Talvez o morador da Barra da Tijuca não saiba, mas o trabalho de Jozé Cândido Sampaio de Lacerda Jr. ajudou a moldar o cotidiano de toda a região. Após 34 anos como funcionário público municipal, período em que atuou em projetos como a duplicação da Avenida das Américas (em 2000), o arquiteto e urbanista cuida, desde 2009, exclusivamente do escritório ZK Arquitetos Associados. Dali saiu o projeto de um dos novos símbolos da Barra: as estações de BRT. A influência dele não para por aí. O Terminal Alvorada remodelado surgiu de sua prancheta. Lacerda projetou também as novas passarelas da Avenida Ayrton Senna, entregues este ano. E, em breve, virá à luz o desenho do terminal do Parque Olímpico, a tempo dos Jogos de 2016. Ao GLOBOBarra, o arquiteto fala sobre os conceitos que nortearam a criação das estações do BRT e sobre sua visão da Barra.

Na hora de criar o projeto das estações, do BRT, quais foram suas principais preocupações?

Como era a primeira vez de um projeto assim no Brasil desde Curitiba, foi importante ter um protótipo, a estação do Novo Leblon. Ali aplicamos vários conceitos importantes. O primeiro era a refrigeração da estação sem arcondicionado. Todo mundo dizia: tem que ter ar-condicionado. Expliquei que era impossível. Como ter aparelhos de ar-condicionado em mais de 60 estações e que deem conta de portas abrindo e fechando a toda hora? Imagina o custo de manutenção disso. O que fizemos, então, foi usar técnicas de arquitetura para tornar o espaço mais fresco. Pode-se ver que a estação é quase toda feita em vidro, o que teoricamente esquentaria o espaço, mas conseguimos evitar isso com o telhado grande e curvo, que impede que o sol bata. Colocamos paredes de metal perfurado, permitindo, assim, que o ar circule. Também criamos uma separação entre o telhado e o teto da estação, com a mesma função. Por fim, colocamos o que chamamos de captador eólico, um equipamento que fica entre o teto e o telhado. Ele capta vento quando a estação está vazia e tira o ar quente quando ela está muito cheia. E fizemos toda a iluminação com LED. Me disseram que era muito caro, mas sabíamos que valia a pena, porque ela dura mais e gasta menos energia, o que corta o custo de manutenção.

Parece que uma grande preocupação foi com o custo de manutenção.

Sim, foi uma das nossas principais preocupações. Por isso colocamos vidro e aço, que são mais resistentes e duráveis. Não adianta fazer algo lindo e cheio de equipamentos se vai estar tudo quebrado por falta de manutenção. Foi a razão pela qual não colocamos banheiros nas estações. Ficaria um nojo em uma semana e não haveria manutenção no mundo capaz de mantêlos limpos. Argumentei que, se ponto de ônibus não tem banheiro, estação de BRT também não poderia ter.

Qual foi o conceito norteador da reforma do Terminal Alvorada?

Foi outro desafio grande, porque recebemos de saída o número de linhas de ônibus e o número de vagas para BRT que seria preciso ter no projeto. Era muito em um espaço relativamente pequeno. Chegamos ao conceito de uma platafoma central para os BRTs e para os alimentadores e dois subsolos. Um deles não saiu do papel, então ficou um pouco desequilibrado, mas acho que vão consertar isso. O mais importante foi feito, que é ter segurança e conforto no terminal. Por conforto se entende fazer a integração dos dois sistemas, do ônibus com o BRT, da forma mais fácil possível. Não queríamos passarela. Nada que obrigasse o passageiro a subir ou descer escada para mudar de modal.

Com o que vocês estão trabalhando agora?

No sistema modal estamos com a Transolímpica. Especificamente na Barra, temos o projeto do terminal do Parque Olímpico. A Transolímpica, no trecho da Salvador Allende, tem a curiosidade de que talvez tenhamos um "bichoduto", uma espécie de mergulhão para a passagem de animais. Estamos conversando sobre isso ainda. Inicialmente queriam que eu fizesse um mergulhão de dois metros, o que só teria sentido se passassem elefantes ou girafas por ali.

Que detalhes o senhor pode dar do terminal do Parque Olímpico?

Não posso dizer muito porque o projeto ainda não foi apresentado à prefeitura. Será o terminal que atenderá a todo o Parque Olímpico e terá integração com o BRT.

Há quanto tempo o senhor está na Barra e como a vê hoje, urbanisticamente?

O escritório foi criado aqui em 1982. Acho o urbanismo da Barra uma coisa complicada. Meu projeto de conclusão de curso, em 1978, foi uma avaliação do Plano Lucio Costa. Com o passar do tempo, foi-se deturpando muita coisa do plano. A Barra se criou em feudos de condomínios fechados, e isso nunca foi consertado. Perdeu-se a escala humana; só se tem isso no Jardim Oceânico. Muitos planos bons ficaram no papel.

Em Niterói, aplicativo mostrará rota de ônibus em tempo real

21/11/2014 - O Globo

Começa a funcionar em Niterói no mês que vem o aplicativo Vá de Ônibus, que permitirá aos passageiros das linhas municipais e intermunicipais monitorar pelo smartphone, em tempo real, o itinerário dos coletivos. O sistema, já em uso no Rio, não calcula o tempo de deslocamento dos veículos, porém lista os pontos mais próximos de onde o usuário está. O professor de Engenharia da UFF Walber Paschoal acredita que o app será um aliado do cidadão e que deve forçar uma melhora na prestação do serviço. Uma das bandalhas fáceis de serem identificadas são os desvios de rota, queixa comum dos passageiros que, segundo motoristas, em alguns casos, são orientados pelos próprios despachantes para cumprimento de horário. Um aplicativo gratuito permitirá ao passageiro localizar em tempo real, via GPS, os ônibus que fazem as 55 linhas municipais, além das intermunicipais, que circulam em Niterói. Batizado de Vá de Ônibus, o sistema, já utilizado no Rio, poderá ser baixado pelo usuários da cidade a partir do mês que vem.

Segundo Guilherme Wilson, gerente de planejamento e controle da Federação de Transportes do Rio de Janeiro (Fetranspor), os passageiros poderão visualizar em que endereço estão os 700 coletivos em qualquer região do município.

— O sistema vai identificar onde o ônibus está e listar os ponto mais próximos a partir do local em que se encontra o passageiro. O aplicativo também vai indicar as opções de linhas dos bairros para onde o passageiro deseja ir, o entorno e o itinerário dos ônibus — diz o gerente da Fetranspor.

FALTA O TEMPO DE CHEGADA

Wilson esclarece ainda que será possível fazer consultas ao aplicativo informando a origem e o destino do passageiro, o nome e o número da linha ou, até mesmo, fornecendo o nome de um prédio ou ponto turístico, como o MAC. O aplicativo, no entanto, não permitirá ao passageiro calcular o tempo exato que o ônibus levará até chegar ao ponto.

