segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

BNDES vai incentivar implantação de motor híbrido em ônibus da Transcarioca


10/01/2010 - R7 - Sérgio Vieira

O investimento na obra será de R$ 1,3 bilhão, dos quais R$ 200 milhões são da prefeitura

André Muzell / R7
André Muzell / R7
Prefeito Eduardo Paes assina acordo para financiamento das obras do corredor da Transcarioca

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), em evento realizado nesta segunda-feira (10) no Palácio da Cidade, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro afirmou que quer utilizar o projeto do veículo BRT (sigla em inglês para Bus Rapid Transit) para incentivar a criação do motor elétrico híbrido que reduz ou substitui por completo a utilização do diesel na frota de transporte em massa.

- Nós gostaríamos de tornar o projeto BRT exemplar, o BNDES está empenhado em transformar essa obra em exemplo sustentável, por meio da utilização de tecnologias alternativas para transportes de massa. Queremos desenvolver o sistema de tração elétrico híbrido para ajudar a retirar veículo individual de rua aliado a um meio integrador de transporte que seja feito de forma sustentável, para agregar qualidade ambiental ao Rio.

Segundo Coutinho, este é um projeto para que em 2014 e em 2016 o Rio possa mostrar uma obra que agrega qualidade de vida à sua população mas também tenha um cunho ambiental.

Embora o presidente da instituição não tenha citado o nome de nenhuma empresa, ele confirmou que há conversações com companhias nacionais e internacionais para viabilizar a criação de motores que utilizem a tecnologia hibrida (combustível mais eletricidade) e que esteja pronta para ser implementada em até três anos.

No entanto, ele não garantiu que essa tecnologia fique pronta a tempo da Olimpíada de 2016 pois pode haver obstáculos técnicos.

- Vai depender da capacidade tecnológica de desenvolver uma solução adequada e competitiva dentro do prazo. Vai depender da capacidade privada.

O presidente do BNDES reiterou que para a viabilização desse financiamento foi necessário realizar muitas adaptações, não só para que o BRT da Transcarioca se integrasse de forma plena a outros modais (metrô, ciclovias, trem, importantes vias da cidade, como a avenida Brasil e a avenida Ayrton Senna) - o que permitirá que a população carioca consiga deslocar-se pela cidade de forma mais adequada - mas também houve uma demanda de ajustes para que fossem respeitados os centros dos bairros e que todas as curvas do trajeto valorizassem o entorno, contribuindo com melhorias e reurbanização das áreas pelas quais a via irá percorrer.

A prefeitura do Rio assinou hoje com o BNDES o contrato de financiamento das obras da Transcarioca que vai ligar a Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, passando por uma série de bairros da zona norte e zona oeste.

O investimento total na Transcarioca será de R$ 1,3 bilhão, sendo R$ 1,1 bilhão financiados pelo governo federal e R$ 200 milhões dos cofres da prefeitura. De acordo com Alexandre Sansão, secretário municipal de transportes, esta é a maior obra de transporte já feita pela prefeitura do Rio de Janeiro.

O projeto da Transcarioca já era conhecido pelo BNDES. Segundo o prefeito Eduardo Paes, assim que ele foi apresentado como subprefeito de Jacarepaguá em 1999, o atual BRT já estava BA pauta de obras imprescindíveis, mas era apresentado sob a alcunha de T5, que há décadas vem sendo prometida para reestruturar o trânsito na região da zona norte e oeste da cidade.

- Não é apenas uma obra de transporte, é uma obra que estrutura o subúrbio carioca.

Se levado a cabo como prometido, o BRT da Transcarioca ficará pronto em três anos após a construção de 39 quilômetros de extensão, com nove pontes e dez viadutos, diminuindo, segundo promete a prefeitura, o percurso entre o aeroporto Tom Jobim à Barra da Tijuca à metade do tempo, passando de 946 minutos para 49 minutos.

- O mais interessante será possibilitar que os turistas que chegarem ao Galeão consigam ir direto para seus hotéis na Barra da Tijuca não só de forma ágil mas também com segurança.




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