segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

CTC em 1966

Linha C-10 em 22 de julho de 1966

As linhas circulares centro da CTC foram criadas para substituir as linhas de bonde do centro da cidade, extintas  criminosamente em meados da década de 1960 com a desculpa de que atrapalhavam o trânsito.

CTC em 1964

Inauguração da primeira linha com carros bagageiro em 5 de maio de 1964:

https://sites.google.com/site/transporte700/1964-05-maio-CTC-inaugura-linha-bagageiro-00.jpg?attredirects=0

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Plano de ônibus do Rio para Jogos de 2016 já é alterado

12/12/2012 - O Globo

Avaliação é de que os corredores BRTs precisam chegar mais perto das estações de trem

Terreno do estande de tiros da Acadepol, por onde passará o corredor Transolímpico (Foto: Domingos Peixoto / O Globo)

Um dos maiores projetos de mobilidade do País, com investimentos previstos de R$ 12 bilhões, a ampliação do deficiente sistema de transporte público do Rio para os Jogos de 2016 precisará passar por ajustes. No plano apresentado ao Comitê Olímpico Internacional (COI), o Rio priorizou a construção de corredores expressos de ônibus (BRTs), inspirado no modelo de Curitiba. No entanto, a avaliação hoje é de que falta integração entre linhas de BRT e principalmente dos novos ônibus articulados com os trens do subúrbio, que têm potencial para atender à maior parte da população carioca, como já ocorreu no passado.

A decisão foi tomada em reunião realizada no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em novembro. O encontro teve a participação de representantes do governo, da prefeitura, das concessionárias de transporte do Estado, da Caixa e do Banco Mundial, entre outros. "Para que seja atingido um sistema de transporte de nível mundial, nossa equipe recomendou às autoridades do Estado e do município coordenar aspectos como a integração física dos transportes de massa", diz Arturo Gomez, representante do Banco Mundial na reunião.

Segundo ele, as estações da SuperVia (concessionária do sistema ferroviário) e dos BRTs Transbrasil e Transolímpica precisam ficar mais próximas uma das outras. "Se possível, as estações dos BRTs poderão ser feitas acima da estação da SuperVia", diz Gomez, citando o caso de Deodoro, na zona oeste da cidade. "Essa é a integração ideal: os passageiros só têm de andar algumas escadas e mudam da SuperVia aos BRTs ou de um BRT para o outro."

A Transbrasil, orçada em R$ 1 bilhão, ligará Deodoro ao Aeroporto Santos Dumont, no centro, passando ao longo das avenidas Brasil e Presidente Vargas. Será um corredor expresso de 32 quilômetros, com ônibus articulados e faixas segregadas, quatro terminais, 28 estações e 15 passarelas. Segundo a prefeitura, "provavelmente terá a maior demanda entre todos os BRTs já projetados e implantados no mundo". A expectativa oficial é que sejam atendidos 900 mil passageiros por dia – é mais do que o total de usuários de metrô no Rio (700 mil diariamente). Já a Transolímpica, com 26 quilômetros, ligará Deodoro à Barra da Tijuca, na zona oeste, ao custo de R$ 534 milhões.

Gomez também cita o exemplo de Madureira, na zona norte. "As duas estações (da SuperVia e do BRT Transcarioca) estão muito longe uma da outra. Os passageiros terão dificuldade para caminhar essa longa distancia." Segundo ele, é necessário pensar em sistemas de transporte de massa com ótima integração física, permitindo aos passageiros viajar melhor, otimizar as rotas e considerar o transporte público a opção ideal. "A boa integração física é essencial para o sistema, pois ela aumenta o número de passageiros. A má integração é ruim para todos e, claro, principalmente para os passageiros."

O BRT Transcarioca, já contratado por R$ 1,2 bilhão, ligará a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional, na Ilha do Governador, zona norte, com uma faixa segregada de 39 quilômetros de extensão. A estimativa é que 400 mil pessoas sejam atendidas diariamente. Gomez afirma que o governo e a prefeitura concordaram com as sugestões e prometeram "buscar melhorias nos desenhos dos BRTs para atingir uma ótima integração física". O especialista do Banco Mundial avalia que os investimentos para a Olimpíada representam uma "oportunidade única que beneficiará e aperfeiçoará muito a movimentação atual no centro do Rio". "A região da Central do Brasil se transformará em um 'cluster' de acessibilidade gigante." O financiamento do Banco Mundial para transporte público no Rio ultrapassa US$ 1 bilhão.

Já o BNDES tem projetos para 2016 em carteira e em perspectiva para metrô, trens, BRTs e VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) no Rio que somam quase R$ 10 bilhões. Guilherme Lacerda, representante do BNDES na reunião, confirmou o relato de Gomez. "Existe uma preocupação de que o BRT tenha uma adequação com as chamadas soluções de alta capacidade", diz Lacerda. "O BRT, uma solução mais barata, é importante, mas tem um alcance menor. É preciso ver como se adequa o BRT, que não é uma linha de alto rendimento, com uma linha de alta capacidade. É preciso fazer ajustes finos."