O app estará disponível gratuitamente para smartphones com sistemas Android e iOS. O software está sendo desenvolvido desde 2006 e já demandou investimentos de R$ 2 milhões.

Para o professor do curso de engenharia civil da UFF Walber Paschoal, o aplicativo deve amenizar problemas comuns na prestação do serviço como a demora e a falta de regularidade das linhas:

— Infelizmente não se pode informar o tempo que os ônibus vão levar até o ponto por conta dos engarrafamentos. De qualquer forma, o app deve melhorar a mobilidade, sobretudo porque oferece ao passageiro a possibilidade de escolha pela linha mais rápida. Seria importante aprimorar a ideia e informar as condições de tráfego da via.

O desvio de itinerário, às vezes orientados pelos próprios despachantes para cumprimento de horário, é um motivo frequente de queixa dos usuários. Morador da Região Oceânica, o publicitário Fábio Marins, de 33, reclama do serviço:

— Pego ônibus em Itaipu e de vez em quando faço baldeação em Charitas. Já vi muitos motoristas de uma linha intermunicipal que vai para o Rio desviarem a rota quando estão atrasados. Espero que com esse aplicativo os motoristas pensem duas vezes antes de descumprirem o itinerário.

Para o engenheiro Gilberto Gomes Gonçalves, professor da Uerj e UFF, o aplicativo será uma facilidade para o usuário de ônibus, mas ele chama atenção para o problema macro, da falta de mobilidade urbana em Niterói. Segundo ele, são necessários outros investimentos para atacá-lo:

— É algo que sem dúvida ajuda (o usuário) a controlar o serviço. É um início, mas nós precisamos é de transporte público de qualidade. Isso (o aplicativo) é uma perfumaria.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Posto do Detran deve ir para o Recreio

20/11/2014 - O Globo

O subprefeito da Barra e Jacarepaguá, Alex Costa, negocia a mudança do posto de vistoria do Detran da Barra para o Recreio. Segundo Costa, o atual posto, localizado em um terreno municipal, próximo ao Terminal Alvorada, deve ir para outra área pertencente à prefeitura, próxima à delegacia do Recreio.

— As negociações com o governo do estado estão bem avançadas. Ainda não há um prazo para a troca, mas deve ocorrer no próximo ano — diz o subprefeito.

O principal objetivo da mudança seria melhorar a operação da estação Alvorada do BRT, que já estaria funcionando com sua capacidade máxima, usando o atual terreno do Detran para facilitar as manobras dos ônibus articulados e criar mais vagas de estacionamento para eles. A mudança também favoreceria o trânsito no entorno do Cebolão, trecho constantemente engarrafado.

Milton Raeli, diretor social da Associação de Moradores do Recreio (Amor), aprova a proposta:

— Se houver estudos para a instalação do posto no Recreio e o processo for conduzido com responsabilidade, não vejo problema.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Reordenamento das linhas de ônibus do Centro começa neste sábado

15/11/2014 - Agência Rio

O plano de reordenamento de itinerários de linhas de ônibus que circulam pelo Centro do Rio, começa a operar neste sábado (15). O novo esquema foi anunciado pela Secretaria Municipal de Transportes foi anunciado no dia 29 de outubro. As linhas que sofreram alteração foram divididas em pontos finais na Avenida Presidente Vargas e nas ruas Acre e Camerino. Ao todo, fizeram parte do estudo 62 linhas intermunicipais e 27 municipais.

"O objetivo dessas mudanças é melhorar o trânsito dessas linhas e dos corredores BRS, e atender, assim, uma medida de racionalização", afirma o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão.

As linhas executivas com ponto final no Terminal Menezes Cortes e na Avenida Nilo Peçanha não terão mudança no itinerário de chegada ao Centro. A saída, no entanto, deixará de ser pela Rua 1º de Março e passará à Rua da Assembleia e ao BRS Carioca, seguindo pela Praça da República, por onde os coletivos farão o acesso à Avenida Presidente Vargas.

As linhas convencionais que utilizam o terminal na Avenida Chile e a linha executiva 2310, com destino a Bangu, passam a terminar a viagem na pista lateral da Avenida Presidente Vargas, sentido Praça da Bandeira, entre a Avenida Rio Branco e Rua dos Andradas. As executivas com destino à Santa Cruz e Campo Grande (2303, 2304, 2307, 2308, 2309 e 2331) permanecem na Avenida Chile e não terão o trajeto alterado.

As linhas intermunicipais do Terminal Menezes Cortes não terão o trajeto de chegada alterado e passam a sair da cidade pela Avenida Mem de Sá. As que seguem para Petrópolis, Teresópolis e Rio Bonito acessam a Avenida Presidente Vargas pela Rua de Santana. As linhas que trafegam pelo Binário do Porto passam a ter acesso à via seguindo pela Praça da República/Túnel João Ricardo. As linhas 1906B e 1907B com destino à Paracambi e Japeri, respectivamente, terão parada terminal transferida para a pista lateral da Avenida Presidente Vargas.

Na Avenida Luis de Vasconcelos, será mantido o ponto final das linhas com destino à Duque de Caxias, com exceção da linha 2111C, que foi remanejada para a Avenida Presidente Vargas. Na Avenida Augusto Severo, os passageiros continuam encontrando as linhas 521D e 565D. As demais foram transferidas para os pontos das ruas Acre e Camerino e para a pista lateral da Avenida Presidente Vargas.

Os ônibus que paravam na Avenida Rio Branco, entre a Avenida Presidente Vargas e a Rua Visconde de Inhaúma terão o ponto final transferido para a Rua Visconde de Inhaúma, entre as ruas da Candelária e da Quitanda.

Segundo a Prefeitura do Rio, para orientar a população, foram distribuídos 450 mil folhetos em pontos de ônibus e dentro dos coletivos, além da sinalização. A divulgação das mudanças também foi feita através de agentes educativos em pontos estratégicos para auxiliar os passageiros.


