segunda-feira, 13 de junho de 2011

UFRJ já tem ônibus movido a H2

12/06/2011 - o diario.com

O projeto está na fase de desenvolvimento do reator, segundo a pesquisadora, "o coração do trabalho", em conjunto com uma rede nacional de pesquisadores coordenada pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT). 
Ela acredita que o reator piloto estará pronto no ano que vem, como foi previsto inicialmente. 

Porém, a aplicação industrial depende do interesse empresarial. "No Paraná, esse interesse deveria vir do setor alcooleiro", comenta a docente Nádia Machado.

Ainda, segundo ela, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) já utiliza um ônibus movido a hidrogênio dentro do câmpus. Entre as 
vantagens da produção de etanol, ela citou a possibilidade de produção próximo ao local onde será utilizado. O hidrogênio pode também substituir o uso de energia para alimentar geradores em hospitais, por exemplo, como já acontece no hospital curitibano Erasto Gaertner.

Divulgação

Cada tonelada de cana-de-açúcar equivale a um barril de petróleo

Até pela semelhança das palavras é fácil confundir etanol e metanol. A pesquisadora explica a diferença. "Na maioria dos processos, o metanol é produzido a partir do petróleo. Já o etanol é feito a partir de fontes renováveis como a cana- de-açúcar". 

A pretensão do grupo de pesquisadores, segundo ela, é a divulgação do processo com as plantas-piloto do Rio de Janeiro. "Não se fala em substituir outras fontes de energia, mas em auxiliar e reduzir a necessidade de construção de termoelétricas".

Protótipo

A tecnologia do ônibus que circula no câmpus da UFRJ foi desenvolvida pelo Instituto de Engenharia (Coppe) da universidade. O combustível utilizado é o hidrogênio, que gera eletricidade a partir de uma pilha. O objetivo é ter o ônibus como opção de transporte sustentável na capital fluminense até a Copa do Mundo de 2014.

O equipamento ainda tem um custo superior aos ônibus comuns. O coordenador do projeto, Paulo Emílio de Miranda, professor do Coppe, diz que essa diferença vai desaparecer a partir da produção em escala.

"A pilha combustível é um eficiente conversor de energia. Esperamos que ela represente para o século 21 algo parecido com que o computador representou para o século 20", disse Miranda.

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