domingo, 17 de outubro de 2010

BNDES deve aprovar este mês financiamento de ônibus expresso no Rio

15/10/2010 - Valor Online -  Rafael Rosas

RIO - A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve aprovar em até três semanas o financiamento para a construção da linha de ônibus expresso (BRT, sigla de Bus Rapid Transit) que ligará a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. O custo estimado do projeto é de R$ 1,2 bilhão e o banco de fomento poderá arcar com mais de 90% desse valor.

As estimativas foram feitas hoje pelo diretor de inclusão social e crédito do BNDES, Élvio Gaspar, para quem a tendência nos financiamentos destinados a hotéis, modais de transporte e arenas que serão erguidos ou reformados para a Copa de 2014 e para a Olimpíada de 2016 é de taxas menores e prazos maiores para os que atenderem requisitos de sustentabilidade ambiental e social.

De acordo com o executivo, a diretoria do banco vai aprovar inicialmente a construção do corretor de tráfego para os BRTs. O objetivo do banco é obter metas para reduzir impactos ambientais na compra dos equipamentos que serão utilizados.

“Estamos discutindo com a Prefeitura para que [os veículos] tenham baixa emissão e vamos discutir com os contratantes a tecnologia”, disse Gaspar, que participou de seminário na Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), no Rio de Janeiro.

O diretor do banco garantiu que não haverá pressão para o uso de uma determinada tecnologia – o que poderia elevar o preço da tarifa para os usuários –, mas a concessão de condições mais vantajosas no crédito dado a projetos ambientalmente e socialmente sustentáveis. Como exemplo, lembrou os projetos dos dois hotéis já beneficiados com recursos do ProCopa no Rio de Janeiro. A reforma do Glória terá financiamento com prazo de 15 anos, enquanto a construção do Ibis Copacabana terá prazo de 18 anos.

“Vai dar muito certo porque é economicamente vantajoso”, frisou Gaspar, lembrando que os juros anuais caem de 8,4% para 6,9% no caso de hotéis que cumprem as sugestões ambientais e sociais dadas pelo banco de fomento, como melhor aproveitamento energético, coleta de água e de resíduos sólidos. “Não vamos deixar de financiar, mas estabelecer diferenças de taxa e de prazo que cobrem com folga e estimulam economicamente a decisão do empreendedor”, acrescentou.

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