LINHAS MUNICIPAIS – PONTOS FINAIS

- Avenida Presidente Vargas – Pista Lateral (Sentido Praça da Bandeira)

300, 358, 369, 370, 388, 389, 392, 396, 397, 2310

- Avenida Nilo Peçanha

2110, 2111, 2112, 2114, 2203, 2251, 2295, 2302, 2345, 2346

- Terminal Menezes Cortes

2332, 2336, 2339, 2381

- Avenida Churchill

2342, 2343, 2344


LINHAS INTERMUNICIPAIS – PONTOS FINAIS

- Terminal Menezes Cortes

2100D, 4423A, 110E, 2951C, 1956B, 1955B, 2146D, 2545D, 2545E, 1730D, 1910D, 1920D, 2905D, 1905D, 2950C, 1140B, 2195C, 4146D, 2125C, 2590R, 1512B, 2925D, 1925D, Itaipava-Castelo (Via Quitandinha), Itaipava-Castelo, Petrópolis-Castelo (Via Quitandinha), Petrópolis-Castelo, Teresópolis-Castelo

- Avenida Presidente Vargas – Pista Lateral (Sentido Praça da Bandeira)

1906B, 1907B, 566D

- Avenida Presidente Vargas – Pista Lateral (Praça Pio X)

2102C, 2111C

- Glória (Augusto Severo)

251D, 565D, 110D, 124B, 545D

- Rua Acre

1721D, 5721D, 7721D, 722D, 724D, 726D

- Passeio (Luis de Vasconcelos)

1461C, 4469C, 1471C, 2486C, 1559B

- Rua Camerino

472B

- Rua 1º de Março (Praça Pio X)

2462C, 1926D

- Visconde de Inhaúma

100D, 101D, 146D, 578D, 590R, Itaipuaçu-Candelária

FA

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Itinerários de ônibus que circulam no Centro do Rio terão alteração a partir de sábado

Pontos finais foram distribuidos na Avenida Presidente Vargas e nas ruas Acre e Camerino

13/11/2014 - O Globo

Linhas de ônibus que fazem ponto final no Terminal da Misericórdia serão transferidos após o dia 23 - Gabriel de Paiva / O Globo
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RIO - A partir de sábado, passageiros que utilizam o serviço de ônibus no Centro do Rio deverão ficar atentos a mudanças na região. Como anunciado pela Secretaria municipal de Transportes no fim de outubro, entrará em vigor o plano de reordenamento de itinerários, que provoca alterações em 62 linhas intermunicipais e 27 municipais.

— O objetivo é melhorar o trânsito dessas linhas e dos corredores BRS, e atender, assim, uma medida de racionalização — afirmou o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão.

As modificações fazem parte do conjunto de novas intervenções para obras de implantação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), além de outras frentes do projeto Porto Maravilha. Entre as alterações anunciadas, está a interdição de três das cinco faixas da Avenida Rio Branco, entre a Presidente Vargas e a Cinelândia, a partir do próximo dia 29. Com isso, a Rio Branco voltará a ter sentido único, em direção ao Aterro. A faixa exclusiva para táxis será extinta e duas serão destinadas aos ônibus municipais.

MUDANÇAS NOS PONTOS FINAIS

As linhas executivas com ponto final no Terminal Menezes Cortes e na Av. Nilo Peçanha não terão mudança no itinerário de chegada ao centro da cidade. A saída, no entanto, deixará de ser pela Rua Primeiro de Março, passando a ser pela Rua da Assembleia e pelo BRS Carioca, seguindo pela Praça da República, por onde os ônibus seguirão para o acesso à Av. Presidente Vargas.

As linhas convencionais que utilizam o terminal na Avenida Chile e a linha executiva 2310, com destino a Bangu, irão terminar a viagem na pista lateral da Avenida Presidente Vargas, sentido Praça da Bandeira, entre a Rio Branco e a Rua dos Andradas. As linhas executivas com destino à Santa Cruz e Campo Grande (2303, 2304, 2307, 2308, 2309 e 2331) permanecerão na Avenida Chile e não terão o trajeto alterado.

Já as linha intermunicipais do terminal Menezes Cortes não terão o trajeto de chegada alterado e passam a sair da cidade pela Av. Mem de Sá. As que seguem para Petrópolis, Teresópolis e Rio Bonito acessam a Presidente Vargas pela Rua de Santana. As linhas que trafegam pelo Binário do Porto passam a ter acesso à via seguindo pela Praça da República e pelo Túnel João Ricardo. Os passageiros das linhas 1906B e 1907B com destino à Paracambi e Japeri, respectivamente, devem ficar atentos a transferência do ponto final para a pista lateral da Presidente Vargas.

Ainda na região da Central, na Avenida Luis de Vasconcelos, será mantido o ponto final das linhas com destino à Duque de Caxias, com exceção da linha 2111C, que foi remanejada para a Presidente Vargas. Na Avenida Augusto Severo, linhas foram transferidas para os pontos das Ruas Acre e Camerino e para a pista lateral da Av. Presidente Vargas, com exceção da 521D e 565D, que não teve mudança.

Os ônibus que paravam na Rio Branco, entre a Presidente Vargas e a Rua Visconde de Inhaúma terão o ponto final transferido para a Rua Visconde de Inhaúma, entre as ruas da Candelária e da Quitanda.

Para orientar a população, foram distribuídos 450 mil folhetos em pontos de ônibus e dentro dos ônibus, além da sinalização. A divulgação das mudanças também foi feita através de agentes educativos em pontos estratégicos para auxiliar os passageiros.


LINHAS MUNICIPAIS – PONTOS FINAIS

Av. Presidente Vargas – Pista Lateral (Sentido Praça da Bandeira)

300, 358, 369, 370, 388, 389, 392, 396, 397, 2310

Av. Nilo Peçanha

2110, 2111, 2112, 2114, 2203, 2251, 2295, 2302, 2345, 2346

Terminal Menezes Cortes

2332, 2336, 2339, 2381

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Av. Churchill

2342, 2343, 2344


LINHAS INTERMUNICIPAIS – PONTOS FINAIS

Terminal Menezes Cortes

2100D, 4423A, 110E, 2951C, 1956B, 1955B, 2146D, 2545D, 2545E, 1730D, 1910D, 1920D, 2905D, 1905D, 2950C, 1140B, 2195C, 4146D, 2125C, 2590R, 1512B, 2925D, 1925D, Itaipava-Castelo (Via Quitandinha), Itaipava-Castelo, Petrópolis-Castelo (Via Quitandinha), Petrópolis-Castelo, Teresópolis-Castelo

Av. Presidente Vargas – Pista Lateral (Sentido Praça da Bandeira)

1906B, 1907B, 566D


Av. Presidente Vargas – Pista Lateral (Praça Pio X)

2102C, 2111C


Glória (Augusto Severo)

251D, 565D, 110D, 124B, 545D

Rua Acre

1721D, 5721D, 7721D, 722D, 724D, 726D

Passeio (Luis de Vasconcelos)

1461C, 4469C, 1471C, 2486C, 1559B

Rua Camerino

472B

Primeiro de Março (Praça Pio X)

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2462C, 1926D

Visconde de Inhaúma

100D, 101D, 146D, 578D, 590R, Itaipuaçu-Candelária




Primeiros Biarticulados

09/11/2014 - O Dia

RIO — A partir de segunda-feira,10/11/2014, os passageiros do BRT Transoeste poderão embarcar em um ônibus biarticulado, que conta com capacidade para até 270 pessoas. De acordo com a Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes e do Consórcio BRT, o veículo estará em operação no trecho Mato Alto/Terminal Alvorada. A Secretaria de Transportes informou, ainda, que mais 12 veículos articulados entram em operação até dezembro no sistema BRT. Do total, nove atenderão ao Transoeste — que liga a Barra da Tijuca a Santa Cruz e Campo Grande, transportando 184 mil passageiros por dia — e três serão integrados à frota do Transcarioca — que liga a Barra ao Aeroporto Tom Jobim e transporta 216 mil passageiros diariamente.

