quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Após renúncia de Eliomar, Reimont diz que não ficará com vaga na CPI

29/08/2013 - O Globo

Investigação dos ônibus deve ficar integralmente a cargo de vereadores que não assinaram requerimento para criação da comissão

RUBEN BERTA

RIO — A renúncia de Eliomar Coelho (PSOL) à sua vaga na CPI dos Ônibus da Câmara do Rio, anunciada na manhã de quinta-feira, deve fazer com que, a partir da semana que vem, a comissão seja completamente formada por vereadores que não assinaram o requerimento para a sua criação. O sucessor natural seria o primeiro suplente, Reimont, líder do PT, que já adiantou que não participará como membro titular. Com isso, são duas as opções: Reimont indicar outro integrante do PT — tudo aponta para Elton Babu — ou o partido abrir mão da vaga. No último caso, assume Marcelo Queiroz (PP), segundo suplente. Tanto Babu quanto Queiroz não estiveram na lista dos que oficializaram o apoio para a instauração da CPI.

A decisão de Eliomar foi tomada um dia depois de a Justiça considerar válidos os argumentos, enviados pela presidência da Câmara, para a composição da comissão com quatro membros do governo e apenas um da oposição.

A bancada do PSOL divulgou um documento afirmando que qualquer vereador do partido só participará da CPI se houver alguma revisão de decisão em relação à proporcionalidade. A saída de Eliomar Coelho, idealizador da comissão, repercutiu nas redes sociais, inclusive com pedidos para a extinção dos trabalhos, já que agora só haverá membros da base do governo.

Na quinta-feira, o vereador do PSOL Renato Cinco apresentou um pedido de nova CPI, dessa vez para apurar uso de verbas da educação. Foram conseguidas dez de 17 assinaturas necessárias.

Toda a polêmica em torno da CPI respingou na bancada do PT, partido que pertence à base do governo e tem o vice-prefeito Adilson Pires em seus quadros. A posição de Reimont, aliando-se aos vereadores da oposição para mudar a composição dos membros, gerou insatisfação entre seus três colegas de sigla na Casa. Chegou a ser cogitada a destituição de Reimont como líder, mas a ideia foi abortada.

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