terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

No Rio, BRS chega a pista central da da Av. Presidente Vargas no dia 6 de março

28/02/2012 - O Dia Online

As faixas preferenciais para ônibus, conhecidas como BRS, avançam no Centro. No próximo dia 6 de março, uma terça-feira, será implantado o da Av. Presidente Vargas, o principal corredor de acesso a região central. Inicialmente, o corredor funcionará exclusivamente nas pistas centrais, em toda a sua extensão, ou seja, no trecho entre a descida do Trevo das Forças Armadas e a Candelária.

"Com mais este BRS, a cidade passa a contar com 24km de corredores preferenciais para transporte público", apontou o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão.

A partir desta data, 187 linhas circularão pelo corredor de 3,5 km de extensão por sentido e os pontos serão organizados da seguinte forma: BRS 1, BRS 2, BRS 3, BRS 4, BRS 5. Além disso, haverá um ponto exclusivo para as linhas intermunicipais.
A redução da frota determinada pela Prefeitura, em torno de 15%, aumentará a velocidade operacional dos ônibus. Ao todo, 25 linhas terão os trajetos modificados. Haverá 17 pontos seletivados por sentido ao longo da Presidente Vargas. A implantação do corredor nas pistas laterais ocorrerá numa fase posterior.

Normas de Circulação
Ônibus podem circular na faixa azul das pistas centrais por toda a sua extensão. Já os táxis estão autorizados a circular pelas faixas azuis das pistas centrais ou fora delas, mas sem efetuar embarque e/ou desembarque de passageiros, podendo fazê-lo somente nas pistas laterais da via.

A via expressa funciona dessa forma entre 6h e 21h nos dias úteis. Já aos sábados, domingos e feriados, o trânsito no local é livre.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Em Niterói, Prefeitura lança edital que vai racionalizar sistema de ônibus

05/02/2012 - O Globo

No embalo das mudanças viárias — a previsão é de conclusão da maior parte das alterações até o fim do ano — a prefeitura dá mais um passo para reformular todo o sistema de transporte da cidade. Foi publicado no D.O. deste sábado o lançamento do edital que vai adequar a operação das linhas de ônibus ao sistema de transporte ao Projeto Jaime Lerner, seguindo modelo semelhante ao que foi implantado no município do Rio.

Vista aérea do Terminal João Goulart, no Centro: linhas municipais serão racionalizadas Felipe Hanower
A concorrência, marcada para o dia 23 de março, não especifica as condições do processo. Mas, no ano passado, o prefeito Jorge Roberto Silveira havia adiantado que a operação dos corredores exclusivos para ônibus, os chamados BRTs, seria feita por consórcio.

As empresas vencedoras seriam responsáveis pela construção de terminais interligados — João Goulart, no Centro; Piratininga; Largo da Batalha; Charitas; e Saibreira, no Caramujo — além de 28 estações ao longo dos corredores.

Frota será reduzida à metade, mas capacidade, ampliada
Atualmente, a frota de ônibus de Niterói é composta por 760 veículos, que pertencem a nove empresas. A frota é dividida em 54 linhas municipais. O objetivo do novo plano de transportes é reduzir à metade o número de ônibus nas ruas. Para isso, 13 linhas serão extintas ou absorvidas e outras 14 terão trajetos alterados.

Com a redução, a prefeitura pretende otimizar o sistema e ampliar da capacidade de passageiros. Serão criadas nove linhas operadas por veículos articulados (BRTs), com capacidade de 150 passageiros cada. Os BRTs farão ligação entre os novos terminais. Linhas alimentadoras facilitarão a integração dos passageiros. A expectativa é transportar mais de 137 mil pessoas por dia.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Prefeitura do Rio implode terminal rodoviário e dois prédios que tinham risco de desabamento

05/02/2012 - O Estado deSão Paulo

Prefeitura do Rio implode terminal rodoviário e dois prédios que tinham risco de desabamento
Foram usados 250 quilos de explosivos na implosão do complexo, construído na década de 70 do século passado

Durou apenas dez segundos a implosão, na manhã de hoje (5), do Terminal Rodoviário da Pavuna, na zona norte do Rio. Juntamente com o terminal, localizado próximo à estação final da Linha 2 do metrô carioca, foram implodidos um centro comercial e um edifício-garagem. Os três prédios, que ocupavam uma área de cerca de 8 mil metros quadrados, apresentavam risco de desabamento.