Os usuários do BRT Transcarioca terão também à disposição o serviço Alvorada-Galeão (Semi-Direto), que passa a fazer parada na Estação Fundão a partir do próximo sábado. Dessa forma, os ônibus que saem do Terminal Alvorada com destino ao Aeroporto do Galeão farão integração com o metrô em Vicente de Carvalho, com os trens da Supervia em Madureira (Manaceia) e com o Terminal do Fundão. Segundo o Consórcio BRT, os intervalos serão de 20 minutos.

O BRT e a Secretaria de Transportes informou também que, ao longo desta semana, também entra em circulação a linha 565 (Tanque-Gávea), em substituição às linhas 465 e 765, ambas com destino à Gávea. As duas sairão de circulação no próximo sábado.

SERVIÇO: HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DO BRT TRANSCARIOCA

Alvorada - Galeão (Semi-direto) - Horário de funcionamento: 24h

Estações: Terminal Alvorada, Madureira/Manaceia (integração com o trem), Vicente de Carvalho (Integração com o Metrô), Fundão, Galeão - Tom Jobim 2 e Galeão - Tom Jobim 1.

Fundão - Alvorada (Expresso): Horário de funcionamento: das 5h às 23h

Estações: Terminal Alvorada, Rio 2, Santa Efigênia, Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira/Manaceia (integração com o trem), Mercadão, Vicente de Carvalho (integração com Metrô), Penha, Santa Luzia e Fundão.

Fundão - Alvorada (Parador): Horário de funcionamento: das 23h às 5h

Estações: Terminal Alvorada, Lourenço Jorge, Aeroporto Jacarepaguá, Via Parque, Centro Metropolitano, Hospital Sarah, Rio2, Pedro Correia, Curicica, Praça do Bandolim, Arroio Pavuna, Vila Sapê, Recanto das Palmeiras, Divina Providência, Merck, André Rocha, Taquara, Aracy Cabral, Tanque, Ipase, Praça Seca, Capitão Menezes, Pinto Teles, Campinho, Madureira Manaceia, Mercadão, Otaviano, Vila Queiroz, Vaz Lobo, Marambaia, Vicente de Carvalho (integração com Metrô), Vila Kosmos, Pedro Taques, Praça do Carmo, Guaporé, Pastor José Santos, Penha1, Penha2, Ibiapina, Olaria, Cardoso de Moraes, Santa Luzia, Maré e Fundão.

Madureira – Penha (Parador) – Horário de funcionamento: 5h às 23h

Estações: Penha, Pastor José Santos, Guaporé, Praça do Carmo, Pedro Taques, Vila Kosmos, Vicente de Carvalho (integração com Metrô), Marambaia, Vaz Lobo, Vila Queiroz, Otaviano, Mercadão e Madureira Manaceia.

Madureira - Alvorada (Parador) - Horário de funcionamento: 5h às 23h

Estações: Terminal Alvorada, Lourenço Jorge, Aeroporto Jacarepaguá, Via Parque, Centro Metropolitano, Hospital Sarah, Rio2, Pedro Correia, Curicica, Praça do Bandolim, Arroio Pavuna, Vila Sapê, Recanto das Palmeiras, Divina Providência, Merck, André Rocha, Taquara, Aracy Cabral e Tanque, Ipase, Praça Seca, Capitão Menezes, Pinto Teles, Campinho e Terminal Paulo da Portela, em Madureira (integração com o trem).

Madureira - Alvorada (Expresso) - Horário de funcionamento: das 5h às 23h, de segunda a sábado

Estações: Terminal Alvorada, Rio 2, Santa Efigênia, Taquara, Tanque, Praça Seca, e Terminal Paulo da Portela, em Madureira (integração com o trem).

Galeão - Penha (Parador) - Horário de funcionamento: das 5h às 23h

Estações:Penha (I e II), Ibiapina, Olaria (Cacique de Ramos), Cardoso de Moraes (Viúva Garcia), Santa Luzia, Maré, Fundão, Galeão - Tom Jobim 2 e Galeão - Tom Jobim 1.

A Linha Vermelha deve ter uma das faixas de rolamento exclusiva para ônibus durante as obras do futuro BRT Transbrasil

13/11/2014 - O Dia

Rio - A Linha Vermelha deve ter uma das faixas de rolamento exclusiva para ônibus durante as obras do futuro BRT Transbrasil. A medida, anunciada ontem pelo prefeito Eduardo Paes ao dar início à primeira fase das intervenções, visa a reduzir o fluxo de coletivos na Avenida Brasil, que terá a atual pista seletiva fechada para as obras do corredor de ônibus que será instalado na via, de Deodoro ao Caju. O cronograma das interdições e mudanças no trânsito deverá ser anunciado nos próximos 15 dias.

"Ainda vamos apresentar as interdições que serão feitas e os esquemas de trânsito, mas posso adiantar que muito provavelmente a gente vai ter uma faixa exclusiva de ônibus na Linha Vermelha durante as obras para garantir a fluidez no trânsito", afirmou Paes.

Linha Vermelha já apresenta constantes engarrafamentos nos horários de pico e especialistas acreditam que situação deve piorar com faixa exclusiva para ônibus na via

Foto: Severino Silva / Agência O Dia

O ponto de partida das intervenções é a construção de um viaduto para integrar o Transbrasil ao corredor Transcarioca. Nesta fase inicial não há interdição de ruas nem avenidas. O elevado vai passar sobre a Avenida Brasil na altura do Arco Estaiado Prefeito Pedro Ernesto, em Ramos. No entanto, o tráfego da via só deve sofrer mudanças a partir dos próximos meses. O cronograma de alterações ainda está sendo discutido pela Secretaria Municipal de Transportes e o consórcio vencedor da obra.

Infraestrutura

O primeiro lote do Transbrasil terá 23 quilômetros, 16 estações, 17 passarelas, duas pontes e oito viadutos. Além das estações, serão finalizados, neste primeiro momento, os terminais Fundão, Deodoro, Margaridas e Missões. O segundo trecho, do Caju ao Centro, será construído pela Companhia de Desenvolvimento da Região do Porto do Rio (Cdurp) e ainda não teve as obras iniciadas. A previsão da inauguração é para 2016.

