Novos BRTs custarão R$ 2,7 bi

09/11/2014 - O Dia - RJ


Rio - Para que todos os oito BRTs esperados para a Baixada e o Leste Fluminense até 2018 saiam do papel, serão necessários investimentos de, pelo menos, R$ 2,75 bilhões. A estimativa é da Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros), que propõe ainda, em parceria com a Câmara de Integração Governamental do Rio, a criação de faixas exclusivas para ônibus na Ponte Rio-Niterói e no Arco Metropolitano, como O DIA  antecipou na segunda-feira. Os gastos previstos para estes dois empreendimentos ainda não foram orçados. A expectativa é de que os oito primeiros atendam a uma demanda diária de 683 mil passageiros, o que possibilitaria a retirada de 1.015 ônibus das ruas. Os corredores somam aproximadamente 450 quilômetros.

No congresso internacional Etransport, realizado até sexta no Riocentro, a Fetranspor detalhou as rodovias que devem ser contempladas com as pistas exclusivas para ônibus. Para a Baixada Fluminense, há previsão de BRTs na Dutra, Via Light e Rodovia Washington Luiz, além do Transbaixada. Este último é um corredor transversal de 25 km de extensão, estratégico para a ligação dos três primeiros, que, também se ligam ao Transbrasil, cujas obras começam ainda este mês. Com isso, os BRTs da Baixada poderiam se integrar com a Ponte e o Arco Metropolitano. Estima-se que, dos mais de 3,7 milhões de habitantes dos municípios beneficiados, 420 mil serão transportados, por dia, em 290 ônibus articulados e 460 convencionais, 590 a menos do que a frota atual.

Já no lado leste da Baía de Guanabara, estão entre os planos para receber BRTs os corredores BR-101 (Niterói-Itaboraí), RJ-104 (Niterói-Itaboraí, via Alameda São Boaventura), RJ-106 (Tribobó-Maricá) e Niterói-Alcântara. Este último permitirá, no antigo caminho do trem, a integração não só entre as cidades de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá, mas também com os corredores do Rio, através do eventual BRT da Ponte, fechando o elo com o Transbrasil. Com mais de 2 milhões de habitantes, essa região terá 263 mil passageiros atendidos, diariamente, por 312 veículos articulados e 208 convencionais. Serão 425 ônibus a menos nas ruas.

A proposta para a Ponte é implantar uma faixa de BRT em cada sentido. A Fetranspor prevê que a obra reduziria até metade do tempo de viagem e retiraria de circulação 1.500 ônibus por hora no pico da tarde. Apesar disso, este projeto não agrada a Agência Nacional de Transportes Terrestres, porque extrapola os investimentos previstos para a nova concessão a ser licitada, até junho.

Fetranspor insiste no BRT da Ponte

Para que o BRT da Ponte seja viável, o presidente da Fetranspor, Lélis Teixeira, propõe que o pedágio seja mantido em R$ 5,20. A ANTT cogita redução para R$ 4,27 na nova concessão. "Seria ótimo sair de São Gonçalo, passar pela Ponte e chegar ao Rio sem ter que fazer integração. O sistema funcionaria como uma rede, distribuindo para o metrô, trem, VLT e BRTs do Rio", diz ele.

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