terça-feira, 11 de maio de 2010

Prefeitura apresenta o Instituto Rio 2016 na Zona Portuária


RIO 2016


Novo órgão dará mais agilidade à execução do projeto olímpico

10/05/2010 - Prefeitura Rio de Janeiro

J.P. EngelbrechtO prefeito Eduardo Paes apresentou nesta segunda-feira, dia 10, na Zona Portuária, o Instituto Rio 2016, órgão que terá a missão de garantir que os Jogos Olímpicos de 2016 deixem para o Rio de Janeiro um legado de transformação. Vinculado à Secretaria Especial Copa 2014 e Rio 2016, o Instituto vai funcionar no antigo barracão da escola de samba Porto da Pedra, na região do Porto, área para onde a Prefeitura propõe transferir parte dos equipamentos olímpicos.

Além de contribuir para o processo de revitalização daquela região, a Prefeitura pretende, com a criação do novo órgão, dar maior agilidade à execução do projeto olímpico. Uma equipe se dedicará exclusivamente ao acompanhamento do planejamento e monitoramento dos prazos e a aplicação orçamentária dos Jogos. O Instituto Rio 2016 também dará suporte técnico a todas as secretarias e órgãos envolvidos na realização do evento esportivo. Os projetos ligados à Rio 2016, assim como as verbas referentes a cada um, continuarão sob responsabilidade das secretarias responsáveis por sua execução.

Ao lado do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, do secretário municipal de Desenvolvimento, Felipe Góis, e do secretário especial Copa 2014 e Rio 2016, Ruy Cezar, o prefeito do Rio falou sobre o novo órgão e destacou a importância de se separar as atribuições diárias da Prefeitura do trabalho voltado para as Olimpíadas.

J.P. Engelbrecht- Decidimos disponibilizar ao COB e ao COI uma estrutura completa e profissional para tratarmos das Olimpíadas - afirmou o prefeito, acrescentando que a escolha do local simboliza a intenção de se revitalizar a Zona Portuária.

- Não poderíamos perder a oportunidade de instalar essa estrutura em uma das áreas mais degradadas da cidade. É um ato que já nos deixa o legado de recuperar esse espaço. Eu diria que é a conexão dos Jogos Olímpicos com a revitalização da Zona Portuária - disse Eduardo Paes.

Paes informou também que ainda este ano serão iniciadas as grandes intervenções da Prefeitura voltadas para os Jogos de 2016 (BRT Transcarioca, BRT Transoeste, BRT TransOlímpica, Porto Maravilha e Reabilitação Ambiental da Baixada de Jacarepaguá).

- A Transoeste já se encontra totalmente desapropriada. É uma obra que possui um túnel menor, ou seja, necessita de menos intervenções. A Transcarioca é um grande desafio para 2014. Por isso a licitação começou bem antes, em dezembro do ano passado – explicou. Ele acrescentou que em breve a Prefeitura vai apresentar a modelagem da TransOlímpica, que vai ligar a Barra da Tijuca a Deodoro.

O prefeito também afirmou que a instalação do Instituto na Zona Portuária poderá servir de estímulo para que equipamentos previstos para a Barra também venham para a região do Porto.

- O presidente do COB, Carlos Arthyr Nuzman, tem se mostrado aberto a esse diálogo sobre o que precisa ser feito. A prefeitura apresentou uma proposta concreta que levou em consideração a importância e a necessidade de operar os Jogos Olímpicos. Agora compete ao COB e ao COI acatarem ou não algumas das proposições, sempre através do diálogo - disse o prefeito.

Sobre a construção de novos hotéis, o prefeito informou que está em estudo a criação de incentivos em algumas áreas da cidade, especialmente à Zona Portuária.

O presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, destacou a parceria com a Prefeitura do Rio como fator primordial para o sucesso dos Jogos de 2016.

- A criação do Instituto me parece a melhor roupagem do trabalho da Prefeitura visando às Olimpíadas. É uma ação importante que trará muitos benefícios à cidade e sua população – disse.

O secretário de Desenvolvimento, Felipe Góis, apresentou todo o projeto aos convidados e falou sobre a proposta de trabalho da Prefeitura para a realização dos Jogos de 2016, que será baseada no legado deixado pelos Jogos em outras cidades-sede.

- Nossa estratégia será baseada nos estudos realizados em outras cidades-sede, onde os Jogos Olímpicos tiveram o papel de agentes de transformação dessas cidades. É isso que queremos fazer no Rio de Janeiro – explicou.

Texto: Flávia David
Fotos: J.P. Engelbrecht

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