"Teremos pista, calçadas e muretas recuperadas. Também faremos uma reestruturação da rede de drenagem ao longo da via para corrigir pontos de alagamento, especialmente na região do Caju e Parada de Lucas", acrescentou o secretário Municipal de Obras, Alexandre Pinto.

O trecho da Avenida Brasil que vai do Trevo das Margaridas até o Caju terá duas faixas de BRT em cada sentido. Uma nova faixa será construída na pista central, mantendo três pistas para o tráfego dos demais veículos. Entre o Trevo das Margaridas e Deodoro, é prevista apenas uma faixa em cada sentido para os ônibus articulados. Os terminais Margaridas e Missões conectarão o sistema às rodovias federais BR-116 (Rio - São Paulo) e BR-040 (Rio - Juiz de Fora).
O investimento inicial previsto para o primeiro lote do Transbrasil é de R$ 1,4 bilhão. O corredor terá, ao todo, 32 km de extensão e 33 estações. A expectativa é de que o BRT leve 820 mil passageiros por dia, com uma redução de 40% do tempo gasto na viagem.

Especialistas são contrários à faixa exclusiva

Especialistas não veem com otimismo a reserva de uma faixa seletiva para ônibus na Linha Vermelha, como anunciou o prefeito Eduardo Paes. O engenheiro Francisco Filardi, ex-diretor de Obras do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), aponta que a medida causará impactos em pontos críticos da via.

"Vai impactar muito no acesso ao viaduto do Caju sobre a Avenida Brasil, onde a Linha Vermelha afunila de quatro para três faixas. Ali será gerado um gargalo muito sério. Outro ponto problemático é no Fundão, porque o trânsito que vem do Aeroporto do Galeão vai cruzar com essa faixa exclusiva", avalia o engenheiro, autor da proposta de construção de uma via expressa para ligar a Linha Vermelha ao Maracanã, que será apresentada em breve à prefeitura, como O DIA antecipou no final de outubro.

Como alternativa, Filardi sugere que a passagem de carretas e caminhões na Ponte Rio-Niterói seja limitada ao período noturno. "Assim, esses veículos, cuja maior parte é oriunda da Baixada Fluminense e da Zona Norte, consequentemente também não passariam pela Avenida Brasil durante o dia, evitando os congestionamentos violentos entre 10h e meio-dia, por exemplo", diz ele.
Alexandre Rojas, professor de Engenharia de Transportes da Uerj, também avalia que a medida será insustentável. "A Linha Vermelha já está saturada. Retirar uma faixa dali é tornar o que já era difícil insuportável, porque há uma incoerência entre a demanda de veículos e o tamanho da via", afirma.

Rojas acrescenta que o Transbrasil é uma obra importante para a mobilidade na Região Metropolitana, mas não deveria ser realizada em concomitância com outros projetos de grandes impactos viários que estão em curso na cidade. "O problema é todas as obras acontecerem ao mesmo tempo. Já tem o congestionamento causado pelas obras do Porto Maravilha. É uma intervenção inoportuna para o momento e que deveria ser iniciada só depois dos Jogos Olímpicos", conclui.

Rio inicia nesta quarta-feira as obras do corredor expresso Transbrasil

12/11/2014 - Agência Rio

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, faz nesta quarta-feira (12) o lançamento das obras para a construção do primeiro lote da Transbrasil, corredor expresso exclusivo de BRT entre os bairros de Deodoro e Caju.

O início das obras será a construção do viaduto que integrará a Transbrasil à Transcarioca, na altura do Arco Estaiado Prefeito Pedro Ernesto, na Avenida Brasil. O investimento inicial é de R$ 1,4 bilhão e a expectativa é de que 820 mil passageiros sejam atendidos por dia.

A Transbrasil será o quarto corredor BRT da cidade, ao lado da Transcarioca e Transoeste – já em funcionamento – e a Transolímpica - em construção. Os corredores formam um anel viário de 155 quilômetros e proporcionam uma mobilidade mais inteligente e sustentável para a população carioca. Ao todo, a Transbrasil deverá ter cerca de 30 quilômetros, com quatro terminais, 28 estações e 15 passarelas.

A obra vai ser o quarto corredor exclusivo de ônibus da cidade, que já tem a TransOeste, a TransCarioca e a TransOlímpica, já em construção. Esta semana, o prefeito entregou a primeira viatura biarticulada na TransOeste. Cada ônibus tem capacidade para 270 passageiro e, até dezembro, mais 11 serão integradas ao sistema.

MS

Começam as obras do corredor expresso Transbrasil

12/11/2014 - O Globo

Linha Vermelha ganhará faixa exclusiva de ônibus para desafogar trânsito

POR ANA CLÁUDIA COSTA

RIO - Durante o lançamento das obras para a construção do corredor expresso BRT Transbrasil, na Avenida Brasil, o prefeito Eduardo Paes disse que poderá criar um corredor exclusivo para ônibus na Linha Vermelha, para desafogar o trânsito na via expressa. As obras do BRT, no trecho entre os bairros do Caju e de Deodoro, começaram nesta quarta-feira, com as escavações para a implantação de um viaduto que ligará o corredor expresso Transcarioca ao Transbrasil, na altura do arco estaiado da Avenida Brasil, em Ramos. O prefeito ressaltou que, inicialmente, não haverá impacto no trânsito da avenida porque a implantação dos pilares do viaduto será feita em ruas de pedestres. Paes disse que as interrupções no tráfego serão anunciadas em 15 dias.

— Vamos ainda apresentar as interdições que serão feitas e os esquemas de trânsito, mas eu posso adiantar que muito provavelmente teremos uma faixa exclusiva de ônibus na Linha Vermelha durante as obras na Avenida Brasil, para garantir a fluidez no trânsito. Continuo fazendo apelo para que as pessoas utilizem o transporte público, como trens e metrô — disse o prefeito.

De acordo com o projeto do PAC de Mobilidade Urbana, o primeiro lote do BRT Transbrasil terá 23 quilômetros de extensão, 16 estações e 17 passarelas. Oito novos viadutos e duas pontes — uma sobre o Rio Acari e outra sobre o Rio das Pedras — também serão construídos nesses trechos. Os ônibus expressos circularão em duas faixas da pista central da Avenida Brasil, nos sentidos Centro e Zona Oeste. Depois que o segundo trecho — ainda a ser detalhado — estiver concluído, o corredor Transbrasil terá 30 quilômetros de extensão.

Segundo o prefeito Eduardo Paes, a previsão é que o corredor expresso seja entregue em 900 dias, ou seja, até maio de 2017. O investimento total é de R$ 1,4 bilhão. O prefeito acrescentou que duas estações do BRT Transbrasil farão ligações com importantes rodovias.