A detonação, às 8h, foi acionada pelos prefeitos do Rio, Eduardo Paes, e de São João de Meriti, Sandro Mato, a partir de um viaduto na Avenida Sargento de Milícias, próximo à divisa entre os dois municípios. Foram usados 250 quilos de explosivos na implosão do terminal, construído na década de 70 do século passado. Os cerca de 15 mil metros cúbicos de entulhos gerados com a demolição serão reciclados, para utilização em aterros pela Secretaria Municipal de Obras.

De acordo com o prefeito Eduardo Paes, ainda não há uma definição sobre o que será feito no terreno. "Pode ser um espaço de transporte, mas vamos ver se a gente compatibiliza isso com algum tipo de comércio. Tem gente interessada em fazer um shopping center no local", disse. Para o prefeito, "não dava mais para a população da Pavuna e de São João de Meriti conviver com uma rodoviária que era um lixo, um desrespeito à população".

O terminal era utilizado pelas várias linhas de ônibus que fazem a integração entre o metrô e os municípios da Baixada Fluminense. A concessionária Metrô Rio manteve uma equipe de prontidão e adotou procedimentos para que no momento da implosão não houvesse trens na plataforma, mas não chegou a fechar as estações da Pavuna e a anterior, Engenheiro Rubens Paiva. Já as ruas do entorno foram fechadas ao tráfego a partir das 7h30 e ficaram bloqueadas até o meio-dia.

Por medida de segurança, cerca de 2,4 mil moradores de 900 residências nas proximidades do terminal - 100 no município do Rio e 800 em São João de Meriti, tiveram que deixar suas casas durante a implosão. As informações são da Agência Brasil.

Demolição de terminal de ônibus na Pavuna tira 2.400 pessoas de casa

05/02/2012 - R7

Em péssimo estado, construção será implodida porque corre o risco de desabar


André Muzell / Arquivo R7

Desativação do terminal da Pavuna era uma antiga promessa do prefeito Eduardo Paes

A demolição do terminal de ônibus da Pavuna, na zona norte do Rio de Janeiro, vai tirar 2.400 pessoas de casa no município e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, na manhã deste domingo (5). Além da rodoviária, serão implodidos um centro comercial e um edifício garagem, correspondentes à uma área total de 8.000 m².

Em janeiro do ano passado, o R7 esteve no terminal da Pavuna e encontrou um cenário de total abandono e degradação, que foi noticiado em uma reportagem que denunciou o péssimo estado de conservação dos terminais de ônibus do Rio.

A Prefeitura do Rio resolveu demolir o terminal após a Defesa Civil constatar que as estruturas correm risco de desabar. A desativação do terminal era uma antiga promessa do prefeito Eduardo Paes. Em março de 2009, Paes decidiu desapropriar a rodoviária, até então administrada por uma empresa privada, e prometeu construir no local uma praça ou um parque.

Por conta da implosão, 900 imóveis terão que ser esvaziados: 100 no Rio e 800 em São João do Meriti. A Defesa Civil emitirá três alarmes sonoros avisando à população. A previsão é que o último destes sinais seja soado por volta das 7h55, para que, às 8h, aconteça a implosão.

As ruas do entorno serão fechadas ao tráfego das 7h30 ao meio-dia de domingo. As avenidas Sargento de Milícias e Professor Lindolfo Gomes serão reabertas apenas às 10h, enquanto a rua Cícero será reaberta ao meio-dia. A rua Doutor Bernardo Pinto Monteiro receberá toda carga de escombros e não tem previsão de liberação.