Segundo ele, a questão da integração foi o mote da reunião. "Estão clamando para que as estações de integração sejam de fato de integração. Isso foi colocado como uma preocupação, para que seja ajustado enquanto há tempo e para que não se incorra em erros que já ocorreram em outros lugares." Para Lacerda, o BRT sozinho não resolve, mas é necessário. Ele lembra que o Rio possui uma "espinha" muito bem montada de trens suburbanos, que chegou a transportar mais de 1 milhão de pessoas por dia no passado, mas foi "esfacelada" e hoje leva menos da metade disso.

Segundo a SuperVia, estão em andamento investimentos de R$ 2,4 bilhões na renovação da frota de trens, instalação de um novo sistema de sinalização e revitalização da infraestrutura ferroviária. "A concessionária entende que os meios de transportes não devem ser encarados como concorrentes, mas como complementares e opções para o cidadão."

O secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, diz que o projeto dos BRTs foi elaborado com o objetivo de aprimorar a integração, e que faltam apenas "questões físicas a serem solucionadas" nos casos citados pelo representante do Banco Mundial. Segundo ele, há inclusive a intenção de levar a Transbrasil até a Baixada Fluminense, passando pela Via Dutra e pela Rodovia Washington Luiz. Osório diz que a rede é baseada em um tripé: "pesadas melhorias dos trens suburbanos, expansão do metrô até a Barra e os BRTs, que podem ser feitos em um prazo mais curto com investimento mais baixo".

Para especialistas, o sistema nasce com a capacidade esgotada

A professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ e vice-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Fabiana Izaga, avalia que a Transoeste – primeira linha de BRT inaugurada no Rio – está levando urbanização para uma área da cidade que deveria permanecer de proteção ambiental. Com 56 quilômetros de extensão, a Transoeste liga Barra da Tijuca, Campo Grande e Santa Cruz, no extremo oeste do Rio.

Para Fabiana, a Transcarioca possui um bom traçado, que une linhas radiais, mas deverá ser inaugurada já com a demanda defasada, oferecendo um serviço de má qualidade. A especialista em mobilidade lembra que Curitiba, a cidade que vendeu o conceito de BRT para o mundo, está transformando linhas mais antigas em metrô, porque já existe demanda para isso. No caso da Transbrasil, a arquiteta diz que a discussão deveria ser ampliada, porque o BRT vai passar pelo centro do Rio, um patrimônio histórico. "A interferência do BRT é muito grande, o desenho precisa ser bom."

Especialista em transportes da Coppe/UFRJ, Paulo Cezar Ribeiro diz que a opção por BRTs consta do plano apresentado ao Comitê Olímpico Internacional e contribuiu para a escolha da cidade como sede dos Jogos. "Estão fazendo o que foi prometido. Se isso resolve o problema de transportes no Rio, aí é outra questão."

Ele ressalta que o BRT possui uma faixa de demanda que não pode ser ultrapassada – uma composição de metrô leva até 2 mil passageiros por vez, e um ônibus articulado, 140 pessoas. O metrô pode transportar de 60 mil a 80 mil passageiros por hora em cada sentido. Já o BRT, ao redor de 20 mil. "Nosso sistema de transporte é tão ruim que qualquer coisa que se fizer, mesmo que não seja ótima, melhora um pouco. O que foi acordado com o COI está sendo atendido, mas, pelo nosso feeling, os BRTs logo estarão com a capacidade esgotada."

Fonte: O Estado de S. Paulo, Por Felipe Werneck

Ônibus, o vilão

04/02/2013 - O Globo, Ancelmo Gois

Enquanto Eduardo Paes prevê um céu mais azul após a inauguração dos BRTs. Assim que a Transcarioca, por exemplo, começar a funcionar, haverá uma diminuição de uns 60% no número de ônibus trafegando pela via entre Barra e Ilha. Vai baixar dos atuais 816 para 350.

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

CTC - 1964

Em Julho de 1964 a CTC coloca em operação experimental 4 õnibus de três portas nas linhas Lapa-Praça da Bandeira e Lapa-Estrada de Ferro. No final de julho de 1964 mais 11 ônibus encontravam-se em montagem nas oficinas de Triagem.

Primeiros Ônibus a Diesel da CTC - 1964


Reforçando a oferta de transporte coletivo na zona sul após o fim dos lotações em março de 1964, no dia 21de abril do mesmo ano  a CTC coloca em operação os 50 primeiros ônibus a diesel da companhia, quando são inauguradas as linhas 122 (Candelária – Forte de Copacabana) e 123 (Candelária – Jardim de Alah). Os carros são pintados da mesma cor dos ônibus elétricos, ou seja, azul, vermelho e prateado.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Sistema BRT do Rio já nasce com a capacidade esgotada, dizem especialistas

12/12/2012 - O Estado de S.Paulo

A professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio (UFRJ) e vice-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Fabiana Izaga, avalia que a Transoeste - primeira linha de BRT inaugurada no Rio - está levando urbanização para uma área da cidade que deveria permanecer de proteção ambiental. Com 56 quilômetros de extensão, a Transoeste liga a Barra da Tijuca a Campo Grande e Santa Cruz, no extremo oeste do Rio.


