quarta-feira, 19 de março de 2014

Transoeste, enfim, chega a Campo Grande

19/03/2014 - O Dia - RJ

Rio - Um boa notícia para os mais de 300 mil moradores de Campo Grande, na Zona Oeste. Com mais de um ano de atraso, a ligação do bairro com a Barra da Tijuca pelo BRT Transoeste foi concluída e será inaugurada no sábado. A estimativa inicial da Secretaria Municipal de Transportes é de que cerca de 20 mil passageiros por dia usem o novo trecho do corredor.

Composto por nove estações distribuídas ao longo de 12 quilômetros, o chamado Lote 4 do Transoeste completa também a ligação viária entre as áreas centrais de Santa Cruz e Campo Grande. Para tanto, a prefeitura estendeu o traçado do BRT que, desde dezembro do ano passado, já conecta Santa Cruz a Inhoaíba e a outros bairros cortados pela avenida Cesário de Melo.

Para Carlos Roberto Osório, secretário municipal de Transportes, a conclusão da parte final do Lote 4 representa o aparecimento de um novo perfil de mobilidade na região. "O BRT inteiro tem 56 km de extensão e é feito de grandes distâncias. Mas o trecho que vamos inaugurar no sábado traz a possibilidade de o passageiro usar o corredor para se deslocar entre bairros próximos, a pequenas ou médias distâncias, como de Cosmos a Inhoaíba, ou de Paciência a Campo Grande", afirmou Osório ontem.

A partir deste sábado, 25 ônibus refrigerados, cada um com capacidade para 100 passageiros, farão o trajeto Santa Cruz-Campo Grande. A Rio Ônibus não informou as linhas que atenderão ao novo trecho. Carlos Roberto Osório prevê redução média de 25% no tempo de deslocamento entre as regiões centrais de Santa Cruz e Barra da Tijuca.

"Em dias normais, nós acreditamos que o tempo de viagem de 50 minutos pode cair para cerca de 38 minutos", disse ele, acrescentando que isso terá impacto na qualidade de vida do bairro.

O custo total das obras do BRT Transoeste ficou em aproximadamente R$ 84,5 milhões, de acordo com o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto. Osório acrescentou ainda que, com a instalação da estação do BRT no Centro de Campo Grande, a prefeitura promoverá o reordenamento urbano do entorno da rodoviária do bairro.

No Lote 4, atrasos. No Lote zero, indefinição

O atraso de um ano no cronograma das obras do BRT Transoeste em Campo Grande foi fruto do cancelamento do contrato com a construtora Sanerio que, segundo a prefeitura, não entregou algumas estações até o início do ano passado e deixou às moscas os canteiros de obras. Em seu lugar, dispensada de licitação, entrou uma empresa sediada em Minas Gerais.

O Lote 4 "briga" cabeça a cabeça com o Lote Zero pelo posto de trecho mais conturbado do Transoeste. Projetado para ligar o Jardim Oceânico ao Terminal Alvorada, nas duas pontas da Barra da Tijuca, o Lote Zero motivou uma ação civil movida pelo Ministério Público do Estado do Rio, segundo a qual a prefeitura, na elaboração do projeto, teria desrespeitado legislações federal e estadual que a obrigariam a obter licenciamento ambiental.

A Prefeitura do Rio sustenta que não precisou cumprir qualquer lei porque o lote não seria classificado como obra de grande porte. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Obras, o Lote Zero já foi licitado. Contudo, o projeto pode ser abortado porque o Governo do Estado estuda levar o metrô até o Alvorada.

Tarifas de trens e metrô sobem em 60 dias

A Agetransp (agência estadual reguladora dos transportes) autorizou o reajuste das tarifas de trens e metrô no Rio de Janeiro. Já as chamadas tarifas sociais, que são as cobradas de quem tem bilhete único, não sofrerão alterações.

Com a autorização, em 60 dias, a passagem nos trens passará de R$ 2,90 para R$ 3,20 e ,no metrô, de R$ 3,20 para R$ 3,50. O governador Sérgio Cabral havia anunciado, no início do ano, que não haveria aumento. Entretanto, o governo depois explicou que não haveria reajuste somente para os portadores do Bilhete Único, cujas tarifas são subsidiadas. Todos os moradores da Região Metropolitana podem retirar o Bilhete Único.

Representante do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte, Nazareno Stanislau Affonso explica que o aumento do preço da energia impacta nas passagens. "Apesar de o país ter retomado os investimentos em metrô, acabou-se com o subsídio da energia elétrica e, atualmente, seria necessária uma redução nesse custo para oferecer melhores tarifas."

Novo trem nacional entra em operação

Os moradores de Nilópolis estrearam ontem pela manhã o primeiro trem com ar-condicionado da SuperVia fabricado no Brasil. A composição é a primeira de dez encomendadas pela concessionária à fabrica da multinacional Alstom, em São Paulo. Os demais devem chegar até o fim do ano. O trem, com capacidade para 2.400 passageiros, têm um visual diferente dos atuais e a passagem entre os vagões é ampla e sem portas. Além disso, as composições têm circuito interno de câmera, painéis de LED e, segundo a SuperVia, um dispositivo que impede a abertura das portas em movimento.


A viagem inaugural saiu da estação na Baixada Fluminense, às 9h, com destino à Central e teve a presença do governador Sérgio Cabral, do vice Luiz Fernando Pezão e outras autoridades em um dos vagões. Segundo Cabral, incluindo também os trens comprados pelo governo estadual da China, chegarão, até o fim do ano, 80 composições com ar-condicionado. "Isso sem dúvida causa uma subida enorme na qualidade de atendimento. Serão 80 trens entregues esse ano e, até 2016, toda a frota será renovada, tudo com ar-condicionado", disse.

Entre os passageiros, houve aprovação, mas também cobranças. "Ar é bom, mas espero que tenha a manutenção devida para continuar assim", contou o funcionário público Jorge Geraldo Vieira, de 53 anos.

Metrô aumenta oferta em 14 mil lugares na Linha 2

Os passageiros da Linha 2 do metrô terão a partir de hoje trens extras no horário de pico que sairão de Engenho da Rainha para o Estácio, onde há a integração com a Linha 1. Segundo a concessionária MetrôRio, a nova operação oferecerá mais 14 mil lugares na Linha 2 e foi adotada para atender ao aumento do fluxo, que, em fevereiro, foi de 30%, devido às mudanças no trânsito.

A previsão é de que os trens extras circulem de 6h45 às 9h10, mas, em caso de demanda maior, a operação poderá ser estendida. Como mostrou O DIA , muitos passageiros na Linha 2 reclamavam que, no horário de pico da manhã, tinham de voltar no sentido Pavuna para conseguir entrar nos trens que já chegavam lotados.

Desde o início do ano, a concessionária informou que, em apoio à operação planejada pela prefeitura para o trânsito do Centro por causa das obras viárias, conseguiu aumentar a oferta em 40 mil lugares diários (10 mil por linha/sentido). Isso foi feito, ampliando a operação especial de horário de pico, que coloca todos os trens em circulação. A média de passageiros do mês de fevereiro foi de 800 mil usuários por dia útil contra 738 mil passageiros em dezembro.

O MetrôRio informou também que houve um reforço de 10% na frota dos ônibus do serviço Metrô Na Superfície e aumento de 60% nas posições de bilheterias disponíveis e 10%, no número de agentes de segurança nas estações. No último sábado, foi inaugurada a 36ª estação do metrô, a Uruguai, na Tijuca. A expectativa da concessionária é de que a nova estação receba cerca de 36 mil pessoas por dia, grande parte que costumava usar a Estação Saens Peña.

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