— Os terminais Margaridas e Missões devem conectar o sistema viário às rodovias federais BR-116 (Rio-São Paulo) e BR-040 (Rio-Juiz de Fora) — disse Paes.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Rio inicia nesta quarta-feira as obras do corredor expresso Transbrasil

12/11/2014 - Agência Rio

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, faz nesta quarta-feira (12) o lançamento das obras para a construção do primeiro lote da Transbrasil, corredor expresso exclusivo de BRT entre os bairros de Deodoro e Caju.

O início das obras será a construção do viaduto que integrará a Transbrasil à Transcarioca, na altura do Arco Estaiado Prefeito Pedro Ernesto, na Avenida Brasil. O investimento inicial é de R$ 1,4 bilhão e a expectativa é de que 820 mil passageiros sejam atendidos por dia.

A Transbrasil será o quarto corredor BRT da cidade, ao lado da Transcarioca e Transoeste – já em funcionamento – e a Transolímpica - em construção. Os corredores formam um anel viário de 155 quilômetros e proporcionam uma mobilidade mais inteligente e sustentável para a população carioca. Ao todo, a Transbrasil deverá ter cerca de 30 quilômetros, com quatro terminais, 28 estações e 15 passarelas.

A obra vai ser o quarto corredor exclusivo de ônibus da cidade, que já tem a TransOeste, a TransCarioca e a TransOlímpica, já em construção. Esta semana, o prefeito entregou a primeira viatura biarticulada na TransOeste. Cada ônibus tem capacidade para 270 passageiro e, até dezembro, mais 11 serão integradas ao sistema.

MS

Transcarioca também terá ônibus biarticulado

Veículo de 28 metros já opera no BRT Transoeste

POR CÉLIA COSTA

11/11/2014 - O Globo


RI LOCAL Rio de Janeiro, RJ 11/11/2014 Transporte - O sistema BRT colocou em circulação algumas unidades do veículo conhecido como "minhocão", que tem 28 metros de comprimento e comporta 270 passageiros. Foto Guito Moreto / Agência O Globo. - Guito Moreto / Fotos de Guito Moreto

RIO - Com capacidade para transportar 270 passageiros — o que equivale a cerca de quatro ônibus comuns —, o novo veículo biarticulado do BRT Transoeste, que liga a Barra da Tijuca a Santa Cruz, está circulando desde segunda-feira durante o horário do rush. Atualmente, faz o trajeto entre as estações de Mato Alto e Alvorada sem paradas. O novo ônibus é formado por três carros (unidos por duas sanfonas) e tem 28 metros de comprimento. São dez metros a mais que os primeiros BRTs e cinco a mais que os articulados. Um outro veículo, com as mesmas dimensões do biarticulado, entrará em operação também no Transcarioca.

Segundo o gerente geral do sistema BRT, Alexandre Castro, o novo ônibus serviu para agilizar a operação. Segundo ele, o aumento gradativo da extensão dos veículos ocorreu em sintonia com a demanda.

— Os fabricantes foram se adaptando à realidade do sistema e também estão de olho no mercado em expansão. Afinal, já são 26 corredores de BRT no país que estão em projeto ou em andamento. Somente no Rio, serão quatro — Transoeste, Transcarioca, Transolímpico e Transbrasil. Em 2017, os quatro estarão transportando, em média, dois milhões de pessoas — avaliou Alexandre Castro.

O biarticulado é confortável, tem temperatura agradável em toda a sua extensão e um excelente sistema de amortecimento. Mesmo nos trechos em que existem imperfeições na pista do corredor expresso, o ônibus se mantém estável. Segundo os operadores, ele dispõe de um moderno sistema de computador que opera bolsões de ar para nivelar o carro.

Para dirigir o gigante, foi necessário muito treino. Daniel Luís é motorista da categoria E (apto a dirigir carretas e ônibus articulados) e já conduzia os articulados do BRT. Fazer as manobras com o biarticulado é para poucos. Numa curva, o terceiro carro parece sumir do campo de visão.

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— Nesse tipo de ônibus, é preciso mais atenção na frenagem, porque a resposta do freio é mais lenta. Para algumas manobras, é preciso sempre ter alguém ajudando — disse Daniel.

Para quem embarca na Estação Mato Alto, a entrada em operação do biarticulado representa a esperança de conseguir viajar sentado.

— Antes, eu tinha que esperar vários veículos. Com esse ônibus, a estação fica quase vazia — disse a garçonete Natália Cristino Resende, que mora no Mato Alto e trabalha na Barra.



 
 
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Transcarioca também terá ônibus biarticulado
Veículo de 28 metros já opera no BRT Transoeste
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Mega BRT começa a circular com passageiros na Zona Oeste do Rio

10/11/2014 - G1 Rio

Agora é para valer. Começa a circular com passageiros nesta segunda-feira (10), no Rio, um dos maiores ônibus articulados do mundo, no BRT Transoeste, que vai fazer a ligação entre a Estação Mato Alto e o Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. O mega BRT biarticulado (com duas sanfonas) tem capacidade para 270 passageiros.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, até dezembro, mais 12 veículos articulados entram em operação no sistema BRT, que já transporta 400 mil passageiros dia. Nove deles vão atender o BRT Transoeste e três serão integrados à frota do BRT Transcarioca.

Desde sábado (8), o BRT Transcarioca, na linha semidireta Alvorada – Galeão, que funciona 24 horas por dia, tem parada na Estação Fundão. Com isso, os ônibus que saem do Terminal Alvorada com destino ao Aeroporto do Galeão, fazem integração com o metrô em Vicente de Carvalho, com os trens da Supervia em Madureira (Manaceia) e com o Terminal do Fundão. Os intervalos serão de 20 minutos.

Ao longo desta semana, também entra em circulação a linha 565 (Tanque-Gávea), em substituição às linhas 465 e 765, ambas com destino à Gávea, na Zona Sul, que foram extintas.

O BRT Transoeste liga a Barra da Tijuca a Santa Cruz e Campo Grande, enquanto o Transcarioca vai da Barra à Ilha do Governador.

Novos BRTs custarão R$ 2,7 bi

09/11/2014 - O Dia - RJ


Rio - Para que todos os oito BRTs esperados para a Baixada e o Leste Fluminense até 2018 saiam do papel, serão necessários investimentos de, pelo menos, R$ 2,75 bilhões. A estimativa é da Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros), que propõe ainda, em parceria com a Câmara de Integração Governamental do Rio, a criação de faixas exclusivas para ônibus na Ponte Rio-Niterói e no Arco Metropolitano, como O DIA  antecipou na segunda-feira. Os gastos previstos para estes dois empreendimentos ainda não foram orçados. A expectativa é de que os oito primeiros atendam a uma demanda diária de 683 mil passageiros, o que possibilitaria a retirada de 1.015 ônibus das ruas. Os corredores somam aproximadamente 450 quilômetros.