Para Fabiana, a Transcarioca tem um bom traçado, que une linhas radiais, mas deverá ser inaugurada já com a demanda defasada, tendo serviço de má qualidade. No caso da Transbrasil, a arquiteta avalia que a discussão deveria ser ampliada, porque o BRT vai passar pelo centro do Rio, um patrimônio histórico.

Especialista em transportes da Coppe/UFRJ, Paulo Cezar Ribeiro diz que a opção por BRTs consta do plano apresentado ao Comitê Olímpico Internacional e contribuiu para a escolha da cidade como sede dos Jogos. "Estão fazendo o que foi prometido. Se isso resolve os transportes no Rio, aí é outra questão."

Ele ressalta que o BRT apresenta faixa de demanda que não pode ser ultrapassada - o metrô pode transportar de 60 mil a 80 mil passageiros/hora em cada sentido. Já o BRT, ao redor de 20 mil. "Mas nosso sistema de transporte é tão ruim que qualquer coisa que se fizer, mesmo que não seja ótima, melhora um pouco. O que foi acordado com o COI está sendo atendido, mas, pelo nosso feeling, os BRTs logo terão capacidade esgotada." /F.W.

Fonte: O Estado de S.Paulo

No Rio, Bilhete Único Intermunicipal completa 03 anos

01/02/2013 - Diário Oficial do Estado RJ

A diarista Patrícia Fonseca, de 33 anos, agora faz mais faxinas. A auxiliar de serviços gerais Glauceli de Medeiros, 43, aproveita melhor as opções de lazer do Rio com a família. Moradoras da Baixada, elas são exemplos de como o Bilhete Único (BU) Intermunicipal trouxe benefícios aos mais de 2,24 milhões de usuários cadastrados nas 20 cidades da Região Metropolitana.

Criado em 1° fevereiro de 2010, o sistema completa hoje três anos com números de gente grande: uma média de 869 mil viagens diárias, 314 mil pessoas favorecidas por dia e cerca de R$ 28 milhões de subsídios mensais do Governo do Estado.

Pegar um ônibus de R$ 6,30 e outro de R$ 2,75, desembolsando apenas R$ 4,95, mudou a vida de Patrícia. Com o subsídio no transporte, ela conseguiu ampliar as diárias em residências das zonas Norte e Oeste do Rio e não tem mais que pagar as passagens do próprio bolso.

– Consegui mais trabalho graças ao Bilhete Único. Como é mais barato, as patroas dão o dinheiro do ônibus por fora. Com R$ 10, venho para o Rio e volto para Piabetá – disse Patrícia.

Para Glauceli, moradora de Duque de Caxias, o BU permitiu também economia com os estudos da filha, que faz faculdade em Niterói.

– Ela estuda na UFF (Universidade Federal Fluminense), além de ir a museus e teatros no Rio. Nem sei de quanto seria o
gasto se não tivéssemos o cartão – afirmou Glauceli. Nesses três anos, pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) constataram que o BU proporcionou aumento na empregabilidade, maior atratividade do transporte público e redução do estímulo à favelização em áreas centrais da cidades.

Reconhecimento internacional

Não são apenas os fluminenses que elogiam o Bilhete Único. O sistema já virou referência internacional. Em 2011, foi eleito pela Associação Internacional de Transportes Públicos (UITT) como o melhor programa de transporte da América Latina, na categoria Introdução a Políticas de Transportes. Além disso, foi apresentado em diversos encontros, como no "Truck and Bus World Forum", em Lion, e na "Missão Ferroviária Britânica", em Londres.

A última exibição foi feita pelo secretário de Transportes, Julio Lopes, na sede do Banco Mundial (Bird), nos Estados Unidos, nos dias 17 e 18 de janeiro deste ano. Especialistas e autoridades de diversos países que buscam soluções sustentáveis para os problemas de mobilidade nos centros urbanos não só se interessaram, como virão ao Rio estudar a tecnologia.

Fonte: Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro

Rio anuncia licitação para construção de estações da Transcarioca

11/12/2012 - Agência Rio

A Secretaria Municipal de Obras do Rio informou nesta terça-feira (11) que vai licitar, no próximo dia 15, o projeto de construção e implantação das 43 estações – 36 simples e sete duplas – do corredor expresso Transcarioca. A via está em construção pela SMO desde março de 2011 e vai ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional (Galeão).

As intervenções seguem até dezembro de 2013 e o investimento previsto para a implantação das estações dos BRTs (ônibus articulados) é de R$ 121 milhões. O cronograma de instalação será definido após a definição da empresa vencedora da concorrência.

Criado em Curitiba e exportado para diversas cidades, tais como Bogotá, Pequim e Johanesburgo, o BRT consiste num sistema de transporte público com ônibus articulados que circulam em vias segregadas e por isso operam em velocidade maior do que uma linha de ônibus comum.

O embarque de passageiros se dá em estações com plataformas compatíveis com o piso dos veículos, reduzindo o tempo de embarque. Os bilhetes são vendidos antecipadamente.

sábado, 2 de fevereiro de 2013