No congresso internacional Etransport, realizado até sexta no Riocentro, a Fetranspor detalhou as rodovias que devem ser contempladas com as pistas exclusivas para ônibus. Para a Baixada Fluminense, há previsão de BRTs na Dutra, Via Light e Rodovia Washington Luiz, além do Transbaixada. Este último é um corredor transversal de 25 km de extensão, estratégico para a ligação dos três primeiros, que, também se ligam ao Transbrasil, cujas obras começam ainda este mês. Com isso, os BRTs da Baixada poderiam se integrar com a Ponte e o Arco Metropolitano. Estima-se que, dos mais de 3,7 milhões de habitantes dos municípios beneficiados, 420 mil serão transportados, por dia, em 290 ônibus articulados e 460 convencionais, 590 a menos do que a frota atual.

Já no lado leste da Baía de Guanabara, estão entre os planos para receber BRTs os corredores BR-101 (Niterói-Itaboraí), RJ-104 (Niterói-Itaboraí, via Alameda São Boaventura), RJ-106 (Tribobó-Maricá) e Niterói-Alcântara. Este último permitirá, no antigo caminho do trem, a integração não só entre as cidades de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá, mas também com os corredores do Rio, através do eventual BRT da Ponte, fechando o elo com o Transbrasil. Com mais de 2 milhões de habitantes, essa região terá 263 mil passageiros atendidos, diariamente, por 312 veículos articulados e 208 convencionais. Serão 425 ônibus a menos nas ruas.

A proposta para a Ponte é implantar uma faixa de BRT em cada sentido. A Fetranspor prevê que a obra reduziria até metade do tempo de viagem e retiraria de circulação 1.500 ônibus por hora no pico da tarde. Apesar disso, este projeto não agrada a Agência Nacional de Transportes Terrestres, porque extrapola os investimentos previstos para a nova concessão a ser licitada, até junho.

Fetranspor insiste no BRT da Ponte

Para que o BRT da Ponte seja viável, o presidente da Fetranspor, Lélis Teixeira, propõe que o pedágio seja mantido em R$ 5,20. A ANTT cogita redução para R$ 4,27 na nova concessão. "Seria ótimo sair de São Gonçalo, passar pela Ponte e chegar ao Rio sem ter que fazer integração. O sistema funcionaria como uma rede, distribuindo para o metrô, trem, VLT e BRTs do Rio", diz ele.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Obras do BRT Transbrasil vão começar nos próximos dias

07/11/2014 - Extra - RJ

O secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, disse, na quinta-feira, que as obras do corredor do BRT Transbrasil, ligando Deodoro ao Centro do Rio pela Avenida Brasil, devem ser iniciadas nos próximos dias, assim que forem concluídos os estudos da Secretaria de Obras e da CET-Rio para minimizar os impactos no trânsito. Sansão, que participou da abertura da 8ª Conferência Internacional de Ônibus, no Riocentro, reconheceu que a prefeitura enfrentará mais dificuldades na construção deste corredor expressos do que nos demais.

Secretário acredita que obras da Transbrasil vão causar impacto ainda maior do que os outros corredores BRT Secretário acredita que obras da Transbrasil vão causar impacto ainda maior do que os outros corredores BRT Foto: Fabiano Rocha / EXTRA

— É uma obra que exige bastante planejamento. Não vamos intervir em qualquer lugar. Vamos intervir na principal via estrutural do Rio de Janeiro. É para melhorar a qualidade da mobilidade, mas vai ser um período de obras difícil. Vai impactar a vida das pessoas. Por isso, estamos fazendo um planejamento detalhado: para minimizar esse impacto e para que a obra transcorra o mais rápido possível — afirmou.

Os impactos, segundo o secretário, virão na forma de interdição de faixas de rolamentos e do remanejamento de trajeto de automóveis e linhas de ônibus, que ainda estão sendo definidos pela CET-Rio A ideia, explica Sansão, é apontar aos motoristas alternativas além da Avenida Brasil, que estará com sua capacidade comprometida durante a execução das obras.

De acordo com o projeto, parte do canal do mangue será coberto, se transformando em pista da Transbrasil De acordo com o projeto, parte do canal do mangue será coberto, se transformando em pista da Transbrasil Foto: Domingos Peixoto / Extra

A Secretaria municipal de Obras informou que o cronograma ainda está sendo alinhado com a CET-Rio. Ainda segundo o órgão, as obras começarão pelo trecho entre Deodoro e Caju. Já o trecho de chegada no Centro, de acordo com a secretaria, está sendo definido pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp).

A construção do primeiro trecho de obras ficará a cargo do Consórcio Transbrasil, constituído pelas empresas Odebrecht, OAS e Queiróz Galvão, vencedora da licitação feita pela prefeitura. O investimento será de R$ 1,4 bilhão, sendo parte dos recursos financiados pelo governo federal, por meio do PAC da Mobilidade Urbana. O corredor terá cerca de 30 quilômetros de extensão, com quatro terminais (Deodoro, Margarida, Missões e Centro), 28 estacões e cinco passarelas. A expectativa é de transportar 820 mil passageiros por dia. O sistema terá conexão com o Transcarioca, que liga a Barra ao Aeroporto do Galeão, e a Transolímpica, ainda em construção, que ligará Recreio a Deodoro.

Ônibus elétrico é testado no Rio e reduz em quase 80% gastos com combustível

07/11/14 - CBN

Elevado preço do veículo, baixa autonomia e necessidade de manutenção especializada são empecilhos para adoção da tecnologia

Ônibus elétrico é abastecido em garagem de empresa
Ônibus elétrico é abastecido em garagem de empresa no Rio
créditos: Reprodução
 
Um teste com um ônibus 100% elétrico mostrou uma redução de 78% no custo com combustível na comparação com coletivos convencionais, movidos a diesel. Durante dois meses, o veículo transportou passageiros nas ruas do Rio de Janeiro, em condições reais de uso. Enquanto o ônibus movido a diesel gasta R$ 5,3 mil em combustível por mês, o movido a energia elétrica gastou apenas R$ 1,2 mil.  Além de economizar na conta do combustível, o veículo também polui menos e praticamente não faz barulho.
 
No entanto, o teste concluiu que ainda não há condições de uso em larga escala do ônibus elétrico. As principais dificuldades são o preço alto, e a necessidade de manutenção especializada. A baixa autonomia também preocupa: o coletivo movido à eletricidade roda no máximo 250 quilômetros por dia, enquanto o convencional circula até 700 quilômetros por dia. Além disso, o espaço interno é 30% menor para acomodar a bateria, o que reduz as vagas para passageiros.
 
O gerente de planejamento da Fetranspor, a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio, afirma que faltam incentivos e segurança jurídica para investir na tecnologia, além de sobrarem incertezas no setor de energia. Segundo Guilherme Wilson, o custo do ônibus elétrico ainda não é competitivo para as empresas.
 
"O custo real do veículo (elétrico) chegaria a quatro vezes o valor de um ônibus convencional, por isso a gente diz que a conta não fecha. Não que ela não possa fechar, mas ela ainda precisa ser desenhada. Ainda é preciso um modelo de negócio, com apoio inclusive do poder público em termos de subsídios e desoneração tributária", afirma Guilherme Wilson.
 
Bateria do ônibus ocupa parte do lugar de passageiros e reduz em 30% espaço no coletivo
 
O ônibus elétrico é fabricado pela multinacional chinesa BYD, que planeja montar uma fábrica em Campinas no ano que vem. A empresa garante que a bateria dura 30 anos e que o descarte não seria um problema.
 
O gerente de relações governamentais da BYD argumenta que os veículos têm custos reduzidos de manutenção porque não possuem embreagem nem caixa de câmbio, além de terem sistema de freios mais eficientes. Para Adalberto Maluf, o ônibus elétrico, além de mais limpo, ainda reduziria o impacto das variações do preço do petróleo.
 
"Do ponto de vista da segurança energética, o veículo elétrico é uma beleza. (A usina de) Itaipu solta água sem gerar energia porque ninguém consome à noite. Se tiver alguém consumindo energia durante à noite é uma renda extra para o setor elétrico". Maluf completa: "Além de gerar menos pressão para Petrobras reduzir (o preço do diesel), teremos uma renda para o setor elétrico, menos poluição urbana. Então do ponto de vista das políticas públicas resolve vários problemas macroeconômicos", diz otimista o executivo.
 
Além do Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador também testaram o ônibus elétrico, mas não mediram o impacto do uso no dia a dia. Desde 2011, cidades como Nova York, Londres e Bogotá usam o veículo em caráter experimental.
 
Ônibus elétrico passa por teste no Rio e mostra redução no gasto com combustível (Crédito: divulgação)Ônibus elétrico passa por teste no Rio e mostra redução no gasto com combustível (Crédito: divulgação)

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Estado do Rio prevê a construção de mais 10 BRTs até 2018

03/11/2014 - O Dia - RJ

Rio - Além dos BRTs Transcarioca e Transoeste, já em operação, e do Transolímpica e Transbrasil, com inaugurações previstas para 2015 e 2016, a Região Metropolitana do Rio deve ter mais dez corredores exclusivos de ônibus articulados até 2018. Entre os projetos, preparados em conjunto pela Fetranspor e a Câmara Metropolitana de Integração Governamental, vinculada ao governo do estado, um dos mais polêmicos é o que prevê a implantação de um BRT na Ponte Rio-Niterói.

A proposta, que ainda é dúvida, enfrenta resistência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Há previsão de quatro BRTs na Baixada, quatro no Leste Fluminense e um no recém-inaugurado Arco Metropolitano, de Duque de Caxias a Itaguaí.

Os projetos, que visam a desafogar o trânsito em várias vias expressas e promover uma maior integração entre as cidades da Região Metropolitana, foram citados pela diretora de Mobilidade Urbana da Fetranspor, Richele Cabral, durante a 4ª Conferência Cidades Verdes, que reuniu, na semana passada, intelectuais, políticos e ativistas ligados à preservação do meio ambiente e à mobilidade urbana, na Firjan.

"O que nós temos pensado para o futuro do estado é uma malha completa. Caso todos esses estudos saiam do papel, mais de 60% da população da Região Metropolitana estarão se locomovendo com transporte de massa em quatro anos", afirmou Richele, ainda guardando segredo sobre as localizações, os orçamentos e qualquer detalhamento das obras.

O gerente de Mobilidade da Fetranspor, Guilherme Wilson, contou que as informações completas dos empreendimentos serão apresentadas nesta semana durante o 16º Etransport, um dos maiores eventos do setor de transportes do país, que ocorrer entre quarta e sexta-feira no Riocentro.

Transbaixada

Entre os dez BRTs em estudo, três já eram conhecidos e vêm sendo reivindicados: o Transbaixada, que, em seu primeiro trecho, vai ligar a Rodovia Washington Luís à Via Dutra ao longo do Rio Sarapuí, prometida no primeiro mandato do ex-governador Sérgio Cabral; o Transoceânica, que prevê a integração de ônibus, bicicletas e estação hidroviária para reduzir o tempo de percurso entre a Zona Sul de Niterói e a Região Oceânica, além de dar acesso às barcas; e o corredor expresso de São Gonçalo, que ligará os bairros Santa Izabel e Gradim, cruzando todo o município. O único com obras em andamento é o Transoceânica, que deve ficar pronto em 2016.

Estariam ainda na lista a instalação de corredores exclusivos de ônibus ao longo das rodovias RJ-104 (Rio-Manilha) e RJ-106 (Amaral Peixoto), no Leste Fluminense. Contatado pelo DIA para dar mais esclarecimentos, o coordenador da Câmara Metropolitana, Vicente Loureiro, não foi localizado.

Agência reguladora tenta impedir a obra na Ponte

A ANTT descartou a hipótese de um BRT na Ponte Rio-Niterói, por onde passam 160 mil veículos por dia. Recentemente, a Câmara Metropolitana de Integração Governamental do Rio solicitou à agência reguladora que incluísse o projeto na licitação da concessionária que administrará a via nos próximos 30 anos.

O contrato com o Grupo CCR, atual administradora, vence em junho. Foi cogitada a implantação de linha de metrô na Ponte. Técnicos da ANTT avaliaram que, além de extrapolar o investimento previsto, o projeto comprometeria a fluidez do trânsito, já que tiraria uma das quatro pistas e até o acostamento. Em abril, o então secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, sugeriu a construção de baia externa para o metrô. Segundo o subsecretário de Transportes, Delmo Pinheiro, o elevado foi construído com viabilidade para o projeto.

Ar ficará mais puro com menos 800 ônibus na rua

Caso se tornem realidade, não é só o trânsito que os novos BRTs vão aliviar: a qualidade do ar será favorecida, como destacou a diretora de Mobilidade da Fetranspor, Richele Cabral. Segundo ela, estudos de impactos ambientais feitos pela federação projetaram reduções significativas da emissão de poluentes na atmosfera quando todos os corredores, somados às faixas de BRT e BRS já existentes e ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Centro, estiverem concluídos.

Análises estimam que, até 2018, investimentos em transportes proporcionarão queda de 7% de monóxido de carbono, 20% de gases hidrocarbonetos, 7,5% de NOX, 22% de material particulado e 5% de gás carbônico. "Com o BRT aumentou-se a velocidade do sistema, reduz a frota em 800 ônibus e o tempo de congestionamento, caindo consumo de combustível e emissão de poluentes", disse.